1 de setembro de 2026

One Rusty Band - Line After Line 2025

 


1. Line After Line (3:15)
2. I Wanna Kill You (3:28)
3. Mr Catfishman (3:42)
4. Dust Bowl (4:20)
5. Happy Mess (4:34)
6. Wild Child (2:21)
7. Again (3:47)
8. She's A Vagabond (2:49)
9. Across The Country (3:59)
10. Anger Bones (2:39)
11. Come Back Home (3:29)
12. Lazy Land (5:15)
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O blues-rock francês que se grava em casa e explode na estrada

Line After Line, terceiro disco do One Rusty Band, saiu em 6 de junho de 2025 como dirty blues-rock cru: gaita, riff, washboard e sapateado no lugar da bateria. 

O próprio duo coloca o som entre The White Stripes e Seasick Steve — e o tema é a estrada, as turnês e os encontros.

Greg Garghentini é o one-man-band elétrico: voz, guitarra, gaita e bumbo e caixa nos pés, ainda por cima engenheiro de som que mixou o álbum. Léa Barbier segura o pulso com claquetes, washboard, percussão, acrobacias e agora também o canto, como no single “I Wanna Kill You”. A faixa-título descreve as linhas brancas infinitas do asfalto; “Mr Catfishman” entra no groove sujo; “She’s a Vagabond” solta o sapateado em clima de liberdade; “Lazy Land” fecha o disco depois da tempestade. 

O som que define o trabalho é o ao vivo em home studio na Bretanha — instrumentos feitos à mão por Greg, ritmo de pé e de sapato, doze faixas compostas, gravadas e arranjadas pelos dois, com Léa assinando a arte da capa. 

Curiosidade: rock de um lado, circo e rua do outro, um casal que transformou o palco em pista e oficina.

Cada faixa foi registrada ao vivo no estúdio caseiro para guardar a energia do show; só o mastering saiu de casa, com Alexis Bardinet, da Globe Audio. O kit de imprensa e as páginas de festival ainda cravam que o duo já abriu para nomes como Jeff Beck e Christone “Kingfish” Ingram.

31 de agosto de 2026

Acme Blues Company - I Think I Made It 2006

 

1. Is Love Worth The Cost (3:10)
2. Expect My Own (3:47)
3. Sugar Mama (3:22)
4. Easy Money (4:31)
5. I Think I Made It (4:31)
6. Hey Baby (4:16)
7. You Ain't The First (Live) (5:55)
8. A Little Somethin' Somethin' (2:50)
9. No Shortage Of The Blues (5:36)
10. Liquor Store (5:02)
11. I'm What You Need (4:22)
12. Comin' And Goin' (3:18)
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Um anúncio de jornal, um porão na Virgínia 
e o blues elétrico que DC colocou na pista

I Think I Made It, da Acme Blues Company, saiu em 10 de agosto de 2006 como blues elétrico de alta voltagem: gaita à frente, guitarra crua e o pé no chão entre o 12 compassos clássico e o blues-rock de pista. 

É o cartão de visita da cena de Washington, D.C., Maryland e Virgínia.Waverly Milor segura gaita e voz, Steve Remy divide guitarra e vocal, Steve “Wolf” Crescenze segura o baixo e Chris Ruckman bate a caixa — formação que o encarte e as listagens do disco cravam como o motor do álbum. 

“No Shortage of the Blues” aperta o sentimento no andamento lento; “A Little Somethin’ Somethin’” dispara no ritmo de pisar forte; “Hey Baby” vira humor de cantada que deu errado; e “You Ain’t the First”, gravada ao vivo, solta o palco no meio do CD. O som é gaita e guitarra no centro, letra afiada e variação de clima — do blues soulful ao rock que descasca tinta — com participação do tecladista Daryl Davis, nome da cena de D.C. ligado à Legendary Blues Band de Muddy Waters, a Chuck Berry e a Cephas & Wiggins, além das guitarras de Mike Westcott e Robert Hahn. 

A curiosidade da origem cabe num recorte de jornal: o anúncio levou Milor a um porão na Virgínia, onde encontrou Remy e Ruckman; três anos depois, com Wolf no baixo, a banda fechou o primeiro disco longo e ganhou público fixo no mercado de blues da capital.

Depois de um jam, o pianista Pinetop Perkins deixou o recado que o próprio encarte do disco registrou: “Them boys can play!” O Washington Post ainda lembra que Wolf passou três anos na Acme Blues Company antes de o ciclo da banda esfriar na segunda metade dos anos 2000.

Status Quo - Ma Kelly's Greasy Spoon (1970)

 

Menu 1
Spinning Wheel Blues (Young, Rossi) — 3:21
Daughter (Lancaster) — 3:04
Everything (Rossi, Parfitt) — 2:39
Shy Fly (Young, Rossi) — 3:51
(April) Spring, Summer And Wednesdays (Young, Rossi) — 4:10

Menu 2 
6. Junior's Wailing (White, Pugh) — 3:35
7. Lakky Lady (Young, Rossi) — 3:15
8. Need Your Love (Young, Rossi) — 4:47
9. Lazy Poker Blues (Adams, Green) — 3:38
10. Is It Really Me/Gotta Go Home (Lancaster) — 9:35
Bonus (edições posteriores)
11. Is It Really Me/Gotta Go Home (Early Rough Mix) — 6:54
12. Daughter (Working Mix For Poss. Guitar) — 2:57
13. Down The Dustpipe (7") — 2:06
14. In My Chair (7") — 3:19
15. Gerdundula (7" Original Version) — 3:23
16. Down The Dustpipe (BBC Session) — 1:49
17. Junior's Wailing (BBC Session) — 3:01
18. Spinning Wheel Blues (BBC Session) — 2:17
19. Need Your Love (BBC Session) — 2:29
20. In My Chair (1979 Pye Promo Flexidisc) — 1:37
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O café sujo onde o Quo largou o psicodélico e ligou o boogie

Ma Kelly’s Greasy Spoon, terceiro disco de estúdio do Status Quo, saiu em 28 de agosto de 1970 pela Pye Records como blues rock e hard rock — o primeiro álbum em que a banda deixa para trás o pop psicodélico de Picturesque Matchstickable Messages e Spare Parts.

Francis Rossi e Rick Parfitt nas guitarras e vocais, Alan Lancaster no baixo, John Coghlan na bateria e Roy Lynes no órgão e no piano fecham a formação clássica dessa virada; Lynes não gravaria outro LP com o grupo. “Spinning Wheel Blues” abre o Menu 1 com gaita de Bob Young; “Junior’s Wailing”, cover do Steamhammer, e o medley de quase dez minutos “Is It Really Me/Gotta Go Home”, de Lancaster, com Parfitt no vocal principal, definem o novo peso. Tem também “Lazy Poker Blues”, de Peter Green e C. Adams, do Fleetwood Mac

O som é de duas guitarras cruas, baixo gordo e órgão ainda presente, gravado na primavera de 1970 nos Pye Studios, em Londres, com John Schroeder na produção e Alan Florence na mesa. 

A capa imita cardápio de lanchonete: os lados do vinil saíram como Menu 1 e Menu 2.

As primeiras prensagens britânicas vinham com um pôster dobrado dentro da capa. O disco não entrou no UK Albums Chart, mas veio cercado por dois compactos fora do LP que furaram o Top 30: “Down the Dustpipe”, de março, número 12, e “In My Chair”, de outubro, número 21.


Joanna Connor – Live On 11/11 (2026)

 

1. Cissy Strut
2. Shake Your Money Maker
3. The Sky Is Crying
4. Further On Up The Road
5. You’re So Fine
6. Are You Going With Me
7. I Just Wanna Make Love To You
8. Magic Sam Boogie
9. Can’t Find My Way Home
10. When the Levee Breaks
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Joanna Connor grava o blues no porão e o mundo inteiro escuta

Live On 11/11, de Joanna Connor, saiu em 21 de agosto de 2026 pela M.C. Records como blues-rock ao vivo — dez covers de uma única noite no The Fallout Shelter, em Norwood, Massachusetts.

Connor no vocal e na slide, Dan Souvigny nos teclados, Shaun Gotti Calloway no baixo e Jason “J Roc” Edwards na bateria. 

O set abre com “Cissy Strut”, explode em “Shake Your Money Maker” e “The Sky Is Crying”, de Elmore James, passa por “Further On Up the Road” e “Magic Sam Boogie” e fecha com quase nove minutos de “When the Levee Breaks”. No meio, “Can’t Find My Way Home”, do Blind Faith, baixa a temperatura. 

O disco é clube pequeno — cem lugares —, slide em fogo, órgão e piano de Souvigny empurrando o trio, sem originais: só rearranjos que distorcem o que o ouvinte achava que conhecia. 

A curiosidade da sessão é o próprio endereço: o Fallout Shelter já era estúdio de gravação e transmissão, e o show de 11 de novembro de 2025 foi anunciado como noite de álbum ao vivo, com ingressos esgotados.

Connor cresceu em Worcester, a poucos quilômetros dali, antes de virar nome de Chicago. Em 2021 ela tinha gravado 4801 South Indiana Avenue com Joe Bonamassa; este ao vivo volta à casa da Nova Inglaterra.

30 de agosto de 2026

Keb' Mo' - The Breakdown 2026

 

1. Fussing And Fighting (4:14)
2. Every Step Of The Way (4:35)
3. They Don’t Make ‘Em Like They Used To (4:42)
4. More Yesterdays (3:42)
5. We Make Love (3:34)
6. Walking On Water (3:38)
7. Hand It Over (3:23)
8. Living In The Moment (3:37)
9. Stitched Up Heart (3:18)
10. One Day Away (3:54)
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O coração que parou na turnê e voltou em voz e violão

The Breakdown, de Keb’ Mo’, chegou em 21 de agosto de 2026 pela Concord Records como blues acústico e roots no osso: voz, violão e quase nada mais. 

É o disco mais nu da carreira do compositor de Compton, feito depois de cirurgia no coração e do fim de um casamento de quase vinte anos.Kevin Moore — o próprio Keb’ — grava sozinho no estúdio de casa, nos arredores de Nashville: National Steel, violão acústico, um pisão, uma palma. 

Só duas faixas ganham companhia. “Fussing and Fighting” abre o disco no aço e na briga que já não se explica; “They Don’t Make ’Em Like They Used To” traz o sexteto gospel Take 6; “Hand It Over” chama o Soweto Gospel Choir para entregar o peso a Deus de joelhos. 

“Stitched Up Heart” joga no mesmo verso o peito costurado pelo cirurgião e o coração que se desfaz; “Living in the Moment” é canção antiga, escrita há quase cinquenta anos, que ele guardou até agora. 

O som que define o álbum é a redução proposital — ele mesmo disse que, se a vida estava desmoronando, a música também precisava ser desmontada até o essencial.

Cada faixa virou jornada de cerca de três dias, trocando guitarra, afinação e posição no braço até achar a carne no osso. “They Don’t Make ’Em Like They Used To” nasceu no chão do estúdio, coescrita com o engenheiro Zach Allen enquanto os dois arrancavam fiação velha para reformar a sala.