14 de março de 2026

Tinariwen – Hoggar (2026)

 

01 – Amidinim Ehaf Solan
02 – Imidiwan Takyadam (feat. José González)
03 – Erghad Afewo
04 – Tad Adounya
05 – Asstaghfero Allah
06 – Sagherat Assani (feat. Sulafa Elyas)
07 – N’ak Tenere Iyat
08 – Amidinin Wadar Nohar
09 – Khay Erilan
10 – Dounia Tau Ray
11 – Aba Malik
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Hoggar: O Deserto Pulsante que Une Gerações no Blues Tuaregue
Lançado em 13 de março de 2026 pela Wedge, Hoggar, o décimo álbum do Tinariwen, é uma volta triunfante às raízes do blues do deserto, misturando guitarras acústicas hipnóticas, ritmos sincopados e harmonias corais em tamasheq que ecoam a resistência tuaregue. O estilo assouf – com sua veia política e meditativa – ganha nova vida, confrontando instabilidades no Mali norte e erosão cultural, mas sempre com esperança rebelde.
Destaques: incluem "Imidiwan Takyadam", com a participação etérea de José González, e "Sagherat Assani", featuring a sudanesa Sulafa Elyas, além de faixas como "Amidinim Ehaf Solan" e "Aba Malik", que capturam melodias intrincadas e vozes coletivas. O coletivo, liderado por Ibrahim Ag Alhabib e Abdallah Ag Alhousseyni, colabora com jovens músicos tuaregues, como o grupo Imarhan.
Curiosidade: Gravado em Tamanrasset, Argélia, no estúdio fundado pelo Imarhan, o álbum marca a primeira vez em 30 anos que os vocalistas principais cantam juntos. No contexto histórico, Tinariwen, nômades saarianos e ex-rebeldes, usa a música como testemunho cultural há mais de 45 anos, influenciando o mundo com seu som eterno e defiant.

Reverend Gary Davis - Pure Religion & Bad Company 1957 (2014)

 

1. Pure Religion
2. Mountain Jack
3. Right Now
4. Buck Dance
5. Candy Man
6. Devil's Dream
7. Moon Goes Down
8. Cocaine Blues
9. Runnin' to the Judgement
10. Hesitation Blues
11. Bad Company
12. I Didn't Want to Join the Band
13. Evening Sun Goes Down
14. Seven Sisters
15. My Heart is Fixed
16. Time is Drawing Near
17. Crucifixion  
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Pure Religion & Bad Company: O Blues Divino que Mistura Fé e Pecado
Lançado em 1957, Pure Religion & Bad Company do Rev. Gary Davis é um marco do gospel blues acústico, mesclando hinos sagrados com canções seculares em um estilo Piedmont fingerpicking vigoroso e conversacional. Davis, cego desde a infância e ordenado ministro em 1937, entrega performances intensas com sua guitarra potente e voz rouca, influenciando gerações de músicos como Dave Van Ronk, Jorma Kaukonen e Stefan Grossman.
Destaques: incluem a pregação blues de "Pure Religion" e "Bad Company", os instrumentais hipnóticos como "Cocaine Blues" e "Buck Dance", e a emotiva "Moon Goes Down", originária dos "hollers" dos campos de escravos. Gravado em uma sessão única em Nova York, onde Davis se apresentava nas ruas, o álbum captura sua veemência espiritual e técnica versátil, com rasgueados e dedilhados simultâneos que ecoam o blues rural.
Curiosidade: Apesar do título sugestivo, Davis rejeitava associações com vodu em faixas como "Seven Sisters", enfatizando redenção. No contexto histórico, nasceu em 1896 na Carolina do Sul e impulsionou o revival folk dos anos 1960, ensinando ícones do blues.

13 de março de 2026

Elles Bailey • Can't Take My Story Away 2026

 

01. Can't Take My Story Away 04:12
 02. Growing Roots 04:00
 03. Better Days 05:21
 04. Blessed 04:37
 05. Constant Need To Keep Going 04:29
 06. Take A Step Back 03:30
 07. How Do You Do It 03:20
 08. Angel 04:20
 09. Dandelions 04:34
 10. Tightrope 03:12
 11. Starling 05:20
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O Triunfo Soulful de Elles Bailey em 'Can't Take My Story Away'!
O quinto álbum de estúdio da britânica Elles Bailey, lançado em 16 de janeiro de 2026, é uma explosão de soul tingido de R&B, grooves funky e baladas emocionais, com toques de rock e influências pantanosas à la Little Feat. Sua voz rouca e grave, comparada a Bonnie Raitt, guia narrativas pessoais de superação, amor e resiliência, sem medo de vulnerabilidade.
Destaques: incluem a opener "Can't Take My Story Away", com metais vibrantes e backing vocals; "Growing Roots", funky e contagiante; "Better Days", soul uplifting com fills de guitarra; e "Blessed", uma balada folk impecável com cordas e baixo acústico. Produzido por Luke Potashnick (The Temperance Movement), o disco brilha com uma banda afiada, incluindo piano NOLA e slide guitar.
Curiosidade: Bailey lapidou as canções por anos, mas só encontrou o som perfeito ao colaborar com Potashnick há três anos, focando em impacto emocional maior que em álbuns anteriores. Vencedora de prêmios como UK Blues Vocalist of the Year 2025, o álbum reflete uma década de perdas e crescimento mental, marcando seu pico artístico no cenário roots europeu.

Muddy Waters • Electric Mud 1968

 

01. I Just Want to Make Love to You 4:24
(Willie Dixon)
 02. I'm Your Hoochie Coochie Man 4:41
(Willie Dixon)
 03. Let's Spend the Night Together 3:07
(Mick Jagger - Keith Richards)
 04. She's All Right 6:44
(McKinley Morganfield)
 05. I'm a Man (Mannish Boy) 3:21
(McKinley Morganfield)
 06. Herbert Harper's Free Press News 4:32
(Sidney Barnes - Robert Thurston)
 07. Tom Cat 3:37
(Charles Williams)
 08. Same Thing 5:37
(Willie Dixon)
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A Fusão Psicodélica que Eletrizou o Blues de Muddy Waters
"Electric Mud", lançado em outubro de 1968 pela Chess Records, reinventa o electric blues de Chicago com infusões psicodélicas, misturando riffs pesados, fuzz, wah-wah e grooves soulful para um som revolucionário que ecoa a era hippie. Muddy Waters entrega vocais crus em remakes explosivos de clássicos como "I Just Want to Make Love to You" e "I'm Your Hoochie Coochie Man", além do cover ousado de "Let's Spend the Night Together" dos Stones, com órgão Hammond e sax tenor adicionando camadas hipnóticas.
Destaques: vão para a banda estelar, vinda do Rotary Connection: Gene Barge no sax, Phil Upchurch e Pete Cosey nas guitarras, Charles Stepney no órgão, Louis Satterfield no baixo e Morris Jennings na bateria – uma química feroz que torna o álbum um caldeirão sonoro único. Produzido por Marshall Chess, o disco vendeu 150 mil cópias em semanas, alcançando #127 na Billboard.
Curiosidade: Chess convenceu Muddy a gravar para atrair jovens roqueiros, mas o bluesman odiou o resultado, chamando-o de "dog shit" – apesar de influenciar Jimi Hendrix
Detalhe: No auge da psicodelia, o álbum desafiou puristas, mas pavimentou o blues-rock moderno, inspirando de Chuck D a gerações futuras.