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29 de agosto de 2026

Danielle Nicole – Fireflies (2026)

 

01 – Radical Love
02 – Take Me Back (feat. Luther Dickinson)
03 – Memories
04 – Soulside
05 – Gaslight
06 – Piper
07 – The Same Love That Made Me Laugh
08 – Chameleon
09 – Tug of War
10 – Dreams
11 – Fireflies
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O disco que o luto tentou calar

Fireflies, quarto álbum solo de Danielle Nicole, chega em 28 de agosto de 2026 pela Forty Below Records como um blues que se abre de propósito para o soul, o R&B e as roots americanas. 

É o trabalho mais íntimo da baixista e vocalista de Kansas City, nascido depois da perda do irmão Kris.

No estúdio da terra natal ela segura o baixo e a voz no centro de uma formação enxuta: o marido Brandon Miller nas guitarras e nos vocais, o tecladista Jim Pugh, o produtor Tony Braunagel na bateria e na percussão, e as backing vocals de Maxayne Lewis e Melodye Perry. 

As faixas que já acendem o disco são “Take Me Back”, com Luther Dickinson, dos North Mississippi Allstars, puxando a saudade do Missouri; “Tug of War”, single que ela escreveu para quem se recusa a aceitar um relacionamento de mão única; e “Gaslight”, outro grito de autoestima, enquanto “Soulside” transforma coração partido em persistência e “Radical Love” abre o álbum pedindo o amor radical como única arma. 

O som que define Fireflies é baixo grosso, órgão, groove de soul e guitarra crua, capturado ao vivo em fita analógica — um processo que exige a música inteira no corpo, sem colagem digital — e que só andou quando Danielle empurrou os bloqueios deixados pela morte de Kris, irmão, amigo e parceiro de uma vida no Trampled Under Foot.

Quando o irmão morreu, ela continuava escrevendo, mas o luto a impedia de terminar várias canções, até forçar a passagem desses bloqueios ao lado de Miller e Pugh. Ainda adolescente, num festival de blues de Kansas City, foi ver Etta James ao vivo — “ela era destemida” — e só então percebeu que também queria cantar.