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21 de outubro de 2026

Ana Popovic – Dance To The Rhythm 2025

 

01. Dance to the Rhythm (4:11)
02. Worked Up (3:07)
03. 50 Ways to Leave Your Lover (4:34)
04. California Chase (3:28)
05. Hurt So Good (4:26)
06. Sho Nuf (3:47)
07. Dwell On The Feeling (3:45)
08. Soulution (4:29)
09. Hottest Ticket in Town (2:52)
10. Sisters And Brothers (4:11)
.

O disco de 2025 em que Ana Popovic misturou guitarra e dança, 
com cover de Paul Simon

Dance to the Rhythm, de Ana Popovic, saiu em 2025 pela Electric Heel Records: dez faixas, cerca de 39 minutos, blues rock com funk, soul e toques latinos. O digital chegou em setembro; o físico, em 30 de outubro. Ela co-produziu e arranjou com Corey LaDell “Buthel” Burns.

As gravações foram no Kona Town Recording Studio, em Redondo Beach, Califórnia, com Jeff Bates. Buthel toca baixo e faz backing. Michele Papadia e Jeremy Thomas nos teclados. Chris Coleman e Donnel Spencer na bateria. Há seção de metais com Claudio Giovagnoli, Davide Ghidoni, Jordan Carr, Evan Knight e Brett Lamel. Karl Vandenbosche e Frank Moca na percussão. Vocais de apoio de Traci Nelson, Skyler Gordon, J Sabin e Jordana Kelley. O Blues Rock Review e o Blues Blast Magazine isolam a faixa-título, o cover de “50 Ways to Leave Your Lover” de Paul Simon (com acentos latinos, bongô e backing gospel), “Dwell on the Feeling” e “Sisters and Brothers”. Popovic usa a Stratocaster custom Foggy. As outras faixas são “Worked Up”, “California Chase”, “Hurt So Good”, “Sho Nuf”, “Soulution” e “Hottest Ticket in Town”.

Ela é da Sérvia e mora na Califórnia. O disco anterior, Power, de 2023, documentou a luta contra o câncer de mama durante a pandemia. Este saiu pela Electric Heel, com distribuição Amplified. Popovic foi indicada sete vezes ao Blues Music Award.

Se gostou, veja também Power e Like It on Top. Dance to the Rhythm está nas plataformas desde setembro de 2025 — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/.



20 de outubro de 2026

Dom Salvador e Abolição - Som, Sangue e Raça 1971

 

Uma Vida
Hei! Você
Tema Pro Gaguinho
O Rio
Evo
Number One
Folia De Reis
Moeda Reza E Côr
Samba Do Malandrinho
Tio Macrô
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O único disco do Dom Salvador com a Abolição, 
o que misturou samba, funk e soul em 1971

Som, Sangue e Raça, de Dom Salvador e Abolição, saiu em 1971 pela CBS: doze faixas, cerca de 35 minutos, soul, funk e samba-jazz. Foi o único trabalho do pianista com esse grupo. Depois de anos fora de circulação, Charles Gavin relançou o disco pelo selo Banguela em 2001.

Dom Salvador toca piano. Oberdan Magalhães no sax alto e na flauta, Luiz Carlos “Batera” na bateria e no vocal, Rubão Sabino no baixo, Carlos Darcy no trompete e no flugelhorn, José Carlos na guitarra, Nelsinho na percussão e no vocal, Mariá no vocal e Serginho no trombone. A direção artística é de Ian Guest. O AllMusic, na resenha de Philip Jandovský, chama o disco de marco na música brasileira e isola “Hei! Você” (com baião e R&B), “Folia de Reis”, “Guanabara” (com flauta de Oberdan) e “O Rio”. Tárik de Souza, no CliqueMusic, deu 4 de 5 e descreveu como obra estuária. As faixas incluem ainda “Uma Vida”, “Tema Pro Gaguinho”, “Evo”, “Number One”, “Moeda, Reza e Côr”, “Samba Do Malandrinho” e “Tio Macrô”.

Oberdan Magalhães, Luiz Carlos e outros integrantes da Abolição seguiram depois para a Banda Black Rio. Dom Salvador vinha do Rio 65 Trio com Edison Machado. O disco original saiu em 1971 pela CBS; o relançamento de 2001 foi o que devolveu o material ao catálogo.

Se gostou, veja também os discos da Banda Black Rio e o trabalho solo de Dom Salvador. Som, Sangue e Raça está nas plataformas e em reedições desde 2001 — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify



11 de outubro de 2026

Ladies of Soul – Live at the Ziggo Dome (2026)

 

01 – Ouverture 2026 (Live)
02 – Woman’s World (Live)
03 – Let The Music Play (Live)
04 – Where Is My Husband (Live)
05 – We’ve Got Tonight (Live)
06 – Soul Medley (Clean Up Woman/Mr. Postman/Backstabbers/I Wish I Didn’t Miss You/Love Train/Respect) (Live)
07 – Never Love This Way Again / Miss You Like Crazy (Live)
08 – Die With A Smile
09 – If I Were a Boy (Live)
10 – Chuckii Booker – Soul Triilogy (Live)
11 – If I Ain’t Got You / One Night Only (Live)
12 – Back in the Days Medley Part 1 – Ben/Baby Love/Back to Life (Live)
13 – Back in the Days Medley Part 2 – Always There/Keep the Fires Burning/ Teardrops/Super Freak/U Can’t Touch This (Live)
14 – Free (Live)
15 – Healing (Live)
16 – Too Much, Too Little, Too Late (Live)
17 – Imagine (Live)
18 – We Got A Love Thang (Live)
19 – Finally (Live)
20 – Medley Stevie Wonder (Live)
21 – Medley CHIC (Live)
22 – Medley Prince (Live)
23 – We Don’t Have To Take Our Clothes Off / Gimme Gimme Gimme (Live)
24 – When a Man Loves a Woman (Live)
25 – I’m So Excited (Live)
26 – Could This Be Magic / Hot Stuff / Last Dance (Live)
27 – Stool Pigeon (Live)
28 – I Am a Wonderful Thing Baby (Live)
29 – Annie, I’m Not Your Daddy (Live)
30 – Finale – Disco Dance Floor Medley (Live)
31 – Don’t Leave Me This Way (Live)
32 – Let’s Hear It For The Boy (Live)
33 – Never Knew Love Like This Before
34 – Woman’s World – Reprise (Live)
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Quatro vozes fixas, Ziggo Dome lotado e os convidados de 2026

Live at the Ziggo Dome, das Ladies of Soul, registra a 14ª edição do show anual em Amsterdã, no fim de semana da Páscoa de 2026: soul, disco e funk ao vivo, com a base fixa de Edsilia Rombley, Trijntje Oosterhuis, Berget Lewis e Candy Dulfer. O conceito existe desde 2014. A sala estava esgotada.

A Maxazine, no relato de 5 de abril, separa o Soul Medley — com “Mr. Postman” e “Respect” no meio — e o bloco solo de Edsilia em “Never Love This Way Again” e “Miss You Like Crazy”. Trijntje aparece em “Die With a Smile” e no medley de Stevie Wonder; Berget, no medley de CHIC; Candy Dulfer, no bloco de Prince, com “Kiss” e “1999”. 

Os convidados confirmados pelo canal oficial e pelo Ziggo Dome são Deniece Williams (“Let’s Hear It for the Boy”, “Free”, “Healing”, “Too Much, Too Little, Too Late” com Keith John), Kid Creole & The Coconuts (“Stool Pigeon”, “I’m a Wonderful Thing Baby”, “Annie, I’m Not Your Daddy”), CeCe Peniston, Numidia (“If I Ain’t Got You”), Irma Derby e Aïsha Rowan. A produção e os arranjos são de TJ Oosterhuis, para a D.E.M.P. Music.

Os shows foram em 3 e 4 de abril de 2026 no Ziggo Dome, com portas às 18h30 e início às 20h. No palco, as quatro Ladies ainda trocaram de instrumento num trecho — Candy na bateria, Trijntje no saxofone, Edsilia no baixo, Berget nos teclados — e anunciaram as Pointer Sisters para a edição de 2027.

Se gostou, veja também o Live at the Ziggo Dome 2025 e o single “Woman’s World”. Os vídeos de 2026 estão no canal oficial — ouve o que já saiu, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify



9 de outubro de 2026

Dave Widow and the Line Up - Waiting for the World to End 2012

 

 1. Bluesman - 5:15
 2. Long Gone - 4:03
 3. Leave a Piece of Me - 4:21
 4. Piss You Off - 4:18
 5. Baby Wants to Rock - 4:24
 6. Reach Out - 4:18
 7. Nothin' On You - 3:44
 8. Wait On Love - 4:01
 9. Don't Press Send - 4:35
10. I Look for Things Like That - 4:42
11. Picture of You - 2:00
12. Second Hand Love - 4:16
14. Sweet Janine - 3:07
.

O disco que a Blues Foundation colocou entre os 
cinco finalistas de Memphis

Waiting for the World to End, segundo CD de Dave Widow and The Line Up, saiu em 9 de junho de 2012 pelo próprio selo do grupo: catorze faixas, cerca de 57 minutos, num arco que o guitarrista de Los Angeles — nascido em Cincinnati — descreveu como funk, R&B, rock, roots, americana e blues. 

Widow co-produziu com o baterista Gary Mallaber. No estúdio entram o órgão Hammond B-3 e o piano de Mike Finnigan, o baixo de Reggie McBride, as baterias de Mallaber e James Gadson, o piano de Barry Goldberg e de David Morgan, vocais e teclados de Bill Champlin, o sax barítono de Marty Grebb e uma seção de metais. A Blues Rock Review destaca os solos de B-3 de Finnigan e arranjos limpos e justos; aponta “Reach Out”, “Picture of You” e “Sweet Janine” como os momentos em que o vocal de Widow funciona melhor, e trata “Sweet Janine” como o grande corte, ao lado de “I Look for Things Like That”. O Bman’s Blues Report abre o disco por “Bluesman”, boogie lento com metais, guitarra e teclas, e ainda separa “Piss You Off” e a faixa-título, esta em clima de funk blues.

Parte das músicas foi escrita durante as próprias sessões; outras eram peças antigas que só então ganharam gravação, com parcerias de Widow com Morgan, Mallaber, McBride, Champlin e Larry Goshorn. Em janeiro de 2013 o álbum, que já tinha airplay internacional e entrada no Roots Music Report, ficou entre os cinco finalistas de Best Self-Produced CD da Blues Foundation, representando a Ventura County Blues Society, com o vencedor anunciado em 2 de fevereiro nas finais do International Blues Challenge, em Memphis.

Se gostou, veja também o anterior, Got It Covered. Waiting for the World to End está no Spotify — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/.



8 de outubro de 2026

Melvin Taylor & The Slack Band - 1995

 

 1. Texas Flood - 7:36
 2. Depression Blues - 3:53
 3. Grooving In New Orleans - 4:45
 4. Talking To Anna Mae - 4:56
 5. Tin Pan Alley - 7:14
 6. All Your Love (I Miss Loving) - 4:22
 7. Don't Throw Your Love On Me So Strong - 6:42
 8. T-Bone Shuffle - 3:03
 9. Voodoo Chile (Slight Return) - 5:57
10. Tequila - 2:43
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Quatro dias em Maurice, um trio e o primeiro disco 
americano de Melvin Taylor em anos

Melvin Taylor & the Slack Band, álbum homônimo de 1995, é o primeiro lançamento de material novo do guitarrista de Chicago pela Evidence Music: blues elétrico de power trio, com poucos overdubs, mistura de originais e covers clássicos. O CD americano (ECD 26073-2) saiu em 17 de outubro; a AllMusic marca 51 minutos.

A ficha é curta e confirmada. Melvin Taylor na guitarra e no vocal, Willie Smith no baixo, Steve Potts na bateria. John Snyder produziu; Jay Newland engenheirou, com Tony Doyle na assistência. Don Snowden, na AllMusic, descreve o vocal num modo Albert King e separa a abertura “Texas Flood”, blues lento em que o wah-wah muda o fraseado o tempo todo; os originais “Depression Blues” e “Grooving in New Orleans”, com um toque de funk; e “Talking to Anna Mae”, boogie instrumental de Chicago. 

No mesmo texto, “Tin Pan Alley” e “Don’t Throw Your Love on Me So Strong”, de Albert King, são os pontos em que Taylor parece mais à vontade. A resenha da Jazzwise do relançamento em vinil, de 2024, ainda isola “All Your Love (I Miss Loving)” e ouve no solo referências a Albert King e Buddy Guy ao lado de Cornell Dupree e David T. Walker.

O disco foi gravado e mixado de 27 a 30 de março de 1995 no Dockside Studios, em Maurice, Louisiana. Era o primeiro trabalho inédito dele na Evidence depois que o selo reeditou, cerca de uma década mais tarde, os LPs do começo dos anos 1980 na Isabel francesa, Blues on the Run (1982) e Plays the Blues for You (1984); o seguinte na mesma casa, Dirty Pool, só chegaria em 1997.

Se gostou, veja também Dirty Pool e Plays the Blues for You. Ouve Melvin Taylor & the Slack Band agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify



2 de outubro de 2026

Misty Blues – Still Ticking (2026)

 

01 – State Of The Union
02 – I Don’t Wanna Be
03 – Gimme Some More
04 – This Love
05 – On The Town
06 – Endless Tears
07 – Roll Right In
08 – Trifling Man (feat. Lady Bianca)
09 – Mess With Me
10 – Passion
11 – Battle Cry (feat. Chantell McCulloch, Candice Ivory, 
Carly Harvey, Alexis P. Suter & Kat Riggins)
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O relógio do blues ainda bate em Massachusetts

Still Ticking, 18º disco de estúdio do Misty Blues, saiu em 31 de julho de 2026 pela Guitar One Records. 

A própria banda chama o som de blues fusion: cada faixa nasce no blues e se enrola em funk, folk, jazz ou soul.No centro está Gina Coleman, voz e guitarra, com Seth Fleischmann na guitarra, Rob Tatten na bateria, Aaron Dean no sax, Diego Mongue no baixo, órgão e percussão e David Vittone nos teclados. 

As resenhas e o anúncio voltam sobretudo a Battle Cry, primeiro single com Chantell McCulloch, Candice Ivory, Carly Harvey, Alexis P. Suter e Kat Riggins; a Trifling Man, dueto com Lady Bianca; e a Passion. Sax, órgão e o groove da seção rítmica sustentam o disco de onze faixas, também disponível em CD e vinil.

Pela primeira vez a capa foi feita sob medida por Michael Mongue, marido de Gina e pai de Diego, em vez de aproveitar uma obra já existente.A maior parte das canções foi escrita por Coleman em 2025 e arranjada num fim de semana da banda em Nantucket, em novembro; a gravação rolou em fevereiro e março de 2026 no Playing Field Studio, em Williamstown, com Diego como engenheiro principal. 

O título marca o 27º ano do grupo: depois de dezoito álbuns, o Misty Blues ainda está no relógio.Se gostou, veja também… dê o play, comente e passe no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ — e no Spotify




18 de setembro de 2026

Paul Reddick & The Gamblers - Alive In Italia 2020

 

 1. Elizabethville - 8:08
 2. Sleepy John Estes - 7:13
 3. Pinegum - 4:26
 4. Mourning Dove - 6:04
 5. Gotta Find A - 3:25
 6. Pearl River - 5:27
 7. Villanelle - 7:33
 8. The Other Man - 6:23
 9. Blue Wings - 8:20
10. Smokehouse - 7:52
11. I'm A Criminal - 7:37
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Alive no Tornielli: o blues atravessou o oceano

Alive In Italia, de Paul Reddick & The Gamblers, é um álbum ao vivo de blues contemporâneo gravado em 10 de novembro de 2019 no Museo Tornielli, em Ameno, no Piemonte. 

Onze canções do próprio catálogo de Reddick saem com voz rouca, gaita de corte chicagoense e o peso de duas guitarras que se cruzam sem pressa.

No palco estão Steve Marriner e Tony D, do MonkeyJunk, Gab D no baixo e Andrea Costanzo na bateria; Fabio Marzaroli entra na guitarra só em The Other Man. Sleepy John Estes caminha em rub shuffle, Pinegum aperta o funk e Mourning Dove segura a urgência no osso. 

O som é grosso e atmosférico, com solos de tom e timing, gaita lavando Villanelle e letras poéticas que vêm de Rattlebag, do disco homônimo de 2004 e do Juno Ride The One. 

A formação nasceu quando Reddick e o MonkeyJunk alongaram a turnê europeia e voltaram um ano depois para aquele teatro de vigas de madeira.

O baixista Gabriele Dellepiane gravou a noite para divulgação e a qualidade fez o show virar álbum; Steve Marriner mixou as faixas no período da covid. 

O disco saiu em julho de 2020 pela Stony Plain, e o encerramento I'm A Criminal já havia soado num comercial da Coca-Cola.

Se gostou, coloca o disco no fone agora, deixa um like ou comentário no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ — e no Spotify: https://open.spotify.com/album/4tZgalbYhousfOfTEXMSL0

8 de setembro de 2026

Curtis Mayfield – There's No Place Like America Today 1975

 

1. Billy Jack — 6:07
2. When Seasons Change — 5:23
3. So In Love — 5:10
4. Jesus — 6:10
5. Blue Monday People — 4:45
6. Hard Times — 3:42
7. Love To The People — 4:06
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Não há lugar como a América de Curtis Mayfield 

Em maio de 1975, no selo Curtom, Curtis Mayfield lançou o sétimo disco solo, There's No Place Like America Today: soul e funk de Chicago, sete faixas todas suas, gravadas no Curtom Studios. 

O título é ironia. A capa recolore a foto de Margaret Bourke-White de 1937, At the Time of the Louisville Flood — fila negra sob o outdoor da família branca sorridente e o slogan original “There's No Way Like the American Way”. 

Mayfield produz, canta, toca guitarra e teclado. Rich Tufo arranja e senta no teclado; Phil Upchurch e Gary Thompson nas guitarras; Lucky Scott no baixo; Quinton Joseph na bateria; Henry Gibson em congas e bongôs; Harold Dessent nas madeiras. Bruce Eder, no AllMusic, destaca a abertura “Billy Jack”, canção de violência armada com naipe de metais de Tufo; “When Seasons Change”, urbanismo com gospel e soul; e “So in Love”, o single que foi ao 67º lugar da Billboard Hot 100 e ao 9º do R&B. 

No meio do disco entram “Jesus” e “Blue Monday People”; “Hard Times” aperta o groove antes do fecho “Love to the People”. Em junho de 1975, Mayfield disse à Billboard que o álbum falava da depressão em que o país estava. 

Anos depois, à NME, colocou o disco entre os seus favoritos. Chegou ao 120º lugar da Billboard 200 e ao 13º das Soul LPs; está em 1001 Albums You Must Hear Before You Die e, em 2013, no 373º lugar da lista da NME.