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4 de fevereiro de 2026

Katmandu - A Case For The Blues 1985

 

2.One More Night Without You
3.Crane's Train Boogie
4.Boogie All The Way
5.Zulu Gone West
6.Blowing All My Troubles Away
9.Who's That Knocking
10.The Case
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Revivendo o Blues com Katmandu
Em 1985, o álbum A Case For The Blues, do supergrupo britânico Katmandu, trouxe uma dose revigorante de blues rock clássico, misturando riffs crus e harmonias soulful que ecoam as raízes do gênero. Formado por lendas como Peter Green (ex-Fleetwood Mac) na guitarra e vocais, Ray Dorset (Mungo Jerry) e Vincent Crane (Atomic Rooster) nos teclados, o disco pulsa com energia improvisada, destacando faixas marcantes como "Dust My Broom" – um cover explosivo de Elmore James – e "Stranger Blues", com solos de guitarra hipnóticos que capturam a essência melancólica do blues.
Os pontos altos: incluem a química única entre os músicos, criando um som orgânico e autêntico, com toques de boogie e baladas emotivas como "Sweet Sixteen". 
Curiosidade: o álbum foi gravado em sessões casuais entre 1983 e 1984, em um estúdio modesto, refletindo o espírito espontâneo do projeto – quase como uma jam session entre amigos talentosos.No contexto dos anos 80, quando o blues via um revival com veteranos retornando aos palcos, A Case For The Blues se destaca como o único lançamento de Katmandu, um tesouro para fãs que buscam autenticidade e virtuosismo.

3 de fevereiro de 2026

Phil Upchurch - Darkness, Darkness 1972

 

A1 - Darkness, Darkness   9:35
A2 - Fire And Rain   7:35
B1 - What We Call The Blues   6:35
B2 - Cold Sweat   6:35
B3 - Please Send Me Someone To Love   5:07
C1 - Inner City Blues   6:42
C2 - You've Got A Friend   8:39
D1 - Love And Peace   5:24
D2 - Swing Low, Sweet Chariot   6:36
D3 - Sausalito Blues   4:05

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O Clássico Esquecido de Phil Upchurch
"Darkness, Darkness", lançado em 1972 por Phil Upchurch, é uma joia dupla do soul-jazz que funde jazz, blues, rock, soul e funk em um fluxo irresistível. Gravado logo após Upchurch deixar a Cadet Records – onde brilhou como guitarrista preferido de Curtis Mayfield e Jerry Butler –, o álbum marca sua migração para a costa oeste, sob produção de Tommy LiPuma. O som é limpo e brilhante, com grooves relaxados e guitar work alucinante que dispensa distorções, focando na essência das notas.
Destaques: incluem a cover hipnótica de "Darkness, Darkness" (Youngbloods), transformada em funk sujo com arranjos de Donny Hathaway no Fender Rhodes; "Fire and Rain" (James Taylor), reinventada como boogaloo funky com acordes à la Wes Montgomery; e "Cold Sweat" (James Brown), suavizada mas feroz. Participações estelares como Chuck Rainey no baixo e Joe Sample no piano elevam tudo a outro nível.
Curiosidade: Upchurch gravou em 1971, capturando a transição do som cru de Chicago para a vibe polida de Los Angeles. Outro detalhe: Apesar de subestimado na época, é considerado o álbum soul-jazz definitivo dos anos 70 – uma transcendência funky que ainda inspira! 

1 de fevereiro de 2026

Dr . John : Goin' back in New Orleans 1992

 

1. Litanie Des Saints
2. Careless Love
3. My Indian Red
4. Milneburg Joys
5. I Thought I Heard Buddy Bolden say
6. Basin Street blues
7. Didn't He Ramble
8. Do You Call That A Buddy?
9. How Come My Dog Don't bark when you come 'round
10. Good Night, Irene
11. Fess Up
12. Since I Fell for you
13. I'll Be Glad when you' re Dead , you rascal you
14. Cabbage Head
15. Goin' Home Tomorrow
16. Blue Monday
17. Scald Dog
18. Goin' Back To New Orleans
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Dr. John: Mergulho nas Raízes Voodoo de New Orleans
Em 1992, o lendário pianista Dr. John, ícone do funk e blues de New Orleans, (fase meio um Clovis Bornay do rock) lançou Goin' Back to New Orleans, um álbum vibrante que celebra as tradições musicais da cidade do jazz. Misturando ritmos de R&B, blues clássico e toques de voodoo charm, o disco é uma homenagem energética às origens da música americana, com arranjos ricos em piano, metais e percussão que evocam as ruas do French Quarter.
Destaques: "Litanie Des Saints", que abre com um misticismo cativante, e "Basin Street Blues", um clássico revigorado com swing irresistível. "My Indian Red" e "Milneburg Joys" brilham com a essência do Mardi Gras, enquanto "Blue Monday" injeta funk contagiante. Dr. John conta com participações especiais de astros como os Neville Brothers, o trompetista Al Hirt e o clarinetista Pete Fountain, criando um som autêntico e colaborativo.
Uma curiosidade: o álbum foi gravado em estúdios de New Orleans, capturando improvisos ao vivo que refletem o espírito improvisado da cidade. Outro detalhe fascinante é o contexto histórico — lançado pós-recessão dos anos 80, ele revitalizou o interesse pelo blues tradicional, rendendo a Dr. John um Grammy de Melhor Álbum de Blues Tradicional.

31 de janeiro de 2026

Jimmy Reed – Blues Is My Business 1976

 

01. You'n That Sack
02. I Told You Baby
03. When You Left Me
04. Please Don't
05. You're Gonna Need My Help
06. My Baby
07. I Ain't Got You
08. Come on Baby
09. Shoot Me Baby
10. I'm Gonna Get My Baby
11. Red Lights, The Stop Light
12. I'm A Love You
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Jimmy Reed: O Blues Que Pulsa Vida em "Blues Is My Business"
Legado de Jimmy Reed com o álbum Blues Is My Business, uma compilação lançada em 2000 pela Collectables Records que resgata suas últimas gravações para a Vee Jay em maio de 1976! Esse disco é puro blues do Mississippi transplantado para Chicago: ritmos hipnóticos, guitarra simples e crua, harmonica vibrante e vocais cheios de alma, sem virtuosismos desnecessários – é a personalidade avassaladora de Reed que rouba a cena.
Destaques: "I Told You Baby", com seu groove irresistível e letras de desilusão amorosa, "I Ain't Got You", um clássico de desejo cru, e "I'm Gonna Get My Baby", onde o ritmo shuffle contagiante faz você bater o pé. O som é intimista, com toques de R&B, destacando a essência minimalista que influenciou gerações.
Curiosidade: Essas sessões foram gravadas meses antes da morte súbita de Reed por ataque cardíaco aos 50 anos, capturando um artista lutando contra alcoolismo e epilepsia, mas ainda entregando blues visceral. Outro detalhe fascinante: No contexto dos anos 70, quando o blues perdia espaço para o rock, Reed – rival de popularidade com B.B. King nos 50s/60s – provou ser eterno, inspirando ícones como Rolling Stones e Elvis.