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22 de agosto de 2026

Lightnin” Hopkins - Soul Blues 1965

 

Lightnin' Hopkins 5:40 
A2. My Babe Written By 
Willie Dixon 3:20 
A3. Too Many Drivers Written By 
– Lightnin' Hopkins 3:30 
A4. I'm A Crawlin' Black Snake Written By 
– Lightnin' Hopkins 4:50 
A5. Rocky Mountain Blues Written By 
– Lightnin' Hopkins 3:50 

B1. I Mean Goodbye Written By 
– Lightnin' Hopkins 3:00 
B2. The Howling Wolf Written By 
– Lightnin' Hopkins 3:50 
B3. Black Ghost Blues Written By 
– Lightnin' Hopkins 3:30 
B4. Darling, Do You Remember Me? Written By 
– Lightnin' Hopkins 3:40 
B5. Lonesome Graveyard Written By 
– Lightnin' Hopkins 5:30
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Lightnin’ Hopkins constrói o próprio céu no blues 
texano mais solto e genial de 1965

Em 1965, Lightnin’ Hopkins lançou Soul Blues pela Prestige, um disco de Texas blues gravado em duas sessões intensas no estúdio Van Gelder. 

No comando absoluto está Lightnin’ Hopkins na guitarra e nos vocais, com apoio de Leonard Gaskin no baixo e Herbie Lovelle na bateria na maioria das faixas. Destaques como “I’m Going to Build Me a Heaven of My Own”, o cover de Willie Dixon “My Babe” e “I’m a Crawlin’ Black Snake” mostram o estilo inconfundível dele: guitarra solta e impressionista, voz narrativa cheia de histórias improvisadas e um swing que mistura o country blues com toques mais elétricos. 

O som é cru, direto e cheio de personalidade, com improvisações que nascem na hora e dão a sensação de que cada take é único. 

Curiosidade da gravação: tudo foi captado em 4 e 5 de maio de 1964 sob a engenharia de Rudy Van Gelder e supervisão de Ozzie Cadena. Hopkins era conhecido por inventar histórias longas e irônicas direto no estúdio, e este álbum captura exatamente essa espontaneidade. O disco se tornou um dos registros clássicos da fase Prestige do bluesman texano.  

27 de julho de 2026

The Kinks • The Kink Kontroversy 1965

 

 01. Milk Cow Blues 3:44
 02. Ring The Bells 2:20
 03. Gotta' Get The First Plane Home 1:48
 04. When I See That Girl Of Mine 2:11
 05. I Am Free 2:29
 06. Till The End Of The Day 2:21
 07. The World Keeps Going Round 2:36
 08. I'm On An Island 2:16
 09. Where Have All The Good Times Gone 2:52
 10. It's Too Late 2:32
 11. What's In Store For Me 2:05
 12. You Can't Win 2:41
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The Kink Kontroversy: o disco em que The Kinks viraram lenda

Lançado em 26 de novembro de 1965, The Kink Kontroversy é o terceiro álbum de estúdio dos Kinks e marca a transição do rock bruto da invasão britânica para um som mais sofisticado, misturando blues, R&B e pop-rock observacional. 

Ray Davies comanda os vocais e guitarras, ao lado de Dave Davies (guitarra e vocais em faixas como “I Am Free”), Pete Quaife no baixo e Mick Avory (e sessão de Clem Cattini) na bateria, com piano de Nicky Hopkins e produção de Shel Talmy

Destaques: incluem o opener blues sujo “Milk Cow Blues” (cover de Sleepy John Estes com vocais compartilhados), o hit “Till the End of the Day” (riff poderoso no estilo dos primeiros singles) e a nostálgica “Where Have All the Good Times Gone”. O disco equilibra rockers agressivos com baladas e experimentações leves, como o pastiche calypso de “I’m on an Island”. 

Gravado em poucos dias em outubro de 1965 nos Pye Studios, em Londres, o título ironiza a má fama da banda por brigas no palco e tumultos, que resultaram no banimento de shows nos EUA. Foi o primeiro álbum atraindo elogios da crítica como ponto de amadurecimento de Ray Davies.

20 de julho de 2026

John Hammond – So Many Roads 1965

 

A1. Down In The Bottom (Willie Dixon) - 3:05
A2. Long Distance Call (Muddy Waters) - 3:22
A3. Who Do You Love (Ellas McDaniel) - 3:03
A4. I Want You To Love Me (Muddy Waters) - 4:09
A5. Judgement Day (Robert Johnson) - 3:25
A6. So Many Roads, So Many Trains (Marshall Paul) - 2:43
B1. Rambling Blues (Robert Johnson) - 3:19
B2. O Yea! (Ellas McDaniel) - 3:36
B3. You Can't Judge A Book By The Cover (Willie Dixon) - 3:32
B4. Gambling Blues (Melvin Jackson) - 3:14
B5. Baby, Please Don't Go (Big Joe Williams) - 2:23
B6. Big Boss Man (Luther Dixon, Al Smith) - 2:41
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John Hammond reúne lendas do blues em disco histórico de 1965

Lançado em 1965 pela Vanguard Records, So Many Roads é um clássico do blues-rock onde John Hammond Jr. entrega interpretações potentes de grandes nomes do blues. O disco mistura tradição com energia jovem, gravado em Nova York com uma formação estelar que já apontava para o futuro do rock.

John Hammond Jr. comanda nos vocais, guitarra e harmônica, ao lado de Mike Bloomfield (guitarra e piano), Robbie Robertson (guitarra), Charlie Musselwhite (harmônica), Levon Helm (bateria) e Garth Hudson (órgão). 

Destaques: “Who Do You Love” (Bo Diddley), com groove dançante e riffs afiados, o intenso “Down In The Bottom” (Howlin’ Wolf) e o título “So Many Roads, So Many Trains”, que dá nome ao álbum com sua pegada bluesy autêntica. O som se caracteriza por harmônica flamejante, guitarras crus e uma fusão de blues acústico e elétrico que captura a essência das raízes americanas.

Gravado em 1964 nos Vanguard Studios, o álbum reuniu músicos que logo formariam o The Band, além de contar com a presença breve de Eric Clapton e Jimi Hendrix no grupo de Hammond no Gaslight Café. O disco consolidou Hammond como um dos grandes intérpretes do blues elétrico da época.

11 de julho de 2026

Nina Simone - Pastel Blues (1965)

 

 A2. Nobody Knows You When You're Down & Out
 A3. End Of The Line
 A4. Trouble In Mind
 A5. Tell Me More & More & Then Some
 B1. Chilly Winds Don't Blow
 B2. Ain't No Use
 B3. Strange Fruit
 B4. Sinnerman
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Nina Simone pinta o blues com dor, alma e fogo em 1965

Lançado em outubro de 1965 pela Philips, Pastel Blues é um dos álbuns mais intensos e pessoais de Nina Simone, mergulhando no blues vocal e no jazz com uma pegada intimista, melancólica e espiritual. Longe do big band, o disco prioriza a voz crua e o piano de Nina, criando uma atmosfera de clube noturno sombrio.

Nina Simone brilha ao piano e nos vocais, acompanhada por Al Schackman (guitarra e harmônica), Rudy Stevenson (guitarra e flauta), Lisle Atkinson (baixo) e Bobby Hamilton (bateria), sob produção de Hal Mooney

Destaques: “Sinnerman” (mais de 10 minutos de construção gospel explosiva e improvisações hipnóticas) e o arrepiante “Strange Fruit”, com sua entrega dramática e pausas carregadas de tensão. O álbum também traz interpretações marcantes de “Nobody Knows You When You’re Down and Out” e “Be My Husband”, que Nina transforma em algo quase primal, com palmas e voz nua.

Gravado em sessões esparsas em Nova York entre 1964 e 1965, o disco inclui “Be My Husband”, composição do então marido de Nina, Andy Stroud, inspirada em um canto tradicional de campo de trabalho. 

Curiosodade: “Strange Fruit” — clássico anti-linchamento popularizado por Billie Holiday — ganhou aqui uma releitura ainda mais sombria no auge do movimento pelos direitos civis, reforçando o papel de Nina como voz de resistência.


30 de maio de 2026

Junior Wells • Hoodoo Man Blues 1965

 

1. Snatch It Back And Hold It     2:53
2. Ships On The Ocean    4:09
3. Good Morning Schoolgirl    3:56
4. Hound Dog    2:10
5. In The Wee Hours    3:45
6. Hey Lawdy Mama    3:13
7. Hoodoo Man Blues    2:06
8. Early In The Morning    4:48
9. We're Ready    3:41
10. You Don't Love Me Baby    2:25
11. Chitlin Con Carne    2:14
12. Yonder Wall    4:09
13. Hoodoo Man Blues (Alternate Take)    2:53
14. Chitlin Con Carne (Alternate Take)    3:10
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Hoodoo Man Blues: O Feitiço de Chicago que Ainda Faz o Coração Bater Mais Forte!
Hoodoo Man Blues, do Junior Wells, é aquele clássico de 1965 pela Delmark que capturou o Chicago blues elétrico como se você estivesse dentro de um bar enfumaçado da West Side. É puro feeling, sem firula, daqueles discos que soam ao vivo mesmo gravados em estúdio.
Junior Wells manda na harmônica e na voz com um pique de quem nasceu pra isso, acompanhado por Buddy Guy (que saiu creditado como “Friendly Chap” na primeira prensagem) na guitarra afiada, Jack Myers no baixo sólido e Bill Warren na bateria certeira. 
As faixas que mais grudam são “Snatch It Back and Hold It”, com aquele groove funk acelerado, o título “Hoodoo Man Blues” cheio de atitude sobrenatural e “Chitlin Con Carne”, que balança gostoso e faz o corpo pedir bis. O som é harmônica cortante, guitarra que pica e improvisos que fluem soltos, como se a banda estivesse tocando numa jam de sábado à noite.
O álbum inteiro foi gravado em apenas sete horas, em duas sessões, e o produtor Bob Koester avisou: sem limite de tempo de faixa, pode esticar à vontade. Durante as gravações, o amplificador do Buddy pifou e ele teve que plugar direto no Leslie do órgão Hammond do estúdio – e o resultado ficou lendário. Além disso, o disco virou o maior vendedor da Delmark de todos os tempos e ajudou a levar o blues de Chicago pro mundo inteiro bem na época da invasão britânica.

23 de maio de 2026

The Moody Blues – Go Now - The Moody Blues #1 1965

 

A1. I Go Crazy – 2:08
A2. And My Baby's Gone – 2:15
A3. Go Now – 3:10
A4. It's Easy Child – 3:10
A5. Can't Nobody Love You – 4:00
A6. I Had A Dream – 2:50

B1. Let Me Go – 3:08
B2. I Don't Want To Go On Without You – 2:45
B3. True Story – 1:40
B4. It Ain't Necessarily So – 2:47
B5. Bye Bye Bird – 2:50
B6. From The Bottom Of My Heart – 3:20
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O Lado Selvagem e Esquecido dos Moody Blues

Go Now – Moody Blues #1 é o retrato de uma banda antes da fama progressiva — a formação original, com Denny Laine na guitarra e voz, Clint Warwick no baixo, Mike Pinder no piano e órgão, Ray Thomas na gaita e Graeme Edge na bateria —, entregando um R&B cru e apaixonado que poucos associam ao nome Moody Blues.

O disco vai de soul de James Brown a blues de Willie Dixon e Sonny Boy Williamson II, passando pelo pop elegante de "I Had a Dream", com a assinatura de Ellie Greenwich nas composições. A faixa-título continua sendo o ponto alto absoluto — a versão dos Moodies é fiel ao original de Bessie Banks, mas enriquecida com harmonias vocais masculinas em várias camadas que rivalizam com as dos Beatles. "From the Bottom of My Heart", parceria de Laine e Pinder, já esboça o instinto melódico que a banda desenvolveria anos depois.

A lenda conta que Paul McCartney, ao ouvir "Go Now", declarou aos colegas ter descoberto uma banda fazendo música tão boa quanto a deles.

A faixa-título chegou ao topo das paradas britânicas e ao número 10 nos EUA — e foi escolhida pela banda a partir de uma pilha de compactos fornecidos pela Seltaeb, empresa parceira (nome formado pelas letras de "Beatles" ao contrário). O clipe promocional de "Go Now" usou uma linguagem visual arrojada que antecipou em uma década o estilo do vídeo de "Bohemian Rhapsody" do Queen.

Se gostou, veja também The Magnificent Moodies (1965).