6 de abril de 2026

B.B. & The Blues Shacks - Come Along 2013

 

1. True Love In Vain (3:24)
2. Love Like Cash (4:07)
3. Come Along With Me (2:54)
4. If I Should Ever Lose Your Love (3:21)
5. Get My Stuff Together (3:10)
6. Will You Be There (3:08)
7. Fool Me (3:26)
8. Don't Take Your Time (4:18)
9. The Door (3:58)
10. Anything You Do (3:28)
11. Doesn't Matter Anymore (3:21)
12. Wait In The Line (3:25)
13. I Don't Get It (3:20)
14. Whatever You Do (4:36)
15. You Can Always Depend On Me (3:14)
16. Raise Your Voice (4:54)
.


B.B. & The Blues Shacks – Quando o soul encontra o blues

Em Come Along (2013), os alemães B.B. & The Blues Shacks mostram que sabem reinventar sua sonoridade. Ao invés do blues tradicional que os consagrou, a banda mergulha no soul-blues contemporâneo, com arranjos vibrantes e a presença marcante da seção de metais No Blow No Show Horns e dos vocais convidados das Shackettes.

Destaques: Whatever You Do brilha como um dueto envolvente entre Michael Arlt e a cantora sul-africana Bonita Niessen, pronto para conquistar as rádios. Já faixas como True Love In Vain e Don’t Take Your Time revelam a força emocional da banda, enquanto Raise Your Voice encerra o álbum em clima de celebração e intensidade.

Curiosidade: todas as 16 músicas foram escritas e arranjadas pela própria banda, reforçando sua identidade criativa. Além disso, o disco é frequentemente comparado ao estilo sofisticado da Robert Cray Band, mostrando a ambição de dialogar com referências internacionais.

Um trabalho cheio de groove e frescor — dê o play em Come Along e compartilhe qual faixa te conquistou de primeira.


5 de abril de 2026

Mick Kolassa - Blue To The Bone 2026

 

1. This Getting Old Is Getting Old - 3:12
 2. Bourbon And You - 2:59
 3. All It Takes Is Blues - 3:21
 4. For Better Or For Worse - 6:11
 5. Something To Look Forward To - 2:48
 6. I'd Like To Be Recycled - 4:40
 7. If My Nose Was Runnin Money - 3:43
 8. Text Me Baby - 3:37
 9. Mr Right - 3:14
10. 16 Tons - 4:35
11. Please Don't Write That Song - 3:15
.

Mick Kolassa Transforma Dor, Humor e Blues em Algo Inesquecível!

Lançado como o mais recente disco de Mick Kolassa, Blue To The Bone é puro blues de Memphis: cru, emocional e irresistível. O músico, guitarrista, vocalista e dono da Endless Blues Records, reúne sua banda de elite para um álbum que mistura tragédia pessoal, triunfo e muito humor.
Destaques vão para “For Better Or For Worse” (6:11), continuação pesada de seu hit “Baby’s Got Another Lover”, que conta os últimos meses da vida de sua esposa viciada em álcool. Outras faixas marcantes são “This Getting Old is Getting Old”, “I’d Like To Be Recycled” e a divertida “If My Nose Was Runnin Money”. O disco ainda traz o clássico “16 Tons” com a participação especial do mestre da harmônica Bob Corritore, além de Jeff Jensen na produção e guitarra, Rick Steff nos teclados e a turma de Memphis (James Cunningham, Bill Ruffino, Eric Hughes e cia.).
Curiosidade: o título do álbum veio direto da Blues Blast Magazine, que definiu Mick como “Blue To The Bone”. Gravado com a turma que ele mais admira, o disco transforma as cicatrizes da vida em blues autêntico, dançante e profundamente humano.

Jivin' Gene - It's Never Too Late 2009

 

2. Up, Up And Away
3. You Make A Fool Of Me
4. I'd Like To Hear From You
5. I Found My Baby (By The Crawdad Hole)
6. You're Jealous
7. This Thing Called Cheatin'
8. Genie Bom Beanie
9. You Tellin' A Lie
10. Ain't No Way
11. Somebody Please
12. Key To My Heart
13. Love Medicine
14. I've Already Had My Cry
.

O Retorno de Jivin' Gene
Lançado em setembro de 2009 pela histórica Jin Records, It’s Never Too Late é o primeiro álbum completo da carreira de Jivin’ Gene (Gene Bourgeois), o pioneiro do swamp pop nascido em 1940 em Port Arthur, Texas. Após sucessos regionais nos anos 50/60 como “Breaking Up Is Hard To Do” e décadas trabalhando na construção, Gene voltou aos palcos graças ao incentivo de amigos e entregou este disco aos 69 anos — título mais perfeito, impossível!
O som é swamp pop clássico e vibrante: mistura de R&B, rock’n’roll, country e Cajun, com vocais cheios de alma, seção de metais afiada, acordeom e o lendário Warren Storm (bateria e rubboard) dando aquele groove irresistível. Destaques vão para a inspiradora faixa-título, o animado “I Found My Baby (By The Crawdad Hole)”, o soul profundo de “This Thing Called Cheatin’” (5 minutos de pura emoção) e a divertida “Genie Bom Beanie”. Com Randy Creel na guitarra, Ken Marvel (co-produtor e teclados) e arranjos de Doug Deane, o álbum soa fresco e autêntico.
Gravado no icônico LaLouisianne Studio, em Lafayette, Louisiana, o disco reúne lendas do gênero e celebra o legado de quem ajudou a inventar o som do Golfo.

4 de abril de 2026

Yugul - Blues Across The River 2006

 

1. Ngukurr Blues (3:51)
2. Moving Out (2:57)
3. Crossroads (4:42)
4. Homeland Blues (2:32)
5. Across The River (8:43)
6. Dear Me (4:00)
7. I'm Waiting (3:51)
8. Car (2:41)
9. Girl (2:58)
10. Journey (4:03)
11. December Nights (2:56)
12. High Class (3:42)
.

Yugul – Blues que atravessa o rio

Em Blues Across The River (2006), a lendária banda Yugul reafirma sua posição como pioneira do blues aborígene no Território do Norte. Nascidos em Ngukurr, no sudeste de Arnhem Land, eles misturam raízes culturais profundas com a tradição do blues, criando um som autêntico e visceral.

Destaques: Ngukurr Blues e Homeland Blues revelam a força da identidade local, enquanto Crossroads e a épica Across The River (com mais de oito minutos) mostram a habilidade da banda em expandir o gênero sem perder a essência. O álbum ainda traz momentos intimistas, como Dear Me, e grooves marcantes em High Class.

Curiosidade: o disco foi viabilizado com apoio da Charles Darwin University, que ajudou a registrar oficialmente a sonoridade da comunidade. Outro detalhe fascinante é que Yugul, formada em 1968, é considerada a primeira banda de blues aborígene da região, mantendo-se ativa por décadas.

Um marco da música australiana, Blues Across The River merece ser redescoberto. Dê o play e compartilhe qual faixa te levou mais longe nessa travessia sonora.