2. Three O' Clock Blues (B.B. King, Jules Taub) - 5:08
3. I Believe To My Soul (Ray Charles) - 3:47
4. So Unkind (Elmore James, Marshall Sehorn) - 2:56
5. Summertime (DuBose Heyward, George Gershwin) - 4:02
6. On The Road Again (Floyd Jones, Will Shade) - 3:35
7. Don't Answer The Door (Jimmy Johnson) - 6:02
8. Wang Dang Doodle (Willie Dixon) - 3:31
9. Come Back Baby (Ray Charles) - 2:45
10.Shake Your Hips (James Moore) - 3:19
11.Blues Helping: Instrumental (Bob Jones, Dave Edmunds, John Williams) - 3:46
12.Morning Dew: Take Me For A Walk (Bonnie Dobson, Tim Rose, 1967 Single Release as Human Beans) - 2:52
13.It's A Wonder (Isaac Hayes, David Porter, 1967 Single Release as Human Beans) - 2:41
14.River To Another Day (Charles & Kingsley Ward, 1968 Single Release) - 2:36
15.Brand New Woman (Crick Feather, 1968 Single Release) - 2:21
Estamos voltando a 1968, quando Dave Edmunds ainda não era o produtor de lendas nem o cara do Rockpile: ele era puro blues-rock com o power trio Love Sculpture! Blues Helping (o remaster Esoteric de 2008) é um petardo de energia britânica, cheio de covers quentes de blues e R&B com toques de boogie selvagem e phrasing jazz-influenciado que faz a guitarra voar.
Formação: Dave Edmunds manda ver na guitarra, órgão, piano e vocais principais, John Williams segura o baixo e vocais com groove pesado, e Bob “Congo” Jones detona na bateria.
Destaques: O instrumental “The Stumble” (Freddie King) é uma corrida breakneck que prova a destreza insana de Edmunds; o monstro “Blues Helping” entrega solos em forma de tornado; e “On The Road Again” soa exatamente como o boogie californiano do Canned Heat, com o trio tocando solto, bruto e cheio de alegria power-trio. As leads cortantes e o ritmo implacável são pura adrenalina blues-rock.
Gravado em julho/agosto de 1968 nos lendários Abbey Road Studios (co-produzido por Kingsley Ward, futuro fundador do Rockfield, e Malcolm Jones, que logo criaria o selo Harvest), o disco mostra Edmunds confessando que mal conhecia o blues na época — mas ninguém diria ouvindo a pirotecnia na seis cordas.
Era o auge da cena blues-rock britânica ao lado de Cream e Savoy Brown, e o pontapé inicial que transformaria Edmunds num dos maiores camaleões da música.




