12 de agosto de 2026

Pepe Ahlqvist and The Sunset Boulevard - 1988

 

 1. Good Old Music - 3:47
 2. Shake - 4:16
 3. Don't Leave Me Again - 4:33
 4. All That Western World - 4:03
 5. Need You Oh Woman - 4:52
 6. Blues Is a Feeling (in My Mind) - 4:22
 7. Hold Me Tight - 4:37
 8. Sailing - 4:17
.

Pepe Ahlqvist e o Sunset Boulevard acendem o blues finlandês

Pepe Ahlqvist & The Sunset Boulevard (1988) é o único álbum da banda de mesmo nome, um blues rock cheio de groove e alma que mistura rock, blues e pop com a marca finlandesa de Pepe Ahlqvist. 

Pepe Ahlqvist comanda vocal, harmônica e guitarra, ao lado de Kurt Tulikallio na guitarra, Risto Asikainen em guitarra e teclados, Bo Lindqvist no baixo e Miri Miettinen na bateria, com reforço de metais e backing vocals. “Good Old Music” abre com swing contagiante, “Shake” explode em energia dançante e “Don’t Leave Me Again” chega como balada soulful cheia de sentimento. 

O som é quente e direto, com harmônica no centro, guitarras afiadas e arranjos que equilibram blues tradicional com toques de pop dos anos 80. Uma curiosidade da gravação: o disco foi registrado no verão de 1986-1987 nos estúdios Music Line e Takomo, e é dedicado a Paul Butterfield

Lançado em 1988 pela Fazer Records em LP e CD, o álbum chegou ao 17º lugar na parada oficial finlandesa e ficou 12 semanas na lista. É o único registro da formação Sunset Boulevard, que uniu a paixão de Ahlqvist pelo blues com o talento de músicos da cena local.  

Big Bat Blues Band - Haze Hot Blues 2012

 

1. Out
2. By My Side
3. Go Go Go
4. Condition Of Living
5. Nine Sreet
 6. Hard To Be Now
7. I Gotta New Babe
8. Here Is My Hand
9. Haze Repeat
.


Haze Hot Blues (2012) é o segundo disco da Big Bat Blues Band, um blues elétrico cheio de groove urbano que flerta abertamente com country e rock, nascido em Vitória, Espírito Santo

Eugênio Goulart comanda os vocais roucos e cheios de alma, Cláudio França esculpe solos de slide guitar, Marcelo Maia segura as guitarras (e ainda entra de ukulele e viola de 10 cordas), Bruno Zanetti marca a bateria e Paulo Sodré segura o baixo acústico, com a harmônica convidada de Jefferson Gonçalves em várias faixas e o backing vocal feminino de Kessy Borges, Larissa Pacheco e Sabrina Cordeiro. ]

“Out” abre com um country-blues gostoso de ouvir, “Condition Of Living” entrega um blues clássico e sentimental, enquanto “Go Go Go” acelera o ritmo e “Haze Repeat” fecha no clima solto e quente que define o álbum. 

A instrumentação mistura slide afiado, gaita cortante e vocais que suavizam a rudeza sem perder a energia de rua, tudo num clima espontâneo e amplo que soa como uma noite de bar fervendo. 

Curiosidade: o disco marca a consolidação dessa lineup que já vinha se afinando desde meados dos anos 2000, com as meninas do backing dando um tom novo e mais aberto. 

O álbum foi lançado em 2012 com show no Festival de Jazz e Blues de Rio das Ostras, onde a banda fez cinco bis seguidos a pedido da produção, e também no Teatro do Sesi. Jefferson Gonçalves, um dos maiores gaitistas do blues brasileiro, participa como convidado especial em várias faixas, somando sua marca registrada ao som da banda.  

Morry Sochat & The Special 20s - Live At Space 2025

 

1. 1955 (6:47)
2. Choo Choo Cha Boogie (5:16)
3. She's A Betty (5:21)
4. Natural Born Lover (5:11)
5. Ooh Poo Pah Doo (4:39)
6. She's Got It (3:07)
7. Mary Jane (7:59)
8. Midnight Kisses (5:26)
9. Hotter Than Fire (3:46)
10. Caldonia (8:58)
.

Morry Sochat e os Special 20s explodem o Chicago blues ao vivo

Live At Space (2025) é o álbum ao vivo de Morry Sochat & The Special 20s, um harmonica blues quente que mistura Chicago blues clássico com swing e rock n’ roll em pura energia de palco. 

Morry Sochat comanda a harmônica e o vocal, ao lado de Chris Neal no sax e vocal, e a banda completa que completa duas décadas juntos. “1955” abre com groove contagiante e improvisos afiados, “Caldonia” se estende em jam longa e eletrizante, e “Hotter Than Fire” queima com swing e força. 

O som se define pela harmônica afiada de Morry, metais e ritmo que capturam a vibe ao vivo do SPACE, com fusões que mantêm o blues vintage e moderno. 

Curiosidade: o disco foi captado ao vivo no Evanston SPACE e marca os 20 anos da banda. Lançado em 2025, o álbum celebra o aniversário da formação que começou em 2005 e já dividiu estúdio com produtores como Nick Moss. É a prova de que o blues de Chicago ainda queima forte e ao vivo.

11 de agosto de 2026

Beggars Blue - Busting My Tail 2024

 

1. Busting My Tail - 3:23
 2. One of These Days - 3:24
 3. I Can't Turn My Back on You - 3:28
 4. What Do You Miss - 3:45
 5. At the End of the Day - 5:07
 6. Paranoia Symptoms - 4:46
 7. These Memories - 4:54
 8. Old Grumpy Man - 3:21
 9. Running Away - 4:02
10. Give Me a Chance - 2:51
11. Barrelhouse - 3:19
12. Going Too Fast - 4:24
13. I Did It All Wrong - 3:17
14. There's a Time for Everything - 3:34
15. Nobody Want's to Be Alone - 2:54
.

O blues dinamarquês explode em Busting My Tail 

É o quarto álbum da Beggars Blue, um blues dinâmico de Aalborg que mistura raízes tradicionais com folk, rock e soul de forma autêntica e cheia de energia. 

Jan Edvard comanda vocal e guitarra, ao lado de Andreas O’Carroll na guitarra, Casper Bue no baixo e Jan Hvingel na bateria, com Sten Kjærsgaard reforçando piano e órgão em todas as faixas. 

O disco entrega 15 originais do próprio grupo: a faixa-título “Busting My Tail” abre com riff forte e drive de estrada, “Running Away” traz um toque jazzado com linhas de guitarra elegantes, e “At the End of the Day” desacelera em clima introspectivo e soulful. 

O som se define pela vocal potente de Edvard, ritmos dinâmicos e a base de blues que flui para country e rock sem perder a identidade. 

Curiosidade: o álbum marca os 25 anos de estrada da banda, gravado como trio principal desde 2017 e complementado pelo teclado em todas as faixas. Lançado em 24 de novembro de 2024 (com versão em vinil de 10 faixas e CD/streaming com as 15), o disco é todo escrito e produzido pelo próprio grupo. 

A Beggars Blue já consolidou público sólido na Dinamarca e Noruega, com shows em festivais como Skanderborg e Den Blå Festival ao longo de mais de duas décadas.  

Ghalia Volt & Mama's Boys - Let The Demons Out 2017

 

1. 4am Fried Chicken (3:33)
2. Let The Demons Out (3:55)
3. Press That Trigger (4:34)
4. Have You Seen My Woman (4:18)
5. Hoodoo Evil Man (3:26)
6. Addiction (5:44)
7. All The Good Things (4:25)
8. I'm Shakin' (2:23)
9. Waiting (3:37)
10. See That Man Alone (3:26)
11. Hey Little Baby (3:40)
12. Hiccup Boogie (4:33)
.

Ghalia Volt solta os demônios e o blues de Nova Orleans explode

Let The Demons Out (2017) é o álbum de Ghalia & Mama’s Boys, um blues rock cheio de energia de juke-joint de Nova Orleans misturado com R&B e rock n’ roll que prende desde a primeira nota. 

Ghalia Vauthier (depois conhecida como Ghalia Volt) comanda vocal e guitarra, ao lado de Johnny Mastro na harmônica e vocal, Smokehouse Brown na guitarra, Dean Zucchero no baixo e Rob Lee na bateria. “Let The Demons Out” chega com groove pesado e letra intensa, “Addiction” queima em balada lenta cheia de slide e harmônica, e “Hiccup Boogie” fecha com boogie contagiante. 

O som se define pela voz poderosa de Ghalia, guitarras afiadas e ritmo que captura a vibe de Nova Orleans com toques de Chicago. 

Curiosidade: o disco foi registrado no Music Shed Studio, em Nova Orleans, depois que a belga se apaixonou pelo som da banda local. Lançado em outubro de 2017 pela Ruf Records, o álbum marca a parceria entre a cantora de Bruxelas, que começou tocando nas ruas, e a formação de Mama’s Boys. É o disco que colocou Ghalia no mapa do blues americano.