9 de agosto de 2026

Beth Scalet - Blues in Paradise 1998

 

1. St. James Infirmary - 3:48
 2. Blue Blue Song - 2:48
 3. Come Back Baby - 3:01
 4. Moped - 2:21
 5. Hollywood Movies - 2:52
 6. I Know You're Right - 3:54
 7. Lighthouse Blues - 3:35
 8. Blues in Paradise - 4:05
 9. Going Over Jordan - 1:33
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Beth Scalet abre o paraíso do blues 

Blues in Paradise (1998) é o disco de blues acústico e elétrico de Beth Scalet, misturando clássicos tradicionais com originais cheios de personalidade, lançado pela J-Bird Records

Beth Scalet comanda tudo com sua voz gritty e soulful, guitarra de finger-picking única e harmônica, em faixas que vão do solo puro ao reforço de backing R&B. 

“St. James Infirmary” é o destaque absoluto: uma leitura acústica solo de tirar o fôlego, cheia de emoção e intensidade. “Moped” traz o humor afiado dela em tom de blues leve e irônico, enquanto a faixa-título “Blues in Paradise” fecha com groove e consciência. 

O som é fresco, ao vivo no estúdio, com instrumentação direta que equilibra tradição e originalidade sem firulas. 

Curiosidade: o álbum reúne material original de blues dela com standards, capturando o estilo que ela desenvolveu sozinha ao longo dos anos no circuito folk. O disco é a reissue remasterizada em CD de um trabalho de 1987, quando Beth já era veterana da cena de Kansas City e Ottawa, Kansas

Anos depois ela ainda venceria prêmio Independent Music Awards com sua versão de “St. James Infirmary”, confirmando a força dessa gravação.  

Giles - Dancing With Dolores 2006

 

 1. Maria Magdalena - 5:19
 2. Freedom - 4:39
 3. Letter To Bush - 4:05
 4. Fallen Angel - 2:53
 5. Dancing With Dolores - 5:31
 6. Gypsy Eyes - 2:13
 7. That's Why - 5:17
 8. Mind Your Own Damn Business - 3:45
 9. Wanna Come Home, Father - 5:33
10. Behind Your Eyes - 3:07
11. Just A Shell - 4:59
12. Nutbush City Limits - 3:30
13. Bird On The Wire - 4:42
14. Yearning - 1:49
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Giles faz o blues rock dançar e o mundo tremer

Dancing With Dolores (2006) é o quarto álbum do power trio inglês Giles, um blues rock cheio de groove, guitarra afiada e exploraciones que misturam funky blues com energia psicodélica. 

Mark Koehorst comanda vocal, guitarras, teclados e percussão, ao lado de Piet Koehorst no baixo e Terry Shaughnessy na bateria. A faixa-título “Dancing With Dolores” mistura blues rock com toques de flamenco e tango, “Maria Magdalena” chega com guitarra pesada e blues clássico, e “Freedom” é um cover energético de Richie Havens

O som se define pela guitarra líder de Mark, ritmos dinâmicos e arranjos que evoluem ao longo das faixas, com covers como “Gypsy Eyes” e “Nutbush City Limits” ganhando nova vida. 

Curiosidade: o trio é baseado no noroeste da Inglaterra, com Mark, originalmente da Holanda, escrevendo o material. 

Lançado em 2006 pela May Tree Studios, o disco é o trabalho independente do grupo após o aclamado Blue Funk. A banda se destaca por transformar o blues rock em algo mais inventivo, com jams e variações que fogem do convencional.  

8 de agosto de 2026

Bo Diddley Muddy & Little Walter - Super Blues - Join Forces 1967

 

1. Long Distance Call – 5:15
2. Who Do You Love – 4:10
3. I'm a Man – 5:40
4. Bo Diddley – 4:35
5. You Can't Judge a Book by the Cover – 4:25
6. I Just Want to Make Love to You – 6:07
7. My Babe – 3:52
8. You Don't Love Me – 4:05
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Três gigantes do Chicago Blues no mesmo estúdio e o chão quase cedeu

Super Blues (lançado em junho de 1967 pela Checker Records, braço da Chess) reúne Bo Diddley, Muddy Waters e Little Walter num álbum de Chicago blues elétrico puro, recheado de jam sessions soltas e reinterpretações de clássicos dos três. Bo Diddley e Muddy Waters dividem vocais e guitarras, Little Walter entra na harmônica e nos vocais, com o reforço de Buddy Guy na guitarra, Sonny Wimberley no baixo e Frank Kirkland na bateria. 

O disco explode em faixas como “I’m a Man”, onde Bo e Muddy se desafiam em um duelo de ego e riffs pesados que rodam o estúdio como um tornado, e “I Just Want to Make Love to You”, que ganha extensão de mais de seis minutos cheia de soul e improvisação. “Who Do You Love” traz o tremor característico de Bo enquanto a banda empurra o groove solto e cheio de energia de juke joint. 

Tudo gravado de forma informal em janeiro de 1967 no Tel Mar Studios, em Chicago, produzido por Ralph Bass, com a supervisão de Marshall e Phil Chess — uma sessão que soa como três lendas se divertindo sem pressa, com tremolo pesado de guitarra, harmônica rasgada e ritmo que balança entre o preciso e o espontâneo. 

A gravação aconteceu num único dia e capturou o clima de jam livre, com asides humorísticos e trocas de vocais improvisadas entre os três. O disco foi o primeiro de uma dupla de “super sessions” da Chess; o segundo, lançado no mesmo ano, trocou Little Walter por Howlin’ Wolf.  

Janiva Magness - Truth In The Room - The Clearmountain Sessions (Live) 2026

 

 1. My Bad Luck Soul (Live) - 2:27
 2. Slipped, Tripped and Fell In Love (Live) - 4:35
 3. Make It Rain (Live) - 5:01
 4. You Were Never Mine (Live) - 5:14
 5. That's What Love Will Make You Do (Live) - 5:22
 6. The Devil Is An Angel Too (Live) - 4:33
 7. Closer (Live) - 4:27
 8. Hammer (Live) - 3:39
 9. Love Wins Again (Live) - 3:51
10. Things Left Undone (Live) - 5:05
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Janiva Magness trava o tempo e o blues vira verdade crua

Truth In The Room – The Clearmountain Sessions (2026) é o primeiro álbum ao vivo completo de Janiva Magness, um blues visceral e direto que captura a energia de quem faz a sala inteira parar, ouvir e sentir de verdade. 

Janiva Magness comanda o show com sua voz poderosa e presença inconfundível, em dez faixas ao vivo gravadas por Bob Clearmountain diante de apenas 150 convidados íntimos. “Make It Rain” cai com intensidade e groove de tirar o fôlego, “You Were Never Mine” traz a graça e a dor de quem viveu cada palavra, e “The Devil Is An Angel Too” explode com o humor e a força que marcam a carreira dela. 

O som é cru e presente, cheio da troca real entre artista e plateia, sem filtros de estúdio, mostrando o grit, a ternura e a convicção de mais de três décadas no blues americano

Curiosidade: tudo foi capturado ao vivo em um sound stage, exatamente como os fãs sempre pediram. O disco sai em 7 de agosto de 2026 pela Blue Élan Records e marca o sexto trabalho dela na gravadora. É o documento que coroa a trajetória de quem já levou o prêmio B.B. King Entertainer of the Year e sempre colocou o palco no centro de tudo.  

7 de agosto de 2026

Muddy Waters - You Shook Me - The Chess Masters Vol 3 (1958-1963)

 

01 - Walking Thru The Park
02 - Blues Before Sunrise
03 - Mean Mistreater
04 - Crawlin' Kingsnake
05 - Lonesome Road Blues
06 - Mopper's Blues
07 - Take The Bitter With The Sweet
08 - She's Into Something
09 - Southbound Train
10 - Just A Dream (On My Mind)
11 - I Feel So Good
12 - Hey, Hey
13 - Love Affair
14 - Recipe For Love
15 - Baby, I Done Got Wise
16 - Tell Me Baby
17 - When I Get To Thinking
18 - Double Trouble
19 - Woman Wanted
20 - Read Way Back
21 - I'm Your Doctor
22 - Deep Down In My Heart
23 - Tiger In Your Tank
24 - Soon Forgotten
25 - Meanest Woman
26 - I Got My Brand On You
27 - I Got My Brand On You
28 - (I'm Your) Hoochie Coochie Man
29 - Baby Please Don't Go
30 - Soon Forgotten
31 - (I Wanna Put A) Tiger In Your Tank
32 - I Feel So Good
33 - Got My Mojo Working, Part 1
34 - Got My Mojo Working, Part 2
35 - Goodbye Newport Blues
36 - Real Love
37 - Lonesome Bedroom Blues
38 - Messin' With The Man
39 - Going Home
40 - Down By The Deep Blue Sea
41 - Muddy Waters Twist
42 - Tough Times
43 - You Shook Me
44 - You Need Love
45 - Little Brown Bird
46 - Sweet Black Angel (A/K/A Black Angel Blues) (Instrumental)
47 - Five Long Years
48 - Brown Skin Woman
49 - Twenty Four Hours
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O Blues de Chicago Que Estremeceu o Mundo Entre 1958 e 1963

Muddy Waters entrega em You Shook Me: The Chess Masters, Vol. 3 (1958-1963) o Chicago blues elétrico em sua fase de ouro, quando o som saía das singles e ganhava corpo de álbum. 

É o momento em que a voz grave e o groove pesado de Muddy viraram referência absoluta.Nas gravações, Muddy Waters (voz e guitarra) conta com Otis Spann no piano, James Cotton na gaita, Willie Dixon no baixo (e em algumas vozes), Pat Hare e Earl Hooker nas guitarras, Francis Clay e outros na bateria, além de participações de Little Walter e Jimmy Rogers. 

Destaques: “You Shook Me”, com o slide de Earl Hooker respondendo a cada frase de Muddy, “You Need Love” (a base que depois virou “Whole Lotta Love” do Led Zeppelin) e as versões ao vivo de “Got My Mojo Working” do Newport Jazz Festival de 1960: o som é denso, com gaita cortante, piano de Otis Spann balançando o chão e a banda inteira empurrando o ritmo sem freio. 

O disco mistura estúdio e palco, singles e faixas de álbuns clássicos como Muddy Waters Sings Big Bill e At Newport 1960. Uma curiosidade da formação: várias sessões já usavam a técnica de gravar a base primeiro e depois colocar a voz de Muddy por cima, algo novo na época da Chess. “Read Way Back” traz Willie Dixon cantando em segundo plano, um detalhe raro nas sessões de Muddy. 

Esse volume de 2012 reuniu pela primeira vez material inédito, como o instrumental de “Sweet Black Angel” com Earl Hooker, e o show ao vivo de Newport que colocou o blues de Chicago no mapa internacional.