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23 de setembro de 2026

The Greatest Show On Earth - The Going's Easy [1970

 

3. Story Times and Nursery Rhymes
4. The Leader
5. Love Magnet
6. Tell the Story
BONUS TRACKS:
7. Mountain Song
8. Magic Woman Touch (Single Version)
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Brass no palco, blues no sangue: o segundo ato da Harvest

The Going's Easy, segundo e último disco de estúdio do The Greatest Show On Earth, saiu no Reino Unido em 1970 pela Harvest e empurra o brass-rock britânico para faixas mais longas, misturando blues, soul e jazz. 

A gravadora montou o oiteto como resposta local a Blood, Sweat & Tears e Chicago.No núcleo estão os irmãos Garth Watt-Roy (guitarra e voz) e Norman Watt-Roy (baixo e voz), Colin Horton-Jennings (voz, flauta, violão e bongôs), Mick Deacon no órgão e piano, Ron Prudence na bateria e congas, e os sopros de Dick Hanson, Tex Philpotts e Ian Aitchison.

 “Borderline”, crédito coletivo de cerca de nove minutos, pesa no rock e nos metais. “Magic Woman Touch”, de Horton-Jennings e Garth, segue acústica, com harmonias próximas aos Hollies. “Love Magnet” alonga o conjunto e abre espaço para o órgão de Deacon.

Depois de Horizons, a banda voltou ao estúdio com Jonathan Peel na produção e Jeff Jarratt e John Kurlander na engenharia, esticando as jams. A capa gatefold é do Hipgnosis; em 1972 os Hollies regravaram “Magic Woman Touch” no álbum Romany.


20 de setembro de 2026

Bert Jansch & John Renbourn - After The Dance (1966-1968)

 

01. Tic-Tocative
02. Waltz
03. Piano Tune
04. Goodbye Pork Pie Hat
05. Hole In The Coal
06. The Wagoner's Lad
07. Lucky Thirteen
08. Three-Part Thing
09. Stepping Stones
10. Red's Favourite
11. No Exit
12. Orlando
13. Bells
14. East Wind
15. After The Dance
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Dois violões, uma conversa só

After The Dance não é um disco de 1966: é a coletânea Shanachie de 1992 (série Guitar Artistry) que junta o miolo de Bert and John com duetos do mesmo período, 1966–1968, tirados de álbuns de Jansch, Renbourn e do Pentangle

O núcleo é folk acústico em diálogo — blues, jazz e balada britânica no mesmo violão de seis cordas.

Bert Jansch canta e toca; John Renbourn é o outro violão. Bill Leader assina as sessões originais. A resenha da coletânea aponta “Hole in the Coal”, “Three Part Thing” e a faixa-título como o pulso do encontro; outra nota destaca o Charles Mingus de “Goodbye Pork Pie Hat” e “The Wagoner’s Lad”, esta última vinda de Jack OrionQuase tudo é instrumental: dois fingerstyles se cruzando sem banda.

O LP Bert and John (Transatlantic TRA 144) foi gravado no começo do verão de 1966 em St. Edmunds Terrace, St. John’s Wood, por Leader. A compilação americana saiu em 14 de julho de 1992 (Shanachie 99006), remasterizada por Robert Vosgien, com direção de arte de Stefan Grossman; nos EUA o duo de 1966 já havia circulado como Stepping Stones, na Vanguard.

Se gostou, coloca o disco no fone agora, deixa um like ou comentário no blog https://quemtempoe.blogspot.com/


12 de setembro de 2026

Donald Fagen – Kamakiriad 1993

 

2. Countermoon — 5:06
3. Springtime — 5:07
4. Snowbound — 7:09
5. Tomorrow’s Girls — 6:17
6. Florida Room — 6:00
7. On the Dunes — 8:07
8. Teahouse on the Tracks — 6:11
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Kamakiri a vapor, Fagen e Becker de novo na pista

Em 25 de maio de 1993 a Reprise soltou Kamakiriad, segundo disco solo de Donald Fagen: jazz-rock de oito faixas ligadas, onze anos depois de The Nightfly

O narrador parte num carro a vapor, hortinha embutida e satélite Tripstar; Kamakiri, em japonês, é louva-a-deus. 

Walter Becker produz, toca baixo e guitarra solo — a primeira parceria plena dos dois desde Gaucho, de 1980.

Fagen canta, arranja ritmo e metais e senta nos teclados. Georg Wadenius na guitarra, Paul Griffin no Hammond B3, Randy Brecker e Alan Rubin nos metais, Cornelius Bumpus e Lou Marini nos saxofones. A bateria passa de mão: Christopher Parker, Leroy Clouden e Dennis McDermott em “Snowbound”, a única faixa que Becker assina com Fagen e a que o AllMusic aponta como a mais próxima do Steely Dan

“Trans-Island Skyway” abre a viagem; “Tomorrow’s Girls”, single com clipe de Rick Moranis, foi ao 20º lugar da Mainstream Rock. “Florida Room” tem letra de Fagen com Libby Titus; Bumpus sola no tenor ali e em “On the Dunes”. Roger Nichols é o engenheiro-chefe no River Sound, em Nova York, com extras no Havaí, no Clinton e no Hit Factory.

O disco chegou ao 10º lugar da Billboard 200, ao 3º no Reino Unido, levou ouro da RIAA e foi indicado ao Grammy de Álbum do Ano em 1994 — a mesma temporada em que Fagen e Becker voltaram à estrada. A capa interna reserva uma linha só: dedicado in memoriam a Dorothy White.

4 de setembro de 2026

Manfred Mann's Earth Band - Solar Fire 1998

 

2. In the Beginning, Darkness (Mann, Rogers, Slade) 5:21
3. Pluto the Dog (Mann, Rogers, Slade, Pattenden) 2:47
4. Solar Fire (Rogers, Slade) 5:15
6. Earth, the Circle Part 2 (Mann) 3:22
7. Earth, the Circle Part 1 (Mann) 3:56
8. Joybringer [single A-side, 1973] 
[bonus track] (Holst) 3:24
9. Father Of Day, Father Of Night 
[edited version] [bonus track] (Dylan) 3:03
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Solar Fire:disco cósmico de Manfred Mann's Earth Band

Lançado em 30 de novembro de 1973 e relançado em 1998 com faixas bônus, Solar Fire é o quarto álbum de estúdio da Manfred Mann’s Earth Band e um marco do rock progressivo britânico, com passagens de hard rock e jazz-rock. Gravado no The Workhouse, na Old Kent Road, em Londres, o disco constrói um universo sonoro em torno do cosmos.

No quarteto da formação clássica, Manfred Mann comanda órgão e sintetizador, Mick Rogers assume guitarra e voz, Colin Pattenden segura o baixo e Chris Slade dispara a bateria Fibes. 

A abertura “Father of Day, Father of Night” estica uma canção de Bob Dylan até quase dez minutos, com órgão majestoso, guitarra cortante e os coros de Doreen e Irene Chanter. A faixa-título “Solar Fire” começa no groove e explode numa jam progressiva, enquanto a suíte instrumental “Saturn, Lord of the Ring/Mercury, the Winged Messenger” coloca o trombone de Paul Rutherford no diálogo entre teclado fluido e guitarra angular. 

Foi o primeiro álbum do grupo na Bronze Records, logo depois do single “Joybringer”, baseado em “Júpiter”, de Gustav Holst.O herdeiro de Holst havia autorizado só aquele recorte de Os Planetas e vetou a adaptação da suíte inteira, então a banda criou temas originais para o próprio álbum cósmico. 

A edição remasterizada de 1998 devolve “Joybringer” ao pacote e inclui uma versão editada da cover de Dylan, que segue no repertório ao vivo da Earth Band até hoje.

30 de agosto de 2026

Jimmy Caravan - Look Into The Flower 1968

 

A1. Holiday 2:50
A2. Higher And Higher 2:47
A3. Little Bird 3:13
A4. How Can I Be Sure 2:47
A5. Up, Up & Away 2:43
B1. Eleanor Rigby 2:53
B2. I Say A Little Prayer 2:08
B3. Rock And Roll Woman 2:07
B4. A Day In The Life 3:23
B5. Look Into The Flower 3:32
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O órgão que olhou para a flor e transformou 
Beatles e Bacharach em groove de 1968

Look Into The Flower, de Jimmy Caravan, saiu em 1968 pela Tower Records, como jazz, funk e soul instrumental — órgão no centro, com tempero psicodélico e latin jazz nas regravações da época.

O selo creditou Jimmy Caravan And His Trio: Caravan no teclado, o trio sem nomes no encarte, Jackie Mills na produção pela Wednesday’s Child Productions, fabricação da Capitol. “Little Bird”, do Pete Jolly Trio, vira bossa de órgão; “Eleanor Rigby” e “A Day in the Life” passam pelo Hammond; “I Say a Little Prayer”, de Burt Bacharach e Hal David, e “Up, Up & Away”, de Jimmy Webb, ganham swing de clube. 

O disco fecha na faixa-título, de Babaji, J. J. Torres e N. Tubbs Jr. O que define o LP é o órgão limpo e rítmico — sem vocais, dez faixas curtas que misturam Bee Gees, Young Rascals, Jackie Wilson e Buffalo Springfield no mesmo trio. 

A curiosidade da ficha é o próprio crédito: “And His Trio”, enquanto o restante da sessão fica anônimo no vinil.Saiu em estéreo e em mono (T 5103) no mesmo ano. No ano seguinte Caravan voltaria com Hey Jude, já pela Vault.

20 de agosto de 2026

Shake N' Cor And The Bonetones • Are You True to Me? 2012

 

01. Are You True to Me? 2'35
02. Rain in Paris 6'29
(Corry & Reay Suter)
03. Too Blind 3'47
(Reay Suter)
04. I Had a Dream 3'24
(Sandy Smith)
05. I Know Somebody's Out There 3'09
(Corry & Reay Suter)
06. Happy Blues 3'56
(Corry Suter)
07. Heard You Talk in Your Sleep 2'27
(Corry & Reay Suter)
08. Talking Head 2'44
(Corry Suter)
09. Giving and Taking 5'15
(Corry Suter)
10. Wanna Do What I Do 4'23
(Corry Suter)
11. Angel Song 3'45
(Corry Suter)
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Casal canadense resgata o blues com harmônica 
e alma gospel em disco caseiro cheio de charme

Em 2012, o duo canadense Shake N’ Cor And The Bonetones lançou o álbum de estreia Are You True to Me?, um trabalho de blues-roots com overtones de jazz e gospel gravado de forma direta e intimista. 

No centro da formação estão o casal Corry Suter (vocais e composição) e Shakey Reay Suter (harmônica diatônica e teclados), acompanhados pelos Bonetones, com músicos como Keith Picot no baixo acústico, Sandybone Smith na bateria e Dave “Double D” Dykhuizen na guitarra. Faixas como a título “Are You True to Me?”, o alongado “Rain in Paris” e o animado “Happy Blues” destacam a harmônica delicada e expressiva de Shakey, a voz carismática de Corry e uma instrumentação enxuta que mistura grooves de blues nostálgico com toques de jazz e gospel sem exageros. 

O som é quente, caseiro e cheio de personalidade, com arranjos que priorizam a espontaneidade e a química do grupo. Uma curiosidade da formação: o duo surgiu em 2011 depois de sete anos tocando juntos no grupo anterior Little Blue Planet

As gravações aconteceram ao vivo no chão do estúdio caseiro Shakara, em Crofton, na Ilha de Vancouver, Colúmbia Britânica. O disco marca a estreia oficial do casal sob o nome Shake N’ Cor And The Bonetones após anos de experiência no cenário roots canadense.  

2 de agosto de 2026

Alex Skolnick Trio - Last Day In Paradise 2007

 

1.Mercury Retrogade
4.Shades Of Grey
5.Practica Lo Que Predicas (Practice What You Preach)
6.The Lizard
7.Channel 4
8.Revelation (Mother Earth)
9.Out There Somewhere
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Quando o metal de Testament virou jazz 

Em 2007 o Alex Skolnick Trio soltou Last Day In Paradise, um álbum de jazz que respira rock progressivo e carrega a inspiração explícita do jazz europeu

Alex Skolnick na guitarra (elétrica, acústica e de doze cordas), Nathan Peck no baixo acústico e Matt Zebroski na bateria formam a base que transforma sete originais e três clássicos do hard rock em algo totalmente novo: “Tom Sawyer” ganha cara de jazz com toque eletrônico ao vivo, “Practica Lo Que Predicas” vira uma versão latina explosiva do clássico do Testament e “Western Sabbath Stomp” chega com slide guitar e riffs que pisam fundo. 

Loops eletrônicos, melodias vocais, baixo com arco, efeitos especiais e improvisações livres empurram o trio para além do formato tradicional e criam um som que é ao mesmo tempo sedoso e poderoso. 

Na gravação de outubro de 2006 no Spin Music Studios, em Long Island City, o grupo decidiu incorporar esses recursos de estúdio para entregar o disco mais original e ousado da carreira até então. O próprio título nasceu da reflexão de Skolnick sobre os tempos turbulentos do mundo: a ideia de viver cada dia como se fosse o último no paraíso.