1 de abril de 2026

The Clockworks – The Entertainment (2026)

 

2. Best Days
4. La Dolce Vita
5. Work In Progress
6. The Actor
7. Magnificent Seven
8. The Double
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The Clockworks Reinventa o Rock: “The Entertainment” é Cinema, Fúria e Reflexão
Com The Entertainment (2026), The Clockworks entrega seu segundo álbum e uma evolução impressionante. Se o debut Exit Strategy (2023) era pura energia de garagem, o novo trabalho chega maduro, cinematográfico e afiado, com influências declaradas de Blade Runner, Drive e Fellini. O quarteto irlandês — James McGregor (voz e letras), Sean Connelly (guitarra), Damian Greaney (bateria) e Tom Freeman (baixo) — troca o barulho cru por um som coeso, sem produção excessiva, onde o baixo pesado de “Getaway Car” tensiona e a leveza de “Through The Looking Glass” flutua com elegância.
O álbum abre em ritmo alucinante com “How To Exist”, um desabafo stream-of-consciousness que termina em “I’m looking for something to believe in”. Destacam-se “True Romance”, confissão crua com o verso “even the devil in my head has taken to praying”, e o single “Well Well Wellness”, que ironiza a indústria do bem-estar com humor ácido. “Best Days” e “The Actor” mergulham na melancolia existencial, questionando o sentido da vida.
Curiosidade: a banda testou o demo de “Well Well Wellness” junto com um trecho de The Bear e percebeu que a sintonia era perfeita. A capa, inspirada em uma histórica edição da LIFE Magazine sobre os primeiros cinemas 3D, reforça o tema central: tecnologia que promete conexão e entrega isolamento.

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