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17 de novembro de 2025

Eumir Deodato – Deodato 2 (1973/1977) 2000

 

1. "Super Strut" - 9:31
2. "Rhapsody in Blue" - 8:48
3. "Nights in White Satin" - 6:01
4. "Pavane for a Dead Princess" - 4:08
5. "Skyscrapers" - 7:01

Bonus tracks

6. "Latin Flute" (Eumir Deodato) - 4:49
7. "Venus" (Eumir Deodato) - 3:32
8. "Do It Again" (Walter Becker, Donald Fagen) - 5:31
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Deodato 2, a Fusão que Conquistou o Mundo em 1973
Prepare-se para uma viagem eletrizante ao coração da jazz fusion dos anos 70 com Deodato 2, o segundo golpe de mestre de Eumir Deodato pela CTI Records. Esse álbum é uma sinfonia de funk orquestral, rock angular e jazz flamejante, onde pianos elétricos groovy se entrelaçam com cordas dramáticas, metais potentes e ritmos infecciosos, criando um som urbano e cinematográfico que ecoa Stevie Wonder e Earth, Wind & Fire.
O jam incendiário de "Super Strut" (9:31), um strut funky que não para; a cover visionária de "Rhapsody in Blue" (8:48), com guitarras ferozes de John Tropea e o baixo virtuoso de Stanley Clarke em "Skyscrapers" (7:01), duelos épicos de teclados e riffs. "Nights in White Satin" (6:01) ganha toques etéreos, enquanto bônus como "Do It Again" (Steely Dan, 5:31) e "Venus" (3:32) enriquecem a reedição de 2000. Deodato nos teclados lidera um time estelar: Billy Cobham na bateria precisa, Hubert Laws na flauta e Jon Faddis na trompete, injetando o fogo do Mahavishnu.
Gravado em sessões relâmpago no Van Gelder Studio, Deodato orquestrou 30 músicos em dias, impulsionado pelo hit de Prelude, para capturar a urgência pós-2001: Uma Odisseia no Espaço. "Rhapsody in Blue" bombou em comerciais da Pontiac, levando o single ao #48 no Canadá e consolidando Deodato como rei da fusão pop.

4 de outubro de 2025

Tom Waits - Foreign Affairs (1977-2010)

 

1, Cinny's Waltz
2. Muriel
3. I Never Talk To Strangers Featuring – Bette Midler
4.  Medley: Jack & Neal / California, Here I Come
5. A Sight For Sore Eyes
6. Potter's Field Clarinet, Soloist – Gene Cipriano
7. Burma-Shave
8. Barber Shop
9. Foreign Affair
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via: ixarano

Noites Noir e Harmônicas: Tom Waits Reinventa o Blues em "Foreign Affairs"
Em 1977, o quinto álbum de Tom Waits para a Asylum, Foreign Affairs, sinalizou uma virada ousada na carreira do cantor, pavimentando o caminho para experimentações que culminariam em sua saída para a Island Records. Com um tom mais cinematográfico e narrativo, o disco mergulha no blues-jazz noturno, baladas introspectivas e medleys beatnik, longe das piadas de bar de álbuns anteriores. Produzido por Bones Howe e gravado ao vivo no estúdio, conta com um quinteto de jazz da Costa Oeste – trompete de Jack Sheldon, sax de Frank Vicari, baixo de Jim Hughart e bateria de Shelly Manne – mais orquestra de Bob Alcivar, criando uma tapeçaria sombria e orquestral.
Incluem o dueto com Bette Midler em "I Never Talk to Strangers", um diálogo afiado de bar; o medley "Jack & Neal / California, Here I Come", um road trip beat; e "Potter's Field", com clarinete solo de Gene Cipriano evocando Gershwin em um noir bluesy. A balada "Burma-Shave" evoca memórias paternas, enquanto o closer homônimo medita sobre o "lar" ilusório.
Howe descreveu o conceito como "uma película em preto e branco", inspirando a capa fotografada por George Hurrell, com Waits e a misteriosa Marchiela do Troubadour. Historicamente, "Perfect Strangers" cativou Francis Ford Coppola, gerando a trilha de One from the Heart com Crystal Gayle.

2 de agosto de 2025

Eddie C. Campbell - King Of The Jungle 1977

 

1. Santa's Messin' With The Kid (3:24)
2. Still A Fool (4:58)
3. Cheaper To Keep Her (3:02)
4. Poison Ivy (3:21)
5. The Red Rooster (4:17)
6. Smokin' Potatoes (3:06)
7. King Of The Jungle (4:01)
8. She's Nineteen Years Old (4:51)
9. Look Whatcha Done (2:42)
10. We Both Must Cry (4:40)
11. Weary Blues (3:54)
12. Blues On The Highway (2:35)
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King of the Jungle: Eddie C. Campbell’s Blues Triumph
O álbum de estreia de Eddie C. Campbell, King of the Jungle (1977), é uma obra-prima do blues de Chicago. Com riffs vibrantes de guitarra no estilo West Side e vocais intensos, Campbell brilha em covers como “She’s Nineteen Years Old” de Muddy Waters e sua original natalina “Santa’s Messin’ with the Kid”. A banda estelar — com o harmônica de Carey Bell, piano de Lafayette Leake, baixo de Bob Stroger e bateria de Clifton James — dá vida a faixas como “The Red Rooster”. Gravado no Sound Studios, sua guitarra Jazzmaster roxa é um destaque. Reeditado em 1996, é um clássico atemporal.

20 de julho de 2025

The Original Animals - Before We Were So Rudely Interrupted (1977) 2000

 

1. Brother Bill (The Last Clean Shirt) 
(Clyde Otis, Jerry Leiber, Mike Stoller) - 3:19
2. It's All Over Now, Baby Blue (Bob Dylan) - 4:42
3. Fire On The Sun (Shakey Jake) - 2:25
4. As The Crow Flies (Jimmy Reed) - 3:39
5. Please Send Me Someone To Love (Percy Mayfield) - 4:44
6. Many Rivers To Cross (Jimmy Cliff) -  4:11
7. Just A Little Bit (Earl Washington, John Thornton, Piney Brown, 
Ralph Bass, Sylvester Thompson) - 2:07
8. Riverside County (Alan Price, Chas Chandler, Eric Burdon, 
Hilton Valentine, John Steel) - 3:47
9. Lonely Avenue (Doc Pomus) - 5:22
10.The Fool (Sanford Clark) - 3:24
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Before We Were So Rudely Interrupted: O Retorno dos Animals
Lançado em 1977, Before We Were So Rudely Interrupted marca o retorno vibrante dos Animals originais, reunindo Eric Burdon, Alan Price, Hilton Valentine, Chas Chandler e John Steel após 11 anos. Produzido pela Barn Productions de Chandler, o álbum captura a essência do blues rock dos anos 60 com um toque mais maduro. Destaques incluem a intensa reinterpretação de “It’s All Over Now, Baby Blue”, com o teclado magistral de Price, e “Fire on the Sun”, onde a guitarra de Valentine brilha como nunca. “As the Crow Flies” revisita as raízes blues da banda, enquanto “Riverside County” e “The Fool” entregam energia crua. Curiosidade: o álbum foi gravado em um clima de reencontro descontraído, mas perdeu espaço na era punk e disco. Apesar disso, é uma joia subestimada que mostra a banda em plena forma, fiel às suas origens.

11 de julho de 2025

Alexis Korner - The Lost Album 1995

 

1. Lend Me Some Time [3:48]
2. Daytime Song [4:47]
3. New Orleans [2:52]
4. Medley [5:04]
5. Honour The Young Man [2:51]
6. The Road Is The Road [4:08]
7. Sweet Sympathy [4:27]
8. The Gambler [4:40]
9. To Whom It May Concern [3:30]
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Alexis Korner Ressurge em "The Lost Album"
The Lost Album (1995) de Alexis Korner é uma pérola resgatada, gravada em 1977 no Foel Studios, no País de Gales, e esquecida por anos. Este tesouro do blues britânico mistura R&B, blues e rock com a voz grave e calorosa de Korner, ao lado da banda Bandit. Faixas como “Lend Me Some Time”, com seu groove envolvente, “Daytime Song”, cheia de alma, e “The Gambler”, com energia crua, destacam-se. A banda conta com Jim Diamond nos vocais, Cliff Williams (futuro AC/DC) no baixo, Jimmy Litherland (ex-Colosseum) na guitarra e Graham Broad na bateria. A fita master ficou perdida até 1990, revelando um Korner em plena forma criativa. Um detalhe fascinante é a mentoria de Korner sobre o jovem Diamond, que descreveu o trabalho com o mestre como uma lição intensa de música e paixão. Gravado em um ambiente de camaradagem, o álbum captura a essência de Korner como um catalisador do blues, influenciando gerações. É um registro vibrante, essencial para fãs de blues e da história musical britânica, mostrando o legado de um verdadeiro pioneiro.

21 de junho de 2025

Neil Young – Oceanside Countryside 2025

 

1. Sail Away
2. Lost In Space
3. Captain Kennedy
4. Goin’ Back
5. Human Highway
6. Field Of Opportunity
7. Dance Dance Dance
8. The Old Homestead
9. It Might Have Been
10. Pocahontas
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Oceanside Countryside: A Pérola Perdida de Neil Young em 2025
Oceanside Countryside (2025) é um tesouro desenterrado das gravações de 1977 de Neil Young, misturando folk introspectivo com o calor do country-rock. Faixas como “Sail Away”, com seu violão delicado, e “Pocahontas”, carregada de melancolia, revelam a profundidade emocional de Young. Gravado solo em Florida e Malibu para o lado “Oceanside” e com a Crazy Horse em Nashville para “Countryside”, o som analógico exsuda autenticidade. Curiosamente, Young usou fitas master como telhas após recomprar 200,000 cópias rejeitadas pela gravadora, que preferiu Comes a Time. Com Ben Keith no pedal steel e Levon Helm na bateria, o álbum, parte da Analog Original Series, brilha com sua crueza. Lançado em 2025, celebra a genialidade de Young, conectando fãs a uma era de pura expressão artística.