Mostrando postagens com marcador rock. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rock. Mostrar todas as postagens

10 de outubro de 2026

Gary Moore – Close as You Get (2007)

 

1. Close as You Get – 4:50
2. I Know You’re Mine – 5:10
3. I Can’t Leave You Alone – 4:45
4. Workin’ for Me – 5:20
5. The Prophet – 4:55
6. Blame It on Me – 5:05
7. Too Tired – 5:00
8. Jumpin’ at Shadows – 4:35
9. I’ll Be Alright – 4:50
10. Since I Met You Baby – 4:40
11. The Blues Is Alright – 4:50
.

O blues de 2007 em que Brian Downey voltou para a bateria de Gary Moore

Close as You Get, de Gary Moore, saiu em 21 de maio de 2007 pela Eagle: blues rock elétrico, onze faixas, cerca de 52 minutos, o disco seguinte a Old New Ballads Blues e anterior a Bad for You Baby. Cinco originais e seis covers, de Chuck Berry, John Mayall, Sonny Boy Williamson, Son House e Royce Swain.

Moore canta e toca guitarra; no baixo está Pete Rees, nos teclados Vic Martin, e na bateria, em todas as faixas, Brian Downey, colega dos tempos do Thin Lizzy. Mark Feltham entra na gaita em “Hard Times” e “Checkin’ Up on My Baby”. A AllMusic, na resenha de Hal Horowitz, aponta a guitarra inspirada em Peter Green e isola o fechamento acústico de “Sundown”, de Son House, com Moore no dobro, raro registro dele desplugado; o mesmo texto destaca o shuffle de “Checkin’ Up on My Baby” e o “Thirty Days” de Berry. A PopMatters separa a abertura “If the Devil Made Whiskey”, com bottleneck na ponte, “Trouble at Home”, “Have You Heard” e a balada longa “I Had a Dream”.

O álbum foi gravado entre outubro de 2006 e fevereiro de 2007 no Sarm Hookend, com a base de “I Had a Dream” feita no Sphere Studios; a produção é de Moore e Ian Taylor, que também engenheirou e mixou. Downey, baterista do Thin Lizzy, toca o disco inteiro, reencontro que a ficha do álbum registra faixa a faixa; o lançamento da Eagle é de 21 de maio de 2007, no meio da sequência de discos de blues que Moore vinha soltando desde Back to the Blues, de 2001.

Se gostou, veja também Old New Ballads Blues e Still Got the Blues. Close as You Get está nas plataformas desde 2007 — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify


9 de outubro de 2026

Dave Widow and the Line Up - Waiting for the World to End 2012

 

 1. Bluesman - 5:15
 2. Long Gone - 4:03
 3. Leave a Piece of Me - 4:21
 4. Piss You Off - 4:18
 5. Baby Wants to Rock - 4:24
 6. Reach Out - 4:18
 7. Nothin' On You - 3:44
 8. Wait On Love - 4:01
 9. Don't Press Send - 4:35
10. I Look for Things Like That - 4:42
11. Picture of You - 2:00
12. Second Hand Love - 4:16
14. Sweet Janine - 3:07
.

O disco que a Blues Foundation colocou entre os 
cinco finalistas de Memphis

Waiting for the World to End, segundo CD de Dave Widow and The Line Up, saiu em 9 de junho de 2012 pelo próprio selo do grupo: catorze faixas, cerca de 57 minutos, num arco que o guitarrista de Los Angeles — nascido em Cincinnati — descreveu como funk, R&B, rock, roots, americana e blues. 

Widow co-produziu com o baterista Gary Mallaber. No estúdio entram o órgão Hammond B-3 e o piano de Mike Finnigan, o baixo de Reggie McBride, as baterias de Mallaber e James Gadson, o piano de Barry Goldberg e de David Morgan, vocais e teclados de Bill Champlin, o sax barítono de Marty Grebb e uma seção de metais. A Blues Rock Review destaca os solos de B-3 de Finnigan e arranjos limpos e justos; aponta “Reach Out”, “Picture of You” e “Sweet Janine” como os momentos em que o vocal de Widow funciona melhor, e trata “Sweet Janine” como o grande corte, ao lado de “I Look for Things Like That”. O Bman’s Blues Report abre o disco por “Bluesman”, boogie lento com metais, guitarra e teclas, e ainda separa “Piss You Off” e a faixa-título, esta em clima de funk blues.

Parte das músicas foi escrita durante as próprias sessões; outras eram peças antigas que só então ganharam gravação, com parcerias de Widow com Morgan, Mallaber, McBride, Champlin e Larry Goshorn. Em janeiro de 2013 o álbum, que já tinha airplay internacional e entrada no Roots Music Report, ficou entre os cinco finalistas de Best Self-Produced CD da Blues Foundation, representando a Ventura County Blues Society, com o vencedor anunciado em 2 de fevereiro nas finais do International Blues Challenge, em Memphis.

Se gostou, veja também o anterior, Got It Covered. Waiting for the World to End está no Spotify — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/.



Gary Moore - Dark Days in Paradise (1997)

 

3. I Can’t Wait Until Tomorrow – 4:20
4. So Far Away – 5:05
5. A Different Beat – 4:35
6. One Day – 4:50
7. In My Dreams – 5:10
8. A Man That I Can’t Buy – 4:45
9. Somewhere – 5:00
10. Close to You – 5:10
.

O disco da Virgin em que o blues de Moore esbarrou 
em programação e numa faixa escondida

Dark Days in Paradise, décimo segundo álbum de estúdio de Gary Moore, saiu em junho de 1997 pela Virgin (CDV 2826, com data de catálogo em 26 de maio): onze faixas, cerca de 67 minutos, entre Blues for Greeny (1995) e A Different Beat (1999). Não é o blues elétrico dos discos do começo da década. Há teclado, programação e arranjo pop no meio do rock.

Moore canta e toca guitarra. No baixo está Guy Pratt, na bateria Gary Husband, nos vocais de apoio Dee Lewis. Teclados e programação ficam com Magnus Fiennes e Phil Nicholas. A produção é de Moore, Chris Tsangarides e Andy Bradfield. Os singles foram “One Good Reason”, 79º no Reino Unido, e “I Have Found My Love in You”, 109º. “Always There for You” sai creditada como Gary Moore vs. Professor Stretch. O texto que a resenha do Rolling Stone de 3 de julho de 1997, de Bernd Lechler, separa é “Business as Usual”, o único que ele achou autobiográfico de verdade; o resto, para ele, misturava estilos por acidente e escorregava em lugar-comum. Günther Fischer, no Spiegel de 13 de junho, foi mais generoso e elogiou a guitarra dessa mesma faixa.

Na primeira prensagem, “Business as Usual” durava 18 minutos e 2 segundos porque trazia escondida a faixa-título; nas edições seguintes “Dark Days in Paradise” aparece à parte, com pouco mais de três minutos. O álbum chegou ao 43º lugar no Reino Unido, ao 19º na Áustria, ao 22º na Suíça e ao 32º na Alemanha, dois anos depois de Blues for Greeny e dois antes de A Different Beat.

Se gostou, veja também Blues for Greeny e A Different Beat. Dark Days in Paradise está nas plataformas desde 1997 — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify



8 de outubro de 2026

Spike Fuck – evidence (2026)

 

1. Can't Get It Up [4:38]
2. Had Your Way [4:04]
3. Sweet Release [3:27]
4. Bored to Death [3:31]
5. All by Myself [2:38]
6. Getting Sober [3:33]
7. Bluelight [4:35]
8. Hate Me [7:44]
.

Dez anos depois do Smackwave, o “prova de vida” 
que Spike Fuck gravou em três meses

Evidence, disco de estreia de Spike Fuck, saiu em 2 de outubro de 2026 pela Sacred Bones: oito faixas de um artista de Melbourne que a New Noise descreve como casamento desigual de alt-country e new wave, abrasivo e soul ao mesmo tempo. O EP The Smackwave é de 2016; este é o primeiro álbum completo.

Quem produziu foi Adam Hyde, do Peking Duk e do projeto Keli Holiday. O próprio Spike listou Pere Ubu, New York Dolls, The Temptations e Bettye Swan como referências, e disse querer um disco que cortasse como faca. 

A New Noise isola a abertura “Can’t Get It Up”, new wave dos anos 1980 com punk setentista na linha dos Heartbreakers; “Had Your Way”, mais lenta, bateria de marcha fúnebre e vocal que lembra Leonard Cohen; e “Sweet Release”, a faixa mais forte da resenha, balada crua, com toque country no texto da Line of Best Fit. “All by Myself”, single anunciado em julho, é o corte glam, o mais perto de um pop. “Bored to Death” entra como soul, e “Hate Me” fecha em balada autodepreciativa. “Getting Sober” saiu com clipe dias antes do álbum.

Hyde o procurou porque gostava de “Smackwave” e o convidou para a final da AFL; o disco foi escrito e gravado em três meses, numa leva que Spike descreveu ao Quietus como afronta ao processo de Pure O, álbum quase pronto e depois abandonado, feito de ressentimento, raiva e deslocamento. 

No meio da década entre o EP e este lançamento houve vício, um período curto de treino monástico e o retorno: a New Noise e a Musikexpress registram que ele viveu como mulher trans e depois detransicionou; ele chama evidence de prova de vida e, se pressionado, de um disco sobre desejo.

Se gostou, veja também The Smackwave EP. evidence está na Sacred Bones desde 2 de outubro — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify



7 de outubro de 2026

The Blues Overdrive – Live Slices (2026)

 

01 – Rolling Thunder (Live)
02 – Lay Your Burden Down (Live)
03 – I Was Wrong (Live)
04 – Aurora (Live)
05 – Pistol Blues (Live)
06 – Jealous (Live)
07 – 16 Tons (Live)
08 – I Need Your Lovin’ (Live)
.

O especial da DK4 que virou o segundo disco ao vivo da banda

Live Slices, de The Blues Overdrive, é o segundo álbum ao vivo do quarteto de Copenhague e o primeiro lançamento de estúdio ou palco do grupo desde Overdrive Live!, de 2017: blues rock de raiz, gravado em concerto, com o groove arrastado que a crítica dinamarquesa trata como marca da banda. O streaming saiu em 22 de maio de 2026 pela Cherry Records; o vinil, o primeiro da carreira deles, chegou em 2025.

A formação fixa é Martin Olsen no vocal e na guitarra, Andreas Andersen na guitarra solo, Thor Boding no baixo — no lugar de Thomas Birck desde o disco ao vivo anterior — e Louisian Boltner na bateria. No especial, o veterano Ole Frimer entra como convidado. 

As resenhas se detêm sobretudo em “16 Tons”, leitura da canção de Merle Travis em homenagem a Peter Thorup, que cantou o texto dinamarquês, com Frimer na guitarra; em “Rolling Thunder”, que o Bluesnews.dk descreve como paráfrase moderna de “Rollin’ and Tumblin’”, com os floreios de Olsen; e nos andamentos lentos “Aurora” e “Jealous”, em que o mesmo veículo aponta uma atmosfera de deserto empoeirado. Sete das oito faixas são originais. Andersen aparece com atitude de rock and roll e disciplina apertada; a base segura o groove.

O material vem de cortes escolhidos do especial de uma hora da TV dinamarquesa DK4, gravado em Aarhus em abril de 2024, com arranjos novos e a participação de Frimer numa faixa só. O programa foi reprisado depois em canais da França, da Alemanha e dos Países Baixos; o vinil saiu em 2025 — o Bluesnews.dk data 29 de agosto — e o digital, em 22 de maio de 2026, quase nove anos depois de Overdrive Live!, disco com o qual a banda já tinha levado o European Blues Award de melhor álbum, como fizera antes com Clinch! (2015).

Se gostou, veja também Clinch! e Overdrive Live!. Live Slices está no Spotify — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/.



Gary Moore - Power of the Blues (2004)

 

1. Cold Black Night – 5:05
2. Pickin’ Up the Pieces – 4:55
3. Too Tired – 5:10
4. Lookin’ Back – 4:45
6. There’s a Hole – 4:50
7. Bring Your Love Home – 4:40
8. I’ll Be Alright – 5:15
9. Hold On – 4:35
10.Power of the Blues – 4:50
11. Walking By Myself – 4:10
.

O power trio de 2004, com Bob Daisley no baixo 
e a volta ao blues depois de Scars

Power of the Blues, de Gary Moore, saiu em 22 de junho de 2004 pela Sanctuary: blues rock de dez faixas, 41 minutos e 21 segundos, o disco de estúdio seguinte a Scars e anterior a Old New Ballads Blues. A AllMusic descreve a volta ao blues depois do desvio hard rock de 2002, com o peso do rock encaixado no elétrico que Moore vinha praticando desde Still Got the Blues.

Moore canta e toca guitarra. No baixo está Bob Daisley, nome de Ozzy Osbourne, Uriah Heep e Rainbow; na bateria, Darrin Mooney, que já tinha tocado em Scars. Jim Watson entra nos teclados só em “There’s a Hole”, “That’s Why I Play the Blues” e “Can’t Find My Baby”. O formato é de power trio. A resenha de Hal Horowitz na AllMusic isola o fechamento “Torn Inside”, em que Moore usa dinâmica e a economia aprendida com Peter Green. No meio do disco há dois Willie Dixon: “I Can’t Quit You Baby”, associada a Otis Rush, e “Evil”, ligada a Howlin’ Wolf, mais “Memory Pain”, de Percy Mayfield. A faixa-título e “Getaway Blues” são creditadas a Moore, Daisley e Mooney.

O álbum foi gravado e mixado no Sphere Studio One, com produção de Moore e Chris Tsangarides, que também engenheirou; a masterização é de Ian Cooper no Metropolis. Saiu em 22 de junho de 2004, um ano depois do ao vivo Live at Monsters of Rock e dois anos depois de Scars, o disco em que Mooney já estava na bateria e ao qual este sucede na volta ao blues elétrico.

Se gostou, veja também Scars e Still Got the Blues. Power of the Blues está nas plataformas desde 2004 — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify



5 de outubro de 2026

Kels – Dirty Blues Princess (2026)

 

01 – Gone
02 – Daddy’s Not The One
03 – 6Ft Under
04 – Fly On The Wall
05 – Call Me
06 – Worn Out Shoes
.

A princesa do dirty blues que escreveu o disco entre faxina, 
estrada e jam de jazz

Dirty Blues Princess, EP de estreia de KELS lançado em 12 de junho de 2026, é o ponto em que a cantora de Pittsburgh radicada em Atlanta batiza de vez o som que vinha testando nos bares: o que ela mesma chama de dirty blues, mistura de blues, folk, country e soul nascida da formação em jazz. São seis faixas, cerca de 19 minutos, todas escritas por ela e co-produzidas por ela, sob licença da KELS Music para a Universal Records Distribution, com vinil cherry red pela Cherry Red.

No palco o quinteto que a acompanha em gravações ao vivo recentes junta Tim Neumann na bateria, Nate Light no baixo, Woody Aplanalp na guitarra e Pat Wailes no saxofone — o sopro que puxa o arranjo para o lado de um soul revue em vez do doze compassos reto. As lojas e o material de lançamento destacam “Gone”, “Daddy’s Not The One” e “Call Me”; “Gone”, single de 2025, é o corte que a divulgação trata como ponto de ruptura, depois de meses de posts diários. “Daddy’s Not The One”, último single antes do EP, entra com linha de baixo lisa e vocal de peso em torno de traição, drama de cidade pequena e acerto de contas. “6ft Under”, single de março de 2026 sobre trauma geracional, ancora o disco na leitura da SEE ROCK LIVE.

Ela contou à The Current que as seis músicas saíram entre 2023 e 2026, várias escritas em Atlanta, outras na estrada e algumas em Los Angeles, e que só agora sentiu ter público para um primeiro projeto de verdade. Em 2 de setembro de 2026 postou “6ft Under” ao vivo numa oficina mecânica, caminhonete parada ao fundo, com o mesmo quinteto e uma leitura mais solta do que a de estúdio.

Em 22 de agosto de 2026, no primeiro show europeu, lotou a sala pequena do Paradiso, em Amsterdã, com cerca de 250 pessoas: cinco das seis faixas do EP entraram no set, “Daddy’s Not The One” ganhou aplauso de reconhecimento e “Gone” fechou com a plateia cantando junto — a banda ficou nos Estados Unidos e ela tocou com backing tracks. O EP chegou ao 36º lugar do Official Album Downloads Chart do Reino Unido na semana de 25 de junho; no mesmo ano ela cantou o hino no Draft da NFL, em Pittsburgh, e no jogo 2 das finais da NBA.

Se gostou, veja também o single “Gone” e o registro ao vivo na oficina. O EP está no Spotify — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/.


4 de outubro de 2026

Catch 23 – Bullet Full of Blues (2025)

 

1. Bullet Full of Blues (02:52)
2. Words (03:40)
3. Guilty (03:13)
4. Wrong End of the Barrel (03:38)
5. Dying for my Time (03:23)
6. A Broken Man (03:57)
7. Busy Getting Busy (02:42)
8. Stepping on Another Man’s Toes (02:36)
9. Something for Nothing (03:37)
10. Same Thing Different Day (03:16)
11. In for a Penny (02:30)
12. Bad Situation (03:19)
13. Let it Roll (04:13)
14. Bullet full of Blues (Reprise) (02:00)
.

Segundo tiro de Melbourne: blues rock com pólvora própria

Bullet Full of Blues (2025) é o segundo disco dos Catch 23, quarteto de Melbourne que mistura blues e rock em 14 originais.

A banda se formou em 2018: Brendan Alexander na voz, guitarra e gaita; Andrew Baker na guitarra; Ron E. Smith no baixo e voz; Andy Miller na bateria. Smith e Baker assinam as canções. 

O site oficial aponta “Wrong End of the Barrel” e “Dying for My Time” como singles que resumem o disco, e “A Broken Man” como balada lenta; a faixa-título abre e volta no reprise. No Qobuz e no Apple Music constam guitarras elétricas, seção rítmica firme, produção da própria banda, mix de Baker e engenharia de Alex Quayle.

A gravação saiu do Salt Studios, em Melbourne. O lançamento independente — CD e digital, 19 de outubro de 2025 — chega depois de Blues Hotel (2022), que chegou ao 2º lugar no AMRAP e ao 9º no ABARAC Blues and Roots.

Se gostou, veja também… dê o play agora, comente e passe no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ spotify



Three Dog Night – Harmony (1971) 2026

 

2. My Impersonal Life — 4:22
4. Never Dreamed You'd Leave in Summer — 3:41
5. Jam — 3:47
6. You — 3:00
7. Night in the City — 3:13
8. Murder in My Heart for the Judge — 3:36
9. The Family of Man — 3:28
10. Intro: Poem: Mistakes and Illusions / Peace of Mind — 3:03
.

Três vozes no ouro de 71 — e o vinil transparente de 2026

Harmony, quinto álbum de estúdio do Three Dog Night, chegou em 30 de setembro de 1971 pela Dunhill: pop rock de vocais em rodízio, arranjos de rádio e um catálogo quase todo emprestado de outros autores.

Cory Wells, Chuck Negron e Danny Hutton se revezam no lead — Wells abre com “Never Been to Spain”, Negron leva “An Old Fashioned Love Song” e o Stevie Wonder, Hutton entra em faixas como “My Impersonal Life” e “Night in the City”. Atrás deles: Michael Allsup na guitarra, Jimmy Greenspoon nos teclados, Joe Schermie no baixo e Floyd Sneed na bateria. Richard Podolor produziu; Bill Cooper engenhou na American Recording Co., em Studio City. A Billboard cravou o que o disco vendeu no ar: “An Old Fashioned Love Song”, de Paul Williams, nº 4 da Hot 100 e nº 1 no Easy Listening; “Never Been to Spain”, de Hoyt Axton, nº 5; “The Family of Man” (Williams e Jack Conrad) nº 12 em março de 1972. 

AllMusic ainda aponta o funk de órgão de “Jam”, único original creditado à formação inteira. O resto é leitura de repertório alheio — Wonder e Syreeta, Joni Mitchell, o Moby Grape de “Murder in My Heart for the Judge”, o Motown de “You” — fechando com o poema “Mistakes and Illusions”, de Paula Negron, colado em “Peace of Mind”. 

São cerca de 36 minutos. O LP foi ao 8º lugar da Billboard 200 e a RIAA o certificou ouro em 13 de outubro de 1971; AllMusic registra esse disco como o sétimo ouro da banda em menos de três anos.

A fita nasceu no eixo Podolor–Cooper, o mesmo estúdio da fase Dunhill. Em 18 de setembro de 2026 a Primary Wave relançou Harmony remasterizado em CD, digital e vinil transparente de 180 g, com liner notes novas de Danny Hutton, pelos 55 anos.

Se gostou... comente e passe no blog https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify