22 de maio de 2026

Rod Stewart – Every Picture Tells A Story 1971

 

Lado A
1. Every Picture Tells a Story – 5:58 / 6:01
2. Seems Like a Long Time – 4:00 / 4:02
3. That’s All Right (com Amazing Grace) – 6:02

Lado B
5. Maggie May – 5:46 (às vezes com intro “Henry” de 0:32)
6. Mandolin Wind – 5:32 / 5:33
7. (I Know) I’m Losing You – 5:22
8. Reason to Believe – 4:07
.

Every Picture Tells a Story: Rod Stewart, as Faces e o Rock Raiz que Explodiu em 1971
Lançado em maio de 1971, Every Picture Tells a Story é o terceiro álbum solo de Rod Stewart, uma explosão cru e vibrante de folk rock e roots rock que mistura composições próprias com covers cheios de alma. Com produção raw e energia de banda ao vivo, o disco captura Rod no auge da forma, misturando folk acústico, blues e rock sem frescuras.
Rod Stewart comanda na voz rouca e guitarra acústica, ao lado de Ronnie Wood (guitarras, pedal steel e baixo), Ray Jackson no bandolim marcante, Micky Waller na bateria e contribuições de companheiros das Faces como Ronnie Lane. 
Destaques: o hit mundial “Maggie May”, com seu groove irresistível e violino sutil; a delicada e emotiva “Mandolin Wind”, que brilha com o bandolim de Jackson; e o título “Every Picture Tells a Story”, um rocker autobiográfico cheio de atitude. O som se define pela fusão natural de elementos acústicos e elétricos, vocais rasgados e uma vibe descontraída, como se a banda estivesse tocando junta num bar lotado.
Curiosidades: Gravado entre novembro de 1970 e janeiro de 1971 nos Morgan Studios de Londres (com “(I Know) I’m Losing You” no Olympic), o álbum nasceu de sessões soltas e colaborativas com amigos das Faces. Lançado em 28 de maio de 1971, chegou ao topo das paradas no Reino Unido e EUA; “Maggie May” (quase deixada de fora) virou single de sucesso estrondoso, marcando o grande estouro solo de Rod enquanto ele ainda brilhava com as Faces.
Se gostou, veja também… os álbuns das Faces da mesma época ou o anterior Gasoline Alley.
Bonus: Nuno Mindelis fala do album Every Picture Tells a Story 

21 de maio de 2026

Blues Counsel - Slow Demolition (2016)

 

01. Lord Have Mercy on Me
02. At the River
03. Look up Child
04. Slow Demolition
05. Wish I Knew Then
06. Right on the Line (feat. Kathryn Scott)
07. Back to You
08. By Me
09. Drop
10. Best We've Ever Been
11. Walk a Mile
12. Ain't It Good
13. Heaven Can't Sit Down
14. Over
15. Heaven to Me Now
.

Blues Counsel: Slow Demolition – O Blues Rock que Demole Devagar e Libera a Alma!
Em 2016, o Blues Counsel soltou Slow Demolition, um disco de blues rock puro com toques latinos que soa como terapia para a alma. Independente e sem frescura, o álbum entrega groove, energia e mensagens que tocam fundo, tudo gravado com o feeling de quem toca junto há décadas.
Formação: Rick Cua no baixo e vocais, Will McFarlane e Tom Lane nas guitarras e vocais, Tony Hooper na guitarra, teclados e vocais (que ainda mixou e masterizou o disco), Tony Morra na bateria e Emedin Rivera na percussão. 
Destaques:  “Slow Demolition” (a faixa-título), “Wish I Knew Then” (com coautoria de Phil Keaggy) e “Right on the Line”, que conta com a participação especial de Kathryn Scott nos vocais. O som é cheio de guitarras afiadas, percussão quente com balanço latino e aquele improviso natural de jam band que faz o disco respirar como um show ao vivo.
Curiosidade: o álbum foi todo gravado no The Brown Owl, em Nashville, com overdubs espalhados por estúdios da região, e a banda produziu tudo sozinha. E o melhor: o grupo nasceu em 1987 como a jam band oficial do Kingdom Bound, o grande festival cristão de Buffalo, e alguns membros tocam juntos desde os anos 70.Veja também Muscle Shoals Sessions ou Love Infusion.

Paul McCartney - Run Devil Run 1999

 

01 – Blue Jean Bop
02 – She Said Yeah
03 – All Shook Up
04 – Run Devil Run   
05 – No Other Baby
06 – Lonesome Town
07 – Try Not To Cry
08 – Movie Magg
10 – What It Is
11 – Coquette
12 – I Got Stung
13 – Honey Hush
14 – Shake A Hand
15 – Party
.


Run Devil Run: McCartney, Gilmour e Paice Acendem o Abbey Road com Rock 'n' Roll Puro e Selvagem
Em outubro de 1999, Paul McCartney lançou Run Devil Run, um álbum de rock and roll cru, dançante e sem firulas que mistura covers de clássicos e pérolas obscuras dos anos 1950 com três originais no mesmo espírito. Gravado com pressa e coração aberto no Abbey Road, o disco soa como uma jam session de palco lotado — energia bruta, guitarras afiadas e aquele feeling de “vamos tocar agora”.
Formação: McCartney comanda no baixo Hofner, voz rouca e algumas guitarras; David Gilmour arrasa nas Fender Esquire e Gibson (além de coros); Mick Green corta tudo com a Stratocaster; Ian Paice (Deep Purple) segura a bateria na maioria das faixas, com Dave Mattacks assumindo em “All Shook Up” e “Try Not to Cry”; Pete Wingfield nos teclados; e Chris Hall injetando acordeão em “Brown Eyed Handsome Man”, dando um groove zydeco inesperado. 
Destaques: o título “Run Devil Run” (original acelerado e viciante), o épico “No Other Baby” (quase 4:18 de tensão crescente) e o animado “Brown Eyed Handsome Man” de Chuck Berry. As guitarras duelam, a bateria impulsiona e tudo soa vivo, sem produção excessiva.
Curiosidade: As sessões principais aconteceram em apenas uma semana intensa em março de 1999 no Studio 2 do Abbey Road — a banda tocava várias músicas pela primeira vez ali mesmo, priorizando espontaneidade. Lançado um ano após a morte de Linda, o projeto foi a realização de uma ideia que os dois haviam comentado; Paul esperou conscientemente antes de voltar ao estúdio e depois disse que queria “reassegurar” que ainda amava rock and roll de verdade.
Se gostou, veja também… Choba B CCCP (1988), outro mergulho roots de McCartney em covers.