28 de outubro de 2026

Litto Nebbia & La Luz - The Blues Parte I (2007)

 

1. Mexican Blues
2. Balada del hombre solo
3. Pena Blues
4. Por un sueño
5. El día que llegaste vos
6. Silbame un Blues
7. No sé si entendiste nena
8. Sueños I (Dreams I)
9. La oscuridad
10. Blues nocturno
11. Un hombre que no sabe llorar
12. Un minuto
13. Los chivos emisarios
14. The Blues
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Litto Nebbia & La Luz cruzam o blues com o espírito rosarino

Em 2007 Litto Nebbia lança com La Luz The Blues (subtítulo Mexican Blues - Blues rosarino), o segundo disco da formação, um trabalho de rock e blues composto integralmente por ele e editado pelo seu selo independente Melopea Discos. A banda é o quarteto que o acompanha desde 2005: Nebbia na voz, guitarra, piano, sintetizadores, percussão, melódica e coros; Ariel Minimal na guitarra e coros; Federico Boaglio no baixo e coros; e Daniel Colombres na bateria e percussão, com Ciro Fogliatta entrando só no solo de órgão de “No Sé Si Entendiste, Nena”.

O booklet documenta solos distribuídos entre Nebbia e Minimal em várias faixas — guitarra de Minimal em “Mexican Blues”, piano de Nebbia em “Balada del hombre solo”, dois solos de guitarra em “Pena Blues” — e destaca a presença especial de Fogliatta. “Mexican Blues” relata o exílio de Nebbia no México e carrega uma citação de “She’s A Woman” dos Beatles; outras peças como “Balada del hombre solo” e “Blues nocturno” nasceram entre 2005 e início de 2006. O som se apoia nas guitarras elétricas, nos improvisos compartilhados e nos teclados, com Nebbia voltando a tocar guitarra de forma mais direta depois de um período em que explorava outros caminhos.

Uma curiosidade comprovada da formação é que, ao ouvir um solo de Nebbia nos ensaios, Minimal começou a brincar de chamá-lo por apelidos de bluesmen, como Johnny Delta, Big Blues Rosario ou Félix Finger, o que gerou uma série de desenhos da esposa de Nebbia, Alexandra Deluca, para o projeto.

As motivações do álbum fizeram Nebbia retomar as guitarras, comprar instrumentos novos e desenvolver formas de blues que conhecia tecnicamente mas nunca havia usado nas próprias canções, o que o levou de novo à improvisação ao lado de Minimal. O disco foi gravado em 2006 nos Estudios del Nuevo Mundo (exceto a faixa “The Blues”, feita em Tigre Sound), com engenharia e masterização de Mario Sobrino, e saiu em julho de 2007 como homenagem declarada ao blues e às canções argentinas inspiradas por ele.

Se gostou, veja também Danza del corazón e The Blues parte dos, os discos imediatos da mesma banda. Ouçam agora no Spotify, comentem o que acharam e passem no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ para mais.



Johnny Rawls - Going Back to Mississippi 2022

 

 1. Midnight Train - 3:56
 2. Reap What You Sew - 3:42
 4. If You Ever Get Lonely - 4:21
 5. I Got It - 3:49
 6. Noki Noki - 3:54
 7. Your Love - 3:53
 8. Amazing Love - 4:12
10. Love Machine - 4:14
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Johnny Rawls crava o pé no Mississippi e o groove não perdoa

Em 2022 Johnny Rawls solta Going Back to Mississippi, o 21º disco da carreira, um pacote de dez originais de southern soul e soul-blues gravado com a urgência de quem nunca saiu de estrada. A base é o trio alemão de origem turca Özdemirs — Erkan no baixo, Kenan na guitarra e Levent na bateria —, com o italiano Alberto Marsico no Hammond e nas teclas, coproduzindo junto com Rawls. Completam o quadro uma seção de metais (trompete, sax e trombone) e participações pontuais de Ramona Collins e Elvin Bishop.

As resenhas apontam o abrir de “Midnight Train”, soul-blues cru sobre despedida sem volta, com guitarra pontuda; “Reap What You Sew”, um dos cortes mais fortes, relação e groove limpo; e a faixa-título, de groove propulsivo em que Rawls canta o estado natal com paixão, clavinet e metais empurrando. O som se apoia em metais enxutos, guitarra limpa e espirituosa, órgão e, em “Straight from the Bottle”, slide e funk de juke joint com Elvin Bishop. O encerramento “Love Machine” vira boogie-woogie com Marsico solto no piano. Uma curiosidade confirmada da formação: depois da turnê europeia de março de 2019 com os Özdemirs e Marsico, o grupo decidiu entrar em estúdio juntos.

A gravação foi dividida entre Haymen Studios em Copenhague, Dinamarca, e Bigfoot Studios em Waterville, Ohio, com sessões conduzidas de forma despojada por Rawls e Marsico para preservar a imediatidade. É o quarto álbum de Rawls no selo Third Street Cigar Records, o mesmo que o levou de volta ao circuito após anos como diretor musical de O.V. Wright.

Se gostou, veja também I Miss Otis Clay e Where Have All the Soul Men Gone, do mesmo período com o selo. Ouçam agora no Spotify, comentem o que acharam e passem no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ para mais.



27 de outubro de 2026

Josh Alan Band - Josh Alan Band 2001

 

1. Josh's Breakdown (2:23) 2. Strike a Match (2:26) 3. When a Poor Man Gets Rich (3:28) 4. Rollin' and Tumblin' (2:58) 5. Highway 61 Revisited (4:17) 6. Her City (4:42) 7. Mean Town Blues (4:24) 8. No One Owns the Blues (2:53) 9. The Honey Dripper (3:54) 10. Billionaire of the Blues (2:38) 11. As Chanukah Passes Me By (3:16)
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O disco de blues texano de 2001 em que Josh Alan tocou com Robby Garner e Derek Rougeot

Josh Alan Band, o álbum de estreia do Josh Alan Band, saiu em 2001 pela Topcat Records (CD de junho de 2002): onze faixas, cerca de 37 minutos, blues texano com rock. Josh Alan toca guitarra e canta. Robby Garner no baixo, Derek Rougeot na bateria.

Bernard Wright entra no órgão. Jeffrey Barnes no clarinete e na gaita. David “Fathead” Newman no sax tenor. Hash Brown na gaita. Bill Eden nos saxofones. Frank Saffiotti na trompete. Bobby Baranowski também na bateria. Entre as faixas estão os originais “Josh’s Breakdown”, “Strike a Match”, “When a Poor Man Gets Rich”, “Her City”, “No One Owns the Blues”, “Billionaire of the Blues” e “As Chanukah Passes Me By”. Os covers são “Rollin’ and Tumblin’”, “Highway 61 Revisited”, “Mean Town Blues” (Johnny Winter) e “The Honey Dripper, Pt. 2”. A engenharia e a mixagem são de David Rosenblad e Kevin Brown.

O disco foi lançado pela Topcat Records, de Dallas. Josh Alan Friedman é creditado como produtor em algumas fichas. As sessões reuniram músicos de blues texano e convidados de jazz e soul. O material mistura composições próprias com standards de blues e rock.

Se gostou, veja também outros discos de blues texano da Topcat e o trabalho posterior de Josh Alan. Josh Alan Band está disponível em CD e nas plataformas — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify 



26 de outubro de 2026

The Doors - The End 1970

 


The End ao vivo em 1970: o essencial

“The End” aparece em shows da Roadhouse Blues Tour de 1970, a turnê que os Doors fizeram depois do incidente de Miami em 1969 para promover o Morrison Hotel. Uma versão documentada é a do Felt Forum, em Nova York, no segundo show de 17 de janeiro de 1970. Nela, Jim Morrison insere o interlude “Bring out your dead” antes de entrar na música. Em algumas gravações lançadas depois, o trecho se estende por cerca de quinze a quase vinte minutos. A formação era Morrison no vocal, Ray Manzarek no órgão, Robby Krieger na guitarra e John Densmore na bateria. Em alguns shows daquela turnê, Harvey Brooks entrou no baixo elétrico — a única vez que os Doors tocaram ao vivo com um baixista externo.

A versão de estúdio, de 1966 e lançada no álbum de estreia em 1967, já passava de onze minutos, com progressão lenta de guitarra e órgão, a seção edipiana no meio e o clímax instrumental. Lindsay Planer, no AllMusic, descreve a canção como um relato que mistura amor e ódio, incesto e assassinato, e termina com a frase “This is the end”. O texto nota que a música fazia parte dos sets iniciais da banda, mas se tornou rara depois dos problemas legais de Morrison em 1969. Uma das últimas performances de concerto documentadas está no disco Live in Detroit, de 2000.

Lester Bangs, no ensaio incluído no The Rolling Stone Illustrated History of Rock and Roll, aponta “The End” como o primeiro grande statement dos temas recorrentes dos Doors: dread, violência, culpa sem redenção, os fracassos do amor e a morte. Bangs observa que, com o tempo, a visão de Morrison soava morbidamente óbvia e que a última vez que ele ouviu a faixa ela soou engraçada. Ele também registra o humor irônico de Morrison nos interludes do Absolutely Live, de 1970, o álbum ao vivo que mistura material daquela turnê.

Nas gravações de 1970, a estrutura permanece a mesma do estúdio — abertura suspensa, desenvolvimento, seção falada, clímax e retorno —, mas o tempo se alonga. Morrison varia o texto falado e insere frases. A versão do Felt Forum, no Live in New York, mostra a banda sustentando o groove enquanto ele improvisa. Densmore e Manzarek mantêm o pulso; Krieger segura a linha de guitarra que abre e fecha a peça.

A turnê Roadhouse Blues começou em janeiro de 1970 no Felt Forum e se estendeu até agosto, com datas nos Estados Unidos e no Canadá. Morrison Hotel saiu em fevereiro e chegou ao quarto lugar nos EUA. As performances de “The End” nessa fase são menos frequentes do que nos primeiros anos, mas quando acontecem ainda ocupam o final do set e ainda carregam a duração estendida. Resenhas posteriores, como a do Music Street Journal sobre o Live in Boston 1970, registram que há momentos em que a banda soa no auge ao vivo e que algumas versões longas superam a de estúdio em impacto.

A canção continuou associada à imagem dos Doors depois da morte de Morrison, em 1971. A versão de estúdio reapareceu em Apocalypse Now, em 1979. As gravações ao vivo de 1970 ficaram como documento do período em que a banda ainda tocava a peça em shows grandes, com Morrison ainda presente e a formação clássica intacta. O que as fontes registram é a duração, os interludes inseridos, a presença ocasional de baixo elétrico e o fato de que, mesmo depois dos problemas de 1969, “The End” ainda encerrava alguns shows da turnê de 1970.




25 de outubro de 2026

Silvia Josifoska - Closer 2022

 

 1. I'll make You feel so high - 5:02
 2. In a subway - 5:13
 3. Red blood - 4:13
 4. Midnight fire - 5:43
 5. I can't make You love me - 5:02
 6. Grooved - 5:27
 7. Closer - 5:46
 8. Every man needs a woman - 4:33
 9. You - 3:59
10. Baby please don't go - 6:09
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Closer: Silvia Josifoska abre a porta do blues 
eslovaco com voz e banda afiada

Closer, de 2022, é o álbum em que a cantora eslovaca Silvia Josifoska, três vezes eleita melhor cantora de blues do ano no país, mistura o blues elétrico moderno com toques de soul, funk e rock, apoiada por uma formação instrumental de peso.

No núcleo estão Martin Gašpar (baixo e produção), Erich Boboš Procházka (gaita), Pišta Lengyel (guitarra), Martin Wittgruber (teclados) e Ajdži Sabo (bateria e percussão), com participações de Radovan “Vrabec” Orth, Katarina Korcek (voz e alguns textos), Ondrej Juráši (trompete) e Martin Zajko (guitarra). As faixas que ganharam destaque nas apresentações e no streaming incluem “I’ll Make You Feel So High” e “Midnight Fire” (músicas compostas por Josifoska), além de “Red Blood”, cover do Blues Company de 1993 que virou single com clipe, e o clássico “Baby Please Don’t Go” em arranjo da banda. O som carrega a gaita de Procházka, o groove do baixo e da bateria, e a voz de Josifoska com sua cor característica e interpretação sensível.

Pela primeira vez Josifoska assina a música de três faixas — “In a Subway”, “I’ll Make You Feel So High” e “Midnight Fire” —, enquanto Procházka escreveu “Closer”, “You” e “Grooved”. O disco foi gravado e mixado por Roman Turtev nos estúdios AMA 21, em Bratislava, e Oakland, na Eslováquia, e masterizado por Brian Murphree nos EUA; o lançamento oficial veio com batismo no clube Randal, em Bratislava, no dia 7 de setembro de 2022.

Se gostou, veja também o trabalho anterior da cantora com a banda e as colaborações em projetos eslovacos. Dá uma ouvida agora no Spotify, deixa um comentário e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify