3 de novembro de 2026

Taste - Taste (1969)

 

1. Blister On The Moon
2. Leaving Blues
3. Sugar Mama
4. Hail
5. Born On The Wrong Side Of Time
6. Dual Carriageway Pain
7. Same Old Story
8. Catfish
9. I'm Moving On
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O debut irlandês que botou o blues para correr com os pés no hard rock

O álbum homônimo de Taste, lançado em abril de 1969 pela Polydor, é o primeiro disco do power trio irlandês de blues rock liderado por Rory Gallagher, com uma pegada de hard rock que já apontava para o que vinha pela frente. A formação é a clássica da época: Rory Gallagher nas guitarras, voz, saxofone e harmônica, Richard “Charlie” McCracken no baixo e John Wilson na bateria. O site oficial de Gallagher e a AllMusic destacam especialmente “Blister on the Moon”, com seus riffs pesados e acordes cortantes de abertura, “Leaving Blues” como vitrine do bottleneck de Rory, e “Sugar Mama” como um blues mais denso e direto.

O som é de power trio cru: guitarras que alternam power chords, slide e passagens acústicas, baixo e bateria firmes, e arranjos que misturam originais de Gallagher com rearranjos de blues tradicionais como “Catfish” e “Leaving Blues”, além do cover de Hank Snow em “I’m Moving On”. Tudo com a energia de palco capturada sem muito enfeite.

O disco foi gravado em agosto de 1968 no De Lane Lea Studios, em Londres. As sessões foram rápidas, com as faixas gravadas em um dia e a mixagem no seguinte, sob a produção de Tony Colton, para manter a intensidade ao vivo do trio. Antes do lançamento, essa formação abriu os shows de despedida do Cream no Royal Albert Hall em novembro de 1968, e depois acompanhou o Blind Faith em turnê pelos Estados Unidos e Canadá.

Se gostou, veja também o segundo disco do grupo, On the Boards. O álbum está no Spotify; vale ouvir agora com calma e deixar um comentário no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ se quiser trocar ideia sobre o disco.



2 de novembro de 2026

Koko Taylor. The Earthshaker (1978)

 

1. Let The Good Times Roll – 3:00
2. Spoonful – 3:00
3. Walking The Back Streets – 6:45
4. Cut You Loose – 3:24
5. Hey Bartender – 2:51
6. I'm A Woman – 4:36
7. You Can Have My Husband – 2:45
8. Please Don't Dog Me – 5:16
9. Wang Dang Doodle – 4:51
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A voz que faz o chão tremer no blues de Chicago

The Earthshaker, lançado em 1º de março de 1978 pela Alligator Records, é blues elétrico de Chicago puro, com a voz rouca e poderosa de Koko Taylor no centro. O disco foi produzido por ela mesma, Bruce Iglauer e Richard McLeese, e gravado no Mantra Studios, em Chicago.

A banda traz guitarras de Johnny B. Moore e Sammy Lawhorn, teclados de Pinetop Perkins, gaita de Mervyn “Harmonica” Hinds, sax de Abb Locke, baixo de Cornelius “Mule” Boyson e bateria de Vince Chappelle. Fontes destacam “I’m a Woman” (releitura de “I’m a Man” de Bo Diddley/Muddy Waters, coescrita com Taylor), as festivas “Let the Good Times Roll” e “Hey Bartender”, além do slow blues original “Please Don’t Dog Me”. O som é direto e pesado: vocais que cortam a mix, ritmos dançantes de bar e o piano de Perkins empurrando o conjunto.

O álbum foi o segundo de Taylor na Alligator, depois dos anos na Chess, e traz versões de “Spoonful” e “Wang Dang Doodle”, ambas de Willie Dixon, seu mentor antigo. A maioria das faixas foi capturada com a energia de palco que Taylor já carregava de turnês europeias e clubes de Chicago.

Se gostou, veja também outros discos da fase Alligator de Koko Taylor. Ouça agora no Spotify, comente o que achou e passe no blog em https://quemtempoe.blogspot.com/ — o link oficial está em spotify



Legendary Ingramettes, The - Take A Look In The Book 2020

 

1. The Family Prayer
2. Take A Look In The Book
3. Grandma's Hands
4. When Jesus Comes
5. Rock Of Ages
6. I've Endured
7. Time Is Winding Up
8. Hold To God's Unchanging Hand
9. Beulah Land / I Wanna Go There
10. Until I Die
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O legado de Mama Maggie ressoa em vozes que não pedem licença

Take A Look In The Book, de 2020, é o primeiro álbum das Legendary Ingramettes com Almeta Ingram-Miller à frente do grupo. O disco reúne gospel afro-americano de quarteto tradicional, com harmonias potentes e vocais explosivos das mulheres que sustentam a tradição iniciada pela mãe, Maggie Ingram, falecida em 2015. Baseadas em Richmond, Virgínia, elas mantêm o estilo inspirado nos grupos masculinos dos anos 1940 e 50, mas conduzido inteiramente por vozes femininas, apoiadas por piano, baixo e bateria.

Almeta lidera ao lado de Cheryl Maroney e Carrie Ann Jackson, com apoio vocal de outras integrantes da família estendida. Fontes destacam “The Family Prayer”, que abre o disco com ritmo saltitante e refrão de “Kneel down!”; a releitura de “Grandma’s Hands”, de Bill Withers, em que Almeta acrescentou um verso final sobre a avó catando algodão até os dedos sangrarem; e “I’ve Endured”, de Ola Belle Reed, escolhida porque a letra ecoava a história de Maggie. O álbum mistura favoritos de família, alguns ligados a espirituals antigos, com material novo de fontes apalachianas.

Produzido pelo folclorista Jon Lohman no âmbito do Virginia Folklife Program, o disco foi gravado em apenas três dias em Richmond, com a maior parte das faixas capturada em take único para preservar a energia das apresentações ao vivo. Foi o primeiro trabalho do grupo após a morte de Maggie, que formara as Ingramettes como forma de manter a família unida em meio às dificuldades.

Se gostou, veja também outros discos de gospel familiar de Richmond e da tradição de quarteto. Ouça agora no Spotify, comente o que achou e passe no blog em https://quemtempoe.blogspot.com/ 



1 de novembro de 2026

Kirk Fletcher & Erika Baier - Don't Look No More 2026

 

1. Don't Look No More (3:41)
2. I Gotta Rock And Roll (2:16)
3. Sweet Lovin' Daddy (5:24)
4. As Long As I'm Moving (3:12)
5. Loving Man (2:43)
6. Oh Baby (2:43)
7. Blues For James Gadson (3:12)
8. Mother In Law Blues (3:07)
9. I Gotta Rock And Roll (Duo Version) (2:15)
10. We Play The Blues (2:59)
11. Cold Cold Feeling (3:14)
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Kirk Fletcher e Erika Baier Fecham o Ciclo do Blues no Novo Álbum

O Don't Look No More chega em outubro de 2026 pela VizzTone como o encontro direto entre o guitarrista americano Kirk Fletcher e a cantora-compositora sueca Erika Baier. É blues puro, daquele que queima devagar e chega no peito sem firula — voz e guitarra respirando no mesmo tempo, honrando as raízes enquanto empurram o gênero pra frente com autenticidade.

A formação entrega exatamente o que a química promete: Fletcher na guitarra (e cantando em uma faixa), Baier nos vocais principais, Simon Oslender no teclado, Randy Bermudes no baixo e Jimi Bott na bateria. A faixa-título abre com a voz de Erika subindo firme, enquanto “Cold Cold Feeling” fecha o disco com aquele peso cru e íntimo que já tinha saído como single em versão duo. No meio do caminho, “I Gotta Rock And Roll” (com sua versão só de voz e guitarra) mostra o lado mais dançante e urgente, e o instrumental “Blues For James Gadson”, escrito por Kirk, deixa a guitarra falar sozinha com a classe de sempre. O som mistura originais (a maioria de Erika) com covers bem escolhidos, como o clássico “As Long As I’m Moving”, e o resultado é um blues que oscila entre o grit soulful e os momentos mais despojados de guitarra e voz.

A parceria começou no Gothenburg Blues Festival de 2022 e foi amadurecendo: Erika chamou Kirk pro single “Complicate”, ele a levou como convidada especial no Joe Bonamassa Blues Cruise de 2025, e a química no palco virou álbum. As gravações aconteceram em Portland, Oregon, com Kirk no papel de sideman ao lado de Bermudes e Bott — dois caras que ele conhecia dos Fabulous Thunderbirds, mas que nunca tinham tocado juntos naquela banda.

Dá o play no Don’t Look No More e me conta depois qual faixa te pegou primeiro — a versão duo ou aquele instrumental do Kirk. O blues tá vivo e bem servido. spotify



Mungo Jerry - Somelight 2022

 

 1. Midnight City - 3:54
 2. Lord What Have We Done - 4:04
 3. Whole Lotta Rhythm - 5:23
 5. Happy to Be - 3:35
 6. Country Woman - 5:51
 7. Let's Do It Again - 5:55
 8. The Colour of Love - 3:08
 9. The Right Song - 3:33
10. Home Alone - 3:08
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Alguma luz no meio da pandemia

Em 2022 a Mungo Jerry Songs lançou Somelight, o álbum de Ray Dorset e sua banda que reúne doze canções de rock e blues rock com o groove de sempre. Concebido e gravado nos dias mais escuros da pandemia de 2020/21, o disco mantém o espírito leve e dançante que marca o projeto desde o começo dos anos 1970.

Ray Dorset assume voz, guitarras, baixo, percussão, gaita e teclados. Ao lado dele estão Adam Davy no saxofone, Toby Hounsham nos teclados, Franky Klassen no cello, Darren James no baixo e Bob White na bateria, com Daddy Long Legs na gaita em duas faixas e Ian Woolley no falsete de apoio em uma. Entre as músicas que o site oficial e resenhas destacam estão “That’s the Colour of Love” e “Happy to Be”, ambas lançadas como singles e descritas como contagiosas; “Corona Virus Blues” e “The Lockdown Thank You Song”, que falam diretamente do confinamento; e “A Plea for the Planet”, que fecha o disco. O som oscila entre blues, skiffle, reggae e toques de jazz, sempre com a voz de Dorset no centro e a produção cuidada mesmo com as gravações feitas à distância.

As faixas foram registradas remotamente em locais como Bournemouth, Southampton, Bracknell, Londres, Alemanha e Estados Unidos, por causa das restrições da Covid. “The Lockdown Thank You Song” foi escrita e gravada inteiramente por Dorset em isolamento no estúdio de casa, com a ideia vinda de Britta Dorset; o álbum saiu em maio de 2022 e “That’s the Colour of Love” chegou ao número 3 das Heritage Charts no verão de 2021.

Se gostou, veja também Xstreme (2019) e Cool Jesus (2011), outros discos recentes do mesmo período. Dá uma ouvida agora no Spotify, deixa um comentário por aqui e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ quando puder.