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25 de setembro de 2026

Vinegar Joe - Vinegar Joe (1972)

 

1.. Rusty Red Armour Palmer 5:04
3. Ride Me Easy, Rider Gage 5:47
4. Circles Palmer 4:06
5. Leg Up Palmer 4:58
6. See the World (Through My Eyes) Gage 6:19
7. Never Met a Dog (That Took to Me) Palmer 6:32
8. Avinu Malkenu Brooks, Gage 3:26
9. Gettin' Out Gage, Thompson, York 5:07
10. Live a Little, Get Somewhere Gage 5:24
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Dois vocais, um palco: o R&B da Island que o vinil não segurou

Vinegar Joe, disco de estreia da banda londrina, saiu em abril de 1972 pela Island no Reino Unido e pela Atco nos EUA. É blues rock com R&B e soul, enxugado do jazz-fusion do grupo anterior, Dada, a pedido de Ahmet Ertegun e com o empurrão de Chris Blackwell.

No centro estão Elkie Brooks e Robert Palmer nos vocais — ela vinda do Dada, ele do Alan Bown Set — com Pete Gage na guitarra e nos arranjos de metais e Steve York no baixo e na gaita. Dave Thompson e Tim Hinkley dividem teclados; na bateria entram Conrad Isidore, Rob Tait e Keef Hartley, ainda sem um titular fixo. Palmer assina “Rusty Red Armour”, “Circles”, “Leg Up” e o single britânico “Never Met a Dog (That Took to Me)”. 

Gage escreve “Early Monday Morning”, “Ride Me Easy Rider” e “See the World (Through My Eyes)”, escolhida como compacto americano. “Avinu Malkenu”, de Brooks e Gage, traz verso em hebraico.

O disco foi gravado no Olympic Studios e mixado na Island, com produção de Gage e Vic Smith. A capa usa bonecos de plasticina de John Padley; Phil Collins chegou a se candidatar à vaga de baterista e não ficou.

15 de setembro de 2026

John Renbourn - Faro Annie 1972

 

01. White House Blues (3:35)
02. Buffalo Skinners (3:37)
03. Kokomo Blues (3:54)
04. Little Sadie (3:16)
05. Shake Shake Mamma (3:33)
06. Willy O'Winsbury (5:39)
07. The Cuckoo (3:57)
08. Come On In My Kitchen (3:52)
09. Country Blues (3:36)
10. Faro Annie (3:25)
11. Back On The Road Again (3:12)
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O adeus blues de John Renbourn

Faro Annie, álbum solo de John Renbourn gravado em 1971 no Livingston Studios, em New Barnet, e lançado pela Transatlantic no Reino Unido (e pela Reprise nos EUA em 1972), entra de cabeça no folk-rock e no blues americano — bem longe do perfil medieval de The Lady and the Unicorn. 

Renbourn canta e toca violão, gaita e sitar; entram Dorris Henderson no vocal em três faixas, Sue Draheim no violino, Pete Dyer na gaita e, em “Shake Shake Mamma” e na faixa-título, o baixo de Danny Thompson e a bateria de Terry Cox, colegas do Pentangle. 

Produção de Bill Leader, engenharia de Nic Kinsey.William Ruhlmann, no AllMusic, destaca o sitar ao fundo em “Buffalo Skinners”, o primeiro pulso folk-rock em “Kokomo Blues”, a balada britânica “Willy O’Winsbury” e o Robert Johnson de “Come On in My Kitchen”. Robert Christgau, que deu B+ ao disco, confessou ter ouvido “Willy O’Winsbury” até o fim. 

O próprio Renbourn descreveu o disco como o lado folk-blues dele “dez anos depois”: um “adeus e obrigado” à Transatlantic, quando achava que deixava o selo.

Na entrevista a Rosalind Russell, na semana do lançamento, ele disse que a sessão foi às pressas — ainda devia um LP à gravadora — e que o estúdio estava sendo demolido e reconstruído ao redor deles. O vinil britânico saiu como Transatlantic TRA 247; nos Estados Unidos chegou em 1972 pela Reprise (MS 2082).

10 de setembro de 2026

Jerry Garcia – Garcia – 1972 1988

 

01. Deal (03:14)
02. Bird Song (04:27)
03. Sugaree (05:55)
04. Loser (04:10)
05. Late For Supper (01:38)
06. Spidergawd (03:26)
07. Eep Hour (05:09)
08. To Lay Me Down (06:18)
09. An Odd Little Place (01:39)
10. The Wheel (04:04)
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Um homem, um baterista, dez faixas

Primeiro disco solo de Jerry Garcia, saiu em 20 de janeiro de 1972 pela Warner Bros., folk rock e country rock de um lado, colagens e pedal steel do outro, do blues-rock de “Sugaree” ao experimental de “Late for Supper”.

Gravado em julho de 1971 no Studio D da Wally Heider, em San Francisco. Garcia toca violão, guitarra, pedal steel, baixo, piano, órgão e canta; Bill Kreutzmann, do Grateful Dead, fica na bateria. Letras de Robert Hunter nas seis canções com voz. 

Produção de Bob Matthews e Betty Cantor, com Ramrod e Kreutzmann. Capa de Bob Seidemann. Planer destaca o pedal steel de “The Wheel”, a balada “Bird Song” e o tom sombrio de “Loser”.

A maior parte das faixas nasceu como violão acústico e bateria; Garcia depois sobrepôs o resto. Saiu no mesmo pacote de solos que a Warner ofereceu ao Dead, ao lado de Ace, de Bob Weir, e Rolling Thunder, de Mickey Hart. Chegou ao 35º lugar da Billboard; o compacto “Sugaree” / “Eep Hour” foi ao 94º em abril de 1972. Em 1988 a Grateful Dead Records reeditou o álbum em CD.

15 de julho de 2026

Paul Brett's Sage - Schizophrenia (1972) 2009

 

1. Custom Angel Man (Paul Brett) - 2:35
2. Charlene (John Hutcheson) - 3:06
3. Song Of Life - Song O f Death (John Hutcheson) - 2:44
4. Slow Down Ma! (John Hutcheson) - 2:59
5. Saviour Of The World (John Hutcheson) - 3:39
6. Limp Willie (Bob Voice, Dick Dufall, Paul Brett, Stuart Cowell) - 1:41
7. Tale Of A Rainy Night (Paul Brett) - 3:03
8. Take Me Back And I Will Love You (John Hutcheson) - 4:13
9. Autumn (Paul Brett) - 4:43
10.Make It Over (Goddard, Phillips) - 3:10
11.Bee (Paul Brett) - 1:01
12.Dahlia (Bonus Track) (Paul Brett) - 4:14
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O Álbum Final que Misturou Guitarras Pesadas, Sleigh Bells e uma Dose de Loucura Folk-Rock!

Lançado em 1972 como o terceiro e último álbum de Paul Brett's Sage, Schizophrenia é uma obra fascinante do folk-rock psicodélico que combina uma nova pesadez nas guitarras elétricas com uma base acústica intimista e harmonias vocais marcantes.

Logo na abertura, “Custom Angel Man” surpreende com grooves pesados de guitarra elétrica que martelam entre os alto-falantes. “Song Of Life – Song Of Death” entrega um rock autêntico, completo com sleigh bells – um toque festivo raro, parecido apenas com “I Believe In Father Christmas”, de Greg Lake. 

Já “Autumn” volta ao charme original com flauta, oboé, guitarra acústica e bongôs, enquanto os instrumentais “Limp Willie” e “Bee” funcionam como vitrines puras da maestria de Paul Brett na guitarra. Dave Lambert (piano e órgão) e Rod Coomes (bateria), ambos dos Strawbs, adicionam camadas extras de textura.Uma curiosidade marcante é que, com a saída do baixista Dufall, a banda virou trio e o baixo ficou sem créditos. 

A nota do encarte de “Limp Willie” sugere “beba oito rum duplos e você pode inventar suas próprias palavras”, e a faixa bônus “Dahlia” traz um violino incrível de Mike Piggott.Coloque o disco pra tocar e mergulhe nessa viagem sonora dos anos 70. 

2 de maio de 2026

America 1972

 

A1. Riverside
A2. Sandman
A3. Three Roses
A4. Children
A5. A Horse With No Name
A6. Here

B1. I Need You
B2. Rainy Day
B3. Never Found The Time
B4. Clarice
B5. Donkey Jaw
B6. Pigeon Song
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America 1972: O Folk-Pop que Galopou pro Topo com um Cavalo Sem Nome!
O álbum de estreia homônimo da banda America, lançado em janeiro de 1972 pela Warner Bros., é um clássico do folk-pop que mistura suavidade e ambição. Gravado em Londres, o disco entrega harmonias vocais cristalinas e um jogo intrincado de guitarras acústicas que soa fresco até hoje.
Formado pelo trio Dewey Bunnell, Gerry Beckley e Dan Peek (todos nos vocais e guitarras), o grupo cria faixas que grudam na alma. 
Destaques: o hit planetário “A Horse with No Name”, o clima misterioso de “Sandman” e a doçura de “I Need You”. O som é puro acústico folk-rock, com harmonias em três vozes, introduções instrumentais longas e improvisos sutis que enchem o ar sem exageros.
Curiosidade: o disco saiu primeiro sem “A Horse with No Name”, que era um single à parte – só entrou nas reedições depois de explodir nas rádios. Dewey Bunnell escreveu a canção inspirado em desertos da infância, e a banda quase descartou achando que era “novelty”. Fato histórico: o álbum chegou ao #1 da Billboard, tirou Neil Young do topo e deu à America o Grammy de Melhor Artista Novo de 1972.

3 de fevereiro de 2026

Phil Upchurch - Darkness, Darkness 1972

 

A1 - Darkness, Darkness   9:35
A2 - Fire And Rain   7:35
B1 - What We Call The Blues   6:35
B2 - Cold Sweat   6:35
B3 - Please Send Me Someone To Love   5:07
C1 - Inner City Blues   6:42
C2 - You've Got A Friend   8:39
D1 - Love And Peace   5:24
D2 - Swing Low, Sweet Chariot   6:36
D3 - Sausalito Blues   4:05

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O Clássico Esquecido de Phil Upchurch
"Darkness, Darkness", lançado em 1972 por Phil Upchurch, é uma joia dupla do soul-jazz que funde jazz, blues, rock, soul e funk em um fluxo irresistível. Gravado logo após Upchurch deixar a Cadet Records – onde brilhou como guitarrista preferido de Curtis Mayfield e Jerry Butler –, o álbum marca sua migração para a costa oeste, sob produção de Tommy LiPuma. O som é limpo e brilhante, com grooves relaxados e guitar work alucinante que dispensa distorções, focando na essência das notas.
Destaques: incluem a cover hipnótica de "Darkness, Darkness" (Youngbloods), transformada em funk sujo com arranjos de Donny Hathaway no Fender Rhodes; "Fire and Rain" (James Taylor), reinventada como boogaloo funky com acordes à la Wes Montgomery; e "Cold Sweat" (James Brown), suavizada mas feroz. Participações estelares como Chuck Rainey no baixo e Joe Sample no piano elevam tudo a outro nível.
Curiosidade: Upchurch gravou em 1971, capturando a transição do som cru de Chicago para a vibe polida de Los Angeles. Outro detalhe: Apesar de subestimado na época, é considerado o álbum soul-jazz definitivo dos anos 70 – uma transcendência funky que ainda inspira!