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27 de janeiro de 2026

Gramine - Gramine (1974)

 

01. Hajda Troja Blues (H. Szemplińska/J. Dobrzyński) - 4:45
02. Żywioł Powietrza - 2:40
03. Blues O Ciszy (H. Szemplińska/J. Dobrzyński) - 2:07
04. Żywioł Ziemi (Traditional/Arr: H. Szemplińska/J. Dobrzyński) - 4:06
05. Osiem Koni Albo Czterdziestu Ludzi (Traditional/Arr: H. Szemplińska/J. Dobrzyński) - 4:08
06. Weekend W Dolinie Josefata (Traditional/Arr: H. Szemplińska/J. Dobrzyński) - 2:58
07. Żywioł Ognia - 4:06
08. Żywioł Wody (Traditional/Arr: H. Szemplińska/J. Dobrzyński) - 2:09
09. Jałowcowy Blues (H. Szemplińska/J. Dobrzyński) - 3:10
10. Blues O Warszawskiej Syrenie (Traditional/Arr: H. Szemplińska/J. Dobrzyński) - 5:19
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Gramine: O Jazz-Rock Polonês que Desperta os Elementos!
No efervescente cenário musical da Polônia comunista dos anos 1970, a banda Gramine lançou seu álbum homônimo em 1974, uma fusão explosiva de jazz-rock, blues e toques de funk. Com vocais poderosos de Halina Szemplińska à frente, o disco explora temas místicos, como os quatro elementos da natureza (ar, terra, fogo e água), misturando improvisações vibrantes a arranjos de canções tradicionais polonesas. O resultado é um som cru e cativante, impulsionado por sax alto de Jerzy Dobrzyński, violino de Ewa Jurkiewicz e uma seção rítmica pulsante com baixo de Wojciech Zalewski e bateria de Kazimierz Jonkisz.
Pontos altos: a abertura energética "Hajda Troja Blues" (4:45), com riffs de guitarra hipnóticos de Remigiusz Kossacz, e a épica "Blues O Warszawskiej Syrenie" (5:19), uma ode bluesy à lenda da sereia de Varsóvia, destacando harmonias vocais femininas únicas. Outra faixa marcante é "Osiem Koni Albo Czterdziestu Ludzi" (4:08), com percussão tribal de Piotr Rossa que evoca ritmos ancestrais.
Curiosidade: O álbum foi gravado pela estatal Polskie Nagrania Muza, em sessões improvisadas que capturaram a essência livre do jazz como forma de expressão cultural sob o regime opressivo.Interessante também é o contexto: Gramine surgiu da Grupa Bluesowa Stodoła, debutando em 1972, e continuou ativa até 1980, quando se rebatizou como Traffic Lights para turnês no Oriente Médio. Reeditado em 2020, esse tesouro underground é essencial para fãs de sons vintage e inovadores!

11 de dezembro de 2025

Ronnie Wood – I’ve Got My Own Album To Do (1974)

 

Lado A
Mystifies Me – 3:19
Take a Look at the Guy – 2:33
Act Together – 4:25 (Mick Jagger / Keith Richards)
Am I Grooving You – 3:41 (Bert Russell / Jeff Barry)

Lado B
7. Shirley – 5:21
8. Cancel Everything – 4:40
9. Sure the One You Need – 4:12 (Mick Jagger / Keith Richards)
10. If You Gotta Make a Fool of Somebody – 3:34 (Rudy Clark)
11. Crotch Music – 6:04 (Willie Weeks)
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Ron Wood Solta a Franga: “I’ve Got My Own Album To Do” (1974) 

 
Lançado em setembro de 1974, o debut solo de Ronnie Wood chegou no exato momento em que The Faces estavam desmoronando. O resultado? Um álbum cru, quente e lotado de amigos famosos – praticamente uma festa privada dos Rolling Stones com convidados de luxo.
 
Estilo: Rock’n’roll sujo e soulful, com pegada setentista, grooves pesados e aquele balanço típico do Faces/Rods-Stones.

Faixas que marcam:

  • “I Can Feel the Fire” (single explosivo escrito por Ron)
  • “Far East Man” (beleza co-escrita e tocada por George Harrison)
  • “Mystifies Me” (balada acústica delicada)
  • “Act Together” e “Sure the One You Need” (sobras geniais dos Stones dadas por Jagger/Richards)
Participações: Keith Richards (guitarra e vocal em várias), Mick Jagger (backing e guitarra), George Harrison, Mick Taylor, Ian McLagan (Faces), Willie Weeks, Andy Newmark e até Rod Stewart nos coros.

Curiosidade de gravação: Grande parte foi gravada na mansão The Wick, de Wood, em Richmond – festas, jam sessions e gravações até de madrugada, clima total de “tudo pode”.

Detalhe histórico: O disco antecipou a entrada definitiva de Ronnie nos Rolling Stones em 1975. Keith aparece tanto que parece disco dele também – e foi exatamente essa química que convenceu Mick e cia. de que Wood era o cara certo.
Um clássico subestimado do rock britânico dos 70. Se você curte Faces, Stones e aquele rock de garagem chique, corre ouvir!