Blues Elétrico de James Solberg em L.A. Blues (1998)
L.A. Blues, de James Solberg, é um petardo do blues rock elétrico que captura a fúria controlada de um guitarrista veterano. Aos 47 anos, Solberg – lenda de Wisconsin que aprendeu banjo e violino na infância – comanda sua banda com John Lindberg no baixo pulsante e Robb Stupka na bateria explosiva, criando um som polido, mas feroz, com vocais roucos e solos que ecoam Johnny Winter e Albert Collins.
A faixa-título "L.A. Blues" abre com risadas e moedor excêntricos, enquanto o cover de 8 minutos de "Ballad Of A Thin Man", de Bob Dylan, brota em meditação sombria e intensa. Originais como "Bubba's Boogie" e "Happy Snails" injetam groove irresistível, provando o talento de Solberg como compositor.
Gravado no aconchegante Maple Street Studio, em Eau Claire (WI), longe das luzes de L.A., o disco reflete o processo intimista de Solberg, misturado no local e masterizado em Memphis para um punch soulful. Lançado logo após a morte de Luther Allison em 1997 – parceiro de longa data e mentor –, homenageia o legado, com a banda premiada como Blues Band do Ano nos W.C. Handy Awards de 1997 e 1998.
1. Why I Love The Blues 2. Little Red Rooster 3. 4:00 In The Morning (Waiting On You) 4. You Done Lost Your Good Thing (Alt) 5. Five Long Years 6. Dust My Broom 7. Every Night About This Time 8. Love Me Mama 9. The Sky Is Crying 10. Help Me 11. You Done Lost Your Good Thing Now 12. Bloomington Closer 13. Little Red Rooster (Alt) 14. Walking From Door To Door
Blues de Chicago com Love Me Mama, o debut avassalador de Luther Allison, gravado em 1969 pela Delmark Records. Esse disco pulsa com o som cru e visceral do West Side, onde guitarras afiadas e vocais carregados de alma se fundem em ritmos hipnóticos, ecoando a vitalidade da cena blueseira da época.
"Little Red Rooster" explode com fúria primal, "The Sky Is Crying" chora lágrimas de gênio, e as faixas bônus como "You Done Lost Your Good Thing (Alt)" revelam improvisos selvagens. O fechamento em "Bloomington Closer" é puro êxtase sonoro.
Curiosidade: capturado em apenas dois dias intensos, nos dias 24 e 25 de junho de 1969, em Chicago, o álbum nasceu de uma energia imparável. Acompanhado por lendas como o baterista Fred Below e o guitarrista Jimmy "Fast Fingers" Dawkins, ele superou em vendas qualquer estreia na Delmark, marcando Allison como uma força irresistível no blues pré-Woodstock.
1. San-Ho-Zay 2. Don't Want No Woman 3. I Need You So Bad 4. Feelin' Good 5. It's All Your Fault Baby 6. You Belong to Me 7. Bad Luck Blues 8. Come on in This House 9. Hoochie Coochie Man 10. Still a Fool 11. That's All I Need 12. All Your Love (I Miss Loving) 13. That's All Right 14. Lookin' Good 15. Everynight Everyday 16. Hully Gully Twis
A Magia Elétrica de Magic Sam: Ao Vivo no Avant Garde!
Imagine mergulhar em 1968, um ano de rebeliões e sonhos, com Magic Sam incendiando o palco do Avant Garde em Milwaukee. Esse álbum ao vivo, gravado em 22 de junho de 1968 e lançado em 2013 pela Delmark, é uma explosão de Chicago blues elétrico – cru, soulful e hipnótico. O som de Sam é único: guitarra com tremolo vibrante, voz que corta a alma como uma lâmina afiada, misturando harmonias profundas com riffs que pulsam de energia. Acompanhado pelo baixista Big Mojo Elem e o baterista Bob Richey, o trio entrega mais de 65 minutos de puro fogo.
"San-Ho-Zay" abre com um instrumental instrumental frenético, "All Your Love (I Miss Loving)" (de Otis Rush) ganha nova vida com o toque mágico de Sam, e covers como "Hoochie Coochie Man" (Willie Dixon) e "Still a Fool" (Muddy Waters) brilham com intensidade fresca. "Lookin' Good" é um rockabilly blues greasoso que te faz dançar!
Gravado por um engenheiro amador, o estudante Jim Charne, com equipamento básico – mas o áudio é cristalino, capturando a intimidade do clube como se você estivesse lá. O Avant Garde, um café folk radical que recebia hippies e protestadores, foi fechado pela polícia meses depois, em meio à agitação social pré-Woodstock. Magic Sam, que morreu jovem aos 32, deixa aqui um testamento eterno de genialidade.
O som visceral de Stone Dirt, o segundo álbum da The Dirty Blues Band com Rod "Gingerman" Piazza, lançado em 1968 pela Bluesway Records. Este disco é uma explosão de blues rock com toques de Chicago blues, impulsionado pela gaita ardente e vocais apaixonados de Piazza. Faixas como "Bring It On Home" e "I Can’t Quit You Baby" brilham com energia crua, enquanto "She’s The One" entrega um groove contagiante. A adição de uma seção de metais, com Jimmy Forrest no sax tenor e Freddie Hill no trompete, dá um sabor único ao som. Gravado em apenas um dia, em 23 de abril de 1968, em Hollywood, o álbum captura a espontaneidade do grupo. A banda nasceu em Riverside, CA, e este disco reflete a vibrante cena blues da época, com Piazza já mostrando seu talento lendário
01 - I've Got Dreams to Remember 02 - You Made a Man out of Me 03 - Nobody's Fault But Mine 04 - Hard to Handle 05 - Thousand Miles Away 06 - The Happy Song (Dum-Dum) 07 - Think About It 08 - A Waste of Time 09 - Champagne and Wine 10 - A Fool for You 11 - Amen
Otis Redding – The Immortal Otis Redding: A Alma Eterna do Soul!
Lançado em 1968, The Immortal Otis Redding é um testamento vibrante do gênio do soul, capturando a energia crua e a emoção visceral de Otis Redding. Gravado pouco antes de sua trágica morte, o álbum mistura soul ardente com toques de R&B, com sua voz poderosa brilhando em faixas como “I’ve Got Dreams to Remember”, uma balada comovente, e “Hard to Handle”, um hino enérgico que exsuda carisma. “The Happy Song (Dum-Dum)” traz um groove contagiante, enquanto “Champagne and Wine” exibe sua delicadeza lírica. Acompanhado pela lendária Booker T. & the M.G.’s e pelos metais dos Mar-Keys, o som é polido, mas nunca perde a alma. O álbum foi finalizado em apenas 24 horas, com Otis canalizando uma urgência criativa única. Contexto marcante: lançado postumamente, reflete a intensidade de seus últimos dias, consolidando seu legado como ícone do soul. The Immortal Otis Redding é uma celebração atemporal de paixão e talento!
Super Session 1968: Um Marco do Blues Rock com Bloomfield, Kooper e Stills
Lançado em 1968, Super Session é uma obra-prima do blues rock, reunindo os gigantes Mike Bloomfield, Al Kooper e Steve Stills. Com uma fusão de blues elétrico, rock psicodélico e improvisação, o álbum brilha em faixas como “Albert’s Shuffle”, com os riffs ardentes de Bloomfield, e a hipnótica “Season of the Witch”, onde Stills entrega um groove cativante. Kooper, no piano e órgão, costura as sessões com sua energia única, enquanto Harvey Brooks (baixo) e Eddie Hoh (bateria) formam a base sólida. O disco surgiu de jams espontâneas em estúdio, com Bloomfield gravando a primeira metade e Stills entrando após ele adoecer. O contexto histórico é fascinante: lançado em meio à efervescência cultural dos anos 60, Super Session capturou a essência de uma era de experimentação musical. Os bônus, como o remix de “Albert’s Shuffle” e a inédita “Fat Grey Cloud (Live)”, amplificam sua relevância. Um clássico essencial para fãs de blues e rock!