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15 de março de 2026

Pete Franklin - Guitar Pete's Blues 1993

 

01.I Got To Find My Baby 
 02.Lonesome Bedroom Blues
 04.Black Gal 
 05.Grievin' Me 
 06.Rocky Mountains 
 08.Sail On 
 09.My Old Lonesome Blues 
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Blues Esquecido: "Guitar Pete's Blues" de Pete Franklin
Pete Franklin, o lendário bluesman de Indianapolis, entrega uma joia atemporal em Guitar Pete's Blues, gravado originalmente em 1961 e reeditado em CD em 1993 pela Prestige/Fantasy. Esse álbum de blues acústico tradicional irradia intensidade emocional, com Franklin alternando guitarra afiada e piano melancólico, evocando as raízes do Delta e do Piedmont blues em canções improvisadas que questionam injustiças sociais e o destino incerto. 
Destaques: incluem a épica faixa-título "Guitar Pete's Blues", uma jornada feroz de 7:48 minutos cheia de alma, e "Prison Bound", com harmonias sombrias que capturam o lamento do bluesman. Outras pérolas como "Six White Horses" e "Black Gal" brilham pela autenticidade crua, sem overdubs ou firulas modernas.
Curiosidade: o disco foi registrado em um único dia, 12 de julho de 1961, em Indianapolis, sob a condição de Franklin de não deixar sua terra natal, convencido pelo folklorista Art Rosenbaum após uma década de ostracismo. 
Detalhe: influenciado por mestres como Leroy Carr e Scrapper Blackwell, que moraram com sua família na infância, Franklin fundiu lições "acadêmicas" de guitarra e piano com sua vivência pós-Segunda Guerra, tornando-o um elo vital entre o blues pré-guerra e o revival dos anos 60.

22 de outubro de 2025

Mercy Dee Walton • Troublesome Mind 1961 (1991)

 

1 - Have You Ever Been Out In The Country - 3:39
2 - Five Card Hand - 3:07
3 - After The Fight - 3:16
4 - Lady Luck - 2:45
5 - Betty Jean - 2:06
6 - One Room Country Shack - 4:05
7 - Mercy's Troubles - 9:32
8 - Sugar Daddy - 4:30
9 - Red Light - 2:30
10 - Walked Down So Many Turnrows - 3:05
11 - Call The Asylum - 4:00
12 - Mercy's Shuffle - 3:12
13 - Troublesome Mind - 5:55
14 - Shady Lane - 4:20
15 - Eight Wonder Of The World - 2:37
16 - I Been A Fool - 3:20
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Mercy Dee Walton Desperta em Troublesome Mind

Troublesome Mind, o tesouro de 1961 de Mercy Dee Walton, o pianista visionário que funde ritmos jump blues com toques lowdown e letras afiadas, ora hilárias, ora lacrimosas. Gravado em sessões intimistas na Califórnia, o álbum pulsa com piano pulsante, harmônica rouca de Sidney Maiden, guitarra de K.C. Douglas e bateria de Otis Cherry, criando um clima de bar enfumaçado que cativa do primeiro acorde.
O remake sombrio de "One Room Country Shack" – hit R&B de 1953 que Mose Allison imortalizou –, o épico "Mercy's Troubles" (quase 10 minutos de narrativa blueseira) e "Call the Asylum", com vocais suaves e ironia afiada. Curiosidade: Produzido por Chris Strachwitz da Arhoolie em estúdios improvisados de Stockton e Berkeley, inclui faixas inéditas que capturam o comeback triunfal de Walton após anos de hiato. Lançado pouco antes de sua morte aos 47, em 1962, é um grito eterno do unsung hero do Texas.

28 de setembro de 2025

Big Joe Williams - I Got Wild (1958/1961) 2003

 

1. Coffeehouse Blues (3:21)
2. Angel Child (2:56)
3. Studio Talk (1:45)
 (4:02)
4. Bull Cow Blues (2:40)
5. So Much Wine (3:14)
6. Studio Talk (0:45)
7. Studio Blues (4:18)
8. She Are My Sunshine (2:32)
9. Arkansas Woman (Alternate) (3:44)
10. Studio Talk (2:36)
11. That Thing's In Town (Alternate) (4:01)
12. Desert Blues (3:23)
13. I Got Wild (2:57)
14. Prison Bound (3:28)
15. Midnight Creep (2:50)
16. GM&O Blues (3:41)
17. Interview (1:39)
18. I'm Tired (4:41)
19. Back Door (2:47)
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via: yardraw


Big Joe Williams: I Got Wild É Blues Puro e Implacável!
Big Joe Williams, é um tesouro do country blues, impulsionado pelo som único da guitarra de nove cordas que faz o ar vibrar como um trem de carga noturno. Lançado em 2003 pela Delmark Records, mas gravado entre 1958 e 1961, esse álbum captura a essência crua e selvagem de um dos maiores contadores de histórias do blues.
A faixa-título "I Got Wild" explode com energia feroz, enquanto "P-Vine Blues" e "Desert Blues" tecem narrativas de dor e redenção que grudam na alma. Os diálogos de estúdio – como os priceless banters com o baixista Ransom Knowling em três faixas – adicionam um toque voyeurístico, revelando o caos criativo por trás das cordas. Essas sessões em St. Louis de 1958 foram tão espontâneas que Big Joe largou a cidade logo após, deixando para trás gems que demoraram décadas para brilhar. Williams, lenda nômade que influenciou gerações, entrega aqui seu legado de blues de estrada, acompanhado por Knowling em momentos que ecoam as jam sessions dos anos 50. Se você curte blues que sangra verdade, esse é o seu próximo vício.