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31 de março de 2026

John Lee Hooker - Simply The Truth 1968

 

Side A
1. I Don’t Wanna Go To Vietnam – 5:36
2. Mini Skirts – 3:28
3. Mean Mean Woman – 5:45
4. I Wanna Bugaloo – 4:15

Side B
1. Tantalizing With The Blues – 5:05
2. (Twist Ain’t Nothin’) But The Old Time Shimmy – 3:19
3. One Room Country Shack – 4:27
4. I’m Just A Drifter – 6:04
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John Lee Hooker Entrega a Verdade Crua: Blues em Estado Puro
Em 1968, John Lee Hooker gravou um dos seus discos mais elétricos e diretos: Simply The Truth. Com apenas oito faixas, o Rei do Boogie deixa de lado o blues solo e minimalista dos anos 40 e 50 para entregar um som mais encorpado, dançante e atual, com banda completa, guitarra cortante e um groove irresistível.
Destaques: o protesto visceral de “I Don’t Wanna Go To Vietnam”, o swing leve e divertido de “Mini Skirts”, o blues clássico “Mean Mean Woman” e o boogie arrastado de “I Wanna Bugaloo”. Ainda brilham “Tantalizing With The Blues” e o longo e hipnótico “I’m Just A Drifter”, onde a voz rouca de Hooker soa mais poderosa do que nunca.
Curiosidade: o álbum foi gravado em Los Angeles com músicos de estúdio de primeira linha, em plena Guerra do Vietnã — Hooker não hesitou em transformar sua música em manifesto. Diferente dos discos caseiros de Detroit, aqui o blues ganha corpo, peso e urgência.

16 de março de 2026

Canned Heat & John Lee Hooker – Hooker N’ Heat Live At The Fox Venice Theatre (1986)

 

01. Hell Hound
 03. Open Up Your Back Door
 04. House Of Blue Lights
 05. It Hurts Me Too
 06. Wrapped Up
 07. Medley; Let's Work Together-Going Up the Country
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Boogie Explosivo ao Vivo: "Hooker N’ Heat" no Fox Venice Theatre
Canned Heat e John Lee Hooker reacendem sua parceria lendária em Hooker N’ Heat: Recorded Live At The Fox Venice Theatre, gravado em 1978 e lançado em 1981 pela Rhino Records, com reedição em 1986. Esse álbum ao vivo pulsa com blues rock elétrico e boogie contagiante, misturando riffs hipnóticos de guitarra, harmonica soulful e energia crua que captura a essência do blues californiano dos anos 70. Destaques incluem o medley rock 'n' roll "Let's Work Together / Going Up The Country", a rockabilly vibrante "Strut My Stuff" e as faixas finais com Hooker: a possessiva "Tease Me Baby", a subjugante "Serves Me Right To Suffer" e o boogie épico "Nobody Else But You", com sua presença rasgada e guitarra enérgica.
A banda: Bob "The Bear" Hite nos vocais e harmonica, Adolfo "Fito" de la Parra na bateria, Ronnie Barron no piano e The Chambers Brothers nos backing vocals, adicionando um toque R&B. 
Curiosidade: a gravação ocorreu em uma noite memorável que se estendeu até 3:30 da manhã, ideia de Hite, que faleceu em 1981 antes do lançamento, ganhando uma dedicatória no disco. 
Detalhe: essa reunião veio quase oito anos após o icônico álbum de estúdio de 1971, provando que a química entre mestres e discípulos permanecia intacta, mesmo com mudanças na formação do Canned Heat.

15 de novembro de 2025

John Lee Hooker • Free Beer and Chicken 1974

 

1. Make It Funky – 3:27
2. Five Long Years (feat. Joe Cocker) – 5:59
3. 713 Blues – 4:39
4. 714 Blues – 2:59
6. One Bourbon, One Scotch, One Beer (feat. Joe Cocker) – 3:29
6. Homework – 4:26
7. Bluebird – 4:52
8. Settin' on Top of the World – 3:27
9. (You'll Never Amount to Anything If You Don't Go to) Collage 
(A Fortuitous Concatenation of Events) (feat. Joe Cocker) – 5:52
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Cerveja Grátis e Frango Quente: O Blues Funky de John Lee Hooker que Não Para de Balançar!

Free Beer and Chicken, de John Lee Hooker, lançado em 1974 pela ABC Records. Aos 53 anos, o mestre do delta blues reinventa seu som cru e hipnótico, misturando riffs pesados de guitarra com seções de metais explosivas, evocando as noites suadas de Chicago e São Francisco. Hooker comanda vocais roucos e guitarra primal, apoiado por um time estelar: os metais do Tower of Power (Greg Adams na trompete, Stephen Kupka no sax barítono), teclados versáteis de Clifford Coulter e, como estrela convidada, o vocal rouco de Joe Cocker em faixas como "Five Long Years" e "One Bourbon, One Scotch, One Beer".
O opener "Make It Funky", puro balanço dançante; os blues instrumentais "713 Blues" e "714 Blues", com violinos selvagens de Sugarcane Harris; e a suíte épica "Collage", um jam caótico de quase seis minutos que funde rock, soul e improvisos. O som é sujo, vivo e inovador – um blues que pulsa como coração acelerado.
Gravado em maio de 1974 na Califórnia, o álbum surgiu de sessões ambiciosas com dezenas de músicos, resgatadas de takes "salvos" por Ed Michel, capturando a essência espontânea de jam sessions noturnas. No auge da era disco-funk, Hooker, influenciador de rockeiros como os Rolling Stones, prova que o blues é eterno, bebendo cerveja grátis enquanto o mundo dança ao seu ritmo.

4 de novembro de 2025

John Lee Hooker Montreux Jazz Festival Switzerland -1983

 

01 Serves Me Right To Suffer
02 I Didn't Know
03 High Heel Sneakers
04 I'll Take Care Of You
05 Boom Boom
06 Worried Life Blues
07 I'm Jealous
08 Crawlin' King Snake
09 Little Girl
10 Boogie Chillen
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John Lee Hooker Incendeia Montreux: O Boogie Blues Estelar de 1983!

Live at Montreux Jazz Festival 1983, onde John Lee Hooker, aos 62 anos, despeja seu boogie woogie cru e hipnótico, misturado a riffs de rock e infusões jazzísticas, em um show capturado no lendário festival suíço. É blues vivo, suado e elétrico, com grooves que grudam na alma e solos que ecoam eternidade.
Hooker domina guitarra e vocais roucos, apoiado por uma supergroup de elite: Jack Bruce (Cream) no baixo e vocais, Billy Cobham na bateria fusion, Allan Holdsworth na guitarra prog, David Sancious (Stones/Springsteen) nos teclados e o violinista Didier Lockwood adicionando texturas etéreas. "Boom Boom" explode em energia contagiante; "Crawlin' King Snake" rasteja com tensão serpentina; "Serves Me Right to Suffer" e "High Heel Sneakers" capturam o swing blues clássico, com Lockwood elevando "I'll Take Care of You" a um lamento celestial.
Essa jam única foi montada especialmente para o festival, gravada em takes crus sem overdubs, preservando a faísca improvisada – liberada só em 2020, após décadas nos arquivos. Em 1983, pré-The Healer, Hooker provava seu fogo inextinguível, influenciando gerações.