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29 de setembro de 2026

The Original Animals - Before We Were So Rudely Interrupted (1977) 2000

 

1. Brother Bill (The Last Clean Shirt) (Clyde Otis, Jerry Leiber, Mike Stoller) - 3:19
3. Fire On The Sun (Shakey Jake) - 2:25
5. Please Send Me Someone To Love (Percy Mayfield) - 4:44
7. Just A Little Bit (Earl Washington, John Thornton, Piney Brown, Ralph Bass, Sylvester Thompson) - 2:07
9. Lonely Avenue (Doc Pomus) - 5:22
10.The Fool (Sanford Clark) - 3:24
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Os Animals originais voltam ao blues e o mundo já tinha mudado de canal

Em agosto de 1977, The Original Animals lançaram Before We Were So Rudely Interrupted: blues-rock e rhythm and blues da formação clássica, onze anos depois do último disco juntos. 

Eric Burdon no vocal, Alan Price nos teclados, Hilton Valentine na guitarra, Chas Chandler no baixo e John Steel na bateria. AllMusic destaca o Dylan “It’s All Over Now, Baby Blue”, com Price em evidência, o solo de Valentine em “Fire on the Sun” e o Jimmy Reed “As the Crow Flies”; entram ainda o original do grupo “Riverside County” e o fechamento “The Fool”. Chandler produziu pelo selo Barn; a gravação saiu do Rolling Stones Mobile Studio, em Goulds Farm. 

O título cita a coluna de William Connor no Daily Mirror depois da Segunda Guerra: “como eu estava dizendo antes de ser tão rudemente interrompido”. 

Em 2000 a Repertoire remasterizou o álbum em CD; na época do lançamento não houve turnê forte e o disco chegou ao 70º lugar nos EUA, sem entrar no chart britânico. Se gostou, veja também… ouça agora, comente o que te pegou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify


25 de setembro de 2026

Vinegar Joe - Vinegar Joe (1972)

 

1.. Rusty Red Armour Palmer 5:04
3. Ride Me Easy, Rider Gage 5:47
4. Circles Palmer 4:06
5. Leg Up Palmer 4:58
6. See the World (Through My Eyes) Gage 6:19
7. Never Met a Dog (That Took to Me) Palmer 6:32
8. Avinu Malkenu Brooks, Gage 3:26
9. Gettin' Out Gage, Thompson, York 5:07
10. Live a Little, Get Somewhere Gage 5:24
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Dois vocais, um palco: o R&B da Island que o vinil não segurou

Vinegar Joe, disco de estreia da banda londrina, saiu em abril de 1972 pela Island no Reino Unido e pela Atco nos EUA. É blues rock com R&B e soul, enxugado do jazz-fusion do grupo anterior, Dada, a pedido de Ahmet Ertegun e com o empurrão de Chris Blackwell.

No centro estão Elkie Brooks e Robert Palmer nos vocais — ela vinda do Dada, ele do Alan Bown Set — com Pete Gage na guitarra e nos arranjos de metais e Steve York no baixo e na gaita. Dave Thompson e Tim Hinkley dividem teclados; na bateria entram Conrad Isidore, Rob Tait e Keef Hartley, ainda sem um titular fixo. Palmer assina “Rusty Red Armour”, “Circles”, “Leg Up” e o single britânico “Never Met a Dog (That Took to Me)”. 

Gage escreve “Early Monday Morning”, “Ride Me Easy Rider” e “See the World (Through My Eyes)”, escolhida como compacto americano. “Avinu Malkenu”, de Brooks e Gage, traz verso em hebraico.

O disco foi gravado no Olympic Studios e mixado na Island, com produção de Gage e Vic Smith. A capa usa bonecos de plasticina de John Padley; Phil Collins chegou a se candidatar à vaga de baterista e não ficou.

14 de setembro de 2026

Alvin Lee & Mylon Le Fevre – On The Road To Freedom 1973

 

02. The World is Changing (I Got a Woman Back in Georgia) (Alvin Lee/Mylon LeFevre) - 2:45
03. So Sad (No Love of His Own) (George Harrison) - 4:34
04. Fallen Angel (Alvin Lee) - 3:20
05. Funny (Alvin Lee) - 2:48
06. We Will Shine (Mylon LeFevre) - 2:37
07. Carry My Load (Alvin Lee) - 2:58
08. Lay Me Back (Mylon LeFevre) - 2:53
09. Let 'Em Say What They Will (Ron Wood) - 2:52
10. I Can't Take It (Mylon LeFevre) - 2:51
11. Riffin' (Alvin Lee/Mylon LeFevre) - 3:31
12. Rockin' 'Til the Sun Goes Down (Alvin Lee/Mylon LeFevre) - 3:08
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No celeiro de Oxfordshire, Alvin Lee achou outra estrada

Em novembro de 1973, Alvin Lee e o cantor gospel americano Mylon LeFevre lançaram On the Road to Freedom, álbum de country rock gravado no Space Studio, um celeiro convertido na propriedade de Lee em Oxfordshire. 

Foi o primeiro projeto solo do líder do Ten Years After, produzido por ele mesmo, com clima caseiro e participações confirmadas de George Harrison (creditado como Hari Georgeson), Steve Winwood, Jim Capaldi, Ron Wood e Mick Fleetwood.

A voz de LeFevre e o violão mais contido de Lee atravessam a faixa-título, “Fallen Angel” e “Carry My Load”, três canções que a Rolling Stone destacou na época. “So Sad (No Love of His Own)”, de Harrison, reúne o próprio autor no slide, no baixo e nas harmonias, com bateria de Fleetwood e violão de 12 cordas de Wood. Piano de Winwood, congas de Rebop Kwaku Baah, fiddle de Andy Stein e steel guitar de Bob Black fecham o mix de rock americano, country e rhythm and blues.

Os dois se conheceram quando a banda de LeFevre abriu para o Ten Years After; as primeiras canções nasceram na Jamaica, e o estúdio foi erguido especialmente para o disco.

A quadra de tênis usada como câmara de eco desabou com a chuva segundos depois de Lee e o engenheiro retirarem o equipamento. O LP saiu pela Chrysalis no Reino Unido em 2 de novembro de 1973 e pela Columbia nos Estados Unidos, com “Fallen Angel” e “So Sad” como compactos.

9 de setembro de 2026

Jools Holland & His Rhythm & Blues Orchestra - Swinging The Blues Dancing The Ska 2005

 

1. Mr. Robert's Roost (2:39)
2. Juice Head Blues (w. Sam Brown) (3:02)
3. Feeling Fine (3:58)
4. You Don't Love Me (3:07)
5. Seven Acts Of Mercy (w. Sam Brown) (4:08)
6. Roll This Soul Tonight (w. Solomon Burke) (3:27)
7. Dancing Mood (3:51)
8. Casbah Blues (3:07)
9. Double O Boogie (3:13)
10. Just One More Time (3:17)
11. My Country Man (w. Ruby Turner) (2:51)
12. Everybody Needs Somebody To Love (w. Solomon Burke) (3:19)
13. Riffin' With The Griffin (4:11)
14. After Hours (3:34)
15. Sent For You Yesterday (3:59)
16. Blowin' In The Wind (w. Ruby Turner) (3:33)
17. Be My Guest (3:31)
18. Where In The World (w. Beverley Knight) (3:31)
19. Sixth Avenue Express (2:58)
20. Something's Going On (w. Sam Brown) (3:26)
21. We Shed A Tear (3:51)
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de Jools Holland & His Rhythm & Blues Orchestra

Saiu no Reino Unido em 7 de novembro, selo Radar (RADAR006CD), Warner.

Holland está no piano e no vocal. Sam Brown entra em “Juice Head Blues”, “Seven Acts Of Mercy” e “Something’s Going On”. Solomon Burke canta “Roll This Soul Tonight” e “Everybody Needs Somebody To Love”. Ruby Turner faz “My Country Man” e “Blowin’ In The Wind”. Beverley Knight aparece em “Where In The World”. 

Destaque: o boogie de “You Don’t Love Me”, o ska de “Dancing Mood” e o instrumental “Casbah Blues”. O CD de 21 faixas que você listou fecha em “We Shed A Tear”; no streaming da Warner o pacote sobe para 23, com “Sinner’s Prayer” e “Hootie Blues”. 

A orquestra nasceu em 1987, no começo só Holland e o baterista Gilson Lavis, do Squeeze. No Reino Unido o álbum chegou ao 36º lugar e ficou oito semanas na parada.

8 de setembro de 2026

Curtis Mayfield – There's No Place Like America Today 1975

 

1. Billy Jack — 6:07
2. When Seasons Change — 5:23
3. So In Love — 5:10
4. Jesus — 6:10
5. Blue Monday People — 4:45
6. Hard Times — 3:42
7. Love To The People — 4:06
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Não há lugar como a América de Curtis Mayfield 

Em maio de 1975, no selo Curtom, Curtis Mayfield lançou o sétimo disco solo, There's No Place Like America Today: soul e funk de Chicago, sete faixas todas suas, gravadas no Curtom Studios. 

O título é ironia. A capa recolore a foto de Margaret Bourke-White de 1937, At the Time of the Louisville Flood — fila negra sob o outdoor da família branca sorridente e o slogan original “There's No Way Like the American Way”. 

Mayfield produz, canta, toca guitarra e teclado. Rich Tufo arranja e senta no teclado; Phil Upchurch e Gary Thompson nas guitarras; Lucky Scott no baixo; Quinton Joseph na bateria; Henry Gibson em congas e bongôs; Harold Dessent nas madeiras. Bruce Eder, no AllMusic, destaca a abertura “Billy Jack”, canção de violência armada com naipe de metais de Tufo; “When Seasons Change”, urbanismo com gospel e soul; e “So in Love”, o single que foi ao 67º lugar da Billboard Hot 100 e ao 9º do R&B. 

No meio do disco entram “Jesus” e “Blue Monday People”; “Hard Times” aperta o groove antes do fecho “Love to the People”. Em junho de 1975, Mayfield disse à Billboard que o álbum falava da depressão em que o país estava. 

Anos depois, à NME, colocou o disco entre os seus favoritos. Chegou ao 120º lugar da Billboard 200 e ao 13º das Soul LPs; está em 1001 Albums You Must Hear Before You Die e, em 2013, no 373º lugar da lista da NME. 

7 de setembro de 2026

Oozie Blues - Blues School 2008

 

1. Blues School (4:17)
2. Girl You Must Be Crazy (3:18)
3. Lost Generation (4:40)
4. Alligators (4:40)
5. Why Don't You Let Me Be (5:23)
6. Stormin' Norman (2:54)
7. Too Hard To Please (4:16)
8. I'm Tired Of Cryin' (3:58)
9. Time Tells (3:57)
10. Fat Tuesday (3:12)
11. Hide And Seek (3:31)
12. My Best Friend (4:54)
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Blues School: a aula particular da Oozie Blues Band 

Em 2008, a Oozie Blues Band, do sul da Califórnia, gravou Blues School: doze originais de blues elétrico e American Roots — com saltos de country blues, jump e R&B old school — escritos e cantados por Norman Pingrey, Terry DeRouen e Stephen Guillory. 

Pingrey, baixista e líder, veio da cena da Bay Area (1988–1995), onde tocou com T.W. Henderson e Deacon Jones e abriu para John Lee Hooker, Elvin Bishop e Joe Louis Walker. 

No disco, a base é voz, duas guitarras, baixo e bateria — Delacy White na caixa — com Guillory, que também ajudou na produção, entrando de gaita, dobro, órgão e conga só quando a faixa pedia. 

DeRouen e Guillory, quatro anos juntos na banda na época da gravação, dividem os solos: o duo aparece em “Lost Generation”, o órgão em “Alligators”, e a gaita em “Why Don't You Let Me Be”, “Time Tells”, “Hide And Seek” e “My Best Friend”. 
A faixa-título abre o programa; “My Best Friend”, de Pingrey, fecha o disco como dedicatória ao fundador Match “Hambone” Hammond.

O CD circulou como registro independente, de repertório 100% autoral, sem a cobertura de AllMusic ou Discogs que costuma acompanhar os nomes grandes do gênero. Anos depois a formação já incluía Ray Brooks, sax e o mesmo Guillory nos palcos do Real Blues Festival of Orange County e do Festival of Lights, em Riverside.

Prince – Timeless (2026)

 

1. I Am You (04:43)
2. Tick Tick Bang (03:12)
3. Heaven (04:28)
4. I Wonder (04:10)
5. With This Tear (03:52)
6. Stone (03:07)
7. Calabama (03:30)
8. The Guilty Ones (04:14)
9. Bestest Friend (04:37)
10. How Come U Don’t Call Me Anymore (Live) (05:53)
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As dez faixas que atravessam 1977 a 2016

Timeless é a coletânea póstuma de Prince que o Estate e a Legacy Recordings soltaram em 28 de agosto de 2026: pop, funk e R&B tirados do Vault, dez faixas em ordem de gravação.

Prince canta, toca e produz a maior parte sozinho. “I Am You” abre em 1977, ainda Minneapolis. “Tick Tick Bang”, de 1981, é a versão que depois mudou de roupa no Graffiti Bridge. “Heaven” vem das sessões de 1985 no Sunset Sound, com Susannah Melvoin no backing. “With This Tear”, gravada em novembro de 1991 no Paisley Park, é a versão dele da balada que ele deu para Céline Dion. “Stone”, de 1995, tem letra de Sandra St. Victor, Tom Hammer e Jules Van Even. “The Guilty Ones”, rock de 26 de outubro de 2007, Ian Boxill no Paisley Park. “Bestest Friend” é de 2012, Chris James no mesmo estúdio. 

Fecha o disco o ao vivo de “How Come U Don’t Call Me Anymore”, lado B de “1999”, etiquetado como 2016. Mix e master ficaram com Chris James; a compilação, com L. Londell McMillan, Charles F. Spicer Jr. e o próprio James. 

Saiu em CD, vinil preto e vinil marmorizado roxo.Em “Calabama”, de 2003, a voz de Prince pede horns duas vezes: o Estate mandou Greg Boyer, Adrian Crutchfield e Lynn Grissett cobrirem o sintetizador; no resto do disco, diz o comunicado, não houve overdub nem IA. 

O pacote foi anunciado em 4 de junho de 2026, no Prince Celebration em Paisley Park, no ano em que se completaram dez anos da morte dele.