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12 de julho de 2026

Carol Grimes - Warm Blood (1974) 2017

 

1. That's What It Takes (Billy G. McLin) - 3:12
2. High Hill Country Rain (Jerry Jeff Walker) - 4:04
3. Taxes On The Farmer (Traditional Arr. Ry Cooder) - 2:33
4. All For One (Mack Gayden) - 3:31
5. Ray, Ray, Ray (Bob Wilson, Alan Orange) - 2:52
6. Lost My Faith (In Everything But You) (Ron Cornelius) - 2:36
7. Warm Blood (Lloyd Perata) - 3:57
8. You're The Only One (Bob Wilson) - 2:32
9. Somebody Sleeping In My Bed (Allen Jones, Bettye Crutcher) - 3:09
10.Southern Boogie (David Skinner) - 2:43
11.Don't Want You On My Mind (Bill Withers) - 2:11
12.Wait For Me Down By The River (Bob Johnson) - 2:56
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"Warm Blood": O Fogo Blues que Carol Grimes Acendeu em 1974
Em 1974, Carol Grimes — já conhecida da cena de Canterbury com a Delivery e do circuito blues londrino — lançou seu álbum solo de estreia, Warm Blood, pelo selo Caroline da Virgin. O disco entrega um blues rock vibrante, temperado com country e soul, onde a voz rouca e cheia de alma da cantora brilha no centro de tudo.
Carol é acompanhada por uma formação de primeira linha: guitarristas Ron Cornelius e Mack Gayden, tecladista e arranjador Bob Wilson, bateristas Kenny Buttrey e Karl Himmel, saxofonistas Roger Ball e Malcolm Duncan (do Average White Band), baixista Tommy Cogbill e outros músicos de sessão de Nashville e Londres. 
Destaques: “Warm Blood”, com seu groove envolvente; o cover country “High Hill Country Rain” (Jerry Jeff Walker), cheio de feeling; e o boogie animado de “Southern Boogie”. A instrumentação explode em guitarras acústicas e elétricas, piano, órgão, metais funk, dobro, banjo e percussão, criando uma fusão energética de blues rock, country rock e blue-eyed soul que faz o corpo se mexer do início ao fim.
Gravado entre Londres e Nashville, o álbum contou com músicos que Carol descreveu como “grandes e boas pessoas”. Em entrevista de 2023, ela contou que gostou das faixas escolhidas, mas gostaria de ter incluído mais composições próprias. 
Curiosidade: foi o primeiro lançamento do selo Caroline e a capa foi fotografada no apartamento dela em Notting Hill — um retrato autêntico da jornada de busker para estrela solo. A reedição remasterizada de 2017 (edição coreana limitada) traz de volta esse tesouro para novos ouvidos. 

21 de junho de 2026

Herbie Hancock - Thrust 1974

 

Lado A
1. Palm Grease – 10:38 (Herbie Hancock)
2. Actual Proof – 9:43 (Herbie Hancock)

Lado B
3. Butterfly – 11:18 (Herbie Hancock / Bennie Maupin)
4. Spank-A-Lee – 7:12 (Herbie Hancock / Mike Clark / Paul Jackson)
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Thrust: Herbie Hancock e os Headhunters Entram em 'Warp Speed' no Jazz-Funk
Lançado em 6 de setembro de 1974 pela Columbia, Thrust é a sequência direta do fenômeno Head Hunters e um dos álbuns mais eletrizantes do jazz-funk. Com quatro faixas longas e cheias de vida, o disco entrega grooves densos, improvisações livres e uma fusão vibrante de jazz, funk e experimentação eletrônica que pulsa do começo ao fim.
Na formação dos Headhunters, Herbie Hancock comanda os Fender Rhodes, clavinet Hohner D6 e sintetizadores ARP (Odyssey, Soloist, 2600 e String Ensemble), ao lado de Bennie Maupin nos saxofones, saxello, clarinete baixo e flauta alto; Paul Jackson no baixo elétrico; Mike Clark na bateria; e Bill Summers na percussão. 
Destaques: “Palm Grease”, que abre com o groove característico de Mike Clark e a percussão latina de Bill Summers; “Actual Proof”, o exemplo máximo do som único do grupo, com trocas rítmicas complexas e conversacionais; e “Butterfly”, balada luxuriante e sensual co-escrita com Bennie Maupin que oferece contraste atmosférico e emotivo. O álbum se define pelos grooves deslumbrantes de Paul Jackson e Mike Clark, as linhas de baixo revolucionárias e polirrítmicas, os solos expressivos de Herbie nos teclados e ARPs, e as cores provocativas dos sopros — tudo em longas faixas que misturam improvisação jazzística e funk dançante de alto nível.
Curiosidade: o processo de gravação (verão de 1974, em estúdios de San Francisco, com engenheiro Fred Catero) é a história de “Actual Proof”: o produtor queria um ritmo mais simples, mas a banda insistiu num groove interativo inspirado em duos lendários do jazz; Mike Clark recorreu ao canto budista por vinte minutos e eles acertaram tudo em uma única tomada lendária. Historicamente, o disco captura o quinteto no auge após turnês intensas — com a química única de Paul Jackson e Mike Clark, desenvolvida em Oakland —, e “Spank-A-Lee” funciona como uma homenagem carinhosa ao funk vibrante que saía daquela cena californiana nos anos 70.

10 de maio de 2026

Fania All Stars - Latin - Soul - Rock (1974/2000)

 

1. Viva Tirado (5:23)
2. Chanchullo (5:38)
3. Smoke (4:06)
4. There you go (3:11)
5. Mama guela (2:56)
6. El raton (7:56)
7. Soul makossa (5:49)
8. Congo bongo (10:18)
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Fania All Stars: Latin, Soul e Rock em Chamas no Estádio!
O Latin ~ Soul ~ Rock, lançado em 1974 pela Fania Records (com reedições que chegaram até 2000), é um disco ao vivo explosivo que mistura salsa, funk, soul e rock com pegada afro-cubana. Gravado em shows históricos de 1973, o álbum captura o auge da Fania All Stars provando que a música latina podia dominar qualquer ritmo.
Com Johnny Pacheco no comando (guiro, chimes e percussão), o time de monstros inclui Hector Lavoe, Ismael Miranda, Willie Colón, Ray Barretto, Mongo Santamaría e o baixista Bobby Valentin. Os convidados internacionais roubam a cena: o guitarrista Jorge Santana (irmão de Carlos), o saxofonista Manu Dibango, o baterista Billy Cobham e o organista Jan Hammer (Mahavishnu Orchestra). 
Destaques: o groove contagiante de Viva Tirado, o jam épico de El Ratón (7 minutos de pura energia) e o fechamento incendiário de Congo Bongo, com percussão que não para. É improvisação, metais afiados e baixos pulsantes em fusão perfeita.
Curiosidade: Jerry Masucci, fundador da Fania, montou o repertório especialmente para mostrar ao mundo que músicos latinos mandavam em soul e rock – e o show no Yankee Stadium, para mais de 40 mil pessoas, foi tão louco que os fãs invadiram o campo e cortaram o concerto no final de “Congo Bongo”. “Soul Makossa” precisou ser gravada depois em Porto Rico para entrar no disco.