7 de novembro de 2026

Litto Nebbia & La Luz - The Blues Parte II World Blues (2007)

 

1. Casi todo sucede al mismo tiempo
2. Corre niña
3. You've Really Got a Hold On Me
4. Tonta (Silly Girl)
5. Dreams II
6. Cambio de abrigo
7. 24 Manigueis
8. Daydream
9. Islas
10. She Said She Said
11. Blues para Santiago del Estero
12. You Don't Know Me
13. Deja que conozca el mundo de hoy
14. The Blues
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O segundo volume do blues de Nebbia com a Luz, 
entre nostalgia e homenagem

The Blues parte dos: World Blues, lançado em 2007 pelo selo Melopea, é o segundo disco da série The Blues de Litto Nebbia com a banda La Luz, um trabalho de rock que funciona como homenagem à música blues e como exercício de nostalgia. A formação confirmada de La Luz na época reúne Nebbia na voz, guitarra, piano, sintetizadores, percussão, melódica e coros, Ariel Minimal na guitarra e coros, Federico Boaglio no baixo e coros, e Daniel Colombres na bateria e percussão.

O disco destaca as recriações de “You’ve Really Got a Hold On Me” (versão conhecida pelos Beatles e por Smokey Robinson & The Miracles), “She Said She Said” (também dos Beatles) e a releitura de “Deja que conozca el mundo de hoy”, tema próprio que Nebbia já tinha gravado em 1969 no seu primeiro álbum solo. O material mistura originais com covers dos anos 60, mantendo o espírito de blues rock que marca a série, com Nebbia à frente como produtor e multi-instrumentista.

Este é o terceiro disco de Nebbia com La Luz e o segundo da série The Blues, editado pelo selo independente do próprio músico. O disco reúne tanto material novo quanto revisões de canções antigas, incluindo um tema do seu debut solo de 1969, num exercício que atravessa décadas da carreira de Nebbia.

Se gostou, veja também o primeiro volume da série, The Blues (Mexican Blues - Blues Rosarino). O álbum está no Spotify; vale ouvir agora com calma e deixar um comentário no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ se quiser trocar ideia sobre o disco.



6 de novembro de 2026

Mike Goudreau Band - Time for Messin' Around 2013

 

1. Awful Jealousy - 3:37
 2. Blame It On Addiction - 3:57
 3. J'essaierai De Tenir Debout - 5:44
 4. Love These Blues - 3:57
 5. Mind Your Own Business - 4:01
 6. She's a Woman - 1:11
 7. She's in the Pocket - 3:03
 8. Should Quit Your Drinking - 2:24
 9. Time for Messin' Around - 4:33
10. Toss Down the Dice - 2:47
11. Wasn't That a Party - 3:38
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Festa no estúdio: o 15º de Mike Goudreau

Em 2013 o Mike Goudreau Band lançou de forma independente o Time for Messin’ Around, décimo quinto álbum do bluesman da Estrie, no Quebec. O disco reúne 11 faixas — oito composições novas e três covers — e carrega uma vibe de festa que mistura blues, funk, Texas shuffle, country blues, blues rock e toques de Southern rock, num som mais cru e direto do que em alguns trabalhos anteriores.

A formação de base é a de sempre: Goudreau na guitarra e voz, Jonathan-Guillaume Boudreau no baixo e Jean-François Bégin na bateria. O saxofonista David Élias entra em uma faixa e o gaitista Pascal “Per” Veillette aparece em duas, incluindo “Love These Blues”. A faixa-título abre o disco com o tom de festa; “Toss Down the Dice” traz o funk mais solto; e “J’essaierai de tenir debout”, blues lento e soulful cantado em francês e coescrito com Michel Aubin, continua a marca registrada de Goudreau de incluir pelo menos uma canção em francês. O arranjo na maior parte das músicas se limita a guitarra, baixo e bateria, o que deixa o som mais seco e gritante.

Goudreau gravou a maior parte das bases ao vivo no estúdio e registrou todos os solos de uma só vez, numa tentativa deliberada de ser menos perfeccionista e mais solto. O álbum teve show de lançamento em 25 de abril de 2013 no Loubards e marca o retorno a uma abordagem mais “roots”, semelhante à que ele já tinha usado no disco de 2006 The Grass Ain’t Greener.

Se gostou, veja também The Grass Ain’t Greener (2006) e T.G.I.F. (2014), outros discos do mesmo círculo de músicos. Dá uma ouvida agora no Spotify, deixa um comentário por aqui e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ quando puder.



Brian Templeton - Bloozin'

 

1. Bloozin' (2:33) 2. Stay Gone (4:10) 3. The Reign (4:59) 4. She's A Pleaser (4:06) 5. Let Me Down Easy (7:08) 6. Jean Nine Lives (3:06) 7. Evil Love (4:06) 8. Sugar Girl (3:56) 9. Singin In My Soul (4:03) 10. You Ain't Coming Home (5:16) 11. He's A Mighty Good Leader (5:45) 12. An Answer For Isaac (4:19)
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Brian Templeton Monta o Time dos Sonhos no Blues 
de Harmônica de Bloozin'

O Bloozin', segundo disco solo do cantor e harmônica Brian Templeton, saiu em 2006 como lançamento independente e puxa firme pro lado do blues de gaita e elétrico, com arranjos de metais e um swing que alterna entre o rockin’ e o jump.

Templeton assina vocais, harmônica e produção, cercado do que ele mesmo chamou de “Dream Team”: Monster Mike Welch e Kid Bangham nas guitarras, Michael “Mudcat” Ward no baixo, Per Hanson na bateria, David Maxwell no piano, Greg Piccolo no sax tenor, Scott Aruda no trompete e Travis Colby no órgão. O resultado é um disco vivo, com harmonias vocais e instrumentais densas e a gaita bem encaixada no meio dos metais. Entre as faixas que as notas e resenhas destacam estão a versão gospel de “He’s A Mighty Good Leader” (Skip James) e “Singin’ In My Soul” (popularizada por Sister Rosetta Tharpe), ambas com backing vocals do grupo bostoniano The Family Jewels.

Depois de seis anos sem disco solo, Templeton resolveu montar esse elenco da cena de Boston pra gravar algo mais solidamente blues, com sessões no Wellspring Sound e mixagem no Curbside Recording, em Newton, Massachusetts. O trabalho chega como o segundo capítulo da carreira solo depois do Home (2000) e da época à frente dos Radio Kings, quando ele já circulava pelos clubes da Nova Inglaterra ao lado de nomes como Ronnie Earl e Sugar Ray Norcia.

Se gostou, veja também… o disco Home do próprio Templeton e os registros dos Radio Kings.

Coloca o Bloozin' pra tocar agora, comenta aqui embaixo o que te chamou mais atenção e dá uma passada no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ pra ver outras dicas de blues. spotify



5 de novembro de 2026

Lou Reed – Transformer – 1972 (2002)

 

01. Vicious (2:59)
02. Andy’s Chest (3:21)
03. Perfect Day (3:46)
04. Hangin’ ‘Round (3:35)
05. Walk On The Wild Side (4:16)
06. Make Up (3:00)
07. Satellite Of Love (3:42)
08. Wagon Wheel (3:19)
09. New York Telephone Conversation (1:34)
10. I’m So Free (3:10)
11. Goodnight Ladies (4:31)
Bonus Tracks:
12. Hangin’ ‘Round (Acoustic Demo) (3:58)
13. Perfect Day (Acoustic Demo) (4:50)
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O disco que tirou Lou Reed do underground e colocou no rádio

Transformer, de 1972, é o segundo álbum solo de Lou Reed e o que consolidou seu som no glam rock, com arranjos mais acessíveis do que o trabalho anterior no Velvet Underground. Produzido por David Bowie e Mick Ronson, o disco mistura letras urbanas e observacionais de Reed com uma produção limpa que deixava as canções em primeiro plano.

Reed canta e toca guitarra, com Ronson em guitarra, piano e arranjos (incluindo as cordas de “Perfect Day”), Bowie em backing vocals e contribuições, além de Herbie Flowers no baixo e tuba. Fontes destacam “Walk on the Wild Side”, o single mais conhecido de Reed e o que o levou às paradas; “Perfect Day”, balada que depois ganhou vida própria em trilhas e versões; e “Satellite of Love”, com o vocal de apoio de Bowie. O som tem guitarras elétricas, piano marcante e a linha de baixo clássica de Flowers em “Walk on the Wild Side”.

O álbum foi gravado em agosto de 1972 no Trident Studios, em Londres, em cerca de três semanas. Algumas canções já existiam de sessões anteriores de Reed, e “Vicious” partiu de uma sugestão de Andy Warhol.

A edição de 2002 da BMG Heritage/RCA acrescenta dois demos acústicos inéditos de “Hangin’ ‘Round” e “Perfect Day”. O lançamento original saiu pela RCA em 8 de novembro de 1972 e marcou a maior exposição comercial de Reed até então, logo após o fim do Velvet Underground.

Se gostou, veja também os outros discos solo de Reed dos anos 70 e as reedições do Velvet Underground. Ouça agora no Spotify, comente o que achou e passe no blog em https://quemtempoe.blogspot.com/



Braindogs - Real Live Brains, Celebration Of Tom Waites 2019

 

1. Goin' Out West
3. Everybody's Talking At The Same Time
4. Underground
5. Jockey Full Of Bourbon
6. Dirt In The Ground
8. 16 Shells From A Thirty-Ought-Six
9. Yesterday Is Here
10. 2-19
11. Raindogs
12. The House Where Nobody Lives
13. Union Square
14. Downtown Train
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Uma festa europeia no aniversário de Tom Waits

O álbum Real Live Brains – Celebration of Tom Waits, da banda Braindogs, lançado em setembro de 2019 pela XLNT Records, reúne covers ao vivo de músicas de Tom Waits em clima de blues, com interpretações que ganham arranjos próprios.

A formação inclui Ian Siegal (vocais e guitarra), Ripoff Raskolnikov (vocais e guitarra), Mischa den Haring (guitarra e vocais), Livius Varga (percussão), Frenk (bateria e teclados), Szabolcs Nagy (piano) e Laca Varga (baixo), músicos da Inglaterra, Áustria, Países Baixos e Hungria. Resenhas destacam a abertura “Goin’ Out West”, com percussão de panelas e tachos e riffs de guitarra bluesy, e “Shore Leave”, que soa escura com piano jazzístico e solo de guitarra rangente. “Heartattack And Vine”, cantada por den Haring, aparece como um blues arrastado quase funky, com órgão e riffs staccato. O som privilegia a energia de palco, com guitarras cortantes e piano marcando as faixas.

O disco foi gravado ao vivo em Budapeste em um show dedicado aos 70 anos de Tom Waits. A Braindogs começou como um tributo pontual em torno do aniversário do artista, anos antes, e se tornou um encontro anual de músicos que já têm carreiras próprias.

Se gostou, veja também outros tributos de blues a compositores americanos. Dá para ouvir agora no Spotify, comentar o que achou e passar no blog https://quemtempoe.blogspot.com/