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9 de outubro de 2026

Gary Moore - Dark Days in Paradise (1997)

 

3. I Can’t Wait Until Tomorrow – 4:20
4. So Far Away – 5:05
5. A Different Beat – 4:35
6. One Day – 4:50
7. In My Dreams – 5:10
8. A Man That I Can’t Buy – 4:45
9. Somewhere – 5:00
10. Close to You – 5:10
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O disco da Virgin em que o blues de Moore esbarrou 
em programação e numa faixa escondida

Dark Days in Paradise, décimo segundo álbum de estúdio de Gary Moore, saiu em junho de 1997 pela Virgin (CDV 2826, com data de catálogo em 26 de maio): onze faixas, cerca de 67 minutos, entre Blues for Greeny (1995) e A Different Beat (1999). Não é o blues elétrico dos discos do começo da década. Há teclado, programação e arranjo pop no meio do rock.

Moore canta e toca guitarra. No baixo está Guy Pratt, na bateria Gary Husband, nos vocais de apoio Dee Lewis. Teclados e programação ficam com Magnus Fiennes e Phil Nicholas. A produção é de Moore, Chris Tsangarides e Andy Bradfield. Os singles foram “One Good Reason”, 79º no Reino Unido, e “I Have Found My Love in You”, 109º. “Always There for You” sai creditada como Gary Moore vs. Professor Stretch. O texto que a resenha do Rolling Stone de 3 de julho de 1997, de Bernd Lechler, separa é “Business as Usual”, o único que ele achou autobiográfico de verdade; o resto, para ele, misturava estilos por acidente e escorregava em lugar-comum. Günther Fischer, no Spiegel de 13 de junho, foi mais generoso e elogiou a guitarra dessa mesma faixa.

Na primeira prensagem, “Business as Usual” durava 18 minutos e 2 segundos porque trazia escondida a faixa-título; nas edições seguintes “Dark Days in Paradise” aparece à parte, com pouco mais de três minutos. O álbum chegou ao 43º lugar no Reino Unido, ao 19º na Áustria, ao 22º na Suíça e ao 32º na Alemanha, dois anos depois de Blues for Greeny e dois antes de A Different Beat.

Se gostou, veja também Blues for Greeny e A Different Beat. Dark Days in Paradise está nas plataformas desde 1997 — ouve agora, comenta o que achou e passa no blog https://quemtempoe.blogspot.com/. spotify



18 de setembro de 2026

Lavelle White - It Haven't Been Easy 1997

 

 1. I've Never Found a Man to Love - 3:47
 2. Lay Down Beside Me - 4:34
 3. Don't Let My Baby Ride - 4:03
 4. Wootie Boogie - 2:55
 5. A Little Bit of This, a Little Bit of That - 4:27
 6. Mississippi, My Home - 5:08
 7. Automatic Love - 3:47
 8. Black Widow Spider - 3:56
 9. Oh What a Feeling - 3:18
10. It Haven't Been Easy - 4:51
11. Can't Take It (I Don't Give a Damn) - 3:59
12. Those Lonely Lonely Nights - 2:29
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A voz que chegou inteira, sem pressa

It Haven’t Been Easy, de 1997, é soul blues de Austin: Miss Lavelle White canta R&B texano com sotaque de Memphis, sem firula. Nove das doze faixas são dela.

Derek O’Brien produz e toca guitarra. Clarence Hollimon, parceiro de Houston desde os anos 50, entra no instrumento. Mark Kazanoff sopra os metais. George Raines segura a bateria. Stuart Sullivan grava o disco limpo. “I’ve Never Found a Man to Love” revira Eddie Floyd. “Wootie Boogie” empurra o salão. “Mississippi, My Home” e “Lay Down Beside Me” andam mais lentas, voz cheia no meio do groove.

O som é de clube: metais, baixo firme, guitarra no ponto certo.No meio das sessões, Lavelle soube da morte de Johnny “Guitar” Watson e gravou “Those Lonely Lonely Nights”. 

O disco saiu pela Antone’s/Texas Music Group três anos depois do primeiro álbum dela, Miss Lavelle, quando ela já tinha 65 anos e décadas de compactos pela Duke nas costas.

Se gostou, coloca o disco no fone agora, deixa um like ou comentário no blog https://quemtempoe.blogspot.com/

3 de julho de 2026

Greg Piccolo & Heavy Juice - Red Lights 1997

 

1. Old Maid Boogie (6:54)
2. Rockin' Chair (4:23)
3. My Baby's Gone (Alicia's Song) (6:24)
4. Acid Blue (7:22)
5. Red Lights (5:32)
6. Everytime I Turn Around (6:17)
7. Tired Of Waitin' For A Change (6:04)
8. Blue Pepper (Far East Of The Blues) (6:46)
9. What Would I Do Without You (3:33)
10. Money (7:07)
11. Moondog Boogie (3:23)
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Greg Piccolo Expande o Blues com Heavy Juice em 1997!
Ex-saxofonista do Roomful of Blues, Greg Piccolo lança em 1997 seu terceiro álbum solo, Red Lights, com a Heavy Juice — seu disco mais ambicioso até então. Nele, Piccolo salta entre swing, bop, jazz ácido, soul ballads e rock’n’roll, mantendo a raiz blues com energia de boogie e um toque de fusão que surpreende a cada curva.
Piccolo comanda no tenor sax robusto e wailings intensos, na guitarra lead em estilo cru mas efetivo (lembrando Roy Buchanan e Carlos Santana) e no alto sax que extrai texturas de acid jazz. A Heavy Juice entrega suporte estelar em múltiplos estilos, enquanto o 14 Karat Soul enriquece com backing vocals em “Money” e na faixa-título. 
Destaques: “Acid Blue”, que explora improvisações fluidas e sons ácidos do sax alto; “Red Lights”, carregada de groove e emoção; e “Money”, com vocais de apoio que elevam o soul. A instrumentação versátil e as fusões dinâmicas — do jazz sofisticado ao rock cru — criam momentos de pura excitação.
Gravado com a química natural da banda regular de Piccolo, o álbum reflete toda sua evolução criativa após deixar o Roomful of Blues em 1990. Além disso, a participação especial do 14 Karat Soul em duas faixas adiciona camadas vocais ricas, transformando Red Lights num marco ambicioso e generoso da carreira solo dele.

11 de maio de 2026

Ölveti Blues Band - Pocsolyába Léptem (1997)

 

01. Százezer éves
02. Gyönyörű napok
03. Séta a városban I.
04. Séta a városban II.
05. Sok kis koldus
06. Pocsolyába léptem
07. Voltam keleten
08. Jim Beam
09. Nem jó
10. Kit érdekel
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Ölveti Blues Band: Pocsolyába LéptemO Blues Húngaro que Molha o Sapato e Balança a Alma!
Em 1997, a Ölveti Blues Band soltou Pocsolyába Léptem, um disco de blues elétrico moderno com pegada rhythm & blues e letras 100% húngaras. Gravado com alma de rua e groove de bar, o álbum é cru, dançante e cheio de energia, como se o blues tivesse nascido nas calçadas de Amsterdã e voltado pra casa em Debrecen.
Formação: Ölveti László nos vocais principais, Boros György e Bujdosó András nas guitarras e vocais de apoio, Pércsi Sándor no baixo, Mező Orbán na bateria, mais Dorogi Barbara nos vocais de apoio, Kovács Lajos na gaita, Jéger Attila no sax e teclados e Szabó Attila nas congas. 
Destaques: “Pocsolyába léptem”, o balanço de “Nem jó” e o swing de “Kit érdekel”. O som é puro blues elétrico: guitarras afiadas, gaita chorosa, sax que colore e percussão quente que faz o corpo mexer.
Curiosidade: a banda nasceu em 1989 em Amsterdã, depois de anos tocando nas ruas e pubs da Europa Ocidental, e o disco saiu após várias sessões de estúdio que nunca foram divulgadas publicamente. E o melhor: a faixa título virou um verdadeiro hino do blues húngaro, regravada por Takáts Tamás DBB e imortalizada como clássico nacional – Boros György, um dos fundadores, foi o compositor dela.

31 de março de 2026

Junior Kimbrough - Most Things Haven't Worked Out 1997

 

1. Lonesome Road 3:37
2. I'm In Love 8:36
3. Everywhere I Go 4:47
4. Burn In Hell 7:41
5. Most Things Haven't Worked Out 6:04
6. Leave Her Alone 7:25
7. I Love Ya Baby 6:52
8. I'm Leaving You Baby 3:25

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Quando Tudo Não Deu Certo: O Blues Hipnótico e Imortal de Junior Kimbrough!
Lançado em 1997 pela Fat Possum Records, Most Things Haven't Worked Out é o terceiro álbum de Junior Kimbrough para o selo e o último gravado em vida — ele faleceu em 1998 aos 67 anos. O rei do hill country blues de Mississippi entrega aqui um som cru, elétrico e profundamente hipnótico: grooves repetitivos e trance-like, guitarra droning pesada, voz soulful e uma intensidade que parece vir direto do Delta.
Com Kenny Brown na segunda guitarra, Garry Burnside no baixo e Kenny Malone na bateria, o disco explode em faixas marcantes como a abertura “Lonesome Road”, a épica “I’m In Love” (8:36 de puro transe), o pesado “Burn In Hell” e a instrumental funky da faixa-título. Tudo com duração generosa e uma energia que não solta o ouvinte.
Curiosidade: três faixas foram gravadas ao vivo no próprio juke joint de Junior em Chulahoma, Mississippi, e ele ordenou que os erros e notas erradas fossem mantidos na mixagem final — pura autenticidade crua! Um clássico do blues norte-mississippiano que ainda soa revolucionário.