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2 de outubro de 2026

Misty Blues – Still Ticking (2026)

 

01 – State Of The Union
02 – I Don’t Wanna Be
03 – Gimme Some More
04 – This Love
05 – On The Town
06 – Endless Tears
07 – Roll Right In
08 – Trifling Man (feat. Lady Bianca)
09 – Mess With Me
10 – Passion
11 – Battle Cry (feat. Chantell McCulloch, Candice Ivory, 
Carly Harvey, Alexis P. Suter & Kat Riggins)
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O relógio do blues ainda bate em Massachusetts

Still Ticking, 18º disco de estúdio do Misty Blues, saiu em 31 de julho de 2026 pela Guitar One Records. 

A própria banda chama o som de blues fusion: cada faixa nasce no blues e se enrola em funk, folk, jazz ou soul.No centro está Gina Coleman, voz e guitarra, com Seth Fleischmann na guitarra, Rob Tatten na bateria, Aaron Dean no sax, Diego Mongue no baixo, órgão e percussão e David Vittone nos teclados. 

As resenhas e o anúncio voltam sobretudo a Battle Cry, primeiro single com Chantell McCulloch, Candice Ivory, Carly Harvey, Alexis P. Suter e Kat Riggins; a Trifling Man, dueto com Lady Bianca; e a Passion. Sax, órgão e o groove da seção rítmica sustentam o disco de onze faixas, também disponível em CD e vinil.

Pela primeira vez a capa foi feita sob medida por Michael Mongue, marido de Gina e pai de Diego, em vez de aproveitar uma obra já existente.A maior parte das canções foi escrita por Coleman em 2025 e arranjada num fim de semana da banda em Nantucket, em novembro; a gravação rolou em fevereiro e março de 2026 no Playing Field Studio, em Williamstown, com Diego como engenheiro principal. 

O título marca o 27º ano do grupo: depois de dezoito álbuns, o Misty Blues ainda está no relógio.Se gostou, veja também… dê o play, comente e passe no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ — e no Spotify




1 de outubro de 2026

Bucky Lindsey - Back Bay Blues 2002

 

 1. Gros Vent - 5:03
 2. Back Bay Blues - 3:44
 3. Hog Killin' Time - 3:05
 4. The Hard Way - 4:21
 5. King of the Blues - 3:58
 6. Blue Twistin' - 6:13
 7. Battlin' the Blues - 4:09
 8. Good Day for the Blues - 4:39
 9. Big House - 3:20
10. Love Conquers All - 4:53
11. Four Walls - 4:14
12. While the Gettin's Good - 6:30
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O compositor que só gravou um disco — e bastou

Back Bay Blues, de Bucky Lindsey, saiu em 2002 pela Gulftone Records, de Pensacola, e é um disco de blues com R&B, soul e um resto de country. Foram 12 faixas e pouco mais de 54 minutos: o único álbum solo do baixista e compositor nascido Harvey Hoy Lindsey, de Biloxi.

Lindsey canta, toca baixo e guitarra. Dan Penn produziu, entrou no piano e nas vozes. No estúdio estavam Carson Whitsett nos teclados, Mike Durham e Richard Fleming nas guitarras, Jim Brock na bateria, trompete de Terry Townson, sax de Dennis Taylor e vocais de Lisa Best, Buzz Cason, Larry Shell, Jim e Chuck Glass. A crítica da La Hora del Blues tratou o conjunto como redondo; o material promocional da época aponta “Hog Killin’ Time”, “The Hard Way” e a versão do próprio autor de “Good Day for the Blues”, canção já gravada por Ruth Brown.

As sessões aconteceram em dois pontos do mapa: Bert’s Place, em Fort Walton Beach, na Flórida, e o Dandy Studios, em Nashville. No mesmo ano em que o CD saiu, Lindsey coescreveu com Penn e Whitsett o título de Don’t Give Up On Me, de Solomon Burke.

Se gostou, veja também… ouça agora no Spotify, comente e passe no blog https://quemtempoe.blogspot.com/



23 de setembro de 2026

The Greatest Show On Earth - The Going's Easy [1970

 

3. Story Times and Nursery Rhymes
4. The Leader
5. Love Magnet
6. Tell the Story
BONUS TRACKS:
7. Mountain Song
8. Magic Woman Touch (Single Version)
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Brass no palco, blues no sangue: o segundo ato da Harvest

The Going's Easy, segundo e último disco de estúdio do The Greatest Show On Earth, saiu no Reino Unido em 1970 pela Harvest e empurra o brass-rock britânico para faixas mais longas, misturando blues, soul e jazz. 

A gravadora montou o oiteto como resposta local a Blood, Sweat & Tears e Chicago.No núcleo estão os irmãos Garth Watt-Roy (guitarra e voz) e Norman Watt-Roy (baixo e voz), Colin Horton-Jennings (voz, flauta, violão e bongôs), Mick Deacon no órgão e piano, Ron Prudence na bateria e congas, e os sopros de Dick Hanson, Tex Philpotts e Ian Aitchison.

 “Borderline”, crédito coletivo de cerca de nove minutos, pesa no rock e nos metais. “Magic Woman Touch”, de Horton-Jennings e Garth, segue acústica, com harmonias próximas aos Hollies. “Love Magnet” alonga o conjunto e abre espaço para o órgão de Deacon.

Depois de Horizons, a banda voltou ao estúdio com Jonathan Peel na produção e Jeff Jarratt e John Kurlander na engenharia, esticando as jams. A capa gatefold é do Hipgnosis; em 1972 os Hollies regravaram “Magic Woman Touch” no álbum Romany.


19 de setembro de 2026

You Got Yours: East Bay Garage 1965-1967

 

1. Waiting For You - The Baytovens - 2:04
2. Baby What's New - Peter Wheat & The Breadmen - 2:41
3. Tomorrow's Soul Sound - The Harbinger Complex - 2:23
4. I'm Gonna Be Gone - The Just Six - 1:54
5. It's Up To You - The Shillings - 2:13
6. Her Heart Said No - The Blue Lite Conspiracy - 3:21
7. My House - The Baytovens - 2:48
8. You Got Yours - The Us Male - 2:47
9. Sometimes I Wonder - The Harbinger Complex - 2:18
10.Bo Said - The Just Six - 2:46
11.Humpty Dumpty - The Epics - 2:54
12.You're Gonna Cry - The Donnybrookes - 2:17
13.Who Stole The Batmobile - The Gotham City Crime Fighters - 2:19
14.Not The Least Bit True - The Shillings - 2:46
15.Get Out Of My Eye - The Soul Vendors - 2:06
16.Luv Look Away - The Baytovens - 2:23
17.Dynosaur - The Flintrocks - 2:19
18.I'm Feeling Good - The Bristol Boxkite - 2:19
19.You're Takin' Hold Of Me - The Immediate Family - 2:16
20.Away Girl - The Towaway Zone - 2:30
21.Gotta Find A New Love - The Spyders - 2:40
22.Look At The Sun - The Gants - 2:15
23.Such A Fool - The Baytovens - 3:17
24.Where I Belong - The Daytrippers - 2:55

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Do outro lado da ponte, o garage pedia dança — não sermão

You Got Yours!: East Bay Garage 1965-1967, lançada em 18 de setembro de 2007 pela Big Beat, reúne 24 gravações de bandas de San Leandro, Hayward, Fremont e Oakland num garage rock dançável, de sabor operário, longe da psicodelia de São Francisco. 

Compilada por Alec Palao na série Nuggets from the Golden State, a coletânea mistura beat britânico, soul de pista e punk denso de fuzz.

Os Baytovens, de Dwight Pitcaithley, Jon Green, Rich Green e Carl DePolo, abrem com “Waiting For You”, faixa de sotaque Beatles e Beau Brummels. Peter Wheat & The Breadmen entram com o órgão de “Baby What’s New”, depois recolhida em Pebbles, Volume 10. 

O Harbinger Complex responde com o proto-punk de “Tomorrow’s Soul Sound”, marcado por guitarra fuzz. Há ainda o soul de pista dos Spyders em “Gotta Find A New Love” e o humor de “Who Stole The Batmobile”, dos Gotham City Crime Fighters. 

Várias faixas saíram inéditas; o encarte traz fotos raras e notas de Palao.“Waiting For You” e “Such A Fool” dos Baytovens foram gravadas com engenharia de Chuck Britz. 

O disco saiu como trilha sonora do livro de Bruce Tahsler, do US Male, sobre a cena do East Bay e o promoter Bill Quarry, que levou o Them à primeira apresentação americana no Rollarena de San Leandro, em 1966.

18 de setembro de 2026

Lavelle White - It Haven't Been Easy 1997

 

 1. I've Never Found a Man to Love - 3:47
 2. Lay Down Beside Me - 4:34
 3. Don't Let My Baby Ride - 4:03
 4. Wootie Boogie - 2:55
 5. A Little Bit of This, a Little Bit of That - 4:27
 6. Mississippi, My Home - 5:08
 7. Automatic Love - 3:47
 8. Black Widow Spider - 3:56
 9. Oh What a Feeling - 3:18
10. It Haven't Been Easy - 4:51
11. Can't Take It (I Don't Give a Damn) - 3:59
12. Those Lonely Lonely Nights - 2:29
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A voz que chegou inteira, sem pressa

It Haven’t Been Easy, de 1997, é soul blues de Austin: Miss Lavelle White canta R&B texano com sotaque de Memphis, sem firula. Nove das doze faixas são dela.

Derek O’Brien produz e toca guitarra. Clarence Hollimon, parceiro de Houston desde os anos 50, entra no instrumento. Mark Kazanoff sopra os metais. George Raines segura a bateria. Stuart Sullivan grava o disco limpo. “I’ve Never Found a Man to Love” revira Eddie Floyd. “Wootie Boogie” empurra o salão. “Mississippi, My Home” e “Lay Down Beside Me” andam mais lentas, voz cheia no meio do groove.

O som é de clube: metais, baixo firme, guitarra no ponto certo.No meio das sessões, Lavelle soube da morte de Johnny “Guitar” Watson e gravou “Those Lonely Lonely Nights”. 

O disco saiu pela Antone’s/Texas Music Group três anos depois do primeiro álbum dela, Miss Lavelle, quando ela já tinha 65 anos e décadas de compactos pela Duke nas costas.

Se gostou, coloca o disco no fone agora, deixa um like ou comentário no blog https://quemtempoe.blogspot.com/

17 de setembro de 2026

Roy Roberts - Nothin' but the Blues 2020

 

 1. I Got a Gypsy Woman - 3:39
 2. Why Didn't You Come Home - 5:28
 3. Can't Have It Your Way - 3:06
 4. Dirty Old Man - 3:51
 5. The Next Time - 5:03
 6. Singing Another Blues Song - 3:33
 7. I'm a Real Blues Man - 4:04
 8. I'll Be Your Plumber Man - 3:46
 9. Your Troubling Mind - 4:26
10. Just One More Blues Song (feat. Mark Van Mourik) - 3:39
11. What Should I Do - 4:52
12. Have You Seen My Baby - 3:24
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Doze faixas que o próprio Roy escolheu

Em 2020, Roy Roberts lançou só no digital Nothin’ But The Blues, compilação de doze faixas do próprio acervo, soul blues com metais, órgão e guitarra no ponto. 

O veterano de Livingston, Tennessee, radicado em Greensboro, já tocou atrás de Solomon Burke, Otis Redding e Eddie Floyd.“I Got a Gypsy Woman” abre com riffs de guitarra, órgão e sopros que empurram o groove. “Dirty Old Man” traz o slide de Bob Margolin, antigo sideman de Muddy Waters, e o Hammond de Skeeter Brandon. “I’m a Real Blues Man” anda no jump, piano tilintando e voz solta. 

A produção sai nítida, os arranjos equilibrados, a guitarra de Roberts nunca tapa o conjunto.As faixas foram gravadas no estúdio Rock House Records, em Greensboro. Mark Van Mourik, músico holandês que Roberts acolheu em turnês pela Europa, assina a letra de “Just One More Blues Song”. 

O disco saiu em novembro de 2020, no mesmo período em que o músico colocou nas plataformas seu primeiro single de Natal pelo próprio selo.

13 de setembro de 2026

Swamp Dogg – The Re-invention Of Swamp Dogg 2001

 

1. Sugar Bum Bum
2.  Ain't A Nineteen Year Old Got Nothing On You
3. I Have Touched The Sky
4. Y-V-O-N-N-E
5. Artificial Insemination
6. Jesus Is Alive In My Heart
7. We Need A Change
8. Galactic Zoo
9. We'll Never Say Goodbye
10. It Must Be Love
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Swamp Dogg troca o soul pelo calipso e opera o próprio monstro

Jerry Williams Jr. já tinha virado Swamp Dogg em 1970. Em 2000, no selo S.D.E.G., ele tentou outra metamorfose: The Re-Invention of Swamp Dogg, álbum de calipso e soca gravado e mixado em Trinidad, dedicado ao herói Lord Kitchener. 

A edição europeia da CoraZong, de 2001, é a que traz as três faixas extras das 2 Meter Sessions. Swamp escreveu a maior parte do repertório e cercou a voz com músicos de Port of Spain — Pelham Goddard nos arranjos, Len “Boogsie” Sharpe no steel drum, Vonrick Maynard, Vernon Headley e Winston Matthew na percussão e nos naipe de backing. 

Abre com “Sugar Bum Bum”, de Kitchener, com letra extra do próprio Williams. Andrew Hamilton, no AllMusic, aponta o vai-e-vem do disco: o sotaque jamaicano de “I Have Touched the Sky”, o southern soul irônico de “Ain’t a Nineteen Year Old Got Nothing on You” e o gospel de “Jesus Is Alive in My Heart”. “Y-V-O-N-N-E” é carta para a mulher; “Artificial Insemination” é o título que o crítico cita como isca tópica. 

No fim da edição holandesa entram “The World Beyond”, “We Need a Revolution” e uma “Mama’s Baby, Daddy’s Maybe” ao vivo, gravadas em outubro de 1997 no NOB Audio Studio 1, na Holanda, com Derwood Andrew na guitarra e Swamp no teclado. 

A capa que ele queria era Frankenstein na mesa de cirurgia. Sem consultório disponível, montou o cenário na sala de casa e colocou Yvonne Williams na foto — “a mais bonita das duas”, disse ele.