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10 de junho de 2026

Lillian Boutte (meets Christian Willisohn) - Lipstick Traces: A New Orleans R&B Session 1991

 

 1. Lipstick Traces - 3:07
 2. Why Don't You Do Right? - 4:24
 3. One For The Highway - 3:24
 4. Music Is My Life - 4:56
 5. Rough And Ready - 4:15
 6. Cherry Red - 2:26
 7. Tribute To Jay McShann - 2:38
 8. Something's Got A Hold On Me - 3:14
 9. The Sounds Of James Booker - 3:38
10. Dr. Feelgood - 5:39
11. Keep Your Hands Off Him - 3:46
12. Boogie Woogie Stomp - 4:09
13. Cry To Me - 3:00
14. Downhearted Blues - 4:17
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Lipstick Traces: o R&B de Nova Orleans que swinga com classe e alma
Lillian Boutté e o pianista alemão Christian Willisohn se encontram em 1991 e entregam Lipstick Traces: A New Orleans R&B Session, um disco cheio de swing que mistura R&B clássico de Nova Orleans, soul do sul, blues feminino e toques de jazz sofisticado. Tudo sem gritar: ela acaricia as músicas com phrasing elegante, mais perto do jazz do que do grito blues, mas com groove que não deixa dúvida — é blues com sabor de casa.
Formação: Lillian brilha nos vocais, Willisohn cuida do piano e vocais, o lendário Joseph “Smokey” Johnson segura a bateria, Ervin Charles Jr. no baixo elétrico, Manuel Lopez na guitarra, Ludwig Seuss no órgão e Thomas L’Etienne no sax tenor e clarinete. 
Destaque: “Lipstick Traces”, o boogie animado de “Boogie Woogie Stomp” e o soul profundo de “Dr. Feelgood”. O som é quente, cheio de improvisos naturais e uma instrumentação que mistura tradição de Nova Orleans com elegância swingada.
Curiosidade: o álbum foi gravado em apenas três dias — 5, 6 e 7 de abril de 1991 — no lendário Sea Saint Studios de Nova Orleans. Conta com backing vocal do irmão dela, John Boutté, e tributos diretos a Jay McShann e James Booker, dois gigantes que marcaram a cena.

2 de abril de 2026

Yothu Yindi - Tribal Voice 1991

 

Lado A
1. Gapu
2. Treaty
3. Dharpa (Tree)
5. Dhum Dhum (Bush Wallaby)
6. Matjala (Driftwood)

Lado B
1. Mainstream
2. YinyDJapana (Dolphin)
3. Djapana (Sunset Dreaming)
4. Hope
5. Gapirri – Stingray
6. Beyarrmak (Comic)
7. Treaty (Filthy Lucre Radio Mix)
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Tribal Voice: O Álbum que Fez o Didgeridoo Dançar com o Rock!
Lançado em 1991, Tribal Voice é o segundo álbum do Yothu Yindi e um dos discos mais importantes da música australiana. O grupo, liderado por Mandawuy Yunupingu, une a tradição Yolngu — com yidaki (didgeridoo), clapsticks e cantos em língua indígena — ao rock, pop e reggae, criando um som fresco, dançante e profundamente autêntico.
Entre as faixas que brilham estão a poderosa “Treaty” (coescrita com Paul Kelly e Peter Garrett, do Midnight Oil, e com backing vocals de Tim Finn e Archie Roach), a hipnótica “Djapana (Sunset Dreaming)”, a faixa-título “Tribal Voice” e “Gapirri – Stingray”, com Gurrumul Yunupingu impressionando no didgeridoo. O álbum ainda traz arranjos assinados por Geoffrey Yunupingu e Witiyana Marika, que respeitam as raízes ancestrais sem perder a energia moderna.
Curiosidade: “Treaty” nasceu da frustração com a promessa não cumprida do primeiro-ministro Bob Hawke de assinar um tratado com os povos indígenas — transformando revolta em um hino que tocou no rádio e nas pistas de dança.

8 de fevereiro de 2026

The Cult – Ceremony 1991

 

1. Ceremony (6:27)
2. Wild Hearted Son (5:41)
3. Earth Mofo (4:42)
4. White (7:56)
5. If (5:25)
6. Full Tilt (4:51)
7. Heart Of Soul (5:55)
8. Bangkok Rain (5:47)
9. Indian (4:53)
10. Sweet Salvation (5:25)
11. Wonderland (6:10)
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O Álbum Subestimado do The Cult.
"Ceremony", lançado pelo The Cult em 1991, é um explosão de rock potente e cru, posicionado entre o heavy metal de "Sonic Temple" (1989) e as influências eletrônicas do álbum homônimo de 1994. Com riffs afiados de guitarra e vocais intensos, o disco abraça temas indígenas americanos, evocando uma espiritualidade nativa em letras profundas e ritmos hipnóticos.
Destaques: incluem a faixa-título "Ceremony", com sua energia tribal e backing vocals marcantes, "Wild Hearted Son", que incorpora um trecho da "Grass Dance" do American Indian Dance Theatre, e "Heart of Soul", impulsionada pelo órgão de Benmont Tench (de Tom Petty & the Heartbreakers). Participações especiais como Mickey Curry na bateria e Charley Drayton no baixo adicionam um groove sólido, enquanto o mellotron em "White" cria texturas sonoras únicas e atmosféricas.
Curiosidade: Durante a gravação em estúdios de Hollywood, o álbum nasceu em meio a turbulências internas, com a saída do baixista Jamie Stewart e tensões entre Ian Astbury e Billy Duffy, levando ao uso de músicos de sessão para manter o fogo aceso. No contexto histórico, lançado no mesmo dia que "Nevermind" do Nirvana, "Ceremony" sofreu com a ascensão do grunge, mas sua autenticidade o torna um clássico cultuado por quem busca rock sem concessões.