24 de setembro de 2026

Blue Cheer - Blue Cheer (1969)

 


1. Fool - 3:32
2. You're Gonna Need Someone - 3:35
3. Hello La, Bye Bye Birmingham - 3:24
5. Ain't That The Way (Love's Supposed To Be) - 3:12
6. Rock And Roll Queens - 2:43
7. Better When We Try - 2:48
8. Natural Man - 3:36
9. Lovin' You's Easy - 3:58
10.The Same Old Story - 4:17
11.All Night Long - 2:05
12.Fortunes - 2:23  
13.Fool (Alter Version) - 2:53
14.Ain't That The Way (Remix) - 2:37
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Menos volume, mais groove: o quarto Blue Cheer

Blue Cheer, quarto disco da banda de São Francisco, saiu em dezembro de 1969 pela Philips e troca o power trio ensurdecedor dos dois primeiros LPs por um hard rock mais solto, bluesy e com órgão. 

Foi gravado no Wally Heider Studios.Dickie Peterson segue no baixo e na voz — único original da formação de Vincebus Eruptum. Bruce Stephens toca guitarra e canta parte das faixas; Ralph Burns Kellogg entra no piano e no órgão; Norman Mayell assume a bateria no lugar de Paul Whaley. 

Destaque para o groove mais relaxado e o cruzamento entre teclado e guitarra. “Saturday Freedom”, de Stephens, alonga um jam de quase seis minutos. A versão de “Hello L.A., Bye Bye Birmingham” (Delaney Bramlett e Mac Davis) entra no meio do disco. “Fool” e “The Same Old Story”, de Gary Lee Yoder e Gary Grelecki, abrem e fecham o LP; Yoder viria a entrar na guitarra no álbum seguinte.

O disco foi produzido por Michael Sunday, com Eric Albronda. Em dois anos a banda passou de trio a quarteto de boogie, com Peterson sozinho da formação inicial.

Various Artists - Antone's 50th Presents Chicago Bound: Honoring Muddy, Cliff & Blue 2026

 

1. John Primer - Chicago Bound (1:58)
2. Ivan Neville & CC Adcock Feat. Keith Richards, Ronnie Wood, Jimmie Vaughan - One Step At A Time (3:59)
3. Kam Franklin w. Rodd Bland & The Dreamers - I Wouldn't Treat A Dog (The Way You Treated Me) (3:03)
4. Doyle Bramhall II - Give Me Back My Wig (4:09)
5. Kim Wilson & The Fabulous Thunderbirds - I'm Not Ashamed (2:45)
6. Anson Funderburgh - Backstroke (2:57)
7. Clifford Antone - The Blues Is So Big (Interlude) (0:52)
8. Billy F Gibbons & The BFGs - Hangin' On A Cliff (2:58)
9. Lurrie Bell - Act Like You Love Me (6:04)
10. Lavelle White - Baby What's Wrong (2:33)
11. John Primer & Lil' Ed Williams Feat. Kenny 'Beedy Eyes' Smith - Got My Mojo Working (3:25)
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Antone’s 50th Presents Chicago Bound: Honoring Muddy, Cliff & Blue (28 de agosto de 2026) é compilação de blues da família do clube Antone’s, em Austin. 

Saiu pela Blues Till 2 Recording Co. / Select-O-Hits, em parceria com a Clifford Antone Foundation: onze faixas, 34 minutos, creditadas às Antone’s 50th Allstars.Jacob Sciba e Zach Ernst produzem ao vivo na fita; Walter New assina a executiva. 

John Primer abre com “Chicago Bound”. A loja oficial e o Instagram do clube isolam “Hangin’ On a Cliff”, single de Billy F Gibbons & The BFGs, e “One Step at a Time”, de Clifton Chenier, com Ivan Neville, CC Adcock, Keith Richards, Ronnie Wood e Jimmie Vaughan na gaita. 

Kam Franklin canta o clássico de Bobby Bland “I Wouldn’t Treat a Dog”, com Rodd Bland & The Dreamers. Em “Backstroke”, de Albert Collins, Anson Funderburgh leva veteranos da house band: Sarah Brown, Derek O’Brien, Mark Kazanoff. Lurrie Bell, Lavelle White, Kim Wilson & The Fabulous Thunderbirds e Doyle Bramhall II completam o disco. 

No meio, 52 segundos da voz de Clifford Antone: “The Blues Is So Big”.O material sobrou do box Antone’s: 50 Years of the Blues (New West, 2025). O clube agradece o Arlyn Studios. Clifford Antone morreu em junho de 2006; a casa completa 50 anos desde 1975. Festa de lançamento marcada para 24 de setembro no próprio palco.

23 de setembro de 2026

The Greatest Show On Earth - The Going's Easy [1970

 

3. Story Times and Nursery Rhymes
4. The Leader
5. Love Magnet
6. Tell the Story
BONUS TRACKS:
7. Mountain Song
8. Magic Woman Touch (Single Version)
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Brass no palco, blues no sangue: o segundo ato da Harvest

The Going's Easy, segundo e último disco de estúdio do The Greatest Show On Earth, saiu no Reino Unido em 1970 pela Harvest e empurra o brass-rock britânico para faixas mais longas, misturando blues, soul e jazz. 

A gravadora montou o oiteto como resposta local a Blood, Sweat & Tears e Chicago.No núcleo estão os irmãos Garth Watt-Roy (guitarra e voz) e Norman Watt-Roy (baixo e voz), Colin Horton-Jennings (voz, flauta, violão e bongôs), Mick Deacon no órgão e piano, Ron Prudence na bateria e congas, e os sopros de Dick Hanson, Tex Philpotts e Ian Aitchison.

 “Borderline”, crédito coletivo de cerca de nove minutos, pesa no rock e nos metais. “Magic Woman Touch”, de Horton-Jennings e Garth, segue acústica, com harmonias próximas aos Hollies. “Love Magnet” alonga o conjunto e abre espaço para o órgão de Deacon.

Depois de Horizons, a banda voltou ao estúdio com Jonathan Peel na produção e Jeff Jarratt e John Kurlander na engenharia, esticando as jams. A capa gatefold é do Hipgnosis; em 1972 os Hollies regravaram “Magic Woman Touch” no álbum Romany.


Seasick Steve – The Last Season of America (2026)

 

1. The Last Season of America 
2. Bad Things 
3. Above Ground Boogie 
4. Bootstraps 
5. El Camino 
6. Surf's Flat 
7. Free Man 
8. Somebody 
9. Mathilda From Ottowa 
10. Feel The Sun 
11. Simple and Free
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Seasick Steve lança o blues de protesto mais direto de 2026

Em 18 de setembro de 2026, Seasick Steve lançou The Last Season of America pela Eastcote Recordings: blues e folk de protesto em dez faixas. 

Na fita estão Steve na voz e na guitarra, Dan Magnusson na bateria, Dave Okumu na guitarra e Martin Terefe no baixo e na produção, gravados no Eastcote Studios, em Londres. 

As fontes do anúncio puxam a faixa-título, “Bad Things” e “Somebody”; “Bootstraps” saiu depois como single. O clima é violão seco, boogie e letra de quem atravessou o país de Miami a Los Angeles com a mulher, Elisabeth, em 2024, e viu pobreza e divisão no caminho. 

O título nasceu num clube de Nova Orleans, quando o líder da house band apresentou dois belgas com a frase “welcome to the last season of America”. 

É o primeiro disco de Steve no selo Eastcote, sucessor de A Trip a Stumble a Fall Down on Your Knees (2024). Se gostou, veja também… ouça agora, comente o que te pegou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify


22 de setembro de 2026

Crystal Shawanda - Homesick Indian Blues 2026

 

1. Homesick Indian Blues (3:56)
2. Cut Through The Wind (3:51)
3. I'll Play The Blues For You (4:42)
4. Come Unto Me (4:31)
5. Breaking Us In Pieces (3:47)
6. I Think I Love You Too Much (4:42)
7. You Win Again (4:47)
8. I'm On Your Way Home (3:58)
9. Never Ever (3:59)
10. The Whole World's Got The Blues (4:47)
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De Wiikwemkoong ao blues: o caminho de volta

Homesick Indian Blues, de Crystal Shawanda, saiu em 27 de agosto de 2026 pela New Sun Records: blues, roots e americana. 

Shawanda, Anishinaabe/Ojibwe-Potawatomi de Wiikwemkoong Unceded Territory, na ilha Manitoulin, produz o álbum com o marido Dewayne Strobel, que também toca guitarra, baixo, percussão e hand drum e assina engenharia, mix e master. 

Nioshi Jackson na bateria, Peter Keys no piano e no órgão, Stephen Hanner na gaita, Chris West nos metais. 

Na faixa-título o baixo é de Stan Miczek e a caixa de Al Baby Webster; em “Come Unto Me”, Eddie Perez assume as guitarras. Zhaawande Strobel entra como assistente de engenharia e no backing, ao lado de Quisha Wint, Rissi Palmer e Lauren Anderson. 

A Cashbox Canada isolou “Come Unto Me”, cover de Raul Malo e The Mavericks, primeiro single e tributo a quem ajudou no começo da carreira. No Deezer, “I’ll Play the Blues for You” é de Jerry Beach; “I Think I Love You Too Much”, de Mark Knopfler; “You Win Again”, de Hank Williams.


No Instagram, Shawanda descreveu o disco como achar o caminho de casa — não só um lugar. A sexta-feira do lançamento saiu antes no Bandcamp; o físico veio depois. Primeira mulher indígena a levar o CCMA de Female Artist of the Year (2009) e o JUNO de Blues Album (Church House Blues, 2021), ela fundou a New Sun ao deixar a RCA Nashville.