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29 de setembro de 2026

Crazy Horse - Scratchy • Complete Recordings (1962-73) 2005

 

Disc 1 "Crazy Horse" 1971
1. Gone Dead Train (Russ Titelman, Jack Nitzsche) - 4:10
2. Dance, Dance, Dance (Neil Young) - 2:13
3. Look At All The Things (Danny Whitten) - 3:14
4. Beggars Day (Nils Lofgren) - 4:33
5. I Don't Want To Talk About It (Danny Whitten) - 5:20
6. Downtown (Danny Whitten, Neil Young) - 3:16
7. Carolay (Jack Nitzsche, Russ Titelman) - 2:53
8. Dirty, Dirty (Danny Whitten) - 3:33
9. Nobody (Nils Lofgren) - 2:39
10.I'll Get By (Danny Whitten) - 3:08
11.Crow Jane Lady (Jack Nitzsche) - 4:27
"Loose" 1972
12.Hit And Run (John Blanton) - 2:41
13.Try (George Whitsell) - 3:18
14.One Thing I Love (Greg Leroy) - 2:37
15.Move (George Whitsell) - 3:13
16.All Alone Now (George Whitsell) - 2:46
17.All The Little Things (Greg Leroy) - 5:01
18.Fair Weather Friend (Greg Leroy) - 2:41
19.You Won't Miss Me (George Whitsell) - 2:47
20.Going Home (Greg Leroy) - 2:50
21.Don't Believe It (George Whitsell) - 3:07
22.Kind Of Woman (John Blanton) - 4:25
23.One Sided Love (George Whitsell) - 3:12
24.And She Won't Even Blow Smoke In My Direction (George Whitsell) - 1:21

Disc 2
1. Dirty, Dirty (Alternate Version) (Danny Whitten) - 3:56
2. Scratchy (Takes 1-3) (Unknown) - 12:12
3. Dear Song Singer (Unknown) - 3:10
4. Downtown (Unedited Long Version) (Danny Whitten, Neil Young) - 10:42
5. Susie's Song (Takes 1-5) (Nils Lofgren) - 6:13
6. When You Dance You Can Really Love (Neil Young) - 2:52
7. Radio Spot - 1:07
8. Danny And The Memories - Can't Help Loveing That Girl (Jerome Kern, Oscar Hammerstein II) - 2:03
9. Danny And The Memories - Don't Go (Danny Whitten) - 1:59
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Crazy Horse reabre o cofre da Reprise e o rock sai em pedra bruta

Em 2005 a Rhino Handmade reuniu em Scratchy: The Complete Reprise Recordings o primeiro disco da banda, de 1971, e o country-rock de Loose, de 1972, mais takes inéditos. É rock pesado de raiz no começo e country-rock mais solto no segundo bloco.

A formação do debut traz Danny Whitten, Nils Lofgren e Jack Nitzsche com Billy Talbot no baixo e Ralph Molina na bateria. Em Loose entram George Whitsell, Greg Leroy e John Blanton. 

O remaster puxa o baixo de Talbot e o piano de Nitzsche para a frente; AllMusic destaca o acústico de “I Don’t Want to Talk About It”, o estrondo de “Gone Dead Train” e “Downtown”, e no segundo disco o jam elétrico de doze minutos “Scratchy (Takes 1–3)”, o acústico “Dear Song Singer” e a versão longa de “Downtown”. Os takes extras saíram das sessões do primeiro álbum.

A edição original da Rhino Handmade saiu em 29 de novembro de 2005, numerada e limitada a 2.500 cópias. O pacote ainda guarda o compacto de 1962 do Danny & The Memories, grupo que antecedeu o Crazy Horse, com “Can’t Help Loving That Girl” e “Don’t Go”.Se gostou, veja também… ouça agora no Spotify, comente o que mais te pegou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/.


27 de setembro de 2026

Gato Barbieri - Chapter One: Latin America (1973)

 

01- Encuentros
02- India
03- La China Leoncia Arreo La Correntinada Trajo Entre La Muchachada La Flor De La Juventud
04- Nunca Más
05- To Be Continued
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O sax argentino abre o primeiro capítulo da América Latina

Chapter One: Latin America, de Gato Barbieri, saiu em outubro de 1973 pela Impulse!. 

É free jazz e jazz latino cruzados com instrumentos folclóricos sul-americanos, primeiro disco de uma série de quatro capítulos.

Barbieri está no sax tenor com músicos tradicionais da Argentina, não com uma banda de jazz já montada: quena de Raúl Mercado, harpa indiana de Amadeo Monges, charango de Isoca Fumero, bombo de Domingo Cura, sopros andinos de Antonio Pantoja, baixo de Adalberto Cevasco. 

A AllMusic destaca o lado A com Encuentros e a releitura de India, de José Asunción Flores e Manuel Ortiz Guerrero, e a suíte em quatro partes La China Leoncia Arreo la Correntinada Trajo Entre la Muchachada la Flor de la Juventud. Em Nunca Más, Dino Saluzzi entra no bandoneón.

Quatro das cinco faixas foram gravadas em abril de 1973 no Music Hall, em Buenos Aires; To Be Continued, peça solo com overdubs e a voz de Gato, foi feita nos estúdios Odeon, no Rio. 

O contrato com a Impulse! veio depois da trilha de Último Tango em Paris, e este LP abre a tetralogia que segue em Chapter Two: Hasta Siempre, Chapter Three: Viva Emiliano Zapata e Chapter Four: Alive in New York.Se gostou, veja também… dê o play, comente e passe no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ — e no Spotify


14 de setembro de 2026

Alvin Lee & Mylon Le Fevre – On The Road To Freedom 1973

 

02. The World is Changing (I Got a Woman Back in Georgia) (Alvin Lee/Mylon LeFevre) - 2:45
03. So Sad (No Love of His Own) (George Harrison) - 4:34
04. Fallen Angel (Alvin Lee) - 3:20
05. Funny (Alvin Lee) - 2:48
06. We Will Shine (Mylon LeFevre) - 2:37
07. Carry My Load (Alvin Lee) - 2:58
08. Lay Me Back (Mylon LeFevre) - 2:53
09. Let 'Em Say What They Will (Ron Wood) - 2:52
10. I Can't Take It (Mylon LeFevre) - 2:51
11. Riffin' (Alvin Lee/Mylon LeFevre) - 3:31
12. Rockin' 'Til the Sun Goes Down (Alvin Lee/Mylon LeFevre) - 3:08
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No celeiro de Oxfordshire, Alvin Lee achou outra estrada

Em novembro de 1973, Alvin Lee e o cantor gospel americano Mylon LeFevre lançaram On the Road to Freedom, álbum de country rock gravado no Space Studio, um celeiro convertido na propriedade de Lee em Oxfordshire. 

Foi o primeiro projeto solo do líder do Ten Years After, produzido por ele mesmo, com clima caseiro e participações confirmadas de George Harrison (creditado como Hari Georgeson), Steve Winwood, Jim Capaldi, Ron Wood e Mick Fleetwood.

A voz de LeFevre e o violão mais contido de Lee atravessam a faixa-título, “Fallen Angel” e “Carry My Load”, três canções que a Rolling Stone destacou na época. “So Sad (No Love of His Own)”, de Harrison, reúne o próprio autor no slide, no baixo e nas harmonias, com bateria de Fleetwood e violão de 12 cordas de Wood. Piano de Winwood, congas de Rebop Kwaku Baah, fiddle de Andy Stein e steel guitar de Bob Black fecham o mix de rock americano, country e rhythm and blues.

Os dois se conheceram quando a banda de LeFevre abriu para o Ten Years After; as primeiras canções nasceram na Jamaica, e o estúdio foi erguido especialmente para o disco.

A quadra de tênis usada como câmara de eco desabou com a chuva segundos depois de Lee e o engenheiro retirarem o equipamento. O LP saiu pela Chrysalis no Reino Unido em 2 de novembro de 1973 e pela Columbia nos Estados Unidos, com “Fallen Angel” e “So Sad” como compactos.

4 de agosto de 2026

Gentle Giant – In A Glass House (1973, Remastered 2026)

 

01. The Runaway (7:24)
02. An Inmates Lullaby (4:29)
03. Way of Life (7:52)
04. Experience (7:48)
05. A Reunion (2:11)
06. In a Glass House (7:40)
07. Index (0:22)
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Vidro quebrando e prog em alta voltagem: 
Gentle Giant reabre a casa de vidro em 2026!

In a Glass House, o quinto álbum do Gentle Giant lançado em 21 de setembro de 1973, é progressive rock puro, denso e sem concessões, com assinaturas de tempo complexas, motivos medievais e mudanças bruscas de direção. 

Formação quinteto — Derek Shulman nos vocais, saxofones e flauta doce; Gary Green nas guitarras de 6 e 12 cordas, mandolim e percussão; Kerry Minnear nos teclados, percussão afinada e vocais; Ray Shulman no baixo, violino e guitarra acústica; e John Weathers na bateria — entrega um som que mistura rock duro, estruturas clássicas e texturas inesperadas. 

Destaques: “The Runaway”, com seu loop de vidro estilhaçado que explode em teclados vulcânicos e groove muscular, o sprint rítmico de “Way of Life” e a virada medieval de “Experience” mostram a instrumentação intrincada: guitarras entrelaçadas, violino, xilofone, órgão e vocais em camadas que nunca param quietos. 

Curiosidade: este foi o primeiro disco gravado depois da saída de Phil Shulman, e a banda respondeu aumentando a complexidade em vez de simplificar, registrando tudo em julho de 1973 no Advision Studios de Londres. 

O remix e remaster de 2026, feito pelo produtor ganhador do Grammy Eber Pinheiro ao lado de Derek Shulman, traz clareza nova às linhas de guitarra e baixo, revelando detalhes que antes ficavam no fundo.

O álbum nunca saiu oficialmente nos EUA em 1973 porque a Columbia o considerou “não comercial”, circulando só como importação até reedições posteriores, e mesmo assim vendeu cerca de 150 mil cópias. A versão 2026 chega em vinil 180g, CD e Blu-ray com mixes em 5.1 e Dolby Atmos, oferecendo a clareza que a banda sempre quis.

8 de julho de 2026

Thin Lizzy - "Vagabonds Of The Western World" 1973

 

CD 1
01. Mama Nature Said (4:55)
02. The Hero And The Madman (6:11)
03. Slow Blues (5:17)
04. The Rocker (5:15)
05. Vagabond Of The Western World (4:47)
06. Little Girl In Bloom (5:16)
07. Gonna Creep Up On You (3:30)
08. A Song For While I'm Away (5:15)
09. Randolph's Tango (3:51)
10. Broken Dreams (4:29)
11. The Rocker (Single) (2:44)
12. Here I Go Again (3:56)
13. Cruising In The Lizzymobile (4:10)
14. Little Darling (2:58)
15. Sitamoia (3:23)
16. Slow Blues (4:46)
17. Randolph's Tango (3:24)
18. Whiskey In The Jar (3:43)

CD 2
01. The Rocker (Live) (6:08)
02. Things Ain't Working Out Down At The Farm (Live) (7:53)
03. Slow Blues (Live) (8:03)
04. Gonna Creep Up On You (Live) (3:48)
05. Suicide (Live) (4:32)
06. Vagabond Of The Wertern World (Live) (4:30)
07. Gonna Creep Up On You (Live) (3:25)
08. Little Girl In Bloom (Live) (4:44)
09. Sitamoia (Live) (3:47)
10. Little Darling (Live) (3:09)
11. Slow Blues (Live) (5:35)
12. Showdown (Llive) (4:15)
13. Black Boys On The Corner (Live) (4:13)
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O Disco que Fechou um Capítulo e Abriu o Caminho para a Lenda do Thin Lizzy
Em setembro de 1973, o Thin Lizzy lançou Vagabonds of the Western World, seu terceiro álbum de estúdio e último pela Decca Records. Um trabalho vibrante de hard rock e blues rock que mistura riffs potentes, baladas emotivas e toques de herança irlandesa, marcando uma evolução clara na sonoridade da banda.
Formação: Phil Lynott no baixo e vocais, Eric Bell na guitarra e vocais, e Brian Downey na bateria e percussão — entrega uma performance coesa e cheia de atitude. 
Destaques: “The Rocker”, o primeiro grande clássico da banda com seu riff incendiário e energia crua; “Little Girl in Bloom”, uma balada poética e impecável que revela o lirismo de Lynott; e “Mama Nature Said”, que abre o disco com o slide guitar expressivo de Eric Bell. O som se destaca pela produção mais madura, riffs afiados, dinâmicas que vão do pesado ao delicado e transições que misturam hard rock com elementos blues e folk de forma natural e impactante.
Gravado entre abril e julho de 1973 nos estúdios AIR e Decca 4, em Londres, o álbum ganhou mais tempo e recursos graças ao sucesso surpresa do single “Whiskey in the Jar”. Foi o último disco com Eric Bell, que deixou a banda logo depois, permitindo que Lynott e Downey reagrupassem forças para a fase seguinte. A capa, assinada por Jim Fitzpatrick, foi a primeira de uma longa parceria que definiria a identidade visual do Thin Lizzy por décadas.

12 de maio de 2026

America • Hat Trick 1973

 

01. Muskrat Love
(Willis Alan Ramsey)
02. Wind Wave
(Dewey Bunnell)
03. She's Gonna Let You Down
(Gerry Beckley)
04. Rainbow Song
(Dewey Bunnell)
 05. Submarine Ladies
(Gerry Beckley)
 06. It's Life
(Dan Peek)
 07. Hat Trick
(Beckley, Bunnell, Peek)
 08. Molten Love
(Dewey Bunnell)
 09. Green Monkey
((Dewey Bunnell )
 10. Willow Tree Lullaby
(Dan Peek)
 11. Goodbye
(Gerry Beckley)
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Hat Trick: O álbum que expandiu o som da América com cordas e ousadia pura
Em outubro de 1973, o trio America lançou Hat Trick, seu terceiro disco de estúdio, mergulhando de vez no folk rock, soft rock e country com uma sofisticação que ninguém esperava. Produzido pelos próprios Gerry Beckley, Dewey Bunnell e Dan Peek no Record Plant de Los Angeles, o álbum marca a primeira vez que a banda usou arranjos de cordas, dando ao som uma camada elegante e ambiciosa.
O núcleo segue firme com Beckley, Bunnell e Peek nos vocais, guitarras e teclados, acompanhados por Hal Blaine na bateria, David Dickey no baixo e uma turma de convidados de respeito. “Muskrat Love”, cover de Willis Alan Ramsey, ganhou as rádios com sua doçura pegajosa. 
O épico “Hat Trick”, de mais de oito minutos, vira uma suíte impressionante com vocais de Carl Wilson, do Beach Boys, e sapateado de Lorene Yarnell. Já “Rainbow Song” brilha com sax de Tom Scott e “She’s Gonna Let You Down” ganha piano de Jim Ed Norman, criando texturas ricas que misturam harmonias vocais perfeitas e toques experimentais.
Nas sessões entre maio e julho de 1973, a banda se divertiu montando a faixa título a partir de fragmentos de músicas inacabadas, um processo criativo que exigiu paciência mas rendeu algo especial. O disco chegou ao 28º lugar na Billboard, sem repetir o ouro dos anteriores, mas abriu caminho para a parceria com George Martin no álbum seguinte.