4 de maio de 2026

The Isleys – The Isleys Live 1996

 

1 Work To Do 4:35
2 It’s Too Late
13:17
3 It’s Your Thing 3:07
4 Pop That Thang 3:36
5 Love The One You’re With
5:39
6 Lay Lady Lay
7:33
7 Lay Away 3:57
8.1 Ohio 13:09
8.2 Machine Gun
9 I Know Who You Been Socking It To 5:01
10 Turned You On/It’s Your Thing 8:24
11 Shout 7:39
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A Explosão do Funk-Soul
A Noite em que os Isley Brothers Incendiaram o Palco

Se você busca a definição de "groove" em estado puro, precisa mergulhar em The Isleys Live, um registro avassalador que destila o melhor do Rhythm & Blues, Soul e Funk setentista. Embora lançado em CD nos anos 90, o álbum captura a energia vulcânica de uma das bandas mais influentes da história da música negra americana.

O coração do disco bate forte com a guitarra distorcida de Ernie Isley e o vocal sedutor de Ronald Isley, que transformam clássicos como "It’s Your Thing" em hinos de liberdade rítmica. Um dos grandes momentos é a fusão épica de "Ohio/Machine Gun", onde o grupo une o protesto de Neil Young ao psicodelismo de Jimi Hendrix em mais de 13 minutos de puro êxtase instrumental. A versão de "It’s Too Late", de Carole King, ganha uma roupagem Soul tão profunda que redefine completamente a composição original.

Curiosidade: este álbum é um documento histórico da transição do grupo para o som "3+3", consolidando a entrada definitiva dos irmãos mais novos e de Chris Jasper na linha de frente criativa. Outro fato marcante é a presença de "Shout" entre os bônus, lembrando ao público que, antes de dominarem o Funk, eles já eram os reis do Rock and Roll e do Gospel.


3 de maio de 2026

Graham Nash – Now (2023)

 

01. Right Now
02. A Better Life
03. Golden Idol
04. Stars and Stripes
05. Love of Mine
06. Theme From Pastorale
07. In a Dream
08. Stand Up
09. Feels Like Home
10. Buddy’s Back
11. Follow Your Heart
12. I Watched It All Come Down
13. When It Comes to You
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Graham Nash: Now – Folk-Rock que Fala do Amor, da Vida e do Tempo!
O Now, sétimo álbum solo de Graham Nash, lançado em 19 de maio de 2023 pela BMG, é folk-rock quente, sincero e sem firulas. Sete anos depois do anterior, o disco traz 13 faixas que misturam confissões pessoais, reflexões políticas e um som leve que toca direto no coração.
Graham Nash (vocal, guitarra acústica e gaita) lidera o time com o produtor e tecladista Todd Caldwell (seu parceiro de turnê de longa data), os guitarristas Shane Fontayne e Thad DeBrock (com pedal steel e lap steel). 
Destaques: abertura romântica Right Now, a nostálgica Buddy’s Back (com harmonia de Allan Clarke) e a tocante When It Comes to You
O som é de violões, guitarras elétricas suaves, steel guitar chorosa e harmonias vocais cristalinas – tudo gravado com economia, emoção e aquela pegada clássica do CSN.
Curiosidade: o álbum foi gravado entre 2020 e 2022, e Nash declarou que é “o mais pessoal que já fiz na vida”. E o fato histórico: em Buddy’s Back, ele reúne pela primeira vez em muitos anos o vocal com Allan Clarke, seu parceiro dos Hollies desde 1962 – uma homenagem carinhosa a Buddy Holly, que inspirou o nome da banda deles.

David Crosby - If I Could Only Remember My Name 1971

 

1. Music Is Love  3:16
2. Cowboy Movie  8:02
3. Tamalpais High (At About 3)  3:28
4. Laughing  5:20
5. What Are Their Names  4:09
6. Traction In The Rain  3:40
7. Song With No Words (Tree With No Leaves)  5:53
8. Orleans  1:56
9. I'd Swear There Was Somebody Here  1:19
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Um mergulho cósmico: a viagem sonora de Crosby em 1971

Lançado em 1971, If I Could Only Remember My Name é o álbum solo mais emblemático de David Crosby, combinando folk, psicodelia e atmosferas etéreas em uma obra profundamente introspectiva.

Gravado com uma constelação de músicos da cena californiana — incluindo Jerry Garcia, Neil Young e Joni Mitchell — o disco se destaca pela fluidez quase improvisada. Faixas como “Laughing”, com vocais hipnóticos e guitarra delicada, “Cowboy Movie”, mais longa e elétrica, e “Song With No Words (Tree With No Leaves)”, marcada por harmonias vocais expansivas, revelam uma sonoridade única, guiada por jams e texturas vocais sobrepostas. O uso de afinações abertas e estruturas livres cria um clima onírico que atravessa todo o álbum.

Curiosidade: o disco nasceu em meio a um período emocionalmente intenso para Crosby, após perdas pessoais, o que influenciou diretamente seu tom contemplativo. Além disso, embora tenha tido recepção inicial discreta, o álbum foi reavaliado ao longo das décadas e hoje é considerado um clássico cult da era pós-The Byrds.

2 de maio de 2026

Taj Mahal & Phantom Blues Band – Time (2026)

 

1. Life Of Love
2. Wild About My Lovin’
3. Crazy About A Jukebox
4. Time
5. You Put The Whammy On Me
6. Talkin’ Blues
7. Sweet Lorene
8. Ask Me ‘Bout Nothing (But The Blues)
9. It’s Your Voodoo Working
10. Rowdy Blues
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Entre o Tempo e o Blues: 
Taj Mahal Ressuscita Groove Perdido em “Time” (2026)

O veterano Taj Mahal retorna com Time (2026), um álbum que mistura blues, soul e R&B com a naturalidade de quem ajudou a moldar esses gêneros ao longo de décadas.

Gravado originalmente em 2010 e lançado apenas agora, o disco reúne o mestre ao lado da Phantom Blues Band, com destaques para músicos como Johnny Lee Schell (guitarra), Larry Fulcher (baixo) e Tony Braunagel (bateria). 

Entre os momentos mais marcantes estão a faixa-título “Time”, composta por Bill Withers, a releitura cheia de metais de “Sweet Lorene” (associada a Otis Redding) e o groove contagiante de “Life of Love”. O álbum transita com elegância entre baladas soul, blues tradicional e toques de reggae, com arranjos ricos em sopros e backing vocals envolventes.

Curiosidade: “Time” quase se perdeu — era uma demo inédita de Withers, recuperada pelo produtor Steve Berkowitz com autorização da família do artista. Além disso, o lançamento marca uma espécie de reencontro histórico, já que Taj e a banda não gravavam juntos desde os premiados trabalhos do fim dos anos 1990.