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29 de maio de 2026

Love Sculpture - Blues Helping (1968) 2008

 

1. The Stumble (Freddy King, Sonny Thompson) - 3:03
2. Three O' Clock Blues (B.B. King, Jules Taub) - 5:08
3. I Believe To My Soul (Ray Charles) - 3:47
4. So Unkind (Elmore James, Marshall Sehorn) - 2:56
5. Summertime (DuBose Heyward, George Gershwin) - 4:02
6. On The Road Again (Floyd Jones, Will Shade) - 3:35
7. Don't Answer The Door (Jimmy Johnson) - 6:02
8. Wang Dang Doodle (Willie Dixon) - 3:31
9. Come Back Baby (Ray Charles) - 2:45
10.Shake Your Hips (James Moore) - 3:19
11.Blues Helping: Instrumental (Bob Jones, Dave Edmunds, John Williams) - 3:46
12.Morning Dew: Take Me For A Walk (Bonnie Dobson, Tim Rose, 1967 Single Release as Human Beans) - 2:52
13.It's A Wonder (Isaac Hayes, David Porter, 1967 Single Release as Human Beans) - 2:41
14.River To Another Day (Charles & Kingsley Ward, 1968 Single Release) - 2:36
15.Brand New Woman (Crick Feather, 1968 Single Release) - 2:21
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Dave Edmunds Bluesman: Love Sculpture Incendeia o Blues em 1968!
Estamos voltando a 1968, quando Dave Edmunds ainda não era o produtor de lendas nem o cara do Rockpile: ele era puro blues-rock com o power trio Love Sculpture! Blues Helping (o remaster Esoteric de 2008) é um petardo de energia britânica, cheio de covers quentes de blues e R&B com toques de boogie selvagem e phrasing jazz-influenciado que faz a guitarra voar.
Formação: Dave Edmunds manda ver na guitarra, órgão, piano e vocais principais, John Williams segura o baixo e vocais com groove pesado, e Bob “Congo” Jones detona na bateria. 
Destaques: O instrumental “The Stumble” (Freddie King) é uma corrida breakneck que prova a destreza insana de Edmunds; o monstro “Blues Helping” entrega solos em forma de tornado; e “On The Road Again” soa exatamente como o boogie californiano do Canned Heat, com o trio tocando solto, bruto e cheio de alegria power-trio. As leads cortantes e o ritmo implacável são pura adrenalina blues-rock.
Gravado em julho/agosto de 1968 nos lendários Abbey Road Studios (co-produzido por Kingsley Ward, futuro fundador do Rockfield, e Malcolm Jones, que logo criaria o selo Harvest), o disco mostra Edmunds confessando que mal conhecia o blues na época — mas ninguém diria ouvindo a pirotecnia na seis cordas. 
Era o auge da cena blues-rock britânica ao lado de Cream e Savoy Brown, e o pontapé inicial que transformaria Edmunds num dos maiores camaleões da música. 

25 de maio de 2026

Ian Gillan Band – Down the Road: The Complete Ian Gillan Band Story (2026)

 

1. Lay Me Down (02:59)
2. You Make Me Feel So Good (03:45)
3. Shame (02:49)
4. My Baby Loves Me (03:38)
5. Down the Road (03:30)
6. Child in Time (07:28)
7. Let It Slide (11:47)
8. Down the Road – (mono edit) (03:20)
9. Finally, the Finale – (studio demo) (04:07)
10. Reaching Out – (studio demo) (03:39)
11. My Baby Loves Me – (studio demo) (04:05)
12. Down the Road – (studio demo) (03:15)
13. You Make Me Feel So Good – (studio demo) (03:24)
14. Child in Time – (studio demo) (07:02)
15. Let It Slide – Backing Track (10:06)

1. Clear Air Turbulence (07:34)
2. Five Moons (07:32)
3. Money Lender (05:39)
4. Over the Hill (07:20)
5. Goodhand Liza (05:27)
6. Angel Manchenio (07:19)

CD3: Clear Air Turbulence: The Rockfield Mixes
1. Over the Hill (07:20)
2. Clear Air Turbulence (07:48)
3. Five Moons (07:37)
4. Money Lender (05:42)
5. Angelo Manchenio (07:22)
6. This Is the Way (02:05)
7. Goodhand Liza (05:24)

1. Scarabus (04:55)
2. Twin Exhausted (04:09)
3. Poor Boy Hero (03:10)
4. Mercury High (03:33)
5. Pre-Release (04:24)
6. Slags to Bitches (05:10)
7. Apathy (04:16)
8. Mad Elaine (04:18)
9. Country Lights (03:17)
10. Fool’s Mate (04:20)

1. Country Lights (studio Backing Track) (03:16)
2. Scarabus (studio Backing Track) (04:57)
3. Twin Exhausted (studio demo) (04:41)
4. Fool’s Mate (studio Backing Track) (04:26)
5. Apathy (studio Backing Track) (04:15)
6. Mercury High (studio Backing Track) (03:33)
7. Smoke on the Water (live at the Budokan) [single edit] (04:59)

CD6: Live at the Budokhan
1. Clear Air Turbulence (12:05)
2. My Baby Loves Me (08:03)
3. Scarabus (05:13)
4. Money Lender (10:49)
5. Twin Exhausted (04:38)
6. Over the Hill (08:33)
7. Mercury High (04:47)
8. Child in Time (10:11)
9. Smoke on the Water (09:43)
10. Woman From Tokyo (04:14)

CD7: Live at the Rainbow
1. Clear Air Turbulence (05:17)
2. Money Lender (04:34)
3. Child In Time (08:41)
4. Smoke On the Water (07:56)
5. Woman From Tokyo (03:57)
6. Twin Exhausted (05:22)

CD8: Live Yubin Chokin Hall, Hiroshima 1977
1. Money Lender
2. Twin Exhausted
3. Child In Time
4. What’s Your Game
5. My Baby Loves Me
6. Trying To Get to You
7. Mercury High
8. Rock’n’Roll Medley
9. Lucille
10. Jail House Rock
11. High School Confidential
12. Whole Lotta Shakin’ Goin’ on
13. Lucille (Reprise)
14. Woman From Tokyo
15. Bonus Track
16. Over The Hill – Live Hiroshima
17. Smoke on the Water – Live Hiroshima
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Down The Road: A Caixa que Resgata a Fase Jazz-Rock de Ian Gillan!
Depois de deixar o Deep Purple, Ian Gillan montou a Ian Gillan Band e lançou um som que fugia do peso pesado para uma fusão progressiva de jazz rock. Essa caixa 8CD de 2026, Down The Road: The Complete Ian Gillan Band Story, reúne os três álbuns de estúdio remasterizados – Child in Time (1976), Clear Air Turbulence (1977) e Scarabus (1977) –, mais raridades, mixes exclusivos e shows ao vivo que capturam a banda no auge.
Ian Gillan (vocal) chamou Ray Fenwick na guitarra, John Gustafson no baixo, Mike Moran nos teclados e Mark Nauseef na bateria, com Roger Glover (ex-Deep Purple) na produção. 
Destaques: a épica “Child in Time” ganha quase 8 minutos de improvisação jazzística, “Clear Air Turbulence” explode em camadas de teclados e grooves intrincados, e o rock mais direto de “Scarabus” mostra a banda afiada. Os discos ao vivo, de Budokan, Rainbow e Hiroshima, entregam tensão pura, com versões incendiárias de “Smoke on the Water” e “Woman From Tokyo” que fazem o estádio tremer.
Curiosidade: o nome original da banda era Shand Grenade, mas o management mandou trocar – e tudo começou no estúdio Kingsway, que o próprio Gillan era dono, depois de uma pausa pós-Deep Purple e uma aparição matadora no Butterfly Ball do Roger Glover. A banda construiu um culto enorme na Europa e no Japão, com shows lotados que agora ganham vida nessa primeira caixa completa da história deles.

19 de maio de 2026

Psyche – Psyché II (2026)

 

01 – Nyama
02 – Hurriya (We Must Resist)
03 – Yagé
04 – Cumana Dub
05 – Sabir
06 – Tropikal Halal
07 – Yallah!
08 – Sahra Azul
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Psyché II: Grooves que Unem Alma, Resistência e o Mundo Todo!
O Psyché II, segundo álbum da banda napolitana Psyché, lançado em março de 2026 pela Four Flies Records, é puro groove psicodélico mediterrâneo com um pé firme no presente. Quase três anos depois do debut homônimo, o quarteto entrega um disco minimalista e hipnótico, ancorado em synths analógicos e baixos pulsantes que viajam fluidamente por cosmic funk, desert blues, cumbia, dub e jazz.
Os veteranos Marcello Giannini, Andrea De Fazio, Paolo Petrella e Roberto Porzio – figuras centrais da cena de Nápoles, com passagens por Nu Genea, Parbleu e Bassolino – criam faixas irresistíveis com poucos elementos, mas grooves profundos que grudam na alma
Destaques: Hurriya (We Must Resist), com a participação incendiária de Ziad Trabelsi em árabe celebrando resistência; o dub cósmico de Yagé; e Yallah!, com Merve Daşdemir (ex-Altın Gün) cantando em turco sobre ritmos dançantes do Oriente Médio. É fusão pura, sem frescura.
Curiosidade: o disco ganha uma camada política sutil, transformando o Mediterrâneo num cruzamento vivo de culturas – Nápoles vira ponte entre África do Norte, Oriente Médio e ecos da América Latina. E o nome da banda? Vem do grego antigo para “alma” ou “mente”, e aqui isso faz todo sentido.