23 de agosto de 2026

Joan Osborne • Songs of Bob Dylan 2017

 

 01. Tangled Up In Blue 5:43
 02. Rainy Day Women # 12 & 35 4:05
03. Buckets Of Rain 3:55
 04. Highway 61 Revisited 4:19
 05. Quinn The Eskimo (The Mighty Quinn) 4:20
 06. Tryin' To Get To Heaven 4:26
 07. Spanish Harlem Incident 2:56
 08. Dark Eyes 4:02
 09. High Water (For Charley Patton) 3:53
 10. You're Gonna Make Me Lonesome When You Go 4:12
 11. Masters Of War 4:23
 12. You Ain't Goin' Nowhere 3:15
 13. Ring Them Bells 3:13
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Joan Osborne vestiu Dylan de blues e soul

Em setembro de 2017, Joan Osborne lançou Songs of Bob Dylan, um álbum de folk rock que revisita 13 canções do catálogo de Bob Dylan com interpretações carregadas de emoção e rearranjos que revelam facetas inéditas das letras. 

A formação principal é liderada por Joan Osborne nos vocais, ao lado dos co-produtores Jack Petruzzelli (guitarras acústicas, elétricas, slide, barítono e percussão) e Keith Cotton (piano, Wurlitzer, órgãos Hammond), com reforços de Aaron Comess na bateria, Richard Hammond no baixo e Andrew Carillo nas guitarras e sitar. 

Entre as faixas que saltam aos ouvidos estão “Rainy Day Women #12 & 35”, transformada num blues swampy lento e úmido com slide guitar cortante, longe do clima de festa da original; “Highway 61 Revisited”, desacelerada num rock sulista denso e propulsivo que ganha peso de bayou; e “Tangled Up in Blue”, que recebe um toque soul com Wurlitzer de Cotton e a voz aveludada de Osborne trazendo calor íntimo sem mudar a narrativa. 

O som do disco equilibra instrumentação enxuta — piano e violão em “Buckets of Rain” e “Ring Them Bells” — com fusões de gospel, soul e blues que valorizam as letras com contenção e profundidade emocional, resultado de sessões intensas de apenas cinco dias. 

Uma curiosidade da gravação: a maior parte das bases foi captada em analógico no Lake House Recording Studio, nas montanhas da Pensilvânia, justamente para isolar o grupo da rotina diária e criar um clima de imersão total. 

As versões nasceram das residências de Osborne no Café Carlyle, em Nova York, em 2016 e 2017, onde ela testou o material ao vivo antes de entrar em estúdio. Patti Smith sugeriu a inclusão de “Dark Eyes”, uma joia menos conhecida que Osborne não conhecia até então.  

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