15 de junho de 2026

Muddy What? – Neon Soul (2026)

 

01 – Neon Soul
02 – The Lonesome Death of Hattie Carroll
03 – Letters on a Line
04 – Tales Unveiled and Secrets Sealed
05 – Lost Symphony
06 – Uncontainable
07 – Blind Willie Mc Tell
08 – Voodoo Child
09 – Ina’s Lullaby
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Neon Soul: Muddy What? Ilumina o Blues Contemporâneo com Alma e Fogo em 2026
Em março de 2026, a banda alemã Muddy What? lançou Neon Soul, seu sexto álbum de estúdio, uma poderosa mistura de blues contemporâneo com soul, roots e blues rock moderno. O disco conecta raízes profundas a uma energia atual, criando um som vibrante e cheio de personalidade ao longo de nove faixas.
Liderada pelos irmãos Ina Spang (guitarra solo e bandolim) e Fabian Spang (vocais e guitarra), com Michael Lang no baixo e Manfred Mildenberger na bateria, a formação entrega um som cru e expressivo. 
Destaques: “Neon Soul”, com seu groove contagiante; a intensa “Lost Symphony”, cheia de drama e camadas; e a reinterpretação eletrizante de “Voodoo Child”. O álbum se destaca pelas guitarras afiadas, o toque hipnótico do bandolim, grooves pulsantes e uma faixa dinâmica que alterna entre momentos explosivos e intimistas, misturando composições originais a tributos ousados.
Gravado e mixado pelo próprio baterista Manfred Mildenberger, o disco carrega uma autenticidade familiar e orgânica ao processo criativo. Um fato histórico marcante é que Muddy What?, vencedora do German Blues Challenge 2021 e semifinalista no International Blues Challenge em Memphis, representa uma nova geração de artistas europeus que reinventam o blues com ousadia e respeito às tradições.

14 de junho de 2026

Atsuko Chiba – Atsuko Chiba (2026)

 

1. Retention (05:33)
2. Pretense (03:42)
3. Future Ways (04:54)
4. Tar Sands (04:54)
5. Torn (04:30)
6. Locked and Array (08:58)
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Atsuko Chiba: O Self-Titled que Seduz com Texturas Hipnóticas e Alma Canadense
Em 24 de abril de 2026, o quinteto de Montréal lançou seu quarto álbum autointitulado pelo selo Mothland: 32 minutos de post-rock, progressive rock e krautrock que ganham novas camadas de trip-hop, chamber pop e ambient. O disco consolida a identidade única da banda em uma experiência sonora orgânica, coesa e profundamente envolvente.
Formados por Karim Lakhdar (vocais, guitarra e sintetizadores), Kevin McDonald e Eric Schafhauser (guitarras e sintetizadores), David Palumbo (baixo e vocais) e Anthony Piazza (bateria e projeções ao vivo), os cinco amigos de longa data entregam camadas ricas de guitarras e synths, baixos pulsantes, bateria imprevisível e vocais que vão do rap-accented ao atmosférico. 
Destaques: “Retention”, com seu creep lento e sedutor; “Future Ways”, que explode em urgência krautrock e agressão anthemic; e o fechamento épico “Locked and Array”, com guitarras acústicas e melancolia envolvente. Ritmos motorik precisos, linhas de baixo slinky e teclados dos anos 80 criam uma tapeçaria textural que prende do início ao fim.
Escrito e produzido coletivamente pela própria banda a partir de jams livres em seu estúdio caseiro, o álbum marca uma virada para sons mais contidos e focados em tom e textura — duas faixas mais pesadas foram lançadas separadamente em 2025. Formada em 2012, Atsuko Chiba já dividiu palcos com atos como ...And You Will Know Us by the Trail of Dead e conquistou prêmios por trabalhos anteriores; este lançamento via Mothland é a prova de que, depois de mais de uma década, eles finalmente soam exatamente como eles mesmos.

Jay Collins – Northern Resistance – 2026

 

01. 3 Days In Paris 04:31
02. Till You’re Ready 04:48
03. Top Of The Town 04:19
04. Cradle Of Civilization 05:35
05. More Than Enough (Woman For Me) 05:25
06. Poem For You Today 05:54
07. Porch Light Blues 03:54
08. Why Are People Like That? 03:53
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Jay Collins Une Rock, Blues e Jazz em um Manifesto Raiz do Vale do Hudson!
Jay Collins, saxofonista, cantor e líder experiente, entrega em 2026 o álbum Northern Resistance com sua banda homônima, formada por jovens talentos do Vale do Hudson, em Nova York. O disco traz um estilo vibrante de rock-and-roll injetado de jazz, blues e roots music, com grooves cheios de alma e energia ao vivo.
A formação principal conta com Jay Collins nos vocais, saxofones, teclados e flauta, ao lado de Peter Dougan na guitarra, Kyle Esposito no baixo e vocais, Ross Rice nos teclados e vocais, e Manuel Quintana na bateria. 
Destaques: “Porch Light Blues”, com seu blues intimista e groove marcante; “Cradle Of Civilization”, que ganha força épica; e “Why Are People Like That?”, uma versão pulsante da canção de Bobby Charles. O som se define pela instrumentação robusta, saxofone em destaque, grooves roqueiros energéticos misturados a toques jazzísticos, soul e ritmos roots, criando fusões naturais e cheias de feeling.
O processo criativo reflete a longa jornada de Jay como músico: faixas como “Porch Light Blues” foram co-produzidas por Manuel Quintana no Beet Studios, enquanto “Cradle Of Civilization” é uma regravação de um velho instrumental jazz de sua discografia, agora com influências latinas e percussão vibrante. Historicamente, Jay carrega um currículo de peso, com prêmios Grammy ao lado de Levon Helm e turnês marcantes com Gregg Allman e Little Feat; este lançamento celebra suas raízes na cena musical histórica de Woodstock com uma nova geração de artistas locais.

13 de junho de 2026

Beth Hart Band - Immortal

 

1. Run (Hart, Khoury) 4:08
2. Spiders In My Bed (Hart) 4:45
3. Isolation (Hart, Khoury, Herzberg) 5:17
4. Hold Me Through The Night (Hart, Khoury) 4:09
5. State Of Mind (Khoury, Hart, Herzberg) 2:52
6. Burn Chile (Hart, Khoury, Herzberg) 4:11
7. Immortal (Herzberg, Hart, Khoury, Reitzas) 4:23
8. Summer Is Gone (Hart) 4:44
9. Ringing (Hart, Herzberg, Khoury, Reitzas) 3:06
10. God Bless You (Hart, Khoury) 3:10
11. Am I The One (Hart) 6:39
12. Blame The Moon (Tozer) 2:43
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Immortal: a voz de Beth Hart que explode o blues rock dos anos 90
Em 1996, Beth Hart Band lança Immortal, álbum de blues rock visceral, cheio de energia e emoção, onde a voz poderosa de Beth carrega tudo nas costas.
A banda era formada por Beth Hart nos vocais, piano, backing vocals e baixo extra; Jimmy Khoury nas guitarras elétricas e acústicas; Tal Herzberg no baixo; e Sergio Gonzalez na bateria e percussão. Com participações especiais de Luis Conte na percussão e o lendário produtor David Foster no piano de “Hold Me Through the Night”. 
Destaques: a explosiva de “Run”, o clima sombrio de “Spiders In My Bed” e a épica “Am I The One” (quase 7 minutos de puro feeling). O som é cru, com guitarras afiadas, piano soulful, percussão marcante e aquela mistura perfeita de rock alternativo, blues e hard rock que define o disco.
Curiosidade: David Foster, que ficou impressionado com o talento dela, assinou a banda pro seu selo 143 Records e co-produziu o álbum ao lado de Mike Clink e Hugh Padgham – gravado em estúdios de Los Angeles, Nova York e até Londres. Foi o álbum de estreia oficial da Beth Hart Band, abrindo as portas pra uma carreira que até hoje emociona o mundo.