7 de junho de 2026

Kenny Garrett - Sounds From The Ancestors 2021

 

2. Hargrove – 5:13
3. When the Days Were Different – 8:08
4. For Art’s Sake – 8:05
5. What Was That? – 8:31
6. Soldiers of the Fields / Soldats des Champs – 10:55
8. It’s Time to Come Home (Original) – 9:47
.

Sons dos Ancestrais que o Jazz Traz de Volta pra Casa!
Kenny Garrett, o saxofonista que já tocou com todo mundo que importa, lançou Sounds from the Ancestors em 2021 pela Mack Avenue Records – o quinto dele no selo. É jazz moderno, denso e cheio de groove, misturando ritmos da diáspora africana, afro-cubanos e aquele espírito de gospel e Motown que vem direto das raízes de Detroit.
O time de base é de respeito: Vernell Brown Jr. no piano, Corcoran Holt no baixo, Ronald Bruner na bateria e Rudy Bird na percussão, com participações especiais como Maurice Brown no trompete e Dreiser Durruthy nos batás e vocais. 
As faixas que mais grudam são “For Art’s Sake”, um tributo matador pro Art Blakey com bateria fora do eixo e energia que explode; “Hargrove”, homenagem ao Roy Hargrove que ainda encaixa um refrão de A Love Supreme do Coltrane; e “It’s Time to Come Home”, que abre e fecha o disco com um swing dançante e vocais que dão aquele arrepio. O som tem sax lírico do Garrett, improvisos que voam alto, percussão rica e mudanças de clima que te deixam preso do início ao fim.
O conceito nasceu das memórias de infância dele em Detroit: aqueles discos de Aretha, Marvin Gaye e Coltrane que ele guardava pra tocar no Natal e sentir a alma cheia. E olha que o cara estreou aos 18 anos na Orquestra de Duke Ellington e passou cinco anos na banda do Miles Davis – bagagem que não tem preço.

6 de junho de 2026

John Lee Hooker - The Charcot Sessions 2024/2025

 

CD 1:
1. My Name Is Ringing (5:17)
2. Baby, Don't You Want To Go (3:07)
3. Hey Baby (3:58)
4. Going Home (3:04)
5. Things I Tell You To Do (3:57)
6. I Feel Good (4:08)
7. Mean Woman Blues (3:45)
8. We Are Cooking (6:23)
9. Dazie Mae (4:34)
10. What's The Matter Baby? (4:30)
11. Baby, Baby (4:28)
12. Call It The Night (3:38)

CD 2:
1. Bury My Body (1:14)
2. Come Back Baby (5:15)
3. Talk To Your Daughter (4:46)
4. Bottle Of Wine (5:15)
5. You Move Me (4:53)
6. I Wanna Dance All Night (3:48)
7. Baby, Don't Do Me Wrong (5:03)
8. Why Put Me Down? (2:49)
9. Stand By (5:03)
10. Roll And Tumble (5:07)
11. Looking Back Over My Day (5:20)

.

Charcot Sessions: o boogie de Hooker que esperou 55 anos pra explodir!
The Charcot Sessions do John Lee Hooker, lançado em dezembro de 2024 (e com vinil triplo no RSD 2025), esse álbum duplo entrega na íntegra as gravações de outubro de 1969 no Studio Charcot, em Paris – puro country blues elétrico e boogie sem frescura.
O Rei do Boogie está acompanhado por peso pesado: Lowell Fulson na guitarra, Carey Bell na harmônica e S.P. Leary na bateria. 
Destaques: “We Are Cooking”, um groove de mais de seis minutos que cozinha no fogo baixo, “I Feel Good”, que levanta qualquer um, e “Roll And Tumble”, com aquele swing hipnótico que só Hooker sabe fazer. O som é quente, cheio de improvisos soltos, baixo pulsante e aquela energia de sessão ao vivo que não para.
Curiosidade: tudo foi gravado numa única noite no estúdio icônico de Paris, e só agora o material completo saiu do baú. Essa reunião de lendas mostra exatamente por que John Lee Hooker ganhou o título de “King of Boogie” – um retrato perfeito do seu blues natural, direto do osso.

Muddy Waters - The Chess Box (1989)

 

CD 1 (1947-1954)
1. Gypsy Woman (2:35)
2. Good Looking Woman (2:43)
3. Mean Disposition (2:35)
4. I Can't Be Satisfied (2:42)
5. I Feel Like Going Home (3:10)
6. Train Fare Home Blues (2:49)
7. Mean Red Spider (2:17)
8. Streamline Woman (3:18)
9. Little Geneva (2:47)
10. Rollin' And Tumblin', Part 1 (3:00)
11. Rolling Stone (3:08)
12. Walkin' Blues (2:58)
13. Louisiana Blues (2:54)
14. Evans Shuffle (2:12)
15. Long Distance Call (2:40)
16. Honey Bee (3:22)
17. She Moves Me (2:58)
18. Still A Fool (3:19)
19. Stuff You Gotta Watch (2:49)
20. Standing Around Crying (3:22)
21. Flood (2:40)
22. Baby Please Don't Go (3:17)
23. Blow Wind Blow (3:11)
24. Hoochie Coochie Man (2:45)

CD 2 (1954-1959)
1. I Just Want To Make Love To You (2:51)
2. I'm Ready (3:04)
3. Smokestack Lightnin' (3:08)
4. Young Fashioned Ways (3:01)
5. Mannish Boy (2:56)
6. Trouble No More (2:41)
7. Forty Days And Forty Nights (2:52)
8. Just To Be With You (3:14)
9. Don't Go No Farther (2:55)
10. Diamonds At Your Feet (2:25)
11. I Love The Life I Live, I Live The Life I Love (2:51)
12. Rock Me (3:11)
13. Look What You Done (2:22)
14. Got My Mojo Working (2:51)
15. Good News (2:48)
16. Evil (2:19)
17. She's Nineteen Years Old (3:18)
18. Close To You (3:05)
19. Walkin' Thru The Park (2:47)
20. Blues Before Sunrise (with false starts, dialogue) (3:52)
21. Lonesome Road Blues (3:03)
22. Take The Bitter With The Sweet (dialogue, false start, alt. take) (3:52)
23. She's Into Something (2:46)
24. Southbound Train (2:54)
25. Double Trouble (2:46)

CD 3 (1960-1972)
1. I Feel So Good (2:25)
2. You Shook Me (live) (2:46)
3. You Need Love (2:45)
4. Twenty Four Hours (2:31)
5. Elevate Me Mama (alt. take) (3:04)
6. So Glad I'm Living (2:53)
7. My Love Strikes Like Lightning (2:44)
8. You Don't Have To Go (alt. take) (2:50)
9. Things That I Used To Do (3:13)
10. My Home Is In The Delta (3:59)
11. Good Morning Little Schoolgirl (3:13)
12. The Same Thing (2:41)
13. You Can't Lose What You Ain't Never Had (2:56)
14. Short Dress Woman (2:46)
15. Making Friends (2:37)
16. Black Night (hornless alt. mix) (3:18)
17. Bird Nest On The Ground (2:53)
18. Country Boy (live) (4:42)
19. Sugar Sweet (alt. 'Fathers And Sons' take) (2:17)
20. All Aboard (alt. 'Fathers And Sons' take) (2:39)
21. Going Down Slow (live) (4:08)
22. Who's Gonna Be Your Sweet Man When I'm Gone (original hornless London mix) (5:05)
23. Can't Get No Grindin' (What's The Matter With The Meal) (2:46)
.

Muddy WatersThe Chess Box: O Blues que Acendeu o Fogo de Chicago!
The Chess Box do Muddy Waters, lançado em 1989. São três CDs com 72 faixas que reúnem o melhor dos 25 anos dele na Chess Records, de 1947 a 1972 – puro blues elétrico de Chicago, cru, suado e cheio de alma.
Com a turma dos sonhos – Jimmy Rogers na guitarra, Little Walter na gaita, Otis Spann no piano e Willie Dixon no baixo (e nas letras matadoras) –, Muddy entregava slides inventivos, vocais roucos e batidas que pareciam vir direto das fábricas. “Hoochie Coochie Man”, “Mannish Boy” e “Got My Mojo Working” são hinos que ainda explodem no alto-falante, misturando improvisos soltos com aquele groove urbano que nasceu do Delta e ganhou eletricidade.
Curiosidade: no começo, os irmãos Chess nem deixavam a banda fixa dele gravar junto, preferindo músicos de sessão. Só em 1953 liberaram o time completo e aí o som explodiu. O box ainda traz 23 raridades, takes alternativos com diálogos e falsos inícios, e os encartes do Robert Palmer chamam essas gravações de ápice da expressão musical americana.

Old Gray Mule - Have Mercy 2019

 

1. Skinny Woman (3:41)
2. Ain't You Sorry (3:41)
3. Don't You Mind (2:43)
4. Alice Mae (3:01)
5. All Night Long (4:15)
6. Have Mercy (5:54)
7. Kimbro Style (3:44)
8. Edge Of My Head (3:51)
9. Stop Playin' (4:57)
10. Ass Of Fire (3:28)
11. Front Porch (2:06)
.

Blues que pede mercy e entrega groove sem dó!
Se você curte aquele blues cru, repetitivo e dançante que vem direto do Mississippi Hill Country, para tudo e bota Have Mercy do Old Gray Mule pra rodar. Lançado em 2014 pelo selo indie Cash Munkey Records de Nova Orleans, o disco é puro veneno elétrico: ritmo hipnótico, guitarra incansável e aquela energia que faz o corpo mexer.
O coração do som vem do duo texano: CR Humphrey na guitarra, baixo e vocais, e JJ Wilburn na bateria e vocais. Eles contam com convidados de peso – Dom Turner dos Backsliders na slide de “Front Porch” e o lendário Buckwheat Zydeco no acordeom de “Stop Playin’”. As que mais grudam são a abrindo “Skinny Woman” (relentless e dançante), o título “Have Mercy” (lento, trippy e profundo com slide atmosférico) e “Ass On Fire” (explosão zydeco com frottoir e festa total). O clima é cru, com repetições que hipnotizam, improvisos que contam história e aquela fusão que mistura hill country com toques de Nova Orleans sem perder a raiz.
Curiosidade: o disco foi gravado entre janeiro e junho de 2014 em estúdios de Nova Orleans, com o Dom Turner passando por lá de visita e entrando na faixa depois de rolê regado a tequila no Wangaratta Jazz Festival de 2013. Além do Buckwheat Zydeco, eles soltaram ao mesmo tempo o companheiro Hump Night 55, tudo no mesmo fôlego de gravação.