3 de setembro de 2026

Magic Slim & The Teardrops - Chicago Blues Session Volume 3 1986

 

1. Mama Talk To Your Daughter  4:11
2. Bad Avenue  6:11
3. Gambler  4:22
4. So Easy To Love You  7:32
5. I Got Money  3:35
6. Ain't That Nice  5:13
7. I'm Good  3:37
8. Bad Luck  3:40
9. Think  2:57
10. She Moves Me  6:29
11. The Moon Is Full  3:46
.

Magic Slim & The Teardrops

Em 1986 a Wolf Records, da Áustria, lançou Chicago Blues Session Volume 3, disco de Chicago blues elétrico de Magic Slim & The Teardrops. O vinil saiu como Wolf 120.849; o CD da mesma série traz as onze faixas desta lista.

Magic Slim era o nome de palco de Morris Holt, nascido em 7 de agosto de 1937 em Torrance, Mississippi. No disco ele canta e toca guitarra. Na formação da época entram o irmão Nick Holt no baixo e John Primer na outra guitarra — Primer tinha entrado nos Teardrops em 1983. 

A gravação é de Chicago, 1986. No LP original cabem “Gambler”, “Mama Talk To Your Daughter”, “Bad Avenue”, “I Got Money”, “Ain’t That Nice”, “I’m Good”, “She Moves Me” e “Think”. A edição em CD acrescenta “So Easy To Love You”, “Bad Luck” e “The Moon Is Full”. 

O que o AllMusic crava no grupo é modern electric blues; a Apple Music classifica o título como Chicago blues. É o som de uma banda de Chicago gravando para um selo austríaco que, nos anos 1980, empilhou disco atrás de disco do mesmo quarteto.

A sessão de 1986 entrou na série Chicago Blues Session da Wolf, selo que ficou com boa parte da discografia de Slim na Europa. O mesmo LP também circulou com a faixa The 1987 WC Handy Blues Award Winner no título.

Sparks – Kimono My House 1974

 

1. This Town Ain't Big Enough For The Both Of Us
2. Amateur Hour
3. Falling In Love With Myself Again
4. Here In Heaven
5. Thank God It's Not Christmas
6. Hasta Mañana Monsieur
7. Talent Is An Asset
8. Complaints
9. In My Family
10. Equator
.

Dois irmãos de Los Angeles, um quimono 
e o glam que tomou a Inglaterra de assalto

Kimono My House, terceiro disco de estúdio do Sparks, saiu em 1º de maio de 1974 pela Island Records como glam rock e art rock — o álbum em que Ron e Russell Mael deixam a Califórnia e estouram no Reino Unido.

Russell Mael no vocal, Ron Mael nos teclados, Martin Gordon no baixo, Adrian Fisher na guitarra e Norman “Dinky” Diamond na bateria, percussão e castanholas. 

“This Town Ain’t Big Enough for Both of Us” abre o disco e virou o compacto número 2 no Reino Unido; “Amateur Hour” entrou no Top 10; “Thank God It’s Not Christmas” e “Equator” fecham o arco teatral do LP. 

O som é teclado e guitarra em choque, falsete acrobático de Russell, letras de Ron sobre pactos, Einstein e sexo desajeitado. Gravaram entre dezembro de 1973 e fevereiro de 1974 em Londres — Basing Street, AIR, Wessex e Ramport —, com Muff Winwood na produção. 

A curiosidade da formação: os Mael chegaram da Califórnia em 1973, anunciaram no Melody Maker um baixista “sem barba e empolgante” e montaram a banda inglesa que gravou o disco.

Os irmãos queriam Roy Wood na produção; ele não estava livre e Winwood assumiu o comando. O LP chegou ao quarto lugar no Reino Unido, ganhou disco de ouro e, décadas depois, entrou na lista dos 500 maiores álbuns da Rolling Stone.

2 de setembro de 2026

Sonny Robertson - From The Banks Of The Mississippi 2008

 

1. No,body's Home (04:21)
2. We Like Them All (03:24)
3. Lonely Town (04:51)
4. Kiss the Monkey (04:13)
5. Different Shades of Blue (03:08)
6. Text Me Before You Sex Me (03:52)
7. Stay Gone (03:24)
8. Blues 2000 (03:22)
.

O blues que atravessou o Mississippi e parou em Ohio 

Em 2008, o veterano Howard “Sonny” Robertson colocou no mundo From the Banks of the Mississippi, um disco independente de blues elétrico com cheiro de Chicago e St. Louis misturado a R&B de escola antiga. Oito faixas curtas, originais, gravadas depois de seis décadas de estrada.

Nascido em 28 de abril de 1940 em St. Louis, Robertson começou no gospel com Willie Mae Ford Smith, passou pelo quarteto Welcome Travelers e chegou a gravar com os Tabs na Vee Jay e na Scepter/Wand. Depois voltou para casa e pegou o baixo rítmico na banda de Albert King, tocando no Fillmore East e West. 

Na mesma época cruzou palco com Matt Murphy, Jimi Hendrix, B.B. King, Koko Taylor, Buddy Guy e Lonnie Brooks. Em Akron, Ohio, fundou a Howard Street Blues Band e tocou por 35 anos. 

O disco de 2008 traz o tom afiado da guitarra dele em faixas como “Kiss the Monkey”, um groove de dois compassos cheio de malícia, e “Text Me Before You Sex Me”, humor direto e sem frescura. “Nobody’s Home”, “Lonely Town” e “Blues 2000” completam o retrato de um homem que não adoçava a vida: gritava, gemia e cantava o inferno com a mesma naturalidade com que ria.

Ele lançou o CD pelo CD Baby no mesmo ano em que apareceu no programa de rádio internet de Judy Joy Jones para apresentar o trabalho. Décadas antes, o mesmo músico que hoje gravava um blues de celular já tinha cantado no Apollo Theater ao lado de Isley Brothers e Flip Wilson.

Ten Years After – Cricklewood Green [Deluxe Edition] (2026)

 

CD 1 – 2026 Remaster
1. Sugar The Road
2. Working On The Road
3. 50,000 Miles Beneath My Brain
4. Year 3,000 Blues
5. Me And My Baby
6. Love Like A Man (Single Edit)
7. Circles
8. As The Sun Still Burns Away
9. Love Like A Man
10. Warm Sun
11. To No One
12. Cricklewood Jam (Demo) *

CD 2 – Live at Fillmore East (February 27, 1970 – Set Two)
1. Love Like A Man
2. Good Morning Little Schoolgirl
3. Working On The Road
4. 50,000 Miles Beneath My Brain
5. I Can’t Keep From Crying Sometimes
6. I’m Going Home
7. Sweet Little Sixteen
.

Cricklewood Green: o blues que explodiu depois de Woodstock 


Cricklewood Green, quarto disco de estúdio do Ten Years After, saiu em 17 de abril de 1970 e volta em 2026 numa edição deluxe remasterizada: blues-rock britânico com pitadas psicodélicas, gravado no Olympic Studios, em Londres. 

É o som de uma banda que acabava de estourar em Woodstock e ainda estava no auge da formação clássica.

Alvin Lee na guitarra e no vocal, Leo Lyons no baixo, Ric Lee na bateria e Chick Churchill no órgão e no piano. “Love Like a Man” virou hit no Top 10 britânico e clássico das rádios FM, com versos curtos abrindo espaço para o solo relâmpago de Lee; “50,000 Miles Beneath My Brain” é o outro jam pesado do disco, que cresce em ritmo e volume; “Me and My Baby” mostra o lado jazz do quarteto, com piano de Churchill. 

O engenheiro Andy Johns — e George Chkiantz em “Me and My Baby” — misturou efeitos de estúdio, manipulação de fita e a seção rítmica em disparada. 

Curiosidade da gravação: no Olympic, em 1969, nasceu também o instrumental “Cricklewood Jam”, demo inédito que só agora aparece no primeiro CD desta edição.O compacto de “Love Like a Man” saiu com o lado A editado em 45 rpm e o lado B ao vivo, de quase oito minutos, em 33 rpm — um truque raro para a época. 

O segundo CD traz o set 2 do Fillmore East, em 27 de fevereiro de 1970, recém-mixado, com “I’m Going Home” esticada por cerca de onze minutos.


1 de setembro de 2026

Spider John Koerner - What’s Left of Spider John 2013

 

1 The Dodger 2:45
2 The Leather Winged Bat 2:21
3 Phoebe 3:41
4 Running, Jumping, Standing Still 2:46
5 Ezekiel 3:07
6 Days of '49 3:10
7 What's The Matter With The Mill? 2:13
8 Stewball 3:46
9 God's Penny 1:05
10 Everybody's Goin' For The Money 2:33
11 Creepy John 4:04
12 Good Time Charlie 2:51
13 Rattlesnake 1:29
14 Delia's Gone 3:05
15 Acres of Clams 4:12
16 Last Lonesome Blues 4:06
17 Nightbird Eyes 3:43
.

mais vivo e sujo de 2013

Em 2013, Spider John Koerner lançou What’s Left of Spider John, um disco de folk e blues gravado em mono com equipamento antigo. 

No centro está Spider John Koerner na guitarra de 12 cordas, gaita e voz, acompanhado por Chip Taylor Smith no violino, ossos e piano, e Jonny Bridgwood no contrabaixo em algumas faixas. 

Destaques: “Creepy John”, “What’s the Matter With the Mill?” e “Last Lonesome Blues” mostram o som do disco: ritmo seco, guitarra funky e uma energia espontânea que mistura tradicionais americanos com composições próprias. 

Tudo foi captado em 20 e 23 de julho de 2012 no Studio 65, em Londres, com microfones de válvula e mixado ao vivo em fita Ampex. Koerner, veterano do folk-blues dos anos 60 e ex-companheiro de Dave Ray e Tony Glover, gravou este álbum durante uma turnê no Reino Unido. O disco é seu último trabalho de estúdio e foi aclamado por manter o estilo rítmico e direto de sempre.