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8 de agosto de 2026

Bo Diddley Muddy & Little Walter - Super Blues - Join Forces 1967

 

1. Long Distance Call – 5:15
2. Who Do You Love – 4:10
3. I'm a Man – 5:40
4. Bo Diddley – 4:35
5. You Can't Judge a Book by the Cover – 4:25
6. I Just Want to Make Love to You – 6:07
7. My Babe – 3:52
8. You Don't Love Me – 4:05
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Três gigantes do Chicago Blues no mesmo estúdio e o chão quase cedeu

Super Blues (lançado em junho de 1967 pela Checker Records, braço da Chess) reúne Bo Diddley, Muddy Waters e Little Walter num álbum de Chicago blues elétrico puro, recheado de jam sessions soltas e reinterpretações de clássicos dos três. Bo Diddley e Muddy Waters dividem vocais e guitarras, Little Walter entra na harmônica e nos vocais, com o reforço de Buddy Guy na guitarra, Sonny Wimberley no baixo e Frank Kirkland na bateria. 

O disco explode em faixas como “I’m a Man”, onde Bo e Muddy se desafiam em um duelo de ego e riffs pesados que rodam o estúdio como um tornado, e “I Just Want to Make Love to You”, que ganha extensão de mais de seis minutos cheia de soul e improvisação. “Who Do You Love” traz o tremor característico de Bo enquanto a banda empurra o groove solto e cheio de energia de juke joint. 

Tudo gravado de forma informal em janeiro de 1967 no Tel Mar Studios, em Chicago, produzido por Ralph Bass, com a supervisão de Marshall e Phil Chess — uma sessão que soa como três lendas se divertindo sem pressa, com tremolo pesado de guitarra, harmônica rasgada e ritmo que balança entre o preciso e o espontâneo. 

A gravação aconteceu num único dia e capturou o clima de jam livre, com asides humorísticos e trocas de vocais improvisadas entre os três. O disco foi o primeiro de uma dupla de “super sessions” da Chess; o segundo, lançado no mesmo ano, trocou Little Walter por Howlin’ Wolf.  

15 de junho de 2026

Bo Diddley - Ride On - The Chess Masters 1960-1961 (2009)

 

CD 1
1. My White Horse (2:23)
2. Live My Life (2:44)
3. Scuttle Bug (2:29)
4. Love Me (2:27)
5. Walkin' And Talkin' (3:36)
6. Mule Train (3:35)
7. Travelin' West (1:48)
8. Mule Train 2 (2:46)
9. Mule Train 3 (3:19)
10. Merengue (Limbo) (4:05)
11. Say You Will (3:08)
12. Say You Will 2 (2:27)
13. Craw-Dad (2:32)
14. Ride On Josephine (3:04)
15. No More Lovin' (2:27)
16. No More Lovin' 2 (3:05)
17. Do What I Say (2:50)
18. Doing The Crawdaddy (3:06)
19. Whoa Mule (Shine) (2:30)
20. Cheyenne (2:02)
21. Sixteen Tons (2:30)
22. Googlia Moo (3:03)
23. Working Man (2:34)
24. Gun Slinger (1:57)
25. Somewhere (2:37)

CD 2
1. Hey, Hey (What Are You Going To Do?) (1:44)
2. Hey, Hey (What Are You Going To Do?) 2 (3:03)
3. Can You Shimmy? (2:46)
4. I'm Hungry (2:59)
5. Hey Pretty Baby (1:52)
6. Hey Pretty Baby 2 (1:42)
7. Oh Yeah a/k/a Oh Yes (3:24)
8. Huckleberry Bush (Hully Hully Gully) (2:34)
9. Come On Baby a/k/a The Soup Maker (2:42)
10. All Together (2:27)
11. Watusi Bounce (2:59)
12. Mess Around (2:29)
13. Doodlin' (2:34)
14. Bo Didley Is An Outlaw (2:33)
15. Bo Didley Is An Outlaw 2 (2:17)
16. Aloha (3:03)
17. Funny Talk (2:38)
18. Instrumental (2:40)
19. Bring Them Back Alive (Funny Talk) (2:29)
20. When The Saints Go Marching In (1:46)
21. Shank (1:58)
22. The Twister (2:09)
23. Bo Diddley Is A Lover (2:34)
24. Love Is A Secret (3:07)
25. Bo Diddley Is Loose (3:05)
26. Congo (2:40)
27. Aztec (2:29)
28. Call Me (Bo's Blues) (2:39)
29. Bo's Vacation (2:51)
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Bo Diddley no Porão: Polícia Achou que Era Bordel, Mas Era Rock Revolucionário!
"Ride On ~ The Chess Masters 1960-1961", lançado em 2009 pela Hip-O Select, é um tesouro duplo com 54 faixas que reúne takes alternativos, demos inéditos e gravações brutas de Bo Diddley entre 1960 e 1961. No coração do rock ‘n’ roll e do rhythm & blues, o álbum mostra o lado mais livre e variado do cara que inventou o beat que leva o seu nome: instrumentais, baladas doo-wop, improvisos soltos, standards folk e blues.
Bo Diddley reina absoluto com sua guitarra jangante e vocais gritados, acompanhado pela banda de sempre: Jerome Green nas maracas, Peggy Jones na guitarra e Clifton James na bateria (com pianistas rotativos como Otis Spann). “Ride On Josephine” entrega o groove que batiza o disco, “Doing The Craw-Daddy” explode de energia dançante e o demo low-fi “Aloha” (ao lado de “Funny Talk”) captura toda a visceralidade crua e hipnótica que só Bo consegue. São improvisos off-hand, fusões de estilos e aquela batida irresistível que faz o corpo mexer sem pedir licença.
Curiosidade: frustrado com a Chess, Bo se mudou de Chicago para Washington DC, montou um estúdio no porão de casa e gravava demos que mandava prontos para a gravadora – algo revolucionário para um artista negro na época. Tanto entra-e-sai que a polícia achou que era bordel!

14 de fevereiro de 2026

Howlin' Wolf, Muddy Waters, Bo Diddley – The Super Super Blues Band 1968

 

Lado A
A1. Long Distance CallMuddy Waters (McKinley Morganfield) → 9:10
A2. Medley: Ooh Baby / Wrecking My Love Life – Bo Diddley & Muddy Waters → 6:28
A3. Sweet Little Angel – Howlin’ Wolf (Robert Nighthawk) → 6:30

Lado B
B1. Spoonful – Howlin’ Wolf, Muddy Waters & Bo Diddley (Willie Dixon) → 4:10
B2. Diddley Daddy – Bo Diddley (E. McDaniel) → 5:10
B3. The Red Rooster – Howlin’ Wolf (Willie Dixon) → 7:20
B4. Goin’ Down Slow – Muddy Waters (James B. Oden) → 4:47
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Três Lendas do Blues em Duelo Épico no Estúdio: The Super Super Blues Band (1968)
Em setembro de 1967, no Ter Mar Studio de Chicago, Howlin’ Wolf, Muddy Waters e Bo Diddley entraram juntos para uma jam session que virou lenda. O resultado, lançado em 1968 pela Checker/Chess, é The Super Super Blues Band: puro Chicago blues elétrico, cru, sem frescura, com jams longas, vocais que cortam a alma e uma energia de boate depois do expediente.
O disco ferve de improvisação. Muddy abre com a épica “Long Distance Call” (9 minutos), Bo entrega o medley incendiário “Ooh Baby / Wrecking My Love Life”, Wolf solta o uivo em “Sweet Little Angel” e “The Red Rooster”, e o trio inteiro devora “Spoonful” trocando versos como se estivessem brigando pelo microfone.
Curiosidade: a gravação capturou o verdadeiro duelo entre Wolf e Muddy – os dois se provocavam, falavam um por cima do outro, riam e se desafiavam ao vivo. O clima de competição divertida transforma o álbum em algo único e vivo.
Detalhe histórico: este supergrupo foi a sequência direta de Super Blues (gravado em janeiro de 1967 com Little Walter no lugar de Wolf), parte da estratégia da Chess Records de unir seus gigantes em jams improvisadas durante o grande revival do blues nos anos 60.