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15 de junho de 2026

Bo Diddley - Ride On - The Chess Masters 1960-1961 (2009)

 

CD 1
1. My White Horse (2:23)
2. Live My Life (2:44)
3. Scuttle Bug (2:29)
4. Love Me (2:27)
5. Walkin' And Talkin' (3:36)
6. Mule Train (3:35)
7. Travelin' West (1:48)
8. Mule Train 2 (2:46)
9. Mule Train 3 (3:19)
10. Merengue (Limbo) (4:05)
11. Say You Will (3:08)
12. Say You Will 2 (2:27)
13. Craw-Dad (2:32)
14. Ride On Josephine (3:04)
15. No More Lovin' (2:27)
16. No More Lovin' 2 (3:05)
17. Do What I Say (2:50)
18. Doing The Crawdaddy (3:06)
19. Whoa Mule (Shine) (2:30)
20. Cheyenne (2:02)
21. Sixteen Tons (2:30)
22. Googlia Moo (3:03)
23. Working Man (2:34)
24. Gun Slinger (1:57)
25. Somewhere (2:37)

CD 2
1. Hey, Hey (What Are You Going To Do?) (1:44)
2. Hey, Hey (What Are You Going To Do?) 2 (3:03)
3. Can You Shimmy? (2:46)
4. I'm Hungry (2:59)
5. Hey Pretty Baby (1:52)
6. Hey Pretty Baby 2 (1:42)
7. Oh Yeah a/k/a Oh Yes (3:24)
8. Huckleberry Bush (Hully Hully Gully) (2:34)
9. Come On Baby a/k/a The Soup Maker (2:42)
10. All Together (2:27)
11. Watusi Bounce (2:59)
12. Mess Around (2:29)
13. Doodlin' (2:34)
14. Bo Didley Is An Outlaw (2:33)
15. Bo Didley Is An Outlaw 2 (2:17)
16. Aloha (3:03)
17. Funny Talk (2:38)
18. Instrumental (2:40)
19. Bring Them Back Alive (Funny Talk) (2:29)
20. When The Saints Go Marching In (1:46)
21. Shank (1:58)
22. The Twister (2:09)
23. Bo Diddley Is A Lover (2:34)
24. Love Is A Secret (3:07)
25. Bo Diddley Is Loose (3:05)
26. Congo (2:40)
27. Aztec (2:29)
28. Call Me (Bo's Blues) (2:39)
29. Bo's Vacation (2:51)
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Bo Diddley no Porão: Polícia Achou que Era Bordel, Mas Era Rock Revolucionário!
"Ride On ~ The Chess Masters 1960-1961", lançado em 2009 pela Hip-O Select, é um tesouro duplo com 54 faixas que reúne takes alternativos, demos inéditos e gravações brutas de Bo Diddley entre 1960 e 1961. No coração do rock ‘n’ roll e do rhythm & blues, o álbum mostra o lado mais livre e variado do cara que inventou o beat que leva o seu nome: instrumentais, baladas doo-wop, improvisos soltos, standards folk e blues.
Bo Diddley reina absoluto com sua guitarra jangante e vocais gritados, acompanhado pela banda de sempre: Jerome Green nas maracas, Peggy Jones na guitarra e Clifton James na bateria (com pianistas rotativos como Otis Spann). “Ride On Josephine” entrega o groove que batiza o disco, “Doing The Craw-Daddy” explode de energia dançante e o demo low-fi “Aloha” (ao lado de “Funny Talk”) captura toda a visceralidade crua e hipnótica que só Bo consegue. São improvisos off-hand, fusões de estilos e aquela batida irresistível que faz o corpo mexer sem pedir licença.
Curiosidade: frustrado com a Chess, Bo se mudou de Chicago para Washington DC, montou um estúdio no porão de casa e gravava demos que mandava prontos para a gravadora – algo revolucionário para um artista negro na época. Tanto entra-e-sai que a polícia achou que era bordel!

10 de junho de 2026

Michael Bloomfield with Nick Gravenites & Friends - Live At Bill Graham's Fillmore West (1969) 2009

 

1. It Takes Time - Vocals: Nick Gravenites (Otis Rush, Willie Oixon) - 4:27
2. Oh Mama - Vocals: Michael Bloomfield (Michael Bloomfield) - 2:59
3. Love Got Me - Vocals: Bob Jones (Arthur Conley) - 2:37
4. Blues On West Side - Vocals: Nick Gravenites (Nick Gravenites) - 15:18
5. One More Mile To Go - Vocals: Taj Mahal (Joseph Cotton) - 10:35
6. It's About Time - Vocals: Nick Gravenites (Nick Gravenites) - 7:00
7. Carmelita Skiffle - Instrumental (M. Bloomfield, N. Gravenites, B. T. Jones, M. Naftalin) - 5:11
8. Killing My Love - Vocals: Nick Gravenites (Nick Gravenites) - 5:18
9. Gypsy Good Time - Vocals: Nick Gravenites (Nick Gravenites) - 4:30
10. Holy Moly - Vocals: Nick Gravenites (Nick Gravenites) - 3:54
11. Moon Tune - Vocals: Nick Gravenites (Nick Gravenites) - 8:32
12. Mary Ann - Vocals: Michael Bloomfield (Ray Charles) - 5:28
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O Blues Incendiário de Bloomfield
Em janeiro e fevereiro de 1969, Mike Bloomfield, Nick Gravenites e uma constelação de músicos de elite invadiram o Fillmore West para um fim de semana de jam sessions desenfreadas que resultaram em um dos documentos mais poderosos do catálogo do guitarrista. O álbum Live At Bill Graham's Fillmore West (1969), reeditado pela Raven em 2009, captura blues e soul em sua forma mais visceral e improvisada.

Formação: além de Bloomfield na guitarra e Gravenites nos vocais, contamos com Mark Naftalin (piano), Ira Kamin (órgão), John Kahn (baixo), Bob Jones (bateria) e uma seção de metais exuberante — com Snooky Flowers, Gerald Oshita, Noel Jewkis e John Wilmeth — que evoca o melhor das Memphis Horns.

Destaque: a abrasiva "It Takes Time", onde Bloomfield demonstra tudo que aprendeu com Otis Rush nos clubes de Chicago; a épica "Blues On West Side", jam de quase 16 minutos que eleva o guitarrista aos céus; e a instrumental "Carmelita Skiffle", descrita como "incendiária" e "rolante", com um solo que resume toda a paixão de Bloomfield pelo blues.

O som é enraizado no blues de Chicago e no soul, mas com uma liberdade de jam session típica do final dos anos 60 — longe do eclético e malogrado Electric Flag, esta música é "muito mais firmemente ancorada no blues e no soul". A participação especial de Taj Mahal em "One More Mile To Go" e a inclusão de faixas do álbum My Labors de Gravenites (como "Gypsy Good Time") enriquecem ainda mais o repertório.

Curiosidade: as gravações originais de 1969 foram divididas entre o álbum homônimo e My Labors de Gravenites, e só ganharam uma reunião completa em 2009 graças ao trabalho da gravadora australiana Raven — já que a própria Columbia/Legacy nunca se deu ao trabalho. A gravação ocorreu nos dias 30 e 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 1969, no auge da criatividade de Bloomfield, pouco antes de ele se tornar uma das tragédias prematuras do rock (faleceu em 1981, aos 37 anos).

Se gostou, veja também The Live Adventures of Mike Bloomfield and Al Kooper (1968) e o álbum Super Session (1968) — ambos documentos essenciais da mesma era dourada.

5 de abril de 2026

Jivin' Gene - It's Never Too Late 2009

 

2. Up, Up And Away
3. You Make A Fool Of Me
4. I'd Like To Hear From You
5. I Found My Baby (By The Crawdad Hole)
6. You're Jealous
7. This Thing Called Cheatin'
8. Genie Bom Beanie
9. You Tellin' A Lie
10. Ain't No Way
11. Somebody Please
12. Key To My Heart
13. Love Medicine
14. I've Already Had My Cry
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O Retorno de Jivin' Gene
Lançado em setembro de 2009 pela histórica Jin Records, It’s Never Too Late é o primeiro álbum completo da carreira de Jivin’ Gene (Gene Bourgeois), o pioneiro do swamp pop nascido em 1940 em Port Arthur, Texas. Após sucessos regionais nos anos 50/60 como “Breaking Up Is Hard To Do” e décadas trabalhando na construção, Gene voltou aos palcos graças ao incentivo de amigos e entregou este disco aos 69 anos — título mais perfeito, impossível!
O som é swamp pop clássico e vibrante: mistura de R&B, rock’n’roll, country e Cajun, com vocais cheios de alma, seção de metais afiada, acordeom e o lendário Warren Storm (bateria e rubboard) dando aquele groove irresistível. Destaques vão para a inspiradora faixa-título, o animado “I Found My Baby (By The Crawdad Hole)”, o soul profundo de “This Thing Called Cheatin’” (5 minutos de pura emoção) e a divertida “Genie Bom Beanie”. Com Randy Creel na guitarra, Ken Marvel (co-produtor e teclados) e arranjos de Doug Deane, o álbum soa fresco e autêntico.
Gravado no icônico LaLouisianne Studio, em Lafayette, Louisiana, o disco reúne lendas do gênero e celebra o legado de quem ajudou a inventar o som do Golfo.

21 de março de 2026

Jenny Bohman - Live At Mosebacke 2009 (2011)

 

1. The Party Is Over (6:00)
2. Billy's Walk (4:37)
3. Coming Home (4:45)
4. I Just Want Your Money (4:18)
5. Another Woman (5:33)
6. Waste (5:38)
7. I Wanna Be Loved (6:08)
8. The Reason Why (10:59)
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Jenny Bohman - Live At Mosebacke: O Blues que Transformou Tragédia em Triunfo!
Em 13 de outubro de 2009, a lendária cantora e harpista sueca Jenny Bohman subiu ao palco do icônico Mosebacke, em Estocolmo, para o lançamento de seu primeiro álbum solo Coming Home. O que poderia ter sido uma noite de despedida se transformou em pura celebração: mesmo lutando contra um câncer pancreático avançado, Jenny entregou um show eletrizante que derreteu a tristeza da plateia lotada de amigos, família e fãs.
O álbum Live At Mosebacke (lançado em 2011 pela Rootsy) captura esse momento mágico em oito faixas de blues autêntico sueco com alma soul e rock cru. 
Destaques: para as versões ao vivo incendiárias de “The Party Is Over”, “Waste” e “Coming Home”, além do épico “The Reason Why” (quase 11 minutos de pura intensidade).
Acompanhada por uma banda de elite – Brian Kramer (guitarra slide), Christer Lyssarides (guitarra), Björn Lundqvist (baixo) e Kjell Gustavsson (bateria) –, Jenny brilha com sua voz poderosa e harmônica virtuosa, considerada uma das maiores da Suécia.
Curiosidade: gravado enquanto ela enfrentava prognóstico de poucos meses de vida, o disco é um testamento vivo de resiliência – a tristeza inicial deu lugar a aplausos e lágrimas de emoção. Um tesouro imperdível para quem ama blues verdadeiro e histórias que emocionam. Jenny partiu em novembro de 2010, mas seu legado continua ecoando forte!