15 de março de 2026

J.B. Hutto & The New Hawks - Rock With Me Tonight (1999)

 

01.Pretty Baby
 02.Why Do Things Happen To Me
 03.New Hawk Walk
 04.Eighteen Year Old Girl
 05.Black's Ball
 06.Soul Lover
 08.Jealous Hearted Woman
 09.Little Girl Dressed In Blue
 10.I'm Leaving You
 12.Radar
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Explosão de Blues Selvagem: "Rock With Me Tonight" de J.B. Hutto
J.B. Hutto, o icônico guitarrista de slide de Chicago, entrega uma despedida eletrizante em Rock With Me Tonight, reedição remasterizada de 1999 pela Bullseye Blues do álbum original Slippin' and Slidin' de 1983. Esse disco pulsando Chicago blues cru mistura riffs ferozes de slide com toques inusitados de metais e piano, criando um som vigoroso e dançante que ecoa influências de Elmore James e Hound Dog Taylor
Destaques: incluem a visceral "Somebody Loan Me a Dime" de Fenton Robinson, reinventada com slide hipnótico, a gradual e soulful "Why Do Things Happen to Me" de Roy Hawkins, e a triturante "I'm Leaving You" de Howlin' Wolf. Os bonus tracks "Floating Fruit Boogie" (instrumental imperioso) e "Radar" (boogie avassalador) elevam o álbum, com solos flamejantes de Brian Bisesi na guitarra rítmica.
A banda: The New Hawks brilha com Kenny Krumbholz no baixo, Leroy Pina na bateria, Ron Levy no piano e a seção de metais do Roomful of Blues (Greg Piccolo, Rich Lataille e Doug James). 
Curiosidade: gravado em fevereiro e março de 1983 no Blue Jay Studios, em Boston, durante uma breve recuperação de Hutto de problemas de saúde – seu último desejo antes de falecer aos 57 anos. Outro detalhe fascinante: essa obra refuta o declínio do blues nos anos 80, capturando a essência rebelde de Hutto após sua última turnê europeia, com trajes chamativos e performances intensas.

Pete Franklin - Guitar Pete's Blues 1993

 

01.I Got To Find My Baby 
 02.Lonesome Bedroom Blues
 04.Black Gal 
 05.Grievin' Me 
 06.Rocky Mountains 
 08.Sail On 
 09.My Old Lonesome Blues 
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Blues Esquecido: "Guitar Pete's Blues" de Pete Franklin
Pete Franklin, o lendário bluesman de Indianapolis, entrega uma joia atemporal em Guitar Pete's Blues, gravado originalmente em 1961 e reeditado em CD em 1993 pela Prestige/Fantasy. Esse álbum de blues acústico tradicional irradia intensidade emocional, com Franklin alternando guitarra afiada e piano melancólico, evocando as raízes do Delta e do Piedmont blues em canções improvisadas que questionam injustiças sociais e o destino incerto. 
Destaques: incluem a épica faixa-título "Guitar Pete's Blues", uma jornada feroz de 7:48 minutos cheia de alma, e "Prison Bound", com harmonias sombrias que capturam o lamento do bluesman. Outras pérolas como "Six White Horses" e "Black Gal" brilham pela autenticidade crua, sem overdubs ou firulas modernas.
Curiosidade: o disco foi registrado em um único dia, 12 de julho de 1961, em Indianapolis, sob a condição de Franklin de não deixar sua terra natal, convencido pelo folklorista Art Rosenbaum após uma década de ostracismo. 
Detalhe: influenciado por mestres como Leroy Carr e Scrapper Blackwell, que moraram com sua família na infância, Franklin fundiu lições "acadêmicas" de guitarra e piano com sua vivência pós-Segunda Guerra, tornando-o um elo vital entre o blues pré-guerra e o revival dos anos 60.

14 de março de 2026

Solomon Hicks - How Did I Ever Get This Blue? 2026

 

1. Further On Up The Road (4:18)
2. Dimples (3:26)
3. Driftin' And Driftin' (3:50)
4. All Your Love (I Miss Loving) (3:59)
5. Flyin’ High (Yesterday) (3:14)
6. How Did I Ever Get This Blue? (4:28)
7. I'm Burnin' Up (4:00)
8. When I Was Your Man (4:23)
9. Rumour Has It (5:17)
10. It Feels Like Rain (4:27)
11. Memphis, Tennessee (2:49)
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Solomon Hicks Reinventa o Blues com "How Did I Ever Get This Blue?"
Solomon Hicks, o talentoso guitarrista e vocalista de Harlem, retorna após quatro anos e meio com How Did I Ever Get This Blue?, lançado em 23 de janeiro de 2026 pela Mascot Records. Esse álbum eletrizante funde blues tradicional com toques de jazz, rock, funk, gospel e electronica, criando um som fresco e ousado que arrasta o gênero para o século 21. 
Com uma mistura de covers clássicos e originais, Hicks brilha em faixas marcantes como "Driftin’ And Driftin’", um rocker crunch com órgão divertido, e a faixa-título, com harmônica killer de John Nemeth e um final sirenístico memorável. Outros destaques incluem o groove honkytonk sobre batidas hip-hop em "I’m Burning Up" e o fechamento enérgico com "Memphis, Tennessee" de Chuck Berry.
Participações especiais: Joanna Connor no slide guitar, Chris “Whipper” Layton na bateria (de Stevie Ray Vaughan), DJ Logic nos turntables e Keith Shocklee (Public Enemy) na programação de bateria, entre 20 músicos no total. Produzido pelo vencedor do Grammy Kirk Yano – que trabalhou com Miles Davis e Mariah Carey –, o álbum reflete a rebeldia de Hicks, que quis "chocar as pessoas" misturando passado, presente e futuro. 
Curiosidade: o processo criativo envolveu sintetizadores e drum programming para reinventar o blues, inspirado na evolução do jazz moderno.