19 de maio de 2026

Psyche – Psyché II (2026)

 

01 – Nyama
02 – Hurriya (We Must Resist)
03 – Yagé
04 – Cumana Dub
05 – Sabir
06 – Tropikal Halal
07 – Yallah!
08 – Sahra Azul
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Psyché II: Grooves que Unem Alma, Resistência e o Mundo Todo!
O Psyché II, segundo álbum da banda napolitana Psyché, lançado em março de 2026 pela Four Flies Records, é puro groove psicodélico mediterrâneo com um pé firme no presente. Quase três anos depois do debut homônimo, o quarteto entrega um disco minimalista e hipnótico, ancorado em synths analógicos e baixos pulsantes que viajam fluidamente por cosmic funk, desert blues, cumbia, dub e jazz.
Os veteranos Marcello Giannini, Andrea De Fazio, Paolo Petrella e Roberto Porzio – figuras centrais da cena de Nápoles, com passagens por Nu Genea, Parbleu e Bassolino – criam faixas irresistíveis com poucos elementos, mas grooves profundos que grudam na alma
Destaques: Hurriya (We Must Resist), com a participação incendiária de Ziad Trabelsi em árabe celebrando resistência; o dub cósmico de Yagé; e Yallah!, com Merve Daşdemir (ex-Altın Gün) cantando em turco sobre ritmos dançantes do Oriente Médio. É fusão pura, sem frescura.
Curiosidade: o disco ganha uma camada política sutil, transformando o Mediterrâneo num cruzamento vivo de culturas – Nápoles vira ponte entre África do Norte, Oriente Médio e ecos da América Latina. E o nome da banda? Vem do grego antigo para “alma” ou “mente”, e aqui isso faz todo sentido.

Muddy Waters - Electric Mud (1968)

 

1. I Just Want To Make Love To You (Willie Dixon) - 4:17
2. I'm Your Hoochie Coochie Man (Willie Dixon) - 4:51
3. Let's Spend the Night Together (Mick Jagger, Keith Richards) - 3:09
4. She's Alright (McKinley Morganfield) - 6:33
5. Mannish Boy (McKinley Morganfield) - 3:48
6. Herbert Harper's Free Press News (Sidney Barnes, Robert Thurston) - 4:37
7. Tom Cat (Charles Williams) - 3:38
8. The Same Thing (Willie Dixon) - 5:43
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Muddy Waters em Modo Psicodélico: Electric Mud Incendeia o Blues Rock em 1968!
Em 1968 o rei do Chicago blues Muddy Waters lançou Electric Mud, um álbum de blues rock selvagem carregado de influências quentes de jazz e boogie que jogou o som tradicional no caldeirão psicodélico e chocou meio mundo.
Com Muddy nos vocais dominantes, a banda de fogo reunida por Marshall Chess incluía Pete Cosey (guitarra lead com wah-wah e distorção insana, futuro parceiro de Miles Davis), Gene Barge (sax tenor), Charles Stepney (órgão e arranjos), Phil Upchurch e Roland Faulkner (guitarras), Louis Satterfield (baixo) e Morris Jennings (bateria). 
Destaques: O opener “I Just Want To Make Love To You” explode com bateria pesada, guitarra gritando feedback e um solo que vai do melódico ao caos total; “I’m Your Hoochie Coochie Man” traz wah-wah líquido e vocais de Muddy saindo das caixas como um soco; e “She’s Alright” entrega groove sujo, crossovers entre canais e um final que vira instrumental distorcido de “My Girl”. Tudo com improvisações ao vivo, riffs cortantes e fusão que mistura blues cru com psicodelia pura.
Gravado em maio de 1968 no Ter Mar Studios em takes quase ao vivo com poucos overdubs, o disco nasceu da ideia de Marshall Chess de atualizar o som de Muddy para a garotada hippie com os caras mais avant-garde de Chicago. Apesar do sucesso comercial (150 mil cópias em seis semanas e entrada na Billboard), os puristas do blues odiaram — mas Pete Cosey contou que Jimi Hendrix ouvia “Herbert Harper’s Free Press News” antes dos shows e o riff de “Black Dog” do Led Zeppelin veio direto daí. Um clássico cult que ninguém esquece!

18 de maio de 2026

Climax Blues Band - World Tour (1976)

 

1. Together And Free / Amerita / Sense Of Direction – 9:52  
2. Running Out Of Time / Good Times Blues – 12:51  
3. Mighty Fire – 4:57  
4. Country Hat / Come On In My Kitchen (Robert Johnson) / Country Hat (Reprise) – 10:05  
5. Seventh Son (Willie Dixon) – 6:13  
6. Couldn’t Get It Right – 3:20  
7. Chasing Change – 4:51  
8. Using The Power – 4:15  
9. Goin’ To New York (Jimmy Reed) – 7:18  
10. All The Time In The World / Get Back (Lennon-McCartney) – 5:09  
11. Encore Medley: Drum Intro / Hey Mama / Let The Good Times Roll / Who Killed Mcswiggin / Get Into That Rock ’n’ Roll – 6:13
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Climax Blues Band em Chamas: World Tour 1976, o Live que Ainda Queima!
Imagine estar no meio de um show lotado em 1976, com o blues rock da Climax Blues Band explodindo no palco, misturado a influências quentes de jazz e boogie. World Tour 1976 captura exatamente essa energia pura: um registro ao vivo gravado no auge da banda, quando o sucesso de Gold Plated e o hit “Couldn’t Get It Right” já os transformavam em superstars do rock.
Formação Colin Cooper (vocais, sax, gaita e guitarra rítmica), Pete Haycock (guitarra lead e slide incendiária, vocais), Derek Holt (baixo e vocais), John Cuffley (bateria) e Richard Jones (teclados) —, o disco entrega improvisações épicas e fusões eletrizantes. 
Destaques: vão para o opener de quase 10 minutos “Together And Free/Amerita/Sense Of Direction”, um jam flamejante com interplay de Allman Brothers e licks de guitarra que cortam o ar; o monstro funky de 13 minutos “Running Out Of Time/Good Times Blues”, onde sax e guitarra se entrelaçam em groove irresistível; e o pesado “Mighty Fire”, puro blues rock com slide de Haycock em destaque.
Gravado inteiro em 16 de outubro de 1976 na Universidade de Nottingham durante a turnê mundial, o álbum era inédito até o relançamento da Major League Productions. Naquela época, a banda dividia palcos com ZZ Top, Aerosmith e Lynyrd Skynyrd, prestes a virar headliner — o momento exato em que o blues dava lugar ao funk, jazz e rock de alta voltagem, mas sem perder a alma.