22 de abril de 2019

Paul McCartney - Choba B CCCP [Snova V SSSR] (1988)



2. Twenty Flight Rock (Eddie Cochran, Ned Fairchild) - 3:03
4. Bring It On Home to Me (Sam Cooke) - 3:14
5. Lucille (Richard Penniman, Albert Collins) - 3:13
6. Don't Get Around Much Anymore (Duke Ellington, Bob Russell) - 2:51
7. That's All Right Mama (Arthur Crudup) - 3:47
8. Ain't That a Shame (Fats Domino, Dave Bartholomew) - 3:43
9. Crackin' Up (Ellas McDaniel) - 3:55
10. Just Because (Bob Shelton, Joe Shelton, Sydney Robin) - 3:34
11. Midnight Special (Traditional) - 3:59
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Choba B CCCP: Paul McCartney Grava Rock 'n' Roll em Dois Dias e Presenteia a URSS em 1988
Em 1988, Paul McCartney lançou Choba B CCCP (Снова в СССР), um álbum de rock and roll cru e contagiante feito só de covers de clássicos dos anos 1950 e início dos 60 que marcaram sua juventude. Gravado de forma rápida e sem firulas, o disco entrega a energia direta e divertida do rock primitivo que o inspirou desde o começo.
Com Paul McCartney na voz, baixo e guitarra, Mick Green na guitarra afiada, Mick Gallagher no piano e teclados, e Chris Whitten na bateria (com Nick Garvey e Henry Spinetti em algumas faixas), o álbum soa como uma jam session ao vivo no estúdio. 
Destaques: vão para o groove estendido de “Kansas City” (mais de 4 minutos de pura diversão), o clássico “Lucille” de Little Richard, cheio de atitude, e a versão folk-rock animada de “Midnight Special”. Guitarras cortantes, piano marcante e bateria direta criam um som simples, espontâneo e viciante — nada de produções pesadas, só o feeling de banda tocando standards com gosto de palco.
Curiosidade: Tudo foi gravado em apenas dois dias (20 e 21 de julho de 1987) no estúdio caseiro de Paul em Hog Hill Mill, onde ele e uma banda pequena cobriram dezenas de músicas para capturar a essência crua do rock que amava. Lançado exclusivamente na União Soviética em outubro de 1988 pela Melodiya, o álbum foi um gesto de paz durante a Perestroika; nas notas de encarte, McCartney escreveu que a admiração soviética pelos Beatles provava que “as pessoas em todo o mundo têm muito em comum” e estendia “a mão da paz e da amizade” aos fãs de lá.
Se gostou, veja também… Run Devil Run (1999), outro mergulho de McCartney no rock roots com a mesma vibe energética.


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