16 de fevereiro de 2026

David Gilmour - About a Face (1984)

 

Lado A
1. Until We Sleep – 5:15
2. Murder – 5:00
3. Love on the Air (letra: Pete Townshend) – 4:19
4. Blue Light – 4:35
5. Out of the Blue – 3:35

Lado B
6. All Lovers Are Deranged (letra: Pete Townshend) – 3:14
8. Cruise – 4:40
9. Let’s Get Metaphysical (instrumental) – 4:09
10. Near the End – 5:36
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About Face: Gilmour se Libera e Entrega um Rock Pessoal e Viciante
Lançado em 5 de março de 1984, About Face é o segundo álbum solo de David Gilmour e um dos trabalhos mais livres e humanos de sua carreira. Gravado no Pathé Marconi, na França, em plena incerteza sobre o futuro do Pink Floyd, o disco mostra Gilmour trocando as grandes epopeias conceituais por um rock direto, pop e cheio de groove oitentista.
O som é quente, moderno e extremamente bem executado: tem funk nervoso com o baixo fretless de Pino Palladino em “Murder” (um grito de dor pelo assassinato de John Lennon), swing disco em “Blue Light”, baladas emocionantes e arranjos orquestrais elegantes de Michael Kamen. A banda é de outro mundo: Jeff Porcaro (Toto) na bateria, Steve Winwood e Jon Lord nos teclados, Roy Harper e Sam Brown nos vocais de apoio.
Pontos altos: ficam por conta das duas faixas com letras de Pete Townshend (“Love on the Air” e “All Lovers Are Deranged”) e pela afiada “You Know I’m Right”, uma cutucada direta em Roger Waters.
Curiosidade: uma música instrumental que Gilmour não aproveitou foi oferecida a Roy Harper e Pete Townshend. Harper transformou em “Hope” (no álbum Whatever Happened to Jugula?, 1985) e Townshend em “White City Fighting” (onde o próprio Gilmour tocou guitarra).About Face é Gilmour sem máscaras: sincero, bem produzido e cheio de alma.

15 de fevereiro de 2026

Philip Glass Solo (2024)

 

1. Opening | 5:57
2. Mad Rush | 16:35
3. Metamorphosis I | 7:26
4. Metamorphosis II | 7:31
5. Metamorphosis III | 6:17
6. Metamorphosis V | 5:29
7. Truman Sleeps | 4:39
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Philip Glass Solo: O Piano Mais Íntimo do Mestre Minimalista
Em plena pandemia de 2020-2021, enquanto o mundo parava, Philip Glass parou também — mas para voltar ao piano. Gravado em seu apartamento no coração de Nova York, no mesmo instrumento e no mesmo cômodo onde compôs grande parte de sua obra, Philip Glass Solo (2024) é o álbum mais pessoal e revelador de toda a sua carreira.
Com apenas sete faixas, todas para piano solo, o disco reúne clássicos que Glass revisitou com olhos de quem tem oito décadas de música nas mãos. Destaques absolutos: a hipnótica “Opening” (de Glassworks), o monumental “Mad Rush” (16 minutos de pura transcendência), as quatro “Metamorphosis” e uma nova versão, mais contemplativa, de “Truman Sleeps”, do filme O Show de Truman.
O estilo é puro Glass: minimalismo cristalino, repetições que parecem ondas, silêncio que respira. Sem orquestra, sem ensemble, só o piano e o homem. O resultado é íntimo, quase diário — como se o ouvinte estivesse sentado ao lado dele na sala.
Curiosidade: este é o primeiro registro em que Glass toca todas as peças no piano onde elas foram criadas, e o microfone captou, sutilmente, o “zumbido quieto de Nova York” ao fundo. Um verdadeiro time capsule de 2021 e um convite para entrar na mente de um dos maiores compositores vivos.Para quem ama piano minimalista, reflexão e emoção sem filtros, Philip Glass Solo é indispensável.

Elton John – Breaking Hearts 1984

 

1. Restless – 5:16
2. Slow Down Georgie (She’s Poison) – 4:10
3. Who Wears These Shoes? – 4:03
4.Breaking Hearts (Ain’t What It Used To Be) – 3:34
5. Li’l ‘Frigerator – 3:37
6.Passengers – 3:23
7. In Neon – 4:19
8. Burning Buildings – 4:02
9. Did He Shoot Her? – 3:21
10. Sad Songs (Say So Much) – 4:56
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Breaking Hearts: Elton John e o adeus emocionante ao quarteto clássico!
Lançado em junho de 1984, Breaking Hearts é o 18º álbum de estúdio de Elton John e um dos mais queridos pelos fãs da era clássica. Depois de anos de experimentações, o cantor reuniu novamente o quarteto lendário: Davey Johnstone (guitarra e vocais), Dee Murray (baixo e vocais) e Nigel Olsson (bateria e vocais). O resultado é um disco direto, orgânico e cheio de energia pop rock, com piano marcante, refrões viciantes e letras afiadas de Bernie Taupin.
Os grandes destaques são os dois singles que viraram hits: “Sad Songs (Say So Much)” (nº 5 nos EUA) e “Passengers” (nº 5 no Reino Unido). Outras faixas imperdíveis são a dançante “Who Wears These Shoes?”, a delicada “In Neon” e a intensa “Burning Buildings”. 
Curiosidade: este foi o último álbum em que Elton tocou todos os teclados no estúdio, dando ao disco uma assinatura pessoal e quente que depois seria substituída por sintetizadores mais modernos.
Embora a crítica tenha sido moderada (3/5 no AllMusic e 2,5/5 na Rolling Stone), para os fãs Breaking Hearts é puro ouro: o som do Elton mais autêntico e emotivo dos anos 80, gravado exatamente quando o quarteto clássico dava seu último suspiro juntos.