5 de agosto de 2026

Jesper Lindell – Royal (2026)

 

1. Wearin' That Loved-On Look 03:27
2. King of the Cowboys 03:21
3. Sweeter Tomorrow 03:29
4. I Can't Stand the Rain 02:44
6. The Letter 03:19
7. No Easy Way Down 02:49 vídeo
8. Tryin' to Live My Life Without You (feat. Frazey Ford) 02:49 vídeo
9. Whicha Way Did It Go 02:42
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Soul sueco no coração de Memphis: Jesper Lindell explode o Royal Studios!

Royal, lançado em junho de 2026, é o álbum de covers de blue-eyed soul de Jesper Lindell e sua banda The Brunnsvik Sounds, gravado no lendário Royal Studios de Memphis e repleto do sujo e suado som da soul do sul americano dos anos 60 e 70.

Lindell, no vocal e guitarra, lidera o sexteto com Anton Lindell no baixo, Simon Wilhelmsson na bateria, Jimmy Reimers nas guitarras e um time de teclados, percussão, metal e backing vocals que transforma cada faixa em pura energia de estúdio. 

Destaques: o groove funk-rock de “Wearin’ That Loved-On Look” (clássico de Elvis), o dueto inflamado de “Tryin’ to Live My Life Without You” com a canadense Frazey Ford e o fechamento hipnótico de “Whicha Way Did It Go” (Staple Singers) mostram o poder da instrumentação: guitarras ecoadas, baixo travado, órgão suingado e seção de metais vibrante que o engenheiro e mixer Boo Mitchell (filho de Willie Mitchell) capturou com precisão vintage. 

Curiosidade: a banda voou da Suécia e registrou as nove faixas ao vivo em apenas dois dias de jet lag no Royal Studios, em setembro de 2024, deixando os overdubs de horns e coros para depois, tudo produzido por Björn Pettersson, Rasmus Fors e o próprio Lindell. 

O resultado é um disco curto, intenso e cheio de reverência, que mistura hits como “I Can’t Stand the Rain” e “When Something Is Wrong with My Baby” com raridades de Stax, soando ao mesmo tempo fiel e fresco.

A sessão no Royal Studios foi parte da mesma viagem de quatro dias que também gerou o álbum companheiro 3614 Jackson Highway no Muscle Shoals, com Boo Mitchell assinando a mixagem de tudo. Frazey Ford quase rouba a cena no dueto de Otis Clay, trazendo uma voz sultry que combina perfeitamente com a intensidade de Lindell.

Murali Coryell - Deep Blues 2026

 

 1. Saint James Infirmary - 5:02
 2. Pony Blues - 5:24
 3. It’s Nobody’s Fault But Mine - 3:21
 4. Sitting On Top Of The World - 5:13
 5. Sugar Mama Blues - 4:29
 6. In The Pines - 4:45
 7. Baby Please Don’t Go - 3:40
 8. 44 Blues - 5:20
 9. Poor Boy Blues - 4:13
10. Kokomo Blues - 5:52
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Blues puro com lendas no comando 

Deep Blues, o 13º álbum de Murali Coryell, é um mergulho direto no songbook clássico do blues, com covers que queimam de verdade e zero firula.

Murali Coryell (voz e guitarra), filho do lendário Larry Coryell, junta forças com Tony Garnier (baixo de Bob Dylan), Junior Mack (guitarra, Allman Brothers e Magic Slim) e o lendário baterista Bernard “Pretty” Purdie

As faixas “Saint James Infirmary”, “Pony Blues” e “In The Pines” mostram o coração do disco: a voz de Murali, cheia de soul e grit, o groove impecável de Purdie, o baixo firme de Garnier e os solos de Mack que conversam como se os quatro fossem irmãos de palco. 

A gravação aconteceu no East Side Sound Studios, em Nova York, reunindo esses mestres apesar das distâncias e agendas lotadas, tudo sob a produção de David Chesky para a Audiophile Society.

Quando o pai de Murali faleceu, Bernard Purdie tocou no show-tributo que se transformou numa homenagem. A amizade com Tony Garnier nasceu num encontro casual no Byron Bay Music Festival, na Austrália, enquanto Garnier tocava com Dylan e Murali dividia o palco com Joe Louis Walker.

4 de agosto de 2026

Gentle Giant – In A Glass House (1973, Remastered 2026)

 

01. The Runaway (7:24)
02. An Inmates Lullaby (4:29)
03. Way of Life (7:52)
04. Experience (7:48)
05. A Reunion (2:11)
06. In a Glass House (7:40)
07. Index (0:22)
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Vidro quebrando e prog em alta voltagem: 
Gentle Giant reabre a casa de vidro em 2026!

In a Glass House, o quinto álbum do Gentle Giant lançado em 21 de setembro de 1973, é progressive rock puro, denso e sem concessões, com assinaturas de tempo complexas, motivos medievais e mudanças bruscas de direção. 

Formação quintetoDerek Shulman nos vocais, saxofones e flauta doce; Gary Green nas guitarras de 6 e 12 cordas, mandolim e percussão; Kerry Minnear nos teclados, percussão afinada e vocais; Ray Shulman no baixo, violino e guitarra acústica; e John Weathers na bateria — entrega um som que mistura rock duro, estruturas clássicas e texturas inesperadas. 

Destaques: “The Runaway”, com seu loop de vidro estilhaçado que explode em teclados vulcânicos e groove muscular, o sprint rítmico de “Way of Life” e a virada medieval de “Experience” mostram a instrumentação intrincada: guitarras entrelaçadas, violino, xilofone, órgão e vocais em camadas que nunca param quietos. 

Curiosidade: este foi o primeiro disco gravado depois da saída de Phil Shulman, e a banda respondeu aumentando a complexidade em vez de simplificar, registrando tudo em julho de 1973 no Advision Studios de Londres. 

O remix e remaster de 2026, feito pelo produtor ganhador do Grammy Eber Pinheiro ao lado de Derek Shulman, traz clareza nova às linhas de guitarra e baixo, revelando detalhes que antes ficavam no fundo.

O álbum nunca saiu oficialmente nos EUA em 1973 porque a Columbia o considerou “não comercial”, circulando só como importação até reedições posteriores, e mesmo assim vendeu cerca de 150 mil cópias. A versão 2026 chega em vinil 180g, CD e Blu-ray com mixes em 5.1 e Dolby Atmos, oferecendo a clareza que a banda sempre quis.

Lester Winchester McKendree – They Got It All (2026)

 


1. I'm No Amateur
2. Delaney And The Ditch
4. Surf The Allman Ballroom
5. Down The Same Street
6. Baby's Carburetor
7. Bad Mantras
8. Dylan Ain't Spillin'
9.The Right Pose
10. Along With The Sunshine
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Trio sem guitarra que explode de groove e carisma

Eles chegaram sem guitarra, com um baixo de só duas cordas e um piano que não para quieto, e mesmo assim entregaram um dos discos mais contagiante de roots rock do ano. 

They Got It All, o álbum de estreia do Lester Winchester McKendree, é pure energia de Nashville: roots rock rollickante, cheio de soul, rockabilly e batidas que grudam na cabeça.

No comando está Mark W. Winchester no baixo de duas cordas (inspirado no lendário Mark Sandman do Morphine), voz e todas as composições, ao lado do baterista Jimmy Lester (ex-Webb Wilder e Los Straitjackets) e do tecladista Kevin McKendree (parceiro de longa data de Delbert McClinton e créditos com Brian Setzer e Tinsley Ellis). 

As faixas “They Got It All”, “Baby’s Carburetor” e “Dylan Ain’t Spillin’” mostram exatamente o que define o disco: o baixo crú e melódico de Winchester, o piano que vai do swagger de Jerry Lee Lewis ao groove Booker T., e a bateria precisa e divertida de Lester, tudo sem nenhum excesso. 

A formação nasceu do feeling que os três tiveram tocando juntos com Garry Tallent (E Street Band) em 2017 e ganhou forma definitiva quando Winchester colocou só duas cordas no baixo e as canções começaram a sair sozinhas.

A gravação aconteceu em apenas dois dias “ao vivo” no Rock House Studio de McKendree, em Franklin, Tennessee, sem pressão e com a química de quem já se conhece há décadas. O resultado é um álbum de dez faixas que soa maior do que o trio e prova que menos instrumentos podem render muito mais diversão.

3 de agosto de 2026

Reckoners - "Where The Hell Am I? 2026

 

01. Second Skin 04:37
02. Look Out Below 04:09
03. We Saw It All 04:14
04. Where The Hell Am I? 04:20
05. Silver Stallion 04:20
06. Running Wild 04:37
07. Don't Look Down 03:17
08. It Will Be Mine 04:43
09. Consuelo 03:49
10. Not To Worry 02:53
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Onde diabos está a alma do rock? Os Reckoners respondem com fogo puro!

Where The Hell Am I? é o segundo álbum dos Reckoners, lançado em 15 de maio de 2026 pela Gitcha Records, e entrega um soul roots rock cheio de blues e classic rock que te agarra pelo pescoço e não larga. É daqueles discos que soam ao mesmo tempo novos e familiarmente quentes, feitos para tocar alto e sentir o chão tremer.

No comando está o vocalista e guitarrista Tim Gearan, enquanto o extraordinário Johnny Trama (Bettye LaVette, The Silks) lidera as guitarras e a formação. O ritmo pesa nas mãos do baterista Tom Arey (Peter Wolf, J. Geils Band, G. Love), com Marc Hickox no baixo (Bettye LaVette, Charlie Musselwhite) e Darby Wolf nos teclados (Bettye LaVette, Rubblebucket). 

Faixas como “We Saw It All”, com seu órgão estalando e groove contagiante, “Don’t Look Down”, que mistura energia de country-blues com breaks de bateria e solos afiados, e o fechamento funk-soul de “Not to Worry” mostram o coração do disco: riffs de guitarra otimistas, órgão épico, baixo suado e uma produção limpa que deixa a banda soar ao vivo e solta. 

Formação: o grupo, montado por Trama em Boston a partir de 2019 (antes conhecido como Band of Killers), reúne veteranos que já rodaram com nomes pesados e agora se consolidam como uma unidade all-star de verdade. O som mistura grit de barroom rock com calor de soul e blues, co-produzido, gravado, mixado e masterizado por Alan Evans (Soulive), e o resultado é um álbum de dez faixas que cresce a cada escuta, cheio de swing e emoção genuína.

O processo de gravação com Evans revelou uma banda tão ensaiada e afinada que a maioria das músicas saiu em no máximo três takes, deixando espaço para magia espontânea no estúdio. “Silver Stallion” é um cover gritty e fiel da clássica de Lee Clayton (1978), também gravada pelo supergrupo The Highwaymen.