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1 de junho de 2026

John Mellencamp – The Good Samaritan Tour 2000 (2021)

 

A2Oklahoma Hills Jack Guthrie, Woody Guthrie  4:13
A3. In My Time Of Dying - Blind Willie Johnson 2:24
A4. Captain Bobby Stout - Lane Tietgen 3:08
A5. Key West Intermezzo (I Saw You First) John Mellencamp 5:05

B1. The Spider And The Fly Keith Richards, Mick Jagger 3:02
B2. Early Bird Cafe - Lane Tietgen 3:39
B3. Hey Gyp - Donovan Leitch 3:39
B4. Street Fighting Man - Keith Richards, Mick Jagger 2:46
B5. Cut Across Shorty - Marijohn Wilkin, Wayne P. Walker 3:33
B6 12 Pink Houses -John Mellencamp 5:23
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John Mellencamp – The Good Samaritan Tour
Em 2000, John Mellencamp largou as arenas e foi tocar de graça em parques e esquinas dos EUA — e só em 2021 o mundo pôde ouvir The Good Samaritan Tour 2000, álbum que documenta essa aventura sonora despojada e de coração aberto.
Acompanhado apenas pelo acordeonista Mike Flynn e pela violinista Merritt Lear, Mellencamp montou um trio acústico cru e sem firulas, com seu road manager Harry Sandler organizando as aparições surpresa.
Destaques: a clássica "Small Town" abre o disco em versão caseira, "Street Fighting Man" dos Rolling Stones ganha roupagem de everyman americano, e "All Along the Watchtower" (de Dylan, via Hendrix) é reinventada com violino e acordeão. As únicas composições próprias são "Pink Houses" e "Key West Intermezzo" — o resto é uma viagem por Woody Guthrie, Donovan, Blind Willie Johnson e Rod Stewart, tudo com aquele jeito Heartland de ser.
A ideia nasceu da admiração de Mellencamp por Woody Guthrie, que tocava nos campos para os trabalhadores na Califórnia — e Nora Guthrie, filha de Woody, contribuiu especialmente para o documentário que acompanha o álbum. Narrado pelo ganhador do Oscar Matthew McConaughey, o filme mostra apresentações sem autorização oficial, com a polícia de Detroit chegando para impedir um show (ninguém foi preso, felizmente). "Foi meio que uma coisa hippie", disse Mellencamp, lembrando as jam sessions na Washington Square dos anos 60.
Se gostou, veja também No Better Than This (2010) e o documentário It's About You, que mostra Mellencamp em turnê com Bob Dylan e Willie Nelson.

27 de maio de 2026

Van Morrison - Latest Record Project Vol. I 2021

 

CD 1
01. Latest Record Project (5:06)
02. Where Have All The Rebels Gone (4:13)
03. Psychoanalysts' Ball (5:17)
04. No Good Deed Goes Unpunished (3:08)
05. Tried To Do The Right Thing (4:42)
06. The Long Con (6:59)
07. Thank God For The Blues (5:01)
08. Big Lie (3:41)
09. A Few Bars Early (4:52)
10. It Hurts Me Too (3:04)
11. Only A Song (4:00)
12. Diabolic Pressure (5:27)
13. Deadbeat Saturday Night (3:13)
14. Blue Funk (4:21)

CD 2
01. Double Agent (4:52)
02. Double Bind (5:23)
03. Love Should Come With A Warning (4:03)
04. Breaking The Spell (3:28)
05. Up County Down (4:54)
06. Duper's Delight (6:12)
07. My Time After A While (6:15)
08. He's Not The Kingpin (4:07)
09. Mistaken Identity (4:26)
10. Stop Bitching, Do Something (5:06)
11. Western Man (3:32)
12. They Own The Media (3:13)
13. Why Are You On Facebook? (4:55)
14. Jealousy (4:16)
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Van Morrison em sua fase mais ácida: Latest Record Project Vol. I” 🎤

Em 2021, Van Morrison lançou Latest Record Project Vol. I, um álbum duplo que mergulha no blues rock com pitadas de jazz, mas temperado por letras afiadas e um tom de inconformismo. Aos 75 anos, o cantor irlandês mostra que continua inquieto, transformando suas críticas sociais e pessoais em música.

Destaques: chamam atenção “Latest Record Project”, faixa-título que abre o disco com repetição quase hipnótica; “Why Are You On Facebook?”, um ataque bem-humorado às redes sociais; e “Duper’s Delight”, uma balada de seis minutos que revela o lado mais introspectivo e criativo de Morrison. O álbum é recheado de grooves inspirados em John Lee Hooker, arranjos de órgão e saxofone, além de improvisações que dão vida às suas reflexões.

Curiosidade: Morrison gravou o disco em plena pandemia, período em que se envolveu em polêmicas por suas declarações sobre restrições sanitárias. Ainda assim, Latest Record Project Vol. I se destaca como um retrato cru de sua visão de mundo, lembrando a irreverência que já havia marcado sua carreira desde os anos 1960.

Vale a pena ouvir esse trabalho provocador e compartilhar suas impressões — afinal, Van Morrison continua sendo um artista que não deixa ninguém indiferente.


26 de maio de 2026

Ringo Starr – Long Long Road (2026)

 

4. It's Been Too Long (feat. Molly Tuttle & Sarah Jarosz)
5. Why
6. You And I (Wave Of Love) (feat. Molly Tuttle)
7. My Baby Don't Want Nothing (feat. Billy Strings)
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Ringo Starr na estrada certa com "Long Long Road"
Ringo Starr lançou em abril "Long Long Road", seu 22º álbum solo, e mais uma vez mergulhou de cabeça no country roots com a mesma naturalidade de quem está só curtindo a viagem. Produzido por T Bone Burnett — o parceiro que já tinha feito mágica no ótimo Look Up do ano passado —, o disco mistura baladas tranquilas, harmonias gostosas e um swing leve que parece feito sob medida pra voz calma e sincera dele.
Molly Tuttle aparece em várias faixas e rouba a cena logo na abertura "Returning Without Tears", com duetos cheios de alma. Billy Strings entra em "My Baby Don’t Want Nothing" e traz aquele clima de Everly Brothers que cai perfeitamente. O título "Long Long Road" ganha Sheryl Crow e ainda um trecho falado de Ringo, daqueles de meditação zen que ele solta com a maior tranquilidade. Já "Choose Love" ganhou um tratamento novo: St. Vincent transformou a música de 2005 num R&B dos anos 60 com balanço e personalidade.
O mais bacana é que tudo rolou bem rápido — só 15 meses depois do disco anterior — e parte das gravações aconteceu num estúdio improvisado na casa dele em Beverly Hills. Aos 85 anos, Ringo continua provando que escolher bem as companhias faz toda a diferença.Se gostou, veja também os singles “It’s Been Too Long” e “Choose Love”.Coloca pra tocar e me conta: qual faixa te conquistou primeiro?

22 de maio de 2026

Rod Stewart – Every Picture Tells A Story 1971

 

Lado A
1. Every Picture Tells a Story – 5:58 / 6:01
2. Seems Like a Long Time – 4:00 / 4:02
3. That’s All Right (com Amazing Grace) – 6:02

Lado B
5. Maggie May – 5:46 (às vezes com intro “Henry” de 0:32)
6. Mandolin Wind – 5:32 / 5:33
7. (I Know) I’m Losing You – 5:22
8. Reason to Believe – 4:07
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Every Picture Tells a Story: Rod Stewart, as Faces e o Rock Raiz que Explodiu em 1971
Lançado em maio de 1971, Every Picture Tells a Story é o terceiro álbum solo de Rod Stewart, uma explosão cru e vibrante de folk rock e roots rock que mistura composições próprias com covers cheios de alma. Com produção raw e energia de banda ao vivo, o disco captura Rod no auge da forma, misturando folk acústico, blues e rock sem frescuras.
Rod Stewart comanda na voz rouca e guitarra acústica, ao lado de Ronnie Wood (guitarras, pedal steel e baixo), Ray Jackson no bandolim marcante, Micky Waller na bateria e contribuições de companheiros das Faces como Ronnie Lane. 
Destaques: o hit mundial “Maggie May”, com seu groove irresistível e violino sutil; a delicada e emotiva “Mandolin Wind”, que brilha com o bandolim de Jackson; e o título “Every Picture Tells a Story”, um rocker autobiográfico cheio de atitude. O som se define pela fusão natural de elementos acústicos e elétricos, vocais rasgados e uma vibe descontraída, como se a banda estivesse tocando junta num bar lotado.
Curiosidades: Gravado entre novembro de 1970 e janeiro de 1971 nos Morgan Studios de Londres (com “(I Know) I’m Losing You” no Olympic), o álbum nasceu de sessões soltas e colaborativas com amigos das Faces. Lançado em 28 de maio de 1971, chegou ao topo das paradas no Reino Unido e EUA; “Maggie May” (quase deixada de fora) virou single de sucesso estrondoso, marcando o grande estouro solo de Rod enquanto ele ainda brilhava com as Faces.
Se gostou, veja também… os álbuns das Faces da mesma época ou o anterior Gasoline Alley.
Bonus: Nuno Mindelis fala do album Every Picture Tells a Story