29 de agosto de 2026

John Hammond - Frogs For Snakes 1981

 


Lado A
1. You Don't Love Me (Willie Cobb) — 3:20
2. Got To Find My Baby (Jacob) — 3:26
3. Step It Up And Go (Fuller Allen) — 2:25
4. Fattening Frogs For Snakes (Williamson) — 2:10
5. Gypsy Woman (McKinley Morganfield) — 3:03
6. Key To The Highway (Bill Broonzy) — 3:00

Lado B
1. My Baby Left Me (Arthur Crudup) — 2:43
2. Louisiana Blues (McKinley Morganfield) — 4:07
3. Mellow Down Easy (Walter Jacobs) — 3:12
4. Your Funeral And My Trial (Williamson) — 2:46
5. Mellow Peaches (Joe Williams) — 3:22
6. Gone So Long (Burnett) — 4:26
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O blues de Nova York que John Hammond Jr. gravou no Skyline

Frogs for Snakes, de John Hammond Jr., saiu em 1981 pela Rounder Records como blues de gaita, country blues e blues elétrico em doze regravações do repertório clássico. 

É o som de um intérprete que trata Willie Cobb, Muddy Waters, Sonny Boy Williamson e Big Bill Broonzy como matéria viva, não como museu.

Hammond canta, toca guitarra e gaita no centro; Sherman Holmes segura o baixo, Charles Otis a bateria, Kyril Bromley o piano e “Washboard Chaz” Leary o washboard. “You Don’t Love Me”, de Willie Cobb, abre o disco com energia leve; “Fattening Frogs for Snakes” e “Your Funeral and My Trial” puxam Sonny Boy Williamson; “Louisiana Blues” e “Gypsy Woman” vão a Muddy Waters; “Key to the Highway” a Broonzy; “Mellow Down Easy” a Little Walter. 

O que define o álbum é a troca de pele: faixas de banda nova-iorquina ao lado de momentos mais secos, gaita e washboard no lugar da parede elétrica, slide e dobro quando o Delta pede espaço. 

A curiosidade da sessão está no endereço: Skyline Studios, em Nova York — o mesmo chão em que Hammond tinha gravado Mileage dois anos antes.

O encarte da edição francesa crava o estúdio e a equipe de Paul Wickliffe no gravador. O título do LP vem da própria canção de Sonny Boy Williamson que dá nome ao lado A: engordar sapo para cobra, o aviso antigo de quem trabalha para os outros.

Danielle Nicole – Fireflies (2026)

 

01 – Radical Love
02 – Take Me Back (feat. Luther Dickinson)
03 – Memories
04 – Soulside
05 – Gaslight
06 – Piper
07 – The Same Love That Made Me Laugh
08 – Chameleon
09 – Tug of War
10 – Dreams
11 – Fireflies
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O disco que o luto tentou calar

Fireflies, quarto álbum solo de Danielle Nicole, chega em 28 de agosto de 2026 pela Forty Below Records como um blues que se abre de propósito para o soul, o R&B e as roots americanas. 

É o trabalho mais íntimo da baixista e vocalista de Kansas City, nascido depois da perda do irmão Kris.

No estúdio da terra natal ela segura o baixo e a voz no centro de uma formação enxuta: o marido Brandon Miller nas guitarras e nos vocais, o tecladista Jim Pugh, o produtor Tony Braunagel na bateria e na percussão, e as backing vocals de Maxayne Lewis e Melodye Perry. 

As faixas que já acendem o disco são “Take Me Back”, com Luther Dickinson, dos North Mississippi Allstars, puxando a saudade do Missouri; “Tug of War”, single que ela escreveu para quem se recusa a aceitar um relacionamento de mão única; e “Gaslight”, outro grito de autoestima, enquanto “Soulside” transforma coração partido em persistência e “Radical Love” abre o álbum pedindo o amor radical como única arma. 

O som que define Fireflies é baixo grosso, órgão, groove de soul e guitarra crua, capturado ao vivo em fita analógica — um processo que exige a música inteira no corpo, sem colagem digital — e que só andou quando Danielle empurrou os bloqueios deixados pela morte de Kris, irmão, amigo e parceiro de uma vida no Trampled Under Foot.

Quando o irmão morreu, ela continuava escrevendo, mas o luto a impedia de terminar várias canções, até forçar a passagem desses bloqueios ao lado de Miller e Pugh. Ainda adolescente, num festival de blues de Kansas City, foi ver Etta James ao vivo — “ela era destemida” — e só então percebeu que também queria cantar.

28 de agosto de 2026

Snowy White ft. The White Flames – The Situation (2019)

 

01. The Situation
02. This Feeling
03. L.A. Skip
04. Can’t Seem to Do Much About It
05. Crazy Situation Blues
06. Blues in My Reflection
07. Why Do I Still Have the Blues?
08. You Can’t Take It with You
09. Migration
10. The Lying Game
11. Hard Blues
12. I Can’t Imagine
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O Blues Rock Pessoal de Snowy White Que Chega 
Direto ao Coração em 2019!

Snowy White & The White Flames lançam The Situation em 19 de abril de 2019, um álbum de blues rock maduro e introspectivo que captura as altas e baixas de 2018 com o estilo inglês característico do guitarrista. 

Snowy White comanda guitarras, vocais e produção, ao lado de Max Middleton e Ferry Langendrijk nos teclados, Jessica Lauren nos keys, Kuma Harada e Walter Latupeirissa no baixo, Juan van Emmerloot e Jeff Allen na bateria. 

Faixas como a título “The Situation”, “Crazy Situation Blues” e a longa “Why Do I Still Have the Blues?” brilham em frases de guitarra limpas e emocionantes, grooves naturais e uma atmosfera pessoal que mistura blues tradicional com toques melódicos. 

Gravado em Londres e na Holanda, o disco reúne os amigos de longa data do The White Flames. As canções expressam exatamente onde Snowy estava em 2018 — momentos bons e ruins, força e vulnerabilidade. 

O álbum sai pelo selo Soulfood Music e reforça a autenticidade de quem já tocou com Thin Lizzy, Pink Floyd e Roger Waters.  

Stray Dawg And The Wolves – Blues On The Inside – 2025

 

01. Lonesome Town 04:35
02. Guitar Time 03:55
03. Tell Her That You Love Her 04:19
04. Playin’ The Blues Again 03:33
05. Get In The Mood 05:23
06. Blues On The Inside 03:13
07. San-Mar-Shun 02:56
08. Take Me Home 04:17
09. Cold Rain 04:59
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O Texas Blues de Austin Que Chega Lá de Dentro em 2025!

Stray Dawg And The Wolves, banda de Austin, Texas, lança Blues On The Inside em 2025, um disco de blues rock funky e cheio de swing que marca o debut em full-length do grupo. 

Stray Dawg comanda vocais e guitarra, com José Felix na segunda guitarra, Armen Chakmakian nos teclados (Gerry Tschetter em duas faixas), Dan Aubert na bateria e Eric Przygocki no baixo – este último com passagens por Anson Funderburgh e Nick Curran

Faixas como “Lonesome Town”, o título “Blues On The Inside” e o instrumental “San-Mar-Shun” explodem em riffs de guitarra, interações afiadas entre as seis cordas e um groove que oscila entre shuffle texano e funk blues. 

Stray Dawg escreveu todas as canções, com a seção rítmica cuidando dos arranjos. O álbum sai de forma independente e parece nascer direto das noites de clubes do centro do Texas. Eric Przygocki traz experiência de anos na cena blues, ajudando a dar peso e autenticidade ao som.  

27 de agosto de 2026

The Right Reverend Crow – Demokracy Blues 2026

 

01. What Time It Is 04:12
02. A Woman 04:06
03. Downhearted And Blue 05:26
04. The Devil Lives In Bargain Town 04:54
05. Governor Lee 03:59
06. Hard Worker 03:45
07. How, How, How 03:09
08. Heavy Like That 03:43
09. Roll (RRC Master) (Right Over You) 03:35
10. Hot Tub Shark 01:47
11. Talking Pandemic Blues 03:40
12. A Wonder 03:58
13. You Say Nothing (Democracy Blues) 03:51
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O Grito Elétrico de The Right Reverend Crow 
Que Sacode a América em 2026!

The Right Reverend Crow, projeto elétrico de Nathan Bell, lança Demokracy Blues em 2026 como um soco de blues elétrico e soul bruto, cheio de fúria justa e verdade crua. 

Nathan Bell comanda vocais e guitarra, ao lado de Frank Swart no baixo e guitarra, Alvino Bennett na bateria e percussão, com a lead guitar afiada de Sean “Mack” McDonald iluminando faixas como “What Time It Is”, “A Woman” e “You Say Nothing (Demokracy Blues)”. 

O disco explode em riffs elétricos pesados, improvisações de guitarra intensas e uma mistura muscular de soul e blues que transforma protesto em groove inesquecível. 

Nascido quase por acidente durante sessões no Skunkworks Studio, em Capitola, Califórnia, o projeto virou trio completo depois que os produtores sugeriram um caminho elétrico. 

Tudo começou como tentativa de seguir o álbum de 2021 Red, White and American Blues, mas a fita rolou até render 13 canções urgentes e honestas. O álbum marca a volta plena do alias The Right Reverend Crow, usado pela primeira vez anos antes, agora como manifesto sonoro contra tempos sombrios.