11 de maio de 2026

Bonnie Raitt – Road Tested 1995

 

1. Thing Called Love
2. Three Time Loser
3. Love Letter
4. Never Make Your Move Too Soon
5. Something To Talk About
6. Matters Of The Heart
7. Shake A Little
8. Have A Heart
9. Love Me Like A Man
10. The Kokomo Medley
11. Louise
12. Dimming Of The Day
13. Longing In Their Hearts
14. Come To Me
15. Love Sneakin' Up On You
17. I Can't Make You Love Me
18. Feeling Of Falling
19. I Believe I'm In Love With You
20. Rock Steady
21. My Opening Farewell
22. Angel From Montgomery
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Bonnie RaittRoad Tested
quando o blues encontra a alma de um grande show ao vivo

Lançado em 1995, Road Tested marcou o primeiro álbum ao vivo da carreira de Bonnie Raitt, registrando a força de uma artista no auge criativo após o sucesso de Nick of Time e Longing in Their Hearts. O disco mistura blues, rock, folk e soul com uma naturalidade impressionante, capturando a atmosfera quente e espontânea de suas apresentações.

Gravado durante a turnê de 1995 em Oakland e Portland, o álbum reúne participações de peso como Bryan Adams, Bruce Hornsby, Jackson Browne, Ruth Brown e Kim Wilson

Destaques:I Can’t Make You Love Me”, carregada de emoção ao piano de Hornsby, a poderosa “Something To Talk About” e a incendiária releitura de “Burning Down The House”, do Talking Heads. O som alterna slide guitar cortante, grooves cheios de swing e interpretações vocais intensas que transformam cada faixa em experiência de palco.

Curiosidade: Bonnie esperou quase 25 anos de carreira para lançar um álbum ao vivo, acreditando que só naquele momento conseguiria registrar sua banda exatamente como queria. A produção ficou nas mãos dela própria ao lado de Don Was, e várias músicas foram regravadas durante os shows para atingir o resultado ideal.

Se gostou, veja também Nick of Time e Luck of the Draw.


10 de maio de 2026

Fania All Stars - Latin - Soul - Rock (1974/2000)

 

1. Viva Tirado (5:23)
2. Chanchullo (5:38)
3. Smoke (4:06)
4. There you go (3:11)
5. Mama guela (2:56)
6. El raton (7:56)
7. Soul makossa (5:49)
8. Congo bongo (10:18)
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Fania All Stars: Latin, Soul e Rock em Chamas no Estádio!
O Latin ~ Soul ~ Rock, lançado em 1974 pela Fania Records (com reedições que chegaram até 2000), é um disco ao vivo explosivo que mistura salsa, funk, soul e rock com pegada afro-cubana. Gravado em shows históricos de 1973, o álbum captura o auge da Fania All Stars provando que a música latina podia dominar qualquer ritmo.
Com Johnny Pacheco no comando (guiro, chimes e percussão), o time de monstros inclui Hector Lavoe, Ismael Miranda, Willie Colón, Ray Barretto, Mongo Santamaría e o baixista Bobby Valentin. Os convidados internacionais roubam a cena: o guitarrista Jorge Santana (irmão de Carlos), o saxofonista Manu Dibango, o baterista Billy Cobham e o organista Jan Hammer (Mahavishnu Orchestra). 
Destaques: o groove contagiante de Viva Tirado, o jam épico de El Ratón (7 minutos de pura energia) e o fechamento incendiário de Congo Bongo, com percussão que não para. É improvisação, metais afiados e baixos pulsantes em fusão perfeita.
Curiosidade: Jerry Masucci, fundador da Fania, montou o repertório especialmente para mostrar ao mundo que músicos latinos mandavam em soul e rock – e o show no Yankee Stadium, para mais de 40 mil pessoas, foi tão louco que os fãs invadiram o campo e cortaram o concerto no final de “Congo Bongo”. “Soul Makossa” precisou ser gravada depois em Porto Rico para entrar no disco.

Zappa & The Wild Irish Lasses - Folk meets Blues Blind Man Blues (2015)

 

01. Will The Circle Be Unbroken
02. Blind Man Blues
03. Dixie Land
04. St. James Infirmary
05. Banjo Picking Girl
06. The Beautiful Valley
07. Will You Go Lassie Go
08. Down By The Riverside
09. Ring Of Fire
10. New Rivertrain
11. My Baby Is Crying
12. Our Home
14. Whiskey In The Jar
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Zappa & The Wild Irish Lasses: Folk Meets Blues Blind Man Blues O Casamento Perfeito entre Banjo e Blues!
Em 2015, Zappa & The Wild Irish Lasses lançou Folk meets Blues Blind Man Blues, um disco que faz exatamente o que promete: une folk irlandês e blues de forma crua, sincera e cheia de alma. O resultado é um som acolhedor, dançante e profundo, com clássicos reimaginados que parecem feitos para tocar no pé de uma fogueira ou num bar lotado.
A formação: Johann “Zappa” Cermak (vocais, guitarra e gaita, líder da banda de blues Bluespumpm), Judith Pechoc (vocais, violino, guitarra, banjo e bandolim) e Nadja Milfait (vocais, cello e flauta irlandesa). 
Destaques: “Blind Man Blues”, com seu feeling blueseiro marcante, o clássico “Whiskey In The Jar”, que ganha um balanço irresistível, e “Will The Circle Be Unbroken”, que mistura emoção gospel com groove folk. O disco respira banjo agitado, cello melancólico, violino dançante e guitarras que entregam aquele swing blues sem frescura.
Curiosidade: tudo começou com um encontro fatídico em 2001 entre Zappa e o duo The Wild Irish Lasses (que já tocava folk irlandês desde 1991), gerando mais shows juntos do que com a banda de blues dele. E o melhor: o projeto nasceu na Áustria, na região de Niederösterreich, e foi lançado pela Wolf Records, selo que entende de raízes autênticas.

9 de maio de 2026

Blues Company – Take The Stage 2020

 

1. Intro – 3:22
2. Evil Minds – 4:09
3. Scatter – 2:46
4. Why? – 3:20
5. Blockhead – 5:29
6. Drop Me A Line – 3:07
7. Again – 5:12
8. To The Moon! – 3:31
9. Yours – 4:12
10. Fuzzy Logic – 4:22
11. King Of Misdirection – 5:17
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Blues Company – O palco como território sagrado em Take The Stage

Lançado em 2020, Take The Stage captura a energia vibrante da veterana Blues Company em um show gravado no tradicional Bowers & Wilkins Rhythm’n’Blues Festival, na Alemanha. O disco mergulha fundo no blues elétrico, mas também passeia com naturalidade por soul, funk e blues rock, sempre com clima de apresentação incendiária.

A formação liderada por Todor 'Toscho' Todorovic entrega uma performance cheia de groove ao lado de Mike Titre, Arnold Ogrodnik e Florian Schaube, reforçada pelos metais da Fabulous BC Horns e pelos vocais das Soul Sistaz. Entre os grandes momentos estão a explosiva “Let’s Work Together”, a climática “Black Night” e o encerramento instrumental “Hideaway / Peter Gunn Theme”, que transforma o álbum em uma verdadeira celebração do blues ao vivo. Os arranjos ganham peso com solos de guitarra intensos, harmônica cortante e uma cozinha rítmica afiadíssima.

Curiosidade: o álbum nasceu porque os planos de gravação de um novo disco de estúdio foram interrompidos pela pandemia, levando a banda a resgatar essa apresentação de 2017. Em entrevistas, Todorovic afirmou que a Blues Company sempre se considerou прежде de tudo “uma banda de palco”, defendendo que é ao vivo que sua música ganha vida completa.

Se gostou, veja também… Ain't Givin' Up e Royal Tea.