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6 de junho de 2026

John Lee Hooker - The Charcot Sessions 2024/2025

 

CD 1:
1. My Name Is Ringing (5:17)
2. Baby, Don't You Want To Go (3:07)
3. Hey Baby (3:58)
4. Going Home (3:04)
5. Things I Tell You To Do (3:57)
6. I Feel Good (4:08)
7. Mean Woman Blues (3:45)
8. We Are Cooking (6:23)
9. Dazie Mae (4:34)
10. What's The Matter Baby? (4:30)
11. Baby, Baby (4:28)
12. Call It The Night (3:38)

CD 2:
1. Bury My Body (1:14)
2. Come Back Baby (5:15)
3. Talk To Your Daughter (4:46)
4. Bottle Of Wine (5:15)
5. You Move Me (4:53)
6. I Wanna Dance All Night (3:48)
7. Baby, Don't Do Me Wrong (5:03)
8. Why Put Me Down? (2:49)
9. Stand By (5:03)
10. Roll And Tumble (5:07)
11. Looking Back Over My Day (5:20)

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Charcot Sessions: o boogie de Hooker que esperou 55 anos pra explodir!
The Charcot Sessions do John Lee Hooker, lançado em dezembro de 2024 (e com vinil triplo no RSD 2025), esse álbum duplo entrega na íntegra as gravações de outubro de 1969 no Studio Charcot, em Paris – puro country blues elétrico e boogie sem frescura.
O Rei do Boogie está acompanhado por peso pesado: Lowell Fulson na guitarra, Carey Bell na harmônica e S.P. Leary na bateria. 
Destaques: “We Are Cooking”, um groove de mais de seis minutos que cozinha no fogo baixo, “I Feel Good”, que levanta qualquer um, e “Roll And Tumble”, com aquele swing hipnótico que só Hooker sabe fazer. O som é quente, cheio de improvisos soltos, baixo pulsante e aquela energia de sessão ao vivo que não para.
Curiosidade: tudo foi gravado numa única noite no estúdio icônico de Paris, e só agora o material completo saiu do baú. Essa reunião de lendas mostra exatamente por que John Lee Hooker ganhou o título de “King of Boogie” – um retrato perfeito do seu blues natural, direto do osso.

19 de maio de 2026

Muddy Waters - Electric Mud (1968)

 

1. I Just Want To Make Love To You (Willie Dixon) - 4:17
2. I'm Your Hoochie Coochie Man (Willie Dixon) - 4:51
3. Let's Spend the Night Together (Mick Jagger, Keith Richards) - 3:09
4. She's Alright (McKinley Morganfield) - 6:33
5. Mannish Boy (McKinley Morganfield) - 3:48
6. Herbert Harper's Free Press News (Sidney Barnes, Robert Thurston) - 4:37
7. Tom Cat (Charles Williams) - 3:38
8. The Same Thing (Willie Dixon) - 5:43
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Muddy Waters em Modo Psicodélico: Electric Mud Incendeia o Blues Rock em 1968!
Em 1968 o rei do Chicago blues Muddy Waters lançou Electric Mud, um álbum de blues rock selvagem carregado de influências quentes de jazz e boogie que jogou o som tradicional no caldeirão psicodélico e chocou meio mundo.
Com Muddy nos vocais dominantes, a banda de fogo reunida por Marshall Chess incluía Pete Cosey (guitarra lead com wah-wah e distorção insana, futuro parceiro de Miles Davis), Gene Barge (sax tenor), Charles Stepney (órgão e arranjos), Phil Upchurch e Roland Faulkner (guitarras), Louis Satterfield (baixo) e Morris Jennings (bateria). 
Destaques: O opener “I Just Want To Make Love To You” explode com bateria pesada, guitarra gritando feedback e um solo que vai do melódico ao caos total; “I’m Your Hoochie Coochie Man” traz wah-wah líquido e vocais de Muddy saindo das caixas como um soco; e “She’s Alright” entrega groove sujo, crossovers entre canais e um final que vira instrumental distorcido de “My Girl”. Tudo com improvisações ao vivo, riffs cortantes e fusão que mistura blues cru com psicodelia pura.
Gravado em maio de 1968 no Ter Mar Studios em takes quase ao vivo com poucos overdubs, o disco nasceu da ideia de Marshall Chess de atualizar o som de Muddy para a garotada hippie com os caras mais avant-garde de Chicago. Apesar do sucesso comercial (150 mil cópias em seis semanas e entrada na Billboard), os puristas do blues odiaram — mas Pete Cosey contou que Jimi Hendrix ouvia “Herbert Harper’s Free Press News” antes dos shows e o riff de “Black Dog” do Led Zeppelin veio direto daí. Um clássico cult que ninguém esquece!

18 de maio de 2026

Climax Blues Band - World Tour (1976)

 

1. Together And Free / Amerita / Sense Of Direction – 9:52  
2. Running Out Of Time / Good Times Blues – 12:51  
3. Mighty Fire – 4:57  
4. Country Hat / Come On In My Kitchen (Robert Johnson) / Country Hat (Reprise) – 10:05  
5. Seventh Son (Willie Dixon) – 6:13  
6. Couldn’t Get It Right – 3:20  
7. Chasing Change – 4:51  
8. Using The Power – 4:15  
9. Goin’ To New York (Jimmy Reed) – 7:18  
10. All The Time In The World / Get Back (Lennon-McCartney) – 5:09  
11. Encore Medley: Drum Intro / Hey Mama / Let The Good Times Roll / Who Killed Mcswiggin / Get Into That Rock ’n’ Roll – 6:13
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Climax Blues Band em Chamas: World Tour 1976, o Live que Ainda Queima!
Imagine estar no meio de um show lotado em 1976, com o blues rock da Climax Blues Band explodindo no palco, misturado a influências quentes de jazz e boogie. World Tour 1976 captura exatamente essa energia pura: um registro ao vivo gravado no auge da banda, quando o sucesso de Gold Plated e o hit “Couldn’t Get It Right” já os transformavam em superstars do rock.
Formação Colin Cooper (vocais, sax, gaita e guitarra rítmica), Pete Haycock (guitarra lead e slide incendiária, vocais), Derek Holt (baixo e vocais), John Cuffley (bateria) e Richard Jones (teclados) —, o disco entrega improvisações épicas e fusões eletrizantes. 
Destaques: vão para o opener de quase 10 minutos “Together And Free/Amerita/Sense Of Direction”, um jam flamejante com interplay de Allman Brothers e licks de guitarra que cortam o ar; o monstro funky de 13 minutos “Running Out Of Time/Good Times Blues”, onde sax e guitarra se entrelaçam em groove irresistível; e o pesado “Mighty Fire”, puro blues rock com slide de Haycock em destaque.
Gravado inteiro em 16 de outubro de 1976 na Universidade de Nottingham durante a turnê mundial, o álbum era inédito até o relançamento da Major League Productions. Naquela época, a banda dividia palcos com ZZ Top, Aerosmith e Lynyrd Skynyrd, prestes a virar headliner — o momento exato em que o blues dava lugar ao funk, jazz e rock de alta voltagem, mas sem perder a alma. 

23 de abril de 2026

Eric Bibb - One Mississippi 2026

 

1. One Mississippi (3:38)
2. Muddy Waters (2:42)
3. This One Don't (3:26)
4. Didn't I Keep Runnin' (4:19)
5. Go Down Ol' Hannah (3:07)
6. It's A Good Life (3:07)
7. No Clothes On (3:28)
8. Crossroads Marilyn Monroe (3:51)
9. New Window (3:42)
10. If You're Free (3:15)
11. Change (3:50)
12. Waiting On The Sun (2:53)
13. Show Your Love (2:28)
14. We Got To Find A Way (3:48)
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Eric Bibb Sacode o Blues em 2026: “One Mississippi” 
Em 30 de janeiro de 2026 pela Repute Records, e o álbum é puro fogo! Um blues rock visceral, com influências quentes de jazz e boogie, que mistura a raiz crua do Delta com energia moderna e swing irresistível – tudo embalado na voz aveludada e na guitarra acústica impecável do mestre.
Time é de elite: o produtor e multi-instrumentista Glen Scott (parceiro de longa data) dá o acabamento contemporâneo com teclados e guitarras elétricas, o slide guitarist Robbie McIntosh solta riffs que queimam (destaque no incendiário “Crossroads Marilyn Monroe”), e o fiddler Esbjörn Hazelius adiciona textura folk. 
Imperdíveis: o título “One Mississippi” (única cover, escrita por Janis Ian, amiga de colégio de Bibb nos anos 60 em Nova York), o swagger de “Muddy Waters” com harpa blues, e o foot-tapping “Change”, que ecoa “A Change Is Gonna Come” com backing vocals poderosos e determinação pura.
Gravado na Suécia com o mesmo time de In the Real World (2024), o disco mistura 13 originais de Bibb com mensagens de paz, unidade e justiça social – sem nunca soar pesado. E o detalhe histórico que emociona: “Crossroads Marilyn Monroe” revive o caso Emmett Till com verdade nua e crua. Se você ama blues que informa, emociona e faz o corpo dançar, One Mississippi é o disco do ano. Corre pra ouvir – o rio tá chamando!