13 de junho de 2026

Barry Goldberg - Two Jews Blues 1969

 

1. You're Still My Baby - 3:31
2. That's Alright Mama (Arthur Crudup) - 2:47  
3. Maxwell Street Shuffle - 2:35
4. Blues For Barry And... - 10:15
5. Jimi The Fox (Dedicated To Jimi Hendrix) - 3:27
6. A Lighter Blue - 2:45
7. On The Road Again (John Sebastian) - 2:00  
8. Twice A Man (Barry Goldberg, Roy Ruby) - 4:25    
9. Spirit Of Trane - 4:00
All songs by Barry Goldberg except where stated
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Barry Goldberg reuniu um verdadeiro “dream team” do blues-rock em Two Jews Blues (1969), criando um álbum curto, mas intenso, que se tornou um registro cult da era.

Com apenas 35 minutos, o disco mistura Chicago blues elétrico com soul e improvisações incendiárias, trazendo nomes lendários como Mike Bloomfield, Duane Allman e Harvey Mandel.

Lançado em 1969 pela Buddah Records, Two Jews Blues é um álbum de blues-rock visceral, gravado em estúdios de Los Angeles e Muscle Shoals. Barry Goldberg, conhecido por seu trabalho com Dylan em Newport e pela Electric Flag, assume aqui o papel de líder, ao lado de músicos que definiram o som da época.

  • Mike Bloomfield brilha em “Blues for Barry And...”, um blues lento de mais de dez minutos que se tornou o ponto alto do disco.

  • Duane Allman aparece em “Twice a Man”, adicionando sua guitarra lírica e inconfundível.

  • “Jimi the Fox”, dedicada a Jimi Hendrix, mostra a energia crua da formação, enquanto “Maxwell Street Shuffle” traz a gaita de Charlie Musselwhite em clima de jam autêntica.

  • O álbum ainda conta com Harvey Mandel em faixas como “A Lighter Blue” e “Spirit of Trane”, reforçando a diversidade de estilos e timbres.

Curiosidades

  • As gravações ocorreram em Paramount Studios (Hollywood) e Quin Ivy Studios (Muscle Shoals), locais que marcaram a história do blues e do soul.

  • Apesar da constelação de guitarristas, eles nunca chegaram a tocar juntos em uma mesma faixa — algo que muitos fãs lamentam até hoje.

Two Jews Blues é um retrato raro de uma época em que o blues-rock estava em plena ebulição. Vale ouvir com atenção e compartilhar suas impressões — cada faixa é um pedaço vivo da história da música.


12 de junho de 2026

Cheryl Arena - Blues Got Me 2003


 1. Blow My Blues Away - 4:20
 2. Love Gone Wrong - 3:43
 3. Shave It - 2:54
 4. Listen To What I Say - 4:42
 5. Blues Got Me - 6:27
 6. It Aint Right - 4:53
 7. About To Break My Heart - 2:47
 8. Living In The Moment - 3:07
 9. Baby - 2:59
10. Any Day Now - 2:24
11. He Aint No Prince - 4:27
12. You Better Change - 3:04
13. Grazing In The Grass - 3:58 
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Harmônica de Blues Got Me ainda sopra forte!
O Blues Got Me, de 2003, é aquele disco que mistura blues raiz com swing, guitarras assertivas e naipe de metais grandioso – puro veneno gostoso pro ouvido.Produzido pelo lendário Duke Robillard (que ainda mete a mão na guitarra em algumas), o álbum conta com uma banda afiadíssima: Matt Woodburn na guitarra matadora, Matt McCabe no piano classe A, Ted Bukowski no baixo e Michael Dunford na bateria, entre outros.
Destaques: “Baby” (cover do Little Walter), onde a harmônica dela grooveia leve, emotiva e com os horns empurrando tudo pra frente; “He Ain’t No Prince”, original esperta e cheia de atitude com piano que parece cena de filme noir; e “You Better Change”, cover onde a harpa explode feroz, girando como pião ao lado da guitarra incendiária.O som é exatamente isso: improvisos saborosos, arranjos criativos e aquela fusão que vai do cru ao sofisticado sem forçar.
Curiosidade: Duke não só produziu como reuniu uma banda de sete músicos pra dar corpo aos 13 faixas (sete delas originais dela). Cheryl, que mergulhou no blues em 1987 em Boston, hospedando jams históricas e dividindo palco com gente tipo Charlie Musselwhite e Duke, transformou esse trabalho no seu cartão de visitas definitivo – e ele ainda abre porta em show até hoje.

Beth Hart - Live At The Royal Albert Hall 2018

 

Disc 1
1. As Long As I Have A Song (Hart) 2:42
2. For My Friends (Withers Jr.) 4:20
3. Lifts You Up (Hart, Sutton, Thiele) 3:56
4. Close To My Fire (Popp, Hoppe) 5:29
5. Bang Bang Boom Boom (Hart, Westberg) 4:26
6. Good As It Gets (Hart) 4:40
7. Spirit Of God (Hart) 5:04
8. Baddest Blues (Hart) 6:01
9. Sister Heroine (Hart, Westberg) 7:00
10. Baby Shot Me Down (Hart) 3:32
11. Waterfalls (Hart, Nichols, Lilly, Wolf) 5:39
12. Your Heart Is As Black As Night (Gardot) 6:09

Disc 2
1. Saved (Leiber, Stoller) 4:30
2. The Ugliest House On The Block (Hart) 5:54
3. Spiders In My Bed (Hart) 4:57
4. Take It Easy On Me (Hart, Westberg) 6:32
5. Leave The Light On (Hart, Leiber) 5:58
6. Mama This One's For You (Hart) 4:11
7. My California (Hart, Westberg) 6:21
8. Trouble (Hart) 5:31
9. Love Is A Lie (Hart) 3:21
10. Picture In A Frame (Hart) 4:43
11. Caught Out In The Rain (Hart, House) 9:56
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Live at the Royal Albert HallBeth Hart transformando Londres em um templo de blues rock
Em 4 de maio de 2018, Beth Hart subiu ao palco do lendário Royal Albert Hall e gravou um show que virou álbum duplo: Live at the Royal Albert Hall. É blues rock visceral, soul profundo e momentos de piano intimista, tudo capturado ao vivo com a força bruta e a emoção que só ela entrega.
A banda era compacta e afiada: Beth Hart nos vocais, piano, guitarra acústica e baixo acústico; Jon Nichols nas guitarras elétrica e acústica com backing vocals; Bill Ransom na bateria e percussão; e Bob Marinelli no baixo. 
Destaques: “As Long As I Have A Song”, o groove pesado de “Baddest Blues” e a épica “Caught Out In The Rain”, com quase 10 minutos de pura catarse. O som é cru, cheio de improvisos naturais, dinâmica que varia do sussurro ao grito e aquela conexão direta com o público que faz o auditório de 5 mil pessoas parecer um barzinho lotado.
Curiosidade: o disco foi gravado durante a Fire on the Floor Tour, no mesmo ano em que Beth lotou o Royal Albert Hall, e lançado em 30 de novembro de 2018 pela Provogue em CD duplo, Blu-ray, DVD e vinil. Críticos e fãs destacam como ela transformou o grandioso teatro em um clima de clube íntimo, com voz que emociona do início ao fim.

Tommy Moore Band - Hard Yards 2026

 

1. Unnecessarily In Love With You (4:20)
2. Cafe D'Artist (3:50)
3. Wind Shakes (4:00)
4. Nothing But You (3:35)
5. Hard Yards (5:32)
6. Burn This Bitch (5:28)
7. Bermuda Blues (3:24)
8. Get Some (5:29)
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Hard Yards: blues que dá trabalho e entrega alma sem dó!
Blues soulful, direto no osso, com baixo que pulsa e guitarra que conversa, para tudo e bota Hard Yards do Tommy Moore Band pra tocar. Lançado em maio de 2026, o disco é puro blues energético, daqueles que misturam groove irlandês com o swing da cena espanhola – cru, dançante e cheio de feeling.
Tommy Moore comanda tudo no baixo elétrico e vocais, Sergio Novo solta fogo na guitarra elétrica e Cote Calmet segura a bateria com precisão cirúrgica. 
Destaques: “Hard Yards”, com seu balanço incansável, “Burn This Bitch”, que explode de energia, e “Cafe D’Artist”, cheia de swing e personalidade. O som é quente: improvisos saborosos, baixo que carrega o peso e uma fusão natural que faz o corpo mexer do começo ao fim.
Curiosidade: o álbum é o resultado de dez anos tocando ao lado de heróis do blues da Irlanda e da Espanha, depois que Tommy se mudou pra Granada e mergulhou na cena local. Foi lançado em parceria com o Dr. Salsas – uma edição especial “engarrafa” o disco junto com molhos picantes, tipo mango habanero, pra combinar com o tempero do som.