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5 de novembro de 2026

Lou Reed – Transformer – 1972 (2002)

 

01. Vicious (2:59)
02. Andy’s Chest (3:21)
03. Perfect Day (3:46)
04. Hangin’ ‘Round (3:35)
05. Walk On The Wild Side (4:16)
06. Make Up (3:00)
07. Satellite Of Love (3:42)
08. Wagon Wheel (3:19)
09. New York Telephone Conversation (1:34)
10. I’m So Free (3:10)
11. Goodnight Ladies (4:31)
Bonus Tracks:
12. Hangin’ ‘Round (Acoustic Demo) (3:58)
13. Perfect Day (Acoustic Demo) (4:50)
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O disco que tirou Lou Reed do underground e colocou no rádio

Transformer, de 1972, é o segundo álbum solo de Lou Reed e o que consolidou seu som no glam rock, com arranjos mais acessíveis do que o trabalho anterior no Velvet Underground. Produzido por David Bowie e Mick Ronson, o disco mistura letras urbanas e observacionais de Reed com uma produção limpa que deixava as canções em primeiro plano.

Reed canta e toca guitarra, com Ronson em guitarra, piano e arranjos (incluindo as cordas de “Perfect Day”), Bowie em backing vocals e contribuições, além de Herbie Flowers no baixo e tuba. Fontes destacam “Walk on the Wild Side”, o single mais conhecido de Reed e o que o levou às paradas; “Perfect Day”, balada que depois ganhou vida própria em trilhas e versões; e “Satellite of Love”, com o vocal de apoio de Bowie. O som tem guitarras elétricas, piano marcante e a linha de baixo clássica de Flowers em “Walk on the Wild Side”.

O álbum foi gravado em agosto de 1972 no Trident Studios, em Londres, em cerca de três semanas. Algumas canções já existiam de sessões anteriores de Reed, e “Vicious” partiu de uma sugestão de Andy Warhol.

A edição de 2002 da BMG Heritage/RCA acrescenta dois demos acústicos inéditos de “Hangin’ ‘Round” e “Perfect Day”. O lançamento original saiu pela RCA em 8 de novembro de 1972 e marcou a maior exposição comercial de Reed até então, logo após o fim do Velvet Underground.

Se gostou, veja também os outros discos solo de Reed dos anos 70 e as reedições do Velvet Underground. Ouça agora no Spotify, comente o que achou e passe no blog em https://quemtempoe.blogspot.com/



19 de outubro de 2026

Leon Russell - Carney (1972)

 

01. Tight Rope - 2:58
02. Out In The Woods - 3:35
03. Me And Baby Jane - 3:52
04. Manhattan Island Serenade - 3:24
05. Cajun Love Song - 3:08
06. Roller Derby - 2:21
07. Carney - 0:46
08. Acid Annapolis - 2:48
09. If The Shoe Fits - 2:21
10. My Cricket - 2:55
11. This Masquerade - 4:21
12. Magic Mirror - 4:54
13. Roller Derby-Roll Away The Stone (Bonus Live 1972)
14. Out In The Woods (Bonus Live 1972)
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O disco de 1972 em que Leon Russell chegou ao 2º da Billboard com “Tight Rope” e “This Masquerade”

Carney, terceiro disco solo de Leon Russell, saiu em 26 de junho de 1972 pela Shelter: roots rock com toques de psicodelia, doze faixas, cerca de 37 minutos. Chegou ao 2º da Billboard 200 e vendeu um milhão de cópias. A produção é de Denny Cordell e do próprio Russell.

Russell canta e toca piano, guitarra e baixo. Don Preston e Joey Cooper nas guitarras. John Gallie no órgão. Carl Radle no baixo. Chuck Blackwell e Jim Keltner na bateria. Vocais de apoio de Patrick, Phyllis, Mary Anne e Wacy. “Tight Rope” abre o lado A, com ritmo sincopado e metáfora de circo, e chegou ao 11º da Hot 100 (B-side era “This Masquerade”). “Out in the Woods” tem vibe swamp-blues, “Cajun Love Song” e “Roller Derby” puxam para o R&B de Nova Orleans. “This Masquerade”, balada de jazz-soul, virou hit do George Benson em 1976. “Acid Annapolis” é coescrita com Don Preston. As sessões foram no Skyhill (Hollywood), Muscle Shoals e Paradise (Oklahoma).

Russell vinha de anos como músico de estúdio em Los Angeles, tinha liderado a banda de Joe Cocker no Mad Dogs & Englishmen e tocado no Concert for Bangladesh. O disco saiu depois do sucesso do álbum de estreia. Ele morreu em 13 de novembro de 2016, em Nashville, aos 74 anos. Esta versão inclui ainda dois bonus ao vivo de 28 de agosto de 1972, no Long Beach Arena: “Roller Derby-Roll Away the Stone” e “Out in the Woods”.

Se gostou, veja também o álbum de estreia e os discos com Joe Cocker. Carney está nas plataformas desde os anos 1970 — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify



25 de setembro de 2026

Vinegar Joe - Vinegar Joe (1972)

 

1.. Rusty Red Armour Palmer 5:04
3. Ride Me Easy, Rider Gage 5:47
4. Circles Palmer 4:06
5. Leg Up Palmer 4:58
6. See the World (Through My Eyes) Gage 6:19
7. Never Met a Dog (That Took to Me) Palmer 6:32
8. Avinu Malkenu Brooks, Gage 3:26
9. Gettin' Out Gage, Thompson, York 5:07
10. Live a Little, Get Somewhere Gage 5:24
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Dois vocais, um palco: o R&B da Island que o vinil não segurou

Vinegar Joe, disco de estreia da banda londrina, saiu em abril de 1972 pela Island no Reino Unido e pela Atco nos EUA. É blues rock com R&B e soul, enxugado do jazz-fusion do grupo anterior, Dada, a pedido de Ahmet Ertegun e com o empurrão de Chris Blackwell.

No centro estão Elkie Brooks e Robert Palmer nos vocais — ela vinda do Dada, ele do Alan Bown Set — com Pete Gage na guitarra e nos arranjos de metais e Steve York no baixo e na gaita. Dave Thompson e Tim Hinkley dividem teclados; na bateria entram Conrad Isidore, Rob Tait e Keef Hartley, ainda sem um titular fixo. Palmer assina “Rusty Red Armour”, “Circles”, “Leg Up” e o single britânico “Never Met a Dog (That Took to Me)”. 

Gage escreve “Early Monday Morning”, “Ride Me Easy Rider” e “See the World (Through My Eyes)”, escolhida como compacto americano. “Avinu Malkenu”, de Brooks e Gage, traz verso em hebraico.

O disco foi gravado no Olympic Studios e mixado na Island, com produção de Gage e Vic Smith. A capa usa bonecos de plasticina de John Padley; Phil Collins chegou a se candidatar à vaga de baterista e não ficou.

15 de setembro de 2026

John Renbourn - Faro Annie 1972

 

01. White House Blues (3:35)
02. Buffalo Skinners (3:37)
03. Kokomo Blues (3:54)
04. Little Sadie (3:16)
05. Shake Shake Mamma (3:33)
06. Willy O'Winsbury (5:39)
07. The Cuckoo (3:57)
08. Come On In My Kitchen (3:52)
09. Country Blues (3:36)
10. Faro Annie (3:25)
11. Back On The Road Again (3:12)
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O adeus blues de John Renbourn

Faro Annie, álbum solo de John Renbourn gravado em 1971 no Livingston Studios, em New Barnet, e lançado pela Transatlantic no Reino Unido (e pela Reprise nos EUA em 1972), entra de cabeça no folk-rock e no blues americano — bem longe do perfil medieval de The Lady and the Unicorn. 

Renbourn canta e toca violão, gaita e sitar; entram Dorris Henderson no vocal em três faixas, Sue Draheim no violino, Pete Dyer na gaita e, em “Shake Shake Mamma” e na faixa-título, o baixo de Danny Thompson e a bateria de Terry Cox, colegas do Pentangle. 

Produção de Bill Leader, engenharia de Nic Kinsey.William Ruhlmann, no AllMusic, destaca o sitar ao fundo em “Buffalo Skinners”, o primeiro pulso folk-rock em “Kokomo Blues”, a balada britânica “Willy O’Winsbury” e o Robert Johnson de “Come On in My Kitchen”. Robert Christgau, que deu B+ ao disco, confessou ter ouvido “Willy O’Winsbury” até o fim. 

O próprio Renbourn descreveu o disco como o lado folk-blues dele “dez anos depois”: um “adeus e obrigado” à Transatlantic, quando achava que deixava o selo.

Na entrevista a Rosalind Russell, na semana do lançamento, ele disse que a sessão foi às pressas — ainda devia um LP à gravadora — e que o estúdio estava sendo demolido e reconstruído ao redor deles. O vinil britânico saiu como Transatlantic TRA 247; nos Estados Unidos chegou em 1972 pela Reprise (MS 2082).

10 de setembro de 2026

Jerry Garcia – Garcia – 1972 1988

 

01. Deal (03:14)
02. Bird Song (04:27)
03. Sugaree (05:55)
04. Loser (04:10)
05. Late For Supper (01:38)
06. Spidergawd (03:26)
07. Eep Hour (05:09)
08. To Lay Me Down (06:18)
09. An Odd Little Place (01:39)
10. The Wheel (04:04)
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Um homem, um baterista, dez faixas

Primeiro disco solo de Jerry Garcia, saiu em 20 de janeiro de 1972 pela Warner Bros., folk rock e country rock de um lado, colagens e pedal steel do outro, do blues-rock de “Sugaree” ao experimental de “Late for Supper”.

Gravado em julho de 1971 no Studio D da Wally Heider, em San Francisco. Garcia toca violão, guitarra, pedal steel, baixo, piano, órgão e canta; Bill Kreutzmann, do Grateful Dead, fica na bateria. Letras de Robert Hunter nas seis canções com voz. 

Produção de Bob Matthews e Betty Cantor, com Ramrod e Kreutzmann. Capa de Bob Seidemann. Planer destaca o pedal steel de “The Wheel”, a balada “Bird Song” e o tom sombrio de “Loser”.

A maior parte das faixas nasceu como violão acústico e bateria; Garcia depois sobrepôs o resto. Saiu no mesmo pacote de solos que a Warner ofereceu ao Dead, ao lado de Ace, de Bob Weir, e Rolling Thunder, de Mickey Hart. Chegou ao 35º lugar da Billboard; o compacto “Sugaree” / “Eep Hour” foi ao 94º em abril de 1972. Em 1988 a Grateful Dead Records reeditou o álbum em CD.

15 de julho de 2026

Paul Brett's Sage - Schizophrenia (1972) 2009

 

1. Custom Angel Man (Paul Brett) - 2:35
2. Charlene (John Hutcheson) - 3:06
3. Song Of Life - Song O f Death (John Hutcheson) - 2:44
4. Slow Down Ma! (John Hutcheson) - 2:59
5. Saviour Of The World (John Hutcheson) - 3:39
6. Limp Willie (Bob Voice, Dick Dufall, Paul Brett, Stuart Cowell) - 1:41
7. Tale Of A Rainy Night (Paul Brett) - 3:03
8. Take Me Back And I Will Love You (John Hutcheson) - 4:13
9. Autumn (Paul Brett) - 4:43
10.Make It Over (Goddard, Phillips) - 3:10
11.Bee (Paul Brett) - 1:01
12.Dahlia (Bonus Track) (Paul Brett) - 4:14
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O Álbum Final que Misturou Guitarras Pesadas, Sleigh Bells e uma Dose de Loucura Folk-Rock!

Lançado em 1972 como o terceiro e último álbum de Paul Brett's Sage, Schizophrenia é uma obra fascinante do folk-rock psicodélico que combina uma nova pesadez nas guitarras elétricas com uma base acústica intimista e harmonias vocais marcantes.

Logo na abertura, “Custom Angel Man” surpreende com grooves pesados de guitarra elétrica que martelam entre os alto-falantes. “Song Of Life – Song Of Death” entrega um rock autêntico, completo com sleigh bells – um toque festivo raro, parecido apenas com “I Believe In Father Christmas”, de Greg Lake. 

Já “Autumn” volta ao charme original com flauta, oboé, guitarra acústica e bongôs, enquanto os instrumentais “Limp Willie” e “Bee” funcionam como vitrines puras da maestria de Paul Brett na guitarra. Dave Lambert (piano e órgão) e Rod Coomes (bateria), ambos dos Strawbs, adicionam camadas extras de textura.Uma curiosidade marcante é que, com a saída do baixista Dufall, a banda virou trio e o baixo ficou sem créditos. 

A nota do encarte de “Limp Willie” sugere “beba oito rum duplos e você pode inventar suas próprias palavras”, e a faixa bônus “Dahlia” traz um violino incrível de Mike Piggott.Coloque o disco pra tocar e mergulhe nessa viagem sonora dos anos 70. 

2 de maio de 2026

America 1972

 

A1. Riverside
A2. Sandman
A3. Three Roses
A4. Children
A5. A Horse With No Name
A6. Here

B1. I Need You
B2. Rainy Day
B3. Never Found The Time
B4. Clarice
B5. Donkey Jaw
B6. Pigeon Song
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America 1972: O Folk-Pop que Galopou pro Topo com um Cavalo Sem Nome!
O álbum de estreia homônimo da banda America, lançado em janeiro de 1972 pela Warner Bros., é um clássico do folk-pop que mistura suavidade e ambição. Gravado em Londres, o disco entrega harmonias vocais cristalinas e um jogo intrincado de guitarras acústicas que soa fresco até hoje.
Formado pelo trio Dewey Bunnell, Gerry Beckley e Dan Peek (todos nos vocais e guitarras), o grupo cria faixas que grudam na alma. 
Destaques: o hit planetário “A Horse with No Name”, o clima misterioso de “Sandman” e a doçura de “I Need You”. O som é puro acústico folk-rock, com harmonias em três vozes, introduções instrumentais longas e improvisos sutis que enchem o ar sem exageros.
Curiosidade: o disco saiu primeiro sem “A Horse with No Name”, que era um single à parte – só entrou nas reedições depois de explodir nas rádios. Dewey Bunnell escreveu a canção inspirado em desertos da infância, e a banda quase descartou achando que era “novelty”. Fato histórico: o álbum chegou ao #1 da Billboard, tirou Neil Young do topo e deu à America o Grammy de Melhor Artista Novo de 1972.