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23 de agosto de 2026

Glenn Hughes – Blues (L.A. Blues Authority Volume II) 1992

 

1. The Boy Can Sing the Blues
2. I’m the Man
3. Here Come the Rebel
4. What Can I Do for Ya?
5. You Don’t Have to Save Me Anymore
6. So Much Love to Give
7. Shake the Ground
8. Hey Buddy (You Got Me Wrong)
9. Have You Read the Book?
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Glenn Hughes Volta em 1992!

Em 1992, L.A. Blues Authority Volume II: Glenn Hughes – Blues explode como um poderoso álbum de blues rock (com toques de hard rock), reintroduzindo a voz inconfundível de Glenn Hughes após anos de ausência solo. 

Hughes comanda os vocais e o baixo em várias faixas, ao lado de Tony Franklin no baixo, Gary Ferguson na bateria, Craig Erickson na guitarra rítmica e Mark Jordan nos teclados. Destaques como “The Boy Can Sing the Blues” (com solos de John Norum e Warren DeMartini), “I’m the Man” e “Have You Read the Book?” (com Mick Mars) brilham em improvisações de guitarra afiadas e fusões energéticas de blues-rock, graças a convidados como Richie Kotzen, Mark Kendall e outros. 

O som é cru, visceral e cheio de soul, capturando a intensidade de um comeback autêntico. Gravado e mixado em apenas duas semanas no início de outubro de 1992, o disco refletiu a transformação pessoal de Hughes pós-recuperação. Foi o ponto de partida de uma fase altamente produtiva em sua carreira, dedicado aos fãs com a mensagem “It’s good to be back, one day at a time.”

22 de agosto de 2026

Songhoy Blues - Résistance 2017

 

1. Voter 03:19
2. Bamako 03:40
3. Sahara (feat. Iggy Pop) 03:03
4. Yersi Yadda 03:50
5. Hometown 05:00
6. Badji 04:01
7. Dabari 03:07
8. Ici Bas 03:47
9. Ir Ma Sobay 03:16
10. Mali Nord 03:59
11. Alhakou 03:55
12. One Colour 04:02 
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Songhoy Blues explode a resistência maliana 
em riffs de desert blues e funk elétrico

Em 2017, o Songhoy Blues lançou Résistance, seu segundo álbum, um disco de desert blues misturado com rock, funk e soul que vibra de ponta a ponta. 

No comando estão Aliou Touré (voz e guitarra), Garba Touré (guitarra e voz), Oumar Touré (baixo e voz) e Nathanael Dembele (bateria e voz). 

Faixas como “Bamako” (um groove estilo James Brown com metais), “Sahara” (com a participação de Iggy Pop) e “Voter” mostram o som do disco: riffs afiados de guitarra, ritmos hipnóticos do norte do Mali e uma energia de festa que não para. 

Curiosidade: o álbum foi produzido por Neil Comber em Londres, longe da terra natal da banda. O grupo nasceu em 2012 em Bamako, depois de os músicos fugirem da guerra civil e da proibição de música imposta por grupos jihadistas no norte do Mali. O disco ainda conta com o MC londrino Elf Kid na faixa “Mali Nord”.  

18 de agosto de 2026

Gary Burton • Good Vibes 1970

 

 01. Vibrafinger 6:37
(Gary Burton)
 02. Las Vegas Tango 6:30
(Gil Evans)
 03. Boston Marathon 7:19
(Gary Burton)
 04. Pain in My Heart 4:46
(Naomi Neville)
 05. Leroy the Magician 6:10
(Gary Burton)
 06. I Never Loved a Man (The Way I Love You) 5:11
(Ronnie Shannon)
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Good Vibes: Quando o Vibrafone de Gary Burton 
Encontrou o Groove do Rock e do Funk!

Em 1970, o vibrafonista Gary Burton lançou Good Vibes pela Atlantic, um álbum de jazz fusion que mergulha de cabeça em rock e funk, com texturas densas e grooves hipnóticos que marcam sua transição para sons mais elétricos. 

Gravado entre setembro de 1969 e março de 1970 nos estúdios Atlantic, em Nova York, o disco explora improvisações jazzísticas mescladas a ritmos quentes e instrumentação amplificada. 

Na formação brilham guitarristas como Eric Gale, Jerry Hahn e Sam Brown, o tecladista Richard Tee, os baixistas Steve Swallow e Chuck Rainey, e bateristas Bernard Purdie e Bill Lavorgna, criando um som cheio de camadas e energia. 

Faixas como “Vibrafinger” e “Las Vegas Tango” (de Gil Evans) explodem em vamps funky e solos elétricos, enquanto “Boston Marathon” e a versão de “I Never Loved a Man (The Way I Love You)” destacam a vibração inovadora de Burton (com piano e órgão) em fusões rítmicas intensas e improvisações fluidas. 

Joel Dorn produziu o álbum (com Arif Mardin em duas faixas, possivelmente mirando singles), refletindo a busca da Atlantic por um som mais rock/funk, distante dos trabalhos anteriores de Burton na RCA. Esse momento de experimentação consolidou o vibrafone elétrico como protagonista em um dos capítulos mais grooveados da carreira do mestre.

7 de agosto de 2026

Will Johns - Something Old, Something New... 2017

 

 1. I Heard You Love the Blues - 3:15
 2. Blues Police - 3:33
 3. Won't Go Down - 3:51
 4. Righteous Road - 4:44
 5. Turn It On - 4:05
 6. Lucy's Kitchen - 2:58
 7. All That Glitters - 3:11
 8. Into Your Love - 3:34
 9. Action - 3:07
10. Mousetails - 4:33
11. Tears of a Butterfly (feat. OYME) - 4:49
12. Last Page - 3:32
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O amuleto blues que protege a alma e faz o corpo dançar

Lançado em 2016, o terceiro álbum do guitarrista e vocalista inglês (filho do lendário produtor Andy Johns e sobrinho de Eric Clapton) traz faixas antigas de suas bandas iniciais, como a Cloud Nine, ao lado de composições recentes. É um blues-rock cheio de groove e guitarra afiada que mistura raízes clássicas com um toque moderno e dançante. 

Will Johns comanda a gravação quase sozinho, com bateria própria sob o nome fictício Chad Logan, baixo de Russell Grooms, teclados de Nick Judd, sax de Chez Grimble e backing vocals de Emma Wilson. 

Destaques: “Blues Police”, “Righteous Road” (uma das primeiras composições dele, dos anos 90) e “Tears of a Butterfly” (com o grupo vocal russo OYME, da Mordóvia) explodem em riffs cortantes, grooves funkados, baladas e blues mais lentos, tudo arranjado em casa no computador e mixado por Paul Winstanley

Foi o álbum mais solitário que ele já gravou, feito em grande parte em home studio, com a ideia de “algo velho, algo novo” servindo como talismã contra o mau-olhado, simbolizado pelo olho azul da capa. A participação de OYME em “Tears of a Butterfly” nasceu das turnês russas de Johns e deu um colorido étnico único a uma das faixas mais trabalhadas do disco.  

5 de agosto de 2026

Jesper Lindell – Royal (2026)

 

1. Wearin' That Loved-On Look 03:27
2. King of the Cowboys 03:21
3. Sweeter Tomorrow 03:29
4. I Can't Stand the Rain 02:44
6. The Letter 03:19
7. No Easy Way Down 02:49 vídeo
8. Tryin' to Live My Life Without You (feat. Frazey Ford) 02:49 vídeo
9. Whicha Way Did It Go 02:42
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Soul sueco no coração de Memphis: Jesper Lindell explode o Royal Studios!

Royal, lançado em junho de 2026, é o álbum de covers de blue-eyed soul de Jesper Lindell e sua banda The Brunnsvik Sounds, gravado no lendário Royal Studios de Memphis e repleto do sujo e suado som da soul do sul americano dos anos 60 e 70.

Lindell, no vocal e guitarra, lidera o sexteto com Anton Lindell no baixo, Simon Wilhelmsson na bateria, Jimmy Reimers nas guitarras e um time de teclados, percussão, metal e backing vocals que transforma cada faixa em pura energia de estúdio. 

Destaques: o groove funk-rock de “Wearin’ That Loved-On Look” (clássico de Elvis), o dueto inflamado de “Tryin’ to Live My Life Without You” com a canadense Frazey Ford e o fechamento hipnótico de “Whicha Way Did It Go” (Staple Singers) mostram o poder da instrumentação: guitarras ecoadas, baixo travado, órgão suingado e seção de metais vibrante que o engenheiro e mixer Boo Mitchell (filho de Willie Mitchell) capturou com precisão vintage. 

Curiosidade: a banda voou da Suécia e registrou as nove faixas ao vivo em apenas dois dias de jet lag no Royal Studios, em setembro de 2024, deixando os overdubs de horns e coros para depois, tudo produzido por Björn Pettersson, Rasmus Fors e o próprio Lindell. 

O resultado é um disco curto, intenso e cheio de reverência, que mistura hits como “I Can’t Stand the Rain” e “When Something Is Wrong with My Baby” com raridades de Stax, soando ao mesmo tempo fiel e fresco.

A sessão no Royal Studios foi parte da mesma viagem de quatro dias que também gerou o álbum companheiro 3614 Jackson Highway no Muscle Shoals, com Boo Mitchell assinando a mixagem de tudo. Frazey Ford quase rouba a cena no dueto de Otis Clay, trazendo uma voz sultry que combina perfeitamente com a intensidade de Lindell.

3 de agosto de 2026

Reckoners - "Where The Hell Am I? 2026

 

01. Second Skin 04:37
02. Look Out Below 04:09
03. We Saw It All 04:14
04. Where The Hell Am I? 04:20
05. Silver Stallion 04:20
06. Running Wild 04:37
07. Don't Look Down 03:17
08. It Will Be Mine 04:43
09. Consuelo 03:49
10. Not To Worry 02:53
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Onde diabos está a alma do rock? Os Reckoners respondem com fogo puro!

Where The Hell Am I? é o segundo álbum dos Reckoners, lançado em 15 de maio de 2026 pela Gitcha Records, e entrega um soul roots rock cheio de blues e classic rock que te agarra pelo pescoço e não larga. É daqueles discos que soam ao mesmo tempo novos e familiarmente quentes, feitos para tocar alto e sentir o chão tremer.

No comando está o vocalista e guitarrista Tim Gearan, enquanto o extraordinário Johnny Trama (Bettye LaVette, The Silks) lidera as guitarras e a formação. O ritmo pesa nas mãos do baterista Tom Arey (Peter Wolf, J. Geils Band, G. Love), com Marc Hickox no baixo (Bettye LaVette, Charlie Musselwhite) e Darby Wolf nos teclados (Bettye LaVette, Rubblebucket). 

Faixas como “We Saw It All”, com seu órgão estalando e groove contagiante, “Don’t Look Down”, que mistura energia de country-blues com breaks de bateria e solos afiados, e o fechamento funk-soul de “Not to Worry” mostram o coração do disco: riffs de guitarra otimistas, órgão épico, baixo suado e uma produção limpa que deixa a banda soar ao vivo e solta. 

Formação: o grupo, montado por Trama em Boston a partir de 2019 (antes conhecido como Band of Killers), reúne veteranos que já rodaram com nomes pesados e agora se consolidam como uma unidade all-star de verdade. O som mistura grit de barroom rock com calor de soul e blues, co-produzido, gravado, mixado e masterizado por Alan Evans (Soulive), e o resultado é um álbum de dez faixas que cresce a cada escuta, cheio de swing e emoção genuína.

O processo de gravação com Evans revelou uma banda tão ensaiada e afinada que a maioria das músicas saiu em no máximo três takes, deixando espaço para magia espontânea no estúdio. “Silver Stallion” é um cover gritty e fiel da clássica de Lee Clayton (1978), também gravada pelo supergrupo The Highwaymen.

1 de agosto de 2026

Fantastic Negrito – Alive! (2026)

 


1. An Honest Man (Live from Leeds, England) 5:03
2. How Long? (Live) 3:37
3. Living with Strangers (Live from Leeds, England) 6:22
4. Bullshit Anthem (Live from Leeds, England) 2:56
5. Night Has Turned to Day (Live from Leeds, England) 2:44
6. In the Pines (Live from Leeds, England) 10:24
7. Beat Salad (Live from Rubigen, Switzerland) 4:57
8. Good Feeling (Live from Leeds, England) 4:42
9. California Loner (Live) 5:35
10. I Hope Somebody's Loving You (Live from Leeds, England) 4:55
11. Eat Less Sugar Have More Sex (Live from Portsmouth,
New Hampshire) 2:01
12. Working Poor (Live from Sogliano, Italy) 4:33
13. Plastic Hamburgers / Long Long Road (Live from
Leeds, England) 5:56
14. The Duffler (Live from Leeds, England) 1:34
15. Please Computer (Live from Brooklyn, New York) 5:09
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O Blues que Explode ao Vivo com Fúria, Funk e Alma Inconfundível!

Lançado em 17 de julho de 2026 pela Storefront Records, Fantastic Negrito Alive! é um álbum ao vivo eletrizante que captura o artista raiz Xavier Dphrepaulezz em performances cruas e imprevisíveis de blues, soul, funk e rock, onde as versões fogem completamente dos estúdios e se alimentam da energia explosiva da plateia.

Fantastic Negrito lidera com sua voz rouca e poderosa — mistura de Jack White grave com Prince no modo rock — apoiado por uma banda de quatro peças talentosa que acompanha suas viradas inesperadas. 

Destaques: “In the Pines”, estendida para mais de dez minutos com atitude soulful e intensidade crescente; “Beat Salad”, um showpiece gospel com call-and-response explosivo (“I got the blues this morning” / “Everything’s gonna be alright”); e “The Duffler”, um pounding soul-metal que sacode tudo. A instrumentação prioriza grooves pesados, improvisações selvagens, fusões de funk James Brown, gospel suado e toques psychedelic-soul com inclinações avant-jazz, tudo amarrado por vocais gritantes e uma banda apertada que segue o fluxo caótico e vibrante.

Compilado das melhores performances de uma turnê recente — com faixas capturadas em Leeds, Rubigen, Brooklyn e outros palcos —, o disco revela um artista que transforma cada show em algo único e imprevisível. Três vezes vencedor do Grammy de Best Contemporary Blues Album, Fantastic Negrito revitalizou sua carreira com um nome incomum e uma abordagem que mistura protesto socioeconômico (“Working Poor”) com puro caos criativo, provando que o blues vivo ainda pode ser o melhor party album do ano.

28 de julho de 2026

Michael Bloomfield - Living In The Fast Lane 1980

 

1. Sammy Knows How To Party (King, David) 2:19
2. Shine On Love (Troy) 4:56
3. Roots (King-David) 3:35
4. Let Them Talk (Thompson) 5:09
5. Watkin's Rag (King-David) 1:46
6. Andy's Bad (King-David) 4:01
7. When I Get Home (Bloomfield) 4:27
8. Used To It (King-David) 2:50
9. Big C Blues (Bloomfield) 3:36
10. The Dizz Rag (King-David) 3:36
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O Blues Rock Final que Acelerou com Alma, Gospel e Ragtime!

Lançado em 1980, "Living In The Fast Lane" é um registro vibrante de blues rock de Michael Bloomfield, com fortes influências de Chicago blues, R&B, gospel e elementos ragtime jazzy, gravado nos estúdios Blossom & Zoetrope de San Francisco entre 1976 e 1977. Cheio de energia soulful e fusões irresistíveis, o álbum captura o mestre em um momento de reencontros criativos e vitalidade musical.

Com Bloomfield assumindo quase tudo — vocais principais, guitarras elétricas, slide, acústicas, órgão, piano e até percussão criativa como blocos de lixa e baquetas no chão —, a formação brilha com Mark Naftalin nos teclados (piano e ARP), Roger Troy no baixo e vocais em faixas como "Shine On Love", George Marsh na bateria e uma legião de convidados: seções de metais (Duke Tito & The Marin County Playboys), corais gospel (Singers of the Church of God in Christ) e multi-instrumentistas como Bob Jones. 

Destaques: "Shine On Love", com sua melodia soul Motown-esque e vocais cativantes de Troy; "Roots", explosiva em funk tribal e vozes múltiplas; e "Big C Blues", onde o slide e o vocal de Bloomfield brilham em puro blues autêntico. A instrumentação é rica em improvisações fluidas, guitarras emotivas que "conversam" com os vocais e fusões de gospel, R&B e ragtime que dão ao disco uma atmosfera amigável, festiva e cheia de vida.

Gravado com produtor Norman Dayron e antigos companheiros de jornada (como Naftalin e Troy, do Electric Flag), o álbum reflete reencontros felizes em meio a uma fase criativa intensa. Lançado em vinil em 1980 — pouco antes da morte de Bloomfield em fevereiro de 1981 —, ele foi reeditado em CD em 1988 e permanece um testamento magnífico da versatilidade e paixão do guitarrista lendário.