Mostrando postagens com marcador 1973. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1973. Mostrar todas as postagens

18 de janeiro de 2026

Sérgio Sampaio – Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua (1973)

 

Lado A
1. Leros e Leros e Boleros
2. Filme de Terror
3. Cala a Boca Zé Bedeu
4. Pobre Meu País
6. Labirintos Negros
6. Eu Sou Aquele Que Disse
 
Lado B
1. Viajei de Trem
2. Não Tenha Medo Não (Rua Moreira 65)
3. DNA Maria de Lourdes
4. Odete
5. Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua
6. Rauzito Seixas

.


Bloco na Rua: O Explosivo Debut Solo de Sérgio Sampaio!
Em 1973, Sérgio Sampaio irrompeu na cena musical brasileira com Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua, um álbum que pulsa energia e versatilidade. Produzido pelo lendário Raul Seixas, o disco funde samba contagiante, blues melancólico, chorinho nostálgico, rock'n'roll rebelde e boleros românticos, criando uma sonoridade única que captura o espírito contestador da época da regime militar.
Destaques: "Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua", hino de liberdade com ritmo carnavalesco; "Filme de Terror", um blues sombrio e poético; e "Cala a Boca Zebedeu", com sua crítica social afiada. A banda de estúdio é um timaço: Alexandre Malheiros no baixo, Ivan "Mamão" Conti na bateria e José Roberto Bertrami nos teclados – trio que logo formaria o icônico Azymuth, garantindo uma "cama" instrumental impecável e groovy.
Curiosidade: Após serem demitidos da CBS pelo polêmico Sociedade da Grã-Ordem Kavernista, Sampaio e Raul bateram na porta da Philips, usando o Festival Internacional da Canção como trampolim para esse LP solo. Outro detalhe fascinante: o álbum reflete o contexto de repressão cultural no Brasil dos anos 70, misturando protesto velado com irreverência tropical.

14 de janeiro de 2026

Neil Young - Time Fades Away (1973)

 

4. L.A.
.

O Tempo Desvanece: A Explosão Crua de Neil Young ao Vivo!
Lançado em 1973, Time Fades Away é o primeiro álbum ao vivo de Neil Young, capturando uma energia raw de rock e folk-rock com toques de country, gravado durante a turnê de apoio a Harvest. Longe dos hits polidos, o disco traz oito faixas inéditas, cheias de intensidade emocional e guitarras distorcidas que ecoam a turbulência pessoal de Young.
Destaques: "Time Fades Away", com seu riff hipnótico e letras reflexivas; "Don't Be Denied", uma jornada autobiográfica poderosa; e "Last Dance", um fechamento caótico e épico. A banda The Stray GatorsBen Keith (steel guitar e vocais), Jack Nitzsche (piano), Tim Drummond (baixo) e Johnny Barbata (bateria) – entrega uma performance orgânica, com harmonias vocais únicas e um som sem overdubs, puro e imperfeito.
Curiosidade: Gravado em uma turnê desastrosa de 62 shows, onde Young lidava com o luto pela overdose fatal de Danny Whitten (ex-guitarrista demitido), e a banda se desintegrava no palco, resultando em um registro honesto e caótico.
Detalhe: Marca o início da "Trilogia do Fosso" (com On the Beach e Tonight's the Night), uma fase rebelde onde Young rejeitou o sucesso comercial, influenciando o grunge e o rock alternativo dos anos 90.

6 de janeiro de 2026

Paul McCartney & Wings - Red Rose Speedway (1973)


1. Big Barn Bed (3:49)
2. My Love (4:06)
3. Get On The Right Thing (4:15)
4. One More Kiss (2:29)
5. Little Lamb Dragonfly (6:18)
6. Single Pigeon (1:53)
7. When The Night (3:36)
8. Loup (1st Indian On The Moon) (4:22)
9. Medley a - Hold Me Tight (2:23)
10. Medley b - Lazy Dynamite (2:49)
11. Medley c - Hands Of Love (2:13)
12. Medley d - Power Cut (3:50)
.



A Rosa Vermelha do Rock: O Renascimento de McCartney com os Wings!
"Red Rose Speedway" (1973), segundo álbum de Paul McCartney & Wings, é uma explosão de pop-rock melódico, com toques de baladas românticas e energia roqueira que ecoam o legado beatle. O estilo mistura harmonias cativantes, orquestrações leves e sintetizadores como Mellotron e Moog, criando um som "plump" e envolvente, perfeito para quem ama melodias inesquecíveis.
Destaques: "My Love", uma balada sentimental que dominou as paradas, a sonhadora "Little Lamb Dragonfly" com sua atmosfera etérea, e o épico medley final de 11 minutos ("Hold Me Tight/Lazy Dynamite/Hands Of Love/Power Cut"), inspirado no de "Abbey Road". 
Banda: Paul nos vocais, baixo e multi-instrumentos, Linda nos teclados e vocais, Denny Laine nas guitarras, Henry McCullough no lead guitar e Denny Seiwell na bateria. Participações especiais? Guitarristas convidados como Hugh McCracken e David Spinozza, além de arranjos orquestrais de Richard Hewson.
Curiosidade: o álbum foi planejado como duplo, incluindo faixas antigas de "Ram", mas a EMI insistiu em reduzi-lo a um LP só, levando o produtor Glyn Johns a abandonar as sessões por desentendimentos com McCartney. No contexto histórico, lançado pós-Beatles em meio a greves no Reino Unido, o disco subiu ao topo das paradas nos EUA apesar de críticas mistas, marcando o renascimento comercial de Paul e pavimentando o caminho para "Band on the Run".