17 de setembro de 2026

Roy Roberts - Nothin' but the Blues 2020

 

 1. I Got a Gypsy Woman - 3:39
 2. Why Didn't You Come Home - 5:28
 3. Can't Have It Your Way - 3:06
 4. Dirty Old Man - 3:51
 5. The Next Time - 5:03
 6. Singing Another Blues Song - 3:33
 7. I'm a Real Blues Man - 4:04
 8. I'll Be Your Plumber Man - 3:46
 9. Your Troubling Mind - 4:26
10. Just One More Blues Song (feat. Mark Van Mourik) - 3:39
11. What Should I Do - 4:52
12. Have You Seen My Baby - 3:24
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Doze faixas que o próprio Roy escolheu

Em 2020, Roy Roberts lançou só no digital Nothin’ But The Blues, compilação de doze faixas do próprio acervo, soul blues com metais, órgão e guitarra no ponto. 

O veterano de Livingston, Tennessee, radicado em Greensboro, já tocou atrás de Solomon Burke, Otis Redding e Eddie Floyd.“I Got a Gypsy Woman” abre com riffs de guitarra, órgão e sopros que empurram o groove. “Dirty Old Man” traz o slide de Bob Margolin, antigo sideman de Muddy Waters, e o Hammond de Skeeter Brandon. “I’m a Real Blues Man” anda no jump, piano tilintando e voz solta. 

A produção sai nítida, os arranjos equilibrados, a guitarra de Roberts nunca tapa o conjunto.As faixas foram gravadas no estúdio Rock House Records, em Greensboro. Mark Van Mourik, músico holandês que Roberts acolheu em turnês pela Europa, assina a letra de “Just One More Blues Song”. 

O disco saiu em novembro de 2020, no mesmo período em que o músico colocou nas plataformas seu primeiro single de Natal pelo próprio selo.

Tito & Tarantula – Andalucia (2002)

 

01. Missed Your Eyes
02. It’s My Mistake
05. Torn To Pieces
06. Hey Hey Hey Whaddya Say
07. Bullets From A Gun
08. Make Me
09. My Power Is In Your Hands
10. Ready Made
11. Effortless
12. In Between
14. La Flor De Mal (Bonus Track)

Bonus CD – Malaga Acoustic Session:
15. You’re The One I Love (Malaga Acoustic Session)
16. In Between (Malaga Acoustic Session)
17. Make Me (Malaga Acoustic Session)
18. Torn To Pieces (Malaga Acoustic Session)
19. Mexican Sky (Malaga Acoustic Session)
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Andalucia: o deserto de L.A. gravado na Espanha

Quarto disco do Tito & Tarantula, Andalucia saiu em 4 de março de 2002 pela Goldrush/BMG: chicano rock, blues e stoner, agora com piano e duas guitarras na frente.

Tito Larriva canta, segura o ritmo e o teclado de um dedo. Peter Atanasoff e Steven Hufsteter — o segundo veio dos Cruzados — cruzam os solos. Io Perry assume o baixo no lugar de Jennifer Condos. Marcus Praed entra no piano, na mesa e na mixagem. Johnny “Vatos” Hernandez segura a bateria. 

O produtor assina BigDaddyT. para na balada “You’re the One I Love”. A Visions aponta “California Girl”, “Mexican Sky” e “Torn to Pieces”. 

A Plattentests.de ainda puxa “Bullets From a Gun” e a sessão acústica de Málaga. “La Flor de Mal”, no bônus, é cover dos Cruzados, de Larriva e Hufsteter.

No fim de 2001 o grupo se tranca num sítio em Málaga, no El Cortijo, e fecha as fitas no Eraserhead e no Coney Island, em Glendale, e no Electromos, em Osnabrück; Gavin Lurssen masteriza em Hollywood. A edição alemã limitada vem em dois CDs, com o Malaga Acoustic Session — cinco faixas no estúdio, Vatos fora, Achim Färber na caixa — e o clipe de “California Girl”.

16 de setembro de 2026

Robin Banks - Honestly 2001

 

1. Don't Ya Love Me Like That? (3:44)
2. The Whiskey Song (4:35)
3. Thinkin' 'Bout You (4:40)
4. Work It Out (2:51)
5. I'm In Love With Another Man (3:11)
6. I Need A Lovin' Man (3:46)
7. Honestly (3:38)
8. None 'A Nothin' (5:36)
9. My Kinda Lover (4:46)
10. Hold On To My Baby Tonight (3:32)
11. I'd Be Everything To You (4:57)
12. Evil Things (2:59)
13. Thunder And Lightnin' (3:21)
14. I Say A Little Prayer (4:31)
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De Ontário a Dallas, sem maquiar o blues

Honestly (2001) é o segundo disco de Robin Banks: blues elétrico moderno, com soul no canto. AllMusic registra o álbum no selo Robin Bank$ / SOCAN; no Deezer a ficha traz copyright de Beverly Banks e 14 faixas, 56 minutos.

Banks cresceu a uns 80 km de Detroit, ouviu Motown, estudou jazz na faculdade e, em 1992, montou The Robin Banks Blues Band. O estreia Permanent Record (AllMusic: 1998, Mohog Music) rodou rádio fora do Canadá e, em 1997, a Robin Bank$ Blues Band levou o Maple Blues Award de New Artist of the Year. 

Em 1999 ela muda para Dallas e refaz a banda. Em Honestly entram nomes da cena local: Sam Myers, Hash Brown, Pat Boyack, Randy McAllister e Holland K. Smith. 

A lista fecha com “I Say a Little Prayer”, de Burt Bacharach e Hal David. Nenhuma resenha sólida isolou faixa deste disco.A gravação é de Dallas, depois da mudança de 1999, com esse elenco texano. No ano seguinte sai After Dark, também no próprio selo.

Chain - Towards The Blues (1971)

 

01 - Thirty Two-Twenty Blues
02 - Snatch it Back and Hold It
03 - Boogie
04 - Booze is Bad News Blues
05 - Albert Gooses Gonna Turn The Blues Loose
06 - Black and Blue
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Melbourne geme, blues no osso

Toward the Blues, lançado em setembro de 1971 pela Infinity (Festival), é blues elétrico australiano da formação clássica da Chain: Matt Taylor no vocal e na gaita, Phil Manning na guitarra, Barry “Big Goose” Sullivan no baixo e Barry “Little Goose” Harvey na bateria. 

Gravado nos T.C.S. Studios, em Melbourne, com produção da própria banda e de John Sayers.O LP abre com “32/20”, de Robert Johnson, e “Snatch It Back and Hold It”, de Junior Wells; no meio vem o jam de dez minutos “Boogie” e o instrumental “Albert Gooses Gonna Turn the Blues Loose”. 

Fecha com “Black and Blue”, o compacto que chegou ao 12º lugar no Kent Music Report em maio — a versão do disco foi recortada no estúdio para acompanhar o fluxo do álbum, porque o single tinha sido gravado antes, em Sydney. 

Capa gatefold de Ian McCausland; a primeira prensagem saiu com a foto interna invertida.O álbum atingiu o 6º lugar no Kent e está em 100 Best Australian Albums (2010). A ARIA o certificou ouro. A reedição de 30 anos (2001) acrescentou um “s” ao título e os compactos “Judgement” e “Blow in D”.

15 de setembro de 2026

John Renbourn - Faro Annie 1972

 

01. White House Blues (3:35)
02. Buffalo Skinners (3:37)
03. Kokomo Blues (3:54)
04. Little Sadie (3:16)
05. Shake Shake Mamma (3:33)
06. Willy O'Winsbury (5:39)
07. The Cuckoo (3:57)
08. Come On In My Kitchen (3:52)
09. Country Blues (3:36)
10. Faro Annie (3:25)
11. Back On The Road Again (3:12)
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O adeus blues de John Renbourn

Faro Annie, álbum solo de John Renbourn gravado em 1971 no Livingston Studios, em New Barnet, e lançado pela Transatlantic no Reino Unido (e pela Reprise nos EUA em 1972), entra de cabeça no folk-rock e no blues americano — bem longe do perfil medieval de The Lady and the Unicorn

Renbourn canta e toca violão, gaita e sitar; entram Dorris Henderson no vocal em três faixas, Sue Draheim no violino, Pete Dyer na gaita e, em “Shake Shake Mamma” e na faixa-título, o baixo de Danny Thompson e a bateria de Terry Cox, colegas do Pentangle

Produção de Bill Leader, engenharia de Nic Kinsey.William Ruhlmann, no AllMusic, destaca o sitar ao fundo em “Buffalo Skinners”, o primeiro pulso folk-rock em “Kokomo Blues”, a balada britânica “Willy O’Winsbury” e o Robert Johnson de “Come On in My Kitchen”. Robert Christgau, que deu B+ ao disco, confessou ter ouvido “Willy O’Winsbury” até o fim. 

O próprio Renbourn descreveu o disco como o lado folk-blues dele “dez anos depois”: um “adeus e obrigado” à Transatlantic, quando achava que deixava o selo.

Na entrevista a Rosalind Russell, na semana do lançamento, ele disse que a sessão foi às pressas — ainda devia um LP à gravadora — e que o estúdio estava sendo demolido e reconstruído ao redor deles. O vinil britânico saiu como Transatlantic TRA 247; nos Estados Unidos chegou em 1972 pela Reprise (MS 2082).