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20 de agosto de 2026

Honey Hush Low Rhine River Blues – Blood Turns Blue – 2026

 

01. Blood Turns Blue 04:30
02. Lipstick And Poison 03:55
03. Life Is A Fire 03:51
04. Done With The Devil 03:59
05. Frank’s Kitchen 04:38
06. AI Warrior 04:37
07. Hotdog Man 04:08
08. Suspect 04:29
09. The Blues Calls Me 04:04
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Quando o Blues do Baixo Reno Ferve: 
Blood Turns Blue Chega para Agitar 2026!

Direto do Düsseldorf, o Honey Hush lança seu álbum de estreia Blood Turns Blue (2026), um soco de blues rock autêntico com raízes em country blues, southern rock e funky bluesrock que celebra a história do gênero desde o sul americano até o elétrico dos anos 60/70. 

Frank Born (vocais e gaita, um dos virtuoses mais aclamados da Alemanha no “saxofone do Mississippi”) e Matthias Heft (guitarras, inspirado em Rory Gallagher, Johnny Winter e Albert Collins) lideram a formação, apoiados por Bernd Strefling no baixo e Selim Öztamur na bateria. 

Destaques como a faixa-título “Blood Turns Blue” (country blues tradicional), o instrumental uptempo “Frank’s Kitchen” e o southern rock de “Done With The Devil” (ou o funky bluesrock de “Suspect”) explodem com riffs de gaita roucos, licks de guitarra afiados e um groove rítmico sólido que libera improvisações e fusões de estilos. 

Curiosamente, várias faixas originais de Born e Heft já rolavam no set ao vivo antes do lançamento. E a banda faturou o primeiro lugar no Vestische Blues Award 2024 logo na estreia, consolidando o som do “Low Rhine Estate Blues” desde 2022.

9 de agosto de 2026

Giles - Dancing With Dolores 2006

 

 1. Maria Magdalena - 5:19
 2. Freedom - 4:39
 3. Letter To Bush - 4:05
 4. Fallen Angel - 2:53
 5. Dancing With Dolores - 5:31
 6. Gypsy Eyes - 2:13
 7. That's Why - 5:17
 8. Mind Your Own Damn Business - 3:45
 9. Wanna Come Home, Father - 5:33
10. Behind Your Eyes - 3:07
11. Just A Shell - 4:59
12. Nutbush City Limits - 3:30
13. Bird On The Wire - 4:42
14. Yearning - 1:49
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Giles faz o blues rock dançar e o mundo tremer

Dancing With Dolores (2006) é o quarto álbum do power trio inglês Giles, um blues rock cheio de groove, guitarra afiada e exploraciones que misturam funky blues com energia psicodélica. 

Mark Koehorst comanda vocal, guitarras, teclados e percussão, ao lado de Piet Koehorst no baixo e Terry Shaughnessy na bateria. A faixa-título “Dancing With Dolores” mistura blues rock com toques de flamenco e tango, “Maria Magdalena” chega com guitarra pesada e blues clássico, e “Freedom” é um cover energético de Richie Havens

O som se define pela guitarra líder de Mark, ritmos dinâmicos e arranjos que evoluem ao longo das faixas, com covers como “Gypsy Eyes” e “Nutbush City Limits” ganhando nova vida. 

Curiosidade: o trio é baseado no noroeste da Inglaterra, com Mark, originalmente da Holanda, escrevendo o material. 

Lançado em 2006 pela May Tree Studios, o disco é o trabalho independente do grupo após o aclamado Blue Funk. A banda se destaca por transformar o blues rock em algo mais inventivo, com jams e variações que fogem do convencional.  

30 de julho de 2026

Russ Green - Stone Cold 2026

 

1. Lint Redux (6:38)
2. Stone Cold (4:08)
3. 12 Feet Of Water (5:35)
4. Hey Man (3:39)
5. Waitin' On You (4:40)
6. Nobody Knows (4:41)
7. Need You So Bad (5:20)
8. I Believe (6:12)
9. Troubled World (5:27)
10. Boogie Joint (3:38)
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Russ Green chega com Stone Cold e joga gasolina no blues de Chicago

O harmonica player, cantor e compositor de Chicago Russ Green solta Stone Cold, seu álbum de 2026 recheado de dez originais que atualizam o blues da cidade com voz soulful, gaita afiada e songwriting moderno enraizado na tradição. 

Ele comanda o show com a gaita e os vocais, apoiado por Giles Corey e Vince Agwada nas guitarras, Vic Jackson no baixo, Felix “D-Kat” Pollard na bateria e Joe Munroe nos teclados, numa formação que entrega grooves profundos, solos escaldantes e histórias de rua. 

Faixas como “Lint Redux”, a title track “Stone Cold” e “12 Feet Of Water” explodem com a harmônica em primeiro plano, riffs sujos, teclados quentes e uma energia de bandstand que mistura blues gritante, soul e funky sem perder a essência de Chicago. Inspirado por Jimi Hendrix, Green sonhava em tocar guitarra, mas como estudante de cinema sem grana comprou uma gaita e encontrou seu caminho, moldado pelos mestres Sugar Blue e Billy Branch

Seu debut City Soul, de 2018, foi eleito um dos melhores álbuns de blues do ano pela DownBeat e entrou na lista dos 60 melhores da década da Living Blues. Se gostou, veja também… coloca Stone Cold pra tocar agora e me conta qual faixa te deixou de queixo caído.

24 de julho de 2026

Clifton Chenier — Out West 1974

 

01. I’m On The Wonder — 4:16
02. The Hucklebuck — 3:09
03. You Know It Ain’t Fair — 2:51
04. Calinda — 3:24
05. You’re The One For Me — 4:27
06. You’re Fussin’ Too Much — 3:04
07. Just Like A Woman — 3:06
08. All Your Love — 4:20
09. C.C. Special — 3:13
10. I’m A Hog For You — 3:39
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O Zydeco de Clifton Chenier que Ganhou Toque de Rock e Blues na Costa Oeste

Lançado em 1974 pela Arhoolie Records, Out West traz Clifton Chenier, o Rei do Zydeco, em um momento de expansão sonora. Gravado em estúdios de São Francisco, o disco mistura o ritmo dançante e crioulo do zydeco com influências do blues e rock da Costa Oeste, mantendo a essência rural da Louisiana em uma versão mais polida e acessível.

Chenier nos vocais, acordeon e harmônica (em uma faixa), acompanhado por Elvin Bishop e Lil’ Buck Sinegal na guitarra, Steve Miller no piano, John Hart no sax, Cleveland Chenier no rubboard, Joseph Bruchet no baixo e Robert Peter na bateria, a formação cria uma química única. 

Destaques: o blues menor “I’m On The Wonder”, o clássico instrumental “Calinda” e o groove contagiante de “All Your Love”. O som se define pelo acordeon expressivo de Chenier, os solos de guitarra rock de Bishop, o piano bluesy de Miller, o sax honkante e o ritmo raspado do rubboard, tudo em uma fusão espontânea de zydeco tradicional com energia elétrica da Costa Oeste.

Gravado majoritariamente em uma sessão de maio de 1973 no Wally Heider Studios (com uma faixa de 1971 no Funky Features), o álbum surgiu da colaboração com músicos da cena rock/blues de São Francisco. Historicamente, foi um marco na carreira de Chenier, quando o zydeco começava a ganhar público nacional e internacional, abrindo portas para novos ouvintes além dos bailes da Louisiana.

17 de julho de 2026

Jason Ricci – 13 Hours (2026)

 

1. Sick Of This Shit
2. Tired Of Tryin’
3. The Big DisEasey
4. Leo Watkins Rag
5. Long Twisted Night
6. Bubble Gum Pop
7. River’s Invitation
8. Renegade
9. Nuit Waltz
10. 13 Hours
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Jason Ricci explode no blues com fusões ousadas e alma crua

Em maio de 2026, Jason Ricci & The Bad Kind lançaram 13 Hours, um disco que mergulha fundo no blues com toques de funk, prog e jazz, sem perder a essência raw e pessoal. Ricci, um dos maiores nomes da gaita de boca atual, entrega um trabalho intenso e honesto, marcado por frustração, resiliência e experimentação.

Com Ricci na gaita e vocais, ao lado de Brent Johnson na guitarra e Kaitlin Dibble (sua esposa) nos vocais principais, o álbum brilha em faixas como “The Big DisEasey” — uma fusão funky/prog/jazz de sete minutos com rap e vibrafone de Mike Dillon — e o instrumental “Leo Watkins Rag”, que exibe sua velocidade e precisão impressionantes na gaita. 

O encerramento épico “13 Hours” traz slide guitar de Johnson e um solo longo e emocional de Ricci, equilibrando energia e profundidade. O som se destaca pela gaita flamejante, colaborações inesperadas e letras diretas sobre exaustão, vícios e o caos da vida moderna.

Curiosidade: Ricci foi escolhido para tocar na homenagem a Paul Butterfield no Rock and Roll Hall of Fame em 2015, provando seu talento para o mundo. O disco é dedicado ao ex-baterista John Perkins, e a faixa-título reflete as longas viagens da banda, misturando celebração e saudade.

12 de julho de 2026

Carol Grimes - Warm Blood (1974) 2017

 

1. That's What It Takes (Billy G. McLin) - 3:12
2. High Hill Country Rain (Jerry Jeff Walker) - 4:04
3. Taxes On The Farmer (Traditional Arr. Ry Cooder) - 2:33
4. All For One (Mack Gayden) - 3:31
5. Ray, Ray, Ray (Bob Wilson, Alan Orange) - 2:52
6. Lost My Faith (In Everything But You) (Ron Cornelius) - 2:36
7. Warm Blood (Lloyd Perata) - 3:57
8. You're The Only One (Bob Wilson) - 2:32
9. Somebody Sleeping In My Bed (Allen Jones, Bettye Crutcher) - 3:09
10.Southern Boogie (David Skinner) - 2:43
11.Don't Want You On My Mind (Bill Withers) - 2:11
12.Wait For Me Down By The River (Bob Johnson) - 2:56
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"Warm Blood": O Fogo Blues que Carol Grimes Acendeu em 1974
Em 1974, Carol Grimes — já conhecida da cena de Canterbury com a Delivery e do circuito blues londrino — lançou seu álbum solo de estreia, Warm Blood, pelo selo Caroline da Virgin. O disco entrega um blues rock vibrante, temperado com country e soul, onde a voz rouca e cheia de alma da cantora brilha no centro de tudo.
Carol é acompanhada por uma formação de primeira linha: guitarristas Ron Cornelius e Mack Gayden, tecladista e arranjador Bob Wilson, bateristas Kenny Buttrey e Karl Himmel, saxofonistas Roger Ball e Malcolm Duncan (do Average White Band), baixista Tommy Cogbill e outros músicos de sessão de Nashville e Londres. 
Destaques: “Warm Blood”, com seu groove envolvente; o cover country “High Hill Country Rain” (Jerry Jeff Walker), cheio de feeling; e o boogie animado de “Southern Boogie”. A instrumentação explode em guitarras acústicas e elétricas, piano, órgão, metais funk, dobro, banjo e percussão, criando uma fusão energética de blues rock, country rock e blue-eyed soul que faz o corpo se mexer do início ao fim.
Gravado entre Londres e Nashville, o álbum contou com músicos que Carol descreveu como “grandes e boas pessoas”. Em entrevista de 2023, ela contou que gostou das faixas escolhidas, mas gostaria de ter incluído mais composições próprias. 
Curiosidade: foi o primeiro lançamento do selo Caroline e a capa foi fotografada no apartamento dela em Notting Hill — um retrato autêntico da jornada de busker para estrela solo. A reedição remasterizada de 2017 (edição coreana limitada) traz de volta esse tesouro para novos ouvidos. 

22 de maio de 2026

Canned Heat - Future Blues (1970)

 

1. Sugar Bee (Eddie Shuler) - 2:37
2. Shake It And Break It (Alan Wilson) - 2:34
3. That's All Right (Mama) (Arthur Big Boy Crudup) - 4:18
4. My Time Ain't Long (Alan Wilson) - 3:50
5. Skat (Alan Wilson) - 2:43
6. Let's Work Together (Wilbert Harrison) - 3:13
7. London Blues (Alan Wilson) - 5:28
8. So Sad (The World's In A Tangle) (Bob Hite, Alan Wilson, Harvey Mandel) - 7:55
9. Future Blues (Bob Hite, Alan Wilson, Harvey Mandel) - 3:00
10.Let's Work Together (Wilbert Harrison) - 2:48
11.Skat Single (Alan Wilson) - 2:41
12.Wooly Bully (Sam Samudio) - 2:32
13.Christmas Blues Canned Heat And The Chipmunks (Frank Cook, Larry Taylor, Henry Vestine, Al Wilson, Bob Hite Jr.) - 2:33
14.The Chipmunk Song (Christmas Don't Be Late) Canned Heat And The Chipmunks (Ross Bagdasarian) - 2:46
Bonus Tracks 10-14
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Último Boogie de Alan Wilson: Canned Heat Incendeia em Future Blues!
Em 1970 o Canned Heat soltou Future Blues, o álbum que fechou a era clássica da banda com puro blues rock carregado de boogie elétrico, funky e swing pesado – um som mais cru, potente e rock’n’roll que nunca soou tão urgente.
Formação: Bob Hite detona nos vocais, Alan Wilson (última gravação dele) manda slide guitar, harmônica e vocais, Harvey Mandel assume a lead guitar no lugar de Henry Vestine, Larry Taylor segura o baixo e Adolfo “Fito” De La Parra explode na bateria – com Dr. John convidado no piano em uma faixa. 
Destaques: o funky rocker “Let’s Work Together”, que ganhou airplay pesado e ainda toca hoje; o épico slow blues “London Blues” com piano de Dr. John e groove que esmaga; e o veloz “Future Blues”, um dos melhores blues rockers acelerados que a banda já escreveu. Tudo com slide flamejante, harp work insano, improvisos soltos e aquela fusão de boogie swing que só o Heat fazia.
Gravado logo após Woodstock com produção da própria banda e do manager Skip Taylor, o disco capturou o quinteto no auge da química. Foi o último registro com Alan Wilson, que morreu tragicamente semanas depois, em setembro de 1970 – e o crítico Robert Christgau já avisava: “vou sentir falta de discos assim”.