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3 de abril de 2026

Robben Ford - Two Shades Of Blue 2026

 

1. Make My Own Weather (4:26)
2. Jealous Guy (4:30)
3. Perfect Illusion (4:14)
4. Black Night (4:23)
5. Two Shades Of Blue (5:26)
6. The Fire Flute (6:08)
7. The Light Fandango (6:36)
8. Feeling's Mutual (4:57)
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Robben Ford – O Azul em Duas Dimensões

Robben Ford retorna em 2026 com Two Shades of Blue, um álbum que reafirma sua versatilidade entre o blues, o jazz e o folk, sempre com aquele timbre inconfundível de sua Stratocaster. Gravado em duas formações distintas, nos EUA e na Europa, o disco reúne músicos de estúdio de altíssimo nível, mas mantém a pegada direta e sem excessos.

Destaques: a releitura soul gospel de Jealous Guy emociona pela intensidade, enquanto Perfect Illusion ganha vida com teclados envolventes e uma seção de metais vibrante. Já Two Shades of Blue e Black Night mostram o lado mais cru e bluesy de Ford, contrastando com o groove contagiante de Feeling’s Mutual, que encerra o álbum em clima de celebração.

Curiosidade: o projeto nasceu como uma homenagem ao lendário Jeff Beck, inspiração para os solos incisivos que permeiam o disco. Além disso, Ford relembra sua passagem pela banda de Miles Davis, experiência que moldou sua abordagem jazzística precisa.

Um trabalho moderno, bem produzido e cheio de nuances — vale dar o play e deixar-se levar por essas duas tonalidades de azul. Depois, conte qual faixa te conquistou mais.


Jefferson Gonçalves - Gréia 2003

 


1. Rolling' Along - 4:44
2. Don't Look Back - 3:20
3. How Long Blues - 3:06
4. Café Expresso - 2:54
5. Hard Times - 5:15
6. All Along The Watchtower - 4:04
7. Walkin' With The Danger - 3:59
8. Forró Dos Amigos - 2:13
9. Win The Lotto - 3:17
10. Gréia - 2:38
11. I'll Fated Woman Blues - 5:25
12. Pifado - 1:03
13. Wild Girl - 3:54
14. Rabeconha Blues - 2:12
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Gréia: A Tempestade Perfeita da Harmônica que Sacode o Blues Brasileiro!
O álbum Gréia, de Jefferson Gonçalves, de 2003, é daqueles que te pega de jeito! O disco solo do mestre da gaita entrega um blues vibrante, com influências de rock, forró, criando uma sinfonia harmônica que soa como uma tempestade perfeita de talento.
Destaques: vão para faixas icônicas como “All Along The Watchtower”, que ganha uma versão eletrizante e cheia de groove, “Forró Dos Amigos”, puro balanço nacional, e a faixa-título “Gréia”, que resume toda a energia do trabalho. As colaborações surpresa com monstros como Airto Moreira, Norton Buffalo e Peter Madcat Ruth trazem percussão e sopros inovadores que deixam o som ainda mais vivo e imprevisível.
Curiosidade: Jefferson reuniu esses gigantes em estúdio para um verdadeiro jam session improvisado, capturando uma energia crua que só rola quando os mestres se encontram. Outro fato bacana é que o álbum marca seu primeiro voo solo após anos com o Baseado em Blues e turnês internacionais, consolidando o cara como referência da gaita no Brasil.

2 de abril de 2026

Yothu Yindi - Tribal Voice 1991

 

Lado A
1. Gapu
2. Treaty
3. Dharpa (Tree)
5. Dhum Dhum (Bush Wallaby)
6. Matjala (Driftwood)

Lado B
1. Mainstream
2. YinyDJapana (Dolphin)
3. Djapana (Sunset Dreaming)
4. Hope
5. Gapirri – Stingray
6. Beyarrmak (Comic)
7. Treaty (Filthy Lucre Radio Mix)
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Tribal Voice: O Álbum que Fez o Didgeridoo Dançar com o Rock!
Lançado em 1991, Tribal Voice é o segundo álbum do Yothu Yindi e um dos discos mais importantes da música australiana. O grupo, liderado por Mandawuy Yunupingu, une a tradição Yolngu — com yidaki (didgeridoo), clapsticks e cantos em língua indígena — ao rock, pop e reggae, criando um som fresco, dançante e profundamente autêntico.
Entre as faixas que brilham estão a poderosa “Treaty” (coescrita com Paul Kelly e Peter Garrett, do Midnight Oil, e com backing vocals de Tim Finn e Archie Roach), a hipnótica “Djapana (Sunset Dreaming)”, a faixa-título “Tribal Voice” e “Gapirri – Stingray”, com Gurrumul Yunupingu impressionando no didgeridoo. O álbum ainda traz arranjos assinados por Geoffrey Yunupingu e Witiyana Marika, que respeitam as raízes ancestrais sem perder a energia moderna.
Curiosidade: “Treaty” nasceu da frustração com a promessa não cumprida do primeiro-ministro Bob Hawke de assinar um tratado com os povos indígenas — transformando revolta em um hino que tocou no rádio e nas pistas de dança.

Luther Allison - Montreux Complete Show 1976

 

A3The Bum Is Mine
A4Same Thing
B1Easy Baby
B2Bloomington Closing
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Montreux 1976: O Furacão Blues que Mudou a Carreira de Luther Allison!
Gravado ao vivo no dia 3 de julho de 1976, no lendário Montreux Jazz Festival, o álbum Montreux 1976 Complete Show (lançado em 2021 pela Ruf Records) captura o show completo e explosivo que marcou a estreia europeia de Luther Allison. Aos 37 anos, o guitarrista e cantor de Chicago entregou um set incendiário de blues elétrico carregado de soul, rock e pura energia, com sua guitarra flamejante e voz rasgada no comando.
Acompanhado por sua banda americana de turnê — James Solberg (guitarra), Larry Byrne (teclados), Jeff Aldrich (baixo), Jay Mattes (bateria) e Fat Richard Drake (sax) —, Allison brilha em faixas como o opener “Gambler’s Blues” (de B.B. King), o clássico “Sweet Home Chicago”, o groove pesado de “Same Thing” (Willie Dixon) e o épico “Little Red Rooster” de 12 minutos, com duelo memorável de sax e guitarra. Destaque ainda para a original “Bloomington Closing” e o soul de “Easy Baby”.
Curiosidade: este foi o primeiro show da turnê que levou Allison à Europa permanentemente — ele sumiu da cena americana logo após o disco Night Life (Motown) e só voltou em 1995. Um registro histórico de quando o blues ganhou o Velho Mundo.

1 de abril de 2026

The Clockworks – The Entertainment (2026)

 

2. Best Days
4. La Dolce Vita
5. Work In Progress
6. The Actor
7. Magnificent Seven
8. The Double
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The Clockworks Reinventa o Rock: “The Entertainment” é Cinema, Fúria e Reflexão
Com The Entertainment (2026), The Clockworks entrega seu segundo álbum e uma evolução impressionante. Se o debut Exit Strategy (2023) era pura energia de garagem, o novo trabalho chega maduro, cinematográfico e afiado, com influências declaradas de Blade Runner, Drive e Fellini. O quarteto irlandês — James McGregor (voz e letras), Sean Connelly (guitarra), Damian Greaney (bateria) e Tom Freeman (baixo) — troca o barulho cru por um som coeso, sem produção excessiva, onde o baixo pesado de “Getaway Car” tensiona e a leveza de “Through The Looking Glass” flutua com elegância.
O álbum abre em ritmo alucinante com “How To Exist”, um desabafo stream-of-consciousness que termina em “I’m looking for something to believe in”. Destacam-se “True Romance”, confissão crua com o verso “even the devil in my head has taken to praying”, e o single “Well Well Wellness”, que ironiza a indústria do bem-estar com humor ácido. “Best Days” e “The Actor” mergulham na melancolia existencial, questionando o sentido da vida.
Curiosidade: a banda testou o demo de “Well Well Wellness” junto com um trecho de The Bear e percebeu que a sintonia era perfeita. A capa, inspirada em uma histórica edição da LIFE Magazine sobre os primeiros cinemas 3D, reforça o tema central: tecnologia que promete conexão e entrega isolamento.