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18 de agosto de 2026

Big Al Downing - Back To My Roots 1994

 

 1. Long Trucking Night - 3:19
 2. Sneaky Freaky People - 3:53
 3. Please Help Me Mama - 4:47
 4. Daddy's Words - 4:22
 5. Give A Hand To The Lady - 4:01
 6. I Always Come Back To Loving You - 3:58
 7. Everybody's Got A Dream - 3:53
 8. Don't Even Think About It - 4:18
 9. Bee Bop Cat - 3:39
10. Love's Just A Suitcase In My Hand - 4:44
11. Mama Was A Preacher - 3:04
12. Don't You Want To Go To Love With Me - 3:59
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Big Al Downing acende o fogo das raízes e o rock’n’roll explode de novo

Back To My Roots (1994) é o disco em que Big Al Downing retoma o rock’n’roll e o R&B dos seus primeiros anos, misturando blues, country e o swing que sempre carregou na veia. Big Al (voz e piano) comanda a gravação com sua própria banda, entregando 12 faixas autorais que soam frescas e cheias de energia. 

“Be Bop Cat” explode como um rockabilly clássico cheio de swing e piano dançante, “Long Trucking Night” abre o álbum com groove de estrada e “Sneaky Freaky People” traz um R&B dançante que prova que o homem ainda estava no auge. 
O som é direto, com piano boogie, guitarra afiada e ritmo que puxa para a pista, sem firulas, exatamente o retorno às raízes que o título promete. 

Curiosidade: Al escreveu todas as músicas, algo que reforça o caráter pessoal e autêntico do projeto depois de anos no country. O álbum surgiu no meio de um revival do interesse pelas gravações rockabilly dos anos 50 de Downing, quando ele já era presença fixa nos weekenders de rock’n’roll na Europa. 

Foi lançado enquanto Al ainda frequentava o Grand Ole Opry e mantinha a carreira em alta, unindo o passado e o presente de um dos artistas mais versáteis da música americana.  

9 de agosto de 2026

Beth Scalet - Blues in Paradise 1998

 

1. St. James Infirmary - 3:48
 2. Blue Blue Song - 2:48
 3. Come Back Baby - 3:01
 4. Moped - 2:21
 5. Hollywood Movies - 2:52
 6. I Know You're Right - 3:54
 7. Lighthouse Blues - 3:35
 8. Blues in Paradise - 4:05
 9. Going Over Jordan - 1:33
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Beth Scalet abre o paraíso do blues 

Blues in Paradise (1998) é o disco de blues acústico e elétrico de Beth Scalet, misturando clássicos tradicionais com originais cheios de personalidade, lançado pela J-Bird Records

Beth Scalet comanda tudo com sua voz gritty e soulful, guitarra de finger-picking única e harmônica, em faixas que vão do solo puro ao reforço de backing R&B. 

“St. James Infirmary” é o destaque absoluto: uma leitura acústica solo de tirar o fôlego, cheia de emoção e intensidade. “Moped” traz o humor afiado dela em tom de blues leve e irônico, enquanto a faixa-título “Blues in Paradise” fecha com groove e consciência. 

O som é fresco, ao vivo no estúdio, com instrumentação direta que equilibra tradição e originalidade sem firulas. 

Curiosidade: o álbum reúne material original de blues dela com standards, capturando o estilo que ela desenvolveu sozinha ao longo dos anos no circuito folk. O disco é a reissue remasterizada em CD de um trabalho de 1987, quando Beth já era veterana da cena de Kansas City e Ottawa, Kansas

Anos depois ela ainda venceria prêmio Independent Music Awards com sua versão de “St. James Infirmary”, confirmando a força dessa gravação.  

6 de agosto de 2026

Burton Gaar - Home Of The Blues 2003

 

1. Home Of The Blues (3:49)
2. Blow Wind Blow (4:51)
3. Repoman (3:52)
4. Hole In My Heart (3:49)
5. Hall Of Fame (4:47)
6. Stone Cold Blues (3:59)
7. Rainbow (4:54)
8. My Little Feel Good (3:22)
9. I Wonder (3:44)
10. Mississippi Water (3:48)
11. Wonderland (3:05)
12. Still Singing The Blues (4:55)
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O blues da Louisiana que ainda canta depois de meio século

Home of the Blues, de 2003, é o álbum de Burton Gaar que entrega o blues cajun de Baton Rouge com grooves pesados, voz honestíssima e raízes profundas no R&B sulista. 

Gaar, baixista e cantor que começou aos 16 anos tocando com Slim Harpo no Glass Hat Club, comanda o disco gravado no Colemine Studios de Nashville. 

Faixas como “Home of the Blues”, “Blow Wind Blow” e “Still Singing the Blues” mostram o groove marcante do baixo, a cadência funky e a alma que ele carregava desde os tempos de backing para Rockin’ Sidney e Percy Sledge. 

O disco, lançado pela Sound Venture Records, é a continuação natural de Still Singing the Blues (com os Mudcats) e do sucesso internacional de One Hundred Pounds of Trouble

Gravado em Nashville sob produção do próprio Gaar, o álbum recebeu elogios de Larry Garner (“gosto de todas as músicas”) e Charlie Musselwhite (“cada faixa é lado A”). 

Depois de quase quatro décadas tocando, Gaar só estreou em disco solo em 1996 — e Home of the Blues solidificou sua marca no blues da Louisiana.  

29 de julho de 2026

Greg Piccolo & Heavy Juice - Who Knows What The Future Holds 2026

 

1. I've Lost Faith (3:17)
2. Truth Is A Sly Fox (4:30)
3. People Are Hot (3:54)
4. Let's Play It In The Car (2:56)
5. She Couldn't Stay (3:39)
6. Don't Tell Me The Truth (4:18)
7. Dream Girl (3:48)
8. Break In The Clouds (4:25)
9. Guilty (4:26)
10. Who Knows What The Future Holds (4:32)
11. I'm Movin' On (4:11)
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Greg Piccolo e no novo 
Who Knows What The Future Holds

O saxofonista, cantor e compositor Greg Piccolo, com sua banda Heavy Juice, lança Who Knows What The Future Holds, álbum de 2026 recheado de onze originais que misturam blues, rhythm & blues e rock & roll com grooves espontâneos e storytelling afiado. 

Greg Piccolo comanda os vocais e o tenor sax, cercado por Dean Shot na guitarra, Paul Tomasello no baixo, Bob Ruggiero na bateria, Shinichi Otsu nos teclados (piano, Hammond B3 e Wurlitzer) e a seção de metais de Mark Kazanoff no barítono e Al Gomez no trompete, com o grupo vocal 14 Karat Soul no título. 

Faixas como “I’ve Lost Faith”, “Dream Girl” e “Who Knows What The Future Holds” explodem com arranjos de metal pontiagudos, solos econômicos de sax, baixos sujos e um swing que vai do jump-blues clássico a toques de reggae e soul, sempre com a voz de Piccolo no centro e a energia de show ao vivo. 

As canções vinham guardadas há mais de trinta anos e só agora foram gravadas, sob a produção de Terry Manning no lendário Sonic Ranch, perto de El Paso — Manning faleceu logo após as primeiras mixes, tornando o disco um de seus últimos trabalhos. 

Piccolo, que passou 25 anos solidificando o som do Roomful of Blues e já dividiu palco e estúdio com Stevie Ray Vaughan, Jimmie Vaughan, Eric Clapton e Big Joe Turner, chega aos 75 anos mostrando que ainda tem muita história pra contar. Se gostou, veja também… coloca Who Knows What The Future Holds pra tocar agora e me conta qual faixa te pegou de jeito.

28 de julho de 2026

Michael Bloomfield - Living In The Fast Lane 1980

 

1. Sammy Knows How To Party (King, David) 2:19
2. Shine On Love (Troy) 4:56
3. Roots (King-David) 3:35
4. Let Them Talk (Thompson) 5:09
5. Watkin's Rag (King-David) 1:46
6. Andy's Bad (King-David) 4:01
7. When I Get Home (Bloomfield) 4:27
8. Used To It (King-David) 2:50
9. Big C Blues (Bloomfield) 3:36
10. The Dizz Rag (King-David) 3:36
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O Blues Rock Final que Acelerou com Alma, Gospel e Ragtime!

Lançado em 1980, "Living In The Fast Lane" é um registro vibrante de blues rock de Michael Bloomfield, com fortes influências de Chicago blues, R&B, gospel e elementos ragtime jazzy, gravado nos estúdios Blossom & Zoetrope de San Francisco entre 1976 e 1977. Cheio de energia soulful e fusões irresistíveis, o álbum captura o mestre em um momento de reencontros criativos e vitalidade musical.

Com Bloomfield assumindo quase tudo — vocais principais, guitarras elétricas, slide, acústicas, órgão, piano e até percussão criativa como blocos de lixa e baquetas no chão —, a formação brilha com Mark Naftalin nos teclados (piano e ARP), Roger Troy no baixo e vocais em faixas como "Shine On Love", George Marsh na bateria e uma legião de convidados: seções de metais (Duke Tito & The Marin County Playboys), corais gospel (Singers of the Church of God in Christ) e multi-instrumentistas como Bob Jones. 

Destaques: "Shine On Love", com sua melodia soul Motown-esque e vocais cativantes de Troy; "Roots", explosiva em funk tribal e vozes múltiplas; e "Big C Blues", onde o slide e o vocal de Bloomfield brilham em puro blues autêntico. A instrumentação é rica em improvisações fluidas, guitarras emotivas que "conversam" com os vocais e fusões de gospel, R&B e ragtime que dão ao disco uma atmosfera amigável, festiva e cheia de vida.

Gravado com produtor Norman Dayron e antigos companheiros de jornada (como Naftalin e Troy, do Electric Flag), o álbum reflete reencontros felizes em meio a uma fase criativa intensa. Lançado em vinil em 1980 — pouco antes da morte de Bloomfield em fevereiro de 1981 —, ele foi reeditado em CD em 1988 e permanece um testamento magnífico da versatilidade e paixão do guitarrista lendário.

27 de julho de 2026

The Kinks • The Kink Kontroversy 1965

 

 01. Milk Cow Blues 3:44
 02. Ring The Bells 2:20
 03. Gotta' Get The First Plane Home 1:48
 04. When I See That Girl Of Mine 2:11
 05. I Am Free 2:29
 06. Till The End Of The Day 2:21
 07. The World Keeps Going Round 2:36
 08. I'm On An Island 2:16
 09. Where Have All The Good Times Gone 2:52
 10. It's Too Late 2:32
 11. What's In Store For Me 2:05
 12. You Can't Win 2:41
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The Kink Kontroversy: o disco em que The Kinks viraram lenda

Lançado em 26 de novembro de 1965, The Kink Kontroversy é o terceiro álbum de estúdio dos Kinks e marca a transição do rock bruto da invasão britânica para um som mais sofisticado, misturando blues, R&B e pop-rock observacional. 

Ray Davies comanda os vocais e guitarras, ao lado de Dave Davies (guitarra e vocais em faixas como “I Am Free”), Pete Quaife no baixo e Mick Avory (e sessão de Clem Cattini) na bateria, com piano de Nicky Hopkins e produção de Shel Talmy

Destaques: incluem o opener blues sujo “Milk Cow Blues” (cover de Sleepy John Estes com vocais compartilhados), o hit “Till the End of the Day” (riff poderoso no estilo dos primeiros singles) e a nostálgica “Where Have All the Good Times Gone”. O disco equilibra rockers agressivos com baladas e experimentações leves, como o pastiche calypso de “I’m on an Island”. 

Gravado em poucos dias em outubro de 1965 nos Pye Studios, em Londres, o título ironiza a má fama da banda por brigas no palco e tumultos, que resultaram no banimento de shows nos EUA. Foi o primeiro álbum atraindo elogios da crítica como ponto de amadurecimento de Ray Davies.

22 de julho de 2026

Clifton Chenier – Bogalusa Boogie 1976

 

01. One Step At A Time — 4:21
02. Sa M’Appel Fou (They Call Me Crazy) — 2:58
03. Quelque Chose Sur Mon Idee (Something On My Mind) — 3:59
04. Ride ‘Em Cowboy — 2:28
05. Ma Mama Ma Dit (My Mama Told Me) — 3:26
06. Je Me Reveiller Ce Matin (I Woke Up This Morning) — 3:11
07. Allons A Grand Coteau- 3:11
08. Je Suis En Recolteur (I’m A Farmer) — 4:50
09. Ti Na Na — 3:17
10. Come Go Along With Me — 4:51
11. Bogalusa Boogie — 3:17
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O Zydeco Explosivo de Clifton Chenier Gravado em Duas Horas de Fogo Puro

Lançado em 1976 pela Arhoolie Records, Bogalusa Boogie é o álbum definitivo de Clifton Chenier, o Rei do Zydeco. Nele, o mestre do acordeon e sua Red Hot Louisiana Band capturam a essência dançante e irreverente do zydeco da Louisiana, misturando tradições crioulas com blues e rhythm & blues em um groove irresistível.

Com Chenier no acordeon, harmônica e vocais liderando, seu irmão Cleveland no rubboard, Lil’ Buck Sinegal na guitarra, John Hart no sax tenor, Joseph Bruchet no baixo e Robert Peter na bateria, a banda soa como uma festa ambulante. 

Destaques: o instrumental acelerado do título “Bogalusa Boogie”, o autobiográfico e contagiante “Je Suis En Recolteur (I’m A Farmer)” e a linda balada crioula “Ma Mama Ma Dit (My Mama Told Me)”. O som se define pelo acordeon expressivo e uivante de Chenier, o ritmo raspado e percussivo do rubboard, o sax honkante, baixos e baterias firmes e uma fusão espontânea de dois-steps tradicionais com energia blues e R&B moderna.

Gravado em apenas duas horas no Studio in the Country em Bogalusa, Louisiana, em 27 de outubro de 1975, quase tudo saiu em primeira tomada, sem ensaios ou overdubs excessivos, capturando a banda em plena forma de turnê. Historicamente, este é o único álbum de zydeco a receber cinco estrelas na Rolling Stone (classificado como “indispensável”), entrou no Grammy Hall of Fame em 2011 e no Registro Nacional de Gravações da Biblioteca do Congresso em 2016.

Dr. Feelgood - On The Job 1981

 

1. Drives Me Wild (Fasterly, Brilleaux, Sparks, Martin, Mayo) 2:48
2. Java Blue (Danko) 3:57
3. Jumping From Love To Love (Fasterly, Brilleaux, Sparks, Martin, Mayo) 3:05
4. Pretty Face (Daneski, Worman, Boyle, Sandall) 2:43
5. Nomo Do Yakamo (Krekel) 2:06
6. Love Hound (Linde, Rush) 2:59
7. Best In The World (Lowe) 2:31
8. Who's Winning (Lowe, Brilleaux, Sparks, Martin, Mayo) 2:09
9. Riding On The L n' N (Burley, Hampton) 3:20
10. A Case Of The Shakes (Fasterly, Brilleaux, Mayo) 3:06
11. Shotgun Blues (Brilleaux, Sparks, Martin, Mayo) 5:48
12. Good Night Vienna (Brilleaux, Sparks, Martin, Mayo) 0:44
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O Blues Rock Explosivo ao Vivo que Selou uma Era!

Capturado em um show eletrizante na Universidade de Manchester em 27 de setembro de 1980, o álbum "On The Job" do Dr. Feelgood, lançado em vinil em 1981, é um registro cru e vibrante de blues rock no espírito do pub rock britânico, com grooves de boogie e R&B que agitavam a plateia.

Com Lee Brilleaux comandando os vocais roucos e a harmônica afiada, John Mayo (Gypie Mayo) soltando riffs potentes na guitarra, John B. Sparks no baixo sólido e The Big Figure marcando o ritmo na bateria, a formação entrega performances cheias de vida. 

Destaques: "Java Blue", com sua vibe contagiante e dançante; "Shotgun Blues", que explode em quase seis minutos de intensidade crua; e "Riding On The L n' N", com seu groove arrastado e marcante. A instrumentação ao vivo captura riffs improvisados de Mayo que dialogam perfeitamente com a harpa de Brilleaux, mantendo a energia pub rock, blues e boogie em um show lotado.

Este foi o último álbum com o guitarrista Gypie Mayo e o último lançamento pela gravadora major EMI, marcando o fim de uma fase importante para a banda. Lançado originalmente em vinil e reeditado em CD em 1992, "On The Job" preserva a essência autêntica e bruta do Dr. Feelgood em plena ação.