Mostrando postagens com marcador boogie. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador boogie. Mostrar todas as postagens

2 de julho de 2026

Gail Page - Colours That Run 2007

 

2. Stay (3:24)
4. Listening to me (4:20)
5. Shape I'm In (3:37)
6. You can hear it (4:33)
7. Tonight (5:11)
8. Gecko moon (6:23)
9. Second Chances (3:40)
10. So Scared (3:45)
.

Cores que Correm e Incendeiam a Alma: O Debut Explosivo de Gail Page no Blues Australiano
Em novembro de 2007, Gail Page lançou Colours That Run, seu álbum de estreia que explodiu no cenário blues & roots australiano. Um blues rock vibrante e cheio de alma, com influências de jazz e boogie, temperado por soul e funk, impulsionado por uma voz poderosa, emotiva e capaz de arrepiar plateias inteiras.
Produzido por Parris Macleod (que também brilhou no piano e órgão elétrico e co-escreveu várias faixas), o disco reúne uma banda de peso: guitarras afiadas de Mal Eastick e David Longo (no dobro), baixo de Leon Gaer, harmônica de Peter Collins e até didgeridoo de Mark Atkins, trazendo um toque australiano único. 
Destaques: “Through The Fire”, carregada de drama e intensidade; a longa e atmosférica “Gecko Moon” (6:23), perfeita para mergulhar em climas expansivos; e “Without You Here”, que abre o álbum com toda a potência vocal de Gail. A instrumentação rica, com backing vocals de Tessa Nuku e fusões de estilos, cria momentos que rejuvenescem a alma.
Gravado no Cloud Studios sob a batuta criativa de Parris Macleod, o álbum foi lançado com festa no lendário The Basement, em Sydney. Em fevereiro de 2008, recebeu seis indicações nos Australian Blues “Chain” Awards e levou para casa três troféus: Melhor Artista Feminina, Melhor Artista Revelação e Melhor Produtor. Um clássico que ainda ecoa forte!

29 de junho de 2026

Michael Katon - Boogie, Pt. 1 & Pt. 2 - 2025

 

1. Get Yer Boogie On, Pt. 1 (3:44)
2. I Came Here To Boogie, Pt. 1 (4:10)
3. Lazy Boy Boogie, Pt. 1 (4:52)
4. Get Yer Boogie On, Pt. 2 (4:01)
5. Wildass Boogie, Pt. 1 (4:35)
6. Boogie Town, Pt. 2 (3:50)
7. Wildass Boogie, Pt. 2 (3:41)
8. Boogie Town, Pt. 1 (6:31)
9. Lazy Boy Boogie, 2. rész (3:26)
10. I Came Here To Boogie, 2. rész (5:04)
.

O Rei do Boogie, Volta do Inferno com "Boogie, Pt. 1 & Pt. 2" 
Lançado em novembro de 2025 de forma independente, ele traz o guitarrista e cantor de Michigan de volta com 10 faixas cheias de energia boogie, vocais roucos e solos que não dão folga.
No comando está o próprio Michael Katon, que cuida da guitarra principal e dos vocais com aquela pegada característica dele. 
Destaques: “Boogie Town, Pt. 1”, “I Came Here To Boogie, Pt. 2” e “Lazy Boy Boogie, Pt. 1”, que entregam riffs pesados, solos galopantes e uma batida dançante irresistível. O disco se destaca pelo formato Pt. 1 e Pt. 2 das músicas, criando variações que mantêm a adrenalina alta o tempo todo, com guitarras distorcidas “mean” e solos à vontade – puro rock and roll boogie sem enrolação.
Curiosidade: depois de quase 19 anos sem álbum de estúdio novo (desde “Diablo Boogie” de 2006), Katon surpreendeu todo mundo com esse lançamento focado 100% no tema boogie. Tudo foi gravado em seu estúdio caseiro em Hell, Michigan, onde ele produz a maior parte de seu trabalho há décadas.

6 de junho de 2026

John Lee Hooker - The Charcot Sessions 2024/2025

 

CD 1:
1. My Name Is Ringing (5:17)
2. Baby, Don't You Want To Go (3:07)
3. Hey Baby (3:58)
4. Going Home (3:04)
5. Things I Tell You To Do (3:57)
6. I Feel Good (4:08)
7. Mean Woman Blues (3:45)
8. We Are Cooking (6:23)
9. Dazie Mae (4:34)
10. What's The Matter Baby? (4:30)
11. Baby, Baby (4:28)
12. Call It The Night (3:38)

CD 2:
1. Bury My Body (1:14)
2. Come Back Baby (5:15)
3. Talk To Your Daughter (4:46)
4. Bottle Of Wine (5:15)
5. You Move Me (4:53)
6. I Wanna Dance All Night (3:48)
7. Baby, Don't Do Me Wrong (5:03)
8. Why Put Me Down? (2:49)
9. Stand By (5:03)
10. Roll And Tumble (5:07)
11. Looking Back Over My Day (5:20)

.

Charcot Sessions: o boogie de Hooker que esperou 55 anos pra explodir!
The Charcot Sessions do John Lee Hooker, lançado em dezembro de 2024 (e com vinil triplo no RSD 2025), esse álbum duplo entrega na íntegra as gravações de outubro de 1969 no Studio Charcot, em Paris – puro country blues elétrico e boogie sem frescura.
O Rei do Boogie está acompanhado por peso pesado: Lowell Fulson na guitarra, Carey Bell na harmônica e S.P. Leary na bateria. 
Destaques: “We Are Cooking”, um groove de mais de seis minutos que cozinha no fogo baixo, “I Feel Good”, que levanta qualquer um, e “Roll And Tumble”, com aquele swing hipnótico que só Hooker sabe fazer. O som é quente, cheio de improvisos soltos, baixo pulsante e aquela energia de sessão ao vivo que não para.
Curiosidade: tudo foi gravado numa única noite no estúdio icônico de Paris, e só agora o material completo saiu do baú. Essa reunião de lendas mostra exatamente por que John Lee Hooker ganhou o título de “King of Boogie” – um retrato perfeito do seu blues natural, direto do osso.

19 de maio de 2026

Muddy Waters - Electric Mud (1968)

 

1. I Just Want To Make Love To You (Willie Dixon) - 4:17
2. I'm Your Hoochie Coochie Man (Willie Dixon) - 4:51
3. Let's Spend the Night Together (Mick Jagger, Keith Richards) - 3:09
4. She's Alright (McKinley Morganfield) - 6:33
5. Mannish Boy (McKinley Morganfield) - 3:48
6. Herbert Harper's Free Press News (Sidney Barnes, Robert Thurston) - 4:37
7. Tom Cat (Charles Williams) - 3:38
8. The Same Thing (Willie Dixon) - 5:43
.

Muddy Waters em Modo Psicodélico: Electric Mud Incendeia o Blues Rock em 1968!
Em 1968 o rei do Chicago blues Muddy Waters lançou Electric Mud, um álbum de blues rock selvagem carregado de influências quentes de jazz e boogie que jogou o som tradicional no caldeirão psicodélico e chocou meio mundo.
Com Muddy nos vocais dominantes, a banda de fogo reunida por Marshall Chess incluía Pete Cosey (guitarra lead com wah-wah e distorção insana, futuro parceiro de Miles Davis), Gene Barge (sax tenor), Charles Stepney (órgão e arranjos), Phil Upchurch e Roland Faulkner (guitarras), Louis Satterfield (baixo) e Morris Jennings (bateria). 
Destaques: O opener “I Just Want To Make Love To You” explode com bateria pesada, guitarra gritando feedback e um solo que vai do melódico ao caos total; “I’m Your Hoochie Coochie Man” traz wah-wah líquido e vocais de Muddy saindo das caixas como um soco; e “She’s Alright” entrega groove sujo, crossovers entre canais e um final que vira instrumental distorcido de “My Girl”. Tudo com improvisações ao vivo, riffs cortantes e fusão que mistura blues cru com psicodelia pura.
Gravado em maio de 1968 no Ter Mar Studios em takes quase ao vivo com poucos overdubs, o disco nasceu da ideia de Marshall Chess de atualizar o som de Muddy para a garotada hippie com os caras mais avant-garde de Chicago. Apesar do sucesso comercial (150 mil cópias em seis semanas e entrada na Billboard), os puristas do blues odiaram — mas Pete Cosey contou que Jimi Hendrix ouvia “Herbert Harper’s Free Press News” antes dos shows e o riff de “Black Dog” do Led Zeppelin veio direto daí. Um clássico cult que ninguém esquece!