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1 de fevereiro de 2026

Dr . John : Goin' back in New Orleans 1992

 

1. Litanie Des Saints
2. Careless Love
3. My Indian Red
4. Milneburg Joys
5. I Thought I Heard Buddy Bolden say
6. Basin Street blues
7. Didn't He Ramble
8. Do You Call That A Buddy?
9. How Come My Dog Don't bark when you come 'round
10. Good Night, Irene
11. Fess Up
12. Since I Fell for you
13. I'll Be Glad when you' re Dead , you rascal you
14. Cabbage Head
15. Goin' Home Tomorrow
16. Blue Monday
17. Scald Dog
18. Goin' Back To New Orleans
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Dr. John: Mergulho nas Raízes Voodoo de New Orleans
Em 1992, o lendário pianista Dr. John, ícone do funk e blues de New Orleans, (fase meio um Clovis Bornay do rock) lançou Goin' Back to New Orleans, um álbum vibrante que celebra as tradições musicais da cidade do jazz. Misturando ritmos de R&B, blues clássico e toques de voodoo charm, o disco é uma homenagem energética às origens da música americana, com arranjos ricos em piano, metais e percussão que evocam as ruas do French Quarter.
Destaques: "Litanie Des Saints", que abre com um misticismo cativante, e "Basin Street Blues", um clássico revigorado com swing irresistível. "My Indian Red" e "Milneburg Joys" brilham com a essência do Mardi Gras, enquanto "Blue Monday" injeta funk contagiante. Dr. John conta com participações especiais de astros como os Neville Brothers, o trompetista Al Hirt e o clarinetista Pete Fountain, criando um som autêntico e colaborativo.
Uma curiosidade: o álbum foi gravado em estúdios de New Orleans, capturando improvisos ao vivo que refletem o espírito improvisado da cidade. Outro detalhe fascinante é o contexto histórico — lançado pós-recessão dos anos 80, ele revitalizou o interesse pelo blues tradicional, rendendo a Dr. John um Grammy de Melhor Álbum de Blues Tradicional.

29 de janeiro de 2026

Blood Sweat & Tears - House in the Country (1968)

 

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Mergulhe no Clássico 'Child Is Father to the Man'
Rock com alma jazzística! Child Is Father to the Man, estreia de 1968 do Blood, Sweat & Tears, é uma bomba criativa que funde blues psicodélico, rock, jazz e pop com uma seção de metais explosiva – trompetes, trombones e sax que elevam tudo a outro nível. Liderado pelo gênio Al Kooper (teclados, vocais e arranjos), o álbum brilha com faixas icônicas como a excêntrica "House in the Country", a soulful "I Love You More Than You'll Ever Know" e o groove intenso de "Somethin' Goin' On". Músicos estelares como Randy Brecker (trompete) e Fred Lipsius (sax) adicionam camadas sonoras únicas e inovadoras.
Curiosidade: Kooper compôs e arranjou a maioria em sessões improvisadas com o produtor John Simon, capturando o espírito livre pós-psicodélico. Detalhe histórico: Apesar das vendas baixas, o disco inspirou a era das horn bands, como Chicago, mas Kooper saiu por críticas à sua voz "quirky", abrindo espaço para o sucesso com David Clayton-Thomas.

18 de janeiro de 2026

Itamar Assumpção - Beleléu e Banda Isca de Polícia 1980 (1998)

 

1. Vinheta I (0:32)
2. Luzia (Itamar Assumpção) 4:21
3. Fon fin fan fin fun (Older Brigo, Itamar Assumpção) 2:22
4. Fico louco (Itamar Assumpção) 5:16
5. Aranha (Rondó, Arrigo Barnabé, Neusa Pinheiro Freitas) 1:14
6. Se eu fiz tudo (Marcio Werneck, Itamar Assumpção) 3:52
7. Vinheta II (0:39)
8. Baby (Itamar Assumpção) 3:46
9. Embalos (Itamar Assumpção) 3:26
10. Nega música (Itamar Assumpção) 2:10
11. Beijo na boca (Itamar Assumpção) 2:23
12. Vinheta radiofônica (1:22)
13. Nego Dito (Itamar Assumpção) 4:31
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Itamar Assumpção: Beleléu, Leléu, Eu – O Caos Criativo que Definiu a Vanguarda Paulista!
"Beleléu, Leléu, Eu", álbum de estreia de Itamar Assumpção com a Banda Isca de Polícia, lançado em 1980 e relançado em 1998, é um marco da cena underground de São Paulo. Fundindo rock experimental, samba distorcido, jazz livre e letras poéticas cheias de ironia, o disco exala rebeldia com arranjos imprevisíveis e a voz magnética de Itamar, que navega entre o teatral e o visceral.
Pontos altos: "Fico Louco", um turbilhão rítmico com percussão pulsante e guitarras cortantes; "Nega Música", minimalista e introspectiva; e "Nego Dito", com baixo groovy de Kiko e guitarra afiada de Jean. Itamar domina como multi-instrumentista (voz, baixo, guitarra, percussão, violão, acordeão, bateria, piano), apoiado por talentos como Paulo Barnabé na bateria, Rondó na guitarra e Luís nos teclados. Vinhetas radiofônicas adicionam um toque narrativo único, como colagens sonoras.
Curiosidade: A gravação ocorreu em estúdios precários de SP, com sessões improvisadas que viravam happenings artísticos, capturando a essência espontânea da banda. Outro detalhe intrigante: Em plena regime militar, o álbum simbolizou resistência cultural, influenciando nomes como Arrigo Barnabé (coautor de "Aranha" e irmão de Paulo).

12 de janeiro de 2026

Katie Knipp • Take it With You 2018

 

 01. Ya Make It So Hard To Sing The Blues
 02. I Don’t Sing For You
 03. Letters
 04. Metro In Paris
 05. I Will Stick Around
 06. Come Back
 07. Get Outta My Dream
 08. Santa Cruz Blues
 09. Another Round
 10. Last Man Out
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Leve o Blues na Veia: A Explosão Multifacetada de 'Take It With You' de Katie Knipp!
Lançado em 2018 de forma independente, "Take It With You" é o quarto álbum de Katie Knipp, a talentosa multi-instrumentista de Alameda, Califórnia, que funde blues cru com rock, folk, americana e toques de early jazz, evocando o espírito de Nova Orleans. Sua voz diesel-poderosa e versátil domina, acompanhada por piano, dobro guitar, harmonica e Hammond organ – tudo tocado por ela mesma!
Destaques: "Ya Make It So Hard To Sing The Blues", com groove irresistível, a introspectiva "Metro In Paris" e a melancólica "Santa Cruz Blues". A banda brilha com Neil Campisano na bateria, Zachary Proteau no baixo e tuba, Brett Vaughn Rechtfertig na guitarra elétrica, além de metais como Al Bent no trombone e Chet Chwalik na trompete (com arranjos em "I Don’t Sing For You").
Curiosidade: Todas as faixas foram compostas por Knipp, com produção dela e Christopher Horton, gravadas em sessões íntimas que capturam uma energia orgânica e espontânea. 
Detalhe: Como sua primeira obra em oito anos desde "Midnight Mind", reflete a maturidade de uma artista influenciada pelo blues como forma de resistência cultural em um mundo militarizado.

Pat Metheny Group – Imaginary Day (Reissue) (2026)


 

01 – Imaginary Day
02 – Follow Me
03 – Into the Dream
04 – A Story Within the Story
05 – The Heat Of The Day (Album Version-Imaginary Day)
06 – Across the Sky
07 – The Roots of Coincidence
08 – Too Soon Tomorrow
09 – The Awakening
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spotify / via: intmusic


Redescobrindo Sonhos Sonoros: A Reedição de 'Imaginary Day' do Pat Metheny Group
A reedição de 2026 de Imaginary Day, clássico de 1997 do Pat Metheny Group, traz de volta essa obra-prima com som remasterizado, destacando a fusão inovadora de jazz contemporâneo com influências mundiais, como ritmos iranianos e indonésiosO álbum mistura melodias cativantes, texturas orquestrais e experimentações eletrônicas, criando uma narrativa sonora hipnótica.
Destaques: "The Roots of Coincidence", com sua energia frenética e toques progressivos, e "Across the Sky", uma balada etérea. O quarteto principal – Pat Metheny nas guitarras (incluindo a exótica Pikasso de 42 cordas), Lyle Mays nos teclados, Steve Rodby no baixo e Paul Wertico na bateria – brilha ao lado de convidados como Mark Ledford (vocais e trompete) e David Blamires, adicionando camadas vocais e percussivas únicas.
Curiosidade: Metheny compôs grande parte do material durante turnês globais, incorporando sons exóticos capturados em viagens, o que deu ao álbum sua essência multicultural durante as gravações em Nova York
Detalhe: Lançado no auge da era digital do jazz, Imaginary Day venceu o Grammy de Melhor Álbum de Jazz Contemporâneo em 1999, marcando um pico criativo para o grupo.