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11 de junho de 2026

The Gregg Allman Band – Great As Ever: Live In Philadelphia ’86 (2026)

 

1. Don't Want You No More
2. Ain't My Cross To Bear
3. Sweet Feelin'
4. Hot 'Lanta
5. Need Your Love So Bad
6. Trouble No More
7. Things You Used To Do
8. Queen Of Hearts
10. Midnight Rider
11. Just Ain't Easy
12. I'm No Angel
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Gregg Allman ainda mandava ver em "Great As Ever: Live In Philadelphia ’86"
Em janeiro de 1986, Gregg Allman subiu no palco do Chestnut Cabaret, em Philadelphia, e entregou um show que agora chega como Great As Ever: Live In Philadelphia ’86. O disco mostra o cantor no comando de sua banda solo, com a voz rouca e cheia de alma que sempre foi sua marca registrada.
A formação trazia Dan Toler na guitarra, Frankie Toler na bateria, Bruce Waibel no baixo, Chaz Trippy na percussão e Tim Heding nos teclados. O set privilegia faixas mais diretas e emotivas em vez dos longos jams dos Allman Brothers. “Hot ’Lanta” chega curta e certeira, com ótima química entre bateria e baixo. “Melissa”, dedicada a Dickey Betts, soa especialmente doce e melancólica. Já “Queen of Hearts” e “Just Ain’t Easy” ganham espaço pra Gregg mostrar toda a sua entrega vocal, enquanto “I’m No Angel” fecha o show com aquele groove que já apontava pro disco solo que viria em 1987.
O título do álbum vem de uma saudação que Gregg fez ao público lotado naquela noite. A gravação é de som direto, sem firulas, e preserva bem a energia crua do momento. É mais um capítulo valioso dos arquivos dele, capturando um período em que o cantor seguia firme, cantando com a mesma paixão de sempre.

10 de junho de 2026

Lillian Boutte (meets Christian Willisohn) - Lipstick Traces: A New Orleans R&B Session 1991

 

 1. Lipstick Traces - 3:07
 2. Why Don't You Do Right? - 4:24
 3. One For The Highway - 3:24
 4. Music Is My Life - 4:56
 5. Rough And Ready - 4:15
 6. Cherry Red - 2:26
 7. Tribute To Jay McShann - 2:38
 8. Something's Got A Hold On Me - 3:14
 9. The Sounds Of James Booker - 3:38
10. Dr. Feelgood - 5:39
11. Keep Your Hands Off Him - 3:46
12. Boogie Woogie Stomp - 4:09
13. Cry To Me - 3:00
14. Downhearted Blues - 4:17
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Lipstick Traces: o R&B de Nova Orleans que swinga com classe e alma
Lillian Boutté e o pianista alemão Christian Willisohn se encontram em 1991 e entregam Lipstick Traces: A New Orleans R&B Session, um disco cheio de swing que mistura R&B clássico de Nova Orleans, soul do sul, blues feminino e toques de jazz sofisticado. Tudo sem gritar: ela acaricia as músicas com phrasing elegante, mais perto do jazz do que do grito blues, mas com groove que não deixa dúvida — é blues com sabor de casa.
Formação: Lillian brilha nos vocais, Willisohn cuida do piano e vocais, o lendário Joseph “Smokey” Johnson segura a bateria, Ervin Charles Jr. no baixo elétrico, Manuel Lopez na guitarra, Ludwig Seuss no órgão e Thomas L’Etienne no sax tenor e clarinete. 
Destaque: “Lipstick Traces”, o boogie animado de “Boogie Woogie Stomp” e o soul profundo de “Dr. Feelgood”. O som é quente, cheio de improvisos naturais e uma instrumentação que mistura tradição de Nova Orleans com elegância swingada.
Curiosidade: o álbum foi gravado em apenas três dias — 5, 6 e 7 de abril de 1991 — no lendário Sea Saint Studios de Nova Orleans. Conta com backing vocal do irmão dela, John Boutté, e tributos diretos a Jay McShann e James Booker, dois gigantes que marcaram a cena.

8 de junho de 2026

Burnin' Red Ivanhoe 1970

 

1. Across The Windowsill (7:40)
2. Canaltrip (5:21)
3. Rotating Irons (8:19)
4. Gong-Gong, The Elephant Song (5:40)
5. Near The Sea (3:58)
6. Secret Oyster Service (9:48)
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Burnin' Red Ivanhoe 1970: O Jazz-Rock Dinamarquês que John Peel Produziu e Incendiou o Underground!
Saxofones selvagens, guitarras flamejantes e ritmos que não param: é exatamente isso que o segundo álbum homônimo de Burnin' Red Ivanhoe, lançado em dezembro de 1970, entrega do início ao fim. Um dos grandes clássicos do jazz-rock europeu, com forte pegada blues e energia progressiva, gravado logo depois do debut experimental M 144.
Formação: banda dinamarquesa está no auge: Ole Fick nas guitarras elétricas e de 12 cordas e vocais, Kim Menzer detonando mouthharp, trombone, sax tenor, flauta e percussão, Karsten Vogel nos saxofones soprano e alto, órgão e piano, Jess Stæhr no baixo e guitarra acústica, e Bo Thrige Andersen na bateria e percussão. 
Destaque: “Across The Windowsill”, carregada de blues rock inspirador, a energética “Rotating Irons” e o fechamento épico “Secret Oyster Service” mostram o que o disco tem de melhor: instrumentação rica, improvisos afiados e uma fusão explosiva de jazz, rock e blues que soa fresca até hoje.
Curiosidade: o álbum foi gravado em julho de 1970, durante a primeira turnê da banda no Reino Unido – um mês de shows no Lyceum, Roundhouse e Plumpton Festival, com pouquíssimo dinheiro e quase zero sono. Tudo aconteceu nos CBS Studios em Londres, com John Peel (sob o pseudônimo Eddie Lee Beppeaux) e o baixista Tony Reeves, do Colosseum, como produtores e amigos presentes no estúdio. O disco saiu no selo Dandelion do próprio Peel, selando a ponte entre o som dinamarquês e o underground britânico.

7 de junho de 2026

Jack's Waterfall - Blue Light Club 2026

 

 1. Calling All Angels - 3:45
 2. Trading Fours - 2:05
 3. The Best is Yet to Come - 4:10
 4. Same Things Today - 3:20
 5. Yeah You Right - 3:54
 6. Spirit Mountain - 3:20
 7. Peace in a Restless World - 3:39
 8. Love Be True - 4:43
 9. I Need Your Voice - 4:25
10. I Got to Go - 4:14
11. Blue Light Club Theme - 1:05
12. Hard Times - 2:12
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“Blue Light Club”: Jack’s Waterfall transforma jazz, blues e folk em uma viagem noturna irresistível

Blue Light Club marca um dos trabalhos mais ambiciosos de Jack Licitra. Liderado pelo cantor, pianista e compositor nova-iorquino, o álbum nasceu a partir de uma experiência teatral imersiva criada por sua banda, mergulhando o ouvinte em um clube imaginário repleto de histórias, improvisos e paixão pela música.

O disco brilha pela combinação de piano e órgão Hammond, harmonias vocais intensas e arranjos que passeiam entre o soul, o gospel e o jazz de pequenas formações. Faixas como “Calling All Angels”, “Peace in a Restless World” e “Love Be True” capturam perfeitamente essa atmosfera intimista e emocional. O trabalho também destaca as participações das vocalistas Anastasia Rene, Cheyanne Metzger e Rorie Kelly, fundamentais para o clima cinematográfico do álbum.

Curiosidade: Blue Light Club foi concebido como um “fantasia blues-jazz”, inspirado nos anos de convivência de Licitra com músicos ligados ao circuito de blues e jazz norte-americano. Antes mesmo do lançamento oficial, o projeto já havia sido apresentado como espetáculo conceitual em teatros de Long Island, aproximando público e músicos numa experiência quase interativa.

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