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20 de julho de 2026

John Hammond – So Many Roads 1965

 

A1. Down In The Bottom (Willie Dixon) - 3:05
A2. Long Distance Call (Muddy Waters) - 3:22
A3. Who Do You Love (Ellas McDaniel) - 3:03
A4. I Want You To Love Me (Muddy Waters) - 4:09
A5. Judgement Day (Robert Johnson) - 3:25
A6. So Many Roads, So Many Trains (Marshall Paul) - 2:43
B1. Rambling Blues (Robert Johnson) - 3:19
B2. O Yea! (Ellas McDaniel) - 3:36
B3. You Can't Judge A Book By The Cover (Willie Dixon) - 3:32
B4. Gambling Blues (Melvin Jackson) - 3:14
B5. Baby, Please Don't Go (Big Joe Williams) - 2:23
B6. Big Boss Man (Luther Dixon, Al Smith) - 2:41
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John Hammond reúne lendas do blues em disco histórico de 1965

Lançado em 1965 pela Vanguard Records, So Many Roads é um clássico do blues-rock onde John Hammond Jr. entrega interpretações potentes de grandes nomes do blues. O disco mistura tradição com energia jovem, gravado em Nova York com uma formação estelar que já apontava para o futuro do rock.

John Hammond Jr. comanda nos vocais, guitarra e harmônica, ao lado de Mike Bloomfield (guitarra e piano), Robbie Robertson (guitarra), Charlie Musselwhite (harmônica), Levon Helm (bateria) e Garth Hudson (órgão). 

Destaques: “Who Do You Love” (Bo Diddley), com groove dançante e riffs afiados, o intenso “Down In The Bottom” (Howlin’ Wolf) e o título “So Many Roads, So Many Trains”, que dá nome ao álbum com sua pegada bluesy autêntica. O som se caracteriza por harmônica flamejante, guitarras crus e uma fusão de blues acústico e elétrico que captura a essência das raízes americanas.

Gravado em 1964 nos Vanguard Studios, o álbum reuniu músicos que logo formariam o The Band, além de contar com a presença breve de Eric Clapton e Jimi Hendrix no grupo de Hammond no Gaslight Café. O disco consolidou Hammond como um dos grandes intérpretes do blues elétrico da época.

18 de julho de 2026

Big Town Players - Big Town 2018

 

1. Big Town Player (3:44)
2. All About You (3:54)
3. Fool For The Blind (3:03)
4. I'm Alright (4:01)
5. Let Me Come Home (3:13)
6. My Kind Of Woman (3:45)
7. Won't Give In (5:39)
8. Sinners Delight (4:05)
9. Trouble Train (5:16)
10. Desperate Halo (4:43)
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Big Town Players entregam rhythm & blues old school com fogo novo

Em 2018, os Big Town Players lançaram seu álbum de estreia Big Town, um disco harp/guitar-driven de old school rhythm & blues com 90% de material original. A banda de Perth entrega um som tradicional, pesado e dançante, com atitude nova-school que faz o público levantar da cadeira desde o primeiro acorde.

Formação: Phil Bradley (guitarra e vocais), Howie Smallman (harmônica e vocais), Pete Lisiewich (baixo e vocais) e Phil Riseborough (bateria e vocais), o quarteto traz quatro vozes potentes e uma energia de palco que já conquistou o Perth Blues Club

Destaques: “Big Town Player”, o groove contagiante de “Trouble Train” e o blues direto de “Fool For The Blind”. O som se caracteriza por harmônica flamejante, guitarras afiadas, baixo pulsante e uma fusão de rhythm & blues clássico com composições frescas testadas ao vivo.

Gravado como álbum de estreia após quase três anos tocando pela cidade, o disco mistura originais com covers de Taj Mahal aos Red Devils. Em 2017, a banda já tinha arrancado aplausos e danças no Perth Blues Club como convidados especiais.

17 de julho de 2026

Jason Ricci – 13 Hours (2026)

 

1. Sick Of This Shit
2. Tired Of Tryin’
3. The Big DisEasey
4. Leo Watkins Rag
5. Long Twisted Night
6. Bubble Gum Pop
7. River’s Invitation
8. Renegade
9. Nuit Waltz
10. 13 Hours
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Jason Ricci explode no blues com fusões ousadas e alma crua

Em maio de 2026, Jason Ricci & The Bad Kind lançaram 13 Hours, um disco que mergulha fundo no blues com toques de funk, prog e jazz, sem perder a essência raw e pessoal. Ricci, um dos maiores nomes da gaita de boca atual, entrega um trabalho intenso e honesto, marcado por frustração, resiliência e experimentação.

Com Ricci na gaita e vocais, ao lado de Brent Johnson na guitarra e Kaitlin Dibble (sua esposa) nos vocais principais, o álbum brilha em faixas como “The Big DisEasey” — uma fusão funky/prog/jazz de sete minutos com rap e vibrafone de Mike Dillon — e o instrumental “Leo Watkins Rag”, que exibe sua velocidade e precisão impressionantes na gaita. 

O encerramento épico “13 Hours” traz slide guitar de Johnson e um solo longo e emocional de Ricci, equilibrando energia e profundidade. O som se destaca pela gaita flamejante, colaborações inesperadas e letras diretas sobre exaustão, vícios e o caos da vida moderna.

Curiosidade: Ricci foi escolhido para tocar na homenagem a Paul Butterfield no Rock and Roll Hall of Fame em 2015, provando seu talento para o mundo. O disco é dedicado ao ex-baterista John Perkins, e a faixa-título reflete as longas viagens da banda, misturando celebração e saudade.

20 de junho de 2026

Jimmy Page, Sonny Boy Williamson (2), Brian Auger - Jam Session – 1968

 

Side A
A1. Don't Send Me No Flowers – 5:47
A3. She Was So Dumb – 4:24
A4. The Goat – 2:05

Side B
B1. Walking – 3:18
B3. It's A Bloody Life – 3:23
B4. Getting Out Of Town – 3:16
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Jam Session: O Encontro Bruto e Inesperado de Sonny Boy Williamson com Jimmy Page e Brian Auger em 1965
Gravada em uma manhã de janeiro de 1965 no IBC Studios de Londres e lançada em 1968, esta jam session é um retrato cru do blues britânico em formação. Liderada pela harmônica e voz rouca de Sonny Boy Williamson II, a gravação mistura o blues tradicional com a energia dos músicos da cena londrina, resultando em um som solto, ao vivo e sem overdubs.
A formação principal traz Sonny Boy na harmônica e vocais, Jimmy Page na guitarra solo, Brian Auger no órgão, Joe Harriott no sax alto e Alan Skidmore no sax tenor, completados por Ricky Brown no baixo e Mick Waller na bateria. 
Destaques: a faixa-título “Don’t Send Me No Flowers”, com sua abertura lenta e intimista; “I See A Man Downstairs”, que ganha força com o solo limpo e bluesy de Page; e “Little Girl, How Old Are You”, uma jam improvisada na hora que explode em double-time com guitarra afiada e solos de harmônica e órgão. O disco se define pelas improvisações livres, pela fusão de blues com toques jazz dos saxofones e pela guitarra clean de Page contrastando com o órgão expressivo de Auger.
Curiosidade: a sessão foi organizada por Giorgio Gomelsky e durou apenas algumas horas; Sonny Boy esqueceu o material ensaiado e acabou bebendo durante a gravação. E um fato histórico marcante: esta foi uma das últimas gravações de Sonny Boy Williamson II na Europa — ele faleceu de ataque cardíaco em maio de 1965, apenas quatro meses depois.Um tesouro raro do blues que captura o momento exato em que o rock britânico ainda era puro blues cru.