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14 de setembro de 2026

Walter Franco - Revolver 1975

 

3- Mamãe D´água
4- Partir do Alto / Animal Sentimental
5- 1 Pensamento
6- Toque Frágil
7- Nothing
8- Arte e Manha
9- Apesar de Tudo é Muito Leve
10- Cachorro Babucho
11- Bumbo do Mundo
12- Pirâmides
13- Cena Maravilhosa
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Revolver, sem acento: Walter Franco veste branco e aponta “Sim”

Revolver, segundo LP de Walter Franco, saiu em 1975 pela Continental e equilibra vanguarda com canção pop e rock, numa sonoridade que a própria biografia do compositor associa aos Beatles

Gravado nos Estúdios Eldorado, o disco foi produzido por Franco com arranjos e mixagem de Rodolpho Grani Júnior e Diógenes Burani, o núcleo que carrega baixo, guitarra, bateria, órgão e efeitos. 

A Folha e o Estadão destacam o rock de “Feito Gente”, o jogo concretista de “Eternamente” (“é ter na mente / éter na mente”) e “Cachorro Babucho”, além da faixa-título. No meio do lado B, “Apesar de Tudo É Muito Leve” dura seis segundos: violão e uma frase. 

A primeira prensagem veio em capa recortada, com pontos em braile — a palavra “Sim” — e Walter de terno branco na diagonal, eco visual de Lennon em Abbey Road. A primeira tiragem trazia o relevo em braile na capa e na contracapa, com janela recortada no verso. 

No mesmo ano, Franco ficou em terceiro no Festival Abertura, da Globo, e o LP entrou depois na lista dos 100 maiores discos brasileiros da Rolling Stone Brasil, na 50ª posição.

9 de setembro de 2026

Muddy Waters - The Muddy Waters Woodstock Album (1975)

 

01. Why Are People Like That (3:37)
 02. Going Down Main Street (4:16)
 03. Born With Nothing (5:23)
 04. Caldonia (6:20)
 05. Funny Sounds (4:36)
 06. Love, Deep As The Ocean (5:15)
 07. Let The Good Times Roll (5:15)
 08. Kansas City (5:12)
 09. Fox Squirrel (3:54)
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O último blues da Chess, gravado no celeiro

The Muddy Waters Woodstock Album, lançado pela Chess em abril de 1975, é blues elétrico de palco — Chicago com o swing solto de Woodstock. Bruce Eder, no AllMusic, chama o disco de o melhor dos encontros de Waters com músicos brancos mais jovens depois de Fathers and Sons, justamente porque deixaram Muddy ser Muddy.

Nas duas sessões de 6 e 7 de fevereiro de 1975, no estúdio da Bearsville em Turtle Creek, Waters canta e toca violão ao lado de Pinetop Perkins (piano) e Bob Margolin (guitarra), da banda de turnê; Paul Butterfield na gaita; Fred Carter Jr. no baixo e na guitarra; Howard Johnson no sax; Levon Helm na bateria e no baixo; Garth Hudson no órgão, no acordeão e no sax. Produção de Henry Glover para a RCO, a companhia que Helm e Glover acabavam de montar — Waters foi o primeiro cliente. 

Eder destaca o slide e os covers de Louis Jordan, “Caldonia” e “Let the Good Times Roll”; as notas da reedição apontam o slide de “Born with Nothing” e o acordeão de Hudson em “Caldonia”. “Fox Squirrel”, original de Waters, só entrou nas reedições em CD.O LP original (Chess CH 60035) foi o último de Waters na Chess. No 18º Grammy, em 1976, levou Best Ethnic or Traditional Folk Recording.

8 de setembro de 2026

Curtis Mayfield – There's No Place Like America Today 1975

 

1. Billy Jack — 6:07
2. When Seasons Change — 5:23
3. So In Love — 5:10
4. Jesus — 6:10
5. Blue Monday People — 4:45
6. Hard Times — 3:42
7. Love To The People — 4:06
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Não há lugar como a América de Curtis Mayfield 

Em maio de 1975, no selo Curtom, Curtis Mayfield lançou o sétimo disco solo, There's No Place Like America Today: soul e funk de Chicago, sete faixas todas suas, gravadas no Curtom Studios. 

O título é ironia. A capa recolore a foto de Margaret Bourke-White de 1937, At the Time of the Louisville Flood — fila negra sob o outdoor da família branca sorridente e o slogan original “There's No Way Like the American Way”. 

Mayfield produz, canta, toca guitarra e teclado. Rich Tufo arranja e senta no teclado; Phil Upchurch e Gary Thompson nas guitarras; Lucky Scott no baixo; Quinton Joseph na bateria; Henry Gibson em congas e bongôs; Harold Dessent nas madeiras. Bruce Eder, no AllMusic, destaca a abertura “Billy Jack”, canção de violência armada com naipe de metais de Tufo; “When Seasons Change”, urbanismo com gospel e soul; e “So in Love”, o single que foi ao 67º lugar da Billboard Hot 100 e ao 9º do R&B. 

No meio do disco entram “Jesus” e “Blue Monday People”; “Hard Times” aperta o groove antes do fecho “Love to the People”. Em junho de 1975, Mayfield disse à Billboard que o álbum falava da depressão em que o país estava. 

Anos depois, à NME, colocou o disco entre os seus favoritos. Chegou ao 120º lugar da Billboard 200 e ao 13º das Soul LPs; está em 1001 Albums You Must Hear Before You Die e, em 2013, no 373º lugar da lista da NME. 

3 de julho de 2026

Poco - Live Wollman Memorial Skating Rink New York 22nd August 1975

 


01.  Keep On Tryin'
02.  Sagebrush Serenade
03.  Blue Water >
04.  Fools Gold >
05.  Rocky Mountain Breakdown
06.  Bad Weather
07.  Hoedown
08.  Ride The Country
09.  Making Love
10.  Georgia Bind My Ties
11.  Restrain
12.  Railroad Days
13.  Sittin' On A Fence
14.  High And Dry
15.  A Good Feelin' To Know
16.  A Right Along
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O Show de Poco que Derreteu o Gelo no Central Park em 1975
Em 22 de agosto de 1975, durante o Schaefer Music Festival no Wollman Memorial Skating Rink do Central Park, em Nova York, Poco entregou uma performance vibrante e cheia de energia de country rock. O álbum ao vivo registra a banda em plena forma, com sua mistura característica de rock pulsante, melodias country autênticas e harmonias vocais suaves e precisas.
Formação: Paul Cotton nas guitarras e vocais, Rusty Young no pedal steel, banjo, dobro, mandolin e vocais, Timothy B. Schmit no baixo e vocais, e George Grantham na bateria e vocais — cria um som coeso e contagiante. 
Destaques: “Keep On Tryin’”, que abre o show com garra; o medley instrumental “Blue Water > Fools Gold > Rocky Mountain Breakdown”, que explode em virtuosismo country e bluegrass; e o clássico “A Good Feelin’ To Know”, que ganha ainda mais vida ao vivo com as vozes entrelaçadas e o pedal steel expressivo de Rusty Young. O disco brilha pela instrumentação rica, transições fluidas entre as faixas e uma energia ao vivo que equilibra rock energético com o feeling country de forma natural e envolvente.
O concerto foi transmitido ao vivo pela rádio WNEW-FM de Nova York, capturando toda a magia da noite no festival de verão. Lançado em 2019 pela Rox Vox a partir do arquivo da transmissão, o registro traz notas e fotos que celebram essa noite especial em um dos palcos mais icônicos e acessíveis do Central Park nos anos 70.

30 de maio de 2026

Leon Russell - Will O' The Wisp (1975 )

 

2. Little Hideaway - 4:18
3. Make You Feel Good - 2:10
4. Can't Get Over Losing You - 6:31
5. My Father's Shoes - 4:20
6. Stay Away From Sad Songs - 4:08
7. Back To The Island - 5:25
8. Down On Deep River - 4:00
9. Bluebird - 3:59
10.Laying Right Here In Heaven - 2:55
11.Lady Blue - 3:32
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O Fogo-Fátuo que Ilumina o Rock: Leon Russell Brilha em 'Will O' The Wisp' de 1975Em abril de 1975, Leon Russell lançou Will O' The Wisp, seu sexto álbum de estúdio, um retorno firme ao rock após incursões em jazz e country. Com composições marcantes e um uso brilhante de sintetizador, o disco reafirma o talento único de Russell como criador de canções profundas e atmosféricas.
Leon Russell comanda tudo voz, piano, sintetizador, guitarras e mais — ao lado de uma equipe de peso que inclui Steve Cropper e J.J. Cale nas guitarras, Jim Horn no sax e Mary McCreary nos vocais de apoio. 
Destaques: “Lady Blue”, o hit que chegou ao 14º lugar na Billboard Hot 100; “Little Hideaway” e “Back to the Island”, com seu clima romântico e sonhador; e a faixa-título, que abre o álbum com um toque etéreo. O som se define pelo sintetizador bem integrado, a produção coesa de Russell e Denny Cordell, e uma mistura de rock sólido com camadas atmosféricas que criam uma experiência envolvente e emocional.
Gravado com bateristas lendários como Al Jackson Jr. e Jim Keltner, além da programação de sintetizador de Roger Linn, o álbum nasceu de uma fase mais focada de Russell. Lançado pela Shelter Records, Will O' The Wisp foi certificado ouro em 1976 e trouxe de volta o brilho comercial do artista após o sucesso de Carney.Se gostou, veja também Carney (1972)!