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20 de junho de 2026

Jimmy Page, Sonny Boy Williamson (2), Brian Auger - Jam Session – 1968

 

Side A
A1. Don't Send Me No Flowers – 5:47
A3. She Was So Dumb – 4:24
A4. The Goat – 2:05

Side B
B1. Walking – 3:18
B3. It's A Bloody Life – 3:23
B4. Getting Out Of Town – 3:16
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Jam Session: O Encontro Bruto e Inesperado de Sonny Boy Williamson com Jimmy Page e Brian Auger em 1965
Gravada em uma manhã de janeiro de 1965 no IBC Studios de Londres e lançada em 1968, esta jam session é um retrato cru do blues britânico em formação. Liderada pela harmônica e voz rouca de Sonny Boy Williamson II, a gravação mistura o blues tradicional com a energia dos músicos da cena londrina, resultando em um som solto, ao vivo e sem overdubs.
A formação principal traz Sonny Boy na harmônica e vocais, Jimmy Page na guitarra solo, Brian Auger no órgão, Joe Harriott no sax alto e Alan Skidmore no sax tenor, completados por Ricky Brown no baixo e Mick Waller na bateria. 
Destaques: a faixa-título “Don’t Send Me No Flowers”, com sua abertura lenta e intimista; “I See A Man Downstairs”, que ganha força com o solo limpo e bluesy de Page; e “Little Girl, How Old Are You”, uma jam improvisada na hora que explode em double-time com guitarra afiada e solos de harmônica e órgão. O disco se define pelas improvisações livres, pela fusão de blues com toques jazz dos saxofones e pela guitarra clean de Page contrastando com o órgão expressivo de Auger.
Curiosidade: a sessão foi organizada por Giorgio Gomelsky e durou apenas algumas horas; Sonny Boy esqueceu o material ensaiado e acabou bebendo durante a gravação. E um fato histórico marcante: esta foi uma das últimas gravações de Sonny Boy Williamson II na Europa — ele faleceu de ataque cardíaco em maio de 1965, apenas quatro meses depois.Um tesouro raro do blues que captura o momento exato em que o rock britânico ainda era puro blues cru.

29 de maio de 2026

Love Sculpture - Blues Helping (1968) 2008

 

1. The Stumble (Freddy King, Sonny Thompson) - 3:03
2. Three O' Clock Blues (B.B. King, Jules Taub) - 5:08
3. I Believe To My Soul (Ray Charles) - 3:47
4. So Unkind (Elmore James, Marshall Sehorn) - 2:56
5. Summertime (DuBose Heyward, George Gershwin) - 4:02
6. On The Road Again (Floyd Jones, Will Shade) - 3:35
7. Don't Answer The Door (Jimmy Johnson) - 6:02
8. Wang Dang Doodle (Willie Dixon) - 3:31
9. Come Back Baby (Ray Charles) - 2:45
10.Shake Your Hips (James Moore) - 3:19
11.Blues Helping: Instrumental (Bob Jones, Dave Edmunds, John Williams) - 3:46
12.Morning Dew: Take Me For A Walk (Bonnie Dobson, Tim Rose, 1967 Single Release as Human Beans) - 2:52
13.It's A Wonder (Isaac Hayes, David Porter, 1967 Single Release as Human Beans) - 2:41
14.River To Another Day (Charles & Kingsley Ward, 1968 Single Release) - 2:36
15.Brand New Woman (Crick Feather, 1968 Single Release) - 2:21
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Dave Edmunds Bluesman: Love Sculpture Incendeia o Blues em 1968!
Estamos voltando a 1968, quando Dave Edmunds ainda não era o produtor de lendas nem o cara do Rockpile: ele era puro blues-rock com o power trio Love Sculpture! Blues Helping (o remaster Esoteric de 2008) é um petardo de energia britânica, cheio de covers quentes de blues e R&B com toques de boogie selvagem e phrasing jazz-influenciado que faz a guitarra voar.
Formação: Dave Edmunds manda ver na guitarra, órgão, piano e vocais principais, John Williams segura o baixo e vocais com groove pesado, e Bob “Congo” Jones detona na bateria. 
Destaques: O instrumental “The Stumble” (Freddie King) é uma corrida breakneck que prova a destreza insana de Edmunds; o monstro “Blues Helping” entrega solos em forma de tornado; e “On The Road Again” soa exatamente como o boogie californiano do Canned Heat, com o trio tocando solto, bruto e cheio de alegria power-trio. As leads cortantes e o ritmo implacável são pura adrenalina blues-rock.
Gravado em julho/agosto de 1968 nos lendários Abbey Road Studios (co-produzido por Kingsley Ward, futuro fundador do Rockfield, e Malcolm Jones, que logo criaria o selo Harvest), o disco mostra Edmunds confessando que mal conhecia o blues na época — mas ninguém diria ouvindo a pirotecnia na seis cordas. 
Era o auge da cena blues-rock britânica ao lado de Cream e Savoy Brown, e o pontapé inicial que transformaria Edmunds num dos maiores camaleões da música.