27 de novembro de 2025

Luther Allison – Night Life (1976)

 

3. I Can Make It Thru The Day (But Oh Those Lonely Nights)
5. Party Time (Part 1 & 2)
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Luther Allison Night Life (1976) – o disco que dividiu os bluesman.

  • Estilo: Chicago blues feroz cruzado com soul-funk da Motown – guitarras cortantes, metais explosivos, backing vocals femininas e grooves dançantes que fariam James Brown sorrir.
  • Destaques absolutos: o riff matador de “Night Life”, o balanço contagiante de “Turn Back the Hands of Time”, o funkão “Party Time (Part 1 & 2)” e o slow blues arrasador “I Can Make It Thru The Day”.
  • Produção luxuosa de Luther Allison com Clay McMurray; arranjos de metais por David Van De Pitte (o mesmo de “What’s Going On” do Marvin Gaye) e gravação nos míticos estúdios Hitsville U.S.A.
  • Curiosidade de gravação: o álbum inteiro foi feito em apenas duas semanas, com Luther tocando guitarra em praticamente todas as faixas mesmo sob a avalanche de horns.
  • Contexto histórico: lançado pela Motown, foi odiado pelos puristas americanos, mas virou febre na Europa, pavimentando a mudança definitiva de Luther para a França em 1977, onde se tornou lenda absoluta.
Um clássico polêmico e delicioso que prova: às vezes o blues precisa dançar para sobreviver. Imperdível para quem curte Albert King, Bobby “Blue” Bland ou o lado mais funky da soul music.

Boubacar Traoré - Mali Denhou 2011

 

1. M’Badehou (6:08)
3. Mondeou (3:58)
4. Mali Denhou (4:51)
5. Minuit (4:16)
8. N’Dianamogo (5:35)
9. Fama (5:40)
10. Kankan Baro (4:20)


Boubacar Traoré Aos 69 Anos: “Mali Denhou” – O Blues Mais Bonito do Sahel Chega em 2011
 
  • Estilo: uma fusão hipnótica entre o blues cru do Delta do Mississippi e a tradição mandinga, com ngoni, balafão, calabash e a guitarra acústica inconfundível de “Kar Kar”.
  • Voz grave e emocionante de Boubacar Traoré + harmônica magistral do francês Vincent Bucher (presente em todas as 11 faixas) criam duetos que parecem Junior Wells tocando em Kayes.
  • Faixas imperdíveis: a abertura arrasadora “M’Badehou”, o lamento profundo “Farafina Lolo Lôra”, a leveza dançante de “Minuit”, a alegria contida “Mondeou” e o encerramento comovente “N’Dianamogo”.
  • Gravado ao vivo, em takes diretos, no lendário Studio Moffou de Salif Keita, em Bamako – pura essência orgânica, sem overdubs.
  • Curiosidade histórica: nos anos 60, Traoré foi a maior estrela do Mali independente com o hit “Mali Twist”; desapareceu por décadas trabalhando como alfaiate e renasceu nos anos 90 como ícone mundial do desert blues.
Um disco essencial para quem ama Ali Farka Touré, Habib Koité ou o blues em sua forma mais ancestral e africana. Imperdível.

26 de novembro de 2025

Shirley Johnson - Killer Diller 2002

 

Rainha de Chicago: “Killer Diller” (Delmark, 2002) – A estreia arrasadora de Shirley Johnson
 
A voz que faz Koko Taylor sorrir no céu: potente, sexy e cheia de alma, Shirley Johnson chegou em 2002 com um disco que reacendeu o trono das grandes divas do blues.
 
Estilo 
Chicago blues moderno com shuffles incendiários, slow blues de cortar o coração e pitadas de soul-gospel.
 
Faixas que pegam fogo
“Killer Diller” (explosão absoluta), “Your Turn To Cry”, a versão avassaladora de “Little Wing” (Hendrix nunca soou tão blues), “It Hurts Me Too” e “As The Years Go Passing By”.

Baixo: Nick Holt / Bateria: Willie Hayes / Teclados: Roosevelt Purifoy / Metais: Willie Henderson e Henri Ford
 
Curiosidade
Gravado aos poucos entre 1996 e 2001 no Riverside Studio, em Chicago – cinco anos de paciência que resultaram em um som vivo e sem data de validade.

Contexto histórico
Chegou bem no meio do revival das cantoras de Chicago (junto com Grana Louise e Deitra Farr), provando que o West Side e South Side ainda produzem rainhas. Imperdível para quem ama blues cantado com verdade.