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9 de outubro de 2026

Dave Widow and the Line Up - Waiting for the World to End 2012

 

 1. Bluesman - 5:15
 2. Long Gone - 4:03
 3. Leave a Piece of Me - 4:21
 4. Piss You Off - 4:18
 5. Baby Wants to Rock - 4:24
 6. Reach Out - 4:18
 7. Nothin' On You - 3:44
 8. Wait On Love - 4:01
 9. Don't Press Send - 4:35
10. I Look for Things Like That - 4:42
11. Picture of You - 2:00
12. Second Hand Love - 4:16
14. Sweet Janine - 3:07
.

O disco que a Blues Foundation colocou entre os 
cinco finalistas de Memphis

Waiting for the World to End, segundo CD de Dave Widow and The Line Up, saiu em 9 de junho de 2012 pelo próprio selo do grupo: catorze faixas, cerca de 57 minutos, num arco que o guitarrista de Los Angeles — nascido em Cincinnati — descreveu como funk, R&B, rock, roots, americana e blues. 

Widow co-produziu com o baterista Gary Mallaber. No estúdio entram o órgão Hammond B-3 e o piano de Mike Finnigan, o baixo de Reggie McBride, as baterias de Mallaber e James Gadson, o piano de Barry Goldberg e de David Morgan, vocais e teclados de Bill Champlin, o sax barítono de Marty Grebb e uma seção de metais. A Blues Rock Review destaca os solos de B-3 de Finnigan e arranjos limpos e justos; aponta “Reach Out”, “Picture of You” e “Sweet Janine” como os momentos em que o vocal de Widow funciona melhor, e trata “Sweet Janine” como o grande corte, ao lado de “I Look for Things Like That”. O Bman’s Blues Report abre o disco por “Bluesman”, boogie lento com metais, guitarra e teclas, e ainda separa “Piss You Off” e a faixa-título, esta em clima de funk blues.

Parte das músicas foi escrita durante as próprias sessões; outras eram peças antigas que só então ganharam gravação, com parcerias de Widow com Morgan, Mallaber, McBride, Champlin e Larry Goshorn. Em janeiro de 2013 o álbum, que já tinha airplay internacional e entrada no Roots Music Report, ficou entre os cinco finalistas de Best Self-Produced CD da Blues Foundation, representando a Ventura County Blues Society, com o vencedor anunciado em 2 de fevereiro nas finais do International Blues Challenge, em Memphis.

Se gostou, veja também o anterior, Got It Covered. Waiting for the World to End está no Spotify — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/.



3 de outubro de 2026

Billy Hawks – The New Genius Of The Blues 1967, Heavy Soul! 1968 – 2014

 

01. Got My Mojo Working (But It Just Won’t Work On You) (2:50)
02. I’ll Wait For You Baby (3:50)
03. I Got A Woman (3:38)
04. Why Do Things Happen To Me (4:54)
05. Let Me Love You Before You Go (2:53)
06. I Wish You Love (2:34)
07. Mean Woman Blues (3:53)
08. I Just Want To Make Love To You (3:31)
09. Every Time It Rains (2:22)
10. Hawk’s Blues (4:23)

Heavy Soul! (1968)
11. O’Baby (I Believe I’m Losing You) (3:07)
12. Drown In My Own Tears (4:46)
13. Whip It On Me (3:21)
14. What More Can I Do (3:09)
15. Heavy Soul (5:26)
16. You’ve Been A Bad Girl (2:45)
17. I’ll Be Back (2:41)
18. I Can Make It (4:13)
19. That’s Your Bag (5:31)
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O Hammond que a pista inglesa redescobriu tarde demais

Este CD da BGP/Ace de 2014 junta os dois únicos LPs que Billy Hawks gravou para a Prestige: The New Genius Of The Blues (1967) e Heavy Soul! (1968), soul-jazz com órgão Hammond, voz e blues de club.

Hawks canta e toca órgão (e gaita no primeiro disco). Em 15 de novembro de 1966, no estúdio de Rudy Van Gelder, em Englewood Cliffs, ele gravou o debut com o guitarrista Joseph “Boogaloo Joe” Jones e o baterista Henry Terrell, produção de Cal Lampley. 

No ano seguinte, em 6 de dezembro, voltou a Van Gelder com Maynard Parker na guitarra, Terrell na bateria e o tenor Buddy Terry em algumas faixas. As fontes da gravadora e da discografia apontam o groove de “O’Baby (I Believe I’m Losing You)”, o fogo de “Got My Mojo Working” e a leitura de “I Got A Woman” — originais como “Whip It On Me” entram no mesmo pacote de trio e quarteto com voz.

O formato órgão-voz estava em alta em 1966–67; Hawks misturou standards de R&B com composições próprias. A curiosidade da sessão é o endereço clássico: as duas datas saíram da mesa de Van Gelder. 

O fato histórico é que “O’Baby” virou chamada de pista no jazz dance britânico depois que Baz Fe Jazz e Gilles Peterson a colocaram no radar — a BGP nasceu em 1987 com esse número — e Hawks já tinha morrido no início dos anos 80, segundo o irmão Leroy Hawkes, que cedeu fotos e entrevista para o encarte desta reedição.

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1 de outubro de 2026

Bucky Lindsey - Back Bay Blues 2002

 

 1. Gros Vent - 5:03
 2. Back Bay Blues - 3:44
 3. Hog Killin' Time - 3:05
 4. The Hard Way - 4:21
 5. King of the Blues - 3:58
 6. Blue Twistin' - 6:13
 7. Battlin' the Blues - 4:09
 8. Good Day for the Blues - 4:39
 9. Big House - 3:20
10. Love Conquers All - 4:53
11. Four Walls - 4:14
12. While the Gettin's Good - 6:30
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O compositor que só gravou um disco — e bastou

Back Bay Blues, de Bucky Lindsey, saiu em 2002 pela Gulftone Records, de Pensacola, e é um disco de blues com R&B, soul e um resto de country. Foram 12 faixas e pouco mais de 54 minutos: o único álbum solo do baixista e compositor nascido Harvey Hoy Lindsey, de Biloxi.

Lindsey canta, toca baixo e guitarra. Dan Penn produziu, entrou no piano e nas vozes. No estúdio estavam Carson Whitsett nos teclados, Mike Durham e Richard Fleming nas guitarras, Jim Brock na bateria, trompete de Terry Townson, sax de Dennis Taylor e vocais de Lisa Best, Buzz Cason, Larry Shell, Jim e Chuck Glass. A crítica da La Hora del Blues tratou o conjunto como redondo; o material promocional da época aponta “Hog Killin’ Time”, “The Hard Way” e a versão do próprio autor de “Good Day for the Blues”, canção já gravada por Ruth Brown.

As sessões aconteceram em dois pontos do mapa: Bert’s Place, em Fort Walton Beach, na Flórida, e o Dandy Studios, em Nashville. No mesmo ano em que o CD saiu, Lindsey coescreveu com Penn e Whitsett o título de Don’t Give Up On Me, de Solomon Burke.

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29 de setembro de 2026

The Original Animals - Before We Were So Rudely Interrupted (1977) 2000

 

1. Brother Bill (The Last Clean Shirt) (Clyde Otis, Jerry Leiber, Mike Stoller) - 3:19
3. Fire On The Sun (Shakey Jake) - 2:25
5. Please Send Me Someone To Love (Percy Mayfield) - 4:44
7. Just A Little Bit (Earl Washington, John Thornton, Piney Brown, Ralph Bass, Sylvester Thompson) - 2:07
9. Lonely Avenue (Doc Pomus) - 5:22
10.The Fool (Sanford Clark) - 3:24
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Os Animals originais voltam ao blues e o mundo já tinha mudado de canal

Em agosto de 1977, The Original Animals lançaram Before We Were So Rudely Interrupted: blues-rock e rhythm and blues da formação clássica, onze anos depois do último disco juntos. 

Eric Burdon no vocal, Alan Price nos teclados, Hilton Valentine na guitarra, Chas Chandler no baixo e John Steel na bateria. AllMusic destaca o Dylan “It’s All Over Now, Baby Blue”, com Price em evidência, o solo de Valentine em “Fire on the Sun” e o Jimmy Reed “As the Crow Flies”; entram ainda o original do grupo “Riverside County” e o fechamento “The Fool”. Chandler produziu pelo selo Barn; a gravação saiu do Rolling Stones Mobile Studio, em Goulds Farm. 

O título cita a coluna de William Connor no Daily Mirror depois da Segunda Guerra: “como eu estava dizendo antes de ser tão rudemente interrompido”. 

Em 2000 a Repertoire remasterizou o álbum em CD; na época do lançamento não houve turnê forte e o disco chegou ao 70º lugar nos EUA, sem entrar no chart britânico. Se gostou, veja também… ouça agora, comente o que te pegou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify


25 de setembro de 2026

Vinegar Joe - Vinegar Joe (1972)

 

1.. Rusty Red Armour Palmer 5:04
3. Ride Me Easy, Rider Gage 5:47
4. Circles Palmer 4:06
5. Leg Up Palmer 4:58
6. See the World (Through My Eyes) Gage 6:19
7. Never Met a Dog (That Took to Me) Palmer 6:32
8. Avinu Malkenu Brooks, Gage 3:26
9. Gettin' Out Gage, Thompson, York 5:07
10. Live a Little, Get Somewhere Gage 5:24
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Dois vocais, um palco: o R&B da Island que o vinil não segurou

Vinegar Joe, disco de estreia da banda londrina, saiu em abril de 1972 pela Island no Reino Unido e pela Atco nos EUA. É blues rock com R&B e soul, enxugado do jazz-fusion do grupo anterior, Dada, a pedido de Ahmet Ertegun e com o empurrão de Chris Blackwell.

No centro estão Elkie Brooks e Robert Palmer nos vocais — ela vinda do Dada, ele do Alan Bown Set — com Pete Gage na guitarra e nos arranjos de metais e Steve York no baixo e na gaita. Dave Thompson e Tim Hinkley dividem teclados; na bateria entram Conrad Isidore, Rob Tait e Keef Hartley, ainda sem um titular fixo. Palmer assina “Rusty Red Armour”, “Circles”, “Leg Up” e o single britânico “Never Met a Dog (That Took to Me)”. 

Gage escreve “Early Monday Morning”, “Ride Me Easy Rider” e “See the World (Through My Eyes)”, escolhida como compacto americano. “Avinu Malkenu”, de Brooks e Gage, traz verso em hebraico.

O disco foi gravado no Olympic Studios e mixado na Island, com produção de Gage e Vic Smith. A capa usa bonecos de plasticina de John Padley; Phil Collins chegou a se candidatar à vaga de baterista e não ficou.

14 de setembro de 2026

Alvin Lee & Mylon Le Fevre – On The Road To Freedom 1973

 

02. The World is Changing (I Got a Woman Back in Georgia) (Alvin Lee/Mylon LeFevre) - 2:45
03. So Sad (No Love of His Own) (George Harrison) - 4:34
04. Fallen Angel (Alvin Lee) - 3:20
05. Funny (Alvin Lee) - 2:48
06. We Will Shine (Mylon LeFevre) - 2:37
07. Carry My Load (Alvin Lee) - 2:58
08. Lay Me Back (Mylon LeFevre) - 2:53
09. Let 'Em Say What They Will (Ron Wood) - 2:52
10. I Can't Take It (Mylon LeFevre) - 2:51
11. Riffin' (Alvin Lee/Mylon LeFevre) - 3:31
12. Rockin' 'Til the Sun Goes Down (Alvin Lee/Mylon LeFevre) - 3:08
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No celeiro de Oxfordshire, Alvin Lee achou outra estrada

Em novembro de 1973, Alvin Lee e o cantor gospel americano Mylon LeFevre lançaram On the Road to Freedom, álbum de country rock gravado no Space Studio, um celeiro convertido na propriedade de Lee em Oxfordshire. 

Foi o primeiro projeto solo do líder do Ten Years After, produzido por ele mesmo, com clima caseiro e participações confirmadas de George Harrison (creditado como Hari Georgeson), Steve Winwood, Jim Capaldi, Ron Wood e Mick Fleetwood.

A voz de LeFevre e o violão mais contido de Lee atravessam a faixa-título, “Fallen Angel” e “Carry My Load”, três canções que a Rolling Stone destacou na época. “So Sad (No Love of His Own)”, de Harrison, reúne o próprio autor no slide, no baixo e nas harmonias, com bateria de Fleetwood e violão de 12 cordas de Wood. Piano de Winwood, congas de Rebop Kwaku Baah, fiddle de Andy Stein e steel guitar de Bob Black fecham o mix de rock americano, country e rhythm and blues.

Os dois se conheceram quando a banda de LeFevre abriu para o Ten Years After; as primeiras canções nasceram na Jamaica, e o estúdio foi erguido especialmente para o disco.

A quadra de tênis usada como câmara de eco desabou com a chuva segundos depois de Lee e o engenheiro retirarem o equipamento. O LP saiu pela Chrysalis no Reino Unido em 2 de novembro de 1973 e pela Columbia nos Estados Unidos, com “Fallen Angel” e “So Sad” como compactos.

9 de setembro de 2026

Jools Holland & His Rhythm & Blues Orchestra - Swinging The Blues Dancing The Ska 2005

 

1. Mr. Robert's Roost (2:39)
2. Juice Head Blues (w. Sam Brown) (3:02)
3. Feeling Fine (3:58)
4. You Don't Love Me (3:07)
5. Seven Acts Of Mercy (w. Sam Brown) (4:08)
6. Roll This Soul Tonight (w. Solomon Burke) (3:27)
7. Dancing Mood (3:51)
8. Casbah Blues (3:07)
9. Double O Boogie (3:13)
10. Just One More Time (3:17)
11. My Country Man (w. Ruby Turner) (2:51)
12. Everybody Needs Somebody To Love (w. Solomon Burke) (3:19)
13. Riffin' With The Griffin (4:11)
14. After Hours (3:34)
15. Sent For You Yesterday (3:59)
16. Blowin' In The Wind (w. Ruby Turner) (3:33)
17. Be My Guest (3:31)
18. Where In The World (w. Beverley Knight) (3:31)
19. Sixth Avenue Express (2:58)
20. Something's Going On (w. Sam Brown) (3:26)
21. We Shed A Tear (3:51)
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de Jools Holland & His Rhythm & Blues Orchestra

Saiu no Reino Unido em 7 de novembro, selo Radar (RADAR006CD), Warner.

Holland está no piano e no vocal. Sam Brown entra em “Juice Head Blues”, “Seven Acts Of Mercy” e “Something’s Going On”. Solomon Burke canta “Roll This Soul Tonight” e “Everybody Needs Somebody To Love”. Ruby Turner faz “My Country Man” e “Blowin’ In The Wind”. Beverley Knight aparece em “Where In The World”. 

Destaque: o boogie de “You Don’t Love Me”, o ska de “Dancing Mood” e o instrumental “Casbah Blues”. O CD de 21 faixas que você listou fecha em “We Shed A Tear”; no streaming da Warner o pacote sobe para 23, com “Sinner’s Prayer” e “Hootie Blues”. 

A orquestra nasceu em 1987, no começo só Holland e o baterista Gilson Lavis, do Squeeze. No Reino Unido o álbum chegou ao 36º lugar e ficou oito semanas na parada.

8 de setembro de 2026

Curtis Mayfield – There's No Place Like America Today 1975

 

1. Billy Jack — 6:07
2. When Seasons Change — 5:23
3. So In Love — 5:10
4. Jesus — 6:10
5. Blue Monday People — 4:45
6. Hard Times — 3:42
7. Love To The People — 4:06
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Não há lugar como a América de Curtis Mayfield 

Em maio de 1975, no selo Curtom, Curtis Mayfield lançou o sétimo disco solo, There's No Place Like America Today: soul e funk de Chicago, sete faixas todas suas, gravadas no Curtom Studios. 

O título é ironia. A capa recolore a foto de Margaret Bourke-White de 1937, At the Time of the Louisville Flood — fila negra sob o outdoor da família branca sorridente e o slogan original “There's No Way Like the American Way”. 

Mayfield produz, canta, toca guitarra e teclado. Rich Tufo arranja e senta no teclado; Phil Upchurch e Gary Thompson nas guitarras; Lucky Scott no baixo; Quinton Joseph na bateria; Henry Gibson em congas e bongôs; Harold Dessent nas madeiras. Bruce Eder, no AllMusic, destaca a abertura “Billy Jack”, canção de violência armada com naipe de metais de Tufo; “When Seasons Change”, urbanismo com gospel e soul; e “So in Love”, o single que foi ao 67º lugar da Billboard Hot 100 e ao 9º do R&B. 

No meio do disco entram “Jesus” e “Blue Monday People”; “Hard Times” aperta o groove antes do fecho “Love to the People”. Em junho de 1975, Mayfield disse à Billboard que o álbum falava da depressão em que o país estava. 

Anos depois, à NME, colocou o disco entre os seus favoritos. Chegou ao 120º lugar da Billboard 200 e ao 13º das Soul LPs; está em 1001 Albums You Must Hear Before You Die e, em 2013, no 373º lugar da lista da NME.