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21 de julho de 2026

Buddy Guy – A Man And The Blues 1968

 

A1 - A Man and the Blues (Buddy Guy) 6:17
A2 - I Can't Quit the Blues (Buddy Guy) 3:15
A3 - Money (That's What I Want) (Berry Gordy, Janie Bradford) 2:49
A4 - One Room Country Shack (Mercy Dee Walton) 5:35
A5 - Mary Had a Little Lamb (Tradicional; Buddy Guy) 2:27
B1 - Just Playing My Axe (Buddy Guy) 2:50
B2 - Sweet Little Angel (B.B. King) 5:35
B3 - Worry, Worry (Pluma Davis, Jules Taub) 6:14
B4 - Jam on a Monday Morning (Buddy Guy) 2:50
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Buddy Guy acende o fogo do Chicago blues em 1968

Saiu em 1968 pela Vanguard Records, A Man and the Blues é o segundo álbum de estúdio de Buddy Guy e o primeiro lançado pelo selo. O disco entrega um Chicago blues cru e potente, com guitarras flamejantes, piano marcante e uma energia que mistura tradição e atitude renovada.

Buddy Guy brilha na guitarra solo e nos vocais, acompanhado por lendas como Otis Spann no piano, Wayne Bennett na guitarra base e uma seção de sopros afiada. 

Destaques: “I Can’t Quit the Blues”, com solos intensos e vocais cheios de alma, a versão lúdica de “Mary Had a Little Lamb” e o clássico “One Room Country Shack”, de Mercy Dee. O som se caracteriza por guitarras afiadas, improvisações livres, piano bluesy e uma fusão de Chicago blues tradicional com toques pessoais de Guy.

Gravado nos Universal Studios, em Chicago, o álbum marca o início da fase mais madura de Guy no selo Vanguard. Considerado por muitos o nascimento da segunda geração do blues de Chicago, o disco consolidou Guy como uma das grandes influências para guitarristas dos anos 60, como Jimi Hendrix.

19 de julho de 2026

Los Walkers – Nosotros Los Walkers 1968

 

01. Soldado De Lata (Tin Soldier) — 3:28
02. Lady Madonna — 2:05
03. Palabras (Words) — 3:15
04. Enciende Tu Lámpara De Amor (Turn On Your Lovelight) — 2:14
05. Nunca Mi Amor (Never My Love) — 2:47
06. Algo Me Pasó Ayer (Something Happened To Me Yesterday) — 2:48
07. Jennifer Eccles — 2:07
08. El Hombre Del 2000 (2000 Man) — 2:56
09. Niño De Arcilla — 2:42
10. Querida — 3:12
11. Fat Madam — 2:30
12. Tamborín Verde (Green Tamborine) — 2:01
Bonus:
13. Miel Silvestre (Heather Honey) — 2:45
14. Ahora Me Amas (Now You Love Me) — 2:40
15. 999 Marina — 2:47
16. Gracias Amigo — 2:23
17. Balada Para Un Loco — 4:04
18. Vuelve Conmigo — 2:39
19. Ay Mi Amor — 2:17
20. Tu Y Yo — 2:10
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O beat argentino que trouxe o mundo para Buenos Aires em 1968

Em 1968, Los Walkers lançou Nosotros Los Walkers, seu segundo álbum, um disco vibrante dominado por covers energéticos de sucessos internacionais adaptados ao espanhol. Influenciado pelo rock britânico e americano da época, o trabalho captura perfeitamente a efervescência do beat que agitava a cena musical argentina.

Com Carlos Alberto Altamirano nos vocais principais, guitarra, piano e órgão elétrico; Roberto “Rover” Jorge na guitarra solo, teclados e vocais de apoio; Ignacio Tata no baixo elétrico; e Roberto Antonio López na bateria, a formação entregava um som coeso e cheio de garra. 

Destaques: incluem a versão animada de “Lady Madonna” dos Beatles, o contagiante “Jennifer Eccles” dos Hollies, a pegada de “Tamborín Verde” dos Lemon Pipers e “El Hombre Del 2000” dos Rolling Stones. O álbum se define pela instrumentação dinâmica: guitarras com distorção (pioneiras no rock argentino), teclados expressivos e uma seção rítmica firme, tudo embalado em harmonias vocais cativantes.

Gravado em meio a uma sequência acelerada de singles e shows, o disco reflete a prática comum da época de adaptar hits globais para conquistar o público local. Historicamente, 1968 marcou um pico para a banda: eles dividiram o palco do Teatro Payró com Los Gatos em agosto e ajudaram a consolidar o rock rioplatense — hoje, o álbum é reverenciado como peça de culto após as reedições do catálogo Music Hall.



20 de junho de 2026

Jimmy Page, Sonny Boy Williamson (2), Brian Auger - Jam Session – 1968

 

Side A
A1. Don't Send Me No Flowers – 5:47
A3. She Was So Dumb – 4:24
A4. The Goat – 2:05

Side B
B1. Walking – 3:18
B3. It's A Bloody Life – 3:23
B4. Getting Out Of Town – 3:16
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Jam Session: O Encontro Bruto e Inesperado de Sonny Boy Williamson com Jimmy Page e Brian Auger em 1965
Gravada em uma manhã de janeiro de 1965 no IBC Studios de Londres e lançada em 1968, esta jam session é um retrato cru do blues britânico em formação. Liderada pela harmônica e voz rouca de Sonny Boy Williamson II, a gravação mistura o blues tradicional com a energia dos músicos da cena londrina, resultando em um som solto, ao vivo e sem overdubs.
A formação principal traz Sonny Boy na harmônica e vocais, Jimmy Page na guitarra solo, Brian Auger no órgão, Joe Harriott no sax alto e Alan Skidmore no sax tenor, completados por Ricky Brown no baixo e Mick Waller na bateria. 
Destaques: a faixa-título “Don’t Send Me No Flowers”, com sua abertura lenta e intimista; “I See A Man Downstairs”, que ganha força com o solo limpo e bluesy de Page; e “Little Girl, How Old Are You”, uma jam improvisada na hora que explode em double-time com guitarra afiada e solos de harmônica e órgão. O disco se define pelas improvisações livres, pela fusão de blues com toques jazz dos saxofones e pela guitarra clean de Page contrastando com o órgão expressivo de Auger.
Curiosidade: a sessão foi organizada por Giorgio Gomelsky e durou apenas algumas horas; Sonny Boy esqueceu o material ensaiado e acabou bebendo durante a gravação. E um fato histórico marcante: esta foi uma das últimas gravações de Sonny Boy Williamson II na Europa — ele faleceu de ataque cardíaco em maio de 1965, apenas quatro meses depois.Um tesouro raro do blues que captura o momento exato em que o rock britânico ainda era puro blues cru.