20 de julho de 2026
John Hammond – So Many Roads 1965
11 de julho de 2026
Nina Simone - Pastel Blues (1965)
30 de maio de 2026
Junior Wells • Hoodoo Man Blues 1965
2. Ships On The Ocean 4:09
3. Good Morning Schoolgirl 3:56
4. Hound Dog 2:10
5. In The Wee Hours 3:45
6. Hey Lawdy Mama 3:13
7. Hoodoo Man Blues 2:06
8. Early In The Morning 4:48
9. We're Ready 3:41
10. You Don't Love Me Baby 2:25
11. Chitlin Con Carne 2:14
12. Yonder Wall 4:09
13. Hoodoo Man Blues (Alternate Take) 2:53
14. Chitlin Con Carne (Alternate Take) 3:10
Hoodoo Man Blues, do Junior Wells, é aquele clássico de 1965 pela Delmark que capturou o Chicago blues elétrico como se você estivesse dentro de um bar enfumaçado da West Side. É puro feeling, sem firula, daqueles discos que soam ao vivo mesmo gravados em estúdio.
Junior Wells manda na harmônica e na voz com um pique de quem nasceu pra isso, acompanhado por Buddy Guy (que saiu creditado como “Friendly Chap” na primeira prensagem) na guitarra afiada, Jack Myers no baixo sólido e Bill Warren na bateria certeira.
As faixas que mais grudam são “Snatch It Back and Hold It”, com aquele groove funk acelerado, o título “Hoodoo Man Blues” cheio de atitude sobrenatural e “Chitlin Con Carne”, que balança gostoso e faz o corpo pedir bis. O som é harmônica cortante, guitarra que pica e improvisos que fluem soltos, como se a banda estivesse tocando numa jam de sábado à noite.
O álbum inteiro foi gravado em apenas sete horas, em duas sessões, e o produtor Bob Koester avisou: sem limite de tempo de faixa, pode esticar à vontade. Durante as gravações, o amplificador do Buddy pifou e ele teve que plugar direto no Leslie do órgão Hammond do estúdio – e o resultado ficou lendário. Além disso, o disco virou o maior vendedor da Delmark de todos os tempos e ajudou a levar o blues de Chicago pro mundo inteiro bem na época da invasão britânica.
23 de maio de 2026
The Moody Blues – Go Now - The Moody Blues #1 1965
O Lado Selvagem e Esquecido dos Moody Blues
Go Now – Moody Blues #1 é o retrato de uma banda antes da fama progressiva — a formação original, com Denny Laine na guitarra e voz, Clint Warwick no baixo, Mike Pinder no piano e órgão, Ray Thomas na gaita e Graeme Edge na bateria —, entregando um R&B cru e apaixonado que poucos associam ao nome Moody Blues.
O disco vai de soul de James Brown a blues de Willie Dixon e Sonny Boy Williamson II, passando pelo pop elegante de "I Had a Dream", com a assinatura de Ellie Greenwich nas composições. A faixa-título continua sendo o ponto alto absoluto — a versão dos Moodies é fiel ao original de Bessie Banks, mas enriquecida com harmonias vocais masculinas em várias camadas que rivalizam com as dos Beatles. "From the Bottom of My Heart", parceria de Laine e Pinder, já esboça o instinto melódico que a banda desenvolveria anos depois.
A lenda conta que Paul McCartney, ao ouvir "Go Now", declarou aos colegas ter descoberto uma banda fazendo música tão boa quanto a deles.
A faixa-título chegou ao topo das paradas britânicas e ao número 10 nos EUA — e foi escolhida pela banda a partir de uma pilha de compactos fornecidos pela Seltaeb, empresa parceira (nome formado pelas letras de "Beatles" ao contrário). O clipe promocional de "Go Now" usou uma linguagem visual arrojada que antecipou em uma década o estilo do vídeo de "Bohemian Rhapsody" do Queen.
Se gostou, veja também The Magnificent Moodies (1965).
24 de abril de 2026
Ronnie Wood – Fearless: The Anthology 1965-2025 (2025)
Fearless: The Anthology 1965-2025 é a viagem definitiva de Ronnie Wood, o cara que tocou com todo mundo e ainda tem lenha pra queimar. Lançado em setembro de 2025, o pacote duplo (2CD/2LP) junta rock cru, blues e soul em 38 faixas que contam 60 anos de carreira sem uma única nota falsa.
Do garage rock dos Birds e The Creation ao baixo pesado no Jeff Beck Group, da farra dos Faces com Rod Stewart até o coração dos Rolling Stones, Woody brilha em guitarra, baixo e voz.
Destaques: “Ooh La La” dos Faces (com aquele vocal emocionante dele), “Hey Negrita” dos Stones (riff que ele inventou na hora), “Gasoline Alley” com Stewart e as quatro gravações inéditas: “Mother of Pearl” (nova composição dele), “A Certain Girl” com Chrissie Hynde, “You’re So Fine” com Imelda May e o rocksteady “Take It Easy”. O som é puro, visceral, com a guitarra versátil que mistura R&B, country e rock de bar.
Curiosidade: aqui as quatro faixas novas foram gravadas especialmente para o disco, produzidas pelo filho Jesse Wood e Sean Genockey. O lançamento celebra exatos 50 anos dele como Rolling Stone – desde que entrou na banda em 1975/76 e nunca mais saiu.




