1. Waiting For You - The Baytovens - 2:04 2. Baby What's New - Peter Wheat & The Breadmen - 2:41 3. Tomorrow's Soul Sound - The Harbinger Complex - 2:23 4. I'm Gonna Be Gone - The Just Six - 1:54 5. It's Up To You - The Shillings - 2:13 6. Her Heart Said No - The Blue Lite Conspiracy - 3:21 7. My House - The Baytovens - 2:48 8. You Got Yours - The Us Male - 2:47 9. Sometimes I Wonder - The Harbinger Complex - 2:18 10.Bo Said - The Just Six - 2:46 11.Humpty Dumpty - The Epics - 2:54 12.You're Gonna Cry - The Donnybrookes - 2:17 13.Who Stole The Batmobile - The Gotham City Crime Fighters - 2:19 14.Not The Least Bit True - The Shillings - 2:46 15.Get Out Of My Eye - The Soul Vendors - 2:06 16.Luv Look Away - The Baytovens - 2:23 17.Dynosaur - The Flintrocks - 2:19 18.I'm Feeling Good - The Bristol Boxkite - 2:19 19.You're Takin' Hold Of Me - The Immediate Family - 2:16 20.Away Girl - The Towaway Zone - 2:30 21.Gotta Find A New Love - The Spyders - 2:40 22.Look At The Sun - The Gants - 2:15 23.Such A Fool - The Baytovens - 3:17 24.Where I Belong - The Daytrippers - 2:55
Do outro lado da ponte, o garage pedia dança — não sermão
You Got Yours!: East Bay Garage 1965-1967, lançada em 18 de setembro de 2007 pela Big Beat, reúne 24 gravações de bandas de San Leandro, Hayward, Fremont e Oakland num garage rock dançável, de sabor operário, longe da psicodelia de São Francisco.
Compilada por Alec Palao na série Nuggets from the Golden State, a coletânea mistura beat britânico, soul de pista e punk denso de fuzz.
Os Baytovens, de Dwight Pitcaithley, Jon Green, Rich Green e Carl DePolo, abrem com “Waiting For You”, faixa de sotaque Beatles e Beau Brummels. Peter Wheat & The Breadmen entram com o órgão de “Baby What’s New”, depois recolhida em Pebbles, Volume 10.
O Harbinger Complex responde com o proto-punk de “Tomorrow’s Soul Sound”, marcado por guitarra fuzz. Há ainda o soul de pista dos Spyders em “Gotta Find A New Love” e o humor de “Who Stole The Batmobile”, dos Gotham City Crime Fighters.
Várias faixas saíram inéditas; o encarte traz fotos raras e notas de Palao.“Waiting For You” e “Such A Fool” dos Baytovens foram gravadas com engenharia de Chuck Britz.
O disco saiu como trilha sonora do livro de Bruce Tahsler, do US Male, sobre a cena do East Bay e o promoter Bill Quarry, que levou o Them à primeira apresentação americana no Rollarena de San Leandro, em 1966.
Bring Back Silence To The Sky é o álbum de blues-rock que Alexander Dolgov colocou no ar em 2026. Dez faixas, guitarra e voz na frente.
Dolgov é Aleksandr Leonidovich Dolgov, nascido em 31 de julho de 1968 em Kharkiv. Ele canta, toca guitarra e assina as canções.
Destaque: faixa-título abre o programa, depois vêm “Could Do Nothing”, “Tell Me, Tell Me”, “I Feel High But Why”, “Queen Of My Love”, “Boogie Woogie Girl”, “Catch The Prize”, “Lord, Please Hear Me”, “I Love To Live” e “Living My Life”. A mesma “Bring Back Silence To The Sky” já tinha saído em 28 de junho de 2022, gravada e mixada por Valery Sazonov no home studio de Kharkiv e masterizada por Dave Harris no Studio B.
A faixa que dá nome ao álbum nasceu primeiro como single de 2022, em Kharkiv. Em dezembro de 2023 ele tocou na Pamela, em Toruń; em novembro de 2025 voltou à cidade no palco da Od Nowa.
Quarto disco do Tito & Tarantula, Andalucia saiu em 4 de março de 2002 pela Goldrush/BMG: chicano rock, blues e stoner, agora com piano e duas guitarras na frente.
Tito Larriva canta, segura o ritmo e o teclado de um dedo. Peter Atanasoff e Steven Hufsteter — o segundo veio dos Cruzados — cruzam os solos. Io Perry assume o baixo no lugar de Jennifer Condos. Marcus Praed entra no piano, na mesa e na mixagem. Johnny “Vatos” Hernandez segura a bateria.
O produtor assina BigDaddyT. para na balada “You’re the One I Love”. A Visions aponta “California Girl”, “Mexican Sky” e “Torn to Pieces”.
No fim de 2001 o grupo se tranca num sítio em Málaga, no El Cortijo, e fecha as fitas no Eraserhead e no Coney Island, em Glendale, e no Electromos, em Osnabrück; Gavin Lurssen masteriza em Hollywood. A edição alemã limitada vem em dois CDs, com o Malaga Acoustic Session — cinco faixas no estúdio, Vatos fora, Achim Färber na caixa — e o clipe de “California Girl”.
01. White House Blues (3:35) 02. Buffalo Skinners (3:37) 03. Kokomo Blues (3:54) 04. Little Sadie (3:16) 05. Shake Shake Mamma (3:33) 06. Willy O'Winsbury (5:39) 07. The Cuckoo (3:57) 08. Come On In My Kitchen (3:52) 09. Country Blues (3:36) 10. Faro Annie (3:25) 11. Back On The Road Again (3:12)
Faro Annie, álbum solo de John Renbourn gravado em 1971 no Livingston Studios, em New Barnet, e lançado pela Transatlantic no Reino Unido (e pela Reprise nos EUA em 1972), entra de cabeça no folk-rock e no blues americano — bem longe do perfil medieval de The Lady and the Unicorn.
Renbourn canta e toca violão, gaita e sitar; entram Dorris Henderson no vocal em três faixas, Sue Draheim no violino, Pete Dyer na gaita e, em “Shake Shake Mamma” e na faixa-título, o baixo de Danny Thompson e a bateria de Terry Cox, colegas do Pentangle.
Produção de Bill Leader, engenharia de Nic Kinsey.William Ruhlmann, no AllMusic, destaca o sitar ao fundo em “Buffalo Skinners”, o primeiro pulso folk-rock em “Kokomo Blues”, a balada britânica “Willy O’Winsbury” e o Robert Johnson de “Come On in My Kitchen”. Robert Christgau, que deu B+ ao disco, confessou ter ouvido “Willy O’Winsbury” até o fim.
O próprio Renbourn descreveu o disco como o lado folk-blues dele “dez anos depois”: um “adeus e obrigado” à Transatlantic, quando achava que deixava o selo.
Na entrevista a Rosalind Russell, na semana do lançamento, ele disse que a sessão foi às pressas — ainda devia um LP à gravadora — e que o estúdio estava sendo demolido e reconstruído ao redor deles. O vinil britânico saiu como Transatlantic TRA 247; nos Estados Unidos chegou em 1972 pela Reprise (MS 2082).
1.If It Wasn’t For The Blues I’d Be A Rich Man (3:06) 2.No (2:35) 3.Voodoo Rooster (3:24) 4.Put A Spell On You (3:32) 5.Gospel According To No One (3:00) 6.Dahmers Fridge (2:41) 7.I Don’t Care (3:29) 8.That’s Alright (4:28) 9.Pay The Man (3:12) 10.White Room (5:02)
Voodoo Rooster é o disco de blues. rock e boogie que The McCurdy Brothers soltaram em 23 de maio de 2023: dez faixas.
A banda é uma dupla de Norwich, no leste da Inglaterra. Jerry-Lee McCurdy canta e toca guitarra; Adam “Sticks” McCurdy toca bateria. O bio oficial diz que começaram como dois buskers nos mercados da cidade, com instrumento feito de sucata, e cita Hendrix, Stevie Ray Vaughan, B.B. King e Muddy Waters.
No disco entram “If It Wasn’t For The Blues I’d Be A Rich Man”, a faixa-título “Voodoo Rooster” e o fechamento “White Room”, cover do Cream. Também têm “Put A Spell On You” e “That’s Alright”.
Antes deste disco a dupla já tinha a série Moonshine (Medicine Men, Martian Men, Maverick Men). No Hemsby Rock ’n’ Roll Weekender de 2021 eles já estavam no cartaz.
Revolver, sem acento: Walter Franco veste branco e aponta“Sim”
Revolver, segundo LP de Walter Franco, saiu em 1975 pela Continental e equilibra vanguarda com canção pop e rock, numa sonoridade que a própria biografia do compositor associa aos Beatles.
Gravado nos Estúdios Eldorado, o disco foi produzido por Franco com arranjos e mixagem de Rodolpho Grani Júnior e Diógenes Burani, o núcleo que carrega baixo, guitarra, bateria, órgão e efeitos.
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A Folha e o Estadão destacam o rock de “Feito Gente”, o jogo concretista de “Eternamente” (“é ter na mente / éter na mente”) e “Cachorro Babucho”, além da faixa-título. No meio do lado B, “Apesar de Tudo É Muito Leve” dura seis segundos: violão e uma frase.
A primeira prensagem veio em capa recortada, com pontos em braile — a palavra “Sim” — e Walter de terno branco na diagonal, eco visual de Lennon em Abbey Road.
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A primeira tiragem trazia o relevo em braile na capa e na contracapa, com janela recortada no verso.
No mesmo ano, Franco ficou em terceiro no Festival Abertura, da Globo, e o LP entrou depois na lista dos 100 maiores discos brasileiros da Rolling Stone Brasil, na 50ª posição.
No celeiro de Oxfordshire, Alvin Lee achou outra estrada
Em novembro de 1973, Alvin Lee e o cantor gospel americano Mylon LeFevre lançaram On the Road to Freedom, álbum de country rock gravado no Space Studio, um celeiro convertido na propriedade de Lee em Oxfordshire.
Foi o primeiro projeto solo do líder do Ten Years After, produzido por ele mesmo, com clima caseiro e participações confirmadas de George Harrison (creditado como Hari Georgeson), Steve Winwood, Jim Capaldi, Ron Wood e Mick Fleetwood.
A voz de LeFevre e o violão mais contido de Lee atravessam a faixa-título, “Fallen Angel” e “Carry My Load”, três canções que a Rolling Stone destacou na época. “So Sad (No Love of His Own)”, de Harrison, reúne o próprio autor no slide, no baixo e nas harmonias, com bateria de Fleetwood e violão de 12 cordas de Wood. Piano de Winwood, congas de Rebop Kwaku Baah, fiddle de Andy Stein e steel guitar de Bob Black fecham o mix de rock americano, country e rhythm and blues.
Os dois se conheceram quando a banda de LeFevre abriu para o Ten Years After; as primeiras canções nasceram na Jamaica, e o estúdio foi erguido especialmente para o disco.
A quadra de tênis usada como câmara de eco desabou com a chuva segundos depois de Lee e o engenheiro retirarem o equipamento. O LP saiu pela Chrysalis no Reino Unido em 2 de novembro de 1973 e pela Columbia nos Estados Unidos, com “Fallen Angel” e “So Sad” como compactos.