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3 de fevereiro de 2026

Phil Upchurch - Darkness, Darkness 1972

 

A1 - Darkness, Darkness   9:35
A2 - Fire And Rain   7:35
B1 - What We Call The Blues   6:35
B2 - Cold Sweat   6:35
B3 - Please Send Me Someone To Love   5:07
C1 - Inner City Blues   6:42
C2 - You've Got A Friend   8:39
D1 - Love And Peace   5:24
D2 - Swing Low, Sweet Chariot   6:36
D3 - Sausalito Blues   4:05

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O Clássico Esquecido de Phil Upchurch
"Darkness, Darkness", lançado em 1972 por Phil Upchurch, é uma joia dupla do soul-jazz que funde jazz, blues, rock, soul e funk em um fluxo irresistível. Gravado logo após Upchurch deixar a Cadet Records – onde brilhou como guitarrista preferido de Curtis Mayfield e Jerry Butler –, o álbum marca sua migração para a costa oeste, sob produção de Tommy LiPuma. O som é limpo e brilhante, com grooves relaxados e guitar work alucinante que dispensa distorções, focando na essência das notas.
Destaques: incluem a cover hipnótica de "Darkness, Darkness" (Youngbloods), transformada em funk sujo com arranjos de Donny Hathaway no Fender Rhodes; "Fire and Rain" (James Taylor), reinventada como boogaloo funky com acordes à la Wes Montgomery; e "Cold Sweat" (James Brown), suavizada mas feroz. Participações estelares como Chuck Rainey no baixo e Joe Sample no piano elevam tudo a outro nível.
Curiosidade: Upchurch gravou em 1971, capturando a transição do som cru de Chicago para a vibe polida de Los Angeles. Outro detalhe: Apesar de subestimado na época, é considerado o álbum soul-jazz definitivo dos anos 70 – uma transcendência funky que ainda inspira! 

30 de janeiro de 2026

Willie Dixon - I Am The Blues 1970

 

1. Back Door Man
2. I Can't Quit You Baby
3. The Seventh Son
4. Spoonful
5. I Ain't Superstitious
6. You Shook Me
7. I'm Your Hoochie Coochie Man
8. The Little Red Rooster
9. The Same Thing
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Willie Dixon: O Pulsar do Blues em "I Am The Blues"
Uma viagem ao coração do Chicago blues com o icônico álbum I Am The Blues, lançado por Willie Dixon em 1970! Esse disco é uma declaração de amor ao gênero, reunindo nove faixas clássicas escritas pelo mestre, mas originalmente imortalizadas por lendas como Muddy Waters e Howlin' Wolf na Chess Records. O estilo é puro Chicago blues elétrico: riffs crus de guitarra, harmonias de armônica que arrepiam e um baixo pulsante que carrega a essência do Delta do Mississippi para as ruas urbanas.
Destaques: "I'm Your Hoochie Coochie Man" explode com energia voodoo, enquanto "Spoonful" e "Back Door Man" capturam aquela malícia sedutora que influenciou o rock inteiro – pense em Doors e Led Zeppelin citando Dixon como inspiração. As participações especiais elevam tudo: Walter "Shakey" Horton na harmônica, Sunnyland Slim no piano e Johnny Shines na guitarra formam o Chicago Blues All-Stars, criando um som coeso e explosivo, gravado em 1969 sob produção de Abner Spector.
Curiosidade: o título do álbum é o mesmo da autobiografia de Dixon, editada por Don Snowden, transformando o disco em uma narrativa pessoal de sua vida nas prisões do Sul e nas noites de Chicago. Outro detalhe fascinante: lançado logo após a venda da Chess Records em 1969, marca o fim de uma era dourada do blues, mas solidifica Dixon como o arquiteto do "Chicago sound".

21 de dezembro de 2025

Ara Malikian - Christmas Mood 2011

 

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Ara Malikian o Fogo de Violino com “Christmas Mood
Ara Malikian, o violinista que nunca deixa ninguém indiferente, acaba de lançar Christmas Mood, um álbum natalino que foge completamente do óbvio. Esqueça os arranjos açucarados de sempre: aqui o Natal ganha alma armênia, swing cigano, tango porteño e até um toque flamenco inesperado – tudo filtrado pelo violino incendiário e pela personalidade única de Ara.
São 11 clássicos reinventados com energia contagiante: “My Favorite Things” vira uma viagem balcânica irresistível, “Jingle Bells” ganha ritmo endiabrado, “White Christmas” soa quase melancólico e profundo, enquanto “Rudolph, The Red-Nosed Reindeer” dança como se Paganini tivesse nascido em Sevilha.
Gravado com sua formação de luxo habitual – incluindo o pianista Iván “Melón” Lewis, o bandoneonista Claudio Constantini e o percussionista Georvis Pico –, o disco tem aquele calor de sessão ao vivo que só Ara sabe criar. 
Curiosidade: boa parte das faixas foi captada em takes quase improvisados, com os músicos trocando ideias em tempo real, exatamente como acontece nos palcos do “Royal Garage World Tour”.

15 de novembro de 2025

John Lee Hooker • Free Beer and Chicken 1974

 

1. Make It Funky – 3:27
2. Five Long Years (feat. Joe Cocker) – 5:59
3. 713 Blues – 4:39
4. 714 Blues – 2:59
6. One Bourbon, One Scotch, One Beer (feat. Joe Cocker) – 3:29
6. Homework – 4:26
7. Bluebird – 4:52
8. Settin' on Top of the World – 3:27
9. (You'll Never Amount to Anything If You Don't Go to) Collage 
(A Fortuitous Concatenation of Events) (feat. Joe Cocker) – 5:52
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Cerveja Grátis e Frango Quente: O Blues Funky de John Lee Hooker que Não Para de Balançar!

Free Beer and Chicken, de John Lee Hooker, lançado em 1974 pela ABC Records. Aos 53 anos, o mestre do delta blues reinventa seu som cru e hipnótico, misturando riffs pesados de guitarra com seções de metais explosivas, evocando as noites suadas de Chicago e São Francisco. Hooker comanda vocais roucos e guitarra primal, apoiado por um time estelar: os metais do Tower of Power (Greg Adams na trompete, Stephen Kupka no sax barítono), teclados versáteis de Clifford Coulter e, como estrela convidada, o vocal rouco de Joe Cocker em faixas como "Five Long Years" e "One Bourbon, One Scotch, One Beer".
O opener "Make It Funky", puro balanço dançante; os blues instrumentais "713 Blues" e "714 Blues", com violinos selvagens de Sugarcane Harris; e a suíte épica "Collage", um jam caótico de quase seis minutos que funde rock, soul e improvisos. O som é sujo, vivo e inovador – um blues que pulsa como coração acelerado.
Gravado em maio de 1974 na Califórnia, o álbum surgiu de sessões ambiciosas com dezenas de músicos, resgatadas de takes "salvos" por Ed Michel, capturando a essência espontânea de jam sessions noturnas. No auge da era disco-funk, Hooker, influenciador de rockeiros como os Rolling Stones, prova que o blues é eterno, bebendo cerveja grátis enquanto o mundo dança ao seu ritmo.

12 de novembro de 2025

Tail Dragger and Bob Corritore - Longtime Friends In The Blues 2012

 

1 - I'm Worried - 4:59
2 - Sugar Mama - 5:22
3 - Birthday Blues - 4:52
4 - She's Worryin' Me - 6:36
5 - Cold Outdoors - 4:28
6 - So Ezee - 5:19
7 - Through With You - 6:59
8 - Done Got Old  - 3:43
9 - Boogie Woogie Ball - 4:26
10 - Please Mr. Jailer - 6:45
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Amigos Eternos no Blues: A Explosão de Chicago em 'Longtime Friends In The Blues'

O álbum Longtime Friends In The Blues, de Tail Dragger e Bob Corritore, lançado em 2012 pela Delta Groove, é uma joia crua e vibrante, misturando o swing clássico da Windy City com toques delta sujos e irresistíveis. Tail Dragger comanda os vocais roucos e cheios de alma, evocando o fantasma de Howlin' Wolf, enquanto Bob Corritore brilha na harmônica afiada, produzindo faixas que transpiram autenticidade.
A banda é um dream team: guitarras afiadas de Kirk Fletcher e Chris James, baixo sólido de Patrick Rynn, bateria precisa de Brian Fahey e, como cereja no bolo, o lendário pianista Henry Gray – ex-membro da banda de Wolf – nos teclados e vocais em "Sugar Mama". "So Ezee", com seu groove hipnótico que te faz balançar; "Please Mr. Jailer", uma jam épica de quase sete minutos; e "Boogie Woogie Ball", pura energia dançante.
As sessões foram gravadas ao vivo no estúdio, capturando risadas e improvisos espontâneos, como se você estivesse lá com esses velhos amigos blueseiros. Tail Dragger, ícone de 80 anos na época, honra o legado de Wolf, que influenciou gerações – Gray, aos 90, prova que o blues não envelhece.