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19 de setembro de 2026

Bobby 'BlackHat' Walters - You Changed Your Mind Again 2007–2008

 

 1. You Changed Your Mind Again - 3:38
 2. Put On Your Red Shoes - 5:10
 3. No Room For You - 4:32
 4. Help Me - 4:59
 5. Nursery Rhyme Shuffle - 4:18
 6. Please Give Me A Clue - 5:14
 7. Out Late With The Devil - 2:42
 8. I Hear Mama's Voice - 6:11
 9. Grim Reaper - 6:34
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Chapéu preto, gaita da Virgínia

You Changed Your Mind Again, de Bobby “BlackHat” Walters, é blues elétrico de gaita — nove faixas gravadas na Virgínia, entre shuffle que puxa o pé e blues lento de fundo de poço. 

Walters, nascido em Cleveland, sopra e canta; Larry Berwald puxa a guitarra (e o slide), Mark Hopkins entra no violão, Von Jose Roberts no baixo, Tommy Fisher no teclado, Marty Germain na bateria e Jackie Scott nos vocais de apoio.

Na rádio WMRA, Greg Versen destaca a faixa-título que abre o disco para a pista, o slide de Berwald em Put On Your Red Shoes e o Help Me de Sonny Boy Williamson, que o grupo empurra para o gut-bucket. 

I Hear Mama’s Voice é o ponto em que a resenha polonesa da Blues PL para o disco: gaita clássica dos anos 50 e 60, sem solo de rock, com o blues lento no centro.

O disco saiu pela G.E.M.S. Recording & Production. Walters só foi com a gaita para valer depois de se aposentar da Guarda Costeira e estudar com Dennis Gruenling, Phil Wiggins, Johnny Sansone e Allen Holmes.

A gravação juntou músicos da Virgínia num conjunto de formação clássica, sem harmônica fusion. 

O álbum circula como lançamento de 2007–2008, e I Hear Mama’s Voice voltaria em 2012 como Song of the Year no Blewzzy Award.

Se gostou, põe o disco pra tocar agora, deixa um comentário no blog https://quemtempoe.blogspot.com/ — no e no Spotify: https://open.spotify.com/artist/3E5AImdRpIn3yCgfkT6Ip4


7 de setembro de 2026

Oozie Blues - Blues School 2008

 

1. Blues School (4:17)
2. Girl You Must Be Crazy (3:18)
3. Lost Generation (4:40)
4. Alligators (4:40)
5. Why Don't You Let Me Be (5:23)
6. Stormin' Norman (2:54)
7. Too Hard To Please (4:16)
8. I'm Tired Of Cryin' (3:58)
9. Time Tells (3:57)
10. Fat Tuesday (3:12)
11. Hide And Seek (3:31)
12. My Best Friend (4:54)
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Blues School: a aula particular da Oozie Blues Band 

Em 2008, a Oozie Blues Band, do sul da Califórnia, gravou Blues School: doze originais de blues elétrico e American Roots — com saltos de country blues, jump e R&B old school — escritos e cantados por Norman Pingrey, Terry DeRouen e Stephen Guillory

Pingrey, baixista e líder, veio da cena da Bay Area (1988–1995), onde tocou com T.W. Henderson e Deacon Jones e abriu para John Lee Hooker, Elvin Bishop e Joe Louis Walker. 

No disco, a base é voz, duas guitarras, baixo e bateria — Delacy White na caixa — com Guillory, que também ajudou na produção, entrando de gaita, dobro, órgão e conga só quando a faixa pedia. 

DeRouen e Guillory, quatro anos juntos na banda na época da gravação, dividem os solos: o duo aparece em “Lost Generation”, o órgão em “Alligators”, e a gaita em “Why Don't You Let Me Be”, “Time Tells”, “Hide And Seek” e “My Best Friend”. 
A faixa-título abre o programa; “My Best Friend”, de Pingrey, fecha o disco como dedicatória ao fundador Match “Hambone” Hammond.

O CD circulou como registro independente, de repertório 100% autoral, sem a cobertura de AllMusic ou Discogs que costuma acompanhar os nomes grandes do gênero. Anos depois a formação já incluía Ray Brooks, sax e o mesmo Guillory nos palcos do Real Blues Festival of Orange County e do Festival of Lights, em Riverside.

2 de setembro de 2026

Sonny Robertson - From The Banks Of The Mississippi 2008

 

1. No,body's Home (04:21)
2. We Like Them All (03:24)
3. Lonely Town (04:51)
4. Kiss the Monkey (04:13)
5. Different Shades of Blue (03:08)
6. Text Me Before You Sex Me (03:52)
7. Stay Gone (03:24)
8. Blues 2000 (03:22)
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O blues que atravessou o Mississippi e parou em Ohio 

Em 2008, o veterano Howard “Sonny” Robertson colocou no mundo From the Banks of the Mississippi, um disco independente de blues elétrico com cheiro de Chicago e St. Louis misturado a R&B de escola antiga. Oito faixas curtas, originais, gravadas depois de seis décadas de estrada.

Nascido em 28 de abril de 1940 em St. Louis, Robertson começou no gospel com Willie Mae Ford Smith, passou pelo quarteto Welcome Travelers e chegou a gravar com os Tabs na Vee Jay e na Scepter/Wand. Depois voltou para casa e pegou o baixo rítmico na banda de Albert King, tocando no Fillmore East e West. 

Na mesma época cruzou palco com Matt Murphy, Jimi Hendrix, B.B. King, Koko Taylor, Buddy Guy e Lonnie Brooks. Em Akron, Ohio, fundou a Howard Street Blues Band e tocou por 35 anos. 

O disco de 2008 traz o tom afiado da guitarra dele em faixas como “Kiss the Monkey”, um groove de dois compassos cheio de malícia, e “Text Me Before You Sex Me”, humor direto e sem frescura. “Nobody’s Home”, “Lonely Town” e “Blues 2000” completam o retrato de um homem que não adoçava a vida: gritava, gemia e cantava o inferno com a mesma naturalidade com que ria.

Ele lançou o CD pelo CD Baby no mesmo ano em que apareceu no programa de rádio internet de Judy Joy Jones para apresentar o trabalho. Décadas antes, o mesmo músico que hoje gravava um blues de celular já tinha cantado no Apollo Theater ao lado de Isley Brothers e Flip Wilson.

24 de junho de 2026

Susan Tedeschi – Back To The River 2008

 

1.Talking About – 4:21
2. 700 Houses – 4:36
3. Back to the River – 3:55
4. Love Will – 3:47
5. Butterfly – 4:06
6. People – 3:25
8. Revolutionize Your Soul – 4:44
9. True – 3:20
10. There's a Break in the Road – 3:26
11. Can't Sleep at Night – 3:51
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Susan Tedeschi Acende o Blues Rock com Alma, Slide e Groove Incendiário!
Susan Tedeschi lançou em 2008 Back to the River, seu quinto e último álbum solo de estúdio, um mergulho poderoso no blues rock vibrante com influências de soul, R&B e gospel que sacodem a alma e fazem o corpo querer dançar. Produzido majoritariamente por George Drakoulias (com Derek Trucks na faixa “Butterfly”), o disco é puro feeling e energia crua.
Formação: Susan na voz rouca e guitarra, o slide guitar inconfundível de Derek Trucks, as guitarras elétricas e slide de Doyle Bramhall II, as cordas e backing vocals de Gary Louris, a percussão e produção de George Drakoulias, além de uma seção de metais soulful (sax, trombone e trompete) e os backing vocals gospel das irmãs Julia e Maxine Waters.
Destaques: o título “Back to the River”, funk e enérgico co-escrito com Tony Joe White; “Learning the Hard Way”, parceria com Gary Louris cheia de alma blues; e “Butterfly”, produzida por Derek com clavinet e solos deslizantes. O cover explosivo de “There’s a Break in the Road”, de Allen Toussaint, ganha vida nova com metais e groove irresistível.
Curiosidade: Derek produziu “Butterfly” no estúdio caseiro Swamp Raga em Jacksonville depois que as sessões em Los Angeles não fluíram como esperado, gravando tudo de forma orgânica em takes crus e únicos. E olha: esse foi o último álbum solo dela antes de explodir com a lendária Tedeschi Trucks Band ao lado de Derek em 2010 — e ainda rendeu indicação ao Grammy de Melhor Álbum de Blues Contemporâneo.

29 de maio de 2026

Love Sculpture - Blues Helping (1968) 2008

 

1. The Stumble (Freddy King, Sonny Thompson) - 3:03
2. Three O' Clock Blues (B.B. King, Jules Taub) - 5:08
3. I Believe To My Soul (Ray Charles) - 3:47
4. So Unkind (Elmore James, Marshall Sehorn) - 2:56
5. Summertime (DuBose Heyward, George Gershwin) - 4:02
6. On The Road Again (Floyd Jones, Will Shade) - 3:35
7. Don't Answer The Door (Jimmy Johnson) - 6:02
8. Wang Dang Doodle (Willie Dixon) - 3:31
9. Come Back Baby (Ray Charles) - 2:45
10.Shake Your Hips (James Moore) - 3:19
11.Blues Helping: Instrumental (Bob Jones, Dave Edmunds, John Williams) - 3:46
12.Morning Dew: Take Me For A Walk (Bonnie Dobson, Tim Rose, 1967 Single Release as Human Beans) - 2:52
13.It's A Wonder (Isaac Hayes, David Porter, 1967 Single Release as Human Beans) - 2:41
14.River To Another Day (Charles & Kingsley Ward, 1968 Single Release) - 2:36
15.Brand New Woman (Crick Feather, 1968 Single Release) - 2:21
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Dave Edmunds Bluesman: Love Sculpture Incendeia o Blues em 1968!
Estamos voltando a 1968, quando Dave Edmunds ainda não era o produtor de lendas nem o cara do Rockpile: ele era puro blues-rock com o power trio Love Sculpture! Blues Helping (o remaster Esoteric de 2008) é um petardo de energia britânica, cheio de covers quentes de blues e R&B com toques de boogie selvagem e phrasing jazz-influenciado que faz a guitarra voar.
Formação: Dave Edmunds manda ver na guitarra, órgão, piano e vocais principais, John Williams segura o baixo e vocais com groove pesado, e Bob “Congo” Jones detona na bateria. 
Destaques: O instrumental “The Stumble” (Freddie King) é uma corrida breakneck que prova a destreza insana de Edmunds; o monstro “Blues Helping” entrega solos em forma de tornado; e “On The Road Again” soa exatamente como o boogie californiano do Canned Heat, com o trio tocando solto, bruto e cheio de alegria power-trio. As leads cortantes e o ritmo implacável são pura adrenalina blues-rock.
Gravado em julho/agosto de 1968 nos lendários Abbey Road Studios (co-produzido por Kingsley Ward, futuro fundador do Rockfield, e Malcolm Jones, que logo criaria o selo Harvest), o disco mostra Edmunds confessando que mal conhecia o blues na época — mas ninguém diria ouvindo a pirotecnia na seis cordas. 
Era o auge da cena blues-rock britânica ao lado de Cream e Savoy Brown, e o pontapé inicial que transformaria Edmunds num dos maiores camaleões da música.