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3 de julho de 2026

Greg Piccolo & Heavy Juice - Red Lights 1997

 

1. Old Maid Boogie (6:54)
2. Rockin' Chair (4:23)
3. My Baby's Gone (Alicia's Song) (6:24)
4. Acid Blue (7:22)
5. Red Lights (5:32)
6. Everytime I Turn Around (6:17)
7. Tired Of Waitin' For A Change (6:04)
8. Blue Pepper (Far East Of The Blues) (6:46)
9. What Would I Do Without You (3:33)
10. Money (7:07)
11. Moondog Boogie (3:23)
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Greg Piccolo Expande o Blues com Heavy Juice em 1997!
Ex-saxofonista do Roomful of Blues, Greg Piccolo lança em 1997 seu terceiro álbum solo, Red Lights, com a Heavy Juice — seu disco mais ambicioso até então. Nele, Piccolo salta entre swing, bop, jazz ácido, soul ballads e rock’n’roll, mantendo a raiz blues com energia de boogie e um toque de fusão que surpreende a cada curva.
Piccolo comanda no tenor sax robusto e wailings intensos, na guitarra lead em estilo cru mas efetivo (lembrando Roy Buchanan e Carlos Santana) e no alto sax que extrai texturas de acid jazz. A Heavy Juice entrega suporte estelar em múltiplos estilos, enquanto o 14 Karat Soul enriquece com backing vocals em “Money” e na faixa-título. 
Destaques: “Acid Blue”, que explora improvisações fluidas e sons ácidos do sax alto; “Red Lights”, carregada de groove e emoção; e “Money”, com vocais de apoio que elevam o soul. A instrumentação versátil e as fusões dinâmicas — do jazz sofisticado ao rock cru — criam momentos de pura excitação.
Gravado com a química natural da banda regular de Piccolo, o álbum reflete toda sua evolução criativa após deixar o Roomful of Blues em 1990. Além disso, a participação especial do 14 Karat Soul em duas faixas adiciona camadas vocais ricas, transformando Red Lights num marco ambicioso e generoso da carreira solo dele.

2 de julho de 2026

Gail Page - Colours That Run 2007

 

2. Stay (3:24)
4. Listening to me (4:20)
5. Shape I'm In (3:37)
6. You can hear it (4:33)
7. Tonight (5:11)
8. Gecko moon (6:23)
9. Second Chances (3:40)
10. So Scared (3:45)
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Cores que Correm e Incendeiam a Alma: O Debut Explosivo de Gail Page no Blues Australiano
Em novembro de 2007, Gail Page lançou Colours That Run, seu álbum de estreia que explodiu no cenário blues & roots australiano. Um blues rock vibrante e cheio de alma, com influências de jazz e boogie, temperado por soul e funk, impulsionado por uma voz poderosa, emotiva e capaz de arrepiar plateias inteiras.
Produzido por Parris Macleod (que também brilhou no piano e órgão elétrico e co-escreveu várias faixas), o disco reúne uma banda de peso: guitarras afiadas de Mal Eastick e David Longo (no dobro), baixo de Leon Gaer, harmônica de Peter Collins e até didgeridoo de Mark Atkins, trazendo um toque australiano único. 
Destaques: “Through The Fire”, carregada de drama e intensidade; a longa e atmosférica “Gecko Moon” (6:23), perfeita para mergulhar em climas expansivos; e “Without You Here”, que abre o álbum com toda a potência vocal de Gail. A instrumentação rica, com backing vocals de Tessa Nuku e fusões de estilos, cria momentos que rejuvenescem a alma.
Gravado no Cloud Studios sob a batuta criativa de Parris Macleod, o álbum foi lançado com festa no lendário The Basement, em Sydney. Em fevereiro de 2008, recebeu seis indicações nos Australian Blues “Chain” Awards e levou para casa três troféus: Melhor Artista Feminina, Melhor Artista Revelação e Melhor Produtor. Um clássico que ainda ecoa forte!

29 de junho de 2026

Chris Bergson – East River Blues (2026)

 

2. Little Girl Blue
4. Sad Strains
5. Kindless Villain
6. What Would I Do Without You
7. Driftin’
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Chris Bergson Despeja Blues, Jazz e Alma em um Rio de Emoção
Lançado em 2026, raízes do blues, temperada pelo groove soul-jazz dos anos 60, criando um som atemporal que parece fluir naturalmente como o rio que dá nome ao disco.
No centro está o trio formado por Bergson na guitarra e voz, o baixista Larry Grenadier e o baterista Herlin Riley — com o saxofonista Jay Collins se juntando em três faixas para acrescentar calor e fogo. 
Destaques: “Mean Disposition”, de Muddy Waters, com tons vocais na guitarra; o instrumental funky boogaloo do título “East River Blues”, com trocas de licks animadas; e o swing vibrante de “Driftin’”, de Herbie Hancock. O disco se define por instrumentação intimista, improvisações generosas gravadas em uma ou duas takes, fusão fluida de blues, jazz e soul, e um groove empático que transmite autoridade relaxada.
A gravação nos Catskills quase seguiu outro rumo: o baterista original Al Foster faleceu semanas antes, e Bergson convidou Herlin Riley após uma jam no Jazz at Lincoln Center — coincidência marcante, já que Riley e Grenadier tocaram juntos na noite anterior à sessão, algo que o guitarrista descreve como “meant to be”. O álbum reflete três décadas de carreira de Bergson em Nova York, onde ele é reconhecido como Master Blues Artist no Hall da Fama do Blues de Nova York.

21 de junho de 2026

Herbie Hancock - Thrust 1974

 

Lado A
1. Palm Grease – 10:38 (Herbie Hancock)
2. Actual Proof – 9:43 (Herbie Hancock)

Lado B
3. Butterfly – 11:18 (Herbie Hancock / Bennie Maupin)
4. Spank-A-Lee – 7:12 (Herbie Hancock / Mike Clark / Paul Jackson)
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Thrust: Herbie Hancock e os Headhunters Entram em 'Warp Speed' no Jazz-Funk
Lançado em 6 de setembro de 1974 pela Columbia, Thrust é a sequência direta do fenômeno Head Hunters e um dos álbuns mais eletrizantes do jazz-funk. Com quatro faixas longas e cheias de vida, o disco entrega grooves densos, improvisações livres e uma fusão vibrante de jazz, funk e experimentação eletrônica que pulsa do começo ao fim.
Na formação dos Headhunters, Herbie Hancock comanda os Fender Rhodes, clavinet Hohner D6 e sintetizadores ARP (Odyssey, Soloist, 2600 e String Ensemble), ao lado de Bennie Maupin nos saxofones, saxello, clarinete baixo e flauta alto; Paul Jackson no baixo elétrico; Mike Clark na bateria; e Bill Summers na percussão. 
Destaques: “Palm Grease”, que abre com o groove característico de Mike Clark e a percussão latina de Bill Summers; “Actual Proof”, o exemplo máximo do som único do grupo, com trocas rítmicas complexas e conversacionais; e “Butterfly”, balada luxuriante e sensual co-escrita com Bennie Maupin que oferece contraste atmosférico e emotivo. O álbum se define pelos grooves deslumbrantes de Paul Jackson e Mike Clark, as linhas de baixo revolucionárias e polirrítmicas, os solos expressivos de Herbie nos teclados e ARPs, e as cores provocativas dos sopros — tudo em longas faixas que misturam improvisação jazzística e funk dançante de alto nível.
Curiosidade: o processo de gravação (verão de 1974, em estúdios de San Francisco, com engenheiro Fred Catero) é a história de “Actual Proof”: o produtor queria um ritmo mais simples, mas a banda insistiu num groove interativo inspirado em duos lendários do jazz; Mike Clark recorreu ao canto budista por vinte minutos e eles acertaram tudo em uma única tomada lendária. Historicamente, o disco captura o quinteto no auge após turnês intensas — com a química única de Paul Jackson e Mike Clark, desenvolvida em Oakland —, e “Spank-A-Lee” funciona como uma homenagem carinhosa ao funk vibrante que saía daquela cena californiana nos anos 70.