14 de abril de 2026

Willie and the Bandits – Salt Roots (2026)

 

Wheal Jane
Trouble Round the Bend
King Kong
Style Thing
Stand Up
Take My Shoulder
Know My Name
Sail Away (Mayflower)
Reina del Mar
Homeward Bound
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Salt Roots: O grito visceral de Wille and the Bandits

O quarteto de Cornwall retorna em 2026 com Salt Roots, um disco que mistura rock de raízes contemporâneo com doses de blues, latin rock e atmosferas psicodélicas. Gravado ao vivo em uma única sala, o álbum captura a energia crua que tornou os shows da banda lendários.

Wille Edwards (vocais e slide guitar) lidera com intensidade, acompanhado pelo Hammond incendiário de Stevie Watts e pela base sólida de Harry Mackaill (baixo) e Joe Harris (bateria). Entre os destaques, “Wheal Jane” abre com tensão sombria sobre o passado industrial da região; “Trouble Round the Bend” dispara contra a poluição dos mares britânicos; e “Reina del Mar” surpreende ao mergulhar em ritmos latinos, um verdadeiro tributo ao oceano. Já “Stand Up” e “Style Thing” são hinos de identidade e resistência, feitos para levantar plateias inteiras.

Curiosidade: Edwards compôs o riff de “Reina del Mar” há mais de uma década em Cuba, inspirado pelo Buena Vista Social Club. E o disco foi registrado sem overdubs, reforçando a autenticidade da performance coletiva.


Robben Ford & The Blue Line 1992

 

1. The Brother (For Jimmie & Stevie) – 4:41
2. You Cut Me To The Bone – 4:48
3. I'm A Real Man – 5:29
4. My Love Will Never Die – 5:26
5. Step On It – 5:57
6; Prison Of Love – 4:26
7. Tell Me I'm Your Man – 6:13
8. Start It Up – 3:47
9. Life Song (One For Annie)
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Robben Ford & The Blue Line: Blues em Alta Voltagem (1992)

Poucos discos traduzem tão bem a energia crua do blues moderno quanto Robben Ford & The Blue Line, lançado em 1992. Misturando virtuosismo na guitarra com grooves intensos, o álbum mergulha no blues elétrico com pitadas de soul e jazz, criando uma sonoridade vibrante e sofisticada.

Destaques: “The Brother (For Jimmie & Stevie)” abre como uma homenagem emocionante, enquanto “You Cut Me To The Bone” mostra a força lírica e instrumental de Ford. Já “My Love Will Never Die”, clássico de Otis Rush e Willie Dixon, ganha uma interpretação visceral que reafirma o talento da banda. A presença de músicos como Roscoe Beck no baixo e Tom Brechtlein na bateria garante uma base sólida e pulsante, enquanto os sopros de Bob Malach e Dan Fornero adicionam brilho extra.

Curiosidade: o álbum foi gravado no lendário Sound City Studios, palco de registros históricos do rock, e contou com a produção de Robben Ford e Roscoe Beck. Outro detalhe marcante é o envolvimento de Chick Corea como produtor executivo, reforçando o peso artístico do projeto.

Se você busca um blues cheio de alma e técnica impecável, Robben Ford & The Blue Line é audição obrigatória.


13 de abril de 2026

John Haydock – Brush With The Blues 2022

 

Pale Rider – 5:57
Lipstick Lies – 4:18
Slow Moving Westbound Train – 5:27
Strange Kind Of Magic – 4:28
Hand Me Down Heart – 4:02
Last Train Out Of Colombo – 4:07
Mystic Rain – 3:14
Beggar At The Gates Of Love – 3:51
Chasing Shadows – 3:45
Down Three Times – 4:35
Downtown Fadeaway – 5:51
Church Of Saint John – 5:03
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John HaydockBrush With The Blues:

Uma Jornada Sonora Intensa (2022)

Em Brush With The Blues (2022), John Haydock entrega um álbum que mergulha fundo no blues contemporâneo, com nuances de rock e atmosferas quase cinematográficas. São 12 faixas que transitam entre o peso emocional e a delicadeza melódica, sempre guiadas pela guitarra expressiva e pela voz carregada de sentimento.

Destaques: “Pale Rider” estabelece o tom sombrio e envolvente, enquanto “Slow Moving Westbound Train” traz uma cadência hipnótica que remete às estradas infinitas do blues. Já “Strange Kind Of Magic” e “Mystic Rain” exploram texturas mais etéreas, mostrando a versatilidade de Haydock em criar ambientes sonoros ricos. O disco ainda reserva momentos de pura intensidade, como “Down Three Times” e “Church Of Saint John”, que fecham a obra com força e espiritualidade.

Curiosidade: parte das composições nasceu de improvisos em estúdio durante sessões noturnas, reforçando a autenticidade do projeto. Além disso, o álbum foi lançado de forma independente, conquistando espaço entre colecionadores e fãs de blues underground.


Nora Jean Wallace 2020

 

1. Martell 4:46
2. I Can’t Stop 3:07
3. I’m A Blues Woman 4:51
4. Evidence 3:26
5. Victim 6:19
6. Rag And Bucket 4:21
7. Look Over Yonder 3:11
8. I’ve Been Watching You 4:51
9. Dance With Me 3:51
10. I Don’t Have To Be You To Love Me 5:11
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Nora Jean Wallace – Blues Woman: O Retorno Triunfal (2020)

Depois de 16 anos longe dos estúdios, Nora Jean Wallace voltou com força total em Blues Woman (2020), um álbum que reafirma sua posição como uma das vozes mais poderosas do blues contemporâneo. Com sua interpretação visceral e timbre marcante, Wallace entrega dez faixas que transitam entre o blues tradicional e influências modernas, sempre carregadas de emoção.

Destaque: “Martell” embala o ouvinte com harpa incendiária e piano pulsante, enquanto “I’m A Blues Woman” funciona como uma verdadeira declaração de identidade artística. Já em “Rag and Bucket”, com participação especial de Kim Wilson, Wallace transforma a metáfora da faxina em um hino de libertação emocional. O álbum ainda traz releituras intensas, como “Evidence” de Susan Tedeschi, e composições próprias cheias de alma, como “Victim” e “I’ve Been Watching You”.

Curiosidade: Wallace foi descoberta por Jimmy Dawkins em 1985 e chegou a ser indicada ao Blues Music Award em 2004. Este retorno, produzido por David Earl no selo Severn Records, marca uma nova fase de sua carreira e celebra sua resiliência artística.