2 de abril de 2026

Luther Allison - Montreux Complete Show 1976

 

A3The Bum Is Mine
A4Same Thing
B1Easy Baby
B2Bloomington Closing
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Montreux 1976: O Furacão Blues que Mudou a Carreira de Luther Allison!
Gravado ao vivo no dia 3 de julho de 1976, no lendário Montreux Jazz Festival, o álbum Montreux 1976 Complete Show (lançado em 2021 pela Ruf Records) captura o show completo e explosivo que marcou a estreia europeia de Luther Allison. Aos 37 anos, o guitarrista e cantor de Chicago entregou um set incendiário de blues elétrico carregado de soul, rock e pura energia, com sua guitarra flamejante e voz rasgada no comando.
Acompanhado por sua banda americana de turnê — James Solberg (guitarra), Larry Byrne (teclados), Jeff Aldrich (baixo), Jay Mattes (bateria) e Fat Richard Drake (sax) —, Allison brilha em faixas como o opener “Gambler’s Blues” (de B.B. King), o clássico “Sweet Home Chicago”, o groove pesado de “Same Thing” (Willie Dixon) e o épico “Little Red Rooster” de 12 minutos, com duelo memorável de sax e guitarra. Destaque ainda para a original “Bloomington Closing” e o soul de “Easy Baby”.
Curiosidade: este foi o primeiro show da turnê que levou Allison à Europa permanentemente — ele sumiu da cena americana logo após o disco Night Life (Motown) e só voltou em 1995. Um registro histórico de quando o blues ganhou o Velho Mundo.

1 de abril de 2026

The Clockworks – The Entertainment (2026)

 

2. Best Days
4. La Dolce Vita
5. Work In Progress
6. The Actor
7. Magnificent Seven
8. The Double
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The Clockworks Reinventa o Rock: “The Entertainment” é Cinema, Fúria e Reflexão
Com The Entertainment (2026), The Clockworks entrega seu segundo álbum e uma evolução impressionante. Se o debut Exit Strategy (2023) era pura energia de garagem, o novo trabalho chega maduro, cinematográfico e afiado, com influências declaradas de Blade Runner, Drive e Fellini. O quarteto irlandês — James McGregor (voz e letras), Sean Connelly (guitarra), Damian Greaney (bateria) e Tom Freeman (baixo) — troca o barulho cru por um som coeso, sem produção excessiva, onde o baixo pesado de “Getaway Car” tensiona e a leveza de “Through The Looking Glass” flutua com elegância.
O álbum abre em ritmo alucinante com “How To Exist”, um desabafo stream-of-consciousness que termina em “I’m looking for something to believe in”. Destacam-se “True Romance”, confissão crua com o verso “even the devil in my head has taken to praying”, e o single “Well Well Wellness”, que ironiza a indústria do bem-estar com humor ácido. “Best Days” e “The Actor” mergulham na melancolia existencial, questionando o sentido da vida.
Curiosidade: a banda testou o demo de “Well Well Wellness” junto com um trecho de The Bear e percebeu que a sintonia era perfeita. A capa, inspirada em uma histórica edição da LIFE Magazine sobre os primeiros cinemas 3D, reforça o tema central: tecnologia que promete conexão e entrega isolamento.

Janis Joplin - The Pearl Sessions (1970)

 

DISC 1: PEARL

1. Move Over
2. Cry Baby
3. A Woman Left Lonely
4. Half Moon
5. Buried Alive in the Blues
6. My Baby
7. Me and Bobby McGee
8. Mercedes Benz
9. Trust Me
10. Get It While You Can
11. Me and Bobby McGee - (mono)
12. Half Moon - (mono)
13. Cry Baby - (mono)
14. Get It While You Can - (mono)
15. Move Over - (mono)
16. A Woman Left Lonely - (mono)

DISC 2: THE PEARL SESSIONS and MORE...

1. Overheard in the Studio...
2. Get It While You Can [Take 3: 7.27.70] - (previously unreleased, take, alternate take)
3. Overheard in the Studio...
4. Get It While You Can [Take 5: 7.27.70] - (previously unreleased, take, alternate take)
5. Overheard in the Studio...
6. Move Over [Take 6: 7.27.70] - (previously unreleased, take, alternate take)
7. Move Over [Take 13: 7.28.70] - (previously unreleased, take, alternate take)
8. Move Over [Take 17: 7.28.70] - (previously unreleased, take, alternate take)
9. Me and Bobby McGee [Demo Version 7.28.79]
10. Me and Bobby McGee [Take 5: Alternate: 7.28.79] - (previously unreleased, alternate take)
11. Cry Baby [Alternate Version 9.5.70] - (alternate take)
12. Woman Left Lonely [Alternate Vocal 9.9.70], A - (previously unreleased, alternate take)
13. Overheard in the Studio...
14. My Baby - (previously unreleased, alternate take)
15. Overheard In the Studio...
16. Get It While You Can [Take 3: 9.11.70] - (previously unreleased, take, alternate take)
17. My Baby - (alternate take)
18. Pearl
19. Tell Mama [Live 7.28.70]
20. Half Moon [Live 8.3.70]
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Pearl Sessions: A Voz de Janis Joplin Que Ainda Rasga o Céu!
Em 1971, poucos meses após a morte de Janis Joplin por overdose, chegava às lojas Pearl, o álbum que se tornaria seu testamento definitivo. Gravado com a Full Tilt Boogie Band — a “família” que ela tanto buscava, formada por John Till (guitarra), Richard Bell (piano), Ken Pearson (órgano), Brad Campbell (baixo) e Clark Pierson (bateria) —, o disco mistura com fúria e precisão o blues, soul, country e rock and roll cru que Janis venerava em Bessie Smith, Billie Holiday e Aretha Franklin.
O relançamento The Pearl Sessions (edição dupla) entrega o álbum clássico no Disc 1 e, no Disc 2, um mergulho imperdível no estúdio: takes inéditos de “Get It While You Can”, “Move Over” e “Me and Bobby McGee”, versões alternativas de “Cry Baby” e “A Woman Left Lonely”, além de conversas captadas entre as faixas que revelam a energia caótica e familiar das sessões.
Produzido por Paul Rothchild (The Doors), o trabalho foi praticamente finalizado quando Janis partiu. O que sobrou foi puro ouro: uma voz desgarrada, visceral e ao mesmo tempo acessível que continua soando revolucionária. Pearl não é só um álbum póstumo — é a prova de que Janis Joplin, a dama branca do blues rock, deixou o mundo cantando mais alto do que nunca.