8 de junho de 2026

Burnin' Red Ivanhoe 1970

 

1. Across The Windowsill (7:40)
2. Canaltrip (5:21)
3. Rotating Irons (8:19)
4. Gong-Gong, The Elephant Song (5:40)
5. Near The Sea (3:58)
6. Secret Oyster Service (9:48)
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Burnin' Red Ivanhoe 1970: O Jazz-Rock Dinamarquês que John Peel Produziu e Incendiou o Underground!
Saxofones selvagens, guitarras flamejantes e ritmos que não param: é exatamente isso que o segundo álbum homônimo de Burnin' Red Ivanhoe, lançado em dezembro de 1970, entrega do início ao fim. Um dos grandes clássicos do jazz-rock europeu, com forte pegada blues e energia progressiva, gravado logo depois do debut experimental M 144.
Formação: banda dinamarquesa está no auge: Ole Fick nas guitarras elétricas e de 12 cordas e vocais, Kim Menzer detonando mouthharp, trombone, sax tenor, flauta e percussão, Karsten Vogel nos saxofones soprano e alto, órgão e piano, Jess Stæhr no baixo e guitarra acústica, e Bo Thrige Andersen na bateria e percussão. 
Destaque: “Across The Windowsill”, carregada de blues rock inspirador, a energética “Rotating Irons” e o fechamento épico “Secret Oyster Service” mostram o que o disco tem de melhor: instrumentação rica, improvisos afiados e uma fusão explosiva de jazz, rock e blues que soa fresca até hoje.
Curiosidade: o álbum foi gravado em julho de 1970, durante a primeira turnê da banda no Reino Unido – um mês de shows no Lyceum, Roundhouse e Plumpton Festival, com pouquíssimo dinheiro e quase zero sono. Tudo aconteceu nos CBS Studios em Londres, com John Peel (sob o pseudônimo Eddie Lee Beppeaux) e o baixista Tony Reeves, do Colosseum, como produtores e amigos presentes no estúdio. O disco saiu no selo Dandelion do próprio Peel, selando a ponte entre o som dinamarquês e o underground britânico.

7 de junho de 2026

Jack's Waterfall - Blue Light Club 2026

 

 1. Calling All Angels - 3:45
 2. Trading Fours - 2:05
 3. The Best is Yet to Come - 4:10
 4. Same Things Today - 3:20
 5. Yeah You Right - 3:54
 6. Spirit Mountain - 3:20
 7. Peace in a Restless World - 3:39
 8. Love Be True - 4:43
 9. I Need Your Voice - 4:25
10. I Got to Go - 4:14
11. Blue Light Club Theme - 1:05
12. Hard Times - 2:12
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“Blue Light Club”: Jack’s Waterfall transforma jazz, blues e folk em uma viagem noturna irresistível

Blue Light Club marca um dos trabalhos mais ambiciosos de Jack Licitra. Liderado pelo cantor, pianista e compositor nova-iorquino, o álbum nasceu a partir de uma experiência teatral imersiva criada por sua banda, mergulhando o ouvinte em um clube imaginário repleto de histórias, improvisos e paixão pela música.

O disco brilha pela combinação de piano e órgão Hammond, harmonias vocais intensas e arranjos que passeiam entre o soul, o gospel e o jazz de pequenas formações. Faixas como “Calling All Angels”, “Peace in a Restless World” e “Love Be True” capturam perfeitamente essa atmosfera intimista e emocional. O trabalho também destaca as participações das vocalistas Anastasia Rene, Cheyanne Metzger e Rorie Kelly, fundamentais para o clima cinematográfico do álbum.

Curiosidade: Blue Light Club foi concebido como um “fantasia blues-jazz”, inspirado nos anos de convivência de Licitra com músicos ligados ao circuito de blues e jazz norte-americano. Antes mesmo do lançamento oficial, o projeto já havia sido apresentado como espetáculo conceitual em teatros de Long Island, aproximando público e músicos numa experiência quase interativa.

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Kenny Garrett - Sounds From The Ancestors 2021

 

2. Hargrove – 5:13
3. When the Days Were Different – 8:08
4. For Art’s Sake – 8:05
5. What Was That? – 8:31
6. Soldiers of the Fields / Soldats des Champs – 10:55
8. It’s Time to Come Home (Original) – 9:47
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Sons dos Ancestrais que o Jazz Traz de Volta pra Casa!
Kenny Garrett, o saxofonista que já tocou com todo mundo que importa, lançou Sounds from the Ancestors em 2021 pela Mack Avenue Records – o quinto dele no selo. É jazz moderno, denso e cheio de groove, misturando ritmos da diáspora africana, afro-cubanos e aquele espírito de gospel e Motown que vem direto das raízes de Detroit.
O time de base é de respeito: Vernell Brown Jr. no piano, Corcoran Holt no baixo, Ronald Bruner na bateria e Rudy Bird na percussão, com participações especiais como Maurice Brown no trompete e Dreiser Durruthy nos batás e vocais. 
As faixas que mais grudam são “For Art’s Sake”, um tributo matador pro Art Blakey com bateria fora do eixo e energia que explode; “Hargrove”, homenagem ao Roy Hargrove que ainda encaixa um refrão de A Love Supreme do Coltrane; e “It’s Time to Come Home”, que abre e fecha o disco com um swing dançante e vocais que dão aquele arrepio. O som tem sax lírico do Garrett, improvisos que voam alto, percussão rica e mudanças de clima que te deixam preso do início ao fim.
O conceito nasceu das memórias de infância dele em Detroit: aqueles discos de Aretha, Marvin Gaye e Coltrane que ele guardava pra tocar no Natal e sentir a alma cheia. E olha que o cara estreou aos 18 anos na Orquestra de Duke Ellington e passou cinco anos na banda do Miles Davis – bagagem que não tem preço.

6 de junho de 2026

John Lee Hooker - The Charcot Sessions 2024/2025

 

CD 1:
1. My Name Is Ringing (5:17)
2. Baby, Don't You Want To Go (3:07)
3. Hey Baby (3:58)
4. Going Home (3:04)
5. Things I Tell You To Do (3:57)
6. I Feel Good (4:08)
7. Mean Woman Blues (3:45)
8. We Are Cooking (6:23)
9. Dazie Mae (4:34)
10. What's The Matter Baby? (4:30)
11. Baby, Baby (4:28)
12. Call It The Night (3:38)

CD 2:
1. Bury My Body (1:14)
2. Come Back Baby (5:15)
3. Talk To Your Daughter (4:46)
4. Bottle Of Wine (5:15)
5. You Move Me (4:53)
6. I Wanna Dance All Night (3:48)
7. Baby, Don't Do Me Wrong (5:03)
8. Why Put Me Down? (2:49)
9. Stand By (5:03)
10. Roll And Tumble (5:07)
11. Looking Back Over My Day (5:20)

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Charcot Sessions: o boogie de Hooker que esperou 55 anos pra explodir!
The Charcot Sessions do John Lee Hooker, lançado em dezembro de 2024 (e com vinil triplo no RSD 2025), esse álbum duplo entrega na íntegra as gravações de outubro de 1969 no Studio Charcot, em Paris – puro country blues elétrico e boogie sem frescura.
O Rei do Boogie está acompanhado por peso pesado: Lowell Fulson na guitarra, Carey Bell na harmônica e S.P. Leary na bateria. 
Destaques: “We Are Cooking”, um groove de mais de seis minutos que cozinha no fogo baixo, “I Feel Good”, que levanta qualquer um, e “Roll And Tumble”, com aquele swing hipnótico que só Hooker sabe fazer. O som é quente, cheio de improvisos soltos, baixo pulsante e aquela energia de sessão ao vivo que não para.
Curiosidade: tudo foi gravado numa única noite no estúdio icônico de Paris, e só agora o material completo saiu do baú. Essa reunião de lendas mostra exatamente por que John Lee Hooker ganhou o título de “King of Boogie” – um retrato perfeito do seu blues natural, direto do osso.