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3 de outubro de 2026

Billy Hawks – The New Genius Of The Blues 1967, Heavy Soul! 1968 – 2014

 

01. Got My Mojo Working (But It Just Won’t Work On You) (2:50)
02. I’ll Wait For You Baby (3:50)
03. I Got A Woman (3:38)
04. Why Do Things Happen To Me (4:54)
05. Let Me Love You Before You Go (2:53)
06. I Wish You Love (2:34)
07. Mean Woman Blues (3:53)
08. I Just Want To Make Love To You (3:31)
09. Every Time It Rains (2:22)
10. Hawk’s Blues (4:23)

Heavy Soul! (1968)
11. O’Baby (I Believe I’m Losing You) (3:07)
12. Drown In My Own Tears (4:46)
13. Whip It On Me (3:21)
14. What More Can I Do (3:09)
15. Heavy Soul (5:26)
16. You’ve Been A Bad Girl (2:45)
17. I’ll Be Back (2:41)
18. I Can Make It (4:13)
19. That’s Your Bag (5:31)
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O Hammond que a pista inglesa redescobriu tarde demais

Este CD da BGP/Ace de 2014 junta os dois únicos LPs que Billy Hawks gravou para a Prestige: The New Genius Of The Blues (1967) e Heavy Soul! (1968), soul-jazz com órgão Hammond, voz e blues de club.

Hawks canta e toca órgão (e gaita no primeiro disco). Em 15 de novembro de 1966, no estúdio de Rudy Van Gelder, em Englewood Cliffs, ele gravou o debut com o guitarrista Joseph “Boogaloo Joe” Jones e o baterista Henry Terrell, produção de Cal Lampley. 

No ano seguinte, em 6 de dezembro, voltou a Van Gelder com Maynard Parker na guitarra, Terrell na bateria e o tenor Buddy Terry em algumas faixas. As fontes da gravadora e da discografia apontam o groove de “O’Baby (I Believe I’m Losing You)”, o fogo de “Got My Mojo Working” e a leitura de “I Got A Woman” — originais como “Whip It On Me” entram no mesmo pacote de trio e quarteto com voz.

O formato órgão-voz estava em alta em 1966–67; Hawks misturou standards de R&B com composições próprias. A curiosidade da sessão é o endereço clássico: as duas datas saíram da mesa de Van Gelder. 

O fato histórico é que “O’Baby” virou chamada de pista no jazz dance britânico depois que Baz Fe Jazz e Gilles Peterson a colocaram no radar — a BGP nasceu em 1987 com esse número — e Hawks já tinha morrido no início dos anos 80, segundo o irmão Leroy Hawkes, que cedeu fotos e entrevista para o encarte desta reedição.

Se gostou, veja também… dê o play agora, comente e passe no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ ou spotify



24 de agosto de 2026

Tyrone Vaughan - Still Raisin' Cane: Tribute To Johnny Winter 2014

 

 1. Exclusive Interview (Vaughan, Knight, & Michaux)
2. Memory Pain
3. Thunderbird
4. Keep On Runnin'
5. Rock N' Roll People
6. Come On Johnny
7. Sixty-One Salute
8. Hustle Down N' Texas
9. World N' Trouble
10. Johnny Winter B. Goode

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O herdeiro Vaughan e o primo do blues acendem o fogo de Johnny Winter

Tyrone Vaughan e Josh Knight lançam em 2014 Still Raisin’ Cain: Tribute to Johnny Winter, um tributo carregado de rock e blues no mais puro estilo texano.

O disco une o sobrinho de Stevie Ray Vaughan e filho de Jimmie Vaughan, Tyrone, às guitarras de Josh Knight, num time que entrega solos afiados e energia crua de Texas. 

Faixas como “Thunderbird”, “Johnny Winter B. Goode” e “World N’ Trouble” explodem em riffs de Stratocaster, grooves pesados e improvisações que misturam o rock de Winter com o blues rural que corre nas veias da família Vaughan. A sonoridade é direta, suada e cheia de atitude, com guitarras frontais e ritmo que não dá trégua. 

Curiosidade: o próprio Stevie Ray Vaughan presenteou Tyrone com sua primeira guitarra aos cinco anos de idade, plantando a semente que floresce aqui ao lado de Knight.

Os dois músicos se uniram após descobrirem laços familiares distantes e lançaram o álbum como homenagem direta ao legado de Johnny Winter. O título ecoa o disco Raisin’ Cain de Winter de 1980, fechando um círculo entre gerações do blues-rock texano.

31 de julho de 2026

Mora & Bronski – American Collection (2014-2018) – 2026

 

01. Down By The Riverside
02. Little Bitty Pretty One
03. My Babe
04. Folsom Prison Blues
05. Down To The River To Pray
06. Mississippi
07. Another Man Done Gone
08. Babe What You Want Me To Do
09. Under A Stormy Sky
10. Do Re Mi
11. God’s Gonna Cut You Down
12. You Are My Sunshine
13. Mannish Boy
14. Jolie Louise
15. Keep It to Yourself
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Do Mississippi ao Folsom: o blues cru de Mora & Bronski 
volta das profundezas em 2026

American Collection (2014-2018), do duo italiano Mora & Bronski, é uma compilação de blues e folk americano lançada em 2026 que reúne reinterpretações de clássicos das raízes dos Estados Unidos gravadas entre 2014 e 2018.

No coração desse disco estão Fabio Mora na voz e Fabio “Bronski” Ferraboschi na guitarra acústica, a dupla que desde o álbum Naïf (2014) vem explorando o essencial da música americana com uma abordagem crua e visceral. 

Faixas como “Folsom Prison Blues”, “Mannish Boy” e “Down By The Riverside” saltam com a força de juke joints antigos: guitarras de 6 e 12 cordas, banjo, steel guitar e percussões feitas com mãos, pés, estalos de dedos e respiração, sem firulas, direto no peito. 

O som nasceu dos três primeiros trabalhos do grupo — Naïf, 2 e 50/50 — e carrega a mesma urgência ao vivo que os levou a festivais italianos de blues. 

Uma curiosidade da formação: os dois já dividiam palco no Rio antes de se lançarem como power duo acústico em 2014, e aqui recuperam exatamente o repertório americano que estava espalhado e quase sumido daqueles discos.

Fabio Mora contou que conseguiram resgatar o material sonoro dos primeiros três álbuns, que já estavam praticamente introváveis, para montar esta seleção de revisitações americanas. O lançamento oficial aconteceu em 17 de junho de 2026 pela Busker Studio, com Lorenz Zadro entrando de guitarra elétrica em faixas como “Babe What You Want Me To Do” e “Mannish Boy”.

25 de junho de 2026

T. Rex - T. Rex [Deluxe Edition] (1970) 2014

 

Disc One
The Original Album
1. The Children Of Rarn (0:53)
2. Jewel (2:46)
3. The Visit (1:54)
4. Childe (1:40)
5. The Time Of Love Is Now (2:40)
6. Diamond Meadows (1:58)
7. Root Of Star (2:31)
8. Beltane Walk (2:26)
9. Is It Love? (2:33)
10. One Inch Rock (2:25)
11. Summer Deep (1:42)
12. Seagull Woman (2:17)
13. Suneye (2:05)
14. The Wizard (8:50)
15. The Children Of Rarn (0:36)
Bonus Tracks
16. Ride A White Swan [Single A-side] (2:12)
17. Summertime Blues [Single B-side] (2:44)
18. Jewel [BBC Radio One, Top Gear, Recorded: 26th Ocotober 1970, TX: 7th November 1970] (3:31)
19. Woodland Bop Medley: I. Woodland Bop; II. Conesuala; III. The King Of The Mountain Cometh; IV. Woodland Bop [BBC Radio One, John Peel's Sunday Concert: 20th December 1970] (6:27)
20. Beltane Walk [Backing track, mixed for BBC Radio One Club: 29th March 1971 (prepared on 2nd March 1971)] (2:28)
21. Summertime Blues [BBC Radio One, Dave Lee Travis Show: 9th December 1970] (3:34)

Disc Two
1. The Children Of Rarn Suite (15:32)
2. Jewel [Alternative Take] (2:47)
3. The Visit [Alternative Take] (1:40)
4. The Time Of Love Is Now [Alternative Take] (1:29)
5. Diamond Meadows [Alternative Take] (2:05)
6. Root Of Star [Alternative Take] (1:46)
7. Beltane Walk [Alternative Take] (2:21)
8. Is It Love? [Alternative Take] (2:38)
9. One Inch Rock [Alternative Take] (2:41)
10. Summer Deep [Alternative Take] (1:52)
11. Seagull Woman [Alternative Take] (2:25)
12. Suneye [BBC Radio One, Top Gear: 26th October 1970] (1:59)
13. The Wizard [Alternative Take] (8:38)
14. The Children Of Rarn [Take 6] (0:52)
15. Ride A White Swan [BBC TV, Top Of The Pops: 12th November 1970] (2:06)
16. Dark Lipped Woman [Home Demo] (1:26)
17. Deep Summer [Alternative Take] (2:30)
18. Meadows Of The Sea [Electric Demo] (4:20)
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O Momento em que Marc Bolan Acendeu a Faísca do Boogie Rock!
Em 1970 quando Marc Bolan decidiu trocar o folk psicodélico de Tyrannosaurus Rex por algo mais elétrico, dançante e cheio de atitude. A Deluxe Edition de 2014 do álbum autointitulado T. Rex (lançado originalmente em dezembro daquele ano) é exatamente esse tesouro transicional: um rock vibrante que equilibra raízes folk e psicodélicas com o emergente boogie rock, carregando energia loopy, charme fácil e guitarras que já apontam para o glam explosivo de Electric Warrior.
Marc Bolan comanda tudo nos vocais, guitarras, baixo e órgão, ao lado de Micky Finn na bateria, percussão e vocais, com Tony Visconti na produção, baixo, piano e arranjos de cordas (além de backing vocals de Howard Kaylan e Mark Volman, os Flo & Eddie).
Destaques: “Jewel”, com suas guitarras fuzz potentes e enérgicas; “Beltane Walk”, puro swing boogie; e “Diamond Meadows”, com aquele refrão descontraído e convidativo que já cheira a hit. O som mistura guitarras elétricas integradas de forma suave mas impactante, momentos acústicos pastorais etéreos, cordas que adicionam profundidade emocional e uma energia contagiante que faz você querer dançar e sonhar ao mesmo tempo — tudo remasterizado e expandido na edição deluxe com takes alternativos, sessões BBC e demos que revelam camadas escondidas.
As sessões no Trident Studios (maio a agosto de 1970) começaram com rockers crus como “Jewel” e “Is It Love?”, mostrando Bolan experimentando o novo caminho elétrico enquanto Visconti enriquecia o arranjo com sua visão. Lançado logo após o sucesso do single “Ride a White Swan” (#2 no UK), o álbum antecipou a revolução glam e a Deluxe Edition de 2014 traz takes alternativos, sessões ao vivo da BBC e demos caseiros que nos deixam espiar o processo criativo por trás dessa joia que mudou o rumo de T. Rex para sempre.