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14 de março de 2026

Reverend Gary Davis - Pure Religion & Bad Company 1957 (2014)

 

1. Pure Religion
2. Mountain Jack
3. Right Now
4. Buck Dance
5. Candy Man
6. Devil's Dream
7. Moon Goes Down
8. Cocaine Blues
9. Runnin' to the Judgement
10. Hesitation Blues
11. Bad Company
12. I Didn't Want to Join the Band
13. Evening Sun Goes Down
14. Seven Sisters
15. My Heart is Fixed
16. Time is Drawing Near
17. Crucifixion  
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Pure Religion & Bad Company: O Blues Divino que Mistura Fé e Pecado
Lançado em 1957, Pure Religion & Bad Company do Rev. Gary Davis é um marco do gospel blues acústico, mesclando hinos sagrados com canções seculares em um estilo Piedmont fingerpicking vigoroso e conversacional. Davis, cego desde a infância e ordenado ministro em 1937, entrega performances intensas com sua guitarra potente e voz rouca, influenciando gerações de músicos como Dave Van Ronk, Jorma Kaukonen e Stefan Grossman.
Destaques: incluem a pregação blues de "Pure Religion" e "Bad Company", os instrumentais hipnóticos como "Cocaine Blues" e "Buck Dance", e a emotiva "Moon Goes Down", originária dos "hollers" dos campos de escravos. Gravado em uma sessão única em Nova York, onde Davis se apresentava nas ruas, o álbum captura sua veemência espiritual e técnica versátil, com rasgueados e dedilhados simultâneos que ecoam o blues rural.
Curiosidade: Apesar do título sugestivo, Davis rejeitava associações com vodu em faixas como "Seven Sisters", enfatizando redenção. No contexto histórico, nasceu em 1896 na Carolina do Sul e impulsionou o revival folk dos anos 1960, ensinando ícones do blues.

27 de fevereiro de 2026

Van Morrison - Roll With The Punches 2017

 

1. Roll With The Punches (3:58)
2. Transformation (3:31)
3. I Can Tell (3:51)
4. Stormy Monday/Lonely Avenue (5:30)
5. Goin' To Chicago (5:22)
6. Fame (5:07)
7. Too Much Trouble (3:04)
8. Bring It On Home To Me (5:39)
9. Ordinary People (4:41)
10. How Far From God (3:47)
11. Teardrops From My Eyes (3:53)
12. Automobile Blues (3:39)
13. Benediction (3:12)
14. Mean Old World (4:59)
15. Ride On Josephine (3:03)
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Van Morrison Detona em 'Roll With The Punches' (2017)
É um nocaute! "Roll With The Punches", 37º álbum de estúdio de Van Morrison, lançado em 22 de setembro de 2017 pela Caroline Records, é uma imersão vigorosa no blues clássico, com toques de rock e soul, priorizando harmonicas vibrantes, guitarras gnarled e grooves pesados à la Chicago electric blues. Com 15 faixas em cerca de 60 minutos, o disco mescla 10 covers icônicos – de Bo Diddley, Sam Cooke e T-Bone Walker – com 5 originais de Morrison, soando atemporal e autobiográfico.
Destaques: incluem o medley explosivo "Stormy Monday/Lonely Avenue", com solo de harmonica industrial; a soulful "Bring It On Home To Me"; e a title track, um blues pugnaz original. A voz rouca e percussiva de Morrison, aos 72 anos, brilha, apoiada por convidados estelares como Jeff Beck na guitarra, Georgie Fame no Hammond organ, Paul Jones na harmonica e Chris Farlowe nos vocais.
Curiosidade: Produzido pelo próprio Morrison, o álbum surgiu de um impulso primal – "não se disseca o blues, apenas se faz", como ele afirmou, gravado em sessões espontâneas. 
Detalhe: Marca o retorno às raízes que moldaram sua carreira desde os dias de Them, transformando influências pessoais em uma narrativa musical viva.



21 de fevereiro de 2026

Eric Burdon & Jimmy Witherspoon- Guilty!- 1971

 


01. I've Been Drifting/Once Upon A Time
02. Steam Roller
03. The Laws Must Change
04. Have Mercy Judge
05. Goin' Down Slow
06. Soledad
07. Home Dream
08. Headin' For Home
09. The Time Has Come
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Guilty!: O Blues Explosivo de Burdon e Witherspoon 
Guilty!, o álbum de 1971 que une o rock visceral de Eric Burdon (ex-Animals e War) ao blues profundo de Jimmy Witherspoon, um mestre do gênero desde os anos 50. Essa colaboração é uma fusão eletrizante de blues elétrico com toques de rock e soul, marcada por vocais alternados cheios de alma, harmonicas cortantes de Lee Oskar e Bob Mercereau, e o groove irresistível da banda War – incluindo Papa Dee Allen nas congas, Charles Miller no sax tenor e Howard Scott na guitarra.
Destaques: incluem faixas como "Goin' Down Slow", um lamento bluesy de seis minutos, e "Have Mercy Judge", com apelo urgente de Chuck Berry reinterpretado. O som único vem da intensidade gráfica das letras, que exploram temas de culpa, liberdade e injustiça.
Curiosidade: "Goin' Down Slow" foi gravada na prisão de San Quentin, com a banda local de detentos e guitarra do prisioneiro Ike White, adicionando autenticidade crua ao conceito de álbum sobre saída da cadeia e medos pós-libertação.
Em 1971, ano de rebeliões prisionais como Attica, Guilty! reflete o contexto de tensões raciais e sociais, sendo relançado como Black & White Blues.

29 de janeiro de 2026

Blood Sweat & Tears - House in the Country (1968)

 

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Mergulhe no Clássico 'Child Is Father to the Man'
Rock com alma jazzística! Child Is Father to the Man, estreia de 1968 do Blood, Sweat & Tears, é uma bomba criativa que funde blues psicodélico, rock, jazz e pop com uma seção de metais explosiva – trompetes, trombones e sax que elevam tudo a outro nível. Liderado pelo gênio Al Kooper (teclados, vocais e arranjos), o álbum brilha com faixas icônicas como a excêntrica "House in the Country", a soulful "I Love You More Than You'll Ever Know" e o groove intenso de "Somethin' Goin' On". Músicos estelares como Randy Brecker (trompete) e Fred Lipsius (sax) adicionam camadas sonoras únicas e inovadoras.
Curiosidade: Kooper compôs e arranjou a maioria em sessões improvisadas com o produtor John Simon, capturando o espírito livre pós-psicodélico. Detalhe histórico: Apesar das vendas baixas, o disco inspirou a era das horn bands, como Chicago, mas Kooper saiu por críticas à sua voz "quirky", abrindo espaço para o sucesso com David Clayton-Thomas.