16 de fevereiro de 2026

B.B. & The Blues Shacks – Blues Is A Stew (2026)

 

01 – That Kind Of Woman
02 – Till The Break Of Dawn
03 – Dead Love
04 – Blues Is A Stew
05 – Let Me Know
06 – Please Don’t Leave
07 – Wrong Direction
08 – That Don’t Look Good
09 – When A Long Time Friend Is Gone
10 – T – 100
11 – Bad Luck
12 – End Up Well
13 – Gold Diggin’ Woman
14 – It’s Good To See You Baby
15 – Hope You’re Doing Good
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Blues Is A Stew: O Ensopado Quente que o Blues Europeu Merecia!
B.B. & The Blues Shacks, a lendária banda alemã de Hildesheim, entregou em 2026 um dos álbuns mais saborosos do ano: Blues Is A Stew. Com 15 faixas — 11 originais dos irmãos Arlt e 4 covers clássicos do início do R&B —, o disco é uma explosão de blues tradicional, swing, jump blues, Chicago e West Coast, tudo regado a muito soul e um groove retro irresistível.
O quinteto, liderado por Michael Arlt (voz e harpa) e Andreas Arlt (guitarra), conta com a precisão cirúrgica de Fabian Fritz (piano e órgão), Henning Hauerken (baixo) e Andre Werkmeister (bateria). Destaque absoluto para a seção de metais convidada (Drew Davies e Tom Müller nos saxes, Stefan Gossinger no trompete), que dá brilho especial a faixas como a swingante “That Kind Of Woman”, a soul ballad “Dead Love” (cover de Little Milton) e a própria “Blues Is A Stew”, um verdadeiro ensopado R&B com baixo gordo, trompete, piano e harpa rasgando.
Curiosidade: o álbum foi gravado em estúdio analógico na Finlândia, no Suprovox de Tomi Leino, que ainda participa com um solo de guitarra quente em “Gold Diggin’ Woman”. Depois de mais de 30 anos de estrada, 4 mil shows e palcos divididos com B.B. King, Bob Dylan e Elvis Costello, os Shacks provam que ainda estão no auge.Se você curte blues autêntico, soul de verdade e som analógico que aquece a alma, Blues Is A Stew é prato principal obrigatório.

David Gilmour - About a Face (1984)

 

Lado A
1. Until We Sleep – 5:15
2. Murder – 5:00
3. Love on the Air (letra: Pete Townshend) – 4:19
4. Blue Light – 4:35
5. Out of the Blue – 3:35

Lado B
6. All Lovers Are Deranged (letra: Pete Townshend) – 3:14
8. Cruise – 4:40
9. Let’s Get Metaphysical (instrumental) – 4:09
10. Near the End – 5:36
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About Face: Gilmour se Libera e Entrega um Rock Pessoal e Viciante
Lançado em 5 de março de 1984, About Face é o segundo álbum solo de David Gilmour e um dos trabalhos mais livres e humanos de sua carreira. Gravado no Pathé Marconi, na França, em plena incerteza sobre o futuro do Pink Floyd, o disco mostra Gilmour trocando as grandes epopeias conceituais por um rock direto, pop e cheio de groove oitentista.
O som é quente, moderno e extremamente bem executado: tem funk nervoso com o baixo fretless de Pino Palladino em “Murder” (um grito de dor pelo assassinato de John Lennon), swing disco em “Blue Light”, baladas emocionantes e arranjos orquestrais elegantes de Michael Kamen. A banda é de outro mundo: Jeff Porcaro (Toto) na bateria, Steve Winwood e Jon Lord nos teclados, Roy Harper e Sam Brown nos vocais de apoio.
Pontos altos: ficam por conta das duas faixas com letras de Pete Townshend (“Love on the Air” e “All Lovers Are Deranged”) e pela afiada “You Know I’m Right”, uma cutucada direta em Roger Waters.
Curiosidade: uma música instrumental que Gilmour não aproveitou foi oferecida a Roy Harper e Pete Townshend. Harper transformou em “Hope” (no álbum Whatever Happened to Jugula?, 1985) e Townshend em “White City Fighting” (onde o próprio Gilmour tocou guitarra).About Face é Gilmour sem máscaras: sincero, bem produzido e cheio de alma.

15 de fevereiro de 2026

Philip Glass Solo (2024)

 

1. Opening | 5:57
2. Mad Rush | 16:35
3. Metamorphosis I | 7:26
4. Metamorphosis II | 7:31
5. Metamorphosis III | 6:17
6. Metamorphosis V | 5:29
7. Truman Sleeps | 4:39
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Philip Glass Solo: O Piano Mais Íntimo do Mestre Minimalista
Em plena pandemia de 2020-2021, enquanto o mundo parava, Philip Glass parou também — mas para voltar ao piano. Gravado em seu apartamento no coração de Nova York, no mesmo instrumento e no mesmo cômodo onde compôs grande parte de sua obra, Philip Glass Solo (2024) é o álbum mais pessoal e revelador de toda a sua carreira.
Com apenas sete faixas, todas para piano solo, o disco reúne clássicos que Glass revisitou com olhos de quem tem oito décadas de música nas mãos. Destaques absolutos: a hipnótica “Opening” (de Glassworks), o monumental “Mad Rush” (16 minutos de pura transcendência), as quatro “Metamorphosis” e uma nova versão, mais contemplativa, de “Truman Sleeps”, do filme O Show de Truman.
O estilo é puro Glass: minimalismo cristalino, repetições que parecem ondas, silêncio que respira. Sem orquestra, sem ensemble, só o piano e o homem. O resultado é íntimo, quase diário — como se o ouvinte estivesse sentado ao lado dele na sala.
Curiosidade: este é o primeiro registro em que Glass toca todas as peças no piano onde elas foram criadas, e o microfone captou, sutilmente, o “zumbido quieto de Nova York” ao fundo. Um verdadeiro time capsule de 2021 e um convite para entrar na mente de um dos maiores compositores vivos.Para quem ama piano minimalista, reflexão e emoção sem filtros, Philip Glass Solo é indispensável.