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9 de fevereiro de 2026

Rolling Stones - Black and Blue 1976

 

 01. Hot Stuff 5:20
 02. Hand of Fate 4:28
 03. Cherry Oh Baby 3:57
 04. Memory Motel 7:07
 05. Hey Negrita 4:59
(inspiration by Ron Wood)
 06. Melody 5:47
(inspiration by Billy Preston)
 07. Fool to Cry 5:03
 08. Crazy Mama 4:34
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Black and Blue: O Álbum dos Stones de Soul, Funk e Rebeldia
Lançado em 1976, Black and Blue é a quintessência da paixão de Mick Jagger pela música negra, fundindo funk pulsante, soul emocionante, Motown cativante e até toques de reggae adaptado para o rock britânico. É o 13º álbum da banda, mas longe de ser azarado – é uma explosão criativa que marca a transição após a saída do guitarrista Mick Taylor.
Destaques: Comece por "Hot Stuff", com seu groove funky irresistível impulsionado pela percussão de Ollie Brown e o piano de Billy Preston. "Fool to Cry" é uma balada soul lacrimosa que dominou as paradas, enquanto "Memory Motel" traz um dueto vocal épico entre Jagger e Keith Richards, com sintetizadores etéreos. Ronnie Wood estreia como guitarrista oficial, mas o disco brilha com convidados como Harvey Mandel e Wayne Perkins, adicionando camadas de guitarra elétricas únicas que elevam o som a novas dimensões.
Curiosidade: As gravações duraram mais de 70 dias em seis sessões, servindo como audição para o novo guitarrista – astros como Eric Clapton, Jeff Beck e Rory Gallagher passaram pelo estúdio, mas Wood levou a vaga, assinando um contrato "às cegas" por admiração.
Contexto histórico: o álbum enfrentou críticas por ser "experimental demais", mas conquistou o topo das vendas nos EUA e inspirou polêmica com sua campanha publicitária provocativa, que irritou feministas. Essencial para colecionadores, Black and Blue prova que os Stones sempre reinventam o rock com ousadia e alma.

31 de janeiro de 2026

Jimmy Reed – Blues Is My Business 1976

 

01. You'n That Sack
02. I Told You Baby
03. When You Left Me
04. Please Don't
05. You're Gonna Need My Help
06. My Baby
07. I Ain't Got You
08. Come on Baby
09. Shoot Me Baby
10. I'm Gonna Get My Baby
11. Red Lights, The Stop Light
12. I'm A Love You
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Jimmy Reed: O Blues Que Pulsa Vida em "Blues Is My Business"
Legado de Jimmy Reed com o álbum Blues Is My Business, uma compilação lançada em 2000 pela Collectables Records que resgata suas últimas gravações para a Vee Jay em maio de 1976! Esse disco é puro blues do Mississippi transplantado para Chicago: ritmos hipnóticos, guitarra simples e crua, harmonica vibrante e vocais cheios de alma, sem virtuosismos desnecessários – é a personalidade avassaladora de Reed que rouba a cena.
Destaques: "I Told You Baby", com seu groove irresistível e letras de desilusão amorosa, "I Ain't Got You", um clássico de desejo cru, e "I'm Gonna Get My Baby", onde o ritmo shuffle contagiante faz você bater o pé. O som é intimista, com toques de R&B, destacando a essência minimalista que influenciou gerações.
Curiosidade: Essas sessões foram gravadas meses antes da morte súbita de Reed por ataque cardíaco aos 50 anos, capturando um artista lutando contra alcoolismo e epilepsia, mas ainda entregando blues visceral. Outro detalhe fascinante: No contexto dos anos 70, quando o blues perdia espaço para o rock, Reed – rival de popularidade com B.B. King nos 50s/60s – provou ser eterno, inspirando ícones como Rolling Stones e Elvis.

26 de dezembro de 2025

Essra Mohawk - Essra (1976) 2003

 

1. People Will Talk - 3:52
2. I Wanna Feel Ya (Essra Mohawk, Duke Williams) - 4:35
3. Summersong - 2:53
4. Time To Start (Essra Mohawk, Harve Mann) - 2:13
5. Holy Trinity  - 4:19
6. God Help It  - 5:11
7. Appointment With A Dream (Essra Mohawk, David Stone) - 2:07
8. Hello Winter - 2:44
9. Hallelujah, I've Been Released - 3:24
10.People Will Talk - 3:37
11.Don't Be Afraid (Alan Gerber, Essra Mohawk) - 3:19
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"Essra" (1976
O quarto álbum de Essra Mohawk, lançado em 1976 e relançado em 2003 com bônus irresistíveis. Misturando baladas etéreas com uptempos vibrantes e toques de soul e jazz, Essra marca uma guinada ousada: só duas faixas lentas ("Summersong" e "Hello Winter"), enquanto hits como "Holy Trinity" celebram a diversidade com otimismo contagiante e linhas afiadas como "É acontecendo devagar, mas com certeza. Pessimistas, profetizam tão mal!".
A dupla versão de "People Will Talk" – a séria abre o disco, a hilária fecha com gargalhadas espontâneas que derrubaram produtor e engenheiro no chão durante a gravação! Músicos lendários como Richard Davis no baixo e Bernard Purdie na bateria inflamam "God Help It", com vocais originais de Essra atingindo notas celestiais. No contexto dos anos 70, pós-hippie, é um hino de momentum pessoal. Bônus: "Don't Be Afraid", coescrita com Alan Gerber, quase banda Rhinoceros.

27 de novembro de 2025

Luther Allison – Night Life (1976)

 

3. I Can Make It Thru The Day (But Oh Those Lonely Nights)
5. Party Time (Part 1 & 2)
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Luther Allison Night Life (1976) – o disco que dividiu os bluesman.

  • Estilo: Chicago blues feroz cruzado com soul-funk da Motown – guitarras cortantes, metais explosivos, backing vocals femininas e grooves dançantes que fariam James Brown sorrir.
  • Destaques absolutos: o riff matador de “Night Life”, o balanço contagiante de “Turn Back the Hands of Time”, o funkão “Party Time (Part 1 & 2)” e o slow blues arrasador “I Can Make It Thru The Day”.
  • Produção luxuosa de Luther Allison com Clay McMurray; arranjos de metais por David Van De Pitte (o mesmo de “What’s Going On” do Marvin Gaye) e gravação nos míticos estúdios Hitsville U.S.A.
  • Curiosidade de gravação: o álbum inteiro foi feito em apenas duas semanas, com Luther tocando guitarra em praticamente todas as faixas mesmo sob a avalanche de horns.
  • Contexto histórico: lançado pela Motown, foi odiado pelos puristas americanos, mas virou febre na Europa, pavimentando a mudança definitiva de Luther para a França em 1977, onde se tornou lenda absoluta.
Um clássico polêmico e delicioso que prova: às vezes o blues precisa dançar para sobreviver. Imperdível para quem curte Albert King, Bobby “Blue” Bland ou o lado mais funky da soul music.