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9 de fevereiro de 2026

Sean McDonald – Have Mercy! (2025)

 

01. My Soul 3:20 (Rudy Moore)
02. Fakin’ It 3:56 (S. McDonald)
03. Killing Me 5:06 (S. McDonald)
04. Rocking in the Same Old Boat 4:51 (Deadric Malone)
05. Shuffleboard Swing 4:05 (S. McDonald)
06. Angel Baby 3:00 (S. McDonald)
07. Don’t Let the Devil Ride 5:14 (Oris Mays)
08. That’s All I Need 3:10 (Ike Turner)
09. Let’s Call It A Day 3:58 (Henry Glover)
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Have Mercy! O Blues que Une Gerações com Alma e Swing
Augusta, Geórgia, berço de lendas como James Brown e Sharon Jones, agora nos presenteia com Sean “Mack” McDonald, o jovem prodígio de 24 anos que explode em Have Mercy! (2025, Little Village). Seu blues é uma fusão vibrante de jump blues, Texas swing e gospel, com influências dos três Kings (B.B., Albert e Freddie) e toques jazzísticos de Bill Jennings. Mack entrega vocais tenores quentes, com alcance impressionante e ataques de guitarra precisos, cheios de sting, sem excessos.
Destaques: incluem as originais "Fakin’ It" (R&B stomping com saxofones honking e harmonias de Lisa Leuschner Andersen), "Killing Me" (ecoando Ray Charles e B.B. King) e o instrumental "Shuffleboard Swing" (jump blues sujo com Hammond B3 de Jim Pugh). Nos covers, "Don’t Let the Devil Ride" ganha alma gospel com backing vocals dos Morgan Brothers e Marcel Smith, enquanto "Rocking in the Same Old Boat" homenageia Bobby Bland com ousadia.
Curiosidade: Gravado nos icônicos Greaseland Studios, co-produzido por Kid Andersen, o álbum captura a essência de Mack como recém-graduado em produção áudio pela Middle Tennessee University. Outro detalhe: Ele integra a "nova onda blues" com talentos como DK Harrell e Kingfish, revigorando o gênero com conhecimento enciclopédico e frescor juvenil.

7 de fevereiro de 2026

Little Walter : Hate To See You Go 1968

 

Side One
1. Nobody But You
2. My Baby's Sweeter
3. Roller Coaster
4. As Long as I Have You
5. Oh Baby
6. Take Me Back
7. Everything's Going to Be Alright
8. Mellow Down Easy

Side Two
1. Hate to See You Go
2. I Got to Find My Baby
3. Everybody Needs Somebody
4. Blue Midnight
5. I Had My Fun
6. Key to the Highway
7. Blue and Lonesome
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Little Walter: Adeus Amargo ao Rei da Harmônica
Em 1968, o icônico harmônica Little Walter eternizou seu legado com Hate to See You Go, uma compilação explosiva de blues clássico que captura a essência crua do Chicago blues dos anos 50. Com seu estilo inovador de harmônica amplificada, que soa como um saxofone improvisado influenciado pelo bebop jazz, o álbum pulsa com ritmo contagiante e vocais passionais, misturando R&B e soul em faixas que definem o gênero.
Destaques: "Hate to See You Go", um lamento melancólico com groove irresistível, "Key to the Highway", cheia de swing bluesy, e "Blue and Lonesome", que exala emoção profunda. A banda The Jukes, com David e Louis Myers nas guitarras e Fred Below na bateria, traz uma coesão perfeita, sem participações especiais, mas com o brilho solo de Walter em sua harmônica cromática alternada.
Curiosidade: muitas faixas foram gravadas em sessões rápidas para a Chess Records nos anos 50, usando microfones improvisados para amplificar o som, revolucionando o blues elétrico. Outro detalhe fascinante é o contexto histórico – lançado no ano de sua trágica morte aos 37 anos, após uma briga de rua, o álbum serviu como tributo póstumo, influenciando gigantes como os Rolling Stones, com quem ele excursionou em 1964.

3 de fevereiro de 2026

Phil Upchurch - Darkness, Darkness 1972

 

A1 - Darkness, Darkness   9:35
A2 - Fire And Rain   7:35
B1 - What We Call The Blues   6:35
B2 - Cold Sweat   6:35
B3 - Please Send Me Someone To Love   5:07
C1 - Inner City Blues   6:42
C2 - You've Got A Friend   8:39
D1 - Love And Peace   5:24
D2 - Swing Low, Sweet Chariot   6:36
D3 - Sausalito Blues   4:05

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O Clássico Esquecido de Phil Upchurch
"Darkness, Darkness", lançado em 1972 por Phil Upchurch, é uma joia dupla do soul-jazz que funde jazz, blues, rock, soul e funk em um fluxo irresistível. Gravado logo após Upchurch deixar a Cadet Records – onde brilhou como guitarrista preferido de Curtis Mayfield e Jerry Butler –, o álbum marca sua migração para a costa oeste, sob produção de Tommy LiPuma. O som é limpo e brilhante, com grooves relaxados e guitar work alucinante que dispensa distorções, focando na essência das notas.
Destaques: incluem a cover hipnótica de "Darkness, Darkness" (Youngbloods), transformada em funk sujo com arranjos de Donny Hathaway no Fender Rhodes; "Fire and Rain" (James Taylor), reinventada como boogaloo funky com acordes à la Wes Montgomery; e "Cold Sweat" (James Brown), suavizada mas feroz. Participações estelares como Chuck Rainey no baixo e Joe Sample no piano elevam tudo a outro nível.
Curiosidade: Upchurch gravou em 1971, capturando a transição do som cru de Chicago para a vibe polida de Los Angeles. Outro detalhe: Apesar de subestimado na época, é considerado o álbum soul-jazz definitivo dos anos 70 – uma transcendência funky que ainda inspira! 

1 de fevereiro de 2026

Dr . John : Goin' back in New Orleans 1992

 

1. Litanie Des Saints
2. Careless Love
3. My Indian Red
4. Milneburg Joys
5. I Thought I Heard Buddy Bolden say
6. Basin Street blues
7. Didn't He Ramble
8. Do You Call That A Buddy?
9. How Come My Dog Don't bark when you come 'round
10. Good Night, Irene
11. Fess Up
12. Since I Fell for you
13. I'll Be Glad when you' re Dead , you rascal you
14. Cabbage Head
15. Goin' Home Tomorrow
16. Blue Monday
17. Scald Dog
18. Goin' Back To New Orleans
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Dr. John: Mergulho nas Raízes Voodoo de New Orleans
Em 1992, o lendário pianista Dr. John, ícone do funk e blues de New Orleans, (fase meio um Clovis Bornay do rock) lançou Goin' Back to New Orleans, um álbum vibrante que celebra as tradições musicais da cidade do jazz. Misturando ritmos de R&B, blues clássico e toques de voodoo charm, o disco é uma homenagem energética às origens da música americana, com arranjos ricos em piano, metais e percussão que evocam as ruas do French Quarter.
Destaques: "Litanie Des Saints", que abre com um misticismo cativante, e "Basin Street Blues", um clássico revigorado com swing irresistível. "My Indian Red" e "Milneburg Joys" brilham com a essência do Mardi Gras, enquanto "Blue Monday" injeta funk contagiante. Dr. John conta com participações especiais de astros como os Neville Brothers, o trompetista Al Hirt e o clarinetista Pete Fountain, criando um som autêntico e colaborativo.
Uma curiosidade: o álbum foi gravado em estúdios de New Orleans, capturando improvisos ao vivo que refletem o espírito improvisado da cidade. Outro detalhe fascinante é o contexto histórico — lançado pós-recessão dos anos 80, ele revitalizou o interesse pelo blues tradicional, rendendo a Dr. John um Grammy de Melhor Álbum de Blues Tradicional.

29 de janeiro de 2026

Blood Sweat & Tears - House in the Country (1968)

 

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Mergulhe no Clássico 'Child Is Father to the Man'
Rock com alma jazzística! Child Is Father to the Man, estreia de 1968 do Blood, Sweat & Tears, é uma bomba criativa que funde blues psicodélico, rock, jazz e pop com uma seção de metais explosiva – trompetes, trombones e sax que elevam tudo a outro nível. Liderado pelo gênio Al Kooper (teclados, vocais e arranjos), o álbum brilha com faixas icônicas como a excêntrica "House in the Country", a soulful "I Love You More Than You'll Ever Know" e o groove intenso de "Somethin' Goin' On". Músicos estelares como Randy Brecker (trompete) e Fred Lipsius (sax) adicionam camadas sonoras únicas e inovadoras.
Curiosidade: Kooper compôs e arranjou a maioria em sessões improvisadas com o produtor John Simon, capturando o espírito livre pós-psicodélico. Detalhe histórico: Apesar das vendas baixas, o disco inspirou a era das horn bands, como Chicago, mas Kooper saiu por críticas à sua voz "quirky", abrindo espaço para o sucesso com David Clayton-Thomas.