1. Twistified 2. How Many Times 3. Most Of The Time 4. I Don't Worry 'Bout A Thing 5. Just Play Rhythm, Baby 6. Mississippi Phone Booth 7. Stranger Blues 8. Poor Boy 9. When I'm Dead & Gone 10. Cold In Hand 11. Three Feet In Back Of My Head 12. 61 Highway 13. Grandma's Hands 14. Lord Help The Poor & Needy 15. Swooshy
O disco mistura originais e regravações num blues denso, com guitarra soulful e clima sombrio.
A base é Tim Carman na bateria, Tom West nos teclados e Marc Hickox no baixo. Duke Robillard, Luther Dickinson e Mickey Raphael entram em algumas faixas. “Most of the Time”, versão de Bob Dylan, ganha lap steel de Kevin Barry e voz de Danielle Miraglia no final.
“Twistified” abre o álbum com guitarras em dupla e metais. “How Many Times” é original do próprio Parcek, urgente e precisa.
O som tem timbre cortante, runs cromáticos e atmosfera que oscila entre o Hill Country e o elétrico de Chicago.
Parcek levou anos trabalhando o disco e pediu opinião de colegas sobre a sequência das faixas. Nascido em Connecticut, ele passou o final dos anos 60 na Inglaterra, no auge do blues britânico.
1. Waiting For You - The Baytovens - 2:04 2. Baby What's New - Peter Wheat & The Breadmen - 2:41 3. Tomorrow's Soul Sound - The Harbinger Complex - 2:23 4. I'm Gonna Be Gone - The Just Six - 1:54 5. It's Up To You - The Shillings - 2:13 6. Her Heart Said No - The Blue Lite Conspiracy - 3:21 7. My House - The Baytovens - 2:48 8. You Got Yours - The Us Male - 2:47 9. Sometimes I Wonder - The Harbinger Complex - 2:18 10.Bo Said - The Just Six - 2:46 11.Humpty Dumpty - The Epics - 2:54 12.You're Gonna Cry - The Donnybrookes - 2:17 13.Who Stole The Batmobile - The Gotham City Crime Fighters - 2:19 14.Not The Least Bit True - The Shillings - 2:46 15.Get Out Of My Eye - The Soul Vendors - 2:06 16.Luv Look Away - The Baytovens - 2:23 17.Dynosaur - The Flintrocks - 2:19 18.I'm Feeling Good - The Bristol Boxkite - 2:19 19.You're Takin' Hold Of Me - The Immediate Family - 2:16 20.Away Girl - The Towaway Zone - 2:30 21.Gotta Find A New Love - The Spyders - 2:40 22.Look At The Sun - The Gants - 2:15 23.Such A Fool - The Baytovens - 3:17 24.Where I Belong - The Daytrippers - 2:55
Do outro lado da ponte, o garage pedia dança — não sermão
You Got Yours!: East Bay Garage 1965-1967, lançada em 18 de setembro de 2007 pela Big Beat, reúne 24 gravações de bandas de San Leandro, Hayward, Fremont e Oakland num garage rock dançável, de sabor operário, longe da psicodelia de São Francisco.
Compilada por Alec Palao na série Nuggets from the Golden State, a coletânea mistura beat britânico, soul de pista e punk denso de fuzz.
Os Baytovens, de Dwight Pitcaithley, Jon Green, Rich Green e Carl DePolo, abrem com “Waiting For You”, faixa de sotaque Beatles e Beau Brummels. Peter Wheat & The Breadmen entram com o órgão de “Baby What’s New”, depois recolhida em Pebbles, Volume 10.
O Harbinger Complex responde com o proto-punk de “Tomorrow’s Soul Sound”, marcado por guitarra fuzz. Há ainda o soul de pista dos Spyders em “Gotta Find A New Love” e o humor de “Who Stole The Batmobile”, dos Gotham City Crime Fighters.
Várias faixas saíram inéditas; o encarte traz fotos raras e notas de Palao.“Waiting For You” e “Such A Fool” dos Baytovens foram gravadas com engenharia de Chuck Britz.
O disco saiu como trilha sonora do livro de Bruce Tahsler, do US Male, sobre a cena do East Bay e o promoter Bill Quarry, que levou o Them à primeira apresentação americana no Rollarena de San Leandro, em 1966.
1. You Changed Your Mind Again - 3:38 2. Put On Your Red Shoes - 5:10 3. No Room For You - 4:32 4. Help Me - 4:59 5. Nursery Rhyme Shuffle - 4:18 6. Please Give Me A Clue - 5:14 7. Out Late With The Devil - 2:42 8. I Hear Mama's Voice - 6:11 9. Grim Reaper - 6:34
You Changed Your Mind Again, de Bobby “BlackHat” Walters, é blues elétrico de gaita — nove faixas gravadas na Virgínia, entre shuffle que puxa o pé e blues lento de fundo de poço.
Walters, nascido em Cleveland, sopra e canta; Larry Berwald puxa a guitarra (e o slide), Mark Hopkins entra no violão, Von Jose Roberts no baixo, Tommy Fisher no teclado, Marty Germain na bateria e Jackie Scott nos vocais de apoio.
Na rádio WMRA, Greg Versen destaca a faixa-título que abre o disco para a pista, o slide de Berwald em Put On Your Red Shoes e o Help Me de Sonny Boy Williamson, que o grupo empurra para o gut-bucket.
I Hear Mama’s Voice é o ponto em que a resenha polonesa da Blues PL para o disco: gaita clássica dos anos 50 e 60, sem solo de rock, com o blues lento no centro.
O disco saiu pela G.E.M.S. Recording & Production. Walters só foi com a gaita para valer depois de se aposentar da Guarda Costeira e estudar com Dennis Gruenling, Phil Wiggins, Johnny Sansone e Allen Holmes.
A gravação juntou músicos da Virgínia num conjunto de formação clássica, sem harmônica fusion.
O álbum circula como lançamento de 2007–2008, e I Hear Mama’s Voice voltaria em 2012 como Song of the Year no Blewzzy Award.
Bring Back Silence To The Sky é o álbum de blues-rock que Alexander Dolgov colocou no ar em 2026. Dez faixas, guitarra e voz na frente.
Dolgov é Aleksandr Leonidovich Dolgov, nascido em 31 de julho de 1968 em Kharkiv. Ele canta, toca guitarra e assina as canções.
Destaque: faixa-título abre o programa, depois vêm “Could Do Nothing”, “Tell Me, Tell Me”, “I Feel High But Why”, “Queen Of My Love”, “Boogie Woogie Girl”, “Catch The Prize”, “Lord, Please Hear Me”, “I Love To Live” e “Living My Life”. A mesma “Bring Back Silence To The Sky” já tinha saído em 28 de junho de 2022, gravada e mixada por Valery Sazonov no home studio de Kharkiv e masterizada por Dave Harris no Studio B.
A faixa que dá nome ao álbum nasceu primeiro como single de 2022, em Kharkiv. Em dezembro de 2023 ele tocou na Pamela, em Toruń; em novembro de 2025 voltou à cidade no palco da Od Nowa.
1. I've Never Found a Man to Love - 3:47 2. Lay Down Beside Me - 4:34 3. Don't Let My Baby Ride - 4:03 4. Wootie Boogie - 2:55 5. A Little Bit of This, a Little Bit of That - 4:27 6. Mississippi, My Home - 5:08 7. Automatic Love - 3:47 8. Black Widow Spider - 3:56 9. Oh What a Feeling - 3:18 10. It Haven't Been Easy - 4:51 11. Can't Take It (I Don't Give a Damn) - 3:59 12. Those Lonely Lonely Nights - 2:29
Derek O’Brien produz e toca guitarra. Clarence Hollimon, parceiro de Houston desde os anos 50, entra no instrumento. Mark Kazanoff sopra os metais. George Raines segura a bateria. Stuart Sullivan grava o disco limpo. “I’ve Never Found a Man to Love” revira Eddie Floyd. “Wootie Boogie” empurra o salão. “Mississippi, My Home” e “Lay Down Beside Me” andam mais lentas, voz cheia no meio do groove.
O som é de clube: metais, baixo firme, guitarra no ponto certo.No meio das sessões, Lavelle soube da morte de Johnny “Guitar” Watson e gravou “Those Lonely Lonely Nights”.
O disco saiu pela Antone’s/Texas Music Group três anos depois do primeiro álbum dela, Miss Lavelle, quando ela já tinha 65 anos e décadas de compactos pela Duke nas costas.
1. Elizabethville - 8:08 2. Sleepy John Estes - 7:13 3. Pinegum - 4:26 4. Mourning Dove - 6:04 5. Gotta Find A - 3:25 6. Pearl River - 5:27 7. Villanelle - 7:33 8. The Other Man - 6:23 9. Blue Wings - 8:20 10. Smokehouse - 7:52 11. I'm A Criminal - 7:37
Onze canções do próprio catálogo de Reddick saem com voz rouca, gaita de corte chicagoense e o peso de duas guitarras que se cruzam sem pressa.
No palco estão Steve Marriner e Tony D, do MonkeyJunk, Gab D no baixo e Andrea Costanzo na bateria; Fabio Marzaroli entra na guitarra só em The Other Man. Sleepy John Estes caminha em rub shuffle, Pinegum aperta o funk e Mourning Dove segura a urgência no osso.
O som é grosso e atmosférico, com solos de tom e timing, gaita lavando Villanelle e letras poéticas que vêm de Rattlebag, do disco homônimo de 2004 e do Juno Ride The One.
A formação nasceu quando Reddick e o MonkeyJunk alongaram a turnê europeia e voltaram um ano depois para aquele teatro de vigas de madeira.
O baixista Gabriele Dellepiane gravou a noite para divulgação e a qualidade fez o show virar álbum; Steve Marriner mixou as faixas no período da covid.
O disco saiu em julho de 2020 pela Stony Plain, e o encerramento I'm A Criminal já havia soado num comercial da Coca-Cola.
1. I Got a Gypsy Woman - 3:39 2. Why Didn't You Come Home - 5:28 3. Can't Have It Your Way - 3:06 4. Dirty Old Man - 3:51 5. The Next Time - 5:03 6. Singing Another Blues Song - 3:33 7. I'm a Real Blues Man - 4:04 8. I'll Be Your Plumber Man - 3:46 9. Your Troubling Mind - 4:26 10. Just One More Blues Song (feat. Mark Van Mourik) - 3:39 11. What Should I Do - 4:52 12. Have You Seen My Baby - 3:24
Em 2020, Roy Roberts lançou só no digital Nothin’ But The Blues, compilação de doze faixas do próprio acervo, soul blues com metais, órgão e guitarra no ponto.
O veterano de Livingston, Tennessee, radicado em Greensboro, já tocou atrás de Solomon Burke, Otis Redding e Eddie Floyd.“I Got a Gypsy Woman” abre com riffs de guitarra, órgão e sopros que empurram o groove. “Dirty Old Man” traz o slide de Bob Margolin, antigo sideman de Muddy Waters, e o Hammond de Skeeter Brandon. “I’m a Real Blues Man” anda no jump, piano tilintando e voz solta.
A produção sai nítida, os arranjos equilibrados, a guitarra de Roberts nunca tapa o conjunto.As faixas foram gravadas no estúdio Rock House Records, em Greensboro. Mark Van Mourik, músico holandês que Roberts acolheu em turnês pela Europa, assina a letra de “Just One More Blues Song”.
O disco saiu em novembro de 2020, no mesmo período em que o músico colocou nas plataformas seu primeiro single de Natal pelo próprio selo.
Quarto disco do Tito & Tarantula, Andalucia saiu em 4 de março de 2002 pela Goldrush/BMG: chicano rock, blues e stoner, agora com piano e duas guitarras na frente.
Tito Larriva canta, segura o ritmo e o teclado de um dedo. Peter Atanasoff e Steven Hufsteter — o segundo veio dos Cruzados — cruzam os solos. Io Perry assume o baixo no lugar de Jennifer Condos. Marcus Praed entra no piano, na mesa e na mixagem. Johnny “Vatos” Hernandez segura a bateria.
O produtor assina BigDaddyT. para na balada “You’re the One I Love”. A Visions aponta “California Girl”, “Mexican Sky” e “Torn to Pieces”.
No fim de 2001 o grupo se tranca num sítio em Málaga, no El Cortijo, e fecha as fitas no Eraserhead e no Coney Island, em Glendale, e no Electromos, em Osnabrück; Gavin Lurssen masteriza em Hollywood. A edição alemã limitada vem em dois CDs, com o Malaga Acoustic Session — cinco faixas no estúdio, Vatos fora, Achim Färber na caixa — e o clipe de “California Girl”.