5 de novembro de 2026

Braindogs - Real Live Brains, Celebration Of Tom Waites 2019

 

1. Goin' Out West
3. Everybody's Talking At The Same Time
4. Underground
5. Jockey Full Of Bourbon
6. Dirt In The Ground
8. 16 Shells From A Thirty-Ought-Six
9. Yesterday Is Here
10. 2-19
11. Raindogs
12. The House Where Nobody Lives
13. Union Square
14. Downtown Train
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Uma festa europeia no aniversário de Tom Waits

O álbum Real Live Brains – Celebration of Tom Waits, da banda Braindogs, lançado em setembro de 2019 pela XLNT Records, reúne covers ao vivo de músicas de Tom Waits em clima de blues, com interpretações que ganham arranjos próprios.

A formação inclui Ian Siegal (vocais e guitarra), Ripoff Raskolnikov (vocais e guitarra), Mischa den Haring (guitarra e vocais), Livius Varga (percussão), Frenk (bateria e teclados), Szabolcs Nagy (piano) e Laca Varga (baixo), músicos da Inglaterra, Áustria, Países Baixos e Hungria. Resenhas destacam a abertura “Goin’ Out West”, com percussão de panelas e tachos e riffs de guitarra bluesy, e “Shore Leave”, que soa escura com piano jazzístico e solo de guitarra rangente. “Heartattack And Vine”, cantada por den Haring, aparece como um blues arrastado quase funky, com órgão e riffs staccato. O som privilegia a energia de palco, com guitarras cortantes e piano marcando as faixas.

O disco foi gravado ao vivo em Budapeste em um show dedicado aos 70 anos de Tom Waits. A Braindogs começou como um tributo pontual em torno do aniversário do artista, anos antes, e se tornou um encontro anual de músicos que já têm carreiras próprias.

Se gostou, veja também outros tributos de blues a compositores americanos. Dá para ouvir agora no Spotify, comentar o que achou e passar no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ 



4 de novembro de 2026

Jefferson Starship – Greatest Hits (Ten Years And Change 1979-1991)

 

01. Jane (4:11)
02. Find Your Way Back (4:15)
03. Stranger (4:45)
04. No Way Out (4:24)
05. Layin’ It on the Line (4:10)
06. Don’t Lose Any Sleep (4:23)
07. We Built This City (4:40)
08. Sara (4:53)
09. Nothing’s Gonna Stop Us Now (4:31)
10. It’s Not Over (’til It’s Over) (4:18)
11. It’s Not Enough (4:47)
12. Good Heart (4:23)
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Dez anos de transição que viraram hit de rádio

Greatest Hits (Ten Years And Change 1979-1991), de 1991, é uma coletânea de rock e pop rock que reúne a fase final do Jefferson Starship e o auge do Starship, com produção polida de arena rock e vocais de Mickey Thomas no centro. O disco foi lançado pela RCA quando o grupo encerrou o contrato com a gravadora e traz material de álbuns como Freedom at Point Zero, Modern Times, Nuclear Furniture, Knee Deep in the Hoopla e No Protection.

As primeiras faixas, como “Jane” e “Find Your Way Back”, vêm da época Jefferson Starship, com Craig Chaquico na guitarra e formação que ainda incluía Paul Kantner e David Freiberg. Fontes destacam também os sucessos do período Starship “We Built This City”, “Sara” e “Nothing’s Gonna Stop Us Now”, além do single novo “Good Heart”. O som é o de rádio dos anos 80: sintetizadores, guitarras elétricas firmes e arranjos voltados para o hit, com a voz de Thomas cortando a mix.

A compilação inclui duas faixas inéditas, “Don’t Lose Any Sleep” (de Diane Warren) e “Good Heart” (de Martin Page), esta lançada como single e chegando ao 81º lugar na Billboard. “We Built This City” aparece em remix de Bill Bottrell, sem o interlúdio falado de Les Garland que existia na versão original.

O álbum saiu em maio de 1991, no momento em que a banda encerrava a relação com a RCA, e pouco depois o grupo foi declarado inativo, com Thomas seguindo sozinho sob o nome Starship.

Se gostou, veja também as coletâneas posteriores que misturam Jefferson Starship e Starship. Ouça agora no Spotify, comente o que achou e passe no blog em https://quemtempoe.blogspot.com/ 



Short Fuse - Free Lunch 1992

 

 1. Boogie Train - 4:50
 2. Keep On Lovin Me - 3:45
 3. Warning You Baby - 3:13
 4. Waiting - 3:36
 5. You Never Had To Cry - 1:57
 6. Home In My Heart - 2:36
 7. I'm So Tired - 6:20
 8. Never Trust A Man - 2:56
 9. My Babe -Live- - 4:12
10. All Your Love (I Miss Loving) - 4:15
11. Learn To Treat Me Better - 3:16
12. Shake Your Hips - 5:40
13. Shame Shame Shame - 3:33
14. Blues Grocery - 3:22
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O blues do pântano da Louisiana

Em 1992 a Cambayá Records lançou Free Lunch, álbum da Short Fuse que reúne modern electric blues e louisiana swamp blues. O grupo, ativo entre o final dos anos 1980 e 2010 e liderado pela guitarrista e vocalista Andrea Curbelo, circulava entre a Louisiana e a Europa.

No disco tocam Andrea Curbelo (guitarra e voz), Scott Shipman (guitarra e violino), Mule Boudreaux (baixo e gaita) e Juan Antonio Otero “Oti” (bateria). Há convidados pontuais: Sam Kelly na bateria de uma faixa e, em “Blues Grocery”, o pianista Henry Gray (ex-Howlin’ Wolf), T-Bone Singleton na guitarra e Ronnie Houston na bateria. O repertório mistura originais e standards, com o clima de swamp blues elétrico que o grupo carregava.

A Short Fuse havia lançado Sting it no ano anterior e, depois de Free Lunch, gravou com Henry Gray e Clarence Edwards o álbum Thibodeaux’s Cafe (1994). Andrea Curbelo formou o grupo por volta de 1987, morou em Baton Rouge e tocou com músicos da cena da Louisiana antes de voltar ao Uruguai em 1996.

Se gostou, veja também Sting it (1991) e Thibodeaux’s Cafe (1994). Dá uma ouvida agora no Spotify, deixa um comentário por aqui e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ quando puder. spotify





3 de novembro de 2026

Rosedale Junction - The Last Rodeo 2022

 

 1. Dancing Devils -  3:47
 2. The Legend Of Dog Cat Elliot -  5:27
 3. Loan Me A Dime - 11:14
 4. Hard Road Blues -  5:46
 5. Little Long Haired Angel -  5:11
 6. Rhythm In The Sky -  6:49
 7. Goin' Down To Walpole -  7:34
 8. The Last Rodeo - 10:47
 9. Rhythm In The Sky -  6:45
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No último rodeio, a guitarra limpa de Toby Soriero

Em 2022 a banda de Boston Rosedale Junction lançou pela Center Block Records o álbum The Last Rodeo, um ciclo mais introspectivo de blues, country e rock atmosférico dos anos 1960. Diferente do blues rock mais direto do disco de estreia Stompin’ On the Front Porch (2021), este trabalho mistura elementos de Southern rock, Americana e um toque de jazz, com guitarras limpas e arranjos que dão espaço a vários cantores.

O projeto é liderado pelo guitarrista, baixista e compositor Toby Soriero, que em 2020 deixou o emprego corporativo para se dedicar à música. Os vocais ficam a cargo de Dgiovahni Denize, Kristin Lawler, Sam Tuten e Rachel Gavaletz, com apoio de Tyra Juliet. A seção rítmica traz Roger Smith nos teclados e Jim Riley na bateria, além de contribuições de Andy Ellison no pedal steel, Vito Gutilla no violino, Steve Stizzo no acordeão e metais de Matt Soriero e Mark Morgan. 

Das nove faixas, a maioria é original de Soriero; a única cover é a versão de onze minutos de “Loan Me a Dime”, de Fenton Robinson, cantada por Kristin Lawler (meio-soprano e professora de voz). Resenhas apontam essa gravação como centro do disco, em linhagem com a versão de Boz Scaggs de 1969, mas mais introspectiva. “Little Long Haired Angel” e “Goin’ Down to Walpole” também recebem destaque, a última por tratar da prisão de segurança máxima em Walpole, Massachusetts.

O álbum foi produzido por Soriero e engenhado por Alex Allinson, com gravação no The Bridge Sound and Stage, em Cambridge, Massachusetts. O disco de estreia da banda foi indicado a Álbum do Ano pela Blues and Roots Radio, e o single de Natal Sleigh Bell Blues entrou na playlist de Joe Bonamassa.

Se gostou, veja também Stompin’ On the Front Porch (2021) e o single Sleigh Bell Blues. Dá uma ouvida agora no Spotify, deixa um comentário por aqui e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ quando puder. spotify



Taste - Taste (1969)

 

1. Blister On The Moon
2. Leaving Blues
3. Sugar Mama
4. Hail
5. Born On The Wrong Side Of Time
6. Dual Carriageway Pain
7. Same Old Story
8. Catfish
9. I'm Moving On
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O debut irlandês que botou o blues para correr com os pés no hard rock

O álbum homônimo de Taste, lançado em abril de 1969 pela Polydor, é o primeiro disco do power trio irlandês de blues rock liderado por Rory Gallagher, com uma pegada de hard rock que já apontava para o que vinha pela frente. A formação é a clássica da época: Rory Gallagher nas guitarras, voz, saxofone e harmônica, Richard “Charlie” McCracken no baixo e John Wilson na bateria. O site oficial de Gallagher e a AllMusic destacam especialmente “Blister on the Moon”, com seus riffs pesados e acordes cortantes de abertura, “Leaving Blues” como vitrine do bottleneck de Rory, e “Sugar Mama” como um blues mais denso e direto.

O som é de power trio cru: guitarras que alternam power chords, slide e passagens acústicas, baixo e bateria firmes, e arranjos que misturam originais de Gallagher com rearranjos de blues tradicionais como “Catfish” e “Leaving Blues”, além do cover de Hank Snow em “I’m Moving On”. Tudo com a energia de palco capturada sem muito enfeite.

O disco foi gravado em agosto de 1968 no De Lane Lea Studios, em Londres. As sessões foram rápidas, com as faixas gravadas em um dia e a mixagem no seguinte, sob a produção de Tony Colton, para manter a intensidade ao vivo do trio. Antes do lançamento, essa formação abriu os shows de despedida do Cream no Royal Albert Hall em novembro de 1968, e depois acompanhou o Blind Faith em turnê pelos Estados Unidos e Canadá.

Se gostou, veja também o segundo disco do grupo, On the Boards. O álbum está no Spotify; vale ouvir agora com calma e deixar um comentário no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ se quiser trocar ideia sobre o disco.