14 de maio de 2026

The Sons of Adam – Saturday’s Sons: The Complete Recordings 1964-1966 (2022)

 

1. Everybody Needs Somebody To Love (Bert Berns, Jerry Wexler, Solomon Burke) - 6:08
2. Mr Sun (Jac Ttanna, Randy Holden) - 2:36
3. The Long Road (Jac Ttanna, Randy Holden) - 2:52
4. Evil Hearted You (Graham Gouldman) - 2:28
5. It Won't Be Long (Jac Ttanna, Randy Holden) - 2:28
6. Saturday's Son (Lou Josie) - 2:36
7. Go Away (Jac Ttanna, Randy Holden) - 3:08
8. Gloria (Van Morrison) - 8:02
9. Take My Hand (Jac Ttanna, Randy Holden) - 2:22
10.Tomorrow's Gonna Be Another Day (Steve Venet, Tommy Boyce) - 2:17
11.I Told You Once Before (Jac Ttanna, Randy Holden) - 2:07
12.You Make Me Feel Good (Chris White) - 1:59
13.Without Love (Mike Port) - 2:40
14.You're A Better Man Than I (Brian Hugg, Mike Hugg) - 2:57
15.Saturday's Son (Lou Josie) - 2:13
17.Baby Show The World (Mike Port) - 2:32
18.Mar Gaya (Randy Holden) - 2:29
19.You Better Tell Me Now (Jac Ttanna, Randy Holden) - 2:11
20.Malibu Run (Randy Holden) - 2:27
21.Everybody Up (Randy Holden) - 1:55
22.Lonely Surf Guitar (Randy Holden) - 2:42
23.Highway Surfer (Randy Holden) - 2:28
24.Little Oly (Randy Holden) - 2:24
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Saturday’s Sons: O rock explosivo que o tempo quase enterrou!
Saturday’s Sons: The Complete Recordings 1964-1966, da High Moon Records (2022), é a compilação definitiva dos The Sons of Adam. São 24 faixas que reúnem tudo o que a banda gravou — dos singles raros e outtakes de estúdio até o show completo e inédito no Avalon Ballroom, em San Francisco, dia 6 de agosto de 1966. Do surf cru ao garage rock pesado com pegada psicodélica, o som é puro fogo: guitarras afiadas, grooves que não param e uma energia de palco que fazia o Sunset Strip tremer.
No centro da formação clássica estão o visionário Randy Holden (guitarra e vocais, depois Blue Cheer), o carismático Jac Ttanna (guitarra e voz), o baixista Mike Port e o baterista Michael Stuart-Ware (que mais tarde entraria no Love). 
Destaques: A versão incendiária de 8 minutos de “Gloria”, com solos voadores e feedback controlado; a pesada “Feathered Fish”, presente de Arthur Lee; e a faixa-título “Saturday’s Son”, um roqueiro implacável com linha de baixo trovejante. Tudo isso com improvisos que lembram Yardbirds no talo e uma potência ao vivo impressionante.
Curiosidade: o disco traz o show completo do Avalon que ninguém nunca tinha ouvido, capturado no auge da banda. E olha só: “Feathered Fish” foi literalmente doada por Arthur Lee, do Love — prova do respeito que eles tinham na cena de LA.
Se gostou, veja também as reedições do Love ou do Blue Cheer.


13 de maio de 2026

Ghalia Volt – Burn The House Down (2026)

 

01 – No Ice Please
02 – Mine
03 – Ride
04 – Where Do We Go
05 – Wrong Horse
06 – Lucifer’s Grip
07 – Wreckin’ & Rollin’
08 – Burn The House Down
09 – River Song
10 – Let Yo’ Hair Down
11 – Black And White
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Ghalia Volt Incendeia o Blues Rock: Burn The House Down Chega pra Queimar Tudo!
O novo álbum Burn The House Down, sexto disco de estúdio de Ghalia Volt, desembarca em 15 de maio de 2026 pela Ruf Records e chega como um soco de blues rock cru, groove pesado e energia que não para. O som principal é roots cru, misturando hill country blues, juke joint suado e rock ‘n’ roll sem frescura — tudo com aquela pegada ao vivo que a belga radicada em Nova Orleans sabe entregar como ninguém.
Gravado com uma formação afiada — Ghalia nos vocais e slide guitar, o produtor e guitarrista JD Simo, o baixista Brian Allen e o baterista Chris Powell —, o disco brilha em faixas como a explosiva título “Burn The House Down”, cheia de riffs gritantes e vocais ambiciosos; o groove profundo e viciante de “Let Yo’ Hair Down”; e o shuffle à la John Lee Hooker de “Lucifer’s Grip”. As guitarras roucas duelam, a bateria pulsa e o baixo frita, criando um clima espontâneo, suado e irresistível, com toques de flamenco da infância dela que dão um sabor único à fusão.
Curiosidade: o álbum foi capturado em apenas dois dias intensos em Nashville, na House of Grease, com a banda inteira num único quarto e os amplificadores vazando uns nos outros — poucas takes, zero polimento, só feeling. Ghalia compara JD Simo a um fotógrafo que congela a energia do momento. Um “diamante bruto” que captura exatamente a potência dos shows dela.
Se gostou, veja também os trabalhos anteriores dela, como Mississippi Blend e Shout Sister Shout!, que já provaram sua força no topo das paradas de blues. 

Neil Young – Before and After (2023)

 

01. I’m The Ocean (6:44)
02. Homefires (2:05)
03. Burned (2:06)
04. On the Way Home (3:16)
05. If You Got Love (3:31)
06. A Dream That Can Last (4:33)
07. Birds (2:47)
08. My Heart (3:02)
09. When I Hold You In My Arms (5:23)
10. Mother Earth (3:43)
11. Mr. Soul (3:43)
12. Comes a Time (3:21)
13. Don’t Forget Love (3:42)
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A Intimidade Atemporal de Before and After

Em Before and After, Neil Young mergulha em um formato minimalista e profundamente introspectivo, revisitando sua própria obra com arranjos acústicos contínuos e quase meditativos. O álbum se apresenta como uma suíte única, onde as faixas se conectam sem pausas, criando uma experiência fluida e emocionalmente densa.

Gravado majoritariamente em voz e violão, o disco destaca a interpretação crua e madura de Young, acompanhado por sutis camadas de guitarra elétrica e ambiência. 

Faixas como: “I’m The Ocean”, “Burned” e “Comes a Time” ganham novas cores, mais lentas e reflexivas, evidenciando nuances que muitas vezes passam despercebidas nas versões originais. A ausência de banda completa reforça a sensação de proximidade, como se o ouvinte estivesse dentro do estúdio com o artista.

Curiosidade: o álbum foi gravado ao vivo em estúdio, sem edições pesadas, preservando a espontaneidade das execuções. Além disso, o projeto reforça a tradição de Young de revisitar seu catálogo sob novas perspectivas — algo que ele já explorou em diferentes fases da carreira, sempre com resultados surpreendentes.


12 de maio de 2026

America • Hat Trick 1973

 

01. Muskrat Love
(Willis Alan Ramsey)
02. Wind Wave
(Dewey Bunnell)
03. She's Gonna Let You Down
(Gerry Beckley)
04. Rainbow Song
(Dewey Bunnell)
 05. Submarine Ladies
(Gerry Beckley)
 06. It's Life
(Dan Peek)
 07. Hat Trick
(Beckley, Bunnell, Peek)
 08. Molten Love
(Dewey Bunnell)
 09. Green Monkey
((Dewey Bunnell )
 10. Willow Tree Lullaby
(Dan Peek)
 11. Goodbye
(Gerry Beckley)
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Hat Trick: O álbum que expandiu o som da América com cordas e ousadia pura
Em outubro de 1973, o trio America lançou Hat Trick, seu terceiro disco de estúdio, mergulhando de vez no folk rock, soft rock e country com uma sofisticação que ninguém esperava. Produzido pelos próprios Gerry Beckley, Dewey Bunnell e Dan Peek no Record Plant de Los Angeles, o álbum marca a primeira vez que a banda usou arranjos de cordas, dando ao som uma camada elegante e ambiciosa.
O núcleo segue firme com Beckley, Bunnell e Peek nos vocais, guitarras e teclados, acompanhados por Hal Blaine na bateria, David Dickey no baixo e uma turma de convidados de respeito. “Muskrat Love”, cover de Willis Alan Ramsey, ganhou as rádios com sua doçura pegajosa. 
O épico “Hat Trick”, de mais de oito minutos, vira uma suíte impressionante com vocais de Carl Wilson, do Beach Boys, e sapateado de Lorene Yarnell. Já “Rainbow Song” brilha com sax de Tom Scott e “She’s Gonna Let You Down” ganha piano de Jim Ed Norman, criando texturas ricas que misturam harmonias vocais perfeitas e toques experimentais.
Nas sessões entre maio e julho de 1973, a banda se divertiu montando a faixa título a partir de fragmentos de músicas inacabadas, um processo criativo que exigiu paciência mas rendeu algo especial. O disco chegou ao 28º lugar na Billboard, sem repetir o ouro dos anteriores, mas abriu caminho para a parceria com George Martin no álbum seguinte.