21 de fevereiro de 2026

Eric Burdon & Jimmy Witherspoon- Guilty!- 1971

 


01. I've Been Drifting/Once Upon A Time
02. Steam Roller
03. The Laws Must Change
04. Have Mercy Judge
05. Goin' Down Slow
06. Soledad
07. Home Dream
08. Headin' For Home
09. The Time Has Come
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Guilty!: O Blues Explosivo de Burdon e Witherspoon 
Guilty!, o álbum de 1971 que une o rock visceral de Eric Burdon (ex-Animals e War) ao blues profundo de Jimmy Witherspoon, um mestre do gênero desde os anos 50. Essa colaboração é uma fusão eletrizante de blues elétrico com toques de rock e soul, marcada por vocais alternados cheios de alma, harmonicas cortantes de Lee Oskar e Bob Mercereau, e o groove irresistível da banda War – incluindo Papa Dee Allen nas congas, Charles Miller no sax tenor e Howard Scott na guitarra.
Destaques: incluem faixas como "Goin' Down Slow", um lamento bluesy de seis minutos, e "Have Mercy Judge", com apelo urgente de Chuck Berry reinterpretado. O som único vem da intensidade gráfica das letras, que exploram temas de culpa, liberdade e injustiça.
Curiosidade: "Goin' Down Slow" foi gravada na prisão de San Quentin, com a banda local de detentos e guitarra do prisioneiro Ike White, adicionando autenticidade crua ao conceito de álbum sobre saída da cadeia e medos pós-libertação.
Em 1971, ano de rebeliões prisionais como Attica, Guilty! reflete o contexto de tensões raciais e sociais, sendo relançado como Black & White Blues.

Steely Dan – Pretzel Logic (1974)

 

01. Rikki Don't Lose That Number – 04:33
02. Night By Night – 03:39
03. Any Major Dude Will Tell You – 03:07
04. Barrytown – 03:21
05. East St. Louis Toodle -Oo – 02:48
06. Parker's Band – 02:38
07. Through With Buzz – 01:33
08. Pretzel Logic – 04:31
09. With A Gun – 02:17
10. Charlie Freak – 02:44
11. Monkey In Your Soul – 02:41
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 Steely Dan em 'Pretzel Logic' (1974)
"Pretzel Logic", terceiro álbum do Steely Dan, lançado em 20 de fevereiro de 1974 pela ABC Records, é uma masterpiece de jazz-rock fusionado com pop inteligente, blues e arranjos orquestrados que exalam elegância e ironia. Com apenas 34 minutos, o disco pulsa com grooves precisos, letras enigmáticas e harmonias vocais impecáveis, marcando a transição da banda para um projeto de estúdio.
Destaques: incluem o mega-hit "Rikki Don't Lose That Number", que chegou ao Top 4 nos EUA com seu riff inspirado em Horace Silver; a balada reconfortante "Any Major Dude Will Tell You"; e a bluesy title track, com solos de guitarra afiados. Liderados por Donald Fagen (vocais, teclados) e Walter Becker (baixo, guitarra), o lineup final da banda como quinteto – com Denny Dias, Jim Hodder e Jeff "Skunk" Baxter – brilha, apoiado por session stars como o baterista Jim Gordon (de Derek and the Dominos) e Michael Omartian nos keys.
Curiosidade: Gravado no The Village Recorder em Los Angeles, o álbum surgiu após o flop de "Countdown to Ecstasy", levando Fagen e Becker a recrutar músicos de elite para perfeccionar o som – um pivô que encerrou as turnês como banda. 
Detalhe: Alcançou o Top 10 nos EUA, coroado Álbum do Ano pela NME, e influenciou gerações com sua mistura de cinismo e virtuosismo.

20 de fevereiro de 2026

Nitty Gritty Dirt Band - Dirt Does Dylan 2022

 

1. Tonight I'll Be Staying Here with You (2:57)
2. Girl from the North Country (4:54)
3. It Takes a Lot to Laugh, It Takes a Train to Cry (5:12)
4. Country Pie (2:49)
5. I Shall Be Released (feat. Larkin Poe) (4:47)
6. She Belongs to Me (4:06)
7. Forever Young (4:16)
8. The Times They Are A-Changin' 
(feat. Rosanne Cash, Steve Earle, Jason Isbell & The War and Treaty) (3:44)
9. Don't Think Twice, It's All Right (4:29)
10. Quinn the Eskimo (The Mighty Quinn) (3:09)
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A Homenagem Vibrante da Nitty Gritty Dirt Band a Bob Dylan!
A Nitty Gritty Dirt Band, ícone do country-rock desde 1966, lança em 2022 o álbum Dirt Does Dylan, uma celebração energética às raízes folk e blues de Bob Dylan. Com um som acústico cativante, mesclando violino, harmônica e vocais harmoniosos, o disco reinventa clássicos como "Girl from the North Country" e "Forever Young" em arranjos bluegrass e country que pulsam com vitalidade.
Destaques: incluem a emotiva "I Shall Be Released" com Larkin Poe, e a poderosa "The Times They Are A-Changin'" feat. Rosanne Cash, Steve Earle, Jason Isbell e The War and Treaty – uma faixa que ecoa protestos atemporais. Jeff Hanna, Jimmie Fadden e Bob Carpenter, ao lado dos novos membros Ross Holmes, Jim Photoglo e Jaime Hanna, entregam performances autênticas.
Curiosidade: Gravado em um estúdio improvisado atrás de uma loja de autopeças em Nashville, com microfones vintage, o álbum captura uma essência orgânica e intimista. Outro detalhe fascinante: A banda, influenciada por Dylan desde a adolescência de Hanna, fecha um ciclo histórico, honrando o artista que moldou sua trajetória premiada com Grammys e hits como "Mr. Bojangles".

Tinsley Ellis - Labor Of Love 2026

 

1. Hoodoo Woman (3:09)
2. Long Time (2:55)
3. To A Hammer (3:40)
4. Sad Sad Song (2:32)
5. The Trouble With Love (2:58)
6. Sunnyland (2:50)
7. Whole Wide World (2:58)
8. Sweet Ice Tea (2:53)
9. I'd Rather Be Saved (4:20)
10. Too Broke (2:59)
11. Low Land Of Sorrow (3:17)
12. Fountain Of Love (2:57)
13. Lay My Burden Down (3:27)
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Labor Of Love: Tinsley Ellis Desnuda a Alma do Blues Acústico!
Tinsley Ellis, o guitarrista blues de Atlanta com mais de 40 anos de estrada, lança em 2026 Labor Of Love, seu segundo álbum totalmente acústico – e o primeiro com 13 composições originais. Mergulhando no blues cru das colinas e do Delta, o disco evoca o stomp feral de R.L. Burnside e os grooves hipnóticos de John Lee Hooker, com toques de slide e fingerpicking que ressoam autênticos.
Destaques: incluem "Hoodoo Woman", um single poderoso com ritmo pulsante; "Sad Sad Song", onde o mandolin (estreia em disco) adiciona melancolia doce; e "Low Land Of Sorrow", com slide na National Steel de 1937 evocando inundações e lamentos. A produção esparsa, mixada por Tony Terrebonne, cria um som espaçoso e imersivo, ideal para fones de ouvido.
Curiosidade: Durante as gravações, Ellis visitou Bentonia, Mississippi, no icônico Blue Front Café de Jimmy “Duck” Holmes, absorvendo o espírito de Skip James para infundir autenticidade delta nas sessões. Outro detalhe fascinante: Influências gospel surgem em "I'd Rather Be Saved" e "Lay My Burden Down", transformando histórias modernas de vodu e orações em hinos atemporais.