13 de março de 2026

Muddy Waters • Electric Mud 1968

 

01. I Just Want to Make Love to You 4:24
(Willie Dixon)
 02. I'm Your Hoochie Coochie Man 4:41
(Willie Dixon)
 03. Let's Spend the Night Together 3:07
(Mick Jagger - Keith Richards)
 04. She's All Right 6:44
(McKinley Morganfield)
 05. I'm a Man (Mannish Boy) 3:21
(McKinley Morganfield)
 06. Herbert Harper's Free Press News 4:32
(Sidney Barnes - Robert Thurston)
 07. Tom Cat 3:37
(Charles Williams)
 08. Same Thing 5:37
(Willie Dixon)
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A Fusão Psicodélica que Eletrizou o Blues de Muddy Waters
"Electric Mud", lançado em outubro de 1968 pela Chess Records, reinventa o electric blues de Chicago com infusões psicodélicas, misturando riffs pesados, fuzz, wah-wah e grooves soulful para um som revolucionário que ecoa a era hippie. Muddy Waters entrega vocais crus em remakes explosivos de clássicos como "I Just Want to Make Love to You" e "I'm Your Hoochie Coochie Man", além do cover ousado de "Let's Spend the Night Together" dos Stones, com órgão Hammond e sax tenor adicionando camadas hipnóticas.
Destaques: vão para a banda estelar, vinda do Rotary Connection: Gene Barge no sax, Phil Upchurch e Pete Cosey nas guitarras, Charles Stepney no órgão, Louis Satterfield no baixo e Morris Jennings na bateria – uma química feroz que torna o álbum um caldeirão sonoro único. Produzido por Marshall Chess, o disco vendeu 150 mil cópias em semanas, alcançando #127 na Billboard.
Curiosidade: Chess convenceu Muddy a gravar para atrair jovens roqueiros, mas o bluesman odiou o resultado, chamando-o de "dog shit" – apesar de influenciar Jimi Hendrix
Detalhe: No auge da psicodelia, o álbum desafiou puristas, mas pavimentou o blues-rock moderno, inspirando de Chuck D a gerações futuras.

12 de março de 2026

Krzak • Krzak 1981

 

 01. Blues E-dur
 02. Lidek
 03. Czakuś
 04. Chwile z B.
 05. Dla Fredka
 06. Skałki
 07. Łatka
 08. Blues H-moll - Smuteczek
 09. Przewrotna samba
 10. Dżemowa maszynka
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Explosão Polonesa: O Ápice do Fusion em Krzak (1981)
O álbum de estreia ao vivo da banda polonesa Krzak, gravado em dezembro de 1979 no icônico clube Riviera Remont de Varsóvia e lançado em 1981 pela Pronit, captura a essência do jazz-blues-rock-fusion com maestria. Sem vocais, o quarteto brilha em riffs intensos e improvisos hipnóticos, misturando blues cru com toques de jazz e rock progressivo.
Destaques: incluem faixas como "Czakuś", um blues enérgico com violino cortante de Jan Błędowski; "Przewrotna Samba", que injeta ritmos latinos inesperados; e "Blues E-dur", puro dinamismo. O lineup clássico – Błędowski (violino), Leszek Winder (guitarra), Jerzy Kawalec (baixo) e Andrzej Ryszka (bateria) – entrega uma química impecável, sem participações especiais, mas com sonoridade única graças ao violino como protagonista no rock.
Curiosidade: A gravação aconteceu em apenas duas noites, capturando a vibração crua do público polonês, resultando em um som vivo e autêntico que vendeu 135 mil cópias, ganhando status de "disco de ouro" na Polônia comunista. 
Detalhe: Formada em Katowice (ex-Stalinogrod), a banda emergiu no auge da cena rock underground, desafiando o regime com sua liberdade instrumental.

Wendy Saddington And The Copperwine - Live 1971 (2011)

 

1. Backlash Blues (Nina Simone) - 4:16
2. Just Like Tom Thumb's Blues (B. Dylan) - 7:31
3. Tomorrow Never Knows (J. Lennon, P. McCartney) - 8:42
4. Five People Said I Was Crazy (Wendy Saddington And The Copperwine) - 7:35
5. Blues In 'A' (Wendy Saddington And The Copperwine) - 14:27
6. Looking Through A Window  (Warren Morgan, Billy Thorpe) - 5:58
7. We Need A Song  (Warren Morgan, Billy Thorpe) - 3:24
8. Looking Through A Window (Warren Morgan, Billy Thorpe) - 3:58
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A Voz que Abalou a Austrália: Wendy Saddington ao Vivo com Copperwine!
O álbum Live (1971), de Wendy Saddington e The Copperwine, o blues-rock australiano dos anos 70, captura a essência crua e soulful de uma das vozes mais icônicas da Oceania. Misturando influências de Janis Joplin e Aretha Franklin com toques progressivos, o disco explode em faixas como "Backlash Blues" (cover de Nina Simone), com seu funk visceral, e "Just Like Tom Thumb's Blues" (de Bob Dylan), onde Wendy entrega uma interpretação visceral e emotiva. Destaques incluem o épico "Blues In 'A'", de 14 minutos, com solos alucinantes de guitarra de Ross East e teclados de Barry Kelly, além da banda formada por Harry Brus (baixo) e Peter Figures (bateria).
Gravado ao vivo no Festival de Wallacia, em janeiro de 1971, sem o vocalista Jeff St. John (ausente temporariamente), o álbum surge como um registro raro da intensidade de Wendy no palco – curiosamente, ela introduz "Tomorrow Never Knows" como composição de George Harrison, um erro charmoso que humaniza a performance.No contexto histórico, reflete a efervescência da cena psicodélica aussie, com Wendy emergindo como "primeira-dama do soul" local. Reeditado em 2011 com faixas bônus como "Looking Through a Window", é essencial para fãs de rock autêntico.

11 de março de 2026

Argos – Doctor Wilde`s Twilight Adventure (2026)

 

01. A Doctor Strangely Strange 05:11
02. Sea’s Lament 03:07
03. Under The Influence 04:42
04. Aural Surgery 04:39
05. The Ether Bends 04:45
06. Speranza 07:08
07. A Farthing As Reward 07:50
08. Moytura House 08:41
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Aventura Crepuscular: Argos Desbrava Novos Horizontes Prog!
Os alemães do Argos entregam em "Doctor Wilde's Twilight Adventure" (2026), seu oitavo álbum de estúdio, uma obra-prima de neo-prog com toques de rock vigoroso e camadas sinfônicas. Lançado em 6 de março, o disco conceitual narra a jornada misteriosa do Doutor Wilde, misturando guitarras gêmeas afiadas, teclados envolventes e influências clássicas, criando uma atmosfera etérea e intensa.
Destaques: incluem a épica "Moytura House" (8:41), com suas viradas dramáticas, e "Under the Influence" (4:42), um hit radiofônico prog com riffs cativantes. O line-up brilha: Thomas Klarmann (baixo, teclados, vocais), Robert Gozon (vocais, teclados), Ulf Jacobs (bateria, percussão, teclados) e Bogati-Bokor Akos (guitarras). Participações especiais elevam o som, como Marek Arnold nos saxofones, Alexey Tolpygo nos violinos e Martin Foye (ex-Fruupp) na percussão, adicionando texturas únicas.
Curiosidade: O álbum foi concebido como uma "aventura sonora" durante um período de experimentação pós-pandemia, explorando temas de ether e surrealismo. Outro detalhe fascinante: A colaboração com Foye conecta Argos ao prog clássico dos anos 70, homenageando raízes enquanto inovam.