22 de setembro de 2026

Crystal Shawanda - Homesick Indian Blues 2026

 

1. Homesick Indian Blues (3:56)
2. Cut Through The Wind (3:51)
3. I'll Play The Blues For You (4:42)
4. Come Unto Me (4:31)
5. Breaking Us In Pieces (3:47)
6. I Think I Love You Too Much (4:42)
7. You Win Again (4:47)
8. I'm On Your Way Home (3:58)
9. Never Ever (3:59)
10. The Whole World's Got The Blues (4:47)
.

De Wiikwemkoong ao blues: o caminho de volta

Homesick Indian Blues, de Crystal Shawanda, saiu em 27 de agosto de 2026 pela New Sun Records: blues, roots e americana. 

Shawanda, Anishinaabe/Ojibwe-Potawatomi de Wiikwemkoong Unceded Territory, na ilha Manitoulin, produz o álbum com o marido Dewayne Strobel, que também toca guitarra, baixo, percussão e hand drum e assina engenharia, mix e master. 

Nioshi Jackson na bateria, Peter Keys no piano e no órgão, Stephen Hanner na gaita, Chris West nos metais. 

Na faixa-título o baixo é de Stan Miczek e a caixa de Al Baby Webster; em “Come Unto Me”, Eddie Perez assume as guitarras. Zhaawande Strobel entra como assistente de engenharia e no backing, ao lado de Quisha Wint, Rissi Palmer e Lauren Anderson. 

A Cashbox Canada isolou “Come Unto Me”, cover de Raul Malo e The Mavericks, primeiro single e tributo a quem ajudou no começo da carreira. No Deezer, “I’ll Play the Blues for You” é de Jerry Beach; “I Think I Love You Too Much”, de Mark Knopfler; “You Win Again”, de Hank Williams.


No Instagram, Shawanda descreveu o disco como achar o caminho de casa — não só um lugar. A sexta-feira do lançamento saiu antes no Bandcamp; o físico veio depois. Primeira mulher indígena a levar o CCMA de Female Artist of the Year (2009) e o JUNO de Blues Album (Church House Blues, 2021), ela fundou a New Sun ao deixar a RCA Nashville.

John Homesley & The RUB – Nothing In Return – 2026

 

01. Expensive Lies 03:24
02. Elbow Room 04:24
03. Take Your Momma Too 04:19
04. Nothing In Return 06:26
05. Heatin’ Up 05:11
06. Best You Can Do 03:46
07. Sorry You Got Caught 06:21
08. Big Bag Of Crazy 04:37
09. Why 05:16
10. Take It To The Bank 06:06
11. Darlin’ 04:54
.

The RUB, Dallas: gaita no drawer e blues 

Nothing In Return (2026), de John Homesley & The RUB, é blues-rock de Dallas.
O site da banda descreve o grupo como bluesmen fiéis às raízes, com mais de 150 anos somados de palco.

John “Hollywood” Homesley canta e toca gaita. Nascido em Dallas, mora em Heath; entrou em 2006, depois de ser o quarto — e último — harpista dos Rhythm Addicts, nome antigo do conjunto. 

Começou no instrumento escondendo a gaita do pai na cômoda; na casa de sete irmãos, o ouvido veio do canto a capella em casamentos e funerais. Dr. Bill “Bluetooth” Hamilton toca guitarra: nasceu em Pampa, cresceu em Odessa, formou-se na Texas Tech e trabalhou como enamel driller. 

Encontrou o fundador Mike Cazabon num show de Rod Piazza & the Mighty Flyers; juntos montaram os Rhythm Addicts, hoje The RUB. Hamilton passou pelo Brief Case of Blues Band e tocou ao lado de Mike Morgan. 

No baixo, John “Boxcar” Powell; no teclado, John “Honey Badger” Perser; na bateria, Jerry Bishop — no site da banda, “No Refunds”, das Carolinas, agora também em Heath. Homesley e Hamilton assinam originais do repertório.

A formação atual está no site oficial e em ficha de show no Balcony Club (2022). 


21 de setembro de 2026

Cristiano Ferreira - The Teacher's Rules! 2017

 

1. Give Your Love To Me - 4:27
 2. Wee Baby Blues - 4:46
 3. Brioi Blues - 2:52
 4. If You Care About Me - 4:46
 5. Angelica - 3:20
 6. Lonesome Blues - 3:32
 7. Swing Do Pampa - 3:30
 8. Travelin' Blues - 2:26
 9. If You Love Me, Baby - 2:46
10. Who's Gonna Be Your Sweet Man - 3:16
.


Em 2017 o guitarrista Cristiano Ferreira lançou The Teacher’s Rules, segundo disco solo, pelo selo Chico Blues Records

É um trabalho de blues feito de composições próprias e releituras, fruto de mais de duas décadas de estrada.

O título brinca com o apelido que músicos da cena catarinense lhe deram. No disco entram Luciano Leães no piano e no Hammond, Adrián Jiménez na harmônica, Clark Carballo no washboard e Tomas Oliveira no contrabaixo acústico. 

O combo que o acompanha traz Alexandre Green nos teclados, Dayvk Martins na bateria, Danilo Brito no baixo e Juampi Carranza no contrabaixo acústico.

O álbum chegou no segundo semestre daquele ano e ganhou show de lançamento no Teatro Ademir Rosa, no CIC de Florianópolis, dentro do projeto Grandes Encontros da Fundação Catarinense de Cultura

O próprio Cristiano assina a produção artística do trabalho. O apelido de professor, nascido entre os músicos da ilha, virou o nome do disco. 

O lançamento oficial nas plataformas aconteceu em agosto de 2017, acompanhado da apresentação no palco do CIC.Se gostou, veja também o primeiro disco solo, Buzz Me (2011). Escute agora, deixe um comentário
no https://quemtempoe.blogspot.com/ — o álbum está no Spotify.


Daddy MT and The Matches - Lightin' Up 2017

 

1. Daddy Before Anything Else - 4:37
 2. A Good Man - 3:33
 3. I Ain't Got Nobody - 7:21
 4. Be Sure You Got It - 5:43
 5. How Can I Thank You Babe - 4:18
 6. This Is the Blues - 6:08
 7. 30 Hours a Day - 5:33
 8. She Tells Me - 4:06
 9. Good Thing - 3:42
10. I'll Never Get That Chance - 5:26
11. You Must Be Crazy - 7:07
12. You're My Man - 4:14
.

Lyon risca o fósforo e o Chicago pega fogo!

Lightin' Up, segundo disco de Daddy MT & The Matches, é Chicago blues elétrico feito de composições originais, saído em 16 de junho de 2017 pelo selo Ti and Bo. 

Mathieu “Daddy MT” Tessier canta e puxa a guitarra solo; Christophe Oliveres completa as seis cordas e os backing vocals, Olivier Lombardi segura o baixo e Nicolas Ammollo a bateria.

O próprio selo descreve um trabalho íntimo, pessoal, em doze compassos no estado puro. I Ain't Got Nobody é a faixa que o Ti and Bo levou ao palco e filmou; Daddy Before Anything Else abre o disco com letra e música de Tessier, e 30 Hours a Day já estava no repertório ao vivo. 

A formação da região de Lyon se juntou depois que Tessier cruzou com Lurrie Bell e Magic Slim e quis músicos para aquele blues de Chicago que ele queria tocar.

Antes da estreia do álbum, I Ain't Got Nobody foi captada em 2 de dezembro de 2016 na Tanière, em Saint-Étienne, com mixagem de Ludovic Fialon. 

Lightin' Up chega três anos depois de Let's Strike The Match!, o primeiro disco da banda.

Se gostou, põe o disco pra tocar agora, deixa um comentário no https://quemtempoe.blogspot.com/ — no Spotify o álbum está no ar, e I Ain't Got Nobody é o melhor ponto de entrada: https://open.spotify.com/track/3wZc0Snv78pll1KbNW4HVj

20 de setembro de 2026

Bert Jansch & John Renbourn - After The Dance (1966-1968)

 

01. Tic-Tocative
02. Waltz
03. Piano Tune
04. Goodbye Pork Pie Hat
05. Hole In The Coal
06. The Wagoner's Lad
07. Lucky Thirteen
08. Three-Part Thing
09. Stepping Stones
10. Red's Favourite
11. No Exit
12. Orlando
13. Bells
14. East Wind
15. After The Dance
.

Dois violões, uma conversa só

After The Dance não é um disco de 1966: é a coletânea Shanachie de 1992 (série Guitar Artistry) que junta o miolo de Bert and John com duetos do mesmo período, 1966–1968, tirados de álbuns de Jansch, Renbourn e do Pentangle

O núcleo é folk acústico em diálogo — blues, jazz e balada britânica no mesmo violão de seis cordas.

Bert Jansch canta e toca; John Renbourn é o outro violão. Bill Leader assina as sessões originais. A resenha da coletânea aponta “Hole in the Coal”, “Three Part Thing” e a faixa-título como o pulso do encontro; outra nota destaca o Charles Mingus de “Goodbye Pork Pie Hat” e “The Wagoner’s Lad”, esta última vinda de Jack OrionQuase tudo é instrumental: dois fingerstyles se cruzando sem banda.

O LP Bert and John (Transatlantic TRA 144) foi gravado no começo do verão de 1966 em St. Edmunds Terrace, St. John’s Wood, por Leader. A compilação americana saiu em 14 de julho de 1992 (Shanachie 99006), remasterizada por Robert Vosgien, com direção de arte de Stefan Grossman; nos EUA o duo de 1966 já havia circulado como Stepping Stones, na Vanguard.

Se gostou, coloca o disco no fone agora, deixa um like ou comentário no blog https://quemtempoe.blogspot.com/