10 de julho de 2026

Steve Gannon Band - '52 Ford - 2002

 

 1. Just Can't Leave You Alone - 3:40
 2. Baby Loves To Dance - 4:12
 3. One For Sonny - 2:51
 4. Key To The Highway - 3:25
 5. Down At The Deluxe Inn - 4:53
 6. Ten Years Gone By - 3:37
 7. Drown In MY Own Tears - 8:14
 8. Leah's Tune - 6:07
 9. '52 Ford - 3:10
10. So Many Roads - 6:23
11. Feel Like Crying - 3:26
12. Ain't Coming Back No More - 2:42
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Steve Gannon e sua banda revivem o blues antigo de Oakland com alma e slide afiado

O álbum '52 Ford (2002), do Steve Gannon Band, é um disco de blues clássico e R&B antigo gravado em Oakland, na Califórnia, que captura a essência do blues tradicional com um toque autêntico e relaxado. Londonense radicado nos EUA desde 1982, Steve Gannon entrega vocais down-home e guitarra rítmica precisa, apoiado por uma banda que evoca o som dos velhos bares e pianos barrelhouse.

A formação traz Steve Gannon na guitarra, vocais e slide; Kelvin Dixon na bateria (com brushes e vocais em uma faixa); Willie Riser no baixo upright slapped; e Chris Burns no piano barrelhouse

Destaques: Leah’s Tune”, instrumental com slide dedicado a Sonny Rhodes que brilha como o ponto alto do disco; a longa e emotiva “Drown in My Own Tears” (mais de 8 minutos de blues profundo); e a animada “Baby Loves to Dance”. O som se caracteriza pelo feel old-time, com piano quente, baixo pulsante, bateria leve e toques de improvisação que mantêm tudo solto e cheio de groove autêntico.

Gravado para celebrar os 20 anos de Gannon em Oakland, o disco conta com participações vocais de Kelvin Dixon e da cantora Ms. Dee em faixas específicas. Gannon, veterano que tocou com lendas como Jimmy McCracklin, Sugar Pie DeSanto e Sonny Rhodes, assina composições próprias e entrega um tributo sincero ao blues raiz que conquistou elogios na Living Blues e na Juke Blues.

9 de julho de 2026

Cactus – Temple of Blues: Influences and Friends (2024)

 

1. Parchman Farm (feat. Joe Bonamassa & Billy Sheehan) (03:06)
2. Bro. Bill (feat. Randy Jackson, Randy Pratt, & Bob Daisley) (04:50)
3. Guiltless Glider (feat. Bumblefoot & Phil Soussan) (06:12)
4. Evil (feat. Dee Snider & dUg Pinnick) (03:17)
5. One Way…Or Another (feat. dUg Pinnick & Ted Nugent) (05:09)
6. Alaska (feat. Johnny A. & Tony Franklin) (03:45)
7. No Need To Worry (feat. Jorgen Carlsson & Warren Haynes) (06:13)
8. Oleo (feat. Steve Stevens & Billy Sheehan) (04:03)
9. Big Mama Boogie (feat. Pat Travers & James Caputo) (06:18)
10. You Can’t Judge A Book By The Cover (05:26)
11. Rock N’ Roll Children (feat. Britt Lightning, Vernon Reid, & Rudy Sarzo) (06:25)
12. Let Me Swim (feat. Doug Aldrich & Marco Mendoza) (04:27)
13. Restrictions (feat. Ty Tabor & Phil Soussan) (06:16)
14. Long Tall Sally (feat. Mark Stein & Fernando Perdomo) (05:09)
15. Guiltless Glider (Bonus Track) (feat. Tim “Ripper” Owens) (06:12)
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Cactus Chama os Gigantes do Rock para uma Festa de Blues Explosiva!
O álbum do Cactus, Temple of Blues – Influences & Friends (2024), liderado pelo lendário baterista Carmine Appice, o disco revisita os clássicos da banda em uma abordagem moderna e roqueira do blues tradicional, reunindo uma galera que cresceu ouvindo Cactus como grande influência.
Com Appice na bateria em todas as faixas, Jim McCarty na guitarra, Jim Stapley nos vocais, guitarra e harmônica, Jim Caputo no baixo e Artie Dillon na guitarra (incluindo turnês), o álbum ganha ainda mais força com participações de peso. 
Destaques: “Parchman Farm” (com Joe Bonamassa e Billy Sheehan), “Evil” (com Dee Snider e dUg Pinnick) e “Long Tall Sally” (com Mark Stein e Fernando Perdomo). O som é puro blues-rock poderoso: guitarras afiadas, vocais cheios de atitude e uma fusão vibrante entre o tradicional e o rock moderno, com jams cheios de energia e colaborações que elevam cada faixa.
Curiosidade: Appice decidiu fazer o disco depois de ouvir de vários amigos famosos o quanto Cactus os influenciou — ideia que ganhou força com o incentivo do presidente da Cleopatra Records. Além disso, o álbum traz participações de lendas que cresceram com a banda, como Dee Snider (que afirma soar como o vocalista original Rusty Day) e dUg Pinnick, reforçando o legado do grupo formado em 1970 por Appice e Tim Bogert.

Blood Brothers – Help Yourself (2025)

 



01. Help Yourself (Zito)
02. Can’t Be A Prophet (Castiglia)
03. Alive (Zito)
04 . Soulard Serenade (Zito, Castiglia, Sutherland, Stephens, Hangen, Johnson)
05. Low Down (J.J. Cale)
06 . The Best I Can (Zito, Castiglia)
07. Prove My Love (Zito)
08 . Ol’ Victrola (Castiglia)
09 . Running Out Of Time (Zito)
10. Do What You Gotta (Castiglia)
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Blood Brothers Servem Blues-Rock Puro e Explosivo no Segundo Round!
Segundo álbum de estúdio do supergroup Blood Brothers, Help Yourself (2025), é daqueles que chega direto no ponto. Formado pelos pesos pesados Mike Zito e Albert Castiglia, o disco entrega blues-rock contemporâneo carregado de soul e rock, gravado ao vivo no estúdio para capturar toda a química e o fogo de um show real.
Com Zito e Castiglia trocando vocais e guitarras afiadas, ao lado de Scot Sutherland no baixo, Lewis Stephens nos teclados e a bateria dupla de Matt Johnson e Ray Hangen, o álbum não tem ponto fraco. 
Destaques: “Can’t Be A Prophet”, um blues pessoal e funky sobre o ego de ser rockstar; “The Best I Can”, uma balada sultry cheia de influência soul sobre superação amorosa; e “Ol’ Victrola”, uma carta de amor ao rock antigo com nomeações de lendas e pegada honky-tonk pesada. O instrumental “Soulard Serenade”, no meio do disco, é um jam de seis minutos que passeia por mudanças de estilo e tom, criando uma jornada emocional com arco claro e groove irresistível.
Curiosidade: o álbum foi gravado ao vivo no Shock City Studios, em St. Louis, exatamente como Zito descreveu: “foi ótimo capturar a banda ao vivo no estúdio, igual no palco”. Além disso, é o segundo disco do duo na Gulf Coast Records — selo que carrega o DNA blues-rock de Zito —, trazendo ainda um cover de “Low Down”, de J.J. Cale, e reforçando a força dessa parceria que já lota shows por onde passa.

8 de julho de 2026

The Lol Williams Band - A Case For Some Blues 2016

 

1. Night Time Is The Right Time - 5:19
 2. I'm Steady Holding On - 6:21
 3. I Don't Need No Doctor - 4:58
 4. I Don't Need No Doctor - 7:49
 5. Big Fat Mama - 5:45
 6. I Can't Quit You Baby - 7:06
 7. Going Down - 7:55
 8. Gonna Tell Your Mother - 5:02
 9. High Heel Sneakers - 4:52
10. You Made Me So Very Happy - 4:28
11. Ta Ta Ya Baby - 6:10
12. Hold On I'm Coming - 4:31
13. Cross Road Blues - 5:31
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Lol Williams entrega blues cru e eletrizante ao vivo em sessão explosiva

O álbum A Case For Some Blues (Live & Raw), do Lol Williams' Tobacco Dock Bluesbusters, lançado em 2016 pela Prestige Elite, é um registro ao vivo cru e eletrizante que captura a essência autêntica do blues elétrico e R&B em toda a sua intensidade de clube fumacento. 

Com energia bruta e sem filtros, o disco mergulha o ouvinte em jams apaixonados e grooves irresistíveis.Lol Williams lidera com vocais soulful e guitarra magistral, apoiado por uma banda apertada que inclui Ed Bentley no Hammond organ e guitarristas como Jim Mullen e Stevie Paul em uma formação supergrupo. 

Destaques: “Night Time Is The Right Time”, as duas versões intensas e estendidas de “I Don’t Need No Doctor” cheias de improvisação, e o poderoso “Going Down”, que explode em grooves pesados. O som se caracteriza pela atmosfera crua ao vivo, solos incendiários de guitarra, órgão Hammond pulsante e uma banda que equilibra baladas emocionais com grooves dançantes e enérgicos.

Gravado em sessão ao vivo que preserva o feeling autêntico de apresentação, o álbum reflete a paixão da banda em estado bruto. 

Curiosidade: trata-se de um supergrupo com talentos consolidados da cena blues e R&B britânica, como Ed Bentley e os guitarristas convidados, entregando uma experiência que transporta direto para o coração do blues clássico ao vivo.

Thin Lizzy - "Vagabonds Of The Western World" 1973

 

CD 1
01. Mama Nature Said (4:55)
02. The Hero And The Madman (6:11)
03. Slow Blues (5:17)
04. The Rocker (5:15)
05. Vagabond Of The Western World (4:47)
06. Little Girl In Bloom (5:16)
07. Gonna Creep Up On You (3:30)
08. A Song For While I'm Away (5:15)
09. Randolph's Tango (3:51)
10. Broken Dreams (4:29)
11. The Rocker (Single) (2:44)
12. Here I Go Again (3:56)
13. Cruising In The Lizzymobile (4:10)
14. Little Darling (2:58)
15. Sitamoia (3:23)
16. Slow Blues (4:46)
17. Randolph's Tango (3:24)
18. Whiskey In The Jar (3:43)

CD 2
01. The Rocker (Live) (6:08)
02. Things Ain't Working Out Down At The Farm (Live) (7:53)
03. Slow Blues (Live) (8:03)
04. Gonna Creep Up On You (Live) (3:48)
05. Suicide (Live) (4:32)
06. Vagabond Of The Wertern World (Live) (4:30)
07. Gonna Creep Up On You (Live) (3:25)
08. Little Girl In Bloom (Live) (4:44)
09. Sitamoia (Live) (3:47)
10. Little Darling (Live) (3:09)
11. Slow Blues (Live) (5:35)
12. Showdown (Llive) (4:15)
13. Black Boys On The Corner (Live) (4:13)
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O Disco que Fechou um Capítulo e Abriu o Caminho para a Lenda do Thin Lizzy
Em setembro de 1973, o Thin Lizzy lançou Vagabonds of the Western World, seu terceiro álbum de estúdio e último pela Decca Records. Um trabalho vibrante de hard rock e blues rock que mistura riffs potentes, baladas emotivas e toques de herança irlandesa, marcando uma evolução clara na sonoridade da banda.
Formação: Phil Lynott no baixo e vocais, Eric Bell na guitarra e vocais, e Brian Downey na bateria e percussão — entrega uma performance coesa e cheia de atitude. 
Destaques: “The Rocker”, o primeiro grande clássico da banda com seu riff incendiário e energia crua; “Little Girl in Bloom”, uma balada poética e impecável que revela o lirismo de Lynott; e “Mama Nature Said”, que abre o disco com o slide guitar expressivo de Eric Bell. O som se destaca pela produção mais madura, riffs afiados, dinâmicas que vão do pesado ao delicado e transições que misturam hard rock com elementos blues e folk de forma natural e impactante.
Gravado entre abril e julho de 1973 nos estúdios AIR e Decca 4, em Londres, o álbum ganhou mais tempo e recursos graças ao sucesso surpresa do single “Whiskey in the Jar”. Foi o último disco com Eric Bell, que deixou a banda logo depois, permitindo que Lynott e Downey reagrupassem forças para a fase seguinte. A capa, assinada por Jim Fitzpatrick, foi a primeira de uma longa parceria que definiria a identidade visual do Thin Lizzy por décadas.