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3 de maio de 2026

David Crosby - If I Could Only Remember My Name 1971

 

1. Music Is Love  3:16
2. Cowboy Movie  8:02
3. Tamalpais High (At About 3)  3:28
4. Laughing  5:20
5. What Are Their Names  4:09
6. Traction In The Rain  3:40
7. Song With No Words (Tree With No Leaves)  5:53
8. Orleans  1:56
9. I'd Swear There Was Somebody Here  1:19
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Um mergulho cósmico: a viagem sonora de Crosby em 1971

Lançado em 1971, If I Could Only Remember My Name é o álbum solo mais emblemático de David Crosby, combinando folk, psicodelia e atmosferas etéreas em uma obra profundamente introspectiva.

Gravado com uma constelação de músicos da cena californiana — incluindo Jerry Garcia, Neil Young e Joni Mitchell — o disco se destaca pela fluidez quase improvisada. Faixas como “Laughing”, com vocais hipnóticos e guitarra delicada, “Cowboy Movie”, mais longa e elétrica, e “Song With No Words (Tree With No Leaves)”, marcada por harmonias vocais expansivas, revelam uma sonoridade única, guiada por jams e texturas vocais sobrepostas. O uso de afinações abertas e estruturas livres cria um clima onírico que atravessa todo o álbum.

Curiosidade: o disco nasceu em meio a um período emocionalmente intenso para Crosby, após perdas pessoais, o que influenciou diretamente seu tom contemplativo. Além disso, embora tenha tido recepção inicial discreta, o álbum foi reavaliado ao longo das décadas e hoje é considerado um clássico cult da era pós-The Byrds.

19 de março de 2026

Champion Jack Dupree - The Sonet Story 1971

 

1. Vietnam Blues    5:04
2. Drunk Again    4:37
3. Found My Baby Gone    4:11
4. Anything You Want    3:47
5. Will It Be    4:32
6. You're The One    3:06
7. Down And Out    5:04
8. Roamin' Special    4:40
9. The Life I Lead    4:27
10. Jit - A - Bug Jump    4:27
11. Vietnam Blues [Alternate Take]    4:50
12. One Scotch, One Bourbon, One Beer    4:14
13. Drinking And Gambling    5:20
14. Rolling And Tumbling    3:52
15. Every Man's A King    5:20
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Champion Jack DupreeThe Sonet Blues Story: Piano de Nova Orleans Conquista Londres 
Gravado em 1971 nos Morgan Studios de Londres e lançado em 2005 como The Sonet Blues Story, este álbum é um registro visceral do lendário Champion Jack Dupree – ex-boxeador, pianista e cantor de Nova Orleans que passou décadas na Europa. São 15 faixas de puro boogie-woogie, barrelhouse e blues narrativo, com voz rouca e piano pulsante que não deixam ninguém parado.
Destaques: vão para a poderosa “Vietnam Blues” (com take alternativo bônus), o animado “Drunk Again”, o groove contagiante de “Jit-A-Bug Jump” e releituras incendiárias de clássicos como “One Scotch, One Bourbon, One Beer”, “Rolling And Tumbling” e a épica “Every Man’s A King”. Dupree é acompanhado por uma banda britânica afiada: Benny Gallagher (baixo), Huey Flint (bateria), Peter Curtley (guitarra) e Paul Rowan (harmônica).
Curiosidade: o disco faz parte da histórica série Legacy of the Blues da Sonet, que resgatou mestres americanos em exílio europeu, transformando sessões íntimas em documentos eternos do gênero.Se você curte piano blues cru, honesto e cheio de vida, este é obrigatório. Depois, mergulhe no clássico Blues from the Gutter (1959) para conhecer o auge inicial do Champion.

17 de março de 2026

Harmonica Williams - Harmonica Williams With Little Freddie 1971

 

A1. Baby Don't You Know
A2. Juke Boy
A3. Sideways
A4. Declaration Day
B1. Born Dead
B2. The King's Special
B3. Williams' Special
B4. Highway 82
B5. Williams' Goodbye
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Blues Explosivo do Delta: Harmonica Williams e Little Freddie King em Sintonia Perfeita!
Prepare-se para mergulhar no blues elétrico cru e visceral de Harmonica Williams With Little Freddie King, um tesouro de 1971 lançado pela Ahura Mazda Records. Esse álbum captura o espírito do Delta blues amplificado, com harmonias intensas e riffs de guitarra que ecoam as raízes mississippianas dos artistas. John "Harmonica" Williams brilha na harmônica e nos vocais roucos, enquanto o guitarrista Little Freddie King (nascido Fread Martin) adiciona um toque elétrico hipnótico, apoiados pelo baixista A.B. Bruer e o baterista Rudy Taylor.
Destaques: incluem a energética "Baby Don't You Know", o instrumental pulsante "The King's Special" e "Born Dead" – com vocal convidado de Newton Greer, dono do icônico clube The Crystal em Nova Orleans, onde Williams se apresentava. As faixas exalam autenticidade, misturando grooves dançantes e lamentos profundos, perfeitas para fãs de John Lee Hooker ou Lightnin' Hopkins.
Curiosidade: Gravado em apenas dois dias (2 e 3 de junho de 1971), foi o primeiro álbum de blues elétrico de Nova Orleans, marcando a transição do acústico para o amplificado na cena local. Outro detalhe fascinante: Apesar de vender mal na época, hoje é uma raridade colecionável, o único da gravadora não relançado pela Fat Possum, valorizado por até US$ 500 em leilões.

12 de março de 2026

Wendy Saddington And The Copperwine - Live 1971 (2011)

 

1. Backlash Blues (Nina Simone) - 4:16
2. Just Like Tom Thumb's Blues (B. Dylan) - 7:31
3. Tomorrow Never Knows (J. Lennon, P. McCartney) - 8:42
4. Five People Said I Was Crazy (Wendy Saddington And The Copperwine) - 7:35
5. Blues In 'A' (Wendy Saddington And The Copperwine) - 14:27
6. Looking Through A Window  (Warren Morgan, Billy Thorpe) - 5:58
7. We Need A Song  (Warren Morgan, Billy Thorpe) - 3:24
8. Looking Through A Window (Warren Morgan, Billy Thorpe) - 3:58
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A Voz que Abalou a Austrália: Wendy Saddington ao Vivo com Copperwine!
O álbum Live (1971), de Wendy Saddington e The Copperwine, o blues-rock australiano dos anos 70, captura a essência crua e soulful de uma das vozes mais icônicas da Oceania. Misturando influências de Janis Joplin e Aretha Franklin com toques progressivos, o disco explode em faixas como "Backlash Blues" (cover de Nina Simone), com seu funk visceral, e "Just Like Tom Thumb's Blues" (de Bob Dylan), onde Wendy entrega uma interpretação visceral e emotiva. Destaques incluem o épico "Blues In 'A'", de 14 minutos, com solos alucinantes de guitarra de Ross East e teclados de Barry Kelly, além da banda formada por Harry Brus (baixo) e Peter Figures (bateria).
Gravado ao vivo no Festival de Wallacia, em janeiro de 1971, sem o vocalista Jeff St. John (ausente temporariamente), o álbum surge como um registro raro da intensidade de Wendy no palco – curiosamente, ela introduz "Tomorrow Never Knows" como composição de George Harrison, um erro charmoso que humaniza a performance.No contexto histórico, reflete a efervescência da cena psicodélica aussie, com Wendy emergindo como "primeira-dama do soul" local. Reeditado em 2011 com faixas bônus como "Looking Through a Window", é essencial para fãs de rock autêntico.