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5 de setembro de 2026

Lightnin' Hopkins - Talkin' Some Sense 1968

 

1. Long Way From Home
2. I'm Tired Of Trouble
3. Viet Nam War (Pt. 1) & (Pt. 2)
4. Lightnin' Strikes One More Time
5. Waklin' Blues
6. Talkin' Some Sense
7. Lonesome Lightnin'
8. My Suggestion
9. Uncle Stan, The Hip Hit Record Man
10. You're Gonna Miss Me
11. The Purple Puppy
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Lightnin’ grava Talkin' Some Sense em um único dia

Em 1968 a Jewel Records de Stan Lewis lançou Talkin’ Some Sense, LP de Texas blues de Lightnin’ Hopkins

O disco foi gravado em 17 de janeiro daquele ano no ACA Recording Studios, em Houston, e saiu como Jewel LP/LPS 5001.Lightnin’ Hopkins era o nome de palco de Samuel John Hopkins, de Centerville, Texas

No disco ele canta e toca guitarra. Com ele estão Billy Bizor na gaita, Elmore Nixon no piano e Lawrence Evans no baixo; a bateria ficou sem crédito. São onze faixas assinadas por Hopkins. “Viet Nam War (Pt. 1) & (Pt. 2)” entra no meio da guerra que ainda estava no jornal. “Uncle Stan, The Hip Hit Record Man” aponta para o próprio Stan Lewis, o homem da Jewel em Shreveport. A faixa-título, “Talkin’ Some Sense”, “Long Way From Home”, “I’m Tired Of Trouble”, “Waklin’ Blues” e “The Purple Puppy” completam o programa. 

A sessão inteira acabou num único dia, 17 de janeiro de 1968, no ACA de Houston. O vinil saiu no selo Jewel de Stan Lewis, e Hopkins ainda deixou o nome do patrão no meio do lado B.


30 de agosto de 2026

Jimmy Caravan - Look Into The Flower 1968

 

A1. Holiday 2:50
A2. Higher And Higher 2:47
A3. Little Bird 3:13
A4. How Can I Be Sure 2:47
A5. Up, Up & Away 2:43
B1. Eleanor Rigby 2:53
B2. I Say A Little Prayer 2:08
B3. Rock And Roll Woman 2:07
B4. A Day In The Life 3:23
B5. Look Into The Flower 3:32
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O órgão que olhou para a flor e transformou 
Beatles e Bacharach em groove de 1968

Look Into The Flower, de Jimmy Caravan, saiu em 1968 pela Tower Records, como jazz, funk e soul instrumental — órgão no centro, com tempero psicodélico e latin jazz nas regravações da época.

O selo creditou Jimmy Caravan And His Trio: Caravan no teclado, o trio sem nomes no encarte, Jackie Mills na produção pela Wednesday’s Child Productions, fabricação da Capitol. “Little Bird”, do Pete Jolly Trio, vira bossa de órgão; “Eleanor Rigby” e “A Day in the Life” passam pelo Hammond; “I Say a Little Prayer”, de Burt Bacharach e Hal David, e “Up, Up & Away”, de Jimmy Webb, ganham swing de clube. 

O disco fecha na faixa-título, de Babaji, J. J. Torres e N. Tubbs Jr. O que define o LP é o órgão limpo e rítmico — sem vocais, dez faixas curtas que misturam Bee Gees, Young Rascals, Jackie Wilson e Buffalo Springfield no mesmo trio. 

A curiosidade da ficha é o próprio crédito: “And His Trio”, enquanto o restante da sessão fica anônimo no vinil.Saiu em estéreo e em mono (T 5103) no mesmo ano. No ano seguinte Caravan voltaria com Hey Jude, já pela Vault.

10 de agosto de 2026

Mississippi Fred McDowell - This Ain't No Rock n' Roll (Arhoolie Records – CD-441) 1995

 

1. My Baby
2. Levee Camp Blues
3. When The Saints Go Marching In
4. Diamond Ring
5. Dankin’s Farm
6. You Ain’t Treatin’ Me Right
7. Ethel Mae Blues
8. Meet Me Down In Froggy Bottom
9. Mama Said I’m Crazy
10. I Heard Somebody Calling Me
11. Keep Your Lamp Trimmed And Burning
12. I Wonder What Have I Done Wrong
13. I Worked Old Lu And I Worked Old Bess
14. Jim, Steam Killed Lula
15. Worried Now, Won’t Be Worried Long
16. Going Away, Won’t Be Gone Long
17. Going Down That Gravel Bottom
18. Bye, Bye Little Girl
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O Blues Elétrico Que Fred McDowell Jurou Não Ser Rock 'n' Roll

Mississippi Fred McDowell entrega em This Ain't No Rock N' Roll (Arhoolie CD-441) o puro blues do Delta em versão amplificada, aquele “natural blues” que ele mesmo proclamava em cima do palco. 

Aqui o slide bottleneck elétrico corta fundo, sem pedir licença para ninguém.Nas faixas de estúdio, Fred McDowell (voz e guitarra elétrica) divide o som com Mike Russo na segunda guitarra, John Kahn no baixo e Bob Jones na bateria, formando o grupo que já tinha saído no LP Fred McDowell And His Blues Boys. Já nas gravações mais soltas, John Francis segura a bateria e Steve Talbot entra de harmônica em uma faixa. 

Ouça “Worried Now, Won’t Be Worried Long” e “Going Down That Gravel Bottom”: o slide de Fred conversa direto com a voz, improvisando frases longas e cortantes enquanto a banda segura o groove sem atrapalhar. “Keep Your Lamp Trimmed And Burning” traz o espírito de igreja que ele carregava, e “My Baby” (versão de Little Walter) abre o disco com aquela energia crua de quem toca pra valer. 

O disco mistura sessões de estúdio com um clima de festa caseira: guitarra elétrica, baixo, bateria e aquele bottleneck que McDowell já usava há anos nas danças e cultos de Como, Mississippi

Curiosidade: foi o próprio Fred quem pediu Russo na guitarra depois de tocarem juntos em Seattle, e a química entre os dois é imediata, apesar da diferença de idade e de mundo.

As dez faixas extras foram gravadas numa única noite de março de 1968 na sala de estar de Chris Strachwitz, em Berkeley, e só saíram do arquivo em 1995. Esse lançamento de 1995 juntou pela primeira vez o material de estúdio de 1969 com essas fitas caseiras inéditas, mostrando McDowell já elétrico mas ainda fiel ao blues que ele chamava de natural.

21 de julho de 2026

Buddy Guy – A Man And The Blues 1968

 

A1 - A Man and the Blues (Buddy Guy) 6:17
A2 - I Can't Quit the Blues (Buddy Guy) 3:15
A3 - Money (That's What I Want) (Berry Gordy, Janie Bradford) 2:49
A4 - One Room Country Shack (Mercy Dee Walton) 5:35
A5 - Mary Had a Little Lamb (Tradicional; Buddy Guy) 2:27
B1 - Just Playing My Axe (Buddy Guy) 2:50
B2 - Sweet Little Angel (B.B. King) 5:35
B3 - Worry, Worry (Pluma Davis, Jules Taub) 6:14
B4 - Jam on a Monday Morning (Buddy Guy) 2:50
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Buddy Guy acende o fogo do Chicago blues em 1968

Saiu em 1968 pela Vanguard Records, A Man and the Blues é o segundo álbum de estúdio de Buddy Guy e o primeiro lançado pelo selo. O disco entrega um Chicago blues cru e potente, com guitarras flamejantes, piano marcante e uma energia que mistura tradição e atitude renovada.

Buddy Guy brilha na guitarra solo e nos vocais, acompanhado por lendas como Otis Spann no piano, Wayne Bennett na guitarra base e uma seção de sopros afiada. 

Destaques: “I Can’t Quit the Blues”, com solos intensos e vocais cheios de alma, a versão lúdica de “Mary Had a Little Lamb” e o clássico “One Room Country Shack”, de Mercy Dee. O som se caracteriza por guitarras afiadas, improvisações livres, piano bluesy e uma fusão de Chicago blues tradicional com toques pessoais de Guy.

Gravado nos Universal Studios, em Chicago, o álbum marca o início da fase mais madura de Guy no selo Vanguard. Considerado por muitos o nascimento da segunda geração do blues de Chicago, o disco consolidou Guy como uma das grandes influências para guitarristas dos anos 60, como Jimi Hendrix.

19 de julho de 2026

Los Walkers – Nosotros Los Walkers 1968

 

01. Soldado De Lata (Tin Soldier) — 3:28
02. Lady Madonna — 2:05
03. Palabras (Words) — 3:15
04. Enciende Tu Lámpara De Amor (Turn On Your Lovelight) — 2:14
05. Nunca Mi Amor (Never My Love) — 2:47
06. Algo Me Pasó Ayer (Something Happened To Me Yesterday) — 2:48
07. Jennifer Eccles — 2:07
08. El Hombre Del 2000 (2000 Man) — 2:56
09. Niño De Arcilla — 2:42
10. Querida — 3:12
11. Fat Madam — 2:30
12. Tamborín Verde (Green Tamborine) — 2:01
Bonus:
13. Miel Silvestre (Heather Honey) — 2:45
14. Ahora Me Amas (Now You Love Me) — 2:40
15. 999 Marina — 2:47
16. Gracias Amigo — 2:23
17. Balada Para Un Loco — 4:04
18. Vuelve Conmigo — 2:39
19. Ay Mi Amor — 2:17
20. Tu Y Yo — 2:10
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O beat argentino que trouxe o mundo para Buenos Aires em 1968

Em 1968, Los Walkers lançou Nosotros Los Walkers, seu segundo álbum, um disco vibrante dominado por covers energéticos de sucessos internacionais adaptados ao espanhol. Influenciado pelo rock britânico e americano da época, o trabalho captura perfeitamente a efervescência do beat que agitava a cena musical argentina.

Com Carlos Alberto Altamirano nos vocais principais, guitarra, piano e órgão elétrico; Roberto “Rover” Jorge na guitarra solo, teclados e vocais de apoio; Ignacio Tata no baixo elétrico; e Roberto Antonio López na bateria, a formação entregava um som coeso e cheio de garra. 

Destaques: incluem a versão animada de “Lady Madonna” dos Beatles, o contagiante “Jennifer Eccles” dos Hollies, a pegada de “Tamborín Verde” dos Lemon Pipers e “El Hombre Del 2000” dos Rolling Stones. O álbum se define pela instrumentação dinâmica: guitarras com distorção (pioneiras no rock argentino), teclados expressivos e uma seção rítmica firme, tudo embalado em harmonias vocais cativantes.

Gravado em meio a uma sequência acelerada de singles e shows, o disco reflete a prática comum da época de adaptar hits globais para conquistar o público local. Historicamente, 1968 marcou um pico para a banda: eles dividiram o palco do Teatro Payró com Los Gatos em agosto e ajudaram a consolidar o rock rioplatense — hoje, o álbum é reverenciado como peça de culto após as reedições do catálogo Music Hall.



20 de junho de 2026

Jimmy Page, Sonny Boy Williamson (2), Brian Auger - Jam Session – 1968

 

Side A
A1. Don't Send Me No Flowers – 5:47
A3. She Was So Dumb – 4:24
A4. The Goat – 2:05

Side B
B1. Walking – 3:18
B3. It's A Bloody Life – 3:23
B4. Getting Out Of Town – 3:16
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Jam Session: O Encontro Bruto e Inesperado de Sonny Boy Williamson com Jimmy Page e Brian Auger em 1965
Gravada em uma manhã de janeiro de 1965 no IBC Studios de Londres e lançada em 1968, esta jam session é um retrato cru do blues britânico em formação. Liderada pela harmônica e voz rouca de Sonny Boy Williamson II, a gravação mistura o blues tradicional com a energia dos músicos da cena londrina, resultando em um som solto, ao vivo e sem overdubs.
A formação principal traz Sonny Boy na harmônica e vocais, Jimmy Page na guitarra solo, Brian Auger no órgão, Joe Harriott no sax alto e Alan Skidmore no sax tenor, completados por Ricky Brown no baixo e Mick Waller na bateria. 
Destaques: a faixa-título “Don’t Send Me No Flowers”, com sua abertura lenta e intimista; “I See A Man Downstairs”, que ganha força com o solo limpo e bluesy de Page; e “Little Girl, How Old Are You”, uma jam improvisada na hora que explode em double-time com guitarra afiada e solos de harmônica e órgão. O disco se define pelas improvisações livres, pela fusão de blues com toques jazz dos saxofones e pela guitarra clean de Page contrastando com o órgão expressivo de Auger.
Curiosidade: a sessão foi organizada por Giorgio Gomelsky e durou apenas algumas horas; Sonny Boy esqueceu o material ensaiado e acabou bebendo durante a gravação. E um fato histórico marcante: esta foi uma das últimas gravações de Sonny Boy Williamson II na Europa — ele faleceu de ataque cardíaco em maio de 1965, apenas quatro meses depois.Um tesouro raro do blues que captura o momento exato em que o rock britânico ainda era puro blues cru.