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21 de junho de 2026

Herbie Hancock - Thrust 1974

 

Lado A
1. Palm Grease – 10:38 (Herbie Hancock)
2. Actual Proof – 9:43 (Herbie Hancock)

Lado B
3. Butterfly – 11:18 (Herbie Hancock / Bennie Maupin)
4. Spank-A-Lee – 7:12 (Herbie Hancock / Mike Clark / Paul Jackson)
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Thrust: Herbie Hancock e os Headhunters Entram em 'Warp Speed' no Jazz-Funk
Lançado em 6 de setembro de 1974 pela Columbia, Thrust é a sequência direta do fenômeno Head Hunters e um dos álbuns mais eletrizantes do jazz-funk. Com quatro faixas longas e cheias de vida, o disco entrega grooves densos, improvisações livres e uma fusão vibrante de jazz, funk e experimentação eletrônica que pulsa do começo ao fim.
Na formação dos Headhunters, Herbie Hancock comanda os Fender Rhodes, clavinet Hohner D6 e sintetizadores ARP (Odyssey, Soloist, 2600 e String Ensemble), ao lado de Bennie Maupin nos saxofones, saxello, clarinete baixo e flauta alto; Paul Jackson no baixo elétrico; Mike Clark na bateria; e Bill Summers na percussão. 
Destaques: “Palm Grease”, que abre com o groove característico de Mike Clark e a percussão latina de Bill Summers; “Actual Proof”, o exemplo máximo do som único do grupo, com trocas rítmicas complexas e conversacionais; e “Butterfly”, balada luxuriante e sensual co-escrita com Bennie Maupin que oferece contraste atmosférico e emotivo. O álbum se define pelos grooves deslumbrantes de Paul Jackson e Mike Clark, as linhas de baixo revolucionárias e polirrítmicas, os solos expressivos de Herbie nos teclados e ARPs, e as cores provocativas dos sopros — tudo em longas faixas que misturam improvisação jazzística e funk dançante de alto nível.
Curiosidade: o processo de gravação (verão de 1974, em estúdios de San Francisco, com engenheiro Fred Catero) é a história de “Actual Proof”: o produtor queria um ritmo mais simples, mas a banda insistiu num groove interativo inspirado em duos lendários do jazz; Mike Clark recorreu ao canto budista por vinte minutos e eles acertaram tudo em uma única tomada lendária. Historicamente, o disco captura o quinteto no auge após turnês intensas — com a química única de Paul Jackson e Mike Clark, desenvolvida em Oakland —, e “Spank-A-Lee” funciona como uma homenagem carinhosa ao funk vibrante que saía daquela cena californiana nos anos 70.

14 de junho de 2026

Jay Collins – Northern Resistance – 2026

 

01. 3 Days In Paris 04:31
02. Till You’re Ready 04:48
03. Top Of The Town 04:19
04. Cradle Of Civilization 05:35
05. More Than Enough (Woman For Me) 05:25
06. Poem For You Today 05:54
07. Porch Light Blues 03:54
08. Why Are People Like That? 03:53
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Jay Collins Une Rock, Blues e Jazz em um Manifesto Raiz do Vale do Hudson!
Jay Collins, saxofonista, cantor e líder experiente, entrega em 2026 o álbum Northern Resistance com sua banda homônima, formada por jovens talentos do Vale do Hudson, em Nova York. O disco traz um estilo vibrante de rock-and-roll injetado de jazz, blues e roots music, com grooves cheios de alma e energia ao vivo.
A formação principal conta com Jay Collins nos vocais, saxofones, teclados e flauta, ao lado de Peter Dougan na guitarra, Kyle Esposito no baixo e vocais, Ross Rice nos teclados e vocais, e Manuel Quintana na bateria. 
Destaques: “Porch Light Blues”, com seu blues intimista e groove marcante; “Cradle Of Civilization”, que ganha força épica; e “Why Are People Like That?”, uma versão pulsante da canção de Bobby Charles. O som se define pela instrumentação robusta, saxofone em destaque, grooves roqueiros energéticos misturados a toques jazzísticos, soul e ritmos roots, criando fusões naturais e cheias de feeling.
O processo criativo reflete a longa jornada de Jay como músico: faixas como “Porch Light Blues” foram co-produzidas por Manuel Quintana no Beet Studios, enquanto “Cradle Of Civilization” é uma regravação de um velho instrumental jazz de sua discografia, agora com influências latinas e percussão vibrante. Historicamente, Jay carrega um currículo de peso, com prêmios Grammy ao lado de Levon Helm e turnês marcantes com Gregg Allman e Little Feat; este lançamento celebra suas raízes na cena musical histórica de Woodstock com uma nova geração de artistas locais.

11 de junho de 2026

The Gregg Allman Band – Great As Ever: Live In Philadelphia ’86 (2026)

 

1. Don't Want You No More
2. Ain't My Cross To Bear
3. Sweet Feelin'
4. Hot 'Lanta
5. Need Your Love So Bad
6. Trouble No More
7. Things You Used To Do
8. Queen Of Hearts
10. Midnight Rider
11. Just Ain't Easy
12. I'm No Angel
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Gregg Allman ainda mandava ver em "Great As Ever: Live In Philadelphia ’86"
Em janeiro de 1986, Gregg Allman subiu no palco do Chestnut Cabaret, em Philadelphia, e entregou um show que agora chega como Great As Ever: Live In Philadelphia ’86. O disco mostra o cantor no comando de sua banda solo, com a voz rouca e cheia de alma que sempre foi sua marca registrada.
A formação trazia Dan Toler na guitarra, Frankie Toler na bateria, Bruce Waibel no baixo, Chaz Trippy na percussão e Tim Heding nos teclados. O set privilegia faixas mais diretas e emotivas em vez dos longos jams dos Allman Brothers. “Hot ’Lanta” chega curta e certeira, com ótima química entre bateria e baixo. “Melissa”, dedicada a Dickey Betts, soa especialmente doce e melancólica. Já “Queen of Hearts” e “Just Ain’t Easy” ganham espaço pra Gregg mostrar toda a sua entrega vocal, enquanto “I’m No Angel” fecha o show com aquele groove que já apontava pro disco solo que viria em 1987.
O título do álbum vem de uma saudação que Gregg fez ao público lotado naquela noite. A gravação é de som direto, sem firulas, e preserva bem a energia crua do momento. É mais um capítulo valioso dos arquivos dele, capturando um período em que o cantor seguia firme, cantando com a mesma paixão de sempre.