13 de maio de 2026

Neil Young – Before and After (2023)

 

01. I’m The Ocean (6:44)
02. Homefires (2:05)
03. Burned (2:06)
04. On the Way Home (3:16)
05. If You Got Love (3:31)
06. A Dream That Can Last (4:33)
07. Birds (2:47)
08. My Heart (3:02)
09. When I Hold You In My Arms (5:23)
10. Mother Earth (3:43)
11. Mr. Soul (3:43)
12. Comes a Time (3:21)
13. Don’t Forget Love (3:42)
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A Intimidade Atemporal de Before and After

Em Before and After, Neil Young mergulha em um formato minimalista e profundamente introspectivo, revisitando sua própria obra com arranjos acústicos contínuos e quase meditativos. O álbum se apresenta como uma suíte única, onde as faixas se conectam sem pausas, criando uma experiência fluida e emocionalmente densa.

Gravado majoritariamente em voz e violão, o disco destaca a interpretação crua e madura de Young, acompanhado por sutis camadas de guitarra elétrica e ambiência. 

Faixas como: “I’m The Ocean”, “Burned” e “Comes a Time” ganham novas cores, mais lentas e reflexivas, evidenciando nuances que muitas vezes passam despercebidas nas versões originais. A ausência de banda completa reforça a sensação de proximidade, como se o ouvinte estivesse dentro do estúdio com o artista.

Curiosidade: o álbum foi gravado ao vivo em estúdio, sem edições pesadas, preservando a espontaneidade das execuções. Além disso, o projeto reforça a tradição de Young de revisitar seu catálogo sob novas perspectivas — algo que ele já explorou em diferentes fases da carreira, sempre com resultados surpreendentes.


12 de maio de 2026

America • Hat Trick 1973

 

01. Muskrat Love
(Willis Alan Ramsey)
02. Wind Wave
(Dewey Bunnell)
03. She's Gonna Let You Down
(Gerry Beckley)
04. Rainbow Song
(Dewey Bunnell)
 05. Submarine Ladies
(Gerry Beckley)
 06. It's Life
(Dan Peek)
 07. Hat Trick
(Beckley, Bunnell, Peek)
 08. Molten Love
(Dewey Bunnell)
 09. Green Monkey
((Dewey Bunnell )
 10. Willow Tree Lullaby
(Dan Peek)
 11. Goodbye
(Gerry Beckley)
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Hat Trick: O álbum que expandiu o som da América com cordas e ousadia pura
Em outubro de 1973, o trio America lançou Hat Trick, seu terceiro disco de estúdio, mergulhando de vez no folk rock, soft rock e country com uma sofisticação que ninguém esperava. Produzido pelos próprios Gerry Beckley, Dewey Bunnell e Dan Peek no Record Plant de Los Angeles, o álbum marca a primeira vez que a banda usou arranjos de cordas, dando ao som uma camada elegante e ambiciosa.
O núcleo segue firme com Beckley, Bunnell e Peek nos vocais, guitarras e teclados, acompanhados por Hal Blaine na bateria, David Dickey no baixo e uma turma de convidados de respeito. “Muskrat Love”, cover de Willis Alan Ramsey, ganhou as rádios com sua doçura pegajosa. 
O épico “Hat Trick”, de mais de oito minutos, vira uma suíte impressionante com vocais de Carl Wilson, do Beach Boys, e sapateado de Lorene Yarnell. Já “Rainbow Song” brilha com sax de Tom Scott e “She’s Gonna Let You Down” ganha piano de Jim Ed Norman, criando texturas ricas que misturam harmonias vocais perfeitas e toques experimentais.
Nas sessões entre maio e julho de 1973, a banda se divertiu montando a faixa título a partir de fragmentos de músicas inacabadas, um processo criativo que exigiu paciência mas rendeu algo especial. O disco chegou ao 28º lugar na Billboard, sem repetir o ouro dos anteriores, mas abriu caminho para a parceria com George Martin no álbum seguinte.

Doug Sahm & Band – Live Paul's Mall Boston. Ma 1973

 


1. Introduction
2. Further On Down The Road
3. Glad For Your Sake
4. Ooh Poo Pah Doo
5. She's About A Mover
6. (Is Anybody Goin' To) San Antone
7. It's Not Love But It's Not Bad
8. Papa Ain't Salty
9. Tuning
10. Right Or Wrong
11. Band Introductions - Don't Fight It
13. Someday
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Um registro histórico e eletrizante: Doug Sahm & Band ao vivo no Paul's Mall, Boston, em 1973, é um mergulho vibrante na fusão de blues texano, rock e soul que marcou uma era. O show, transmitido pela WBCN-FM, captura a energia crua de uma banda no auge, com participações lendárias e repertório inesquecível. Gravado em 29 de março de 1973, o álbum Doug Sahm & Band – Live at Paul’s Mall, Boston apresenta um espetáculo que mistura blues com pegada de rock e soul, refletindo o espírito livre e eclético da cena musical da época. O show foi transmitido pela rádio WBCN-FM e consolidou Sahm como um dos grandes nomes da música texana. A formação incluía músicos de peso, com Doug Sahm liderando e convidados como Bob Dylan e Dr. John participando do projeto de estúdio que antecedeu a turnê.

Destaques:She’s About A Mover”, um clássico do Sir Douglas Quintet, e “Mendocino”, que se tornou hino da banda.O repertório também traz pérolas como “(Is Anybody Goin’ To) San Antone” e uma versão intensa de “Stormy Monday”, mostrando a versatilidade entre o blues tradicional e o rock psicodélico.O som é caracterizado por sopros poderosos, improvisos de guitarra e teclados envolventes, criando uma atmosfera que mistura festa hippie com jam session de bar texano.

Curiosidade: O show aconteceu poucos meses após o lançamento do álbum de estúdio Doug Sahm & Band pela Atlantic Records, que contou com colaborações de Dylan e Dr. John. O Paul’s Mall, em Boston, era um dos clubes mais respeitados da época, palco de apresentações históricas de artistas como Miles Davis e Bonnie Raitt, o que reforça o peso cultural desse registro.

Se gostou, veja também: os álbuns Doug Sahm & Band (1973) e Sir Douglas Quintet – Mendocino (1969), que ajudam a entender a evolução sonora do artista.


11 de maio de 2026

Ölveti Blues Band - Pocsolyába Léptem (1997)

 

01. Százezer éves
02. Gyönyörű napok
03. Séta a városban I.
04. Séta a városban II.
05. Sok kis koldus
06. Pocsolyába léptem
07. Voltam keleten
08. Jim Beam
09. Nem jó
10. Kit érdekel
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Ölveti Blues Band: Pocsolyába LéptemO Blues Húngaro que Molha o Sapato e Balança a Alma!
Em 1997, a Ölveti Blues Band soltou Pocsolyába Léptem, um disco de blues elétrico moderno com pegada rhythm & blues e letras 100% húngaras. Gravado com alma de rua e groove de bar, o álbum é cru, dançante e cheio de energia, como se o blues tivesse nascido nas calçadas de Amsterdã e voltado pra casa em Debrecen.
Formação: Ölveti László nos vocais principais, Boros György e Bujdosó András nas guitarras e vocais de apoio, Pércsi Sándor no baixo, Mező Orbán na bateria, mais Dorogi Barbara nos vocais de apoio, Kovács Lajos na gaita, Jéger Attila no sax e teclados e Szabó Attila nas congas. 
Destaques: “Pocsolyába léptem”, o balanço de “Nem jó” e o swing de “Kit érdekel”. O som é puro blues elétrico: guitarras afiadas, gaita chorosa, sax que colore e percussão quente que faz o corpo mexer.
Curiosidade: a banda nasceu em 1989 em Amsterdã, depois de anos tocando nas ruas e pubs da Europa Ocidental, e o disco saiu após várias sessões de estúdio que nunca foram divulgadas publicamente. E o melhor: a faixa título virou um verdadeiro hino do blues húngaro, regravada por Takáts Tamás DBB e imortalizada como clássico nacional – Boros György, um dos fundadores, foi o compositor dela.