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27 de março de 2026

Omar Coleman & Igor Prado – Old, New, Funky & Blue (2026)

 

1. I’m Leaving My No Good Woman (5:27)
2. I Only Have Love (4:13)
3. Cut You Loose (4:53)
4. Moving on to Better Days (5:26)
5. Answer Your Phone (4:33)
6. I Let a Good Girl Go (4:18)
7. Brown Nosin’ Man (3:46)
8. I Wanna Do the Do (4:09)
9. Don’t Give It Away (3:09)
10. Night Fishin’ (5:30)
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Chicago e Brasil no Mesmo Groove: Omar Coleman & Igor Prado Explodem com "Old, New, Funky & Blue"
O duo formado pelo vocalista e gaitista de Chicago Omar Coleman e o guitarrista brasileiro Igor Prado acaba de entregar um dos discos mais quentes de blues do ano. Old, New, Funky & Blue (2026, NOLA Blue) vai muito além do tradicional 12-bar: é funk sujo, soul de Memphis e energia de West Side Chicago com um tempero brasileiro irresistível.
Prado, que toca guitarra right-handed de cabeça para baixo (à la Albert King e Jimi Hendrix), assina a produção e a maioria das guitarras incendiárias. Coleman canta com paixão visceral e solta sua harmônica em quatro faixas. Juntos, eles compuseram seis das onze músicas, misturando shuffles dançantes, funk greasy e baladas confessionais. 
Destaques: a abertura stomping “I’m Leaving My No Good Woman” (com metais potentes), o soul de Hi Records em “I Only Have Love”, o groove de “Moving on to Better Days”, o cover matador de Bobby Rush em “Night Fishin’” e o blues acústico final “Blue Line Train in Chicago”.
Curiosidade: o álbum foi inteiramente gravado em São Paulo, com o baterista Yuri Prado e o baixista Ted Furtado no núcleo da banda. Depois do ótimo Strange Times de Coleman com Eddie Roberts (2024), esta parceria é prova de que o blues virou mesmo uma linguagem universal.

25 de março de 2026

Charlie Whitehead & The Swamp Dogg Band 1973

 

A1. Shaft's Mama
A2. The B.B. King
A3. Help (God Help America)
B1. Gazelle
B2. She's All I Got
B3. Let's Do It Again Pt. 3 & 4
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O Funk-Soul Rebelde que Swamp Dogg Escondeu no Pântano!
Lançado em 1973 pela Fungus Records (BASF), Charlie Whitehead & The Swamp Dogg Band é um dos grandes achados underground do Southern Soul. Charlie Whitehead, pupilo do gênio excêntrico Jerry “Swamp Dogg” Williams Jr., entrega vocais cheios de alma em um disco que mistura grooves pesados de funk, metais incandescentes e letras com humor absurdo e crítica social afiada.
Produzido, arranjado e em grande parte composto pelo próprio Swamp Dogg (que ainda toca piano), o álbum conta com banda de elite: Clayton Ivey no órgão, Ronnie Eades no sax barítono, Jesse Carr na guitarra e uma seção de metais que não perdoa. 
Os pontos altos são imperdíveis: a hilária jam de mais de 8 minutos “Shaft’s Mama”, a poderosa crítica ao Vietnã e aos EUA em “Help (God Help America)”, o groove dançante de “Gazelle” e o épico “Let’s Do It Again Pt. 3 & 4”.
Curiosidade: gravado entre os estúdios Quinvy (Alabama) e Criteria (Miami) no auge do turbulento 1973, o disco teve distribuição limitada e virou raridade cult. Outro detalhe: é a continuação direta da parceria que começou com o clássico Raw Spitt (1970).