6 de novembro de 2026

Brian Templeton - Bloozin'

 

1. Bloozin' (2:33) 2. Stay Gone (4:10) 3. The Reign (4:59) 4. She's A Pleaser (4:06) 5. Let Me Down Easy (7:08) 6. Jean Nine Lives (3:06) 7. Evil Love (4:06) 8. Sugar Girl (3:56) 9. Singin In My Soul (4:03) 10. You Ain't Coming Home (5:16) 11. He's A Mighty Good Leader (5:45) 12. An Answer For Isaac (4:19)
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Brian Templeton Monta o Time dos Sonhos no Blues 
de Harmônica de Bloozin'

O Bloozin', segundo disco solo do cantor e harmônica Brian Templeton, saiu em 2006 como lançamento independente e puxa firme pro lado do blues de gaita e elétrico, com arranjos de metais e um swing que alterna entre o rockin’ e o jump.

Templeton assina vocais, harmônica e produção, cercado do que ele mesmo chamou de “Dream Team”: Monster Mike Welch e Kid Bangham nas guitarras, Michael “Mudcat” Ward no baixo, Per Hanson na bateria, David Maxwell no piano, Greg Piccolo no sax tenor, Scott Aruda no trompete e Travis Colby no órgão. O resultado é um disco vivo, com harmonias vocais e instrumentais densas e a gaita bem encaixada no meio dos metais. Entre as faixas que as notas e resenhas destacam estão a versão gospel de “He’s A Mighty Good Leader” (Skip James) e “Singin’ In My Soul” (popularizada por Sister Rosetta Tharpe), ambas com backing vocals do grupo bostoniano The Family Jewels.

Depois de seis anos sem disco solo, Templeton resolveu montar esse elenco da cena de Boston pra gravar algo mais solidamente blues, com sessões no Wellspring Sound e mixagem no Curbside Recording, em Newton, Massachusetts. O trabalho chega como o segundo capítulo da carreira solo depois do Home (2000) e da época à frente dos Radio Kings, quando ele já circulava pelos clubes da Nova Inglaterra ao lado de nomes como Ronnie Earl e Sugar Ray Norcia.

Se gostou, veja também… o disco Home do próprio Templeton e os registros dos Radio Kings.

Coloca o Bloozin' pra tocar agora, comenta aqui embaixo o que te chamou mais atenção e dá uma passada no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ pra ver outras dicas de blues. spotify



5 de novembro de 2026

Lou Reed – Transformer – 1972 (2002)

 

01. Vicious (2:59)
02. Andy’s Chest (3:21)
03. Perfect Day (3:46)
04. Hangin’ ‘Round (3:35)
05. Walk On The Wild Side (4:16)
06. Make Up (3:00)
07. Satellite Of Love (3:42)
08. Wagon Wheel (3:19)
09. New York Telephone Conversation (1:34)
10. I’m So Free (3:10)
11. Goodnight Ladies (4:31)
Bonus Tracks:
12. Hangin’ ‘Round (Acoustic Demo) (3:58)
13. Perfect Day (Acoustic Demo) (4:50)
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O disco que tirou Lou Reed do underground e colocou no rádio

Transformer, de 1972, é o segundo álbum solo de Lou Reed e o que consolidou seu som no glam rock, com arranjos mais acessíveis do que o trabalho anterior no Velvet Underground. Produzido por David Bowie e Mick Ronson, o disco mistura letras urbanas e observacionais de Reed com uma produção limpa que deixava as canções em primeiro plano.

Reed canta e toca guitarra, com Ronson em guitarra, piano e arranjos (incluindo as cordas de “Perfect Day”), Bowie em backing vocals e contribuições, além de Herbie Flowers no baixo e tuba. Fontes destacam “Walk on the Wild Side”, o single mais conhecido de Reed e o que o levou às paradas; “Perfect Day”, balada que depois ganhou vida própria em trilhas e versões; e “Satellite of Love”, com o vocal de apoio de Bowie. O som tem guitarras elétricas, piano marcante e a linha de baixo clássica de Flowers em “Walk on the Wild Side”.

O álbum foi gravado em agosto de 1972 no Trident Studios, em Londres, em cerca de três semanas. Algumas canções já existiam de sessões anteriores de Reed, e “Vicious” partiu de uma sugestão de Andy Warhol.

A edição de 2002 da BMG Heritage/RCA acrescenta dois demos acústicos inéditos de “Hangin’ ‘Round” e “Perfect Day”. O lançamento original saiu pela RCA em 8 de novembro de 1972 e marcou a maior exposição comercial de Reed até então, logo após o fim do Velvet Underground.

Se gostou, veja também os outros discos solo de Reed dos anos 70 e as reedições do Velvet Underground. Ouça agora no Spotify, comente o que achou e passe no blog em https://quemtempoe.blogspot.com/



Braindogs - Real Live Brains, Celebration Of Tom Waites 2019

 

1. Goin' Out West
3. Everybody's Talking At The Same Time
4. Underground
5. Jockey Full Of Bourbon
6. Dirt In The Ground
8. 16 Shells From A Thirty-Ought-Six
9. Yesterday Is Here
10. 2-19
11. Raindogs
12. The House Where Nobody Lives
13. Union Square
14. Downtown Train
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Uma festa europeia no aniversário de Tom Waits

O álbum Real Live Brains – Celebration of Tom Waits, da banda Braindogs, lançado em setembro de 2019 pela XLNT Records, reúne covers ao vivo de músicas de Tom Waits em clima de blues, com interpretações que ganham arranjos próprios.

A formação inclui Ian Siegal (vocais e guitarra), Ripoff Raskolnikov (vocais e guitarra), Mischa den Haring (guitarra e vocais), Livius Varga (percussão), Frenk (bateria e teclados), Szabolcs Nagy (piano) e Laca Varga (baixo), músicos da Inglaterra, Áustria, Países Baixos e Hungria. Resenhas destacam a abertura “Goin’ Out West”, com percussão de panelas e tachos e riffs de guitarra bluesy, e “Shore Leave”, que soa escura com piano jazzístico e solo de guitarra rangente. “Heartattack And Vine”, cantada por den Haring, aparece como um blues arrastado quase funky, com órgão e riffs staccato. O som privilegia a energia de palco, com guitarras cortantes e piano marcando as faixas.

O disco foi gravado ao vivo em Budapeste em um show dedicado aos 70 anos de Tom Waits. A Braindogs começou como um tributo pontual em torno do aniversário do artista, anos antes, e se tornou um encontro anual de músicos que já têm carreiras próprias.

Se gostou, veja também outros tributos de blues a compositores americanos. Dá para ouvir agora no Spotify, comentar o que achou e passar no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ 



4 de novembro de 2026

Jefferson Starship – Greatest Hits (Ten Years And Change 1979-1991)

 

01. Jane (4:11)
02. Find Your Way Back (4:15)
03. Stranger (4:45)
04. No Way Out (4:24)
05. Layin’ It on the Line (4:10)
06. Don’t Lose Any Sleep (4:23)
07. We Built This City (4:40)
08. Sara (4:53)
09. Nothing’s Gonna Stop Us Now (4:31)
10. It’s Not Over (’til It’s Over) (4:18)
11. It’s Not Enough (4:47)
12. Good Heart (4:23)
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Dez anos de transição que viraram hit de rádio

Greatest Hits (Ten Years And Change 1979-1991), de 1991, é uma coletânea de rock e pop rock que reúne a fase final do Jefferson Starship e o auge do Starship, com produção polida de arena rock e vocais de Mickey Thomas no centro. O disco foi lançado pela RCA quando o grupo encerrou o contrato com a gravadora e traz material de álbuns como Freedom at Point Zero, Modern Times, Nuclear Furniture, Knee Deep in the Hoopla e No Protection.

As primeiras faixas, como “Jane” e “Find Your Way Back”, vêm da época Jefferson Starship, com Craig Chaquico na guitarra e formação que ainda incluía Paul Kantner e David Freiberg. Fontes destacam também os sucessos do período Starship “We Built This City”, “Sara” e “Nothing’s Gonna Stop Us Now”, além do single novo “Good Heart”. O som é o de rádio dos anos 80: sintetizadores, guitarras elétricas firmes e arranjos voltados para o hit, com a voz de Thomas cortando a mix.

A compilação inclui duas faixas inéditas, “Don’t Lose Any Sleep” (de Diane Warren) e “Good Heart” (de Martin Page), esta lançada como single e chegando ao 81º lugar na Billboard. “We Built This City” aparece em remix de Bill Bottrell, sem o interlúdio falado de Les Garland que existia na versão original.

O álbum saiu em maio de 1991, no momento em que a banda encerrava a relação com a RCA, e pouco depois o grupo foi declarado inativo, com Thomas seguindo sozinho sob o nome Starship.

Se gostou, veja também as coletâneas posteriores que misturam Jefferson Starship e Starship. Ouça agora no Spotify, comente o que achou e passe no blog em https://quemtempoe.blogspot.com/ 



Short Fuse - Free Lunch 1992

 

 1. Boogie Train - 4:50
 2. Keep On Lovin Me - 3:45
 3. Warning You Baby - 3:13
 4. Waiting - 3:36
 5. You Never Had To Cry - 1:57
 6. Home In My Heart - 2:36
 7. I'm So Tired - 6:20
 8. Never Trust A Man - 2:56
 9. My Babe -Live- - 4:12
10. All Your Love (I Miss Loving) - 4:15
11. Learn To Treat Me Better - 3:16
12. Shake Your Hips - 5:40
13. Shame Shame Shame - 3:33
14. Blues Grocery - 3:22
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O blues do pântano da Louisiana

Em 1992 a Cambayá Records lançou Free Lunch, álbum da Short Fuse que reúne modern electric blues e louisiana swamp blues. O grupo, ativo entre o final dos anos 1980 e 2010 e liderado pela guitarrista e vocalista Andrea Curbelo, circulava entre a Louisiana e a Europa.

No disco tocam Andrea Curbelo (guitarra e voz), Scott Shipman (guitarra e violino), Mule Boudreaux (baixo e gaita) e Juan Antonio Otero “Oti” (bateria). Há convidados pontuais: Sam Kelly na bateria de uma faixa e, em “Blues Grocery”, o pianista Henry Gray (ex-Howlin’ Wolf), T-Bone Singleton na guitarra e Ronnie Houston na bateria. O repertório mistura originais e standards, com o clima de swamp blues elétrico que o grupo carregava.

A Short Fuse havia lançado Sting it no ano anterior e, depois de Free Lunch, gravou com Henry Gray e Clarence Edwards o álbum Thibodeaux’s Cafe (1994). Andrea Curbelo formou o grupo por volta de 1987, morou em Baton Rouge e tocou com músicos da cena da Louisiana antes de voltar ao Uruguai em 1996.

Se gostou, veja também Sting it (1991) e Thibodeaux’s Cafe (1994). Dá uma ouvida agora no Spotify, deixa um comentário por aqui e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ quando puder. spotify