1 de junho de 2026
John Mellencamp – The Good Samaritan Tour 2000 (2021)
27 de maio de 2026
Van Morrison - Latest Record Project Vol. I 2021
01. Latest Record Project (5:06)
02. Where Have All The Rebels Gone (4:13)
03. Psychoanalysts' Ball (5:17)
04. No Good Deed Goes Unpunished (3:08)
05. Tried To Do The Right Thing (4:42)
06. The Long Con (6:59)
07. Thank God For The Blues (5:01)
08. Big Lie (3:41)
09. A Few Bars Early (4:52)
10. It Hurts Me Too (3:04)
11. Only A Song (4:00)
12. Diabolic Pressure (5:27)
13. Deadbeat Saturday Night (3:13)
14. Blue Funk (4:21)
CD 2
01. Double Agent (4:52)
02. Double Bind (5:23)
03. Love Should Come With A Warning (4:03)
04. Breaking The Spell (3:28)
05. Up County Down (4:54)
06. Duper's Delight (6:12)
07. My Time After A While (6:15)
08. He's Not The Kingpin (4:07)
09. Mistaken Identity (4:26)
10. Stop Bitching, Do Something (5:06)
11. Western Man (3:32)
12. They Own The Media (3:13)
13. Why Are You On Facebook? (4:55)
14. Jealousy (4:16)
“Van Morrison em sua fase mais ácida: Latest Record Project Vol. I” 🎤
Em 2021, Van Morrison lançou Latest Record Project Vol. I, um álbum duplo que mergulha no blues rock com pitadas de jazz, mas temperado por letras afiadas e um tom de inconformismo. Aos 75 anos, o cantor irlandês mostra que continua inquieto, transformando suas críticas sociais e pessoais em música.
Destaques: chamam atenção “Latest Record Project”, faixa-título que abre o disco com repetição quase hipnótica; “Why Are You On Facebook?”, um ataque bem-humorado às redes sociais; e “Duper’s Delight”, uma balada de seis minutos que revela o lado mais introspectivo e criativo de Morrison. O álbum é recheado de grooves inspirados em John Lee Hooker, arranjos de órgão e saxofone, além de improvisações que dão vida às suas reflexões.
Curiosidade: Morrison gravou o disco em plena pandemia, período em que se envolveu em polêmicas por suas declarações sobre restrições sanitárias. Ainda assim, Latest Record Project Vol. I se destaca como um retrato cru de sua visão de mundo, lembrando a irreverência que já havia marcado sua carreira desde os anos 1960.
Vale a pena ouvir esse trabalho provocador e compartilhar suas impressões — afinal, Van Morrison continua sendo um artista que não deixa ninguém indiferente.
26 de maio de 2026
Ringo Starr – Long Long Road (2026)
Ringo Starr lançou em abril "Long Long Road", seu 22º álbum solo, e mais uma vez mergulhou de cabeça no country roots com a mesma naturalidade de quem está só curtindo a viagem. Produzido por T Bone Burnett — o parceiro que já tinha feito mágica no ótimo Look Up do ano passado —, o disco mistura baladas tranquilas, harmonias gostosas e um swing leve que parece feito sob medida pra voz calma e sincera dele.
Molly Tuttle aparece em várias faixas e rouba a cena logo na abertura "Returning Without Tears", com duetos cheios de alma. Billy Strings entra em "My Baby Don’t Want Nothing" e traz aquele clima de Everly Brothers que cai perfeitamente. O título "Long Long Road" ganha Sheryl Crow e ainda um trecho falado de Ringo, daqueles de meditação zen que ele solta com a maior tranquilidade. Já "Choose Love" ganhou um tratamento novo: St. Vincent transformou a música de 2005 num R&B dos anos 60 com balanço e personalidade.
O mais bacana é que tudo rolou bem rápido — só 15 meses depois do disco anterior — e parte das gravações aconteceu num estúdio improvisado na casa dele em Beverly Hills. Aos 85 anos, Ringo continua provando que escolher bem as companhias faz toda a diferença.Se gostou, veja também os singles “It’s Been Too Long” e “Choose Love”.Coloca pra tocar e me conta: qual faixa te conquistou primeiro?
22 de maio de 2026
Rod Stewart – Every Picture Tells A Story 1971
Lançado em maio de 1971, Every Picture Tells a Story é o terceiro álbum solo de Rod Stewart, uma explosão cru e vibrante de folk rock e roots rock que mistura composições próprias com covers cheios de alma. Com produção raw e energia de banda ao vivo, o disco captura Rod no auge da forma, misturando folk acústico, blues e rock sem frescuras.
Rod Stewart comanda na voz rouca e guitarra acústica, ao lado de Ronnie Wood (guitarras, pedal steel e baixo), Ray Jackson no bandolim marcante, Micky Waller na bateria e contribuições de companheiros das Faces como Ronnie Lane.
Destaques: o hit mundial “Maggie May”, com seu groove irresistível e violino sutil; a delicada e emotiva “Mandolin Wind”, que brilha com o bandolim de Jackson; e o título “Every Picture Tells a Story”, um rocker autobiográfico cheio de atitude. O som se define pela fusão natural de elementos acústicos e elétricos, vocais rasgados e uma vibe descontraída, como se a banda estivesse tocando junta num bar lotado.
Curiosidades: Gravado entre novembro de 1970 e janeiro de 1971 nos Morgan Studios de Londres (com “(I Know) I’m Losing You” no Olympic), o álbum nasceu de sessões soltas e colaborativas com amigos das Faces. Lançado em 28 de maio de 1971, chegou ao topo das paradas no Reino Unido e EUA; “Maggie May” (quase deixada de fora) virou single de sucesso estrondoso, marcando o grande estouro solo de Rod enquanto ele ainda brilhava com as Faces.
Se gostou, veja também… os álbuns das Faces da mesma época ou o anterior Gasoline Alley.
Bonus: Nuno Mindelis fala do album Every Picture Tells a Story



