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21 de maio de 2026

Paul McCartney - Run Devil Run 1999

 

01 – Blue Jean Bop
02 – She Said Yeah
03 – All Shook Up
04 – Run Devil Run   
05 – No Other Baby
06 – Lonesome Town
07 – Try Not To Cry
08 – Movie Magg
10 – What It Is
11 – Coquette
12 – I Got Stung
13 – Honey Hush
14 – Shake A Hand
15 – Party
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Run Devil Run: McCartney, Gilmour e Paice Acendem o Abbey Road com Rock 'n' Roll Puro e Selvagem
Em outubro de 1999, Paul McCartney lançou Run Devil Run, um álbum de rock and roll cru, dançante e sem firulas que mistura covers de clássicos e pérolas obscuras dos anos 1950 com três originais no mesmo espírito. Gravado com pressa e coração aberto no Abbey Road, o disco soa como uma jam session de palco lotado — energia bruta, guitarras afiadas e aquele feeling de “vamos tocar agora”.
Formação: McCartney comanda no baixo Hofner, voz rouca e algumas guitarras; David Gilmour arrasa nas Fender Esquire e Gibson (além de coros); Mick Green corta tudo com a Stratocaster; Ian Paice (Deep Purple) segura a bateria na maioria das faixas, com Dave Mattacks assumindo em “All Shook Up” e “Try Not to Cry”; Pete Wingfield nos teclados; e Chris Hall injetando acordeão em “Brown Eyed Handsome Man”, dando um groove zydeco inesperado. 
Destaques: o título “Run Devil Run” (original acelerado e viciante), o épico “No Other Baby” (quase 4:18 de tensão crescente) e o animado “Brown Eyed Handsome Man” de Chuck Berry. As guitarras duelam, a bateria impulsiona e tudo soa vivo, sem produção excessiva.
Curiosidade: As sessões principais aconteceram em apenas uma semana intensa em março de 1999 no Studio 2 do Abbey Road — a banda tocava várias músicas pela primeira vez ali mesmo, priorizando espontaneidade. Lançado um ano após a morte de Linda, o projeto foi a realização de uma ideia que os dois haviam comentado; Paul esperou conscientemente antes de voltar ao estúdio e depois disse que queria “reassegurar” que ainda amava rock and roll de verdade.
Se gostou, veja também… Choba B CCCP (1988), outro mergulho roots de McCartney em covers.

10 de abril de 2026

Dr. John – Live at Rockpalast 1999 (2026)

 

1. Iko Iko 2. Qualified 3. I Walk On Gilded Splinters 3. Soulful Warrior 5. I’m Gonna Go Fishin’ 6. Sweet Home New Orleans 7. Right Place, Wrong Time 8. Such A Night 9. Goin’ Back To New Orleans 10. Mama Roux 11. Big Chief
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Dr. John: A Noite Triunfante em Rockpalast 1999!

Acabamos de desenterrar uma joia rara: "Dr. John – Live at Rockpalast 1999 (2026)". Este não é apenas um álbum ao vivo, é um portal sonoro direto para a alma de Nova Orleans, capturando o lendário Dr. John em seu auge. Misturando blues, funk, R&B e as místicas tradições crioulas, o "Nighttripper" nos entrega uma performance inesquecível, gravada sob o céu do lendário Loreley, na Alemanha.

Acompanhado por um trio de feras – David Barard no baixo, Bobby Broom na guitarra e Herman Ernest na bateria – Dr. John tece um manto sonoro com clássicos como "Iko Iko", a contagiante "Right Place, Wrong Time" e a hipnótica "I Walk On Gilded Splinters". Cada nota ressoa com a energia crua e a sabedoria musical de um artista que definiu gêneros. O álbum é um testemunho vibrante de seu legado, mantendo seu espírito vivo para as novas gerações.

Este show, em particular, é um presente para os fãs, mostrando a maestria de Dr. John em transitar entre o sagrado e o profano de sua música. Uma performance que transcende o tempo e nos convida a celebrar um ícone.


15 de março de 2026

J.B. Hutto & The New Hawks - Rock With Me Tonight (1999)

 

01.Pretty Baby
 02.Why Do Things Happen To Me
 03.New Hawk Walk
 04.Eighteen Year Old Girl
 05.Black's Ball
 06.Soul Lover
 08.Jealous Hearted Woman
 09.Little Girl Dressed In Blue
 10.I'm Leaving You
 12.Radar
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Explosão de Blues Selvagem: "Rock With Me Tonight" de J.B. Hutto
J.B. Hutto, o icônico guitarrista de slide de Chicago, entrega uma despedida eletrizante em Rock With Me Tonight, reedição remasterizada de 1999 pela Bullseye Blues do álbum original Slippin' and Slidin' de 1983. Esse disco pulsando Chicago blues cru mistura riffs ferozes de slide com toques inusitados de metais e piano, criando um som vigoroso e dançante que ecoa influências de Elmore James e Hound Dog Taylor
Destaques: incluem a visceral "Somebody Loan Me a Dime" de Fenton Robinson, reinventada com slide hipnótico, a gradual e soulful "Why Do Things Happen to Me" de Roy Hawkins, e a triturante "I'm Leaving You" de Howlin' Wolf. Os bonus tracks "Floating Fruit Boogie" (instrumental imperioso) e "Radar" (boogie avassalador) elevam o álbum, com solos flamejantes de Brian Bisesi na guitarra rítmica.
A banda: The New Hawks brilha com Kenny Krumbholz no baixo, Leroy Pina na bateria, Ron Levy no piano e a seção de metais do Roomful of Blues (Greg Piccolo, Rich Lataille e Doug James). 
Curiosidade: gravado em fevereiro e março de 1983 no Blue Jay Studios, em Boston, durante uma breve recuperação de Hutto de problemas de saúde – seu último desejo antes de falecer aos 57 anos. Outro detalhe fascinante: essa obra refuta o declínio do blues nos anos 80, capturando a essência rebelde de Hutto após sua última turnê europeia, com trajes chamativos e performances intensas.