3 de maio de 2026

Graham Nash – Now (2023)

 

01. Right Now
02. A Better Life
03. Golden Idol
04. Stars and Stripes
05. Love of Mine
06. Theme From Pastorale
07. In a Dream
08. Stand Up
09. Feels Like Home
10. Buddy’s Back
11. Follow Your Heart
12. I Watched It All Come Down
13. When It Comes to You
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Graham Nash: Now – Folk-Rock que Fala do Amor, da Vida e do Tempo!
O Now, sétimo álbum solo de Graham Nash, lançado em 19 de maio de 2023 pela BMG, é folk-rock quente, sincero e sem firulas. Sete anos depois do anterior, o disco traz 13 faixas que misturam confissões pessoais, reflexões políticas e um som leve que toca direto no coração.
Graham Nash (vocal, guitarra acústica e gaita) lidera o time com o produtor e tecladista Todd Caldwell (seu parceiro de turnê de longa data), os guitarristas Shane Fontayne e Thad DeBrock (com pedal steel e lap steel). 
Destaques: abertura romântica Right Now, a nostálgica Buddy’s Back (com harmonia de Allan Clarke) e a tocante When It Comes to You
O som é de violões, guitarras elétricas suaves, steel guitar chorosa e harmonias vocais cristalinas – tudo gravado com economia, emoção e aquela pegada clássica do CSN.
Curiosidade: o álbum foi gravado entre 2020 e 2022, e Nash declarou que é “o mais pessoal que já fiz na vida”. E o fato histórico: em Buddy’s Back, ele reúne pela primeira vez em muitos anos o vocal com Allan Clarke, seu parceiro dos Hollies desde 1962 – uma homenagem carinhosa a Buddy Holly, que inspirou o nome da banda deles.

David Crosby - If I Could Only Remember My Name 1971

 

1. Music Is Love  3:16
2. Cowboy Movie  8:02
3. Tamalpais High (At About 3)  3:28
4. Laughing  5:20
5. What Are Their Names  4:09
6. Traction In The Rain  3:40
7. Song With No Words (Tree With No Leaves)  5:53
8. Orleans  1:56
9. I'd Swear There Was Somebody Here  1:19
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Um mergulho cósmico: a viagem sonora de Crosby em 1971

Lançado em 1971, If I Could Only Remember My Name é o álbum solo mais emblemático de David Crosby, combinando folk, psicodelia e atmosferas etéreas em uma obra profundamente introspectiva.

Gravado com uma constelação de músicos da cena californiana — incluindo Jerry Garcia, Neil Young e Joni Mitchell — o disco se destaca pela fluidez quase improvisada. Faixas como “Laughing”, com vocais hipnóticos e guitarra delicada, “Cowboy Movie”, mais longa e elétrica, e “Song With No Words (Tree With No Leaves)”, marcada por harmonias vocais expansivas, revelam uma sonoridade única, guiada por jams e texturas vocais sobrepostas. O uso de afinações abertas e estruturas livres cria um clima onírico que atravessa todo o álbum.

Curiosidade: o disco nasceu em meio a um período emocionalmente intenso para Crosby, após perdas pessoais, o que influenciou diretamente seu tom contemplativo. Além disso, embora tenha tido recepção inicial discreta, o álbum foi reavaliado ao longo das décadas e hoje é considerado um clássico cult da era pós-The Byrds.

2 de maio de 2026

Taj Mahal & Phantom Blues Band – Time (2026)

 

1. Life Of Love
2. Wild About My Lovin’
3. Crazy About A Jukebox
4. Time
5. You Put The Whammy On Me
6. Talkin’ Blues
7. Sweet Lorene
8. Ask Me ‘Bout Nothing (But The Blues)
9. It’s Your Voodoo Working
10. Rowdy Blues
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Entre o Tempo e o Blues: 
Taj Mahal Ressuscita Groove Perdido em “Time” (2026)

O veterano Taj Mahal retorna com Time (2026), um álbum que mistura blues, soul e R&B com a naturalidade de quem ajudou a moldar esses gêneros ao longo de décadas.

Gravado originalmente em 2010 e lançado apenas agora, o disco reúne o mestre ao lado da Phantom Blues Band, com destaques para músicos como Johnny Lee Schell (guitarra), Larry Fulcher (baixo) e Tony Braunagel (bateria). 

Entre os momentos mais marcantes estão a faixa-título “Time”, composta por Bill Withers, a releitura cheia de metais de “Sweet Lorene” (associada a Otis Redding) e o groove contagiante de “Life of Love”. O álbum transita com elegância entre baladas soul, blues tradicional e toques de reggae, com arranjos ricos em sopros e backing vocals envolventes.

Curiosidade: “Time” quase se perdeu — era uma demo inédita de Withers, recuperada pelo produtor Steve Berkowitz com autorização da família do artista. Além disso, o lançamento marca uma espécie de reencontro histórico, já que Taj e a banda não gravavam juntos desde os premiados trabalhos do fim dos anos 1990.


America 1972

 

A1. Riverside
A2. Sandman
A3. Three Roses
A4. Children
A5. A Horse With No Name
A6. Here

B1. I Need You
B2. Rainy Day
B3. Never Found The Time
B4. Clarice
B5. Donkey Jaw
B6. Pigeon Song
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America 1972: O Folk-Pop que Galopou pro Topo com um Cavalo Sem Nome!
O álbum de estreia homônimo da banda America, lançado em janeiro de 1972 pela Warner Bros., é um clássico do folk-pop que mistura suavidade e ambição. Gravado em Londres, o disco entrega harmonias vocais cristalinas e um jogo intrincado de guitarras acústicas que soa fresco até hoje.
Formado pelo trio Dewey Bunnell, Gerry Beckley e Dan Peek (todos nos vocais e guitarras), o grupo cria faixas que grudam na alma. 
Destaques: o hit planetário A Horse with No Name, o clima misterioso de “Sandman” e a doçura de “I Need You”. O som é puro acústico folk-rock, com harmonias em três vozes, introduções instrumentais longas e improvisos sutis que enchem o ar sem exageros.
Curiosidade: o disco saiu primeiro sem “A Horse with No Name”, que era um single à parte – só entrou nas reedições depois de explodir nas rádios. Dewey Bunnell escreveu a canção inspirado em desertos da infância, e a banda quase descartou achando que era “novelty”. Fato histórico: o álbum chegou ao #1 da Billboard, tirou Neil Young do topo e deu à America o Grammy de Melhor Artista Novo de 1972.