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8 de junho de 2026

Mason Proffit - Last Night I Had The Strangest Dream 1971

 

1. In The Country/Sparrow - 7:53
2. 24 Hour Sweetheart - 2:58
3. Last Night I Had The Strangest Dream (Ed McCurdy) - 3:48
4. Hope - 4:19
5. Freedom - 2:53
6. 500 Men - 4:13
7. Jewel - 4:58
8. Eugene Pratt - 3:54
9. Mother - 4:43
10.My Country - 0:48
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“Sonhei a Noite Passada…”: O Álbum Esquecido do Country-Rock que o Tempo Transformou em Obra-Prima
Em 1971, o Mason Proffit lançou Last Night I Had the Strangest Dream, um disco de country-rock puro, com raízes folk profundas e uma sofisticação rara para a época. Enquanto o gênero explodia com experimentações, os irmãos Talbot entregaram algo mais sutil, melódico e urgente.
Formação: John Michael Talbot e Terry Talbot (guitarras e vocais principais), Ron Schuetter (guitarra e vocais), Tim Ayers (baixo) e Art Nash (bateria). O som mistura instrumentos elétricos e acústicos com pedal steel e banjo, criando arranjos cheios de emoção e espaço. 
Destaques: cover do clássico anti-guerra de Ed McCurdy na faixa-título, a balada devastadora “Jewel” (uma história trágica de uma jovem negra abandonada por um homem branco rico, embalada por um steel guitar que chora) e “Eugene Pratt”, com sua crítica suave, mas firme, à sociedade. 
Gravado em Torrance, na Califórnia, o álbum foi um mergulho maior nas raízes folk do grupo. John Michael Talbot compunha cada vez mais sobre história americana e o sofrimento dos nativos, influenciado pela própria conversão ao cristianismo. 
Curiosidade: foi o disco em que o resto da banda começou a experimentar mais com drogas — o que, na visão de John Michael, tornou as sessões um pouco autoindulgentes, mas também criou um clima criativo único. Lançado pela Ampex, o disco chegou ao 186º lugar na Billboard, mas passou quase despercebido na época.

Burnin' Red Ivanhoe 1970

 

1. Across The Windowsill (7:40)
2. Canaltrip (5:21)
3. Rotating Irons (8:19)
4. Gong-Gong, The Elephant Song (5:40)
5. Near The Sea (3:58)
6. Secret Oyster Service (9:48)
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Burnin' Red Ivanhoe 1970: O Jazz-Rock Dinamarquês que John Peel Produziu e Incendiou o Underground!
Saxofones selvagens, guitarras flamejantes e ritmos que não param: é exatamente isso que o segundo álbum homônimo de Burnin' Red Ivanhoe, lançado em dezembro de 1970, entrega do início ao fim. Um dos grandes clássicos do jazz-rock europeu, com forte pegada blues e energia progressiva, gravado logo depois do debut experimental M 144.
Formação: banda dinamarquesa está no auge: Ole Fick nas guitarras elétricas e de 12 cordas e vocais, Kim Menzer detonando mouthharp, trombone, sax tenor, flauta e percussão, Karsten Vogel nos saxofones soprano e alto, órgão e piano, Jess Stæhr no baixo e guitarra acústica, e Bo Thrige Andersen na bateria e percussão. 
Destaque: “Across The Windowsill”, carregada de blues rock inspirador, a energética “Rotating Irons” e o fechamento épico “Secret Oyster Service” mostram o que o disco tem de melhor: instrumentação rica, improvisos afiados e uma fusão explosiva de jazz, rock e blues que soa fresca até hoje.
Curiosidade: o álbum foi gravado em julho de 1970, durante a primeira turnê da banda no Reino Unido – um mês de shows no Lyceum, Roundhouse e Plumpton Festival, com pouquíssimo dinheiro e quase zero sono. Tudo aconteceu nos CBS Studios em Londres, com John Peel (sob o pseudônimo Eddie Lee Beppeaux) e o baixista Tony Reeves, do Colosseum, como produtores e amigos presentes no estúdio. O disco saiu no selo Dandelion do próprio Peel, selando a ponte entre o som dinamarquês e o underground britânico.

7 de junho de 2026

Kenny Garrett - Sounds From The Ancestors 2021

 

2. Hargrove – 5:13
3. When the Days Were Different – 8:08
4. For Art’s Sake – 8:05
5. What Was That? – 8:31
6. Soldiers of the Fields / Soldats des Champs – 10:55
8. It’s Time to Come Home (Original) – 9:47
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Sons dos Ancestrais que o Jazz Traz de Volta pra Casa!
Kenny Garrett, o saxofonista que já tocou com todo mundo que importa, lançou Sounds from the Ancestors em 2021 pela Mack Avenue Records – o quinto dele no selo. É jazz moderno, denso e cheio de groove, misturando ritmos da diáspora africana, afro-cubanos e aquele espírito de gospel e Motown que vem direto das raízes de Detroit.
O time de base é de respeito: Vernell Brown Jr. no piano, Corcoran Holt no baixo, Ronald Bruner na bateria e Rudy Bird na percussão, com participações especiais como Maurice Brown no trompete e Dreiser Durruthy nos batás e vocais. 
As faixas que mais grudam são “For Art’s Sake”, um tributo matador pro Art Blakey com bateria fora do eixo e energia que explode; “Hargrove”, homenagem ao Roy Hargrove que ainda encaixa um refrão de A Love Supreme do Coltrane; e “It’s Time to Come Home”, que abre e fecha o disco com um swing dançante e vocais que dão aquele arrepio. O som tem sax lírico do Garrett, improvisos que voam alto, percussão rica e mudanças de clima que te deixam preso do início ao fim.
O conceito nasceu das memórias de infância dele em Detroit: aqueles discos de Aretha, Marvin Gaye e Coltrane que ele guardava pra tocar no Natal e sentir a alma cheia. E olha que o cara estreou aos 18 anos na Orquestra de Duke Ellington e passou cinco anos na banda do Miles Davis – bagagem que não tem preço.