2 de setembro de 2026

Sonny Robertson - From The Banks Of The Mississippi 2008

 

1. No,body's Home (04:21)
2. We Like Them All (03:24)
3. Lonely Town (04:51)
4. Kiss the Monkey (04:13)
5. Different Shades of Blue (03:08)
6. Text Me Before You Sex Me (03:52)
7. Stay Gone (03:24)
8. Blues 2000 (03:22)
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O blues que atravessou o Mississippi e parou em Ohio 

Em 2008, o veterano Howard “Sonny” Robertson colocou no mundo From the Banks of the Mississippi, um disco independente de blues elétrico com cheiro de Chicago e St. Louis misturado a R&B de escola antiga. Oito faixas curtas, originais, gravadas depois de seis décadas de estrada.

Nascido em 28 de abril de 1940 em St. Louis, Robertson começou no gospel com Willie Mae Ford Smith, passou pelo quarteto Welcome Travelers e chegou a gravar com os Tabs na Vee Jay e na Scepter/Wand. Depois voltou para casa e pegou o baixo rítmico na banda de Albert King, tocando no Fillmore East e West. 

Na mesma época cruzou palco com Matt Murphy, Jimi Hendrix, B.B. King, Koko Taylor, Buddy Guy e Lonnie Brooks. Em Akron, Ohio, fundou a Howard Street Blues Band e tocou por 35 anos. 

O disco de 2008 traz o tom afiado da guitarra dele em faixas como “Kiss the Monkey”, um groove de dois compassos cheio de malícia, e “Text Me Before You Sex Me”, humor direto e sem frescura. “Nobody’s Home”, “Lonely Town” e “Blues 2000” completam o retrato de um homem que não adoçava a vida: gritava, gemia e cantava o inferno com a mesma naturalidade com que ria.

Ele lançou o CD pelo CD Baby no mesmo ano em que apareceu no programa de rádio internet de Judy Joy Jones para apresentar o trabalho. Décadas antes, o mesmo músico que hoje gravava um blues de celular já tinha cantado no Apollo Theater ao lado de Isley Brothers e Flip Wilson.

Ten Years After – Cricklewood Green [Deluxe Edition] (2026)

 

CD 1 – 2026 Remaster
1. Sugar The Road
2. Working On The Road
3. 50,000 Miles Beneath My Brain
4. Year 3,000 Blues
5. Me And My Baby
6. Love Like A Man (Single Edit)
7. Circles
8. As The Sun Still Burns Away
9. Love Like A Man
10. Warm Sun
11. To No One
12. Cricklewood Jam (Demo) *

CD 2 – Live at Fillmore East (February 27, 1970 – Set Two)
1. Love Like A Man
2. Good Morning Little Schoolgirl
3. Working On The Road
4. 50,000 Miles Beneath My Brain
5. I Can’t Keep From Crying Sometimes
6. I’m Going Home
7. Sweet Little Sixteen
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Cricklewood Green: o blues que explodiu depois de Woodstock 


Cricklewood Green, quarto disco de estúdio do Ten Years After, saiu em 17 de abril de 1970 e volta em 2026 numa edição deluxe remasterizada: blues-rock britânico com pitadas psicodélicas, gravado no Olympic Studios, em Londres. 

É o som de uma banda que acabava de estourar em Woodstock e ainda estava no auge da formação clássica.

Alvin Lee na guitarra e no vocal, Leo Lyons no baixo, Ric Lee na bateria e Chick Churchill no órgão e no piano. “Love Like a Man” virou hit no Top 10 britânico e clássico das rádios FM, com versos curtos abrindo espaço para o solo relâmpago de Lee; “50,000 Miles Beneath My Brain” é o outro jam pesado do disco, que cresce em ritmo e volume; “Me and My Baby” mostra o lado jazz do quarteto, com piano de Churchill. 

O engenheiro Andy Johns — e George Chkiantz em “Me and My Baby” — misturou efeitos de estúdio, manipulação de fita e a seção rítmica em disparada. 

Curiosidade da gravação: no Olympic, em 1969, nasceu também o instrumental “Cricklewood Jam”, demo inédito que só agora aparece no primeiro CD desta edição.O compacto de “Love Like a Man” saiu com o lado A editado em 45 rpm e o lado B ao vivo, de quase oito minutos, em 33 rpm — um truque raro para a época. 

O segundo CD traz o set 2 do Fillmore East, em 27 de fevereiro de 1970, recém-mixado, com “I’m Going Home” esticada por cerca de onze minutos.


1 de setembro de 2026

Spider John Koerner - What’s Left of Spider John 2013

 

1 The Dodger 2:45
2 The Leather Winged Bat 2:21
3 Phoebe 3:41
4 Running, Jumping, Standing Still 2:46
5 Ezekiel 3:07
6 Days of '49 3:10
7 What's The Matter With The Mill? 2:13
8 Stewball 3:46
9 God's Penny 1:05
10 Everybody's Goin' For The Money 2:33
11 Creepy John 4:04
12 Good Time Charlie 2:51
13 Rattlesnake 1:29
14 Delia's Gone 3:05
15 Acres of Clams 4:12
16 Last Lonesome Blues 4:06
17 Nightbird Eyes 3:43
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mais vivo e sujo de 2013

Em 2013, Spider John Koerner lançou What’s Left of Spider John, um disco de folk e blues gravado em mono com equipamento antigo. 

No centro está Spider John Koerner na guitarra de 12 cordas, gaita e voz, acompanhado por Chip Taylor Smith no violino, ossos e piano, e Jonny Bridgwood no contrabaixo em algumas faixas. 

Destaques: “Creepy John”, “What’s the Matter With the Mill?” e “Last Lonesome Blues” mostram o som do disco: ritmo seco, guitarra funky e uma energia espontânea que mistura tradicionais americanos com composições próprias. 

Tudo foi captado em 20 e 23 de julho de 2012 no Studio 65, em Londres, com microfones de válvula e mixado ao vivo em fita Ampex. Koerner, veterano do folk-blues dos anos 60 e ex-companheiro de Dave Ray e Tony Glover, gravou este álbum durante uma turnê no Reino Unido. O disco é seu último trabalho de estúdio e foi aclamado por manter o estilo rítmico e direto de sempre.  

One Rusty Band - Line After Line 2025

 


1. Line After Line (3:15)
2. I Wanna Kill You (3:28)
3. Mr Catfishman (3:42)
4. Dust Bowl (4:20)
5. Happy Mess (4:34)
6. Wild Child (2:21)
7. Again (3:47)
8. She's A Vagabond (2:49)
9. Across The Country (3:59)
10. Anger Bones (2:39)
11. Come Back Home (3:29)
12. Lazy Land (5:15)
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O blues-rock francês que se grava em casa e explode na estrada

Line After Line, terceiro disco do One Rusty Band, saiu em 6 de junho de 2025 como dirty blues-rock cru: gaita, riff, washboard e sapateado no lugar da bateria. 

O próprio duo coloca o som entre The White Stripes e Seasick Steve — e o tema é a estrada, as turnês e os encontros.

Greg Garghentini é o one-man-band elétrico: voz, guitarra, gaita e bumbo e caixa nos pés, ainda por cima engenheiro de som que mixou o álbum. Léa Barbier segura o pulso com claquetes, washboard, percussão, acrobacias e agora também o canto, como no single “I Wanna Kill You”. A faixa-título descreve as linhas brancas infinitas do asfalto; “Mr Catfishman” entra no groove sujo; “She’s a Vagabond” solta o sapateado em clima de liberdade; “Lazy Land” fecha o disco depois da tempestade. 

O som que define o trabalho é o ao vivo em home studio na Bretanha — instrumentos feitos à mão por Greg, ritmo de pé e de sapato, doze faixas compostas, gravadas e arranjadas pelos dois, com Léa assinando a arte da capa. 

Curiosidade: rock de um lado, circo e rua do outro, um casal que transformou o palco em pista e oficina.

Cada faixa foi registrada ao vivo no estúdio caseiro para guardar a energia do show; só o mastering saiu de casa, com Alexis Bardinet, da Globe Audio. O kit de imprensa e as páginas de festival ainda cravam que o duo já abriu para nomes como Jeff Beck e Christone “Kingfish” Ingram.

31 de agosto de 2026

Acme Blues Company - I Think I Made It 2006

 

1. Is Love Worth The Cost (3:10)
2. Expect My Own (3:47)
3. Sugar Mama (3:22)
4. Easy Money (4:31)
5. I Think I Made It (4:31)
6. Hey Baby (4:16)
7. You Ain't The First (Live) (5:55)
8. A Little Somethin' Somethin' (2:50)
9. No Shortage Of The Blues (5:36)
10. Liquor Store (5:02)
11. I'm What You Need (4:22)
12. Comin' And Goin' (3:18)
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Um anúncio de jornal, um porão na Virgínia 
e o blues elétrico que DC colocou na pista

I Think I Made It, da Acme Blues Company, saiu em 10 de agosto de 2006 como blues elétrico de alta voltagem: gaita à frente, guitarra crua e o pé no chão entre o 12 compassos clássico e o blues-rock de pista. 

É o cartão de visita da cena de Washington, D.C., Maryland e Virgínia.Waverly Milor segura gaita e voz, Steve Remy divide guitarra e vocal, Steve “Wolf” Crescenze segura o baixo e Chris Ruckman bate a caixa — formação que o encarte e as listagens do disco cravam como o motor do álbum. 

“No Shortage of the Blues” aperta o sentimento no andamento lento; “A Little Somethin’ Somethin’” dispara no ritmo de pisar forte; “Hey Baby” vira humor de cantada que deu errado; e “You Ain’t the First”, gravada ao vivo, solta o palco no meio do CD. O som é gaita e guitarra no centro, letra afiada e variação de clima — do blues soulful ao rock que descasca tinta — com participação do tecladista Daryl Davis, nome da cena de D.C. ligado à Legendary Blues Band de Muddy Waters, a Chuck Berry e a Cephas & Wiggins, além das guitarras de Mike Westcott e Robert Hahn. 

A curiosidade da origem cabe num recorte de jornal: o anúncio levou Milor a um porão na Virgínia, onde encontrou Remy e Ruckman; três anos depois, com Wolf no baixo, a banda fechou o primeiro disco longo e ganhou público fixo no mercado de blues da capital.

Depois de um jam, o pianista Pinetop Perkins deixou o recado que o próprio encarte do disco registrou: “Them boys can play!” O Washington Post ainda lembra que Wolf passou três anos na Acme Blues Company antes de o ciclo da banda esfriar na segunda metade dos anos 2000.