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19 de janeiro de 2026

Tommy Castro & the Painkillers – Closer To The Bone (2025)

 

01. Can’t Catch A Break 3:53 (Tommy Castro & Christoffer Andersen, Tommy Castro Music admin. by Eyeball Music/Eyeball Music, BMI)
02. The Way You Do 3:13 (Jimmy Nolen, Bienstock Publ. Co./Quartet Music, ASCAP)
03. One More Night 3:56 (Johnny “Nitro” Newton, Slamco Music, BMI)
04. Crazy Woman Blues 5:25 (Tommy Castro, Mark Gilbert & Christoffer Andersen, Tommy Castro Music admin. by Eyeball Music/Mark Gilbert Music/Eyeball Music, BMI)
05. Woke Up And Smelled The Coffee 3:05 (Chris Cain, Chris Cain Music admin. by Eyeball Music, BMI)
06. Keep Your Dog Inside 3:48 (Gary Michael Duke & Joe New, M. Duke Music/Smokin Joe Music admin. by BMG Bumblebee, BMI)
07. She Moves Me 3:50 (Johnny Watson & Sam Ling, Booty Ooty Music/Universal Music Careers, BMI)
08. Ain’t Worth The Heartache 3:42 (Tommy Castro, Tommy Castro Music admin. by Eyeball Music, BMI)
09. A Fool For You 3:47 (Ray Charles, Hill & Range Songs, BMI)
10. Freight Train (Let Me Ride) 4:06 (Ron Thompson, Broom Duster Music Publ., ASCAP)
11. Everywhere I Go 3:30 (Randy McDonald, On The Wildside Music, BMI)
12. Bloodshot Eyes 2:54 (Hank Penny & Ruth Hall, Bienstock Publ. Co./Quartet Music, ASCAP)
13. Stroll Out West 3:02 (Eddie Taylor, Taliesin Music admin. by BMG Bumblebee, BMI)
14. Hole In The Wall 2:53 (Brownie McGhee, Next Decade Ent. Inc. obo Julie Music Corp., BMI)
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Tommy Castro Desossa o Blues Puro em "Closer To The Bone"
"Closer To The Bone" (2025), resgatando as raízes do gênero com um swing moderno que cativa de imediato. Influenciado por mestres como Elvin Bishop e Mike Bloomfield, do Paul Butterfield Band, Castro mistura shuffles lentos, riffs acelerados e toques de humor, criando um som cru e divertido, focado em temas clássicos como amor e mulheres problemáticas.
Pontos altos: incluem a slide resonator explosiva em "Freight Train (Let Me Ride)" (4:06), o shuffle viciante de "One More Night" (3:56) e o funky "Stroll Out West" (3:02), com Rick Estrin no harmônica. A banda principal — Castro na guitarra, vocais e resonator; Mike Emerson nos teclados; Randy McDonald no baixo e vocais; Bowen Brown na bateria — ganha reforço de convidados como Chris Cain (piano em "Crazy Woman Blues", 5:25), Billy Branch (harmônica em "Ain’t Worth The Heartache", 3:42) e Deana Bogart (sax em "She Moves Me", 3:50, e "Bloodshot Eyes", 2:54). Christoffer "Kid" Andersen produz e toca múltiplos instrumentos, elevando a produção.
Curiosidade: Castro visou recriar blues "como nos velhos tempos", selecionando três originais e 11 covers, como "A Fool For You" de Ray Charles. Outro detalhe: com 10 Blues Music Awards, incluindo B.B. King Entertainer of the Year em 2023, o álbum injeta duplos sentidos em faixas como "Keep Your Dog Inside" (3:48), ecoando a era dourada do blues.

20 de novembro de 2025

Eumir Deodato - Prelude [1973]

 

1. Also Sprach Zarathustra (Richard Strauss, arranged and adapted by Eumir Deodato) - 9:01
2. Spirit of Summer - 4:14
3. Carly & Carole - 3:41
4. Baubles, Bangles and Beads (Robert Wright, George Forrest) - 5:20
5. Prelude to the Afternoon of a Faun (Claude Debussy, arranged and adapted by Eumir Deodato) - 5:13
6. September 13 (Billy Cobham, Eumir Deodato) - 5:56
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Also Sprach Zarathustra: Eumir Deodato 
Prelude, o álbum de estreia avassalador de Eumir Deodato pela CTI em 1973, uma fusão eletrizante de jazz clássico com grooves funky e orquestrações luxuosas – teclados elétricos hipnóticos, metais vibrantes e ritmos brasileiros que transformam sinfonias em danças cósmicas, capturando o zeitgeist inovador da era.
O monumental opener "Also Sprach Zarathustra" (9:01), adaptação straussiana que explode em funk espacial; "September 13" (5:56), jam colaborativo com Billy Cobham na bateria implacável; e a sedução exótica de "Baubles, Bangles and Beads" (5:20). "Prelude to the Afternoon of a Faun" (5:13) debussiana ganha toques etéreos, enquanto "Spirit of Summer" (4:14) e "Carly & Carole" (3:41) injetam frescor soul. Deodato nos pianos comanda astros como John Tropea nas guitarras afiadas, Ron Carter no baixo e Airto Moreira na percussão, tecendo texturas imersivas e imprevisíveis.
Deodato concebeu o hit de Strauss após uma sessão noturna de 2001: Uma Odisseia no Espaço, gravando em horas no Van Gelder com 35 músicos para preservar a faísca imediata. Na CTI de Creed Taylor, o single alçou Deodato ao #2 jazz e #27 Hot 100, influenciando a fusão pop de Hancock e Wonder.

17 de novembro de 2025

Eumir Deodato – Deodato 2 (1973/1977) 2000

 

1. "Super Strut" - 9:31
2. "Rhapsody in Blue" - 8:48
3. "Nights in White Satin" - 6:01
4. "Pavane for a Dead Princess" - 4:08
5. "Skyscrapers" - 7:01

Bonus tracks

6. "Latin Flute" (Eumir Deodato) - 4:49
7. "Venus" (Eumir Deodato) - 3:32
8. "Do It Again" (Walter Becker, Donald Fagen) - 5:31
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Deodato 2, a Fusão que Conquistou o Mundo em 1973
Prepare-se para uma viagem eletrizante ao coração da jazz fusion dos anos 70 com Deodato 2, o segundo golpe de mestre de Eumir Deodato pela CTI Records. Esse álbum é uma sinfonia de funk orquestral, rock angular e jazz flamejante, onde pianos elétricos groovy se entrelaçam com cordas dramáticas, metais potentes e ritmos infecciosos, criando um som urbano e cinematográfico que ecoa Stevie Wonder e Earth, Wind & Fire.
O jam incendiário de "Super Strut" (9:31), um strut funky que não para; a cover visionária de "Rhapsody in Blue" (8:48), com guitarras ferozes de John Tropea e o baixo virtuoso de Stanley Clarke em "Skyscrapers" (7:01), duelos épicos de teclados e riffs. "Nights in White Satin" (6:01) ganha toques etéreos, enquanto bônus como "Do It Again" (Steely Dan, 5:31) e "Venus" (3:32) enriquecem a reedição de 2000. Deodato nos teclados lidera um time estelar: Billy Cobham na bateria precisa, Hubert Laws na flauta e Jon Faddis na trompete, injetando o fogo do Mahavishnu.
Gravado em sessões relâmpago no Van Gelder Studio, Deodato orquestrou 30 músicos em dias, impulsionado pelo hit de Prelude, para capturar a urgência pós-2001: Uma Odisseia no Espaço. "Rhapsody in Blue" bombou em comerciais da Pontiac, levando o single ao #48 no Canadá e consolidando Deodato como rei da fusão pop.

4 de novembro de 2025

Stan Webb's Chicken Shack - The Creeper 1978 (2002)

 

1. The Creeper - 3:36
2. Delilah - 4:08
3. Riding With The Devil - 3:52
4. Think (Don D. Robey, Jimmy McCracklin, Deadric Malone) - 2:14
5. Stop Knocking My Door (Stan Webb) - 4:53
6. Blue Vein - 3:58
7. It's Easy If You're Lonely - 4:57
8. The Guitar Playing Derelict - 4:14
9. Dr. Brown (Buster Brown) - 3:00
10.Red Haired Lady (Stan Webb) - 3:16
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Chicken Shack 'The Creeper' de 1978

Album de 1978 do Stan Webb's Chicken Shack – reeditado em 2002 para reviver sua fúria setentista. Gravado no final de 1977, é o trabalho mais pesado da banda, com riffs afiados de guitarra que fundem blues britânico, rock visceral e toques de soul, impulsionados pela química explosiva entre Stan Webb (guitarras e vocais) e Robbie Blunt (guitarras), coautores de hits como "The Creeper" e "Riding With The Devil".
A formação estelar inclui o baixista Paul Martinez (ex-Hackensack e parceiro de Ashton em P.A.L.), o baterista Ed Spevock (veterano de Babe Ruth e Piblokto!), teclados de Tony Ashton (produtor e convidado) e sax de Dave Winthrop, adicionando camadas jazzísticas. A versão acústica de "Stop Knocking My Door" é de arrepiar, um lamento íntimo que contrasta com o caos de "Blue Vein" e a cover blues de "Dr. Brown"; "Delilah" e "The Guitar Playing Derelict" brilham pela distorção suja e solos hipnóticos.
Ashton produziu sem frescuras, capturando takes ao vivo em estúdio para preservar a energia de jam sessions noturnas. No contexto pós-punk, em 1978, Webb – ex-Yardbirds – reinventava o Chicken Shack como uma fera blueseira, provando que o rock raiz ainda mordia forte.

1 de novembro de 2025

B.B. King - To Know You Is To Love You 1973

 

1. I Like To Live The Love (3:33)
2. Respect Yourself (5:19)
3. Who Are You (3:58)
4. Love (3:15)
5. I Can't Leave (4:17)
6. To Know You Is To Love You (8:37)
7. Oh To Me (4:32)
8. Thank You For Loving The Blues (6:49)

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B.B. King e o Groove de Filadélfia: O Blues que Dança em 1973

B.B. King, trocando as cordas tensas de Memphis pelo swing irresistível da Filadélfia. Em To Know You Is to Love You (1973), o lendário guitarrista mergulha no soul urbano, guiado por uma seção rítmica afiada que impulsionou sucessos dos O'Jays, Spinners e Stylistics. Produzido por Dave Crawford, o álbum funde o lamento gutural de King com grooves funky e harmonias vocais luxuosas, criando um híbrido blues-soul que pulsa como um coração acelerado.
A faixa-título, coescrita por Stevie Wonder e Syreeta Wright, é um hino romântico de 8:37 minutos que reinventa o estilo clássico de King com toques de Motown. "I Like to Live the Love" explode em energia dançante, enquanto "Respect Yourself" e "Thank You for Loving the Blues" capturam a essência crua do blues com camadas de percussão impecáveis. As sessões em Filadélfia foram gravadas em apenas duas semanas, com King improvisando solos longos que os engenheiros mal conseguiam capturar – um testemunho de sua espontaneidade genial. No contexto dos anos 70, esse disco marcou a ponte entre o blues raiz e o disco emergente, influenciando gerações.