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12 de agosto de 2026

Big Bat Blues Band - Haze Hot Blues 2012

 

1. Out
2. By My Side
3. Go Go Go
4. Condition Of Living
5. Nine Sreet
 6. Hard To Be Now
7. I Gotta New Babe
8. Here Is My Hand
9. Haze Repeat
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Haze Hot Blues (2012) é o segundo disco da Big Bat Blues Band, um blues elétrico cheio de groove urbano que flerta abertamente com country e rock, nascido em Vitória, Espírito Santo

Eugênio Goulart comanda os vocais roucos e cheios de alma, Cláudio França esculpe solos de slide guitar, Marcelo Maia segura as guitarras (e ainda entra de ukulele e viola de 10 cordas), Bruno Zanetti marca a bateria e Paulo Sodré segura o baixo acústico, com a harmônica convidada de Jefferson Gonçalves em várias faixas e o backing vocal feminino de Kessy Borges, Larissa Pacheco e Sabrina Cordeiro. ]

“Out” abre com um country-blues gostoso de ouvir, “Condition Of Living” entrega um blues clássico e sentimental, enquanto “Go Go Go” acelera o ritmo e “Haze Repeat” fecha no clima solto e quente que define o álbum. 

A instrumentação mistura slide afiado, gaita cortante e vocais que suavizam a rudeza sem perder a energia de rua, tudo num clima espontâneo e amplo que soa como uma noite de bar fervendo. 

Curiosidade: o disco marca a consolidação dessa lineup que já vinha se afinando desde meados dos anos 2000, com as meninas do backing dando um tom novo e mais aberto. 

O álbum foi lançado em 2012 com show no Festival de Jazz e Blues de Rio das Ostras, onde a banda fez cinco bis seguidos a pedido da produção, e também no Teatro do Sesi. Jefferson Gonçalves, um dos maiores gaitistas do blues brasileiro, participa como convidado especial em várias faixas, somando sua marca registrada ao som da banda.  

Morry Sochat & The Special 20s - Live At Space 2025

 

1. 1955 (6:47)
2. Choo Choo Cha Boogie (5:16)
3. She's A Betty (5:21)
4. Natural Born Lover (5:11)
5. Ooh Poo Pah Doo (4:39)
6. She's Got It (3:07)
7. Mary Jane (7:59)
8. Midnight Kisses (5:26)
9. Hotter Than Fire (3:46)
10. Caldonia (8:58)
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Morry Sochat e os Special 20s explodem o Chicago blues ao vivo

Live At Space (2025) é o álbum ao vivo de Morry Sochat & The Special 20s, um harmonica blues quente que mistura Chicago blues clássico com swing e rock n’ roll em pura energia de palco. 

Morry Sochat comanda a harmônica e o vocal, ao lado de Chris Neal no sax e vocal, e a banda completa que completa duas décadas juntos. “1955” abre com groove contagiante e improvisos afiados, “Caldonia” se estende em jam longa e eletrizante, e “Hotter Than Fire” queima com swing e força. 

O som se define pela harmônica afiada de Morry, metais e ritmo que capturam a vibe ao vivo do SPACE, com fusões que mantêm o blues vintage e moderno. 

Curiosidade: o disco foi captado ao vivo no Evanston SPACE e marca os 20 anos da banda. Lançado em 2025, o álbum celebra o aniversário da formação que começou em 2005 e já dividiu estúdio com produtores como Nick Moss. É a prova de que o blues de Chicago ainda queima forte e ao vivo.

9 de agosto de 2026

Beth Scalet - Blues in Paradise 1998

 

1. St. James Infirmary - 3:48
 2. Blue Blue Song - 2:48
 3. Come Back Baby - 3:01
 4. Moped - 2:21
 5. Hollywood Movies - 2:52
 6. I Know You're Right - 3:54
 7. Lighthouse Blues - 3:35
 8. Blues in Paradise - 4:05
 9. Going Over Jordan - 1:33
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Beth Scalet abre o paraíso do blues 

Blues in Paradise (1998) é o disco de blues acústico e elétrico de Beth Scalet, misturando clássicos tradicionais com originais cheios de personalidade, lançado pela J-Bird Records

Beth Scalet comanda tudo com sua voz gritty e soulful, guitarra de finger-picking única e harmônica, em faixas que vão do solo puro ao reforço de backing R&B. 

“St. James Infirmary” é o destaque absoluto: uma leitura acústica solo de tirar o fôlego, cheia de emoção e intensidade. “Moped” traz o humor afiado dela em tom de blues leve e irônico, enquanto a faixa-título “Blues in Paradise” fecha com groove e consciência. 

O som é fresco, ao vivo no estúdio, com instrumentação direta que equilibra tradição e originalidade sem firulas. 

Curiosidade: o álbum reúne material original de blues dela com standards, capturando o estilo que ela desenvolveu sozinha ao longo dos anos no circuito folk. O disco é a reissue remasterizada em CD de um trabalho de 1987, quando Beth já era veterana da cena de Kansas City e Ottawa, Kansas

Anos depois ela ainda venceria prêmio Independent Music Awards com sua versão de “St. James Infirmary”, confirmando a força dessa gravação.  

7 de agosto de 2026

Muddy Waters - You Shook Me - The Chess Masters Vol 3 (1958-1963)

 

01 - Walking Thru The Park
02 - Blues Before Sunrise
03 - Mean Mistreater
04 - Crawlin' Kingsnake
05 - Lonesome Road Blues
06 - Mopper's Blues
07 - Take The Bitter With The Sweet
08 - She's Into Something
09 - Southbound Train
10 - Just A Dream (On My Mind)
11 - I Feel So Good
12 - Hey, Hey
13 - Love Affair
14 - Recipe For Love
15 - Baby, I Done Got Wise
16 - Tell Me Baby
17 - When I Get To Thinking
18 - Double Trouble
19 - Woman Wanted
20 - Read Way Back
21 - I'm Your Doctor
22 - Deep Down In My Heart
23 - Tiger In Your Tank
24 - Soon Forgotten
25 - Meanest Woman
26 - I Got My Brand On You
27 - I Got My Brand On You
28 - (I'm Your) Hoochie Coochie Man
29 - Baby Please Don't Go
30 - Soon Forgotten
31 - (I Wanna Put A) Tiger In Your Tank
32 - I Feel So Good
33 - Got My Mojo Working, Part 1
34 - Got My Mojo Working, Part 2
35 - Goodbye Newport Blues
36 - Real Love
37 - Lonesome Bedroom Blues
38 - Messin' With The Man
39 - Going Home
40 - Down By The Deep Blue Sea
41 - Muddy Waters Twist
42 - Tough Times
43 - You Shook Me
44 - You Need Love
45 - Little Brown Bird
46 - Sweet Black Angel (A/K/A Black Angel Blues) (Instrumental)
47 - Five Long Years
48 - Brown Skin Woman
49 - Twenty Four Hours
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O Blues de Chicago Que Estremeceu o Mundo Entre 1958 e 1963

Muddy Waters entrega em You Shook Me: The Chess Masters, Vol. 3 (1958-1963) o Chicago blues elétrico em sua fase de ouro, quando o som saía das singles e ganhava corpo de álbum. 

É o momento em que a voz grave e o groove pesado de Muddy viraram referência absoluta.Nas gravações, Muddy Waters (voz e guitarra) conta com Otis Spann no piano, James Cotton na gaita, Willie Dixon no baixo (e em algumas vozes), Pat Hare e Earl Hooker nas guitarras, Francis Clay e outros na bateria, além de participações de Little Walter e Jimmy Rogers. 

Destaques: “You Shook Me”, com o slide de Earl Hooker respondendo a cada frase de Muddy, “You Need Love” (a base que depois virou “Whole Lotta Love” do Led Zeppelin) e as versões ao vivo de “Got My Mojo Working” do Newport Jazz Festival de 1960: o som é denso, com gaita cortante, piano de Otis Spann balançando o chão e a banda inteira empurrando o ritmo sem freio. 

O disco mistura estúdio e palco, singles e faixas de álbuns clássicos como Muddy Waters Sings Big Bill e At Newport 1960. Uma curiosidade da formação: várias sessões já usavam a técnica de gravar a base primeiro e depois colocar a voz de Muddy por cima, algo novo na época da Chess. “Read Way Back” traz Willie Dixon cantando em segundo plano, um detalhe raro nas sessões de Muddy. 

Esse volume de 2012 reuniu pela primeira vez material inédito, como o instrumental de “Sweet Black Angel” com Earl Hooker, e o show ao vivo de Newport que colocou o blues de Chicago no mapa internacional.

25 de julho de 2026

Giles Robson - Nine Blues Originals 2026

 

1. Cheap & Blended (4:23)
2. Me & My Righteous Girl (4:38)
3. I Ain't Got A Dog In That Fight (4:19)
4. Town To Town (For Memphis Slim) (3:21)
5. Your Dirty Look & Your Sneaky Grin (5:42)
6. Never Too Clever For The Blues (2:49)
7. The G.R. Shuffle (4:55)
8. Miss Heaven & Go To Hell (4:45)
9. Blues For Joe Louis Walker (4:30)
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Giles Robson solta nove originais de blues 
que esquentam a alma 

Depois de dois discos aclamados que revisitavam clássicos lendários, o virtuose da gaita e cantor britânico Giles Robson volta com Nine Blues Originals, um álbum de 2026 recheado de nove composições próprias de blues acústico íntimo e cheio de emoção. 

Ele se junta de novo ao guitarrista Manny Fizzotti, elogiado por Bruce Iglauer por ter “feeling real de blues, muito talento e bom gosto”, que entrega uma base acústica sutil, percussiva e texturizada enquanto Giles explora a gaita do mais poderoso ao mais delicado e canta com intensidade. 

Faixas como “Cheap & Blended”, “Your Dirty Look & Your Sneaky Grin” e o instrumental de fechamento “Blues For Joe Louis Walker” mostram o groove ciclado, a espontaneidade e o detalhe que definem o som: harmônica e voz em primeiro plano, guitarra só no ritmo, sem solos, num clima de duo ao vivo que respira tradição e personalidade. Duas das músicas (“The G.R. Shuffle” e “Your Dirty Look & Your Sneaky Grin”) já tinham versão com banda completa e foram regravadas em formato acústico a pedido insistente do público dos shows. 

O disco nasce diretamente da energia do espetáculo “Up Close With The Blues”, que esgotou dez noites no Edinburgh Fringe Festival e agora gira o mundo em salas íntimas. Se gostou, veja também… coloque Nine Blues Originals pra tocar agora e me conta qual faixa te pegou mais forte.

20 de julho de 2026

John Hammond – So Many Roads 1965

 

A1. Down In The Bottom (Willie Dixon) - 3:05
A2. Long Distance Call (Muddy Waters) - 3:22
A3. Who Do You Love (Ellas McDaniel) - 3:03
A4. I Want You To Love Me (Muddy Waters) - 4:09
A5. Judgement Day (Robert Johnson) - 3:25
A6. So Many Roads, So Many Trains (Marshall Paul) - 2:43
B1. Rambling Blues (Robert Johnson) - 3:19
B2. O Yea! (Ellas McDaniel) - 3:36
B3. You Can't Judge A Book By The Cover (Willie Dixon) - 3:32
B4. Gambling Blues (Melvin Jackson) - 3:14
B5. Baby, Please Don't Go (Big Joe Williams) - 2:23
B6. Big Boss Man (Luther Dixon, Al Smith) - 2:41
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John Hammond reúne lendas do blues em disco histórico de 1965

Lançado em 1965 pela Vanguard Records, So Many Roads é um clássico do blues-rock onde John Hammond Jr. entrega interpretações potentes de grandes nomes do blues. O disco mistura tradição com energia jovem, gravado em Nova York com uma formação estelar que já apontava para o futuro do rock.

John Hammond Jr. comanda nos vocais, guitarra e harmônica, ao lado de Mike Bloomfield (guitarra e piano), Robbie Robertson (guitarra), Charlie Musselwhite (harmônica), Levon Helm (bateria) e Garth Hudson (órgão). 

Destaques: “Who Do You Love” (Bo Diddley), com groove dançante e riffs afiados, o intenso “Down In The Bottom” (Howlin’ Wolf) e o título “So Many Roads, So Many Trains”, que dá nome ao álbum com sua pegada bluesy autêntica. O som se caracteriza por harmônica flamejante, guitarras crus e uma fusão de blues acústico e elétrico que captura a essência das raízes americanas.

Gravado em 1964 nos Vanguard Studios, o álbum reuniu músicos que logo formariam o The Band, além de contar com a presença breve de Eric Clapton e Jimi Hendrix no grupo de Hammond no Gaslight Café. O disco consolidou Hammond como um dos grandes intérpretes do blues elétrico da época.

18 de julho de 2026

Big Town Players - Big Town 2018

 

1. Big Town Player (3:44)
2. All About You (3:54)
3. Fool For The Blind (3:03)
4. I'm Alright (4:01)
5. Let Me Come Home (3:13)
6. My Kind Of Woman (3:45)
7. Won't Give In (5:39)
8. Sinners Delight (4:05)
9. Trouble Train (5:16)
10. Desperate Halo (4:43)
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Big Town Players entregam rhythm & blues old school com fogo novo

Em 2018, os Big Town Players lançaram seu álbum de estreia Big Town, um disco harp/guitar-driven de old school rhythm & blues com 90% de material original. A banda de Perth entrega um som tradicional, pesado e dançante, com atitude nova-school que faz o público levantar da cadeira desde o primeiro acorde.

Formação: Phil Bradley (guitarra e vocais), Howie Smallman (harmônica e vocais), Pete Lisiewich (baixo e vocais) e Phil Riseborough (bateria e vocais), o quarteto traz quatro vozes potentes e uma energia de palco que já conquistou o Perth Blues Club

Destaques: “Big Town Player”, o groove contagiante de “Trouble Train” e o blues direto de “Fool For The Blind”. O som se caracteriza por harmônica flamejante, guitarras afiadas, baixo pulsante e uma fusão de rhythm & blues clássico com composições frescas testadas ao vivo.

Gravado como álbum de estreia após quase três anos tocando pela cidade, o disco mistura originais com covers de Taj Mahal aos Red Devils. Em 2017, a banda já tinha arrancado aplausos e danças no Perth Blues Club como convidados especiais.

17 de julho de 2026

Jason Ricci – 13 Hours (2026)

 

1. Sick Of This Shit
2. Tired Of Tryin’
3. The Big DisEasey
4. Leo Watkins Rag
5. Long Twisted Night
6. Bubble Gum Pop
7. River’s Invitation
8. Renegade
9. Nuit Waltz
10. 13 Hours
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Jason Ricci explode no blues com fusões ousadas e alma crua

Em maio de 2026, Jason Ricci & The Bad Kind lançaram 13 Hours, um disco que mergulha fundo no blues com toques de funk, prog e jazz, sem perder a essência raw e pessoal. Ricci, um dos maiores nomes da gaita de boca atual, entrega um trabalho intenso e honesto, marcado por frustração, resiliência e experimentação.

Com Ricci na gaita e vocais, ao lado de Brent Johnson na guitarra e Kaitlin Dibble (sua esposa) nos vocais principais, o álbum brilha em faixas como “The Big DisEasey” — uma fusão funky/prog/jazz de sete minutos com rap e vibrafone de Mike Dillon — e o instrumental “Leo Watkins Rag”, que exibe sua velocidade e precisão impressionantes na gaita. 

O encerramento épico “13 Hours” traz slide guitar de Johnson e um solo longo e emocional de Ricci, equilibrando energia e profundidade. O som se destaca pela gaita flamejante, colaborações inesperadas e letras diretas sobre exaustão, vícios e o caos da vida moderna.

Curiosidade: Ricci foi escolhido para tocar na homenagem a Paul Butterfield no Rock and Roll Hall of Fame em 2015, provando seu talento para o mundo. O disco é dedicado ao ex-baterista John Perkins, e a faixa-título reflete as longas viagens da banda, misturando celebração e saudade.