22 de junho de 2026

The Jim Carroll Band – Dry Dreams - 1982

 

A1. Work Not Play – 4:24 (Written by Carroll / Linsley)
A2. Dry Dreams – 3:05 (Written by Carroll / Tiven / Sanchez)
A3. Them – 2:38 (Written by Carroll / Woods)
A4. Jealous Twin – 3:59 (Written by Carroll / Woods)
A5. Lorraine – 6:02 (Written by Carroll / Linsley)
Side B
B1. Jody – 4:12 (Written by Carroll / Woods)
B2. Barricades – 7:24 (Written by Carroll)
B3. Evangeline – 3:03 (Written by Carroll / Woods)
B4. Rooms – 2:32 (Written by Carroll / Linsley)
B5. Still Life – 3:40 (Written by Carroll / Kaye)
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Dry Dreams: O Álbum que Jim Carroll Queria Lançar Primeiro e que o Rock Quase Esqueceu
Jim Carroll Band lançou Dry Dreams em 1982, segundo álbum de estúdio de Jim Carroll, um rock mais enxuto, frio e de intensidade cinematográfica em relação ao vibrante Catholic Boy. As letras poéticas e cruas do poeta das ruas de Nova York ganham aqui um fundo sonoro mais maduro, assombrado e urbano, como transmissões noturnas da underbelly da cidade.
Formação: Jim Carroll nos vocais, Wayne Woods na bateria, Steve Linsley no baixo e as guitarras de Paul Sanchez e Jon Tiven — soa extremamente apertada e profissional, com grooves precisos e solos de guitarra medidos na medida certa, sem firulas. 
Destaques: “Work Not Play”, que abre com punch direto e energia crua; “Lorraine”, que traz um intro evocativo no estilo Patti Smith; e a épica “Barricades”, com mais de sete minutos, alternando seções oníricas apoiadas em órgão a explosões guitarrísticas flamejantes. O disco se define por guitarras jagged, melodias assombradas e uma complexidade estrutural maior que o antecessor, mantendo o espírito street-poet intacto.
Curiosidade: já em 1980, em entrevista, Jim Carroll revelou que queria intitular seu álbum de estreia exatamente “Dry Dreams”, pois buscava o oposto do “cock rock” dominado por imagens sexuais; aqui, os sonhos são secos, paranoicos e intensos. E para fechar o disco com chave de ouro, a faixa “Still Life” conta com a guitarra especial de Lenny Kaye, lendário guitarrista do Patti Smith Group, ligando diretamente à cena punk nova-iorquina da época.Um disco raro, nunca reeditado por décadas e que brilha com qualidade sonora excepcional,  puro tesouro para quem valoriza poesia afiada no rock.

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