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12 de setembro de 2026

Donald Fagen – Kamakiriad 1993

 

2. Countermoon — 5:06
3. Springtime — 5:07
4. Snowbound — 7:09
5. Tomorrow’s Girls — 6:17
6. Florida Room — 6:00
7. On the Dunes — 8:07
8. Teahouse on the Tracks — 6:11
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Kamakiri a vapor, Fagen e Becker de novo na pista

Em 25 de maio de 1993 a Reprise soltou Kamakiriad, segundo disco solo de Donald Fagen: jazz-rock de oito faixas ligadas, onze anos depois de The Nightfly

O narrador parte num carro a vapor, hortinha embutida e satélite Tripstar; Kamakiri, em japonês, é louva-a-deus. 

Walter Becker produz, toca baixo e guitarra solo — a primeira parceria plena dos dois desde Gaucho, de 1980.

Fagen canta, arranja ritmo e metais e senta nos teclados. Georg Wadenius na guitarra, Paul Griffin no Hammond B3, Randy Brecker e Alan Rubin nos metais, Cornelius Bumpus e Lou Marini nos saxofones. A bateria passa de mão: Christopher Parker, Leroy Clouden e Dennis McDermott em “Snowbound”, a única faixa que Becker assina com Fagen e a que o AllMusic aponta como a mais próxima do Steely Dan

“Trans-Island Skyway” abre a viagem; “Tomorrow’s Girls”, single com clipe de Rick Moranis, foi ao 20º lugar da Mainstream Rock. “Florida Room” tem letra de Fagen com Libby Titus; Bumpus sola no tenor ali e em “On the Dunes”. Roger Nichols é o engenheiro-chefe no River Sound, em Nova York, com extras no Havaí, no Clinton e no Hit Factory.

O disco chegou ao 10º lugar da Billboard 200, ao 3º no Reino Unido, levou ouro da RIAA e foi indicado ao Grammy de Álbum do Ano em 1994 — a mesma temporada em que Fagen e Becker voltaram à estrada. A capa interna reserva uma linha só: dedicado in memoriam a Dorothy White.

4 de setembro de 2026

Manfred Mann's Earth Band - Solar Fire 1998

 

2. In the Beginning, Darkness (Mann, Rogers, Slade) 5:21
3. Pluto the Dog (Mann, Rogers, Slade, Pattenden) 2:47
4. Solar Fire (Rogers, Slade) 5:15
6. Earth, the Circle Part 2 (Mann) 3:22
7. Earth, the Circle Part 1 (Mann) 3:56
8. Joybringer [single A-side, 1973] 
[bonus track] (Holst) 3:24
9. Father Of Day, Father Of Night 
[edited version] [bonus track] (Dylan) 3:03
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Solar Fire:disco cósmico de Manfred Mann's Earth Band

Lançado em 30 de novembro de 1973 e relançado em 1998 com faixas bônus, Solar Fire é o quarto álbum de estúdio da Manfred Mann’s Earth Band e um marco do rock progressivo britânico, com passagens de hard rock e jazz-rock. Gravado no The Workhouse, na Old Kent Road, em Londres, o disco constrói um universo sonoro em torno do cosmos.

No quarteto da formação clássica, Manfred Mann comanda órgão e sintetizador, Mick Rogers assume guitarra e voz, Colin Pattenden segura o baixo e Chris Slade dispara a bateria Fibes. 

A abertura “Father of Day, Father of Night” estica uma canção de Bob Dylan até quase dez minutos, com órgão majestoso, guitarra cortante e os coros de Doreen e Irene Chanter. A faixa-título “Solar Fire” começa no groove e explode numa jam progressiva, enquanto a suíte instrumental “Saturn, Lord of the Ring/Mercury, the Winged Messenger” coloca o trombone de Paul Rutherford no diálogo entre teclado fluido e guitarra angular. 

Foi o primeiro álbum do grupo na Bronze Records, logo depois do single “Joybringer”, baseado em “Júpiter”, de Gustav Holst.O herdeiro de Holst havia autorizado só aquele recorte de Os Planetas e vetou a adaptação da suíte inteira, então a banda criou temas originais para o próprio álbum cósmico. 

A edição remasterizada de 1998 devolve “Joybringer” ao pacote e inclui uma versão editada da cover de Dylan, que segue no repertório ao vivo da Earth Band até hoje.

30 de agosto de 2026

Jimmy Caravan - Look Into The Flower 1968

 

A1. Holiday 2:50
A2. Higher And Higher 2:47
A3. Little Bird 3:13
A4. How Can I Be Sure 2:47
A5. Up, Up & Away 2:43
B1. Eleanor Rigby 2:53
B2. I Say A Little Prayer 2:08
B3. Rock And Roll Woman 2:07
B4. A Day In The Life 3:23
B5. Look Into The Flower 3:32
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O órgão que olhou para a flor e transformou 
Beatles e Bacharach em groove de 1968

Look Into The Flower, de Jimmy Caravan, saiu em 1968 pela Tower Records, como jazz, funk e soul instrumental — órgão no centro, com tempero psicodélico e latin jazz nas regravações da época.

O selo creditou Jimmy Caravan And His Trio: Caravan no teclado, o trio sem nomes no encarte, Jackie Mills na produção pela Wednesday’s Child Productions, fabricação da Capitol. “Little Bird”, do Pete Jolly Trio, vira bossa de órgão; “Eleanor Rigby” e “A Day in the Life” passam pelo Hammond; “I Say a Little Prayer”, de Burt Bacharach e Hal David, e “Up, Up & Away”, de Jimmy Webb, ganham swing de clube. 

O disco fecha na faixa-título, de Babaji, J. J. Torres e N. Tubbs Jr. O que define o LP é o órgão limpo e rítmico — sem vocais, dez faixas curtas que misturam Bee Gees, Young Rascals, Jackie Wilson e Buffalo Springfield no mesmo trio. 

A curiosidade da ficha é o próprio crédito: “And His Trio”, enquanto o restante da sessão fica anônimo no vinil.Saiu em estéreo e em mono (T 5103) no mesmo ano. No ano seguinte Caravan voltaria com Hey Jude, já pela Vault.

20 de agosto de 2026

Shake N' Cor And The Bonetones • Are You True to Me? 2012

 

01. Are You True to Me? 2'35
02. Rain in Paris 6'29
(Corry & Reay Suter)
03. Too Blind 3'47
(Reay Suter)
04. I Had a Dream 3'24
(Sandy Smith)
05. I Know Somebody's Out There 3'09
(Corry & Reay Suter)
06. Happy Blues 3'56
(Corry Suter)
07. Heard You Talk in Your Sleep 2'27
(Corry & Reay Suter)
08. Talking Head 2'44
(Corry Suter)
09. Giving and Taking 5'15
(Corry Suter)
10. Wanna Do What I Do 4'23
(Corry Suter)
11. Angel Song 3'45
(Corry Suter)
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Casal canadense resgata o blues com harmônica 
e alma gospel em disco caseiro cheio de charme

Em 2012, o duo canadense Shake N’ Cor And The Bonetones lançou o álbum de estreia Are You True to Me?, um trabalho de blues-roots com overtones de jazz e gospel gravado de forma direta e intimista. 

No centro da formação estão o casal Corry Suter (vocais e composição) e Shakey Reay Suter (harmônica diatônica e teclados), acompanhados pelos Bonetones, com músicos como Keith Picot no baixo acústico, Sandybone Smith na bateria e Dave “Double D” Dykhuizen na guitarra. Faixas como a título “Are You True to Me?”, o alongado “Rain in Paris” e o animado “Happy Blues” destacam a harmônica delicada e expressiva de Shakey, a voz carismática de Corry e uma instrumentação enxuta que mistura grooves de blues nostálgico com toques de jazz e gospel sem exageros. 

O som é quente, caseiro e cheio de personalidade, com arranjos que priorizam a espontaneidade e a química do grupo. Uma curiosidade da formação: o duo surgiu em 2011 depois de sete anos tocando juntos no grupo anterior Little Blue Planet

As gravações aconteceram ao vivo no chão do estúdio caseiro Shakara, em Crofton, na Ilha de Vancouver, Colúmbia Britânica. O disco marca a estreia oficial do casal sob o nome Shake N’ Cor And The Bonetones após anos de experiência no cenário roots canadense.  

2 de agosto de 2026

Alex Skolnick Trio - Last Day In Paradise 2007

 

1.Mercury Retrogade
4.Shades Of Grey
5.Practica Lo Que Predicas (Practice What You Preach)
6.The Lizard
7.Channel 4
8.Revelation (Mother Earth)
9.Out There Somewhere
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Quando o metal de Testament virou jazz 

Em 2007 o Alex Skolnick Trio soltou Last Day In Paradise, um álbum de jazz que respira rock progressivo e carrega a inspiração explícita do jazz europeu

Alex Skolnick na guitarra (elétrica, acústica e de doze cordas), Nathan Peck no baixo acústico e Matt Zebroski na bateria formam a base que transforma sete originais e três clássicos do hard rock em algo totalmente novo: “Tom Sawyer” ganha cara de jazz com toque eletrônico ao vivo, “Practica Lo Que Predicas” vira uma versão latina explosiva do clássico do Testament e “Western Sabbath Stomp” chega com slide guitar e riffs que pisam fundo. 

Loops eletrônicos, melodias vocais, baixo com arco, efeitos especiais e improvisações livres empurram o trio para além do formato tradicional e criam um som que é ao mesmo tempo sedoso e poderoso. 

Na gravação de outubro de 2006 no Spin Music Studios, em Long Island City, o grupo decidiu incorporar esses recursos de estúdio para entregar o disco mais original e ousado da carreira até então. O próprio título nasceu da reflexão de Skolnick sobre os tempos turbulentos do mundo: a ideia de viver cada dia como se fosse o último no paraíso.  

Blodwyn Pig – The Recordings 1969-1974 (2026)

 

DISC ONE
Ahead Rings Out
1. It's Only Love (3:23)
2. Dear Jill (5:19)
3. Sing Me A Song That I Know (3:09)
4. The Modern Alchemist (5:38)
5. Up And Coming (5:31)
6. Leave It With Me (3:54)
7. The Change Song (3:44)
8. Back Wash (0:53)
9. Ain't Ya Coming Home, Babe? (6:06)
10. The Change Song (BBC David Symonds session February 1969) (4:25)
11. It's Only Love (BBC "Top Gear" session March 1969) (3:33)
12. Sweet Caroline (B-side of single) (2:50)
13. Walk On The Water (A-side of single) (3:42)
14. Summer Day (B-side of single) (3:44)
15. McGregor Muckabout (recorded during sessions for 'Ahead Rings Out') (10:32)
16. Walk On The Water (alternate version) (3:50)

DISC TWO
Getting To This
1. Drive Me (3:21)
2. Variations On Nainos (3:47)
3. See My Way (5:06)
4. Long Bomb Blues (1:08)
5. The Squirreling Must Go On (4:26)
6. San Francisco Sketches (8:14)
7. Worry (3:42)
8. Toys (3:03)
9. To Rassman(1:30)
10. Send Your Son To Die (4:31)
11. Same Old Story (A-side of single)(2:35)
12. Slow Down (B-side of single) (4:18)
13. Meanie Mornay (Recorded during sessions for 'Getting To This') (4:44)
14. One Thing Leads To Another (Recorded during sessions for 'Getting To This') (3:40)

DISC THREE
Blodwyn Pig at the BBC 1969 - 1974
1. Ain't Ya Coming Come Babe (Top Gear session March 1969) (3:49)
2. The Modern Alchemist (Top Gear session March 1969) (4:48)
3. Mr. Green's Blues (Top Gear session March 1969) (3:50)
4. Worry (Sounds of the 70s session March 1970) (4:02)
5. Variations On Nainos (Sounds of the 70s session May 1970) 4:59)
6. Moon's Gone (Sounds of the 70s session September 1970) (3:01)
7. The Lady Of Liberty (Sounds of the 70s session September 1970) (4:24)
8. See My Way (John Peel Sounds of the 70s session June 1974) (5:59)
9. Baby Girl (John Peel Sounds of the 70s session June 1974) (3:55)
10. Leaving Song (John Peel Sounds of the 70s session June 1974) (4:53)
11. Blues Of A Dunstable Truck Driving Man (John Peel Sounds of the 70s session June 1974) (2:48)
12. See My Way (Radio 1 "In Concert" August 1974) (7:32)
13. I Know (Radio 1 "In Concert" August 1974) (9:44)
14. Cosmografication (Radio 1 "In Concert" August 1974) (6:21)
15. Six Days On The Road (Radio 1 "In Concert" August 1974) (4:20)
16. It's Only Love (Radio 1 "In Concert" August 1974) (3:22)
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The Recordings 1969-1974, lançado em março de 2026 pela Esoteric Recordings (Cherry Red), reúne o blues-rock sujo e jazzado do Blodwyn Pig em três CDs, com os dois álbuns de estúdio, singles e sessões da BBC.

Mick Abrahams (guitarra e vocais, ex-Jethro Tull) lidera a formação clássica ao lado de Jack Lancaster (saxofone, flauta e violino), Andy Pyle (baixo) e Ron Berg (bateria). Faixas como o blues pesado de “Ain’t Ya Coming Home, Babe?”, o rock com troca de riffs de “See My Way” e o jazz fusion de “The Modern Alchemist” mostram o som marcante: guitarra slide afiada de Abrahams, sopros e flauta de Lancaster e uma base rítmica que permite improvisos livres. 

Curiosidade: o grupo nasceu logo depois que Abrahams saiu do Jethro Tull em 1968, buscando um caminho mais blues, e logo virou favorito do underground britânico. O box traz Ahead Rings Out (1969) e Getting To This (1970) remasterizados, com bônus de singles, outtakes e 16 faixas ao vivo da BBC entre 1969 e 1974, incluindo o retorno de 1974.

Os dois discos originais chegaram ao top 10 do Reino Unido e foram gravados para a Chrysalis. Abrahams reformou a banda em 1974 só para sessões da BBC com John Peel e o programa In Concert, registradas aqui em alta qualidade.

1 de agosto de 2026

Fantastic Negrito – Alive! (2026)

 


1. An Honest Man (Live from Leeds, England) 5:03
2. How Long? (Live) 3:37
3. Living with Strangers (Live from Leeds, England) 6:22
4. Bullshit Anthem (Live from Leeds, England) 2:56
5. Night Has Turned to Day (Live from Leeds, England) 2:44
6. In the Pines (Live from Leeds, England) 10:24
7. Beat Salad (Live from Rubigen, Switzerland) 4:57
8. Good Feeling (Live from Leeds, England) 4:42
9. California Loner (Live) 5:35
10. I Hope Somebody's Loving You (Live from Leeds, England) 4:55
11. Eat Less Sugar Have More Sex (Live from Portsmouth,
New Hampshire) 2:01
12. Working Poor (Live from Sogliano, Italy) 4:33
13. Plastic Hamburgers / Long Long Road (Live from
Leeds, England) 5:56
14. The Duffler (Live from Leeds, England) 1:34
15. Please Computer (Live from Brooklyn, New York) 5:09
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O Blues que Explode ao Vivo com Fúria, Funk e Alma Inconfundível!

Lançado em 17 de julho de 2026 pela Storefront Records, Fantastic Negrito Alive! é um álbum ao vivo eletrizante que captura o artista raiz Xavier Dphrepaulezz em performances cruas e imprevisíveis de blues, soul, funk e rock, onde as versões fogem completamente dos estúdios e se alimentam da energia explosiva da plateia.

Fantastic Negrito lidera com sua voz rouca e poderosa — mistura de Jack White grave com Prince no modo rock — apoiado por uma banda de quatro peças talentosa que acompanha suas viradas inesperadas. 

Destaques: “In the Pines”, estendida para mais de dez minutos com atitude soulful e intensidade crescente; “Beat Salad”, um showpiece gospel com call-and-response explosivo (“I got the blues this morning” / “Everything’s gonna be alright”); e “The Duffler”, um pounding soul-metal que sacode tudo. A instrumentação prioriza grooves pesados, improvisações selvagens, fusões de funk James Brown, gospel suado e toques psychedelic-soul com inclinações avant-jazz, tudo amarrado por vocais gritantes e uma banda apertada que segue o fluxo caótico e vibrante.

Compilado das melhores performances de uma turnê recente — com faixas capturadas em Leeds, Rubigen, Brooklyn e outros palcos —, o disco revela um artista que transforma cada show em algo único e imprevisível. Três vezes vencedor do Grammy de Best Contemporary Blues Album, Fantastic Negrito revitalizou sua carreira com um nome incomum e uma abordagem que mistura protesto socioeconômico (“Working Poor”) com puro caos criativo, provando que o blues vivo ainda pode ser o melhor party album do ano.