16 de junho de 2026

Samantha Fish – Paper Doll (Live at the Bijou) (2026)

 

1. Kick Out The Jams – Live
2. Paper Doll – Live
3. Can Ya Handle The Heat? – Live
5. I’m Done Runnin’ – Live
6. Lose You – Live
7. Sweet Southern Sounds – Live
8. Bulletproof – Live
9. Miles To Go – Live
10. Fortune Teller – Live
11. Better Be Lonely – Live
12. Dream Girl – Live
13. Don’t Say It – Live
14. Poor Black Mattie – Live
15. Rusty Razor – Live
16. Black Wind Howlin’ – Live
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Paper Doll LiveSamantha Fish Chuta as Portas e Incendeia o Bijou com Blues-Rock Bruto
Gravado ao vivo no histórico Bijou Theatre em Knoxville, Tennessee, Paper Doll Live é o primeiro álbum oficial ao vivo de Samantha Fish, capturando uma noite típica de sua turnê de 2025/2026. Com blues-rock rootsy, cru e cheio de energia, o disco entrega versões mais soltas, ruidosas e orgânicas das músicas, com a voz de Fish mais rouca e poderosa conforme ela domina o público.
A formação conta com sua road band — Ron Johnson no baixo, Mickey Finn nos teclados e Jamie Douglass na bateria — que conhece o repertório tão bem que expande e altera as faixas no palco com confiança e fogo. 
Destaques: a abertura explosiva com o clássico do MC5 “Kick Out The Jams”, que define o tom da noite; “I Put A Spell On You”, onde Fish mergulha fundo no blues ameaçador com mais angústia que a versão original de Screamin’ Jay Hawkins; e o encerramento triunfal “Black Wind Howlin’”, que explode em solo de guitarra trovejante. O disco também traz “Fortune Teller” ganhando momentum frenético e solos cortantes, além de momentos em que as McCrary Sisters adicionam fervor gospel e alma em faixas como “Sweet Southern Sounds” e “Don’t Say It”.
Curiosidade: a banda é a mesma que gravou o álbum de estúdio Paper Doll, transforma as músicas ao vivo com improvisos naturais e uma sensação de “vivido” que o estúdio não captura. Historicamente, Paper Doll Live marca o primeiro registro oficial de Fish em show lotado, com as lendárias McCrary Sisters de Nashville como convidadas especiais em cinco faixas, elevando o clima espiritual e emocional da performance.

15 de junho de 2026

Bo Diddley - Ride On - The Chess Masters 1960-1961 (2009)

 

CD 1
1. My White Horse (2:23)
2. Live My Life (2:44)
3. Scuttle Bug (2:29)
4. Love Me (2:27)
5. Walkin' And Talkin' (3:36)
6. Mule Train (3:35)
7. Travelin' West (1:48)
8. Mule Train 2 (2:46)
9. Mule Train 3 (3:19)
10. Merengue (Limbo) (4:05)
11. Say You Will (3:08)
12. Say You Will 2 (2:27)
13. Craw-Dad (2:32)
14. Ride On Josephine (3:04)
15. No More Lovin' (2:27)
16. No More Lovin' 2 (3:05)
17. Do What I Say (2:50)
18. Doing The Crawdaddy (3:06)
19. Whoa Mule (Shine) (2:30)
20. Cheyenne (2:02)
21. Sixteen Tons (2:30)
22. Googlia Moo (3:03)
23. Working Man (2:34)
24. Gun Slinger (1:57)
25. Somewhere (2:37)

CD 2
1. Hey, Hey (What Are You Going To Do?) (1:44)
2. Hey, Hey (What Are You Going To Do?) 2 (3:03)
3. Can You Shimmy? (2:46)
4. I'm Hungry (2:59)
5. Hey Pretty Baby (1:52)
6. Hey Pretty Baby 2 (1:42)
7. Oh Yeah a/k/a Oh Yes (3:24)
8. Huckleberry Bush (Hully Hully Gully) (2:34)
9. Come On Baby a/k/a The Soup Maker (2:42)
10. All Together (2:27)
11. Watusi Bounce (2:59)
12. Mess Around (2:29)
13. Doodlin' (2:34)
14. Bo Didley Is An Outlaw (2:33)
15. Bo Didley Is An Outlaw 2 (2:17)
16. Aloha (3:03)
17. Funny Talk (2:38)
18. Instrumental (2:40)
19. Bring Them Back Alive (Funny Talk) (2:29)
20. When The Saints Go Marching In (1:46)
21. Shank (1:58)
22. The Twister (2:09)
23. Bo Diddley Is A Lover (2:34)
24. Love Is A Secret (3:07)
25. Bo Diddley Is Loose (3:05)
26. Congo (2:40)
27. Aztec (2:29)
28. Call Me (Bo's Blues) (2:39)
29. Bo's Vacation (2:51)
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Bo Diddley no Porão: Polícia Achou que Era Bordel, Mas Era Rock Revolucionário!
"Ride On ~ The Chess Masters 1960-1961", lançado em 2009 pela Hip-O Select, é um tesouro duplo com 54 faixas que reúne takes alternativos, demos inéditos e gravações brutas de Bo Diddley entre 1960 e 1961. No coração do rock ‘n’ roll e do rhythm & blues, o álbum mostra o lado mais livre e variado do cara que inventou o beat que leva o seu nome: instrumentais, baladas doo-wop, improvisos soltos, standards folk e blues.
Bo Diddley reina absoluto com sua guitarra jangante e vocais gritados, acompanhado pela banda de sempre: Jerome Green nas maracas, Peggy Jones na guitarra e Clifton James na bateria (com pianistas rotativos como Otis Spann). “Ride On Josephine” entrega o groove que batiza o disco, “Doing The Craw-Daddy” explode de energia dançante e o demo low-fi “Aloha” (ao lado de “Funny Talk”) captura toda a visceralidade crua e hipnótica que só Bo consegue. São improvisos off-hand, fusões de estilos e aquela batida irresistível que faz o corpo mexer sem pedir licença.
Curiosidade: frustrado com a Chess, Bo se mudou de Chicago para Washington DC, montou um estúdio no porão de casa e gravava demos que mandava prontos para a gravadora – algo revolucionário para um artista negro na época. Tanto entra-e-sai que a polícia achou que era bordel!

Muddy What? – Neon Soul (2026)

 

01 – Neon Soul
02 – The Lonesome Death of Hattie Carroll
03 – Letters on a Line
04 – Tales Unveiled and Secrets Sealed
05 – Lost Symphony
06 – Uncontainable
07 – Blind Willie Mc Tell
08 – Voodoo Child
09 – Ina’s Lullaby
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Neon Soul: Muddy What? Ilumina o Blues Contemporâneo com Alma e Fogo em 2026
Em março de 2026, a banda alemã Muddy What? lançou Neon Soul, seu sexto álbum de estúdio, uma poderosa mistura de blues contemporâneo com soul, roots e blues rock moderno. O disco conecta raízes profundas a uma energia atual, criando um som vibrante e cheio de personalidade ao longo de nove faixas.
Liderada pelos irmãos Ina Spang (guitarra solo e bandolim) e Fabian Spang (vocais e guitarra), com Michael Lang no baixo e Manfred Mildenberger na bateria, a formação entrega um som cru e expressivo. 
Destaques: “Neon Soul”, com seu groove contagiante; a intensa “Lost Symphony”, cheia de drama e camadas; e a reinterpretação eletrizante de “Voodoo Child”. O álbum se destaca pelas guitarras afiadas, o toque hipnótico do bandolim, grooves pulsantes e uma faixa dinâmica que alterna entre momentos explosivos e intimistas, misturando composições originais a tributos ousados.
Gravado e mixado pelo próprio baterista Manfred Mildenberger, o disco carrega uma autenticidade familiar e orgânica ao processo criativo. Um fato histórico marcante é que Muddy What?, vencedora do German Blues Challenge 2021 e semifinalista no International Blues Challenge em Memphis, representa uma nova geração de artistas europeus que reinventam o blues com ousadia e respeito às tradições.