6 de agosto de 2026

Burton Gaar - Home Of The Blues 2003

 

1. Home Of The Blues (3:49)
2. Blow Wind Blow (4:51)
3. Repoman (3:52)
4. Hole In My Heart (3:49)
5. Hall Of Fame (4:47)
6. Stone Cold Blues (3:59)
7. Rainbow (4:54)
8. My Little Feel Good (3:22)
9. I Wonder (3:44)
10. Mississippi Water (3:48)
11. Wonderland (3:05)
12. Still Singing The Blues (4:55)
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O blues da Louisiana que ainda canta depois de meio século

Home of the Blues, de 2003, é o álbum de Burton Gaar que entrega o blues cajun de Baton Rouge com grooves pesados, voz honestíssima e raízes profundas no R&B sulista. 

Gaar, baixista e cantor que começou aos 16 anos tocando com Slim Harpo no Glass Hat Club, comanda o disco gravado no Colemine Studios de Nashville. 

Faixas como “Home of the Blues”, “Blow Wind Blow” e “Still Singing the Blues” mostram o groove marcante do baixo, a cadência funky e a alma que ele carregava desde os tempos de backing para Rockin’ Sidney e Percy Sledge. 

O disco, lançado pela Sound Venture Records, é a continuação natural de Still Singing the Blues (com os Mudcats) e do sucesso internacional de One Hundred Pounds of Trouble

Gravado em Nashville sob produção do próprio Gaar, o álbum recebeu elogios de Larry Garner (“gosto de todas as músicas”) e Charlie Musselwhite (“cada faixa é lado A”). 

Depois de quase quatro décadas tocando, Gaar só estreou em disco solo em 1996 — e Home of the Blues solidificou sua marca no blues da Louisiana.  

The Rolling Stones - Dirty Work (1986)

 

A1. One Hit
A2. Fight
A3. Harlem Shuffle
A4. Hold Back
A5. Too Rude
B1. Winning Ugly
B2. Back to Zero
B3. Dirty Work
B4. Had It with You
B5. Sleep Tonight
B6. Untitled hidden track
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O disco que quase matou os Rolling Stones — e ainda assim arrebenta

Dirty Work, de 1986, é o álbum em que os Rolling Stones tentaram voltar às raízes do rock & roll depois de experimentos dançantes, mas saíram com um som agressivo, sujo e carregado da tensão que quase destruiu a banda. 

Mick Jagger (voz), Keith Richards e Ronnie Wood (guitarras), Bill Wyman (baixo) e Charlie Watts (bateria) gravaram em Paris sob a produção de Steve Lillywhite, num clima tão pesado que Jagger e Richards mal se falavam — Lillywhite fazia de intermediário. 

Faixas como “One Hit (To the Body)” (com Jimmy Page no solo de guitarra), “Winning Ugly” e “Had It With You” explodem em riffs cortantes e energia bruta, enquanto o cover de “Harlem Shuffle” vira single de sucesso. 

O disco ainda conta com convidados como Bobby Womack, Tom Waits e Patti Scialfa, e termina com uma faixa oculta em homenagem ao pianista Ian Stewart, morto no ano anterior. 

As sessões foram um inferno: Keith e Ronnie jamavam por horas enquanto Jagger priorizava a carreira solo e a banda quase não conseguia se reunir no estúdio. Apesar das críticas mistas na época e da recusa de Jagger em sair em turnê, Dirty Work chegou ao Top 5 nos EUA e Reino Unido e vendeu platina. 

5 de agosto de 2026

Jesper Lindell – Royal (2026)

 

1. Wearin' That Loved-On Look 03:27
2. King of the Cowboys 03:21
3. Sweeter Tomorrow 03:29
4. I Can't Stand the Rain 02:44
6. The Letter 03:19
7. No Easy Way Down 02:49 vídeo
8. Tryin' to Live My Life Without You (feat. Frazey Ford) 02:49 vídeo
9. Whicha Way Did It Go 02:42
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Soul sueco no coração de Memphis: Jesper Lindell explode o Royal Studios!

Royal, lançado em junho de 2026, é o álbum de covers de blue-eyed soul de Jesper Lindell e sua banda The Brunnsvik Sounds, gravado no lendário Royal Studios de Memphis e repleto do sujo e suado som da soul do sul americano dos anos 60 e 70.

Lindell, no vocal e guitarra, lidera o sexteto com Anton Lindell no baixo, Simon Wilhelmsson na bateria, Jimmy Reimers nas guitarras e um time de teclados, percussão, metal e backing vocals que transforma cada faixa em pura energia de estúdio. 

Destaques: o groove funk-rock de “Wearin’ That Loved-On Look” (clássico de Elvis), o dueto inflamado de “Tryin’ to Live My Life Without You” com a canadense Frazey Ford e o fechamento hipnótico de “Whicha Way Did It Go” (Staple Singers) mostram o poder da instrumentação: guitarras ecoadas, baixo travado, órgão suingado e seção de metais vibrante que o engenheiro e mixer Boo Mitchell (filho de Willie Mitchell) capturou com precisão vintage. 

Curiosidade: a banda voou da Suécia e registrou as nove faixas ao vivo em apenas dois dias de jet lag no Royal Studios, em setembro de 2024, deixando os overdubs de horns e coros para depois, tudo produzido por Björn Pettersson, Rasmus Fors e o próprio Lindell. 

O resultado é um disco curto, intenso e cheio de reverência, que mistura hits como “I Can’t Stand the Rain” e “When Something Is Wrong with My Baby” com raridades de Stax, soando ao mesmo tempo fiel e fresco.

A sessão no Royal Studios foi parte da mesma viagem de quatro dias que também gerou o álbum companheiro 3614 Jackson Highway no Muscle Shoals, com Boo Mitchell assinando a mixagem de tudo. Frazey Ford quase rouba a cena no dueto de Otis Clay, trazendo uma voz sultry que combina perfeitamente com a intensidade de Lindell.

Murali Coryell - Deep Blues 2026

 

 1. Saint James Infirmary - 5:02
 2. Pony Blues - 5:24
 3. It’s Nobody’s Fault But Mine - 3:21
 4. Sitting On Top Of The World - 5:13
 5. Sugar Mama Blues - 4:29
 6. In The Pines - 4:45
 7. Baby Please Don’t Go - 3:40
 8. 44 Blues - 5:20
 9. Poor Boy Blues - 4:13
10. Kokomo Blues - 5:52
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Blues puro com lendas no comando 

Deep Blues, o 13º álbum de Murali Coryell, é um mergulho direto no songbook clássico do blues, com covers que queimam de verdade e zero firula.

Murali Coryell (voz e guitarra), filho do lendário Larry Coryell, junta forças com Tony Garnier (baixo de Bob Dylan), Junior Mack (guitarra, Allman Brothers e Magic Slim) e o lendário baterista Bernard “Pretty” Purdie

As faixas “Saint James Infirmary”, “Pony Blues” e “In The Pines” mostram o coração do disco: a voz de Murali, cheia de soul e grit, o groove impecável de Purdie, o baixo firme de Garnier e os solos de Mack que conversam como se os quatro fossem irmãos de palco. 

A gravação aconteceu no East Side Sound Studios, em Nova York, reunindo esses mestres apesar das distâncias e agendas lotadas, tudo sob a produção de David Chesky para a Audiophile Society.

Quando o pai de Murali faleceu, Bernard Purdie tocou no show-tributo que se transformou numa homenagem. A amizade com Tony Garnier nasceu num encontro casual no Byron Bay Music Festival, na Austrália, enquanto Garnier tocava com Dylan e Murali dividia o palco com Joe Louis Walker.

4 de agosto de 2026

Gentle Giant – In A Glass House (1973, Remastered 2026)

 

01. The Runaway (7:24)
02. An Inmates Lullaby (4:29)
03. Way of Life (7:52)
04. Experience (7:48)
05. A Reunion (2:11)
06. In a Glass House (7:40)
07. Index (0:22)
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Vidro quebrando e prog em alta voltagem: 
Gentle Giant reabre a casa de vidro em 2026!

In a Glass House, o quinto álbum do Gentle Giant lançado em 21 de setembro de 1973, é progressive rock puro, denso e sem concessões, com assinaturas de tempo complexas, motivos medievais e mudanças bruscas de direção. 

Formação quintetoDerek Shulman nos vocais, saxofones e flauta doce; Gary Green nas guitarras de 6 e 12 cordas, mandolim e percussão; Kerry Minnear nos teclados, percussão afinada e vocais; Ray Shulman no baixo, violino e guitarra acústica; e John Weathers na bateria — entrega um som que mistura rock duro, estruturas clássicas e texturas inesperadas. 

Destaques: “The Runaway”, com seu loop de vidro estilhaçado que explode em teclados vulcânicos e groove muscular, o sprint rítmico de “Way of Life” e a virada medieval de “Experience” mostram a instrumentação intrincada: guitarras entrelaçadas, violino, xilofone, órgão e vocais em camadas que nunca param quietos. 

Curiosidade: este foi o primeiro disco gravado depois da saída de Phil Shulman, e a banda respondeu aumentando a complexidade em vez de simplificar, registrando tudo em julho de 1973 no Advision Studios de Londres. 

O remix e remaster de 2026, feito pelo produtor ganhador do Grammy Eber Pinheiro ao lado de Derek Shulman, traz clareza nova às linhas de guitarra e baixo, revelando detalhes que antes ficavam no fundo.

O álbum nunca saiu oficialmente nos EUA em 1973 porque a Columbia o considerou “não comercial”, circulando só como importação até reedições posteriores, e mesmo assim vendeu cerca de 150 mil cópias. A versão 2026 chega em vinil 180g, CD e Blu-ray com mixes em 5.1 e Dolby Atmos, oferecendo a clareza que a banda sempre quis.