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16 de outubro de 2026

Damian Coen - Six Lane Highway

 

1. Livin' in the Present - 3:33
 2. Bald Faced Stag - 4:31
 3. Hollow Advice - 3:50
 4. That's the Only Stuff We Play - 4:51
 5. Birthday Blues - 3:07
 6. Six Lane Highway - 4:36
 7. Feels Like I'm Back Home - 3:12
 8. The Moment You Arrived - 4:33
 9. Sydney City Rag - 2:48
10. Grease On the Government - 4:35
11. Prison Dog - 3:23
13. Do the Mudstep - 3:34
14. Comin' Back - 3:47
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O disco solo de 2004 em que Damian Coen voltou com gaita, 
jug band e letra de Sydney

Six Lane Highway, de Damian Coen, saiu em 2004: blues e roots acústico australiano, quatorze faixas, cerca de 54 minutos, a primeira coletânea de originais dele. A CD Baby destacou o disco na capa em 27 de março daquele ano, misturando dixieland, jug band, ragtime e blues.

Coen canta e toca gaita. No disco entram Damon Davies na guitarra e nas harmonias, Chris O’Connor na guitarra, Marcus Holden no violino, Donny Hopkins nos teclados, Adam Barnard na bateria e no washboard, Elizabeth Frencham no baixo. A resenha do Green Left, de Norm Dixon, ainda cita Carolyn “Cazbo” Johns na tuba e no jug. Vários já tinham passado por bandas de Mic Conway. Dixon isola “That’s the Only Stuff We Play”, que reclama de pub, cover band e máquina de poker; “Sydney City Rag”, sobre a cidade, smog e praia suja; “I Heard the Sky Explode”, no estilo delta, sobre floresta, poluição e comércio de armas; e “Grease on the Government”, ligada ao caso de Tim Anderson e ao atentado do Hilton Hotel em 1978. As quatorze músicas são de Coen, escritas ao longo de uns quinze anos.

Ele fundou o Mudsteppers com Davies no fim dos anos 1980 e fez a dupla Red Belly Blues com O’Connor. Abriu para Charlie Musselwhite, John Hammond e James Cotton, tocou no East Coast Blues & Roots e no National Folk Festival, e apareceu no Find My Way de Paul Brasch, de 1998, na Burnside. O disco de 2004 saiu via Black Market Music e ganhou a página da CD Baby em março.

Se gostou, veja também o trabalho dele com os Mudsteppers e com Damon Davies. Six Lane Highway circula desde 2004 — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify



19 de setembro de 2026

Bobby 'BlackHat' Walters - You Changed Your Mind Again 2007–2008

 

 1. You Changed Your Mind Again - 3:38
 2. Put On Your Red Shoes - 5:10
 3. No Room For You - 4:32
 4. Help Me - 4:59
 5. Nursery Rhyme Shuffle - 4:18
 6. Please Give Me A Clue - 5:14
 7. Out Late With The Devil - 2:42
 8. I Hear Mama's Voice - 6:11
 9. Grim Reaper - 6:34
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Chapéu preto, gaita da Virgínia

You Changed Your Mind Again, de Bobby “BlackHat” Walters, é blues elétrico de gaita — nove faixas gravadas na Virgínia, entre shuffle que puxa o pé e blues lento de fundo de poço. 

Walters, nascido em Cleveland, sopra e canta; Larry Berwald puxa a guitarra (e o slide), Mark Hopkins entra no violão, Von Jose Roberts no baixo, Tommy Fisher no teclado, Marty Germain na bateria e Jackie Scott nos vocais de apoio.

Na rádio WMRA, Greg Versen destaca a faixa-título que abre o disco para a pista, o slide de Berwald em Put On Your Red Shoes e o Help Me de Sonny Boy Williamson, que o grupo empurra para o gut-bucket. 

I Hear Mama’s Voice é o ponto em que a resenha polonesa da Blues PL para o disco: gaita clássica dos anos 50 e 60, sem solo de rock, com o blues lento no centro.

O disco saiu pela G.E.M.S. Recording & Production. Walters só foi com a gaita para valer depois de se aposentar da Guarda Costeira e estudar com Dennis Gruenling, Phil Wiggins, Johnny Sansone e Allen Holmes.

A gravação juntou músicos da Virgínia num conjunto de formação clássica, sem harmônica fusion. 

O álbum circula como lançamento de 2007–2008, e I Hear Mama’s Voice voltaria em 2012 como Song of the Year no Blewzzy Award.

Se gostou, põe o disco pra tocar agora, deixa um comentário no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ — no e no Spotify: https://open.spotify.com/artist/3E5AImdRpIn3yCgfkT6Ip4


16 de setembro de 2026

Chain - Towards The Blues (1971)

 

01 - Thirty Two-Twenty Blues
02 - Snatch it Back and Hold It
03 - Boogie
04 - Booze is Bad News Blues
05 - Albert Gooses Gonna Turn The Blues Loose
06 - Black and Blue
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Melbourne geme, blues no osso

Toward the Blues, lançado em setembro de 1971 pela Infinity (Festival), é blues elétrico australiano da formação clássica da Chain: Matt Taylor no vocal e na gaita, Phil Manning na guitarra, Barry “Big Goose” Sullivan no baixo e Barry “Little Goose” Harvey na bateria. 

Gravado nos T.C.S. Studios, em Melbourne, com produção da própria banda e de John Sayers.O LP abre com “32/20”, de Robert Johnson, e “Snatch It Back and Hold It”, de Junior Wells; no meio vem o jam de dez minutos “Boogie” e o instrumental “Albert Gooses Gonna Turn the Blues Loose”. 

Fecha com “Black and Blue”, o compacto que chegou ao 12º lugar no Kent Music Report em maio — a versão do disco foi recortada no estúdio para acompanhar o fluxo do álbum, porque o single tinha sido gravado antes, em Sydney. 

Capa gatefold de Ian McCausland; a primeira prensagem saiu com a foto interna invertida.O álbum atingiu o 6º lugar no Kent e está em 100 Best Australian Albums (2010). A ARIA o certificou ouro. A reedição de 30 anos (2001) acrescentou um “s” ao título e os compactos “Judgement” e “Blow in D”.

29 de agosto de 2026

John Hammond - Frogs For Snakes 1981

 


Lado A
1. You Don't Love Me (Willie Cobb) — 3:20
2. Got To Find My Baby (Jacob) — 3:26
3. Step It Up And Go (Fuller Allen) — 2:25
4. Fattening Frogs For Snakes (Williamson) — 2:10
5. Gypsy Woman (McKinley Morganfield) — 3:03
6. Key To The Highway (Bill Broonzy) — 3:00

Lado B
1. My Baby Left Me (Arthur Crudup) — 2:43
2. Louisiana Blues (McKinley Morganfield) — 4:07
3. Mellow Down Easy (Walter Jacobs) — 3:12
4. Your Funeral And My Trial (Williamson) — 2:46
5. Mellow Peaches (Joe Williams) — 3:22
6. Gone So Long (Burnett) — 4:26
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O blues de Nova York que John Hammond Jr. gravou no Skyline

Frogs for Snakes, de John Hammond Jr., saiu em 1981 pela Rounder Records como blues de gaita, country blues e blues elétrico em doze regravações do repertório clássico. 

É o som de um intérprete que trata Willie Cobb, Muddy Waters, Sonny Boy Williamson e Big Bill Broonzy como matéria viva, não como museu.

Hammond canta, toca guitarra e gaita no centro; Sherman Holmes segura o baixo, Charles Otis a bateria, Kyril Bromley o piano e “Washboard Chaz” Leary o washboard. “You Don’t Love Me”, de Willie Cobb, abre o disco com energia leve; “Fattening Frogs for Snakes” e “Your Funeral and My Trial” puxam Sonny Boy Williamson; “Louisiana Blues” e “Gypsy Woman” vão a Muddy Waters; “Key to the Highway” a Broonzy; “Mellow Down Easy” a Little Walter. 

O que define o álbum é a troca de pele: faixas de banda nova-iorquina ao lado de momentos mais secos, gaita e washboard no lugar da parede elétrica, slide e dobro quando o Delta pede espaço. 

A curiosidade da sessão está no endereço: Skyline Studios, em Nova York — o mesmo chão em que Hammond tinha gravado Mileage dois anos antes.

O encarte da edição francesa crava o estúdio e a equipe de Paul Wickliffe no gravador. O título do LP vem da própria canção de Sonny Boy Williamson que dá nome ao lado A: engordar sapo para cobra, o aviso antigo de quem trabalha para os outros.

17 de agosto de 2026

Black Cat Bone Blues Band - Blues Italiano 2011

 

1. Blues Italiano
2. Espresso 924
3. Tempi Duri
4. Pulizia Polizia
5. I Miss Your Hills
6. Padrone Mio
[7. Shame On You
8. Blues Con Le Mani
9. Calaggio Saxophone
10. Jesus Tornera’
11. Il Cuore E Quello Che Ho
12. Never
13. Blues & Soldi
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Quando o blues de Chicago fala italiano e faz 
o coração bater no ritmo de Puglia

Blues Italiano, de 2011, da Black Cat Bone Blues Band, é um disco de electric blues e Chicago blues cantado quase todo em italiano, com a harmonica e a guitarra elétricas no centro de um som direto e autêntico.

Liderados por Gennaro Carrillo na voz, nas harmônicas, no cajon e no frottoir, a formação traz Gianni Di Ruvo nas guitarras elétrica e semiacústica, Nunzio Dragonetti no piano acústico e elétrico, órgão e vocais de apoio, Claudio De Palo no baixo elétrico e Mirco Dal Barco na bateria, com participações de Tiziano Galli e Paola Imposimato. 

Faixas como a título “Blues Italiano”, “Espresso 924” e “Il Cuore E Quello Che Ho” mostram o peso da harmonica de Carrillo, os solos de guitarra de Di Ruvo e o groove de piano e órgão de Dragonetti, tudo costurado num clima de jam session apertada que soa fresco e vivo. 

A banda, fundada em 1982 em Puglia por Carrillo e reorganizada em 1992 em Milão com Di Ruvo, chegou a este álbum com quase três décadas de estrada, já tendo aberto shows para nomes como Louisiana Red e Billy Branch nos principais festivais italianos e europeus.

O projeto nasceu da decisão consciente de cantar o blues na língua própria, como a própria faixa-título deixa claro ao declarar que “Chicago non è Milano”. Em 2011, com 29 anos de atividade, a Black Cat Bone Blues Band lançava assim um dos raros discos italianos de Chicago blues quase inteiramente em italiano.

12 de agosto de 2026

Big Bat Blues Band - Haze Hot Blues 2012

 

1. Out
2. By My Side
3. Go Go Go
4. Condition Of Living
5. Nine Sreet
 6. Hard To Be Now
7. I Gotta New Babe
8. Here Is My Hand
9. Haze Repeat
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Haze Hot Blues (2012) é o segundo disco da Big Bat Blues Band, um blues elétrico cheio de groove urbano que flerta abertamente com country e rock, nascido em Vitória, Espírito Santo. 

Eugênio Goulart comanda os vocais roucos e cheios de alma, Cláudio França esculpe solos de slide guitar, Marcelo Maia segura as guitarras (e ainda entra de ukulele e viola de 10 cordas), Bruno Zanetti marca a bateria e Paulo Sodré segura o baixo acústico, com a harmônica convidada de Jefferson Gonçalves em várias faixas e o backing vocal feminino de Kessy Borges, Larissa Pacheco e Sabrina Cordeiro. ]

“Out” abre com um country-blues gostoso de ouvir, “Condition Of Living” entrega um blues clássico e sentimental, enquanto “Go Go Go” acelera o ritmo e “Haze Repeat” fecha no clima solto e quente que define o álbum. 

A instrumentação mistura slide afiado, gaita cortante e vocais que suavizam a rudeza sem perder a energia de rua, tudo num clima espontâneo e amplo que soa como uma noite de bar fervendo. 

Curiosidade: o disco marca a consolidação dessa lineup que já vinha se afinando desde meados dos anos 2000, com as meninas do backing dando um tom novo e mais aberto. 

O álbum foi lançado em 2012 com show no Festival de Jazz e Blues de Rio das Ostras, onde a banda fez cinco bis seguidos a pedido da produção, e também no Teatro do Sesi. Jefferson Gonçalves, um dos maiores gaitistas do blues brasileiro, participa como convidado especial em várias faixas, somando sua marca registrada ao som da banda.  

Morry Sochat & The Special 20s - Live At Space 2025

 

1. 1955 (6:47)
2. Choo Choo Cha Boogie (5:16)
3. She's A Betty (5:21)
4. Natural Born Lover (5:11)
5. Ooh Poo Pah Doo (4:39)
6. She's Got It (3:07)
7. Mary Jane (7:59)
8. Midnight Kisses (5:26)
9. Hotter Than Fire (3:46)
10. Caldonia (8:58)
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Morry Sochat e os Special 20s explodem o Chicago blues ao vivo

Live At Space (2025) é o álbum ao vivo de Morry Sochat & The Special 20s, um harmonica blues quente que mistura Chicago blues clássico com swing e rock n’ roll em pura energia de palco. 

Morry Sochat comanda a harmônica e o vocal, ao lado de Chris Neal no sax e vocal, e a banda completa que completa duas décadas juntos. “1955” abre com groove contagiante e improvisos afiados, “Caldonia” se estende em jam longa e eletrizante, e “Hotter Than Fire” queima com swing e força. 

O som se define pela harmônica afiada de Morry, metais e ritmo que capturam a vibe ao vivo do SPACE, com fusões que mantêm o blues vintage e moderno. 

Curiosidade: o disco foi captado ao vivo no Evanston SPACE e marca os 20 anos da banda. Lançado em 2025, o álbum celebra o aniversário da formação que começou em 2005 e já dividiu estúdio com produtores como Nick Moss. É a prova de que o blues de Chicago ainda queima forte e ao vivo.

9 de agosto de 2026

Beth Scalet - Blues in Paradise 1998

 

1. St. James Infirmary - 3:48
 2. Blue Blue Song - 2:48
 3. Come Back Baby - 3:01
 4. Moped - 2:21
 5. Hollywood Movies - 2:52
 6. I Know You're Right - 3:54
 7. Lighthouse Blues - 3:35
 8. Blues in Paradise - 4:05
 9. Going Over Jordan - 1:33
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Beth Scalet abre o paraíso do blues 

Blues in Paradise (1998) é o disco de blues acústico e elétrico de Beth Scalet, misturando clássicos tradicionais com originais cheios de personalidade, lançado pela J-Bird Records. 

Beth Scalet comanda tudo com sua voz gritty e soulful, guitarra de finger-picking única e harmônica, em faixas que vão do solo puro ao reforço de backing R&B. 

“St. James Infirmary” é o destaque absoluto: uma leitura acústica solo de tirar o fôlego, cheia de emoção e intensidade. “Moped” traz o humor afiado dela em tom de blues leve e irônico, enquanto a faixa-título “Blues in Paradise” fecha com groove e consciência. 

O som é fresco, ao vivo no estúdio, com instrumentação direta que equilibra tradição e originalidade sem firulas. 

Curiosidade: o álbum reúne material original de blues dela com standards, capturando o estilo que ela desenvolveu sozinha ao longo dos anos no circuito folk. O disco é a reissue remasterizada em CD de um trabalho de 1987, quando Beth já era veterana da cena de Kansas City e Ottawa, Kansas. 

Anos depois ela ainda venceria prêmio Independent Music Awards com sua versão de “St. James Infirmary”, confirmando a força dessa gravação.