7 de outubro de 2026

The Blues Overdrive – Live Slices (2026)

 

01 – Rolling Thunder (Live)
02 – Lay Your Burden Down (Live)
03 – I Was Wrong (Live)
04 – Aurora (Live)
05 – Pistol Blues (Live)
06 – Jealous (Live)
07 – 16 Tons (Live)
08 – I Need Your Lovin’ (Live)
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O especial da DK4 que virou o segundo disco ao vivo da banda

Live Slices, de The Blues Overdrive, é o segundo álbum ao vivo do quarteto de Copenhague e o primeiro lançamento de estúdio ou palco do grupo desde Overdrive Live!, de 2017: blues rock de raiz, gravado em concerto, com o groove arrastado que a crítica dinamarquesa trata como marca da banda. O streaming saiu em 22 de maio de 2026 pela Cherry Records; o vinil, o primeiro da carreira deles, chegou em 2025.

A formação fixa é Martin Olsen no vocal e na guitarra, Andreas Andersen na guitarra solo, Thor Boding no baixo — no lugar de Thomas Birck desde o disco ao vivo anterior — e Louisian Boltner na bateria. No especial, o veterano Ole Frimer entra como convidado. 

As resenhas se detêm sobretudo em “16 Tons”, leitura da canção de Merle Travis em homenagem a Peter Thorup, que cantou o texto dinamarquês, com Frimer na guitarra; em “Rolling Thunder”, que o Bluesnews.dk descreve como paráfrase moderna de “Rollin’ and Tumblin’”, com os floreios de Olsen; e nos andamentos lentos “Aurora” e “Jealous”, em que o mesmo veículo aponta uma atmosfera de deserto empoeirado. Sete das oito faixas são originais. Andersen aparece com atitude de rock and roll e disciplina apertada; a base segura o groove.

O material vem de cortes escolhidos do especial de uma hora da TV dinamarquesa DK4, gravado em Aarhus em abril de 2024, com arranjos novos e a participação de Frimer numa faixa só. O programa foi reprisado depois em canais da França, da Alemanha e dos Países Baixos; o vinil saiu em 2025 — o Bluesnews.dk data 29 de agosto — e o digital, em 22 de maio de 2026, quase nove anos depois de Overdrive Live!, disco com o qual a banda já tinha levado o European Blues Award de melhor álbum, como fizera antes com Clinch! (2015).

Se gostou, veja também Clinch! e Overdrive Live!. Live Slices está no Spotify — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/.



Gary Moore - Power of the Blues (2004)

 

1. Cold Black Night – 5:05
2. Pickin’ Up the Pieces – 4:55
3. Too Tired – 5:10
4. Lookin’ Back – 4:45
6. There’s a Hole – 4:50
7. Bring Your Love Home – 4:40
8. I’ll Be Alright – 5:15
9. Hold On – 4:35
10.Power of the Blues – 4:50
11. Walking By Myself – 4:10
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O power trio de 2004, com Bob Daisley no baixo 
e a volta ao blues depois de Scars

Power of the Blues, de Gary Moore, saiu em 22 de junho de 2004 pela Sanctuary: blues rock de dez faixas, 41 minutos e 21 segundos, o disco de estúdio seguinte a Scars e anterior a Old New Ballads Blues. A AllMusic descreve a volta ao blues depois do desvio hard rock de 2002, com o peso do rock encaixado no elétrico que Moore vinha praticando desde Still Got the Blues.

Moore canta e toca guitarra. No baixo está Bob Daisley, nome de Ozzy Osbourne, Uriah Heep e Rainbow; na bateria, Darrin Mooney, que já tinha tocado em Scars. Jim Watson entra nos teclados só em “There’s a Hole”, “That’s Why I Play the Blues” e “Can’t Find My Baby”. O formato é de power trio. A resenha de Hal Horowitz na AllMusic isola o fechamento “Torn Inside”, em que Moore usa dinâmica e a economia aprendida com Peter Green. No meio do disco há dois Willie Dixon: “I Can’t Quit You Baby”, associada a Otis Rush, e “Evil”, ligada a Howlin’ Wolf, mais “Memory Pain”, de Percy Mayfield. A faixa-título e “Getaway Blues” são creditadas a Moore, Daisley e Mooney.

O álbum foi gravado e mixado no Sphere Studio One, com produção de Moore e Chris Tsangarides, que também engenheirou; a masterização é de Ian Cooper no Metropolis. Saiu em 22 de junho de 2004, um ano depois do ao vivo Live at Monsters of Rock e dois anos depois de Scars, o disco em que Mooney já estava na bateria e ao qual este sucede na volta ao blues elétrico.

Se gostou, veja também Scars e Still Got the Blues. Power of the Blues está nas plataformas desde 2004 — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify



6 de outubro de 2026

John Haydock – Street Corner Blues (2026)

 

01 – Better Than Nothing but Not by Much
02 – Meet Me ‘cross the River
03 – Too Much Water in the Well
04 – Miss Runaway
05 – Fall into Thunder
06 – River of Sin
07 – Avalanche Sky
08 – City of Stone
09 – Don’t Tell Him That It’s Over
11 – If I Ever Make It out of This Town Alive
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Onze faixas, um estúdio em casa e o blues que Haydock grava sozinho

Street Corner Blues, álbum de John Haydock lançado em 7 de agosto de 2026 pelo selo John Haydock Music, reúne onze faixas e cerca de 49 minutos no território de blues rock em que o músico de Sydney vem trabalhando disco após disco. Ele cresceu na Inglaterra, mudou-se com a família para a Austrália aos 17 e aprendeu sozinho guitarra, teclados, baixo, gaita, ukulele e bandolim; a biografia no Spotify registra ainda passagens por bandas de pop, metal e funk.

Não há formação externa creditada neste disco. O padrão dos lançamentos dele, confirmado na ficha de trabalhos anteriores e na própria página do artista, é o de gravar no estúdio caseiro, tocar todos os instrumentos e cantar. Das faixas, “Better Than Nothing but Not by Much” saiu antes, em junho, descrita por ele como um whiskey blues de madrugada, apontada a quem gosta de Chris Rea, John Illsley, Snowy White e Mark Knopfler. “Too Much Water in the Well” já circulava como single desde 7 de novembro de 2025, com crédito de composição, produção e guitarra para John Charles Haydock. “Fatherless Son” chegou no YouTube em 6 de agosto, véspera do álbum.

Ele escreveu, tocou e produziu “Fatherless Son” e, na descrição do vídeo, tratou a faixa como terapia pessoal. O álbum inteiro saiu no dia seguinte, 7 de agosto de 2026, em nome da John Haydock Music, sem gravadora externa no crédito.

Se gostou, veja também Town Full of Blues, de 2022, e o single “Too Much Water in the Well”. Street Corner Blues está no Spotify — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/.



Kareyce Fotso - Mokte 2014

 

01. Te Wa Vounan Ne Ma
 02. Ndolo, comment ça va ?
 03. Azany
 04. Manke
 05. Just Believe
 06. Kak Pou Tseu
 07. Kowadi
 08. Messa
 09. Tiwassa
 10. Youmbata
 11. Ke Wouac A
 12. Aya
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Acreditar, em oito línguas

Mokte, terceiro álbum de Kareyce Fotso, saiu em 2014 pela belga Contre-Jour como um afro-folk acústico e íntimo: voz à frente, violão e um grupo enxuto de guitarristas, percussionistas e backing vocals. O título, em ghomala’, significa “acreditar”.

Nascida em Bandjoun em 1º de fevereiro de 1979 e criada no bairro Mvog-Ada, em Yaoundé, a cantora e guitarrista canta as doze faixas em oito línguas de Camarões. Em cerca de metade delas ela mesma toca violão. “Manke” abre espaço para violoncelo e flauta; nela, Fotso pede desculpa e admite falhas. “Just Believe” reduz o arranjo a voz e guitarra, começa em inglês, muda de língua, inclui um assobio e fecha com um toque de gospel. 

“Azany” parte num ritmo vivo, desacelera num deslize à maneira malinesa e volta a subir, com a voz sustentada no clímax. “Kowadi”, escrita por Isnebo Haman, é um dos pontos altos apontados na imprensa; “Messa” soma a guitarra dela a outras três e um trecho falado.

A maior parte do disco foi gravada no estúdio Moto Records, em Yaoundé, com realização de François Kokelaere e Gino Sitson. Para cada língua que queria usar — bamiléké, fulfulde, duala —, Fotso procurou músicos que a falassem e pediu que trouxessem o tempero da própria região.

O projeto nasceu de um choque: de volta a Camarões, ela ouviu que não estava em casa em Yaoundé só porque os pais vinham do Oeste, e trocou o título previsto, The Traveller, por Mokte. O lançamento oficial foi em 20 de maio de 2014, Dia da Unidade Nacional do país.

Se gostou, veja também o anterior Kwegne, de 2010, no mesmo selo. O Mokte está no Spotify; se quiser ouvir agora, comentar ou passar no blog, o endereço é https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify



5 de outubro de 2026

Kels – Dirty Blues Princess (2026)

 

01 – Gone
02 – Daddy’s Not The One
03 – 6Ft Under
04 – Fly On The Wall
05 – Call Me
06 – Worn Out Shoes
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A princesa do dirty blues que escreveu o disco entre faxina, 
estrada e jam de jazz

Dirty Blues Princess, EP de estreia de KELS lançado em 12 de junho de 2026, é o ponto em que a cantora de Pittsburgh radicada em Atlanta batiza de vez o som que vinha testando nos bares: o que ela mesma chama de dirty blues, mistura de blues, folk, country e soul nascida da formação em jazz. São seis faixas, cerca de 19 minutos, todas escritas por ela e co-produzidas por ela, sob licença da KELS Music para a Universal Records Distribution, com vinil cherry red pela Cherry Red.

No palco o quinteto que a acompanha em gravações ao vivo recentes junta Tim Neumann na bateria, Nate Light no baixo, Woody Aplanalp na guitarra e Pat Wailes no saxofone — o sopro que puxa o arranjo para o lado de um soul revue em vez do doze compassos reto. As lojas e o material de lançamento destacam “Gone”, “Daddy’s Not The One” e “Call Me”; “Gone”, single de 2025, é o corte que a divulgação trata como ponto de ruptura, depois de meses de posts diários. “Daddy’s Not The One”, último single antes do EP, entra com linha de baixo lisa e vocal de peso em torno de traição, drama de cidade pequena e acerto de contas. “6ft Under”, single de março de 2026 sobre trauma geracional, ancora o disco na leitura da SEE ROCK LIVE.

Ela contou à The Current que as seis músicas saíram entre 2023 e 2026, várias escritas em Atlanta, outras na estrada e algumas em Los Angeles, e que só agora sentiu ter público para um primeiro projeto de verdade. Em 2 de setembro de 2026 postou “6ft Under” ao vivo numa oficina mecânica, caminhonete parada ao fundo, com o mesmo quinteto e uma leitura mais solta do que a de estúdio.

Em 22 de agosto de 2026, no primeiro show europeu, lotou a sala pequena do Paradiso, em Amsterdã, com cerca de 250 pessoas: cinco das seis faixas do EP entraram no set, “Daddy’s Not The One” ganhou aplauso de reconhecimento e “Gone” fechou com a plateia cantando junto — a banda ficou nos Estados Unidos e ela tocou com backing tracks. O EP chegou ao 36º lugar do Official Album Downloads Chart do Reino Unido na semana de 25 de junho; no mesmo ano ela cantou o hino no Draft da NFL, em Pittsburgh, e no jogo 2 das finais da NBA.

Se gostou, veja também o single “Gone” e o registro ao vivo na oficina. O EP está no Spotify — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/.