12 de maio de 2026

Doug Sahm & Band – Live Paul's Mall Boston. Ma 1973

 


1. Introduction
2. Further On Down The Road
3. Glad For Your Sake
4. Ooh Poo Pah Doo
5. She's About A Mover
6. (Is Anybody Goin' To) San Antone
7. It's Not Love But It's Not Bad
8. Papa Ain't Salty
9. Tuning
10. Right Or Wrong
11. Band Introductions - Don't Fight It
13. Someday
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Um registro histórico e eletrizante: Doug Sahm & Band ao vivo no Paul's Mall, Boston, em 1973, é um mergulho vibrante na fusão de blues texano, rock e soul que marcou uma era. O show, transmitido pela WBCN-FM, captura a energia crua de uma banda no auge, com participações lendárias e repertório inesquecível. Gravado em 29 de março de 1973, o álbum Doug Sahm & Band – Live at Paul’s Mall, Boston apresenta um espetáculo que mistura blues com pegada de rock e soul, refletindo o espírito livre e eclético da cena musical da época. O show foi transmitido pela rádio WBCN-FM e consolidou Sahm como um dos grandes nomes da música texana. A formação incluía músicos de peso, com Doug Sahm liderando e convidados como Bob Dylan e Dr. John participando do projeto de estúdio que antecedeu a turnê.

Destaques:She’s About A Mover”, um clássico do Sir Douglas Quintet, e “Mendocino”, que se tornou hino da banda.O repertório também traz pérolas como “(Is Anybody Goin’ To) San Antone” e uma versão intensa de “Stormy Monday”, mostrando a versatilidade entre o blues tradicional e o rock psicodélico.O som é caracterizado por sopros poderosos, improvisos de guitarra e teclados envolventes, criando uma atmosfera que mistura festa hippie com jam session de bar texano.

Curiosidade: O show aconteceu poucos meses após o lançamento do álbum de estúdio Doug Sahm & Band pela Atlantic Records, que contou com colaborações de Dylan e Dr. John. O Paul’s Mall, em Boston, era um dos clubes mais respeitados da época, palco de apresentações históricas de artistas como Miles Davis e Bonnie Raitt, o que reforça o peso cultural desse registro.

Se gostou, veja também: os álbuns Doug Sahm & Band (1973) e Sir Douglas Quintet – Mendocino (1969), que ajudam a entender a evolução sonora do artista.


11 de maio de 2026

Ölveti Blues Band - Pocsolyába Léptem (1997)

 

01. Százezer éves
02. Gyönyörű napok
03. Séta a városban I.
04. Séta a városban II.
05. Sok kis koldus
06. Pocsolyába léptem
07. Voltam keleten
08. Jim Beam
09. Nem jó
10. Kit érdekel
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Ölveti Blues Band: Pocsolyába LéptemO Blues Húngaro que Molha o Sapato e Balança a Alma!
Em 1997, a Ölveti Blues Band soltou Pocsolyába Léptem, um disco de blues elétrico moderno com pegada rhythm & blues e letras 100% húngaras. Gravado com alma de rua e groove de bar, o álbum é cru, dançante e cheio de energia, como se o blues tivesse nascido nas calçadas de Amsterdã e voltado pra casa em Debrecen.
Formação: Ölveti László nos vocais principais, Boros György e Bujdosó András nas guitarras e vocais de apoio, Pércsi Sándor no baixo, Mező Orbán na bateria, mais Dorogi Barbara nos vocais de apoio, Kovács Lajos na gaita, Jéger Attila no sax e teclados e Szabó Attila nas congas. 
Destaques: “Pocsolyába léptem”, o balanço de “Nem jó” e o swing de “Kit érdekel”. O som é puro blues elétrico: guitarras afiadas, gaita chorosa, sax que colore e percussão quente que faz o corpo mexer.
Curiosidade: a banda nasceu em 1989 em Amsterdã, depois de anos tocando nas ruas e pubs da Europa Ocidental, e o disco saiu após várias sessões de estúdio que nunca foram divulgadas publicamente. E o melhor: a faixa título virou um verdadeiro hino do blues húngaro, regravada por Takáts Tamás DBB e imortalizada como clássico nacional – Boros György, um dos fundadores, foi o compositor dela.

Bonnie Raitt – Road Tested 1995

 

1. Thing Called Love
2. Three Time Loser
3. Love Letter
4. Never Make Your Move Too Soon
5. Something To Talk About
6. Matters Of The Heart
7. Shake A Little
8. Have A Heart
9. Love Me Like A Man
10. The Kokomo Medley
11. Louise
12. Dimming Of The Day
13. Longing In Their Hearts
14. Come To Me
15. Love Sneakin' Up On You
17. I Can't Make You Love Me
18. Feeling Of Falling
19. I Believe I'm In Love With You
20. Rock Steady
21. My Opening Farewell
22. Angel From Montgomery
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Bonnie RaittRoad Tested
quando o blues encontra a alma de um grande show ao vivo

Lançado em 1995, Road Tested marcou o primeiro álbum ao vivo da carreira de Bonnie Raitt, registrando a força de uma artista no auge criativo após o sucesso de Nick of Time e Longing in Their Hearts. O disco mistura blues, rock, folk e soul com uma naturalidade impressionante, capturando a atmosfera quente e espontânea de suas apresentações.

Gravado durante a turnê de 1995 em Oakland e Portland, o álbum reúne participações de peso como Bryan Adams, Bruce Hornsby, Jackson Browne, Ruth Brown e Kim Wilson

Destaques:I Can’t Make You Love Me”, carregada de emoção ao piano de Hornsby, a poderosa “Something To Talk About” e a incendiária releitura de “Burning Down The House”, do Talking Heads. O som alterna slide guitar cortante, grooves cheios de swing e interpretações vocais intensas que transformam cada faixa em experiência de palco.

Curiosidade: Bonnie esperou quase 25 anos de carreira para lançar um álbum ao vivo, acreditando que só naquele momento conseguiria registrar sua banda exatamente como queria. A produção ficou nas mãos dela própria ao lado de Don Was, e várias músicas foram regravadas durante os shows para atingir o resultado ideal.

Se gostou, veja também Nick of Time e Luck of the Draw.


10 de maio de 2026

Fania All Stars - Latin - Soul - Rock (1974/2000)

 

1. Viva Tirado (5:23)
2. Chanchullo (5:38)
3. Smoke (4:06)
4. There you go (3:11)
5. Mama guela (2:56)
6. El raton (7:56)
7. Soul makossa (5:49)
8. Congo bongo (10:18)
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Fania All Stars: Latin, Soul e Rock em Chamas no Estádio!
O Latin ~ Soul ~ Rock, lançado em 1974 pela Fania Records (com reedições que chegaram até 2000), é um disco ao vivo explosivo que mistura salsa, funk, soul e rock com pegada afro-cubana. Gravado em shows históricos de 1973, o álbum captura o auge da Fania All Stars provando que a música latina podia dominar qualquer ritmo.
Com Johnny Pacheco no comando (guiro, chimes e percussão), o time de monstros inclui Hector Lavoe, Ismael Miranda, Willie Colón, Ray Barretto, Mongo Santamaría e o baixista Bobby Valentin. Os convidados internacionais roubam a cena: o guitarrista Jorge Santana (irmão de Carlos), o saxofonista Manu Dibango, o baterista Billy Cobham e o organista Jan Hammer (Mahavishnu Orchestra). 
Destaques: o groove contagiante de Viva Tirado, o jam épico de El Ratón (7 minutos de pura energia) e o fechamento incendiário de Congo Bongo, com percussão que não para. É improvisação, metais afiados e baixos pulsantes em fusão perfeita.
Curiosidade: Jerry Masucci, fundador da Fania, montou o repertório especialmente para mostrar ao mundo que músicos latinos mandavam em soul e rock – e o show no Yankee Stadium, para mais de 40 mil pessoas, foi tão louco que os fãs invadiram o campo e cortaram o concerto no final de “Congo Bongo”. “Soul Makossa” precisou ser gravada depois em Porto Rico para entrar no disco.