10 de junho de 2026

Michael Bloomfield with Nick Gravenites & Friends - Live At Bill Graham's Fillmore West (1969) 2009

 

1. It Takes Time - Vocals: Nick Gravenites (Otis Rush, Willie Oixon) - 4:27
2. Oh Mama - Vocals: Michael Bloomfield (Michael Bloomfield) - 2:59
3. Love Got Me - Vocals: Bob Jones (Arthur Conley) - 2:37
4. Blues On West Side - Vocals: Nick Gravenites (Nick Gravenites) - 15:18
5. One More Mile To Go - Vocals: Taj Mahal (Joseph Cotton) - 10:35
6. It's About Time - Vocals: Nick Gravenites (Nick Gravenites) - 7:00
7. Carmelita Skiffle - Instrumental (M. Bloomfield, N. Gravenites, B. T. Jones, M. Naftalin) - 5:11
8. Killing My Love - Vocals: Nick Gravenites (Nick Gravenites) - 5:18
9. Gypsy Good Time - Vocals: Nick Gravenites (Nick Gravenites) - 4:30
10. Holy Moly - Vocals: Nick Gravenites (Nick Gravenites) - 3:54
11. Moon Tune - Vocals: Nick Gravenites (Nick Gravenites) - 8:32
12. Mary Ann - Vocals: Michael Bloomfield (Ray Charles) - 5:28
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O Blues Incendiário de Bloomfield
Em janeiro e fevereiro de 1969, Mike Bloomfield, Nick Gravenites e uma constelação de músicos de elite invadiram o Fillmore West para um fim de semana de jam sessions desenfreadas que resultaram em um dos documentos mais poderosos do catálogo do guitarrista. O álbum Live At Bill Graham's Fillmore West (1969), reeditado pela Raven em 2009, captura blues e soul em sua forma mais visceral e improvisada.

Formação: além de Bloomfield na guitarra e Gravenites nos vocais, contamos com Mark Naftalin (piano), Ira Kamin (órgão), John Kahn (baixo), Bob Jones (bateria) e uma seção de metais exuberante — com Snooky Flowers, Gerald Oshita, Noel Jewkis e John Wilmeth — que evoca o melhor das Memphis Horns.

Destaque: a abrasiva "It Takes Time", onde Bloomfield demonstra tudo que aprendeu com Otis Rush nos clubes de Chicago; a épica "Blues On West Side", jam de quase 16 minutos que eleva o guitarrista aos céus; e a instrumental "Carmelita Skiffle", descrita como "incendiária" e "rolante", com um solo que resume toda a paixão de Bloomfield pelo blues.

O som é enraizado no blues de Chicago e no soul, mas com uma liberdade de jam session típica do final dos anos 60 — longe do eclético e malogrado Electric Flag, esta música é "muito mais firmemente ancorada no blues e no soul". A participação especial de Taj Mahal em "One More Mile To Go" e a inclusão de faixas do álbum My Labors de Gravenites (como "Gypsy Good Time") enriquecem ainda mais o repertório.

Curiosidade: as gravações originais de 1969 foram divididas entre o álbum homônimo e My Labors de Gravenites, e só ganharam uma reunião completa em 2009 graças ao trabalho da gravadora australiana Raven — já que a própria Columbia/Legacy nunca se deu ao trabalho. A gravação ocorreu nos dias 30 e 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 1969, no auge da criatividade de Bloomfield, pouco antes de ele se tornar uma das tragédias prematuras do rock (faleceu em 1981, aos 37 anos).

Se gostou, veja também The Live Adventures of Mike Bloomfield and Al Kooper (1968) e o álbum Super Session (1968) — ambos documentos essenciais da mesma era dourada.

9 de junho de 2026

S. Mathias - The Memphis and London Sessions 2019

 

1. Lyla (3:00)
2. Mystery Train (3:35)
3. If You're Gon' Go (3:30)
4. It Hurts Me Too (3:52)
5. Barrel of a Shotgun (2:16)
6. Sundress (3:47)
7. When They Come (3:11)
8. Teardrops in My Whiskey (3:25)
9. Oh! My Love (3:29)
10. This Old Dog (3:46)
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Blues que viaja de Memphis pra London e acerta em cheio!
The Memphis and London Sessions do S. Mathias, lançado em dezembro de 2019, o disco é puro blues raiz, daqueles que soam como uma jam bem suada num bar escuro.
Scott Mathiasen segura as pontas com maestria: guitarras, vocais, baixo e harmônica, tudo nas mãos dele, enquanto Rene Montes manda na bateria com precisão cirúrgica. Os dois ainda produziram o troço inteiro no She Said Records. As faixas que mais pegam são “Mystery Train”, que ganha um balanço contagiante, “It Hurts Me Too”, blues sofrido e visceral, e “This Old Dog”, que fecha o disco com um feeling que fica na cabeça. O clima é cru, com solos que contam história, groove que balança o corpo e aquela energia de sessão ao vivo.
Curiosidade: o álbum nasceu todo gravado, mixado e masterizado no estúdio deles mesmos, um trabalho íntimo e 100% autoral feito só pelos dois. E o mais bacana? Foi indicado ao San Diego Music Award de Melhor Álbum de Blues, coroando o talento do Scott no forte cenário blues de San Diego.

Bob Dylan - Nashville Skyline (2003)

 



1. Girl From The North Country (3:44)
2. Nashville Skyline Rag (3:14)
3. To Be Alone With You (2:10)
4. I Threw It All Away (2:26)
5. Peggy Day (2:05)
6. Lay, Lady, Lay (3:21)
7. One More Night (2:25)
8. Tell Me That It Isn't True (2:43)
9. Country Pie (1:39)
10. Tonight I'll Be Staying Here With You (3:23)
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Bob Dylan no Céu de Nashville: O Crooner que Abriu as Portas do Country!
Nashville Skyline, relançado em edição remasterizada em 2003, é o nono álbum de estúdio de Bob Dylan e o grande mergulho dele no country puro. Gravado em Nashville, o disco troca a eletricidade rebelde por um som acolhedor, com letras simples de amor e uma voz nova, suave e quase sussurrada, que deixou os fãs de queixo caído.
Acompanhado pelos melhores da sessão de Nashville — Pete Drake no pedal steel, Charlie Daniels no baixo e guitarra, Norman Blake na guitarra acústica, Kenny Buttrey na bateria e Bob Wilson no piano —, Dylan entrega um country orgânico e dançante. “Girl from the North Country” abre com o dueto emocionante ao lado de Johnny Cash, “Lay, Lady, Lay” virou hit mundial com seu groove sedutor e “Nashville Skyline Rag” é pura alegria instrumental, cheia de guitarras jangantes e steel guitar chorosa. Tudo soa leve, caloroso e irresistivelmente humano.
Curiosidade: as sessões duraram só quatro dias em fevereiro de 1969 no Studio A, com clima de pura diversão entre os músicos. Johnny Cash, que gravava no estúdio vizinho, apareceu, jantou com Dylan e acabou registrando o dueto que abre o disco — e ainda escreveu as notas do encarte, que lhe renderam um Grammy.

8 de junho de 2026

Mason Proffit - Last Night I Had The Strangest Dream 1971

 

1. In The Country/Sparrow - 7:53
2. 24 Hour Sweetheart - 2:58
3. Last Night I Had The Strangest Dream (Ed McCurdy) - 3:48
4. Hope - 4:19
5. Freedom - 2:53
6. 500 Men - 4:13
7. Jewel - 4:58
8. Eugene Pratt - 3:54
9. Mother - 4:43
10.My Country - 0:48
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“Sonhei a Noite Passada…”: O Álbum Esquecido do Country-Rock que o Tempo Transformou em Obra-Prima
Em 1971, o Mason Proffit lançou Last Night I Had the Strangest Dream, um disco de country-rock puro, com raízes folk profundas e uma sofisticação rara para a época. Enquanto o gênero explodia com experimentações, os irmãos Talbot entregaram algo mais sutil, melódico e urgente.
Formação: John Michael Talbot e Terry Talbot (guitarras e vocais principais), Ron Schuetter (guitarra e vocais), Tim Ayers (baixo) e Art Nash (bateria). O som mistura instrumentos elétricos e acústicos com pedal steel e banjo, criando arranjos cheios de emoção e espaço. 
Destaques: cover do clássico anti-guerra de Ed McCurdy na faixa-título, a balada devastadora “Jewel” (uma história trágica de uma jovem negra abandonada por um homem branco rico, embalada por um steel guitar que chora) e “Eugene Pratt”, com sua crítica suave, mas firme, à sociedade. 
Gravado em Torrance, na Califórnia, o álbum foi um mergulho maior nas raízes folk do grupo. John Michael Talbot compunha cada vez mais sobre história americana e o sofrimento dos nativos, influenciado pela própria conversão ao cristianismo. 
Curiosidade: foi o disco em que o resto da banda começou a experimentar mais com drogas — o que, na visão de John Michael, tornou as sessões um pouco autoindulgentes, mas também criou um clima criativo único. Lançado pela Ampex, o disco chegou ao 186º lugar na Billboard, mas passou quase despercebido na época.