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22 de julho de 2026

Clifton Chenier – Bogalusa Boogie 1976

 

01. One Step At A Time — 4:21
02. Sa M’Appel Fou (They Call Me Crazy) — 2:58
03. Quelque Chose Sur Mon Idee (Something On My Mind) — 3:59
04. Ride ‘Em Cowboy — 2:28
05. Ma Mama Ma Dit (My Mama Told Me) — 3:26
06. Je Me Reveiller Ce Matin (I Woke Up This Morning) — 3:11
07. Allons A Grand Coteau- 3:11
08. Je Suis En Recolteur (I’m A Farmer) — 4:50
09. Ti Na Na — 3:17
10. Come Go Along With Me — 4:51
11. Bogalusa Boogie — 3:17
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O Zydeco Explosivo de Clifton Chenier Gravado em Duas Horas de Fogo Puro

Lançado em 1976 pela Arhoolie Records, Bogalusa Boogie é o álbum definitivo de Clifton Chenier, o Rei do Zydeco. Nele, o mestre do acordeon e sua Red Hot Louisiana Band capturam a essência dançante e irreverente do zydeco da Louisiana, misturando tradições crioulas com blues e rhythm & blues em um groove irresistível.

Com Chenier no acordeon, harmônica e vocais liderando, seu irmão Cleveland no rubboard, Lil’ Buck Sinegal na guitarra, John Hart no sax tenor, Joseph Bruchet no baixo e Robert Peter na bateria, a banda soa como uma festa ambulante. 

Destaques: o instrumental acelerado do título “Bogalusa Boogie”, o autobiográfico e contagiante “Je Suis En Recolteur (I’m A Farmer)” e a linda balada crioula “Ma Mama Ma Dit (My Mama Told Me)”. O som se define pelo acordeon expressivo e uivante de Chenier, o ritmo raspado e percussivo do rubboard, o sax honkante, baixos e baterias firmes e uma fusão espontânea de dois-steps tradicionais com energia blues e R&B moderna.

Gravado em apenas duas horas no Studio in the Country em Bogalusa, Louisiana, em 27 de outubro de 1975, quase tudo saiu em primeira tomada, sem ensaios ou overdubs excessivos, capturando a banda em plena forma de turnê. Historicamente, este é o único álbum de zydeco a receber cinco estrelas na Rolling Stone (classificado como “indispensável”), entrou no Grammy Hall of Fame em 2011 e no Registro Nacional de Gravações da Biblioteca do Congresso em 2016.

17 de junho de 2026

Slade • Nobody's Fools 1976

 


01. Nobody's Fool 4:40
 02. Do the Dirty 4:42
 03. Let's Call It Quits 3:30
 04. Pack Up Your Troubles 3:25
 05. In for a Penny 3:35
 06. Get on Up 3:26
 07. L.A. Jinx 3:58
 08. Did Ya Mama Ever Tell Ya 3:06
 09. Scratch My Back 3:06
 10. I'm a Talker 3:18
 11. All The World Is a Stage 3:57
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Nobody's Fools: Slade Cruza o Atlântico em Busca de Glória com Glam Rock Maduro
O Slade lançou Nobody's Fools, seu sexto álbum de estúdio, gravado nos Estados Unidos durante uma ousada tentativa de conquistar o maior mercado musical do mundo. O disco mantém o espírito glam rock da banda, mas entrega uma pegada mais madura e hard rock, com energia crua e composições diretas.
Formação: Noddy Holder nos vocais potentes e guitarra rítmica, Dave Hill na guitarra solo explosiva, Jim Lea no baixo e múltiplos instrumentos, e Don Powell na bateria firme. Destaques: “Nobody's Fool”, single com groove viciante; “Let's Call It Quits”, um rock afiado e direto; e “In for a Penny”, que mostra a banda em plena forma. As guitarras pesadas, o falsete característico de Noddy e a produção vibrante criam um som orgânico, sem firulas, que alterna entre momentos dançantes e mais pesados.
Gravado em meados de 1975 no Record Plant, em Nova York, enquanto o quarteto fazia turnês intensas como banda de apoio nos EUA, o álbum reflete esse período de reinvenção. Produção de Chas Chandler — o mesmo que lançou Jimi Hendrix ao mundo —, que ajudou a banda a amadurecer o som depois do sucesso europeu e da mudança de imagem para algo mais sério e profissional.

18 de maio de 2026

Climax Blues Band - World Tour (1976)

 

1. Together And Free / Amerita / Sense Of Direction – 9:52  
2. Running Out Of Time / Good Times Blues – 12:51  
3. Mighty Fire – 4:57  
4. Country Hat / Come On In My Kitchen (Robert Johnson) / Country Hat (Reprise) – 10:05  
5. Seventh Son (Willie Dixon) – 6:13  
6. Couldn’t Get It Right – 3:20  
7. Chasing Change – 4:51  
8. Using The Power – 4:15  
9. Goin’ To New York (Jimmy Reed) – 7:18  
10. All The Time In The World / Get Back (Lennon-McCartney) – 5:09  
11. Encore Medley: Drum Intro / Hey Mama / Let The Good Times Roll / Who Killed Mcswiggin / Get Into That Rock ’n’ Roll – 6:13
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Climax Blues Band em Chamas: World Tour 1976, o Live que Ainda Queima!
Imagine estar no meio de um show lotado em 1976, com o blues rock da Climax Blues Band explodindo no palco, misturado a influências quentes de jazz e boogie. World Tour 1976 captura exatamente essa energia pura: um registro ao vivo gravado no auge da banda, quando o sucesso de Gold Plated e o hit “Couldn’t Get It Right” já os transformavam em superstars do rock.
Formação Colin Cooper (vocais, sax, gaita e guitarra rítmica), Pete Haycock (guitarra lead e slide incendiária, vocais), Derek Holt (baixo e vocais), John Cuffley (bateria) e Richard Jones (teclados) —, o disco entrega improvisações épicas e fusões eletrizantes. 
Destaques: vão para o opener de quase 10 minutos “Together And Free/Amerita/Sense Of Direction”, um jam flamejante com interplay de Allman Brothers e licks de guitarra que cortam o ar; o monstro funky de 13 minutos “Running Out Of Time/Good Times Blues”, onde sax e guitarra se entrelaçam em groove irresistível; e o pesado “Mighty Fire”, puro blues rock com slide de Haycock em destaque.
Gravado inteiro em 16 de outubro de 1976 na Universidade de Nottingham durante a turnê mundial, o álbum era inédito até o relançamento da Major League Productions. Naquela época, a banda dividia palcos com ZZ Top, Aerosmith e Lynyrd Skynyrd, prestes a virar headliner — o momento exato em que o blues dava lugar ao funk, jazz e rock de alta voltagem, mas sem perder a alma. 

2 de abril de 2026

Luther Allison - Montreux Complete Show 1976

 

A3The Bum Is Mine
A4Same Thing
B1Easy Baby
B2Bloomington Closing
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Montreux 1976: O Furacão Blues que Mudou a Carreira de Luther Allison!
Gravado ao vivo no dia 3 de julho de 1976, no lendário Montreux Jazz Festival, o álbum Montreux 1976 Complete Show (lançado em 2021 pela Ruf Records) captura o show completo e explosivo que marcou a estreia europeia de Luther Allison. Aos 37 anos, o guitarrista e cantor de Chicago entregou um set incendiário de blues elétrico carregado de soul, rock e pura energia, com sua guitarra flamejante e voz rasgada no comando.
Acompanhado por sua banda americana de turnê — James Solberg (guitarra), Larry Byrne (teclados), Jeff Aldrich (baixo), Jay Mattes (bateria) e Fat Richard Drake (sax) —, Allison brilha em faixas como o opener “Gambler’s Blues” (de B.B. King), o clássico “Sweet Home Chicago”, o groove pesado de “Same Thing” (Willie Dixon) e o épico “Little Red Rooster” de 12 minutos, com duelo memorável de sax e guitarra. Destaque ainda para a original “Bloomington Closing” e o soul de “Easy Baby”.
Curiosidade: este foi o primeiro show da turnê que levou Allison à Europa permanentemente — ele sumiu da cena americana logo após o disco Night Life (Motown) e só voltou em 1995. Um registro histórico de quando o blues ganhou o Velho Mundo.