27 de julho de 2026

The Kinks • The Kink Kontroversy 1965

 

 01. Milk Cow Blues 3:44
 02. Ring The Bells 2:20
 03. Gotta' Get The First Plane Home 1:48
 04. When I See That Girl Of Mine 2:11
 05. I Am Free 2:29
 06. Till The End Of The Day 2:21
 07. The World Keeps Going Round 2:36
 08. I'm On An Island 2:16
 09. Where Have All The Good Times Gone 2:52
 10. It's Too Late 2:32
 11. What's In Store For Me 2:05
 12. You Can't Win 2:41
.

The Kink Kontroversy: o disco em que The Kinks viraram lenda

Lançado em 26 de novembro de 1965, The Kink Kontroversy é o terceiro álbum de estúdio dos Kinks e marca a transição do rock bruto da invasão britânica para um som mais sofisticado, misturando blues, R&B e pop-rock observacional. 

Ray Davies comanda os vocais e guitarras, ao lado de Dave Davies (guitarra e vocais em faixas como “I Am Free”), Pete Quaife no baixo e Mick Avory (e sessão de Clem Cattini) na bateria, com piano de Nicky Hopkins e produção de Shel Talmy

Destaques: incluem o opener blues sujo “Milk Cow Blues” (cover de Sleepy John Estes com vocais compartilhados), o hit “Till the End of the Day” (riff poderoso no estilo dos primeiros singles) e a nostálgica “Where Have All the Good Times Gone”. O disco equilibra rockers agressivos com baladas e experimentações leves, como o pastiche calypso de “I’m on an Island”. 

Gravado em poucos dias em outubro de 1965 nos Pye Studios, em Londres, o título ironiza a má fama da banda por brigas no palco e tumultos, que resultaram no banimento de shows nos EUA. Foi o primeiro álbum atraindo elogios da crítica como ponto de amadurecimento de Ray Davies.

Cyril Neville - Don't Wait Til I'm Gone 2026

 

 1. Sunrise On The River part one - 2:28
 2. Don't Wait Til I'm Gone - 3:50
 3. Lemonade - 2:59
 4. Poppa Wa Ditty - 3:51
 5. This Rat Race - 3:35
 6. Call On Me - 4:00
 7. Our Love - 4:54
 8. You Hold Me Down - 2:58
 9. Positive Is How I Live - 2:40
10. Sunrise On The River, Pt. 2 - 4:21
.


Cyril Neville solta Don’t Wait Til I’m Gone em 2026 e entrega um funk, soul e blues de Nova Orleans contagiante, misturado com gospel e o ritmo second-line que é a marca registrada da cidade. 

Produzido por Shamarr Allen, o disco reúne Aaron Neville, Ivan Neville, Leo Nocentelli, Donald Harrison, Kermit Ruffins e membros do Hot 8 Brass Band, e explode em faixas como a emocionante título (com Aaron), a irrefreável “Lemonade” (com o Hot 8) e a positiva “Positive Is How I Live” (com Kermit). 

O que define o som são os arranjos de metais frescos, as improvisações cheias de groove, as fusões de funk com soul e gospel, e as colaborações que unem veteranos e a nova geração num só calor. 

O álbum nasceu de forma orgânica, sem plano formal nem orçamento, a partir de um simples telefonema de Shamarr Allen, e a faixa “Lemonade” saiu pronta em minutos no estúdio. E tem mais: é o primeiro disco solo de Cyril em vários anos e a faixa-título é uma parceria especial com o irmão Aaron, que também canta.

26 de julho de 2026

Howlin’ Wolf – Howlin’ Wolf 1962

 

01. Shake For Me — 2:16
02. The Red Rooster — 2:25
03. You’ll Be Mine — 2:27
04. Who’s Been Talkin’ — 2:22
05. Wang Dang Doodle — 2:23
06. Little Baby — 2:45
07. Spoonful — 2:46
08. Going Down Slow — 3:24
09. Down In The Bottom — 2:10
10. Back Door Man — 2:32
11. Howlin’ For My Baby — 2:33
12. Tell Me — 2:55
.

O Blues Elétrico Cru de Howlin' Wolf que Abalou Chicago em 1962

Lançado em janeiro de 1962 pela Chess Records, o álbum autointitulado de Howlin' Wolf – carinhosamente chamado de Rockin' Chair Album pela capa icônica – reúne os melhores singles de sua fase áurea. É puro blues elétrico de Chicago: cru, dançante e carregado de uma energia que ainda faz o chão tremer.

Howlin' Wolf domina com vocais uivantes e poderosos (além de harmônica e guitarra em algumas faixas), apoiado por Hubert Sumlin na guitarra principal – seu parceiro de longa data –, Willie Dixon no baixo e como compositor da maioria das faixas, pianistas como Otis Spann e bateristas como Sam Lay e Fred Below

Destaques: “Wang Dang Doodle”, “Spoonful” e “Back Door Man” (todas de Dixon), com grooves infectantes, letras picantes e solos de guitarra cheios de personalidade. O som se define pela voz rouca e ameaçadora de Wolf, o estilo jagged e expressivo de Sumlin, uma seção rítmica firme e a produção direta dos estúdios Chess.

As faixas foram gravadas em várias sessões entre 1957 e 1961 nos estúdios da Chess em Chicago, compiladas para capturar o melhor momento de Wolf com Willie Dixon no comando criativo. 

Historicamente, esse LP consolidou Howlin' Wolf como um dos gigantes do blues ao lado de Muddy Waters e suas canções influenciaram diretamente o rock britânico, com versões icônicas de Rolling Stones (“The Red Rooster”) e Cream (“Spoonful”).

Emma Kupa • It Will Come Easier 2020

 

 01 Does It Feel New
 02 I Keep An Eye Out
 03 Hey Love
 04 Nawlins
 05 No Easy Way Out
 06 When Our Toes Are Long Enough
 07 Nothing At All
 08 CP Reprise
 09 Another No
 10 Crying Behind The Marquee
.

It Will Come Easier” é pureza indie-folk que aquece e confronta

Em setembro de 2020, a britânica Emma Kupa (ex-Standard Fare, voz dos Mammoth Penguins e The Hayman Kupa Band) entrega seu primeiro álbum solo completo, It Will Come Easier

O disco flui como confessional indie-folk com toques de Americana e soft-rock, voz nua e arranjos que vão do esparso ao expansivo. Entre os colaboradores estão Mark Boxall (Mammoth Penguins, no baixo e cello), Faith Taylor (Suggested Friends), Laura Ankles (banjo, synth), Carmela Pietrangelo e outros, criando texturas ricas. 

Destaques: “Nothing At All” (banjo jaunt e harmonias crescentes), “Hey Love” (cordas evocativas e intimidade) e “Nawlins” (clima Americana de fogueira) brilham com baixo afinado, solos fuzz, piano nu e fusões que misturam folk-pop com batidas leves. 

As canções foram escritas e gravadas ao longo de anos; Kupa deu espaço emocional antes de lançá-las, e o álbum (mixado por Darren Hayman) saiu pela Fika Recordings e Palo Santo como continuação íntima do EP Home Cinema. Um marco pessoal sobre amor, expectativas e esperança nos trinta.

25 de julho de 2026

Giles Robson - Nine Blues Originals 2026

 

1. Cheap & Blended (4:23)
2. Me & My Righteous Girl (4:38)
3. I Ain't Got A Dog In That Fight (4:19)
4. Town To Town (For Memphis Slim) (3:21)
5. Your Dirty Look & Your Sneaky Grin (5:42)
6. Never Too Clever For The Blues (2:49)
7. The G.R. Shuffle (4:55)
8. Miss Heaven & Go To Hell (4:45)
9. Blues For Joe Louis Walker (4:30)
.

Giles Robson solta nove originais de blues 
que esquentam a alma 

Depois de dois discos aclamados que revisitavam clássicos lendários, o virtuose da gaita e cantor britânico Giles Robson volta com Nine Blues Originals, um álbum de 2026 recheado de nove composições próprias de blues acústico íntimo e cheio de emoção. 

Ele se junta de novo ao guitarrista Manny Fizzotti, elogiado por Bruce Iglauer por ter “feeling real de blues, muito talento e bom gosto”, que entrega uma base acústica sutil, percussiva e texturizada enquanto Giles explora a gaita do mais poderoso ao mais delicado e canta com intensidade. 

Faixas como “Cheap & Blended”, “Your Dirty Look & Your Sneaky Grin” e o instrumental de fechamento “Blues For Joe Louis Walker” mostram o groove ciclado, a espontaneidade e o detalhe que definem o som: harmônica e voz em primeiro plano, guitarra só no ritmo, sem solos, num clima de duo ao vivo que respira tradição e personalidade. Duas das músicas (“The G.R. Shuffle” e “Your Dirty Look & Your Sneaky Grin”) já tinham versão com banda completa e foram regravadas em formato acústico a pedido insistente do público dos shows. 

O disco nasce diretamente da energia do espetáculo “Up Close With The Blues”, que esgotou dez noites no Edinburgh Fringe Festival e agora gira o mundo em salas íntimas. Se gostou, veja também… coloque Nine Blues Originals pra tocar agora e me conta qual faixa te pegou mais forte.