15 de setembro de 2026

John Renbourn - Faro Annie 1972

 

01. White House Blues (3:35)
02. Buffalo Skinners (3:37)
03. Kokomo Blues (3:54)
04. Little Sadie (3:16)
05. Shake Shake Mamma (3:33)
06. Willy O'Winsbury (5:39)
07. The Cuckoo (3:57)
08. Come On In My Kitchen (3:52)
09. Country Blues (3:36)
10. Faro Annie (3:25)
11. Back On The Road Again (3:12)
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O adeus blues de John Renbourn

Faro Annie, álbum solo de John Renbourn gravado em 1971 no Livingston Studios, em New Barnet, e lançado pela Transatlantic no Reino Unido (e pela Reprise nos EUA em 1972), entra de cabeça no folk-rock e no blues americano — bem longe do perfil medieval de The Lady and the Unicorn

Renbourn canta e toca violão, gaita e sitar; entram Dorris Henderson no vocal em três faixas, Sue Draheim no violino, Pete Dyer na gaita e, em “Shake Shake Mamma” e na faixa-título, o baixo de Danny Thompson e a bateria de Terry Cox, colegas do Pentangle

Produção de Bill Leader, engenharia de Nic Kinsey.William Ruhlmann, no AllMusic, destaca o sitar ao fundo em “Buffalo Skinners”, o primeiro pulso folk-rock em “Kokomo Blues”, a balada britânica “Willy O’Winsbury” e o Robert Johnson de “Come On in My Kitchen”. Robert Christgau, que deu B+ ao disco, confessou ter ouvido “Willy O’Winsbury” até o fim. 

O próprio Renbourn descreveu o disco como o lado folk-blues dele “dez anos depois”: um “adeus e obrigado” à Transatlantic, quando achava que deixava o selo.

Na entrevista a Rosalind Russell, na semana do lançamento, ele disse que a sessão foi às pressas — ainda devia um LP à gravadora — e que o estúdio estava sendo demolido e reconstruído ao redor deles. O vinil britânico saiu como Transatlantic TRA 247; nos Estados Unidos chegou em 1972 pela Reprise (MS 2082).

The McCurdy Brothers – Voodoo Rooster (2023)

 

1.If It Wasn’t For The Blues I’d Be A Rich Man (3:06)
2.No (2:35)
3.Voodoo Rooster (3:24)
4.Put A Spell On You (3:32)
5.Gospel According To No One (3:00)
6.Dahmers Fridge (2:41)
7.I Don’t Care (3:29)
8.That’s Alright (4:28)
9.Pay The Man (3:12)
10.White Room (5:02)
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Norwich dois no palco

Voodoo Rooster é o disco de blues. rock e boogie que The McCurdy Brothers soltaram em 23 de maio de 2023: dez faixas.

A banda é uma dupla de Norwich, no leste da Inglaterra. Jerry-Lee McCurdy canta e toca guitarra; Adam “Sticks” McCurdy toca bateria. O bio oficial diz que começaram como dois buskers nos mercados da cidade, com instrumento feito de sucata, e cita Hendrix, Stevie Ray Vaughan, B.B. King e Muddy Waters

No disco entram “If It Wasn’t For The Blues I’d Be A Rich Man”, a faixa-título “Voodoo Rooster” e o fechamento “White Room”, cover do Cream. Também têm “Put A Spell On You” e “That’s Alright”. 

Antes deste disco a dupla já tinha a série Moonshine (Medicine Men, Martian Men, Maverick Men). No Hemsby Rock ’n’ Roll Weekender de 2021 eles já estavam no cartaz.

14 de setembro de 2026

Walter Franco - Revolver 1975

 

3- Mamãe D´água
4- Partir do Alto / Animal Sentimental
5- 1 Pensamento
6- Toque Frágil
7- Nothing
8- Arte e Manha
9- Apesar de Tudo é Muito Leve
10- Cachorro Babucho
11- Bumbo do Mundo
12- Pirâmides
13- Cena Maravilhosa
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Revolver, sem acento: Walter Franco veste branco e aponta “Sim”

Revolver, segundo LP de Walter Franco, saiu em 1975 pela Continental e equilibra vanguarda com canção pop e rock, numa sonoridade que a própria biografia do compositor associa aos Beatles

Gravado nos Estúdios Eldorado, o disco foi produzido por Franco com arranjos e mixagem de Rodolpho Grani Júnior e Diógenes Burani, o núcleo que carrega baixo, guitarra, bateria, órgão e efeitos. 

A Folha e o Estadão destacam o rock de “Feito Gente”, o jogo concretista de “Eternamente” (“é ter na mente / éter na mente”) e “Cachorro Babucho”, além da faixa-título. No meio do lado B, “Apesar de Tudo É Muito Leve” dura seis segundos: violão e uma frase. 

A primeira prensagem veio em capa recortada, com pontos em braile — a palavra “Sim” — e Walter de terno branco na diagonal, eco visual de Lennon em Abbey Road. A primeira tiragem trazia o relevo em braile na capa e na contracapa, com janela recortada no verso. 

No mesmo ano, Franco ficou em terceiro no Festival Abertura, da Globo, e o LP entrou depois na lista dos 100 maiores discos brasileiros da Rolling Stone Brasil, na 50ª posição.

Alvin Lee & Mylon Le Fevre – On The Road To Freedom 1973

 

02. The World is Changing (I Got a Woman Back in Georgia) (Alvin Lee/Mylon LeFevre) - 2:45
03. So Sad (No Love of His Own) (George Harrison) - 4:34
04. Fallen Angel (Alvin Lee) - 3:20
05. Funny (Alvin Lee) - 2:48
06. We Will Shine (Mylon LeFevre) - 2:37
07. Carry My Load (Alvin Lee) - 2:58
08. Lay Me Back (Mylon LeFevre) - 2:53
09. Let 'Em Say What They Will (Ron Wood) - 2:52
10. I Can't Take It (Mylon LeFevre) - 2:51
11. Riffin' (Alvin Lee/Mylon LeFevre) - 3:31
12. Rockin' 'Til the Sun Goes Down (Alvin Lee/Mylon LeFevre) - 3:08
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No celeiro de Oxfordshire, Alvin Lee achou outra estrada

Em novembro de 1973, Alvin Lee e o cantor gospel americano Mylon LeFevre lançaram On the Road to Freedom, álbum de country rock gravado no Space Studio, um celeiro convertido na propriedade de Lee em Oxfordshire. 

Foi o primeiro projeto solo do líder do Ten Years After, produzido por ele mesmo, com clima caseiro e participações confirmadas de George Harrison (creditado como Hari Georgeson), Steve Winwood, Jim Capaldi, Ron Wood e Mick Fleetwood.

A voz de LeFevre e o violão mais contido de Lee atravessam a faixa-título, “Fallen Angel” e “Carry My Load”, três canções que a Rolling Stone destacou na época. “So Sad (No Love of His Own)”, de Harrison, reúne o próprio autor no slide, no baixo e nas harmonias, com bateria de Fleetwood e violão de 12 cordas de Wood. Piano de Winwood, congas de Rebop Kwaku Baah, fiddle de Andy Stein e steel guitar de Bob Black fecham o mix de rock americano, country e rhythm and blues.

Os dois se conheceram quando a banda de LeFevre abriu para o Ten Years After; as primeiras canções nasceram na Jamaica, e o estúdio foi erguido especialmente para o disco.

A quadra de tênis usada como câmara de eco desabou com a chuva segundos depois de Lee e o engenheiro retirarem o equipamento. O LP saiu pela Chrysalis no Reino Unido em 2 de novembro de 1973 e pela Columbia nos Estados Unidos, com “Fallen Angel” e “So Sad” como compactos.

13 de setembro de 2026

Blod – Förlorarnas Natt (2026)

 

1. Jennys Sång — 2:39
2. Förberedelse För Fest — 0:47
3. Förlorarnas Natt - Synt — 2:16
4. Mamma & Pappa — 4:20
5. Förlorarnas Natt — 2:07
6. Halvvägs Till Himlen — 2:41
7. Benny — 2:25
8. Halvvägs Till Helvetet — 2:16
9. Minnesluckor — 4:31
10. Benny - Synt — 2:26
11. Där Förlorarna Bor — 1:09
12. Jennys Sång - Repris — 2:39
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“Noite dos Perdedores”, trilha sem filme

Em 27 de abril de 2026 o selo Discreet Music, de Gotemburgo, soltou Förlorarnas Natt (“Noite dos Perdedores”), do projeto Blod de Gustaf Dicksson: doze instrumentais pensados como trilha de um filme de formação que ainda não existe. Soft rock e folk dos anos 70, Rhodes, Korg vintage, guitarra sem pose, baixo simples e bateria felpuda.

Dicksson toca quase tudo e assina a arte. Ola Höglund entra na bateria em várias faixas, grava e mistura no Omnivox Studio, em Borlänge; Lasse Marhaug masteriza. A noite segue Jenny: “Jennys Sång” abre e volta em repris; “Förberedelse För Fest” dura menos de um minuto e já cheira a festa; “Halvvägs Till Himlen” embala o primeiro copo e o olhar para Benny; “Mamma & Pappa” alonga o clima; “Minnesluckor” é o apagão depois da casa dos outros. 

O selo cita Piero Umiliani, Patty Pravo, Björn Isfält e Benny Andersson como bússola; a Pitchfork ouve também o parentesco com a partitura de A Swedish Love Story, de Roy Andersson.

É o primeiro Blod inteiro em estúdio desde Livets Ord, de 2018 — gravado na primavera de 2025, depois de anos de fita em casa e hinos de paróquia. Saiu em CD de 300 cópias (DMCD07), com livreto de oito páginas, e está no Spotify e no Bandcamp da Discreet Music, loja e gravadora que o próprio Dicksson mantém na linha do Progg sueco.