4 de outubro de 2026

Catch 23 – Bullet Full of Blues (2025)

 

1. Bullet Full of Blues (02:52)
2. Words (03:40)
3. Guilty (03:13)
4. Wrong End of the Barrel (03:38)
5. Dying for my Time (03:23)
6. A Broken Man (03:57)
7. Busy Getting Busy (02:42)
8. Stepping on Another Man’s Toes (02:36)
9. Something for Nothing (03:37)
10. Same Thing Different Day (03:16)
11. In for a Penny (02:30)
12. Bad Situation (03:19)
13. Let it Roll (04:13)
14. Bullet full of Blues (Reprise) (02:00)
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Segundo tiro de Melbourne: blues rock com pólvora própria

Bullet Full of Blues (2025) é o segundo disco dos Catch 23, quarteto de Melbourne que mistura blues e rock em 14 originais.

A banda se formou em 2018: Brendan Alexander na voz, guitarra e gaita; Andrew Baker na guitarra; Ron E. Smith no baixo e voz; Andy Miller na bateria. Smith e Baker assinam as canções. 

O site oficial aponta “Wrong End of the Barrel” e “Dying for My Time” como singles que resumem o disco, e “A Broken Man” como balada lenta; a faixa-título abre e volta no reprise. No Qobuz e no Apple Music constam guitarras elétricas, seção rítmica firme, produção da própria banda, mix de Baker e engenharia de Alex Quayle.

A gravação saiu do Salt Studios, em Melbourne. O lançamento independente — CD e digital, 19 de outubro de 2025 — chega depois de Blues Hotel (2022), que chegou ao 2º lugar no AMRAP e ao 9º no ABARAC Blues and Roots.

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Three Dog Night – Harmony (1971) 2026

 

2. My Impersonal Life — 4:22
4. Never Dreamed You'd Leave in Summer — 3:41
5. Jam — 3:47
6. You — 3:00
7. Night in the City — 3:13
8. Murder in My Heart for the Judge — 3:36
9. The Family of Man — 3:28
10. Intro: Poem: Mistakes and Illusions / Peace of Mind — 3:03
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Três vozes no ouro de 71 — e o vinil transparente de 2026

Harmony, quinto álbum de estúdio do Three Dog Night, chegou em 30 de setembro de 1971 pela Dunhill: pop rock de vocais em rodízio, arranjos de rádio e um catálogo quase todo emprestado de outros autores.

Cory Wells, Chuck Negron e Danny Hutton se revezam no lead — Wells abre com “Never Been to Spain”, Negron leva “An Old Fashioned Love Song” e o Stevie Wonder, Hutton entra em faixas como “My Impersonal Life” e “Night in the City”. Atrás deles: Michael Allsup na guitarra, Jimmy Greenspoon nos teclados, Joe Schermie no baixo e Floyd Sneed na bateria. Richard Podolor produziu; Bill Cooper engenhou na American Recording Co., em Studio City. A Billboard cravou o que o disco vendeu no ar: “An Old Fashioned Love Song”, de Paul Williams, nº 4 da Hot 100 e nº 1 no Easy Listening; “Never Been to Spain”, de Hoyt Axton, nº 5; “The Family of Man” (Williams e Jack Conrad) nº 12 em março de 1972. 

AllMusic ainda aponta o funk de órgão de “Jam”, único original creditado à formação inteira. O resto é leitura de repertório alheio — Wonder e Syreeta, Joni Mitchell, o Moby Grape de “Murder in My Heart for the Judge”, o Motown de “You” — fechando com o poema “Mistakes and Illusions”, de Paula Negron, colado em “Peace of Mind”. 

São cerca de 36 minutos. O LP foi ao 8º lugar da Billboard 200 e a RIAA o certificou ouro em 13 de outubro de 1971; AllMusic registra esse disco como o sétimo ouro da banda em menos de três anos.

A fita nasceu no eixo Podolor–Cooper, o mesmo estúdio da fase Dunhill. Em 18 de setembro de 2026 a Primary Wave relançou Harmony remasterizado em CD, digital e vinil transparente de 180 g, com liner notes novas de Danny Hutton, pelos 55 anos.

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Frentz – With The Blues – 2025

 

01. Bartender 03:07
02. Border Of Time 03:16
03. Friends With The Blues 03:32
04. I Wish 04:00
05. Labor Makes Love 04:26
06. Old And Battered 03:32
07. Out Of My Head 04:48
08. The Page 04:05
09. What If 03:48
10. Where Did I Loose You 03:23
11. Where Do You Go Tonight 03:59
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Onze faixas e um nome holandês no catálogo do blues

With The Blues, de 2025, chega creditado a Frentz — e, no copyright, a Lex Frentz — como disco holandês de blues/rock com onze faixas em inglês.

Não há entrevistas, encarte detalhado nem resenha de veículo sólido que nomeie banda, estúdio ou faixas de destaque. 

O que se confirma no catálogo é o próprio recorte: títulos como “Bartender”, “Friends With The Blues”, “Labor Makes Love”, “Old And Battered” e “Where Did I Loose You”, durações entre cerca de três e cinco minutos, e o registro de “Border of Time” (3:16) sob © 2025 Lex Frentz. 

O mesmo nome já havia aparecido em 2021 com Don’t Know Why (Traxfree), álbum de blues produzido com Maurits de Weerd, misturando composição própria e leituras de B.B. King, John Hiatt e Warren Haynes.

Plataformas digitais listam Frentz como intérprete e, em pelo menos uma faixa do disco novo, também creditam Suno AI na música. 

Sem nota de gravação publicada, fica só o fato de catálogo: o lançamento existe como álbum de 2025, não como objeto coberto pela imprensa blues holandesa.

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3 de outubro de 2026

Robin Trower – Shine (2026)

 

1. The Missing Piece — 02:54
2. Shine — 03:49
3. Love By Any Other Name — 04:34
4. Live Your Time — 03:06
5. Faith — 03:32
6. Driving On Through — 03:28
7. Truth — 04:06
8. The Race — 03:51
9. Without You — 03:21
10. It's Not Time — 06:27
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Dez faixas e o Marshall ainda no talo

Shine (Provogue / Artone, 25 de setembro de 2026) é blues-rock de Robin Trower: dez originais, cerca de 39 minutos.

Ele produz e toca guitarra e baixo. Chris Taggart está na bateria; Richard Watts canta. Jess Hayes entra em “Truth”. Fontes e o site oficial destacam o single “Live Your Time” (3:06), cujo riff soul-funk o próprio Trower descreve como um dos melhores que já teve, além de “Faith” e o encerramento “It’s Not Time” (6:27). O tom vem da Stratocaster no Marshall alto, com groove, wah e solos longos.

As sessões começaram no Studio 91, em Newbury, e fecharam no The Pines, com o engenheiro Sam Winfield. O disco chega um ano depois de Come And Find Me (2025), na mesma linha recente do músico que passou por Procol Harum e por Bridge of Sighs (1974).

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Billy Hawks – The New Genius Of The Blues 1967, Heavy Soul! 1968 – 2014

 

01. Got My Mojo Working (But It Just Won’t Work On You) (2:50)
02. I’ll Wait For You Baby (3:50)
03. I Got A Woman (3:38)
04. Why Do Things Happen To Me (4:54)
05. Let Me Love You Before You Go (2:53)
06. I Wish You Love (2:34)
07. Mean Woman Blues (3:53)
08. I Just Want To Make Love To You (3:31)
09. Every Time It Rains (2:22)
10. Hawk’s Blues (4:23)

Heavy Soul! (1968)
11. O’Baby (I Believe I’m Losing You) (3:07)
12. Drown In My Own Tears (4:46)
13. Whip It On Me (3:21)
14. What More Can I Do (3:09)
15. Heavy Soul (5:26)
16. You’ve Been A Bad Girl (2:45)
17. I’ll Be Back (2:41)
18. I Can Make It (4:13)
19. That’s Your Bag (5:31)
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O Hammond que a pista inglesa redescobriu tarde demais

Este CD da BGP/Ace de 2014 junta os dois únicos LPs que Billy Hawks gravou para a Prestige: The New Genius Of The Blues (1967) e Heavy Soul! (1968), soul-jazz com órgão Hammond, voz e blues de club.

Hawks canta e toca órgão (e gaita no primeiro disco). Em 15 de novembro de 1966, no estúdio de Rudy Van Gelder, em Englewood Cliffs, ele gravou o debut com o guitarrista Joseph “Boogaloo Joe” Jones e o baterista Henry Terrell, produção de Cal Lampley. 

No ano seguinte, em 6 de dezembro, voltou a Van Gelder com Maynard Parker na guitarra, Terrell na bateria e o tenor Buddy Terry em algumas faixas. As fontes da gravadora e da discografia apontam o groove de “O’Baby (I Believe I’m Losing You)”, o fogo de “Got My Mojo Working” e a leitura de “I Got A Woman” — originais como “Whip It On Me” entram no mesmo pacote de trio e quarteto com voz.

O formato órgão-voz estava em alta em 1966–67; Hawks misturou standards de R&B com composições próprias. A curiosidade da sessão é o endereço clássico: as duas datas saíram da mesa de Van Gelder. 

O fato histórico é que “O’Baby” virou chamada de pista no jazz dance britânico depois que Baz Fe Jazz e Gilles Peterson a colocaram no radar — a BGP nasceu em 1987 com esse número — e Hawks já tinha morrido no início dos anos 80, segundo o irmão Leroy Hawkes, que cedeu fotos e entrevista para o encarte desta reedição.

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