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19 de maio de 2026

Muddy Waters - Electric Mud (1968)

 

1. I Just Want To Make Love To You (Willie Dixon) - 4:17
2. I'm Your Hoochie Coochie Man (Willie Dixon) - 4:51
3. Let's Spend the Night Together (Mick Jagger, Keith Richards) - 3:09
4. She's Alright (McKinley Morganfield) - 6:33
5. Mannish Boy (McKinley Morganfield) - 3:48
6. Herbert Harper's Free Press News (Sidney Barnes, Robert Thurston) - 4:37
7. Tom Cat (Charles Williams) - 3:38
8. The Same Thing (Willie Dixon) - 5:43
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Muddy Waters em Modo Psicodélico: Electric Mud Incendeia o Blues Rock em 1968!
Em 1968 o rei do Chicago blues Muddy Waters lançou Electric Mud, um álbum de blues rock selvagem carregado de influências quentes de jazz e boogie que jogou o som tradicional no caldeirão psicodélico e chocou meio mundo.
Com Muddy nos vocais dominantes, a banda de fogo reunida por Marshall Chess incluía Pete Cosey (guitarra lead com wah-wah e distorção insana, futuro parceiro de Miles Davis), Gene Barge (sax tenor), Charles Stepney (órgão e arranjos), Phil Upchurch e Roland Faulkner (guitarras), Louis Satterfield (baixo) e Morris Jennings (bateria). 
Destaques: O opener “I Just Want To Make Love To You” explode com bateria pesada, guitarra gritando feedback e um solo que vai do melódico ao caos total; “I’m Your Hoochie Coochie Man” traz wah-wah líquido e vocais de Muddy saindo das caixas como um soco; e “She’s Alright” entrega groove sujo, crossovers entre canais e um final que vira instrumental distorcido de “My Girl”. Tudo com improvisações ao vivo, riffs cortantes e fusão que mistura blues cru com psicodelia pura.
Gravado em maio de 1968 no Ter Mar Studios em takes quase ao vivo com poucos overdubs, o disco nasceu da ideia de Marshall Chess de atualizar o som de Muddy para a garotada hippie com os caras mais avant-garde de Chicago. Apesar do sucesso comercial (150 mil cópias em seis semanas e entrada na Billboard), os puristas do blues odiaram — mas Pete Cosey contou que Jimi Hendrix ouvia “Herbert Harper’s Free Press News” antes dos shows e o riff de “Black Dog” do Led Zeppelin veio direto daí. Um clássico cult que ninguém esquece!

18 de maio de 2026

Climax Blues Band - World Tour (1976)

 

1. Together And Free / Amerita / Sense Of Direction – 9:52  
2. Running Out Of Time / Good Times Blues – 12:51  
3. Mighty Fire – 4:57  
4. Country Hat / Come On In My Kitchen (Robert Johnson) / Country Hat (Reprise) – 10:05  
5. Seventh Son (Willie Dixon) – 6:13  
6. Couldn’t Get It Right – 3:20  
7. Chasing Change – 4:51  
8. Using The Power – 4:15  
9. Goin’ To New York (Jimmy Reed) – 7:18  
10. All The Time In The World / Get Back (Lennon-McCartney) – 5:09  
11. Encore Medley: Drum Intro / Hey Mama / Let The Good Times Roll / Who Killed Mcswiggin / Get Into That Rock ’n’ Roll – 6:13
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Climax Blues Band em Chamas: World Tour 1976, o Live que Ainda Queima!
Imagine estar no meio de um show lotado em 1976, com o blues rock da Climax Blues Band explodindo no palco, misturado a influências quentes de jazz e boogie. World Tour 1976 captura exatamente essa energia pura: um registro ao vivo gravado no auge da banda, quando o sucesso de Gold Plated e o hit “Couldn’t Get It Right” já os transformavam em superstars do rock.
Formação Colin Cooper (vocais, sax, gaita e guitarra rítmica), Pete Haycock (guitarra lead e slide incendiária, vocais), Derek Holt (baixo e vocais), John Cuffley (bateria) e Richard Jones (teclados) —, o disco entrega improvisações épicas e fusões eletrizantes. 
Destaques: vão para o opener de quase 10 minutos “Together And Free/Amerita/Sense Of Direction”, um jam flamejante com interplay de Allman Brothers e licks de guitarra que cortam o ar; o monstro funky de 13 minutos “Running Out Of Time/Good Times Blues”, onde sax e guitarra se entrelaçam em groove irresistível; e o pesado “Mighty Fire”, puro blues rock com slide de Haycock em destaque.
Gravado inteiro em 16 de outubro de 1976 na Universidade de Nottingham durante a turnê mundial, o álbum era inédito até o relançamento da Major League Productions. Naquela época, a banda dividia palcos com ZZ Top, Aerosmith e Lynyrd Skynyrd, prestes a virar headliner — o momento exato em que o blues dava lugar ao funk, jazz e rock de alta voltagem, mas sem perder a alma. 

23 de abril de 2026

Eric Bibb - One Mississippi 2026

 

1. One Mississippi (3:38)
2. Muddy Waters (2:42)
3. This One Don't (3:26)
4. Didn't I Keep Runnin' (4:19)
5. Go Down Ol' Hannah (3:07)
6. It's A Good Life (3:07)
7. No Clothes On (3:28)
8. Crossroads Marilyn Monroe (3:51)
9. New Window (3:42)
10. If You're Free (3:15)
11. Change (3:50)
12. Waiting On The Sun (2:53)
13. Show Your Love (2:28)
14. We Got To Find A Way (3:48)
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Eric Bibb Sacode o Blues em 2026: “One Mississippi” 
Em 30 de janeiro de 2026 pela Repute Records, e o álbum é puro fogo! Um blues rock visceral, com influências quentes de jazz e boogie, que mistura a raiz crua do Delta com energia moderna e swing irresistível – tudo embalado na voz aveludada e na guitarra acústica impecável do mestre.
Time é de elite: o produtor e multi-instrumentista Glen Scott (parceiro de longa data) dá o acabamento contemporâneo com teclados e guitarras elétricas, o slide guitarist Robbie McIntosh solta riffs que queimam (destaque no incendiário “Crossroads Marilyn Monroe”), e o fiddler Esbjörn Hazelius adiciona textura folk. 
Imperdíveis: o título “One Mississippi” (única cover, escrita por Janis Ian, amiga de colégio de Bibb nos anos 60 em Nova York), o swagger de “Muddy Waters” com harpa blues, e o foot-tapping “Change”, que ecoa “A Change Is Gonna Come” com backing vocals poderosos e determinação pura.
Gravado na Suécia com o mesmo time de In the Real World (2024), o disco mistura 13 originais de Bibb com mensagens de paz, unidade e justiça social – sem nunca soar pesado. E o detalhe histórico que emociona: “Crossroads Marilyn Monroe” revive o caso Emmett Till com verdade nua e crua. Se você ama blues que informa, emociona e faz o corpo dançar, One Mississippi é o disco do ano. Corre pra ouvir – o rio tá chamando!