Mostrando postagens com marcador boogie. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador boogie. Mostrar todas as postagens

15 de setembro de 2026

The McCurdy Brothers – Voodoo Rooster (2023)

 

1.If It Wasn’t For The Blues I’d Be A Rich Man (3:06)
2.No (2:35)
3.Voodoo Rooster (3:24)
4.Put A Spell On You (3:32)
5.Gospel According To No One (3:00)
6.Dahmers Fridge (2:41)
7.I Don’t Care (3:29)
8.That’s Alright (4:28)
9.Pay The Man (3:12)
10.White Room (5:02)
.

Norwich dois no palco

Voodoo Rooster é o disco de blues. rock e boogie que The McCurdy Brothers soltaram em 23 de maio de 2023: dez faixas.

A banda é uma dupla de Norwich, no leste da Inglaterra. Jerry-Lee McCurdy canta e toca guitarra; Adam “Sticks” McCurdy toca bateria. O bio oficial diz que começaram como dois buskers nos mercados da cidade, com instrumento feito de sucata, e cita Hendrix, Stevie Ray Vaughan, B.B. King e Muddy Waters

No disco entram “If It Wasn’t For The Blues I’d Be A Rich Man”, a faixa-título “Voodoo Rooster” e o fechamento “White Room”, cover do Cream. Também têm “Put A Spell On You” e “That’s Alright”. 

Antes deste disco a dupla já tinha a série Moonshine (Medicine Men, Martian Men, Maverick Men). No Hemsby Rock ’n’ Roll Weekender de 2021 eles já estavam no cartaz.

15 de agosto de 2026

John Lee Hooker – The Real Folk Blues [Chess Records 75 Anniversary Series] (2026)

 

1. Let's Go out Tonight
2. Peace Lovin' Man
3. Stella Mae
4. I Put My Trust in You
5. I'm in the Mood
6. You Know, I Know
7. I'll Never Trust Your Love Again
8. One Bourbon, One Scotch, One Beer
9. The Waterfront
.

O boogie que ainda queima as veias 60 anos depois

The Real Folk Blues, de John Lee Hooker, é o puro blues elétrico de Chicago capturado em maio de 1966 nos estúdios da Chess: um disco de sessões novas, não uma mera coletânea, que explode com a voz grave e a guitarra hipnótica do rei do boogie. 

Hooker toca e canta no comando absoluto, acompanhado de perto pelo guitarrista de Detroit Eddie Burns (amigo de longa data) e pelo pianista e organista Lafayette Leake, formando a espinha dorsal de um som cru e espontâneo. 

Faixas como “One Bourbon, One Scotch, One Beer”, “Stella Mae” e “I’m in the Mood” mostram o mestre reescrevendo o próprio legado: riffs de guitarra que dançam no limite do improviso, piano que empurra o groove pra frente e aquela cadência irregular que só ele consegue. 

O disco mistura boogie acelerado e blues lentos e cortantes, com Hooker inventando no momento, retrabalhando canções antigas e criando outras na hora, exatamente como era ao vivo. 

Na gravação, ele chegou espontâneo como sempre e transformou o estúdio em palco, improvisando sem rede. E este foi o único álbum da série Real Folk Blues da Chess feito de sessões inéditas, enquanto os de Muddy Waters e Howlin’ Wolf eram coletâneas de singles antigos.  

12 de julho de 2026

Carol Grimes - Warm Blood (1974) 2017

 

1. That's What It Takes (Billy G. McLin) - 3:12
2. High Hill Country Rain (Jerry Jeff Walker) - 4:04
3. Taxes On The Farmer (Traditional Arr. Ry Cooder) - 2:33
4. All For One (Mack Gayden) - 3:31
5. Ray, Ray, Ray (Bob Wilson, Alan Orange) - 2:52
6. Lost My Faith (In Everything But You) (Ron Cornelius) - 2:36
7. Warm Blood (Lloyd Perata) - 3:57
8. You're The Only One (Bob Wilson) - 2:32
9. Somebody Sleeping In My Bed (Allen Jones, Bettye Crutcher) - 3:09
10.Southern Boogie (David Skinner) - 2:43
11.Don't Want You On My Mind (Bill Withers) - 2:11
12.Wait For Me Down By The River (Bob Johnson) - 2:56
.

"Warm Blood": O Fogo Blues que Carol Grimes Acendeu em 1974
Em 1974, Carol Grimes — já conhecida da cena de Canterbury com a Delivery e do circuito blues londrino — lançou seu álbum solo de estreia, Warm Blood, pelo selo Caroline da Virgin. O disco entrega um blues rock vibrante, temperado com country e soul, onde a voz rouca e cheia de alma da cantora brilha no centro de tudo.
Carol é acompanhada por uma formação de primeira linha: guitarristas Ron Cornelius e Mack Gayden, tecladista e arranjador Bob Wilson, bateristas Kenny Buttrey e Karl Himmel, saxofonistas Roger Ball e Malcolm Duncan (do Average White Band), baixista Tommy Cogbill e outros músicos de sessão de Nashville e Londres. 
Destaques: “Warm Blood”, com seu groove envolvente; o cover country “High Hill Country Rain” (Jerry Jeff Walker), cheio de feeling; e o boogie animado de “Southern Boogie”. A instrumentação explode em guitarras acústicas e elétricas, piano, órgão, metais funk, dobro, banjo e percussão, criando uma fusão energética de blues rock, country rock e blue-eyed soul que faz o corpo se mexer do início ao fim.
Gravado entre Londres e Nashville, o álbum contou com músicos que Carol descreveu como “grandes e boas pessoas”. Em entrevista de 2023, ela contou que gostou das faixas escolhidas, mas gostaria de ter incluído mais composições próprias. 
Curiosidade: foi o primeiro lançamento do selo Caroline e a capa foi fotografada no apartamento dela em Notting Hill — um retrato autêntico da jornada de busker para estrela solo. A reedição remasterizada de 2017 (edição coreana limitada) traz de volta esse tesouro para novos ouvidos. 

2 de julho de 2026

Gail Page - Colours That Run 2007

 

2. Stay (3:24)
4. Listening to me (4:20)
5. Shape I'm In (3:37)
6. You can hear it (4:33)
7. Tonight (5:11)
8. Gecko moon (6:23)
9. Second Chances (3:40)
10. So Scared (3:45)
.

Cores que Correm e Incendeiam a Alma: O Debut Explosivo de Gail Page no Blues Australiano
Em novembro de 2007, Gail Page lançou Colours That Run, seu álbum de estreia que explodiu no cenário blues & roots australiano. Um blues rock vibrante e cheio de alma, com influências de jazz e boogie, temperado por soul e funk, impulsionado por uma voz poderosa, emotiva e capaz de arrepiar plateias inteiras.
Produzido por Parris Macleod (que também brilhou no piano e órgão elétrico e co-escreveu várias faixas), o disco reúne uma banda de peso: guitarras afiadas de Mal Eastick e David Longo (no dobro), baixo de Leon Gaer, harmônica de Peter Collins e até didgeridoo de Mark Atkins, trazendo um toque australiano único. 
Destaques: “Through The Fire”, carregada de drama e intensidade; a longa e atmosférica “Gecko Moon” (6:23), perfeita para mergulhar em climas expansivos; e “Without You Here”, que abre o álbum com toda a potência vocal de Gail. A instrumentação rica, com backing vocals de Tessa Nuku e fusões de estilos, cria momentos que rejuvenescem a alma.
Gravado no Cloud Studios sob a batuta criativa de Parris Macleod, o álbum foi lançado com festa no lendário The Basement, em Sydney. Em fevereiro de 2008, recebeu seis indicações nos Australian Blues “Chain” Awards e levou para casa três troféus: Melhor Artista Feminina, Melhor Artista Revelação e Melhor Produtor. Um clássico que ainda ecoa forte!

29 de junho de 2026

Michael Katon - Boogie, Pt. 1 & Pt. 2 - 2025

 

1. Get Yer Boogie On, Pt. 1 (3:44)
2. I Came Here To Boogie, Pt. 1 (4:10)
3. Lazy Boy Boogie, Pt. 1 (4:52)
4. Get Yer Boogie On, Pt. 2 (4:01)
5. Wildass Boogie, Pt. 1 (4:35)
6. Boogie Town, Pt. 2 (3:50)
7. Wildass Boogie, Pt. 2 (3:41)
8. Boogie Town, Pt. 1 (6:31)
9. Lazy Boy Boogie, 2. rész (3:26)
10. I Came Here To Boogie, 2. rész (5:04)
.

O Rei do Boogie, Volta do Inferno com "Boogie, Pt. 1 & Pt. 2" 
Lançado em novembro de 2025 de forma independente, ele traz o guitarrista e cantor de Michigan de volta com 10 faixas cheias de energia boogie, vocais roucos e solos que não dão folga.
No comando está o próprio Michael Katon, que cuida da guitarra principal e dos vocais com aquela pegada característica dele. 
Destaques: “Boogie Town, Pt. 1”, “I Came Here To Boogie, Pt. 2” e “Lazy Boy Boogie, Pt. 1”, que entregam riffs pesados, solos galopantes e uma batida dançante irresistível. O disco se destaca pelo formato Pt. 1 e Pt. 2 das músicas, criando variações que mantêm a adrenalina alta o tempo todo, com guitarras distorcidas “mean” e solos à vontade – puro rock and roll boogie sem enrolação.
Curiosidade: depois de quase 19 anos sem álbum de estúdio novo (desde “Diablo Boogie” de 2006), Katon surpreendeu todo mundo com esse lançamento focado 100% no tema boogie. Tudo foi gravado em seu estúdio caseiro em Hell, Michigan, onde ele produz a maior parte de seu trabalho há décadas.