3 de junho de 2026

Joe Bonamassa – Muddy Wolf At Red Rocks 2015

 

Muddy
1. We Went Down To The Mississippi Delta (Shirley, Bova) 2:53
2. Muddy Waters Talking (1:04)
3. Tiger In Your Tank (Dixon) 4:30
4. I Can't Be Satisfied (Morganfield) 4:37
5. You Shook Me (Lenoir, Dixon) 7:38
6. Stuff You Gotta Watch (Morganfield) 5:09
7. Double Trouble (Collins, Van Zant) 7:30
8. Real Love (Morganfield) 3:16
9. My Home Is On The Delta (Morganfield) 6:53
10. All Aboard (Morganfield) 7:13
Wolf
11. Howlin' Wolf Talking (0:39)
12. How Many More Years (Burnett) 6:38
13. Shake For Me (Dixon) 5:12
14. Hidden Charms (Dixon) 3:15
15. Spoonful (Dixon) 7:59
16. Killing Floor (Burnett) 3:34
17. Evil Is Going On (Dixon) 6:28
18. All Night Boogie (All Night Long) (Burnett) 5:48
Joe
19. Hey Baby (New Rising Sun) (Hendrix) 1:13
20. Oh Beautiful! (Bonamassa, House) 6:15
21. Love Ain't A Love Song (Bonamassa, Flowers, Steele) 5:48
22. Sloe Gin (Kamen, Ezrin) 9:23
23. The Ballad Of John Henry (Bonamassa) 8:16
24. Mississippi Heartbeat (Opening Title) (2:43)
25. Muddy Wolf (Credits) (Shirley, Bova) 3:12
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Muddy Wolf at Red Rocks: Joe Bonamassa incendeia o Colorado e homenageia os reis do blues!
Gravado ao vivo no lendário Red Rocks Amphitheatre, em Morrison, no Colorado, no dia 31 de agosto de 2014, Muddy Wolf at Red Rocks (lançado em 24 de março de 2015) é o tributo eletrizante de Joe Bonamassa a dois gigantes do Chicago blues: Muddy Waters e Howlin’ Wolf. Mais de duas horas de blues elétrico cru, com groove pesado, slides afiados e improvisos que fazem a plateia de 9 mil fãs vibrar.
A banda: Joe na guitarra e voz, Kirk Fletcher na segunda guitarra, Anton Fig na bateria, Michael Rhodes no baixo, Mike Henderson na gaita, Reese Wynans no piano e órgão, além da seção de metais com Lee Thornburg (trompete), Ron Dziubla (sax) e Nick Lane (trombone). 
Destaques: “You Shook Me” ganha solo incendiário e metais marcando o ritmo; “Spoonful” vira uma jam épica de quase oito minutos; e “Sloe Gin” fecha o set de Joe com emoção pura e guitarra chorosa. É blues-rock visceral, cheio de improvisos livres, energia ao vivo e aquela fusão que respeita a raiz sem perder o peso moderno.
Curiosidade: antes do show, Joe e o produtor Kevin Shirley pegaram a estrada até o Delta do Mississippi, visitaram o mítico Crossroads e o Delta Blues Museum para mergulhar nas origens — e o DVD traz o documentário “Joe and Kevin’s Excellent Adventure” com tudo isso. Outro fato marcante: foi o maior público da carreira de Joe até então, com interlúdios usando gravações originais de Muddy e Wolf, e bônus com imagens históricas raras dos dois mestres.

2 de junho de 2026

Romeo Void – Live ’81-’85 (2026)

 

1. In The Dark
2. Flashflood
3. Shake The Hands
4. Not Safe
5. Undercover Kept
6. White Sweater
7. S.O.S.
9. I Meant It
10. Billy's Birthday
11. Just Too Easy
12. Say No
14. A Girl In Trouble
15. Band Intro
16. Out On My Own
17. Six Days And One
18. Chinatown
19. Myself To Myself


Romeo Void acende o palco de novo em "Live ’81–’85"
A Liberation Hall lançou para o Record Store Day de 2026 um tesouro pra quem curte new wave raiz: Live ’81–’85, um disco duplo ao vivo que captura Romeo Void em plena forma durante shows em Ann Arbor, Albany, Londres e Berlim. O resultado é cru, urgente e cheio daquela tensão nervosa que sempre definiu a banda.
Debora Iyall lidera tudo com uma presença magnética, alternando entre frieza e emoção pura. O baixo de Frank Zincavage e o saxofone de Benjamin Bossi criam um diálogo afiado, enquanto os bateristas Larry Carter e Aaron Smith mantêm o groove vivo. 
Destaques: “Never Say Never”, que explode no palco, “A Girl In Trouble (Is a Temporary Thing)”, que ganha ainda mais peso ao vivo, e “Instincts”, que mostra a banda no auge da sua fase mais experimental. O som mistura post-punk com toques funk e uma urgência que não envelheceu nada.
O mais legal é que as fitas vieram direto do arquivo pessoal da banda — muitas gravadas em cassete —, e a curadoria priorizou as noites em que tudo realmente encaixou. O pacote físico ainda vem caprichado: capa gatefold desenhada por Zincavage, encarte com letras, fotos raras e memorabilia.



Ernie Williams & The Wildcats - Sun Goin' Down 1993

 

 1. Who's Gonna Love You - 3:54
 2. World I Used To Know - 4:38
 3. South Of Memphis - 4:24
 4. Lonely Man - 9:01
 5. Trouble - 3:31
 6. Good Old Days - 5:23
 7. Where'd You Stay Last Night - 4:06
 8. House Was Gone - 4:43
 9. Love A Woman So Bad - 8:03
10. Sun Goin' Down - 6:22
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Sun Goin’ Down: o blues que demorou décadas pra ser descoberto
Baixista e cantor de blues que passou anos tocando em bares de bairro em Nova York e Albany sem nunca ganhar o holofote. Em 1993, já com quase 70 anos, Ernie Williams montou os Wildcats e lançou Sun Goin’ Down, seu disco de estreia no selo caseiro Wildcat Records – um blues sincero, sem pose, que mistura baladas cheias de alma com rock de estrada.
A banda era liderada pelo guitarrista Mark Emanatian, que trazia a energia certa pro som cru e direto de Williams. O disco mostra toda a versatilidade dele: vai do balanço roadhouse de “Trouble” ao clima longo e introspectivo de “Lonely Man” (quase 9 minutos de puro feeling), passando pela faixa-título “Sun Goin’ Down”. As letras são pessoais e tocantes, o groove é blues de raiz com aquele toque rock dos shows nos clubes de Albany, e os improvisos soam naturais, sem firula.
Curiosidade: o álbum foi gravado no Reeltime Studios, em Greenfield, logo depois que a banda começou a lotar casas de rock na região – tudo feito com garra e no capricho do próprio selo. Williams ficou conhecido como o “Embaixador do Blues” da Capital Region, provando que o velho clichê do veterano “descoberto” tarde ainda pode acontecer.

1 de junho de 2026

Shaun Murphy - Brand New Blues 2026

 

1. Mama's Home (3:18)
2. Bad Luck And Trouble (3:24)
3. Mobile (5:33)
4. Brand New Blues (4:30)
5. Against The Wind (3:21)
6. Killing Time (3:51)
7. Flatlands (3:32)
8. Just As I Am (4:54)
9. Take My Kiss Up Off Your Lips (3:14)
10. I'm Gonna Take The Money (3:21)
11. Big Gurlz Don't Cry (3:06)
12. Love Me Like You Used To Love Me (5:27)
13. Love's Track (3:13)
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Blues novinho em folha que chega pegando fogo!
Brand New Blues da Shaun Murphy, lançado fresquinho em maio de 2026, o disco é puro blues e R&B com aquela pegada soul poderosa, cheia de groove e emoção que só quem tem estrada sabe entregar.
Shaun lidera com sua voz arrasadora e conta com a banda de turnê afiadíssima: Tom DelRossi na bateria e percussão, Mike Means no baixo e Anthony Saddle nos teclados. 
Destaques: a título “Brand New Blues”, que abre o jogo com classe, o single “I’m Gonna Take the Money”, cheio de atitude, e “Love Me Like You Used To Love Me”, um lento que emociona e mostra toda a potência vocal dela. O som é quente, com produção rica de Nashville, instrumentação precisa e improvisos que fluem naturais, misturando blues raiz com toques de soul e rock sem perder a essência.
Curiosidade: o álbum foi todo gravado no Coming Soon Sounds, em Nashville, junto com a banda que ela leva na estrada, e Shaun mesma disse que esse é o seu favorito de todos os tempos, o “lucky #12”. Depois de uma carreira que começou em 1969 no primeiro Ann Arbor Blues Festival e passou por Little Feat, Bob Seger, Eric Clapton e tanta gente grande, ela ainda entrega um trabalho que soa renovado e cheio de vida.