17 de agosto de 2026

The Guess Who - Live At The Paramount 1972 (2000)

 

1. Pain Train (Burton Cummings, Kurt Winter) - 7:00
2. Albert Flasher (Burton Cummings)  - 2:59
3. New Mother Nature (Burton Cummings)  - 4:26
4. Runnin' Back to Saskatoon (Burton Cummings, Kurt Winter) - 6:52
5. Rain Dance (Burton Cummings, Kurt Winter) - 2:53
6. These Eyes (Randy Bachman, Burton Cummings) - 4:29
7. Glace Bay Blues (Don McDougal, Blair MacLean, Gary MacLean) - 3:19
8. Sour Suite (Burton Cummings) - 3:58
9. Hand Me Down World (Kurt Winter) - 3:53
10.American Woman (Burton Cummings, Jim Kale, Garry Peterson, Randy Bachman) - 16:53
11.Truckin' Off Across the Sky (Burton Cummings, Kurt Winter, Jim Kale, Garry Peterson, Don McDougal) - 7:21
12.Share the Land (Burton Cummings) - 4:46
13.No Time (Randy Bachman, Burton Cummings) - 6:06
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Seattle 1972: o show que transformou os Guess Who em máquina de rock ao vivo

Live at the Paramount é o álbum ao vivo de rock dos Guess Who gravado em 22 de maio de 1972 no Paramount Theatre de Seattle e relançado em 2000 pela Buddha com 13 faixas e 75 minutos de pura energia.

Com Burton Cummings nos vocais, piano, flauta e harmônica, Kurt Winter e Don McDougal nas guitarras solo (ataque duplo que define o som ao vivo da banda), Jim Kale no baixo e Garry Peterson na bateria, o disco explode em “American Woman” (quase 17 minutos de jam blues-rock alucinante), “Pain Train” (com solo de Winter que corta como faca) e “Sour Suite” (vitrine de Cummings no piano e voz). 

A instrumentação mistura rock pesado, blues improvisado e groove canadense, com as duas guitarras se enfrentando e Cummings no auge. 

Curiosidade: foi o primeiro disco com McDougal (que entrou no meio da turnê) e o último com Kale. As gravações usaram só a primeira das duas noites planejadas (a segunda foi descartada) e o produtor Jack Richardson captou o show completo. 

O álbum original de 1972 chegou ao top 40 da Billboard e a versão 2000 trouxe hits que não cabiam no vinil, como “These Eyes” e “No Time”.

16 de agosto de 2026

Bear McCreary – The Singularity: Ekleipsis (2026)

 

01 – Overture II
02 – Our Kingdom (feat. Alissa White-Gluz & Brendan McCreary)
03 – The Chandelier (feat. Patrick Stump)
04 – Black Box (feat. Joe Duplantier & The Mystery Of The Bulgarian Voices)
05 – Kill Us Anyway (feat. Brendan McCreary)
06 – Sweet Misery (feat. Claudio Sanchez & Tim Henson)
07 – Blueshift (feat. Steve Vai, Tim Henson & Brendan McCreary)
08 – Alexandria (feat. Raya Yarbrough & Guthrie Govan)
09 – Pray for a Storm (feat. Stewart Copeland & Brendan McCreary)
10 – Supernova (feat. N.T. Bullock)
11 – Cool Kids (feat. Slash, Duff McKagan, Chad Smith & Brendan McCreary)
12 – Shades of Gray (feat. Brendan McCreary)
13 – The Elephant’s Foot (feat. Jens Kidman)
14 – One Fine Day (feat. Slash & Brendan McCreary)
15 – I Forever (feat. Brendan McCreary)
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Ekleipsis chega como o segundo capítulo da saga metal de Bear McCreary, o compositor de God of War e The Walking Dead que transformou suas ideias em um prog-metal orquestral tripante e cinematográfico.

Com o irmão Brendan McCreary no comando dos vocais em metade das faixas e como coautor e produtor, o disco reúne um time de peso: Alissa White-Gluz em “Our Kingdom”, Joe Duplantier e o coro The Mystery of the Bulgarian Voices em “Black Box”, Slash, Duff McKagan e Chad Smith em “Cool Kids”, além de Steve Vai, Tim Henson, Stewart Copeland e Jens Kidman. 

As guitarras afiadas de Vai e Henson disparam em “Blueshift”, um hino sombrio e peppy, enquanto “Black Box” mistura a voz gutural de Duplantier com o canto búlgaro em uma majestade dissonante, e “Cool Kids” martela riffs antemáticos nascidos de uma sessão de estúdio. A instrumentação funde orquestra sinfônica, metal progressivo e cores folk, com improvisações e colaborações que dão ao álbum um caráter épico e pessoal.

Durante a gravação de “Pray for a Storm”, McCreary e Stewart Copeland entraram no estúdio sem nenhuma ideia prévia, apenas para capturar energia e transformar os trechos em música. O disco foi lançado em 31 de julho de 2026 e estreou no Wacken Open Air, com “Our Kingdom” virando o hino oficial do festival.

The Shaka Brothers - Blues Blood 2011

 

1. Peach Tree Blues
2. Sugar Mama
3. Prowling Groundhog # 1
4. Got The Blues So Bad
5. Cold Chills
6. Cow Cow Blues
7. Send You Back To Houston
8. Drinkin' Woman
9. N.O. Streamline
10. Crawdad Song
11. Bumble Bee
12. Prowling Groundhog # 2
13. John The Revelator
14. Found True Love
15. Sweet Leg Girl
16. Shake 'em On Down

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Quando Dois Irmãos Revivem a Alma Acústica do Delta

Blues Blood, lançado em 2000 pelos Shaka Brothers, é um mergulho direto no blues acústico delta, com guitarra e gaita em estado puro. 

Tom Shaka no vocal e violão acústico e Bill Shaka na gaita e vocal formam a base desse duo que entrega treze faixas de estúdio honestas e intensas, sem firulas, mantendo a tradição viva com elegância e força. 

Faixas como Peach Tree Blues, Prowling Groundhog e Shake ’em On Down brilham com a instrumentação enxuta, improvisos naturais e a química familiar, enquanto as gravações ao vivo no Downtown Bluesclub de Hamburgo trazem Louisiana Red no slide elétrico e Honeyboy Edwards no violão e vocal, elevando o clima de autenticidade. 

A curiosidade da formação está na gravação das faixas de estúdio em abril de 2000 no Eject Studio, em Handeloh, Alemanha, onde os irmãos capturaram essa performance poderosa e criativa sem perder a coolness. 

Os trechos ao vivo contam com a participação especial de dois lendários do blues, Louisiana Red e Honeyboy Edwards, selando o encontro de gerações no mesmo disco.

15 de agosto de 2026

John Lee Hooker – The Real Folk Blues [Chess Records 75 Anniversary Series] (2026)

 

1. Let's Go out Tonight
2. Peace Lovin' Man
3. Stella Mae
4. I Put My Trust in You
5. I'm in the Mood
6. You Know, I Know
7. I'll Never Trust Your Love Again
8. One Bourbon, One Scotch, One Beer
9. The Waterfront
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O boogie que ainda queima as veias 60 anos depois

The Real Folk Blues, de John Lee Hooker, é o puro blues elétrico de Chicago capturado em maio de 1966 nos estúdios da Chess: um disco de sessões novas, não uma mera coletânea, que explode com a voz grave e a guitarra hipnótica do rei do boogie. 

Hooker toca e canta no comando absoluto, acompanhado de perto pelo guitarrista de Detroit Eddie Burns (amigo de longa data) e pelo pianista e organista Lafayette Leake, formando a espinha dorsal de um som cru e espontâneo. 

Faixas como “One Bourbon, One Scotch, One Beer”, “Stella Mae” e “I’m in the Mood” mostram o mestre reescrevendo o próprio legado: riffs de guitarra que dançam no limite do improviso, piano que empurra o groove pra frente e aquela cadência irregular que só ele consegue. 

O disco mistura boogie acelerado e blues lentos e cortantes, com Hooker inventando no momento, retrabalhando canções antigas e criando outras na hora, exatamente como era ao vivo. 

Na gravação, ele chegou espontâneo como sempre e transformou o estúdio em palco, improvisando sem rede. E este foi o único álbum da série Real Folk Blues da Chess feito de sessões inéditas, enquanto os de Muddy Waters e Howlin’ Wolf eram coletâneas de singles antigos.  

Joan Osborne – Dylanology (2025)

 

1. “Spanish Harlem Incident”
2. “Highway 61 Revisited”
3. “Rainy Day Women #12 & 35”
w/ Jackie Greene 

4. “Ballad Of Hollis Brown”
w/ Jackie Greene & Robert Randolph
5. “Buckets Of Rain”
w/ Amy Helm
6. “Masters Of War”
7. “Tonight I’ll Be Staying Here With You”
w/ Jackie Greene
8. “High Water (For Charley Patton)”
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O show ao vivo um tributo a Dylan

Dylanology, de Joan Osborne, é o álbum ao vivo de rock e folk-rock que reimagina clássicos de Bob Dylan com energia de palco e arranjos cheios de fogo. 

Joan Osborne lidera a banda de estrada com os guitarristas Jack Petruzzelli e Andrew Carillo, o tecladista Keith Cotton, o baixista Richard Hammond e o baterista Aaron Comess. 

Faixas como “Highway 61 Revisited”, “Ballad of Hollis Brown” (com Jackie Greene no órgão e Robert Randolph no lap steel) e “Buckets of Rain” (em dueto com Amy Helm) ganham camadas de guitarras gêmeas, teclados e grooves que empurram os temas pra um território blues-rock intenso. 

O disco captura um show de 2018 da turnê que seguiu o álbum de estúdio Songs of Bob Dylan, com convidados especiais que adicionam tempero e improvisação ao vivo. 

Osborne encontrou as fitas nos arquivos anos depois e decidiu lançar porque o som estava tão forte que merecia sair do baú. E a gravação aconteceu no Tarrytown Music Hall, durante a turnê especial com esses músicos lendários.