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4 de setembro de 2026

Manfred Mann's Earth Band - Solar Fire 1998

 

2. In the Beginning, Darkness (Mann, Rogers, Slade) 5:21
3. Pluto the Dog (Mann, Rogers, Slade, Pattenden) 2:47
4. Solar Fire (Rogers, Slade) 5:15
6. Earth, the Circle Part 2 (Mann) 3:22
7. Earth, the Circle Part 1 (Mann) 3:56
8. Joybringer [single A-side, 1973] 
[bonus track] (Holst) 3:24
9. Father Of Day, Father Of Night 
[edited version] [bonus track] (Dylan) 3:03
.

Solar Fire:disco cósmico de Manfred Mann's Earth Band

Lançado em 30 de novembro de 1973 e relançado em 1998 com faixas bônus, Solar Fire é o quarto álbum de estúdio da Manfred Mann’s Earth Band e um marco do rock progressivo britânico, com passagens de hard rock e jazz-rock. Gravado no The Workhouse, na Old Kent Road, em Londres, o disco constrói um universo sonoro em torno do cosmos.

No quarteto da formação clássica, Manfred Mann comanda órgão e sintetizador, Mick Rogers assume guitarra e voz, Colin Pattenden segura o baixo e Chris Slade dispara a bateria Fibes. 

A abertura “Father of Day, Father of Night” estica uma canção de Bob Dylan até quase dez minutos, com órgão majestoso, guitarra cortante e os coros de Doreen e Irene Chanter. A faixa-título “Solar Fire” começa no groove e explode numa jam progressiva, enquanto a suíte instrumental “Saturn, Lord of the Ring/Mercury, the Winged Messenger” coloca o trombone de Paul Rutherford no diálogo entre teclado fluido e guitarra angular. 

Foi o primeiro álbum do grupo na Bronze Records, logo depois do single “Joybringer”, baseado em “Júpiter”, de Gustav Holst.O herdeiro de Holst havia autorizado só aquele recorte de Os Planetas e vetou a adaptação da suíte inteira, então a banda criou temas originais para o próprio álbum cósmico. 

A edição remasterizada de 1998 devolve “Joybringer” ao pacote e inclui uma versão editada da cover de Dylan, que segue no repertório ao vivo da Earth Band até hoje.

31 de agosto de 2026

Status Quo - Ma Kelly's Greasy Spoon (1970)

 

Menu 1
Spinning Wheel Blues (Young, Rossi) — 3:21
Daughter (Lancaster) — 3:04
Everything (Rossi, Parfitt) — 2:39
Shy Fly (Young, Rossi) — 3:51
(April) Spring, Summer And Wednesdays (Young, Rossi) — 4:10

Menu 2 
6. Junior's Wailing (White, Pugh) — 3:35
7. Lakky Lady (Young, Rossi) — 3:15
8. Need Your Love (Young, Rossi) — 4:47
9. Lazy Poker Blues (Adams, Green) — 3:38
10. Is It Really Me/Gotta Go Home (Lancaster) — 9:35
Bonus (edições posteriores)
11. Is It Really Me/Gotta Go Home (Early Rough Mix) — 6:54
12. Daughter (Working Mix For Poss. Guitar) — 2:57
13. Down The Dustpipe (7") — 2:06
14. In My Chair (7") — 3:19
15. Gerdundula (7" Original Version) — 3:23
16. Down The Dustpipe (BBC Session) — 1:49
17. Junior's Wailing (BBC Session) — 3:01
18. Spinning Wheel Blues (BBC Session) — 2:17
19. Need Your Love (BBC Session) — 2:29
20. In My Chair (1979 Pye Promo Flexidisc) — 1:37
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O café sujo onde o Quo largou o psicodélico e ligou o boogie

Ma Kelly’s Greasy Spoon, terceiro disco de estúdio do Status Quo, saiu em 28 de agosto de 1970 pela Pye Records como blues rock e hard rock — o primeiro álbum em que a banda deixa para trás o pop psicodélico de Picturesque Matchstickable Messages e Spare Parts.

Francis Rossi e Rick Parfitt nas guitarras e vocais, Alan Lancaster no baixo, John Coghlan na bateria e Roy Lynes no órgão e no piano fecham a formação clássica dessa virada; Lynes não gravaria outro LP com o grupo. “Spinning Wheel Blues” abre o Menu 1 com gaita de Bob Young; “Junior’s Wailing”, cover do Steamhammer, e o medley de quase dez minutos “Is It Really Me/Gotta Go Home”, de Lancaster, com Parfitt no vocal principal, definem o novo peso. Tem também “Lazy Poker Blues”, de Peter Green e C. Adams, do Fleetwood Mac

O som é de duas guitarras cruas, baixo gordo e órgão ainda presente, gravado na primavera de 1970 nos Pye Studios, em Londres, com John Schroeder na produção e Alan Florence na mesa. 

A capa imita cardápio de lanchonete: os lados do vinil saíram como Menu 1 e Menu 2.

As primeiras prensagens britânicas vinham com um pôster dobrado dentro da capa. O disco não entrou no UK Albums Chart, mas veio cercado por dois compactos fora do LP que furaram o Top 30: “Down the Dustpipe”, de março, número 12, e “In My Chair”, de outubro, número 21.


21 de agosto de 2026

Led Zeppelin – Presence (Deluxe Edition) 2015

 

CD1
02. For Your Life
03. Royal Orleans
05. Candy Store Rock
06. Hots On For Nowhere

CD2
01. Two Ones Are Won (Achilles Last Stand) (Reference Mix)
02. For Your Life (Reference Mix)
03. 10 Ribs & All/Carrot Pod Pod (Pod) (Reference Mix)
04. Royal Orleans (Reference Mix)
05. Hots On For Nowhere (Reference Mix)
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O Led Zeppelin em Estado Puro de Fúria e Urgência em 2015!

A edição Deluxe de Presence, lançada em 31 de julho de 2015, traz o sétimo álbum de estúdio do Led Zeppelin remasterizado por Jimmy Page, um hard rock e blues rock visceral gravado em apenas 18 dias no Musicland Studios, em Munique

Jimmy Page (guitarra e produção), Robert Plant (vocais), John Paul Jones (baixo) e John Bonham (bateria) entregam um disco denso e direto, com pouco acústico e quase nenhum teclado. 

Faixas como a épica “Achilles Last Stand”, “Nobody’s Fault But Mine” e “Tea For One” explodem em riffs pesados, solos afiados e uma energia crua que marca o álbum. 

O segundo disco traz mixes de referência inéditos, incluindo “Two Ones Are Won (Achilles Last Stand)” e o instrumental “10 Ribs & All/Carrot Pod Pod (Pod)”. 

Gravado enquanto Robert Plant se recuperava de um grave acidente de carro na Grécia em 1975, o álbum original chegou ao topo das paradas no Reino Unido e nos EUA. A edição de 2015 preserva essa urgência com o material de arquivo selecionado por Page.  

19 de agosto de 2026

The Kinks - Arthur Or The Decline And Fall Of The British Empire 1969 (2011)

 

Disc 1 
1. Victoria - 3:36
2. Yes Sir, No Sir - 3:46
3. Some Mother's Son - 3:23
4. Drivin' - 3:18
5. Brainwashed - 2:34
6. Australia - 6:46
7. Shangri La - 5:18
8. Mr. Churchill Says - 4:43
9. She's Bought A Hat Like Princess Marina - 3:07
10.Young And Innocent Days - 3:21
11.Nothing To Say - 3:08
12.Arthur - 5:24
13.Plastic Man - 3:04
14.This Man He Weeps Tonight (Dave Davies) - 2:42
15.Mindless Child Of Motherhood (Dave Davies) - 3:16
16.Creeping Jean (Dave Davies) - 3:14
17.Lincoln County (Dave Davies) - 3:09
18.Hold My Hand (Dave Davies) - 3:18
19.Victoria - 3:37
20.Mr. Churchill Says - 3:31
21.Arthur - 3:19
All songs by Ray Davies except where stated
Tracks 1-12 The Original Mono Album
Tracks 13-18  Original Mono Singles
Tracks 19-21 Studio Recordings For The BBC

Disc 2
1. Victoria- 3:40
2. Yes Sir, No Sir- 3:47
3. Some Mother's Son- 3:25
4. Drivin'- 3:22
5. Brainwashed- 2:34
6. Australia- 6:46
7. Shangri La- 5:20
8. Mr. Churchill Says- 4:42
9. She's Bought A Hat Like Princess Marina- 3:09
10.Young And Innocent Days- 3:21
11.Nothing To Say- 3:08
12.Arthur- 5:27
13.Plastic Man- 3:02
14.This Man He Weeps Tonight (Dave Davies) - 2:39
15.Drivin' (Alternative Mix) - 3:22
16.Mindless Child Of Motherhood (Dave Davies) - 3:10
17.Hold My Hand (Alternative Take) (Dave Davies) - 3:13
18.Lincoln County (Dave Davies) - 3:21
19.Mr. Shoemaker's Daughter (Dave Davies) - 3:08
20.Mr. Reporter - 3:37
21.Shangri La - 5:29
All songs by Ray Davies except where noted
Tracks 1-12 the Original Stereo Album
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Kinks gravaram o rock mais britânico e genial de 1969

Arthur (Or the Decline and Fall of the British Empire) é o álbum conceitual de rock e pop dos Kinks lançado em 10 de outubro de 1969, um ciclo de canções que narra a vida de um homem comum londrino enfrentando o pós-guerra e o declínio do império.

Com Ray Davies nos vocais, guitarra e teclados, Dave Davies na guitarra solo, John Dalton no baixo (sua estreia definitiva no grupo após a saída de Pete Quaife) e Mick Avory na bateria, o disco explode em faixas como “Victoria”, que abre com pompa e ironia, “Shangri-La”, que sobe do folk inglês para o hard rock em camadas de harpsichord, horns e guitarras, e “Australia”, um jam de quase sete minutos cheio de groove e improvisos. 

A instrumentação mistura rock afiado, baladas nostálgicas e arranjos de cordas e metais de Lew Warburton, sem desperdício, criando uma sonoridade mais muscular e multi-camadas que captura suburbano, guerra e burocracia. 

Curiosidade: as sessões em maio-julho de 1969 nos Pye Studios aconteceram logo após Dalton assumir o baixo de forma permanente, dando ao grupo um novo impulso enquanto Ray produzia e escrevia quase tudo. 

As gravações começaram como trilha para uma peça de TV da Granada desenvolvida com o romancista Julian Mitchell, mas o programa foi cancelado por falta de verba, deixando só o disco. O álbum foi aclamado na Rolling Stone como o melhor britânico de 1969, superando em musicalidade até o Tommy do Who.

4 de julho de 2026

R.J. Archer & The Painful Memories – Infernow 2026

 

1. I Can’t Abide (03:00)
2. Bad Vibes (04:22)
3. Circle of Wolves (02:34)
4. Grey Skies Soon Turn to Blue (03:29)
5. Rope Bridge (02:53)
6. Rock & Roll Nobody (02:07)
7. The Death of a Dream (02:40)
8. Villains Like Glamour (02:02)
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O Rock Bruto que Nasceu em Menos de 20 Horas e Já Está Incendiando Tudo!
R.J. Archer & The Painful Memories acabam de lançar Infernow, seu quarto álbum de rock cru e imediato. Com Richard Archer na guitarra e vocais, ao lado de Roger James no baixo e Marc Ritchie na bateria, a banda entrega um som cru, energético e cheio de atitude, enraizado no blues rock com influências de hard rock e punk.
O trio brilha especialmente em “I Can’t Abide”, que abre com riff funky e bateria urgente, e em “Rock & Roll Nobody”, o corte mais pesado e punk da coleção. “The Death of a Dream” destaca-se pelos vocais potentes e batida pounding, enquanto o disco inteiro captura grooves roqueiros, momentos stripped-back e uma energia ao vivo “tight-but-loose” que parece ter sido gravada direto no palco.
Gravado em apenas uma tarde de janeiro de 2026 no Half Ton Studio e mixado em uma tarde de março (todo o processo em menos de 20 horas), Infernow prioriza o feeling espontâneo sem truques de estúdio. O fio condutor é a frustração com o mundo atual — intolerância, mentiras e egos inflados —, embalado por uma arte flamejante que combina perfeitamente com o título “8 canções de inferno ordinário”.

17 de junho de 2026

Slade • Nobody's Fools 1976

 


01. Nobody's Fool 4:40
 02. Do the Dirty 4:42
 03. Let's Call It Quits 3:30
 04. Pack Up Your Troubles 3:25
 05. In for a Penny 3:35
 06. Get on Up 3:26
 07. L.A. Jinx 3:58
 08. Did Ya Mama Ever Tell Ya 3:06
 09. Scratch My Back 3:06
 10. I'm a Talker 3:18
 11. All The World Is a Stage 3:57
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Nobody's Fools: Slade Cruza o Atlântico em Busca de Glória com Glam Rock Maduro
O Slade lançou Nobody's Fools, seu sexto álbum de estúdio, gravado nos Estados Unidos durante uma ousada tentativa de conquistar o maior mercado musical do mundo. O disco mantém o espírito glam rock da banda, mas entrega uma pegada mais madura e hard rock, com energia crua e composições diretas.
Formação: Noddy Holder nos vocais potentes e guitarra rítmica, Dave Hill na guitarra solo explosiva, Jim Lea no baixo e múltiplos instrumentos, e Don Powell na bateria firme. Destaques: “Nobody's Fool”, single com groove viciante; “Let's Call It Quits”, um rock afiado e direto; e “In for a Penny”, que mostra a banda em plena forma. As guitarras pesadas, o falsete característico de Noddy e a produção vibrante criam um som orgânico, sem firulas, que alterna entre momentos dançantes e mais pesados.
Gravado em meados de 1975 no Record Plant, em Nova York, enquanto o quarteto fazia turnês intensas como banda de apoio nos EUA, o álbum reflete esse período de reinvenção. Produção de Chas Chandler — o mesmo que lançou Jimi Hendrix ao mundo —, que ajudou a banda a amadurecer o som depois do sucesso europeu e da mudança de imagem para algo mais sério e profissional.