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30 de maio de 2026

Junior Wells • Hoodoo Man Blues 1965

 

1. Snatch It Back And Hold It     2:53
2. Ships On The Ocean    4:09
3. Good Morning Schoolgirl    3:56
4. Hound Dog    2:10
5. In The Wee Hours    3:45
6. Hey Lawdy Mama    3:13
7. Hoodoo Man Blues    2:06
8. Early In The Morning    4:48
9. We're Ready    3:41
10. You Don't Love Me Baby    2:25
11. Chitlin Con Carne    2:14
12. Yonder Wall    4:09
13. Hoodoo Man Blues (Alternate Take)    2:53
14. Chitlin Con Carne (Alternate Take)    3:10
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Hoodoo Man Blues: O Feitiço de Chicago que Ainda Faz o Coração Bater Mais Forte!
Hoodoo Man Blues, do Junior Wells, é aquele clássico de 1965 pela Delmark que capturou o Chicago blues elétrico como se você estivesse dentro de um bar enfumaçado da West Side. É puro feeling, sem firula, daqueles discos que soam ao vivo mesmo gravados em estúdio.
Junior Wells manda na harmônica e na voz com um pique de quem nasceu pra isso, acompanhado por Buddy Guy (que saiu creditado como “Friendly Chap” na primeira prensagem) na guitarra afiada, Jack Myers no baixo sólido e Bill Warren na bateria certeira. 
As faixas que mais grudam são “Snatch It Back and Hold It”, com aquele groove funk acelerado, o título “Hoodoo Man Blues” cheio de atitude sobrenatural e “Chitlin Con Carne”, que balança gostoso e faz o corpo pedir bis. O som é harmônica cortante, guitarra que pica e improvisos que fluem soltos, como se a banda estivesse tocando numa jam de sábado à noite.
O álbum inteiro foi gravado em apenas sete horas, em duas sessões, e o produtor Bob Koester avisou: sem limite de tempo de faixa, pode esticar à vontade. Durante as gravações, o amplificador do Buddy pifou e ele teve que plugar direto no Leslie do órgão Hammond do estúdio – e o resultado ficou lendário. Além disso, o disco virou o maior vendedor da Delmark de todos os tempos e ajudou a levar o blues de Chicago pro mundo inteiro bem na época da invasão britânica.

4 de abril de 2026

Kenny Neal - Bloodline (2015)

 

1. Ain’t Gon Let The Blues Die – 3:18
2. Bloodline – 3:50
3. Plain Old Common Sense – 5:12
4. Funny How Time Slips Away – 4:45
4. Keep On Moving – 3:49
5. I Go By Feel – 3:44
6. I’m So Happy – 3:42
7. Blues Mobile – 4:00
8. I Can’t Wait – 3:48
9. Real Friend – 3:51
10. Thank You BB King – 4:39
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Kenny Neal – Bloodline: O Legado do Blues Pantanoso

Em Bloodline (2015), Kenny Neal reafirma sua posição como um dos grandes herdeiros do blues de Louisiana. Cantor, guitarrista e gaitista, Neal entrega 11 faixas que transitam entre o blues tradicional e uma sonoridade moderna, sempre com aquele toque pantanoso característico da região.

Destaques incluem a emocionante “Funny How Time Slips Away”, a vibrante “Keep On Moving” e a homenagem sincera em “Thank You BB King”. A faixa-título, “Bloodline”, celebra a força da família Neal, que há gerações mantém viva a chama do blues.

Curiosidade: Neal gravou o álbum cercado por músicos da própria família, reforçando o conceito de “linhagem” musical. Além disso, Bloodline foi indicado ao Grammy e consolidou Kenny como um dos nomes mais respeitados da cena contemporânea.


29 de março de 2026

Hubert Sumlin & Carey Bell - Gamblin' Woman! 1980

 

A1. Blues For Chester
A2. Jammin' The Blues
A3. Gamblin' Woman
A4. Hubert's 1980 Blues
A5. Nineteen Years Old
B1. Brought Up The Hard Way
B2. Blues On Blues
B3. My Baby Is Gone
B4.  Lonesome Blues
B5. Blues In My Heart
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Hubert Sumlin & Carey Bell: Gamblin’ Woman – Chicago Blues Cru e Implacável em Sessão Lendária!
Lançado em 1980 pela gravadora alemã L+R Records, Gamblin’ Woman! é um encontro explosivo entre dois gigantes do blues de Chicago: Hubert Sumlin, o icônico guitarrista de Howlin’ Wolf, na guitarra acústica e vocais, e Carey Bell, um dos maiores harpistas da história, na harmônica e voz. Gravado em apenas um dia — 22 de janeiro de 1980 — no Odyssey Sound Studio, o álbum foi capturado ao vivo, sem overdubs, multitrack ou edições: puro feeling e química espontânea.
O som é cru, íntimo e visceral, com swing clássico de Chicago. Destaques absolutos: a faixa-título “Gamblin’ Woman” (com participação especial de Sunnyland Slim no piano e Sumlin na guitarra elétrica), “Hubert’s 1980 Blues”, “Jammin’ The Blues”, “Nineteen Years Old” e o fechamento poderoso em “Blues In My Heart”.
Curiosidade: tudo foi equilibrado diretamente no estúdio, preservando a energia autêntica da dupla — algo raro para a época.Um tesouro imperdível do blues tradicional! Depois, mergulhe em About Them Shoes de Sumlin e nos álbuns solo de Carey Bell.

28 de março de 2026

Sugar Pie DeSanto - Refined Sugar 2005

 

1. Matter Of Time
2. Blues Hall Of Fame
3. Somebody Scream
4. Life Goes On
5. Nobody's Home
6. How Many Times
7. Gimme A Penny
8. Black Rat
9. Darkness To The Light
10. Git Back
11. I Don't Care
12. I Need Help
13. I Need To Live Again
14. Odds
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A Explosão de Blues Refinado por Sugar Pie DeSanto!
Lançado em 2005 pela Jasman Records, o álbum Refined Sugar da lendária Sugar Pie DeSanto é um verdadeiro banquete para os fãs de blues e R&B. Aos 70 anos, a “Little Miss Dynamite” — descoberta por Johnny Otis nos anos 1950 e que dividiu o palco com James Brown e Etta James — entrega 14 faixas cheias de alma, energia e sabedoria acumulada.
O estilo mistura blues clássico, soul ardente e ritmos jazzy, com sua voz rouca, poderosa e cheia de atitude no centro de tudo. Destaques incluem a abertura contagiante “Matter of Time”, o tributo marcante “Blues Hall of Fame” (de Jimmy McCracklin, com introdução falada inspiradora), a balada sensível “How Many Times” e “I Need Help”, que brilha com um solo de harmônica inesquecível. Oito faixas foram coescritas por ela e pelo produtor James C. Moore Sr., seu manager de longa data.
Gravado em estúdios icônicos da Bay Area como Fantasy e Big Hut, o disco reflete uma parceria criativa que trouxe arranjos sofisticados e backing impecável de músicos experientes. Mesmo após décadas de carreira, Sugar Pie mantinha o fogo do palco e a autenticidade crua do blues — um lançamento tardio que reforça seu legado como uma das vozes mais dinâmicas do gênero.

23 de março de 2026

R.J. Mischo - He Came To Play 2005

 

1. The Train
2. 20% Alcohol
3. Mojo Lounge
4. The Switch
5. Telephone Driver (Hang Up And Drive)
6. The Pull
7. Bluebird Blues
8. Please Help
9. Hippie's Playground
10. The Waddle
11. Come And Get It
12. I Came To Play
13. Jokerhead
14. Uh Huh
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R.J. Mischo - He Came To Play: O Marciano da Harmônica que Invadiu o Blues!
Veterano da harmônica blues desde o final dos anos 70 em Minneapolis, onde dividiu o palco com lendas como Mojo Buford, Percy Strother e Milwaukee Slim, R.J. Mischo se mudou para San Francisco em 1998 e lançou, em 2005, um dos álbuns mais energéticos de sua carreira: He Came To Play.
Gravado no Wally Sound, em Oakland, o disco entrega 14 faixas de blues elétrico cru e vibranteChicago dos anos 50/60 com swing californiano, grooves irresistíveis, humor e uma harmônica afiada e inovadora.
Destaques: “The Train”, “20% Alcohol”, “Mojo Lounge”, a instrumental psicodélica “The Switch” e a faixa-título “I Came To Play”. A banda de elite inclui Frank Goldwasser e Chris “Kid” Andersen nas guitarras, Sid Morris no piano upright, Marcus Carino no baixo, June Core na bateria e participações especiais de Barry Shulman no saxofone.
Curiosidade: a capa icônica mostra Mischo como um marciano verde desembarcando com gaita na mão – e a crítica descreveu o álbum exatamente como “uma invasão de outro planeta” de blues selvagem e divertido!